Estratégias de enfrentamento ao crime organizado na atuação policial no estado do Pará

Strategies to combat organized crime in police operations in the state of Pará

João Paulo de Sousa Rego[1]
Osvaldo de Morais Junior[2]
Patrick Luiz Aguiar da Silva[3]
Vilidiane Morais Teixeira[4]

RESUMO

O artigo examina o enfrentamento ao crime organizado na atuação policial no Estado do Pará, tomando como base documentos institucionais e registros informativos recentes. O estudo partiu da questão referente à forma pela qual esses materiais permitem interpretar a atuação dos órgãos de segurança pública diante da criminalidade organizada no contexto paraense. Adotou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo, mediante pesquisa documental e análise de conteúdo. O corpus reuniu documentos oficiais, notícias institucionais e registros jornalísticos selecionados conforme pertinência temática, atualidade e vínculo direto com ações policiais relacionadas a organizações criminosas. Os achados indicaram presença de cooperação entre instituições federais e estaduais, uso de mandados judiciais, apreensão de armas e entorpecentes, bloqueio de recursos financeiros, emprego de unidades especializadas e integração informacional por meio de estruturas como a FICCO. Concluiu-se que a atuação policial no Pará tem se desenvolvido mediante respostas múltiplas e articuladas, orientadas tanto à contenção imediata das práticas ilícitas quanto ao enfraquecimento material e organizacional dessas redes.

Palavras-chave: Crime Organizado; Segurança Pública; Atuação Policial; Cooperação Institucional; Pará.

ABSTRACT

This article examines the fight against organized crime in police action in the state of Pará, based on institutional documents and recent informational records. The study started from the question of how these materials make it possible to interpret the performance of public security agencies in the face of organized criminality in the Pará context. A qualitative and descriptive approach was adopted through documentary research and content analysis. The corpus brought together official documents, institutional news and journalistic records selected according to thematic relevance, timeliness and direct connection with police actions related to criminal organizations. The findings indicated cooperation between federal and state institutions, use of judicial warrants, seizure of weapons and drugs, freezing of financial assets, deployment of specialized units and information integration through structures such as FICCO. It was concluded that police action in Pará has been developed through multiple and coordinated responses, directed both at the immediate containment of illegal practices and at the material and organizational weakening of these networks.

Keywords: Organized Crime; Public Security; Police Action; Institutional Cooperation; Pará.

RESUMEN

El artículo examina el enfrentamiento al crimen organizado en la actuación policial en el Estado de Pará, con base en documentos institucionales y registros informativos recientes. El estudio partió de la pregunta acerca de la manera en que esos materiales permiten interpretar la actuación de los órganos de seguridad pública frente a la criminalidad organizada en el contexto paraense. Se adoptó un enfoque cualitativo, de carácter descriptivo, mediante investigación documental y análisis de contenido. El corpus reunió documentos oficiales, noticias institucionales y registros periodísticos seleccionados según pertinencia temática, actualidad y vínculo directo con acciones policiales relacionadas con organizaciones criminales. Los hallazgos indicaron cooperación entre instituciones federales y estaduales, uso de órdenes judiciales, incautación de armas y estupefacientes, bloqueo de recursos financieros, empleo de unidades especializadas e integración informativa por medio de estructuras como la FICCO. Se concluyó que la actuación policial en Pará se ha desarrollado mediante respuestas múltiples y articuladas, orientadas tanto a la contención inmediata de las prácticas ilícitas como al debilitamiento material y organizativo de esas redes.

Palabras claves: Crimen Organizado; Seguridad Pública; Actuación Policial; Cooperación Institucional; Pará.

INTRODUÇÃO

A atuação de organizações criminosas tem ocupado posição relevante nas discussões contemporâneas sobre segurança pública no Brasil, isso porque ‘’cerca de 75% da população mundial reside em áreas com elevados índices de criminalidade’’ (Pinto; Santos, 2025, p. 4). A Lei nº 12.850, de 2 de outubro de 2013, define organização criminosa como associação estruturada voltada à prática de infrações penais com divisão de funções entre seus integrantes (Brasil, 2013). E esses agrupamentos operam de forma articulada e persistente, o que amplia a complexidade das respostas institucionais necessárias para seu enfrentamento (Miranda et al., 2023). No Pará, registros informativos indicam a amplitude desse fenômeno, evidenciada em operação policial que resultou em mais de cem prisões distribuídas em quarenta e cinco municípios (G1 Pará, 2025).

