Entre jogos e aprendizagem: a gamificação como estratégia pedagógica para alunos com dislexia
Between games and learning: gamification as a pedagogical strategy for students with dyslexia
Entre juegos y aprendizaje: la gamificación como estrategia pedagógica para estudiantes con dislexia
Aldete de Albuquerque Oliveira[1]
RESUMO
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que afeta diretamente o desenvolvimento da leitura e da escrita, representando um desafio significativo no processo educativo, especialmente no contexto da educação básica. Diante dessas dificuldades, o papel do professor torna-se essencial na identificação das necessidades dos alunos e na adoção de estratégias pedagógicas que favoreçam a inclusão e a aprendizagem. Nesse cenário, a gamificação destaca-se como uma estratégia pedagógica capaz de tornar o processo de ensino-aprendizagem mais motivador, participativo e significativo para crianças com dislexia. O objetivo deste estudo foi analisar como a gamificação pode ser utilizada como estratégia de ensino-aprendizagem para crianças com dislexia, discutindo suas contribuições pedagógicas, as possibilidades de aplicação no contexto escolar e os cuidados necessários para sua implementação no âmbito da educação inclusiva. A metodologia adotada foi de caráter bibliográfico e qualitativo, fundamentada em artigos científicos, livros e dissertações publicados entre 2020 e 2025, disponíveis em bases de dados como Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico e Portal de Periódicos da CAPES. Os resultados evidenciam que o uso de estratégias gamificadas, quando planejadas de forma intencional e mediadas pelo professor, contribui para o aumento do engajamento, da motivação e da participação ativa dos alunos com dislexia, além de favorecer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Conclui-se que a gamificação, aliada à atuação sensível e reflexiva do professor, constitui uma estratégia pedagógica relevante para transformar as dificuldades de aprendizagem em oportunidades de desenvolvimento, promovendo a inclusão escolar, o respeito às diferenças e o fortalecimento da autoestima e do desempenho acadêmico dos estudantes.
Palavras-chave: Dislexia. Aprendizagem. Estratégia pedagógica. Gamificação.
ABSTRACT
Dyslexia is a specific learning disorder that directly affects the development of reading and writing, representing a significant challenge in the educational process, especially in the context of basic education. In view of these difficulties, the teacher’s role becomes essential in identifying students’ needs and adopting pedagogical strategies that promote inclusion and learning. In this scenario, gamification stands out as a pedagogical strategy capable of making the teaching–learning process more motivating, participatory, and meaningful for children with dyslexia. The objective of this study was to analyze how gamification can be used as a teaching–learning strategy for children with dyslexia, discussing its pedagogical contributions, possibilities for application in the school context, and the necessary considerations for its implementation within inclusive education. The methodology adopted was bibliographic and qualitative, based on scientific articles, books, and dissertations published between 2020 and 2025, retrieved from databases such as the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Scholar, and the CAPES Periodicals Portal. The results indicate that the use of gamified strategies, when intentionally planned and mediated by the teacher, contributes to increased engagement, motivation, and active participation of students with dyslexia, in addition to fostering their cognitive, emotional, and social development. It is concluded that gamification, combined with the teacher’s sensitive and reflective practice, constitutes a relevant pedagogical strategy for transforming learning difficulties into opportunities for development, promoting school inclusion, respect for differences, and the strengthening of students’ self-esteem and academic performance.
Keywords: Dyslexia. Learning. Pedagogical strategy. Gamification.
La dislexia es un trastorno específico del aprendizaje que afecta directamente el desarrollo de la lectura y la escritura, representando un desafío significativo en el proceso educativo, especialmente en el contexto de la educación básica. Frente a estas dificultades, el papel del docente se vuelve esencial en la identificación de las necesidades de los estudiantes y en la adopción de estrategias pedagógicas que favorezcan la inclusión y el aprendizaje. En este escenario, la gamificación se destaca como una estrategia pedagógica capaz de hacer que el proceso de enseñanza-aprendizaje sea más motivador, participativo y significativo para niños con dislexia. El objetivo de este estudio fue analizar cómo la gamificación puede ser utilizada como estrategia de enseñanza-aprendizaje para niños con dislexia, discutiendo sus contribuciones pedagógicas, las posibilidades de aplicación en el contexto escolar y los cuidados necesarios para su implementación en el ámbito de la educación inclusiva. La metodología adoptada fue de carácter bibliográfico y cualitativo, basada en artículos científicos, libros y disertaciones publicados entre 2020 y 2025, disponibles en bases de datos como Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Académico y el Portal de Periódicos CAPES. Los resultados evidencian que el uso de estrategias gamificadas, cuando son planificadas de manera intencional y mediadas por el docente, contribuye al aumento del compromiso, la motivación y la participación activa de los estudiantes con dislexia, además de favorecer su desarrollo cognitivo, emocional y social. Se concluye que la gamificación, aliada a la actuación sensible y reflexiva del docente, constituye una estrategia pedagógica relevante para transformar las dificultades de aprendizaje en oportunidades de desarrollo, promoviendo la inclusión escolar, el respeto a las diferencias y el fortalecimiento de la autoestima y del desempeño académico de los estudiantes.
