Um estudo bibliográfico sobre educação inclusiva e diversidade: promovendo a equidade no ambiente escolar

A bibliographic study on inclusive education and diversity: promoting equity in the school environment

Eliana Farias de Brito

Jane Almeida Jatobá

José Renato do Rosário

Leila Regina Curaça Lopes

Michele Pereira Gomes

Zulmira Ellis Oliveira Carvalho

RESUMO

O objetivo deste artigo é abordar a inclusão de crianças e adolescentes nas salas de aula, ressaltando a necessidade de implementar uma perspectiva holística que considere os aspectos político, cultural, social e pedagógico. Assim, o artigo se propõe a analisar como a educação inclusiva pode promover a equidade nas escolas, assegurando que todos os alunos recebam uma educação de alta qualidade, independentemente de suas condições ou necessidades específicas. O método de pesquisa utilizado é qualitativo, contemplando o exame de uma variedade de documentos normativos, que vão desde políticas internacionais até nacionais, com a finalidade de fomentar a inclusão e a diversidade. Além disso, o estudo aborda a diferença entre igualdade e equidade; enquanto a primeira refere-se ao tratamento igualitário de todos os alunos, a segunda diz respeito à disponibilização de recursos e o suporte conforme as necessidades individuais de cada aluno. De modo geral, a verdadeira inclusão exige um comprometimento coletivo, não apenas das instituições educacionais, mas de toda a sociedade, por meio de uma série de políticas públicas que assegurem a inclusão com o suporte adequado.

Palavras-chave: Educação Inclusiva.

SUMMARY

The objective of this article is to address the inclusion of children and adolescents in classrooms, emphasizing the need to implement a holistic perspective that considers political, cultural, social and pedagogical aspects. Thus, the article proposes to analyze how inclusive education can promote equity in schools, ensuring that all students receive a high-quality education, regardless of their specific conditions or needs. The research method used is qualitative, contemplating the examination of a variety of normative documents, ranging from international to national policies, in order to foster inclusion and diversity. In addition, the study addresses the difference between equality and equity; While the first refers to the equal treatment of all students, the second concerns the availability of resources and support according to the individual needs of each student. In addition, it is crucial to highlight that inclusion goes beyond the mere physical presence of students in a regular classroom, as it is essential that pedagogical practices and curricula are adapted to ensure effective and quality learning. In addition, the continuous training of teachers is highlighted at the end of the article as a priority to make this practice viable. In general, true inclusion requires a collective commitment, not only from educational institutions, but from society as a whole, through a series of public policies that ensure inclusion with adequate support.


Keywords:
Inclusive Education.

  1. INTRODUÇÃO

A inclusão de crianças e adolescentes na sala de aula tem se caracterizado como movimento que ultrapassa as fronteiras brasileiras, a partir de uma iniciativa que combina aspectos políticos, culturais, sociais e pedagógicos que visam levar a educação a outros patamares. Este movimento defende ferrenhamente o direito de todos os estudantes a aprenderem juntos e a alcançarem o mesmo aprendizado. A equidade e a diversidade são valores fundamentais da educação inclusiva, baseada nos princípios do direito humano, que visa levar educação para todos.

Nas belas palavras do Santiago p. 4, a escola é um lugar de acolhimento e transformação, que tem em suas estruturas o poder de moldar e preparar uma geração com a esperança de que venham tornar o mundo o lugar melhor, por isso, através das instituições de ensino, pode-se criar uma sociedade melhor e com um efêmero potencial degradante.

Portanto, é importante reconhecer que os sistemas educativos atuais enfrentam desafios para transitar de um modelo que se concentra na igualdade para um modelo prioriza no princípio da equidade. Isso implica na necessidade em criar um sistema que retribua os recursos e profissionais capacitados de maneira que viabilize elaborar uma matriz curricular para as escolas de maneira a atender cada aluno e suas necessidades, e não apenas oferecer educação igual para todos. Porque quando é possível reconhecer a existência de um problema, facilita entender seus obstáculos, e se torna viável superá-los e criar um novo sistema que não oferece os mesmos métodos.