Outrossim, o enfrentamento dessas estruturas exige articulação entre investigação criminal, produção de informações e cooperação institucional. Segundo Miranda et al. (2023), a atividade de inteligência contribui para compreender as dinâmicas desses grupos e orientar intervenções estatais mais qualificadas. Esse prisma evidencia a importância da integração entre diferentes instituições responsáveis pela segurança pública.

Nessa conjuntura, iniciativas institucionais voltadas à cooperação entre órgãos de segurança pública têm sido implementadas no Estado do Pará. A criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado representa uma dessas iniciativas, reunindo instituições federais e estaduais com o propósito de intensificar ações voltadas à repressão de práticas ilícitas associadas à atuação dessas organizações (Brasil, 2023).

O documento que institui essa estrutura destaca a necessidade de ampliação dos instrumentos institucionais voltados ao enfrentamento dessas práticas. Conforme registrado no plano de trabalho da força integrada, há “a necessidade de se reforçar o acervo de mecanismos institucionais postos à disposição do aparelho policial para o enfrentamento das organizações criminosas” (Brasil, 2023, p. 3). Revela-se a relevância de iniciativas voltadas à articulação institucional.

Parte-se da hipótese de que documentos institucionais e produções acadêmicas permitem compreender elementos relacionados à atuação policial no enfrentamento de organizações criminosas no Estado do Pará. Perante isso, questiona-se: de que maneira esses registros possibilitam interpretar a atuação das instituições de segurança pública frente à criminalidade organizada no contexto paraense?

O objetivo geral consiste em analisar as estratégias de enfrentamento ao crime organizado na atuação policial no Estado do Pará. Como objetivos específicos, pretende-se examinar fundamentos teóricos relacionados à criminalidade organizada, identificar mecanismos institucionais de cooperação entre órgãos de segurança pública e analisar, a partir de documentos institucionais e registros informativos, as estratégias empregadas nas ações policiais voltadas à repressão dessas práticas ilícitas.

METODOLOGIA

A investigação foi conduzida mediante abordagem qualitativa de caráter descritivo, orientada pela análise documental de registros informativos e documentos institucionais relacionados ao enfrentamento de organizações criminosas no Estado do Pará. Estudos metodológicos indicam que pesquisas qualitativas permitem compreender fenômenos sociais complexos por meio da interpretação de registros textuais, documentos e narrativas produzidas em contextos institucionais ou informativos (Gil, 2019). Essa escolha metodológica possibilitou examinar conteúdos publicados em meios informativos e documentos oficiais que tratam de intervenções policiais relacionadas à criminalidade organizada.

O delineamento adotado correspondeu à pesquisa documental, modalidade que utiliza materiais já produzidos e disponibilizados publicamente como fontes de investigação científica. Segundo Lakatos e Marconi (2017), documentos institucionais, relatórios administrativos e registros informativos constituem fontes relevantes para estudos que buscam compreender práticas institucionais e processos sociais. A amostra foi composta por registros publicados em portais informativos reconhecidos e documentos institucionais relacionados à atuação policial no Pará, incluindo materiais produzidos por órgãos governamentais e conteúdos jornalísticos que abordam operações policiais vinculadas ao combate a organizações criminosas.

O processo de coleta de dados ocorreu por meio de levantamento sistemático em portais informativos e páginas institucionais de órgãos de segurança pública. Foram selecionados conteúdos publicados no período recente que abordassem operações policiais, investigações ou iniciativas institucionais relacionadas ao enfrentamento de organizações criminosas no estado paraense. Consoante orienta Gil (2019), a pesquisa documental exige identificação cuidadosa das fontes, verificação da procedência dos registros e organização do material coletado para posterior análise.

Para delimitar o corpus de análise, foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão. Como critérios de inclusão consideraram-se materiais que apresentassem informações relacionadas a operações policiais, investigações ou iniciativas institucionais vinculadas ao combate à criminalidade organizada no Pará. Foram excluídos registros que não apresentassem relação direta com o tema da pesquisa, textos opinativos sem base informativa verificável ou conteúdos que tratassem de ocorrências isoladas sem vínculo com estruturas criminosas organizadas. Esse procedimento buscou assegurar a pertinência do material analisado.

Para tornar explícita a composição do corpus documental utilizado na investigação, foi elaborada uma sistematização quantitativa das fontes analisadas. O quadro a seguir apresenta a quantidade de registros selecionados, organizados segundo o tipo de material consultado, os autores ou instituições responsáveis pelas publicações e o número de documentos incluídos na análise.