Palabras clave: Dislexia. Aprendizaje. Estrategia pedagógica. Gamificación.
1 INTRODUÇÃO
A educação inclusiva no Brasil tem sido marcada por tensões entre o princípio da escolarização comum e a emergência de discursos e normativas que tensionam esse horizonte, especialmente no campo da Educação Especial. Esse movimento pode ser observado tanto no debate acadêmico quanto nos marcos institucionais recentes, a exemplo do Decreto nº 10.502/2020, que propôs uma reorganização da Política Nacional de Educação Especial e acabou tendo sua aplicação suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (Farias, 2022).
Para autores como Soares e Ribeiro (2023), esse cenário evidencia que a garantia do direito à aprendizagem não se sustenta apenas em dispositivos legais, mas depende de decisões políticas, financiamento público e, sobretudo, de práticas pedagógicas cotidianas coerentes com os princípios da inclusão.
Nesse contexto, a dislexia, frequentemente compreendida como uma dificuldade específica de aprendizagem que incide diretamente sobre os processos de leitura, escrita e decodificação, permanece como um desafio pedagógico relevante no âmbito da educação básica. Essa condição se manifesta, sobretudo, por dificuldades na precisão e fluência leitora, bem como na automatização do reconhecimento de palavras, impactando de forma significativa a participação escolar e o desempenho acadêmico dos estudantes (Capellini; Germano; Cunha, 2021). Paralelamente, intervenções mediadas por recursos tecnológicos vêm se concentrando, em grande parte, no desenvolvimento de habilidades de leitura e letramento, indicando a ampliação de abordagens que buscam aproximar evidências científicas de práticas pedagógicas viáveis para o contexto da sala de aula (Zanella et al., 2021).
Nesse cenário de transformações metodológicas, a gamificação tem ganhado destaque como estratégia didático-pedagógica ao incorporar elementos característicos dos jogos, como metas, desafios, regras, feedback imediato, narrativas e progressão por níveis, com o objetivo de ampliar o engajamento, a persistência e a participação dos estudantes nas atividades escolares (Oliveira; Silva, 2023). Segundo Kapp (2020), a gamificação, quando orientada por intencionalidade pedagógica clara, contribui para tornar o percurso de aprendizagem mais visível, significativo e motivador, especialmente em contextos nos quais há histórico de desinteresse ou dificuldades persistentes de aprendizagem.
No campo das necessidades educacionais específicas, revisões sistemáticas indicam que essa abordagem pode favorecer autonomia, autorregulação e envolvimento ativo dos alunos, desde que articulada ao planejamento docente e ao acompanhamento contínuo do processo educativo (Hamari et al., 2021).
Quando direcionada a crianças com dislexia, sugere-se que as estratégias baseadas em gamificação, a aprendizagem seja mediada por jogos digitais, pois podem contribuir para processos associados ao desenvolvimento da leitura, incluindo aumento da motivação para o treino, maior permanência nas atividades e, em determinados contextos, avanços em componentes do desempenho leitor e acadêmico (González-Calero et al., 2021). Além disso, revisões sobre tecnologias educacionais voltadas à dislexia apontam que muitas propostas buscam responder às dificuldades de leitura por meio de recursos digitais que privilegiam estímulos visuais, organização gradual das tarefas e adaptação ao ritmo individual do aluno, reforçando a pertinência de discutir, no campo educacional, como desenhar experiências de aprendizagem mais acessíveis, inclusivas e responsivas às necessidades desses estudantes (Snowling; Hulme, 2021; Lopes; Ferreira, 2023).
Diante desse contexto, o objetivo deste estudo é analisar, como a gamificação pode ser utilizada como estratégia de ensino-aprendizagem para crianças com dislexia, discutindo suas contribuições pedagógicas, possibilidades de aplicação no contexto escolar e os cuidados necessários para sua implementação no âmbito da educação inclusiva.
Logo, a importância deste estudo reside na necessidade de fortalecer práticas pedagógicas inclusivas que respondam, de forma concreta, às dificuldades enfrentadas por alunos com dislexia no processo de escolarização. Ao articular os campos da educação inclusiva, das metodologias ativas e da gamificação, este trabalho busca contribuir para a reflexão docente e para a construção de estratégias didáticas que promovam não apenas o acesso, mas também a permanência, o engajamento e a aprendizagem significativa de crianças com dislexia no contexto da escola regular.