Identificando haver uma problemática, levanta-se o questionamento: como estão sendo promovidas as políticas de educação inclusiva nos ambientes de ensino no Brasil? Pois é fundamental estudar se as atuais políticas educativas são suficientes para garantir a inclusão e a diversidade de maneira efetiva que promova uma mudança no cenário atual; também cabe analisar como a formação contínua de professores impacta a implementação de práticas inclusivas;

Devido a este interesse em melhorar a qualidade do ensino, este estudo se debruça no desejo de explorar como a educação inclusiva e valorizar a diversidade dos ambientes escolares para promover a igualdade entre todos os alunos. Portanto, o principal objetivo é investigar de que forma esses elementos podem favorecer a igualdade nos ambientes educacionais. Então, é necessário primordialmente identificar os elementos que combinam na educação inclusiva e o que difere um ensino voltado para equidade e para igualdade. Posteriormente, após compreender o contexto da inclusão, vale destrinchar os benefícios que a educação inclusiva proporciona à sociedade. Por fim, percorrer brevemente pela importância da capacitação dos professores para alcançar esses objetivos.

Por isso, para fomentar o entendimento deste assunto, o trabalho seguiu por uma perspectiva puramente qualitativa e com base na revisão bibliográfica, extraindo de pesquisadores renomados na área seus acréscimos e, construindo juntamente com as previsões legais bem como políticas públicas nacionais uma base sólida de investigação sobre a compreensão da educação cada vez mais inclusiva e diversificada.

Diante disso, esta pesquisa busca contribuir nas relações acadêmicas fomentando o conhecimento sobre a educação inclusiva, também como fornecer uma análise crítica sobre sua importância e os desafios no percurso para sua efetivação, espera-se desta pesquisa, promover uma maior consciência sobre a importância da inclusão e da diversidade nas instituições de ensino, promovendo uma cultura de respeito e igualdade.

2. ASPECTOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIVERSIDADE:

2.1 Breves considerações a respeito da inclusão.

A história da educação especial no Brasil tomou forma através de um sistema que substituía o ensino comum por um especializado voltado para atender os alunos portadores de transtornos e deficiências. Porém, é crível ressaltar que esse modelo de ensino não abrangia alunos com níveis de superdotação, déficit de atenção, hiperatividade ou outras necessidades especiais similares.

Baseadas nesse modelo de ensino, que para época foi um avanço muito significativo, surgiram as escolas, instituições como Instituto Benjamin Constant e a Escola de Educação Especial Helen Keller, dedicadas a diferentes tipos de necessidades (Mantoan, 2006). No entanto, essa forma de ensino promove a dicotomia entre normalidade e anormalidade, buscando práticas clínico-terapêuticas para diagnosticar e categorizar alunos e suas deficiências, definindo práticas escolares específicas para eles. A maior problemática que essa abordagem acarreta é segregação, a limitação e a integração social, prejudicando experiências educacionais dos alunos (Mantoan, 2006).

Nesse contexto, Skrtic (1995) pontua de maneira assertiva que a verdadeira inclusão exige ambientes de aprendizagem que sejam acessíveis e acolhedores para todos os alunos. Com o advento da Constituição Federal de 1988, o Brasil avança na matéria do direito à educação estabelecendo-o como um direito fundamental que não se limita apenas ao acesso físico às escolas regulares. A CF/88 foi uma base regular para que outras leis como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promovam políticas que promovam a integração plena dos alunos com necessidades especiais nas escolas regulares, exigindo a adaptação das práticas pedagógicas e curriculares (Booth & Ainscow, 2011).

Miranda (2003) destaca que não basta incluir os alunos em salas regulares, registrando suas presenças físicas quando não há o preparo acadêmico necessário, ou seja, requer das escolas as adaptações necessárias para garantir não somente a participação dos alunos, mas também a qualidade do aprendizado.

No Brasil existem alguns exemplos em prática de políticas públicas que promovem tais adaptações e melhorias, como Planos Educacionais Individualizados (PEIs) e o uso de tecnologias assistivas, como softwares educativos adaptados às necessidades dos alunos.