Quadro 1 – Composição do corpus documental utilizado na pesquisa

Tipo de material analisado

Autores / instituições responsáveis

Quantidade de registros

Artigos e obras acadêmicas

Pinto e Santos (2025); Miranda et al. (2023);

Mello et al. (2025); Moreira e Ramos (2026);

Rodrigues e Rêgo (2024); Nascimento e Araújo

(2025); Santos et al. (2026); Oliveira, Ramos e Bernardo (2025)

8

Documentos institucionais

Ministério da Justiça e Segurança Pública;

Polícia Federal; Polícia Militar do Pará;

Ministério Público Federal; Ministério Público do Estado do Pará

6

Notícias jornalísticas e registros informativos

G1 Pará; CNN Brasil; Agência Pará; BBC News

Brasil

7

Total de registros analisados

21

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

Mostra-se, acima, que a investigação foi desenvolvida a partir de um conjunto diversificado de fontes documentais, composto por produções acadêmicas, documentos institucionais e registros jornalísticos. A combinação desses materiais permitiu examinar o fenômeno investigado sob diferentes perspectivas analíticas, articulando contribuições teóricas da literatura especializada com registros informativos e documentos produzidos por instituições vinculadas à segurança pública.

A análise dos dados foi realizada por meio de leitura interpretativa dos documentos selecionados, buscando identificar informações relacionadas às iniciativas institucionais e às intervenções policiais divulgadas nas fontes analisadas. De acordo com Bardin (2016), a análise de conteúdo possibilita organizar e interpretar informações presentes em documentos textuais, permitindo identificar elementos relevantes para compreensão do fenômeno investigado. A aplicação desse procedimento permitiu examinar os registros coletados com o objetivo de compreender como as intervenções policiais relacionadas ao crime organizado têm sido apresentadas nos documentos analisados.

DESENVOLVIMENTO

3.1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS E CONCEITUAIS RELACIONADOS À

CRIMINALIDADE ORGANIZADA

A compreensão das estruturas ilícitas organizadas exige abordagem conceitual fundamentada em bases jurídicas e acadêmicas. A legislação brasileira estabelece parâmetros para esse entendimento ao definir organização criminosa como associação estruturada formada por quatro ou mais indivíduos destinada à prática de infrações penais com divisão de funções entre seus integrantes (Brasil, 2013). Ainda concernente a elas:

As organizações criminosas são responsáveis por graves violações de direitos humanos. Diante dessa gravidade, o combate às facções é objeto de documentos e Convenções internacionais. O principal tratado é a Convenção Contra o Crime Organizado Transnacional, a denominada Convenção de Palermo, de 15 de novembro de 2000, aprovada pelo Congresso Nacional, ratificada pelo Executivo e promulgada em 2004 (Rodrigues; Rego, 2024, p. 4).

Esse enquadramento normativo orienta investigações e procedimentos judiciais relacionados a atividades ilícitas de caráter coletivo. E estes agrupamentos operam por meio de articulação interna, continuidade temporal e planejamento das ações delituosas, características que ampliam a complexidade das respostas institucionais destinadas à contenção dessas práticas (Miranda et al., 2023).

A análise conceitual também envolve a observação empírica de ocorrências registradas em documentos informativos e institucionais que descrevem intervenções policiais direcionadas a essas estruturas. Registros recentes indicam operações realizadas em diversas localidades do território paraense, evidenciando a presença de agrupamentos associados a homicídios, comércio ilegal de entorpecentes e práticas criminosas estruturadas (G1 Pará, 2025). Esses registros documentais permitem observar elementos relacionados à dimensão territorial e à intensidade das intervenções policiais, oferecendo subsídios empíricos para a discussão teórica sobre a criminalidade organizada e suas manifestações regionais.

Tabela 1: Registros documentais relacionados a operações policiais vinculadas à criminalidade organizada no Estado do Pará

Operação / registro

Resultado registrado

Fonte

Ano

Operação policial com mais de

100 prisões em 45 municípios

Mais de 100 pessoas presas

G1 Pará

2025

Operação Passe Livre

10 pessoas presas e bloqueio de R$

22.592.418,79

Coelho (CNN

Brasil)

2025

Operação Sinal Falso

5 prisões, 5 mandados de

Terra

2025

busca e apreensão (Agência

Pará)

Fonte: elaborado pelo autor (2026).

A observação dos registros apresentados na Tabela 1 evidencia a intensidade das intervenções institucionais relacionadas ao combate às organizações criminosas na região paraense. De modo semelhante a essa interpretação, Rodrigues e Rêgo (2024) afirmam que investigações direcionadas a essas estruturas frequentemente revelam redes articuladas que operam simultaneamente em diferentes municípios, circunstância que amplia a complexidade das investigações policiais.