A metodologia adotada é de caráter bibliográfico e qualitativo, fundamentada em obras publicadas entre 2020 e 2025, disponíveis em bases de dados como Scientific Electronic Library Online (Scielo), Google Acadêmico e Periódicos CAPES. Foram selecionados artigos científicos, livros e dissertações que abordam a dislexia no contexto educacional, com ênfase na linguagem escrita, nas práticas pedagógicas inclusivas e nas estratégias de ensino-aprendizagem voltadas para alunos com dificuldades específicas de leitura. A seleção das obras teve como critério a pertinência temática e a contribuição teórica para a compreensão da relação entre dislexia, inclusão escolar e práticas docentes, visando subsidiar uma análise crítica sobre o papel do professor no enfrentamento dos transtornos de aprendizagem no contexto da educação básica.
2 DISLEXIA E ESCOLARIZAÇÃO: as possibilidades e desafios no processo de ensino-aprendizagem
A dislexia é reconhecida no campo educacional como um transtorno específico de aprendizagem associado a diferenças no funcionamento neurobiológico que afetam, de modo particular, o desenvolvimento da leitura e da escrita. Trata-se de uma condição que pode ocorrer em indivíduos com diferentes níveis de escolarização e desempenho intelectual, não estando relacionada à falta de estímulos pedagógicos ou a déficits sensoriais (Capellini; Germano; Cunha, 2021). A sua origem está vinculada a alterações no desenvolvimento do sistema nervoso central, influenciadas por fatores genéticos e neurobiológicos, que interferem nos mecanismos responsáveis pelo processamento da linguagem escrita (Viana; Almeida; Torres, 2021).
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR), os transtornos do neurodesenvolvimento englobam condições que envolvem prejuízos na aquisição e no desenvolvimento de habilidades cognitivas e linguísticas, com início na infância e repercussões ao longo da vida escolar e social. Nesse grupo, a dislexia é classificada como um transtorno específico de aprendizagem que afeta diretamente o domínio das competências de leitura e escrita, podendo impactar o desempenho acadêmico e a participação do estudante nas atividades escolares (American Psychiatric Association, 2022).
A dislexia atinge entre 5% e 10% da população mundial, sendo mais frequentemente identificada nos primeiros anos da escolarização, período em que a leitura e a escrita assumem papel central no processo de ensino-aprendizagem (Lima; Rodrigues, 2024). Em sala de aula, é comum que alunos com dislexia apresentem leitura lenta, trocas ou omissões de letras, dificuldades na escrita e prejuízos na compreensão de textos. Esses desafios, quando não mediados adequadamente, podem gerar sentimentos de frustração, insegurança e desmotivação, afetando a autoestima e a relação do aluno com a escola (Mori, 2025).
Do ponto de vista etimológico, o termo dislexia deriva do grego dys (dificuldade) e lexis (palavra ou linguagem), remetendo à ideia de dificuldade no processamento da linguagem escrita. No âmbito educacional contemporâneo, o transtorno é compreendido como uma dificuldade persistente na aprendizagem da leitura e da escrita, mesmo diante de ensino adequado e oportunidades educacionais compatíveis, o que reforça a necessidade de estratégias pedagógicas diferenciadas e inclusivas (Rotta; Pedroso, 2022).
Os estudos sobre dislexia tiveram início no final do século XIX, mas avançaram significativamente nas últimas décadas com o desenvolvimento das neurociências. Pesquisas atuais demonstram que indivíduos com dislexia apresentam padrões distintos de ativação cerebral, especialmente em áreas do hemisfério esquerdo relacionadas ao processamento fonológico e visual da palavra. Essas diferenças ajudam a explicar as dificuldades na automatização da leitura e reforçam a compreensão da dislexia como uma condição neurobiológica, e não como um déficit intelectual (Lima; Rodrigues, 2024).
Quanto à sua classificação, a diferentes formas de manifestação da dislexia. A dislexia adquirida ocorre após lesões cerebrais que comprometem habilidades previamente desenvolvidas de leitura e escrita, enquanto a dislexia do desenvolvimento está presente desde a infância e associa-se a fatores genéticos e neurológicos. Além disso, alguns autores descrevem subtipos relacionados às habilidades mais afetadas, como a dislexia auditiva, visual e fonológica, destacando a diversidade de perfis encontrados no contexto escolar (Cunha; Nascimento, 2021).