Portanto, ao garantir uma inclusão efetiva, primariamente, é sábio priorizar o compromisso coletivo que engloba os profissionais da educação bem como o Poder Público para promoverem as políticas públicas necessárias. Stainback & Stainback (1999) ressaltam que a inclusão não se resume às escolas, mas é um dever da sociedade como um todo. Políticas públicas são importantes para assegurar recursos e apoios adequados, como a alocação de fundos para adaptações físicas e tecnológicas nas escolas, bem como para a formação de professores. De forma que se construa um sistema educacional pautado genuinamente na inclusão e para a promoção de uma sociedade mais justa e equitativa, onde todos os indivíduos tenham a oportunidade de desenvolver suas capacidades e contribuir para o bem comum (Stainback & Stainback, 1999)

2.2 Princípios norteadores: igualdade e equidade

É de suma importância a busca pelo entendimento que igualdade e equidade, pois embora os termos apresentem semelhanças, ambos possuem distinções fundamentais enquanto princípios norteadores do sistema educacional brasileiro que implicam no oferecimento de práticas diferentes de ensino.

Igualdade, na educação, significa tratar todos os alunos de forma igual, oferecendo as mesmas oportunidades e recursos a todos, independentemente de suas condições ou necessidades individuais. O princípio norteia-se na ideia de que a igualdade no tratamento garantirá justiça e oportunidades semelhantes para todos os alunos. Todavia, uniformizar o ensino pode não levar em consideração as singularidades, as diferenças e as bagagens que cada aluno carrega consigo e enfrentam diariamente. Por exemplo, implementar um currículo sem adaptações pode beneficiar alunos que não enfrentam dificuldades específicas, contudo pode falhar ao oferecer um atendimento adequado às necessidades de alunos que apresentam deficiências ou necessidades educacionais especiais.

Em contrapartida, acomodar a equidade no ensino promove um conceito mais amplo que se preocupa com as desigualdades existentes entre os alunos, sendo possível pensar em ofertar recursos e suporte que acordam com as necessidades individuais de cada um. A equidade busca proporcionar condições que permitam a todos os alunos alcançar seu máximo potencial, organizando estratégias pedagógicas para atender às diferentes realidades e obstáculos enfrentados por cada aluno. A exemplo de adaptações, pontua-se materiais didáticos proporcionais a cada necessidade, apoio de outros profissionais para dar suporte aos professores, planejamento de um Plano de Educação Estadual, Municipal voltados para as necessidades de cada espaço geográfico e social e elaboração de currículos escolares com mudanças nas práticas de ensino.

A diferença entre igualdade e equidade pode ser entendida através de um exemplo: imagine uma sala de aula com três alunos, onde dois têm necessidades de educação especial e um não. Para que haja apenas a igualdade, seria necessário dar aos três estudantes o mesmo material de ensino e a mesma assistência. No entanto, se somarmos a equidade e alterar o material de ensino e fornecer mais assistência aos alunos com necessidades especiais para que eles tenham capacidade de participar ativamente de todas as atividades e atingir os mesmos objetivos educacionais que seus colegas. Portanto, a igualdade dá a todos o mesmo tratamento, enquanto a equidade garante que todos tenham o suporte necessário para poder realizar o seu melhor.

A adoção de uma abordagem equitativa é essencial para criar um sistema educacional que verdadeiramente atenda às necessidades de todos os alunos e promova uma educação inclusiva e justa.

3. A IMPORTÂNCIA QUE O PROFESSOR PRESTA NA EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A formação dos professores é outro componente crucial da migração para a educação inclusiva. Perrenoud (2000) enfatiza que, para efetuar a transição, é necessário reconceituar o desenvolvimento profissional como uma extensão orientada para a resolução de problemas das capacidades de atender à diversidade. Isso implica mais do que apenas adaptar o currículo às necessidades dos alunos – é criar um ambiente que respeite as diferenças de maneira genuína e proativa. Além disso, a formação continuada é necessária para que os professores adquiram as habilidades necessárias para adaptação. métodos de avaliação; nesse contexto, Mendes (2002) propõe uma estrutura em quatro pilares da formação de professores para a inclusão: formação inicial, especialização inicial, formação contínua e suporte pedagógico que explora os desafios enfrentados e apresentando estratégias eficazes para avançar nesse cenário em constante evolução.