A presença de operações envolvendo elevado número de mandados judiciais também indica a existência de estruturas organizadas com múltiplos integrantes. Como destacam Miranda et al. (2023), agrupamentos dessa natureza costumam apresentar divisão funcional entre participantes e hierarquias internas que orientam a execução das atividades ilícitas, característica que diferencia essas organizações de associações criminosas eventuais.

A diversidade de registros documentais demonstrados na Tabela 1 também permite observar a multiplicidade de práticas ilícitas associadas a essas redes criminosas. Em diálogo com essa constatação, Pinto e Santos (2025) argumentam que organizações criminosas frequentemente atuam em diferentes segmentos ilegais, incluindo tráfico de entorpecentes, extorsão, lavagem de dinheiro e exploração de atividades econômicas clandestinas.

Convém assinalar à dimensão econômica dessas estruturas. Em conformidade com estudos sobre criminalidade organizada, Mello et al. (2025) apontam que a movimentação financeira constitui um dos pilares de sustentação dessas redes, permitindo financiamento de operações ilícitas e manutenção das estruturas organizacionais.

A expansão territorial dessas organizações também constitui característica recorrente descrita na literatura especializada. Nascimento e Araújo (2025) ressaltam que determinadas cidades amazônicas passaram a integrar redes criminosas interligadas, fenômeno associado à presença de rotas estratégicas utilizadas para circulação de mercadorias ilegais e recursos financeiros.

A análise documental apresentada na Tabela 1 também revela que diversas intervenções institucionais ocorrem por meio de operações integradas conduzidas por diferentes órgãos de segurança pública. Em convergência com essa observação, Santos et al. (2026) destacam que a produção de informações técnicas e relatórios operacionais constitui instrumento fundamental para subsidiar decisões institucionais relacionadas ao enfrentamento da criminalidade organizada.

Cumpre mencionar à capacidade de adaptação dessas organizações ante as ações repressivas. Em consonância com esse enfoque analítica, Moreira e Ramos (2026) afirmam que agrupamentos ilícitos frequentemente reorganizam suas atividades após intervenções policiais, característica que contribui para a permanência dessas estruturas ao longo do tempo.

Pesquisas sobre investigação criminal indicam ainda que a identificação de vínculos entre integrantes e a reconstrução das cadeias de comando constituem etapas essenciais para compreender o funcionamento dessas redes. Rodrigues e Rêgo (2024) ressaltam que a análise detalhada de documentos investigativos possibilita revelar conexões internas que sustentam a atuação dessas organizações.

A interpretação desses registros também dialoga com estudos sobre políticas públicas de segurança. Segundo o posicionamento de Mello et al. (2025), a compreensão das estruturas criminosas exige integração entre análise acadêmica, dados institucionais e observação das dinâmicas territoriais associadas ao fenômeno da criminalidade organizada.

Dessa forma, o diálogo entre registros documentais apresentados na Tabela 1 e contribuições científicas presentes na literatura permite ampliar a compreensão das características estruturais dessas organizações ilícitas. Em alinhamento com essa perspectiva, Pinto e Santos (2025) destacam que a análise integrada entre evidências empíricas e produção acadêmica contribui para identificar padrões organizacionais e compreender a permanência dessas redes criminosas em diferentes contextos regionais.

3.2 ANÁLISE DAS AÇÕES POLICIAIS E DAS ESTRATÉGIAS EMPREGADAS NO

ENFRENTAMENTO AO CRIME ORGANIZADO NO ESTADO DO PARÁ

A interpretação das intervenções institucionais direcionadas à contenção de redes ilícitas no território paraense envolve exame de iniciativas desenvolvidas por diferentes órgãos responsáveis pela segurança pública. Estudos relacionados à governança institucional indicam que a cooperação entre instituições policiais, ministério público e estruturas investigativas amplia a capacidade de enfrentamento dessas organizações. Corroborando com essa compreensão, Pinto e Santos (2025) destacam que respostas estatais direcionadas à criminalidade organizada tendem a produzir melhores resultados quando articulam mecanismos investigativos, instrumentos jurídicos e integração operacional entre diferentes instituições.

Pesquisas direcionadas à segurança pública regional indicam que estratégias institucionais frequentemente envolvem operações conjuntas, produção de informações estratégicas e ações direcionadas à descapitalização financeira de agrupamentos ilícitos. A par desta interpretação, Santos et al. (2026) apontam que a articulação entre inteligência policial, planejamento tático e cooperação institucional constitui elemento relevante para ampliar a efetividade das intervenções estatais relacionadas à repressão dessas estruturas criminosas. A Tabela 2 apresenta síntese de estratégias identificadas em documentos institucionais e registros informativos relacionados a essas iniciativas.