No contexto escolar, a dislexia manifesta-se, principalmente, por dificuldades persistentes na decodificação de palavras, na fluência leitora e na ortografia. Essas dificuldades decorrem, sobretudo, de fragilidades no processamento fonológico, isto é, na capacidade de perceber, discriminar e manipular os sons da fala, habilidade fundamental para a aprendizagem da leitura alfabética (Oliveira; Lima, 2021). Como consequência, segundo Snowling e Hulme, (2021), o estudante pode apresentar limitações na compreensão textual e na associação entre grafemas e fonemas, o que compromete o progresso escolar e o acesso aos conteúdos curriculares.
Diante disso, a Associação Internacional de Dislexia (2023) aponta como um transtorno de dificuldade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldades no reconhecimento preciso e fluente das palavras, na decodificação e na ortografia, resultantes de déficits no componente fonológico da linguagem, que não se explicam por limitações intelectuais ou por falta de oportunidades educacionais. Essa definição reforça a necessidade de uma abordagem educacional que reconheça as potencialidades do estudante e promova práticas pedagógicas ajustadas às suas necessidades.
Quanto ao diagnóstico, a Classificação Internacional de Doenças (CID-11) estabelece que a identificação da dislexia deve considerar um desempenho em leitura e escrita significativamente inferior ao esperado para a idade e o nível escolar do indivíduo, sem que haja comprometimentos intelectuais ou sensoriais associados (Organização Mundial da Saúde, 2022). Tal compreensão contribui para romper com estigmas históricos e para reafirmar que a dislexia não representa incapacidade, mas uma forma distinta de processar a linguagem.
A escola ocupa um lugar central no desenvolvimento integral das crianças, pois é nesse espaço que se intensificam as experiências com a leitura, a escrita e as interações sociais. Além de sua função pedagógica, a instituição escolar desempenha um papel decisivo na identificação de dificuldades persistentes de aprendizagem, uma vez que o acompanhamento cotidiano do desempenho do aluno possibilita a observação precoce de sinais que demandam atenção pedagógica específica (Santos; Lima; Ribeiro, 2021). Nesse sentido, a escola torna-se um espaço estratégico tanto para o reconhecimento das dificuldades quanto para a construção de práticas inclusivas.
Entre os desafios que incidem sobre o processo de ensino-aprendizagem, a dislexia se destaca por interferir diretamente na alfabetização e na consolidação da linguagem escrita. Historicamente, alunos que apresentavam dificuldades de leitura e escrita foram, em muitos contextos, encaminhados para classes ou atendimentos segregados, o que contribuiu para a estigmatização e para o afastamento desses estudantes da convivência com seus pares (Fernandes; Souza, 2020). Para Cunha e Nascimento (2021), tais práticas reforçaram processos de exclusão escolar, limitando o desenvolvimento acadêmico e social dos alunos e comprometendo suas oportunidades de aprendizagem.
A dislexia, entretanto, não pode ser compreendida como resultado de falhas no processo de alfabetização, desatenção ou falta de esforço do estudante. Trata-se de uma condição de base neurológica e hereditária, que envolve diferenças no funcionamento cerebral relacionadas ao processamento da linguagem. Logo, quanto mais cedo os sinais são reconhecidos e compreendidos pela escola e pela família, maiores são as possibilidades de construção de estratégias pedagógicas eficazes e de redução dos impactos emocionais associados às dificuldades de aprendizagem (Melo, 2021).
Os impactos da dislexia extrapolam as dificuldades cognitivas e alcançam a dimensão social e emocional do estudante. Alunos com dislexia frequentemente relatam sentimentos de frustração, ansiedade, insegurança e medo de errar, especialmente em ambientes que valorizam a leitura rápida e a escrita padronizada como critérios centrais de desempenho. Essas experiências podem comprometer o convívio com os colegas, a participação em atividades coletivas e o vínculo com a escola, sobretudo quando não há suporte pedagógico adequado (Silva; Fernandes, 2023).
A legislação educacional brasileira reconhece o direito à inclusão e à oferta de condições adequadas para o desenvolvimento de estudantes com dificuldades de aprendizagem. A Resolução CNE/CEB nº 2/2001 considera como público da educação especial os educandos que apresentam dificuldades significativas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento, o que inclui condições relacionadas a transtornos específicos, como a dislexia (Brasil, 2001). Esse marco normativo reforça a responsabilidade da escola em promover práticas pedagógicas inclusivas e equitativas.
Nesse processo, o professor da educação básica ocupa posição estratégica, pois é o profissional que acompanha de forma contínua o desenvolvimento do aluno. A observação atenta das dificuldades na leitura, na escrita e na ortografia constitui um passo fundamental para a proposição de intervenções pedagógicas oportunas. Com isso, a identificação precoce, aliada ao planejamento de estratégias diferenciadas, pode minimizar os impactos da dislexia e favorecer trajetórias escolares mais positivas (Farrel, 2020).
Para que isso se concretize, a instituição escolar precisa assumir um compromisso efetivo com a inclusão, investindo em recursos pedagógicos acessíveis, adaptações curriculares e formação continuada dos docentes. Oliveira e Lima (2021) ressaltam que práticas pedagógicas humanizadas e flexíveis contribuem para o desenvolvimento integral da criança, ao reconhecer suas potencialidades e respeitar seus limites. Nesse sentido, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola deve contemplar as especificidades dos estudantes com transtornos de aprendizagem, garantindo que o currículo e as metodologias adotadas sejam sensíveis às diferenças individuais.
O trabalho docente junto a alunos com dislexia exige a revisão constante das estratégias metodológicas e a superação de concepções que atribuem o fracasso escolar exclusivamente ao estudante. O insucesso educacional deve ser compreendido como uma responsabilidade compartilhada pelo sistema de ensino, destacando a importância da empatia, do acolhimento e do reconhecimento das singularidades no processo de aprendizagem (Anjos; Germano, 2022).
No Brasil, a criação do Dia Nacional de Atenção à Dislexia, celebrado em 16 de novembro, conforme a Lei nº 13.085/2015, representa um avanço no reconhecimento público da dislexia e na promoção de ações voltadas à conscientização e à inclusão. Essa iniciativa reforça a necessidade de ampliar o debate social e educacional sobre o tema, combatendo estigmas e promovendo o respeito às diferenças (Brasil, 2015).
Dessa forma, a escola deve se afirmar como um espaço de acolhimento, aprendizagem e transformação social. Cabe aos educadores desenvolver práticas pedagógicas inclusivas, oferecer apoio emocional e promover o respeito à diversidade, de modo a garantir o direito à aprendizagem e o desenvolvimento pleno dos estudantes com dislexia. O trabalho articulado entre escola, família e profissionais especializados contribui para a construção de um ambiente escolar mais justo, inclusivo e comprometido com a formação integral de todos os alunos (Ramos, 2025).
O trabalho pedagógico com estudantes que apresentam dislexia exige do professor uma atuação planejada, sensível e intencional, orientada pelo reconhecimento das especificidades cognitivas, linguísticas e emocionais que atravessam o processo de aprendizagem desses alunos. A mediação docente é um fator decisivo para a construção de trajetórias escolares mais positivas, uma vez que práticas pedagógicas acolhedoras e bem estruturadas contribuem para reduzir barreiras e ampliar as possibilidades de participação e aprendizagem (Alves et al., 2021). Nesse sentido, o professor assume o papel de mediador do conhecimento, criando condições para que a aprendizagem ocorra de forma gradual, significativa e respeitosa aos diferentes ritmos (Barbosa; Ribeiro, 2022).
Diante disso, Costa e Mendes (2021) apontam que uso de metodologias ativas e de abordagens multissensoriais no trabalho com alunos com dislexia. Estratégias que mobilizam simultaneamente diferentes canais sensoriais, como visão, audição e tato, favorecem a associação entre som, grafia e significado, ampliando as possibilidades de compreensão e memorização. Essas práticas contribuem para tornar o ensino mais concreto, dinâmico e acessível, fortalecendo o engajamento do aluno no processo de aprendizagem (Silva, 2022).
Além disso, o professor precisa assumir uma postura mediadora que reconheça tanto os limites quanto às potencialidades do estudante, evitando práticas que reduzam conteúdos ou simplifiquem excessivamente as atividades (Alves; Morais; Santos, 2020). Nascimento e Duarte (2022) destacam que adaptar o ensino não significa diminuir as expectativas, mas reorganizar estratégias para garantir o acesso ao conhecimento, promovendo inclusão efetiva e evitando processos de exclusão disfarçada.
Uma das primeiras ações pedagógicas no trabalho com a dislexia consiste na construção de um ambiente de aprendizagem emocionalmente seguro, no qual o erro seja compreendido como parte constitutiva do processo educativo. Além disso, o acolhimento emocional contribui para a redução da ansiedade e do medo de errar, favorecendo a motivação, o engajamento e o fortalecimento da autoestima do estudante (Freitas; Santana, 2024). Para Lino (202), esse clima pedagógico positivo amplia a disposição do aluno para participar das atividades e enfrentar desafios relacionados à leitura e à escrita.
A flexibilização curricular e avaliativa também se apresenta como estratégia fundamental no contexto da educação inclusiva, pois contribui para a permanência escolar, para o fortalecimento da autoconfiança e para o alcance dos objetivos educacionais por meio de estratégias ajustadas às necessidades individuais (Costa; Alves, 2023).