Tabela 2: Estratégias institucionais identificadas em documentos e registros informativos sobre enfrentamento ao crime organizado no Pará

Estratégia identificada

Fonte

Ano

Operações policiais integradas envolvendo instituições federais e estaduais

Brasil – Ministério da

Justiça e Segurança Pública

2026

Cumprimento coordenado de mandados de prisão e busca contra integrantes de organizações criminosas

Agência Pará

2026

Bloqueio judicial de recursos financeiros vinculados a atividades ilícitas

Coelho (CNN Brasil)

2025

Investigações especializadas conduzidas por delegacias voltadas ao crime organizado

Terra (Agência Pará)

2025

Atuação operacional de unidades especializadas da Polícia Militar (ROTAM)

PMPA

2025

Apreensão de armas e entorpecentes em operações territoriais

PMPA

2026

Cooperação institucional entre Polícia Federal,

Polícia Civil e Polícia Militar

Brasil – Ministério da

Justiça e Segurança Pública

2026

Atuação do Ministério Público em denúncias relacionadas a organizações criminosas

MPF

2026

Utilização de unidades especializadas de repressão a facções criminosas

Terra (Agência Pará)

2025

Operações simultâneas em múltiplos municípios do estado

G1 Pará

2025

Integração de informações por meio da Força

Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO)

Brasil – Polícia Federal

2023

Investigações direcionadas à lavagem de dinheiro Coelho (CNN Brasil) 2025 e fluxos financeiros ilícitos

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

Mediante Tabela 2, vê-se que o enfrentamento das redes delitivas, no Pará, não ocorre por meio de providência isolada. Para Pinto e Santos (2025), a solidez das respostas públicas depende da combinação entre aparato jurídico, coordenação administrativa e ação repressiva qualificada. Nessa direção, os registros analisados indicam que a atuação estatal tem recorrido a arranjos múltiplos, capazes de alcançar tanto integrantes quanto recursos materiais vinculados às práticas ilícitas.

No que se refere à atuação conjunta entre corporações, o material empírico evidencia a formação de um circuito cooperativo entre instâncias federais e estaduais. Miranda et al. (2023) assinalam que a circulação organizada de informações entre órgãos distintos amplia a leitura situacional e reduz fragmentações internas. A presença reiterada de operações executadas por equipes compostas por diferentes instituições revela precisamente essa busca por unidade funcional.

Quanto às ordens judiciais, a documentação reunida demonstra que prisões preventivas e buscas domiciliares têm figurado como instrumentos recorrentes nas diligências. Rodrigues e Rêgo (2024) observam que a persecução penal contra associações ilícitas exige lastro probatório consistente, especialmente quando se pretende alcançar núcleos mais articulados. Desse modo, a execução coordenada desses atos indica preparação prévia e acúmulo informacional anterior ao momento ostensivo.

No eixo patrimonial, o bloqueio de valores aparece como medida de grande relevância prática. Mello et al. (2025) sustentam que a asfixia econômica de grupos delitivos produz efeitos significativos, porque compromete a manutenção logística, restringe pagamentos internos e fragiliza circuitos de sustentação ilícita. A inclusão dessa providência na Tabela 2 revela que, no espaço paraense, a repressão não se limita à captura física de investigados.

As investigações conduzidas por delegacias especializadas também merecem atenção. Oliveira, Ramos e Bernardo (2025) defendem que a especialização funcional favorece apuração mais refinada, leitura mais precisa das conexões entre investigados e melhor definição de prioridades. A recorrência de unidades voltadas especificamente ao combate a facções e grupos estruturados sugere amadurecimento institucional da atividade persecutória.

No plano ostensivo, a participação de batalhões com treinamento diferenciado indica emprego seletivo de efetivo com aptidão para cenários de maior risco. Santos et al. (2026) assinalam que a profissionalização do aparato policial depende, em grande medida, da qualificação técnica dos quadros empregados em missões complexas. A atuação de grupamentos especializados, registrada nas fontes examinadas, aponta para uso direcionado de capacidade operacional em áreas consideradas sensíveis.

A retirada de armamentos e entorpecentes, por sua vez, guarda relação direta com a redução da capacidade imediata de ação dos agrupamentos ilícitos. Na leitura de Nascimento e Araújo (2025), áreas amazônicas submetidas à circulação de mercadorias ilegais exigem intervenções capazes de interromper fluxos logísticos e pontos de abastecimento. A apreensão desses materiais, portanto, não representa apenas resultado numérico, mas impacto concreto sobre a dinâmica delitiva.