Outro aspecto relevante é a adoção de metodologias ativas, que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. A aprendizagem baseada em projetos, a aprendizagem colaborativa e outras propostas participativas favorecem o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e do pensamento crítico, além de promoverem maior interação entre os alunos (Costa; Mendes, 2021). Para Taborba e Silva (2021), essas metodologias ampliam as competências comunicativas e contribuem para a formação de sujeitos mais ativos e conscientes de seu próprio processo educativo.
No trabalho com a leitura, práticas mediadas e colaborativas têm se mostrado especialmente eficazes para alunos com dislexia. A leitura compartilhada, na qual professor e aluno leem conjuntamente, permite a modelagem da entonação, do ritmo e das pausas, auxiliando o estudante na compreensão da estrutura textual e no reconhecimento de padrões linguísticos (Oliveira; Lima, 2021). Essa estratégia contribui para o desenvolvimento da fluência leitora e da compreensão textual, ao integrar apoio visual e auditivo de forma simultânea.
Atividades voltadas à consciência fonológica, como jogos de rimas, aliterações e segmentação de palavras, também desempenham papel central no processo de alfabetização de alunos com dislexia (Cândido; Cândido; Carvalho, 2025). Rodrigues e Nogueira (2024) destacam que essas propostas auxiliam o estudante a perceber e manipular os sons da língua, fortalecendo a relação entre fonemas e grafemas e favorecendo a leitura autônoma. O impacto dessas atividades se reflete no avanço da decodificação e na maior segurança do aluno diante das tarefas de leitura.
O uso de tecnologias assistivas têm ampliado as possibilidades de intervenção pedagógica no campo da leitura. Aplicativos e softwares que integram som, imagem e texto contribuem para a compreensão dos conteúdos, estimulam a concentração e aumentam o envolvimento do estudante com a atividade leitora (Campos; Almeida; Signoretti, 2024). Esses recursos digitais também favorecem o prazer pela leitura, aspecto fundamental para a construção de uma relação positiva com a linguagem escrita (Mendes; Mendes; Soares, 2021).
Além disso, práticas como leituras dramatizadas e atividades coletivas de encenação contribuem para o desenvolvimento da oralidade, da entonação e da expressão corporal. Essas atividades fortalecem a autoconfiança, promovem a socialização e ampliam as competências comunicativas, aspectos essenciais tanto para o desenvolvimento linguístico quanto para o bem-estar emocional do aluno (Neta; Silva; Costa, 2022).
A escrita representa um dos maiores desafios para estudantes com dislexia, exigindo do professor intervenções contínuas, graduais e orientadas. A literatura aponta que o uso de atividades curtas e progressivas, como ditados planejados e exercícios de reconhecimento de palavras familiares, contribui para a consolidação da memória visual e para o aumento da precisão ortográfica. Essas práticas permitem que o aluno avance de forma segura, respeitando seu ritmo de aprendizagem (Araújo; Andrade, 2021).
A produção de textos coletivos também se destaca como estratégia pedagógica inclusiva. Nessa abordagem, o professor atua como mediador, organizando as ideias do grupo e registrando-as de forma visível, o que favorece a compreensão da estrutura textual e estimula a criatividade. Essa prática fortalece o senso de pertencimento e reduz o medo de errar, ao compreender a escrita como um ato comunicativo compartilhado (Almeida et al., 2022). .
Outra estratégia relevante é a revisão colaborativa de textos, na qual os alunos analisam produções próprias e dos colegas, desenvolvendo habilidades de autoavaliação e reflexão sobre a linguagem escrita. Isso contribui para o aprimoramento da escrita e para o desenvolvimento da autonomia, ao incentivar o olhar crítico e construtivo sobre o próprio trabalho (Huber et al., 2023).
Para Ramos (2025), o uso de jogos pedagógicos com letras, sílabas e palavras, como alfabetos móveis, cartões e blocos, também favorece a associação entre som e grafia, reduzindo a ansiedade e tornando a aprendizagem mais lúdica e significativa. Essas atividades contribuem para o reconhecimento fonêmico e para o desenvolvimento da coordenação motora fina, habilidades essenciais para o avanço na escrita.
Por fim, estratégias multissensoriais que envolvem o uso do corpo e do tato, como traçar letras em superfícies texturizadas, modelar palavras com massinha ou desenhar letras em materiais diversos, ampliam a fixação da informação e facilitam a aprendizagem da escrita. O envolvimento simultâneo de diferentes sentidos torna o processo mais dinâmico, prazeroso e eficaz, fortalecendo a aprendizagem e a participação ativa do estudante (Azevedo, 2025).