A presença do Ministério Público no conjunto documental indica que a repressão às organizações ilícitas envolve também reforço acusatório e acompanhamento processual qualificado. Moreira e Ramos (2026) observam que estruturas criminosas com maior grau de sofisticação frequentemente demandam atuação articulada entre investigação policial e sustentação jurídica posterior. Nessa perspectiva, as denúncias formalizadas e os pareceres favoráveis compõem a engrenagem institucional que viabiliza a continuidade da persecução.

A integração informacional promovida pela FICCO revela uma dimensão organizacional que ultrapassa a execução imediata de operações. Brasil (2023), ao disciplinar o plano de trabalho da força integrada, registra a previsão de acesso a bases corporativas, intercâmbio técnico e padronização procedimental. Esse desenho administrativo indica tentativa de reduzir dispersões internas e construir um fluxo permanente de dados entre os órgãos partícipes.

Por essa razão, a Tabela 2 permite concluir que as medidas identificadas não se restringem ao uso direto da força, mas abrangem articulação interinstitucional, instrumentos patrimoniais, aparato investigativo especializado, suporte ministerial e circulação qualificada de dados. À luz de Miranda et al. (2023) e de Pinto e Santos (2025), esse conjunto revela que o combate às redes criminosas, no contexto paraense, tem sido estruturado por múltiplas frentes institucionais, cada qual voltada a atingir facetas distintas da atuação ilícita.

Considerando o conjunto de medidas institucionais discutidas anteriormente, torna-se pertinente examinar de forma sistematizada como essas intervenções têm sido registradas em documentos informativos e relatórios institucionais. Conforme argumentam Miranda et al. (2023), a organização de evidências empíricas em quadros analíticos possibilita observar padrões de atuação estatal e compreender a lógica operacional adotada pelas instituições responsáveis pela segurança pública. A partir disso, a Tabela 3 apresenta síntese de registros documentais relacionados às ações policiais e aos resultados operacionais associados ao enfrentamento de redes criminosas no território paraense.

Tabela 3: Registros documentais de intervenções policiais relacionadas à criminalidade organizada no Estado do Pará

Ação policial registrada

Resultado informado

Fonte

Ano

Operação contra organização criminosa com cumprimento

de mandados em diversos

estados

33 mandados de prisão cumpridos

Brasil – Ministério da Justiça e

Segurança Pública

2026

Operação “Coalizão pela

Paz” direcionada a integrantes de facção criminosa

104 mandados judiciais executados

Agência Pará

2026

Investigação conduzida pela

Polícia Federal contra estrutura responsável por

execuções

Prisão de responsável pelo planejamento de homicídios

CNN Brasil

2026

Denúncias apresentadas pelo

Ministério Público Federal contra integrantes de organização criminosa

62 denunciados no segundo semestre

MPF

2026

Operação policial em múltiplos estados voltada ao combate de facções

Mais de 30 prisões realizadas

G1 Pará

2026

Operação integrada com bloqueio financeiro de organizações criminosas

Dez prisões e bloqueio de aproximadamente R$ 22

milhões

Coelho (CNN

Brasil)

2025

Operação “Ponto Crítico” com foco em redes criminosas regionais

Mais de 100 pessoas presas

G1 Pará

2025

Operação policial com mandados de prisão e busca

contra organização criminosa

Ação policial com apreensão

Cumprimento de mandados judiciais e prisões de investigados

Terra (Agência Pará)

2025

Armas e entorpecentes

PMPA

2026

de armamentos e drogas em área insular

apreendidos

Atuação da ROTAM contra integrantes de grupo criminoso

Prisões e apreensão de

materiais ilícitos

PMPA 2025

Fonte: elaborado pelos autores (2026).

A sistematização apresentada na Tabela 3 evidencia a amplitude das intervenções institucionais registradas em diferentes fontes documentais relacionadas à repressão de redes ilícitas no território paraense. Nesse contexto, Pinto e Santos (2025) argumentam que a observação de resultados operacionais divulgados em documentos oficiais e registros informativos permite compreender como instituições de segurança direcionam suas iniciativas para limitar a atuação dessas estruturas criminosas.

A partir dessa perspectiva, a presença de mandados judiciais executados em diferentes unidades federativas demonstra que determinadas investigações ultrapassam limites territoriais específicos. Miranda et al. (2023) explicam que agrupamentos ilícitos frequentemente estabelecem conexões interregionais, circunstância que exige ações investigativas capazes de acompanhar deslocamentos de integrantes e fluxos associados às atividades delituosas.