4 GAMIFICAÇÃO APLICADA À APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS COM DISLEXIA: limites e desafios
A gamificação tem se consolidado, nos últimos anos, como uma estratégia pedagógica relevante no campo da educação, especialmente no contexto das metodologias ativas. Diferentemente do uso de jogos educativos prontos, a gamificação consiste na incorporação intencional de elementos característicos dos jogos, como desafios, metas, regras, feedback contínuo e progressão, em atividades pedagógicas, com o objetivo de ampliar o engajamento, a motivação e a participação dos estudantes no processo de aprendizagem (Dichev; Dicheva, 2021).
No contexto escolar, essa abordagem tem sido discutida como uma resposta às limitações de modelos tradicionais de ensino, frequentemente centrados na transmissão de conteúdos e na passividade do aluno. Pesquisas indicam que estratégias gamificadas favorecem a aprendizagem ativa ao estimular a curiosidade, a persistência diante de desafios e a percepção de sentido nas atividades escolares, especialmente quando alinhadas a objetivos pedagógicos claros (Sailer; Hübner, 2020). Assim, a gamificação desloca o foco da simples execução de tarefas para a construção de experiências de aprendizagem mais significativas (Campos; Almeida; Signoretti, 2024).
Estudo de Moreira (2025) aponta que a gamificação pode contribuir para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como autonomia, cooperação e autorregulação, uma vez que incentiva o estudante a monitorar seu próprio progresso e a interagir de forma colaborativa com os colegas. Nesse sentido, segundo Landers e Armstrong (2021), seu potencial pedagógico não se limita à motivação extrínseca, mas envolve processos cognitivos e metacognitivos que fortalecem a aprendizagem a longo prazo.
Entretanto, a literatura ressalta que a eficácia da gamificação depende de planejamento pedagógico consistente. Kalogiannakis e Papadakis (2021) destacam que a simples inserção de elementos lúdicos não garante aprendizagem, sendo fundamental que a proposta esteja integrada ao currículo, aos objetivos educacionais e às características do público-alvo. Dessa forma, a gamificação deve ser compreendida como estratégia pedagógica intencional e contextualizada, e não como recurso isolado ou meramente recreativo.
Quando aplicada ao contexto da educação inclusiva, a gamificação apresenta potencial significativo para apoiar a aprendizagem de crianças com dislexia, especialmente por possibilitar a adaptação do ritmo, da complexidade e das formas de interação com o conteúdo. Por isso que propostas pedagógicas gamificadas podem favorecer o envolvimento desses estudantes ao reduzir a ansiedade associada às atividades de leitura e escrita, promovendo experiências mais positivas com a linguagem escrita (Toda et al., 2020).
No caso específico da dislexia, a gamificação permite integrar recursos visuais, feedback imediato e atividades graduais, aspectos considerados fundamentais para estudantes que apresentam dificuldades persistentes no processamento fonológico e na automatização da leitura (Berndt; Teixeira, 2024). Dicheva et al. (2022) argumentam que ambientes gamificados bem estruturados favorecem a repetição significativa de tarefas, elemento essencial para a consolidação de habilidades básicas, sem que o aluno perceba o processo como mecânico ou frustrante.
Além disso, a gamificação pode contribuir para a personalização da aprendizagem, permitindo que o aluno avance de acordo com seu próprio ritmo e receba retornos contínuos sobre seu desempenho. Essa característica é especialmente relevante para alunos com dificuldades específicas de aprendizagem, pois promove maior senso de controle, reduz o medo do erro e fortalece a autoconfiança (Sailer; Sailer, 2023).
Outro aspecto relevante refere-se ao impacto da gamificação na dimensão social da aprendizagem. Estratégias gamificadas que envolvem cooperação, desafios coletivos e reconhecimento simbólico favorecem a interação entre os estudantes, contribuindo para a inclusão social de crianças com dislexia, que frequentemente vivenciam experiências de isolamento ou baixa participação em atividades escolares tradicionais (Kalogiannakis; Papadakis, 2021). Assim, como Evangelista et al. (2025) apontam que a gamificação pode atuar como mediadora não apenas da aprendizagem acadêmica, mas também das relações sociais no ambiente escolar.
Apesar de seus potenciais, a gamificação no contexto educacional apresenta limites e desafios que precisam ser considerados para evitar usos superficiais ou ineficazes. Um dos principais riscos apontados pela literatura refere-se à adoção acrítica da gamificação, baseada apenas em recompensas externas, como pontos e medalhas, o que pode reduzir a aprendizagem a um sistema de estímulos extrínsecos, sem promover compreensão conceitual aprofundada (Seaborn; Fels, 2020).