Sob essa lógica investigativa, os registros referentes à operação denominada “Coalizão pela Paz”, também incluídos na Tabela 3, demonstram a realização de intervenções de grande alcance institucional. Oliveira, Ramos e Bernardo (2025) observam que iniciativas dessa natureza indicam mobilização coordenada de estruturas administrativas e investigativas voltadas à contenção de redes criminosas com presença territorial ampliada, a operação pode noticiado por Terra (2026) na Agência Pará mostra FICCO/PA) e equipes da Polícia Civil do Pará:

Imagem 1: Noticia da Ação integrada da FICCO/PA e da Polícia Civil do Pará

Fonte: Terra (2026)

Assim, a leitura da Imagem 1 ganha maior densidade interpretativa quando relacionada ao diagnóstico jornalístico apresentado por Alvim (2025), que descreve a expansão do Comando Vermelho em Belém e em municípios da região metropolitana, com imposição de regras locais, cobrança de taxas e influência sobre a rotina comunitária. Esse enquadramento ajuda a compreender por que ações integradas, como a retratada na imagem, assumem dimensão ampliada no contexto paraense. Em semelhante orientação, a Tabela 1 não revela apenas quantitativos operacionais, mas também a resposta estatal frente de agrupamentos com capilaridade territorial e capacidade de comando em diferentes espaços urbanos.

A interpretação dos dados reunidos na Tabela 1 também pode ser aprofundada à luz do Atlas da Violência 2025, no qual o Ipea (2025) ressalta a relação entre dinâmica regional do crime organizado, letalidade e disputa por áreas estratégicas associadas a mercados ilícitos. Quando esse diagnóstico é aproximado da Imagem 1, percebe-se que a mobilização expressiva de efetivo policial e o cumprimento de mandados judiciais se inserem em cenário mais amplo, marcado por circulação criminosa complexa e por forte pressão sobre os aparelhos de segurança. Assim, os resultados expostos nos registros documentais deixam de ser percebidos como fatos isolados e passam a ser compreendidos como parte de uma conjuntura regional mais extensa.

Afora, a presença do Ministério Público nas ações de enfrentamento examinadas no estudo também pode ser melhor compreendida a partir das informações institucionais disponibilizadas pelo MPPA ([s.d.]), que apresenta o Gaeco como órgão voltado à identificação, repressão, combate, neutralização e prevenção de ameaças produzidas por organizações criminosas. Esse dado institucional dialoga diretamente com a Figura 1, pois a imagem materializa a dimensão cooperativa dessas intervenções, e se articula com a Tabela 1 ao evidenciar que os resultados operacionais observados dependem de engrenagem institucional que ultrapassa a atuação estritamente policial. Desse modo, a compreensão dos registros analisados se amplia ao se reconhecer o suporte ministerial como parte da arquitetura pública de contenção dessas redes.

Dentro dessa dinâmica operacional, a atuação da Polícia Federal em investigações relacionadas a execuções planejadas revela uma dimensão específica das práticas ilícitas associadas às organizações criminosas. Moreira e Ramos (2026) indicam que determinados agrupamentos desenvolvem estruturas internas responsáveis pela coordenação de ações violentas, o que exige investigações voltadas à identificação dessas cadeias hierárquicas.

Em continuidade ao processo institucional, os registros que mencionam denúncias formalizadas pelo Ministério Público Federal demonstram a transição entre investigação policial e responsabilização jurídica. Rodrigues e Rêgo (2024) explicam que a formalização de acusações representa etapa fundamental para que os elementos reunidos durante a investigação sejam submetidos à apreciação judicial.

Paralelamente, as operações policiais executadas simultaneamente em diferentes estados indicam a dimensão territorial dessas redes ilícitas. Nascimento e Araújo (2025) apontam que cidades amazônicas passaram a integrar circuitos logísticos associados ao tráfico de entorpecentes e a outras atividades ilegais, situação que amplia o alcance geográfico das investigações policiais.

Associado a esse cenário, o bloqueio de recursos financeiros vinculado às investigações aparece como medida relevante registrada nas fontes documentais analisadas. Mello et al. (2025) afirmam que a restrição patrimonial compromete a sustentação econômica dessas estruturas ilícitas, dificultando a continuidade das atividades delituosas.

Em decorrência dessas investigações, diversas operações policiais resultaram em elevado número de detenções, conforme demonstrado nos registros incluídos na Tabela 3. Santos et al. (2026) destacam que intervenções com grande volume de prisões normalmente decorrem de investigações prolongadas, nas quais autoridades identificam conexões entre diferentes participantes dessas redes ilícitas.