Outro desafio importante está relacionado à formação docente. Pesquisas indicam que muitos professores ainda apresentam dificuldades em planejar e implementar estratégias gamificadas alinhadas aos objetivos curriculares e às necessidades específicas dos alunos. A ausência de formação continuada pode levar à utilização da gamificação como recurso pontual ou desarticulado do processo pedagógico, comprometendo seus resultados educacionais (Ritzhaupt et al., 2021).
No contexto da educação inclusiva, também é necessário considerar as desigualdades de acesso às tecnologias digitais. A dependência excessiva de recursos tecnológicos pode ampliar exclusões já existentes, especialmente em escolas com infraestrutura limitada ou em contextos de vulnerabilidade social. Nesse sentido, a literatura alerta para a importância de propostas gamificadas que possam ser adaptadas a diferentes realidades, inclusive por meio de estratégias analógicas e de baixo custo (Evangelista et al., 2025).
Por fim, Alves, Dias e Barboza (2025) destacam a necessidade de avaliar continuamente os efeitos da gamificação sobre a aprendizagem e o bem-estar dos estudantes. Eles sugerem, que propostas gamificadas devem ser acompanhadas de processos avaliativos que considerem não apenas o desempenho acadêmico, mas também aspectos emocionais, motivacionais e sociais, especialmente no caso de alunos com dificuldades específicas de aprendizagem. Assim, a gamificação deve ser compreendida como uma estratégia pedagógica potente, porém dependente de intencionalidade, reflexão crítica e compromisso com os princípios da educação inclusiva (Campos; Almeida; Signoretti, 2024).
Ao longo deste artigo, foi possível compreender que a dislexia, enquanto transtorno específico de aprendizagem representa um desafio importante no contexto educacional, especialmente por afetar o desenvolvimento da leitura e da escrita, habilidades fundamentais para o acesso ao conhecimento escolar. Essas dificuldades não estão relacionadas à falta de inteligência ou de oportunidades educacionais, mas sim a diferentes formas de processamento da linguagem escrita, o que exige da escola e dos professores práticas pedagógicas mais sensíveis, flexíveis e inclusivas.
Os estudos analisados mostram que a trajetória escolar de crianças com dislexia envolve não apenas dificuldades cognitivas, mas também aspectos emocionais e sociais. Quando essas dificuldades não são reconhecidas ou acompanhadas de forma adequada, podem surgir sentimentos de frustração, insegurança e exclusão, prejudicando a participação do estudante e sua relação com a aprendizagem. Nesse sentido, a escola assume um papel fundamental como espaço de acolhimento, apoio e promoção do desenvolvimento integral do aluno.
Ao abordar a gamificação como estratégia pedagógica, o estudo evidenciou que essa metodologia apresenta grande potencial para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais atrativo e significativo. A gamificação favorece o engajamento, a motivação e a participação ativa dos estudantes, especialmente quando está integrada aos objetivos pedagógicos e ao currículo escolar. No contexto da educação inclusiva, essa estratégia se mostra relevante por permitir adaptações no ritmo das atividades, na complexidade das tarefas e nas formas de interação com os conteúdos.
A aplicação da gamificação na aprendizagem de crianças com dislexia revelou-se uma possibilidade pedagógica promissora, principalmente por utilizar recursos visuais, feedback imediato, atividades graduais e repetição de forma significativa. Esses elementos contribuem para reduzir a ansiedade, fortalecer a autoconfiança e estimular uma relação mais positiva com a leitura e a escrita, ampliando também a participação social do aluno no ambiente escolar.
Entretanto, o estudo também aponta que a gamificação não deve ser vista como uma solução única ou aplicada de forma isolada. Para que seja eficaz, é necessário planejamento pedagógico, formação adequada dos professores e atenção às condições reais de cada escola. Limitações relacionadas à infraestrutura, à falta de preparo docente ou ao uso excessivo de recompensas podem comprometer os resultados, reforçando a importância de uma aplicação consciente e alinhada aos princípios da educação inclusiva.
Dessa forma, conclui-se que a gamificação, quando utilizada de maneira planejada e fundamentada, pode se tornar uma estratégia pedagógica importante no apoio à aprendizagem de crianças com dislexia, contribuindo tanto para o desenvolvimento acadêmico quanto para a inclusão social desses estudantes. O estudo destaca a necessidade de investir na formação docente, no planejamento curricular flexível e na construção de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade dos modos de aprender. Por fim, ressalta-se a importância de novas pesquisas, especialmente estudos empíricos, que aprofundem a compreensão sobre os efeitos da gamificação em diferentes contextos educacionais, fortalecendo o debate sobre práticas inclusivas e o direito à aprendizagem de todos.
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Mestranda do Curso de Ciências da Educação da Ivy Enber Christian University. E-mail: matutinovasco@gmail.com ↑