Simultaneamente, a apreensão de armamentos e substâncias ilícitas registrada nas ações policiais revela impacto direto sobre os meios materiais utilizados por essas estruturas. Nascimento e Araújo (2025) observam que a retirada desses recursos contribui para interromper cadeias logísticas associadas à circulação de mercadorias ilegais.

Diante desse conjunto de evidências, a leitura integrada dos registros apresentados na Tabela 3 e das contribuições acadêmicas permite compreender diferentes dimensões das intervenções policiais relacionadas à criminalidade organizada. Pinto e Santos (2025) defendem que a interpretação conjunta entre evidências documentais e produção científica contribui para ampliar o entendimento sobre as iniciativas institucionais destinadas à contenção dessas redes ilícitas.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos permitiram compreender os fundamentos conceituais da criminalidade organizada, identificar mecanismos institucionais de cooperação entre órgãos de segurança pública e examinar as estratégias operacionais empregadas nas ações policiais registradas no Estado do Pará. E permitiu compreender que a atuação policial direcionada ao enfrentamento do crime organizado no Estado do Pará se estrutura a partir de múltiplas frentes institucionais, articuladas por documentos oficiais e evidenciadas em registros informativos.

A leitura conjunta do material selecionado indicou que a repressão a essas redes não se limita à captura de investigados, alcançando também fluxos patrimoniais, instrumentos logísticos, aparelhos de comunicação e circuitos de coordenação interna. Desse modo, a questão orientadora foi respondida ao se verificar que os registros examinados possibilitam interpretar uma atuação estatal marcada por pluralidade de medidas e pela mobilização de diferentes órgãos públicos.

Os achados também demonstraram que a cooperação entre instituições constitui traço recorrente nas iniciativas voltadas à contenção dessas estruturas ilícitas. A presença de ações que envolvem polícia judiciária, unidades ostensivas, ministério público e forças integradas revelou que o enfrentamento dessas redes demanda intercâmbio informacional, suporte jurídico e planejamento operacional. Dessa leitura decorre a percepção de que a coordenação administrativa entre diferentes órgãos amplia a capacidade pública de alcançar integrantes, recursos e espaços vinculados às práticas delitivas.

No plano empírico, os documentos analisados mostraram recorrência de providências como cumprimento de ordens judiciais, apreensão de armamentos e drogas, restrição de valores financeiros, instauração de denúncias e execução de operações em múltiplos municípios e estados. Esse conjunto indica que o aparato repressivo paraense tem adotado respostas diversificadas em face de agrupamentos dotados de mobilidade, hierarquia e adaptação contínua. Assim, a hipótese inicialmente formulada foi confirmada, uma vez que o material examinado permitiu identificar elementos suficientes para interpretar a atuação policial e os arranjos institucionais empregados nesse enfrentamento.

Cabe registrar, contudo, que a pesquisa se desenvolveu a partir de documentos públicos e registros informativos, o que impõe limites relacionados à disponibilidade, ao detalhamento e à uniformidade das informações divulgadas. Nem sempre os materiais acessíveis apresentam o mesmo nível de profundidade quanto aos desdobramentos processuais, à continuidade das investigações ou aos efeitos concretos das medidas adotadas após as operações. Ainda assim, o corpus selecionado mostrou-se pertinente para a compreensão do fenômeno investigado e para a construção analítica proposta neste estudo.

À vista do percurso realizado, recomenda-se que investigações futuras aprofundem a relação entre repressão policial, desarticulação financeira, circulação territorial das facções e permanência dessas redes em áreas urbanas e amazônicas. Também se mostra relevante ampliar estudos voltados à comparação entre documentos institucionais, dados judiciais e indicadores de violência, de modo a refinar a compreensão dos efeitos produzidos pelas intervenções públicas. Com isso, será possível adensar o debate acadêmico sobre segurança pública no Pará e contribuir para leituras mais consistentes acerca do enfrentamento do crime organizado.

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  1. Policial Militar - PMPA. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-4222-7775. Graduado em Superior de Tecnologia em Serviços Penais pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Especialista em Gestão e Inteligência em Segurança Pública pela Fasul. Email: sgtjoaopaulosr@gmail.com

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  3. Policial Militar - PMPA. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-3182-7316. Bacharelado em Farmácia - Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA. Pós-Graduado Lato sensu em Farmácia clínica direcionada a prescrição farmacêutica. E-mail: patrick.luiz.stm@gmail.com

  4. Policial Militar - PMPA. ORCID é https://orcid.org/0009-0002-2400-6696 Graduada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil. Especialista em Direito Militar. Email: vilidiane@gmail.com