Uma escola inclusiva é a caracterização do ambiente valorizado pela heterogeneidade e pela forma como todos os alunos, com ou sem necessidades educacionais específicas, participam e frequentam escolas regulares. Ainscow (2005), na descrição, a escola inclusiva é aquela que percebe a diversidade dos alunos e deliberadamente se envolve para responder às demandas diferentes dos estudantes, permitindo oportunidades iguais e um currículo acessível para todos. O professor tem uma responsabilidade significativa, pois precisa implementar práticas inclusivas na didática. Mantoan (2006) descreve que a escola inclusiva se trata daquela que se organiza para a diversidade, de modo que todos os alunos estudem juntos, tendo igualmente acesso contínuo a um currículo de qualidade e sem discriminação.

A formação insuficiente em educação inclusiva é um dos problemas mais urgentes para os professores. Para citar Forlin (2010), a preparação insuficiente dos professores pode limitar a capacidade de satisfazer as diversas necessidades na sala de aula. Pode ser complicado para alunos com deficiência e necessidades especiais participar plenamente nas instituições educacionais. A relevância de desenvolver competências para abordar a diversidade em sala de aula é sublinhada em Mendes (2002). É por isso que é importante considerar tais estratégias como a formação contínua dos educadores em práticas pedagógicas inclusivas, tal como recomendam os autores Florian e Black-Hawkins (2011).

A sua importância é que promove uma cultura de escola que valoriza a diversidade e o respeito mútuo. A utilização de tecnologias assistivas é da Lei Brasileira de Inclusão. A formação em práticas pedagógicas inclusivas é a formação contínua ideal para os educadores. Booth e Ainscow (2011) acreditam que a utilização de tecnologias pode aumentar as oportunidades de melhoria dos alunos com deficiência, promovendo a sua independência emocional e física.

O papel do professor em todo o processo é de extrema importância, uma vez que o professor é o catalisador da mudança. Independentemente disso, significará uma reforma constante da formação melhorada, do uso de tecnologia adequada e de práticas de ensino inclusivas. Promovendo a inclusão e o respeito, os educadores melhoram não só as suas carreiras profissionais, mas também a sociedade culturalmente mais justa do dia-a-dia. A inclusão na escola deve ser um contínuo processo de colaboração em que todos os membros da comunidade escolar, especialmente os professores, desempenham papéis cruciais e ativos na promoção de educação para todos.

4. COMPREENSÃO DAS PRINCIPAIS NORMAS JURÍDICAS BRASILEIRAS NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

É importante fazer uma análise, ainda que breve, do quadro legal existente sobre a inclusão educacional na atualidade pois é uma poderosa base para garantir o direito à educação de todos os indivíduos. Não é possível dar início a discussão de leis que fomentam a educação inclusiva sem citar os art. 205 e 208 da Constituição Federal de 88 que trazem:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: [...]

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

Esse texto da lei foi um marco que serviu como base e referência para que futuras leis e políticas públicas fossem criadas, mas não somente, pois também é o norte a ser seguido quando existir a necessidade de promulgar tratados internacionais. Pois a legislação brasileira é robusta e conta com um aparato de normas jurídicas que organizam a educação no Brasil e fomentam a inclusão. Como é o Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 no artigo 55 define que pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.

Além disso, a inclusão de crianças com deficiência é notadamente facilitada pelo disposto na LDB. No início dos anos 90, a promoção da educação inclusiva foi favorecida por documentos internacionais, como a Declaração Mundial de Educação para Todos e a Declaração de Salamanca. A Declaração de Salamanca, em particular, destaca a exigência de que as escolas regulares aceitem as crianças de forma inclusiva, independentemente de suas deficiências ou deficiências.

Por diante, destacar-se-á as principais normas que ditam os caminhos que a educação está tomando hodiernamente. De início, o Plano Nacional de Educação (PNE) - Lei nº 10.172/2001, tem grande relevância diante da sua pauta que abarca a necessidade de construir uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana. Ele traçou objetivos e metas para que os sistemas de ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. No entanto, identificou um déficit na oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino regular, na formação docente, na acessibilidade física e no atendimento educacional especializado.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006 e ratificada pelo Brasil, estabelece que os Estados Parte devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino. O Artigo 24 da Convenção determina que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral por motivos de deficiência, garantindo acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, principal norma política que norteia a fundamentação desta pesquisa, fora desenvolvida posteriormente, mas possuí grande relevância para o tema pois tem como meta garantir a inclusão escolar de alunos portadores deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação.

Esta norma rege os sistemas de ensino a fim de que garantam: acesso ao ensino regular com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados de ensino; transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior; oferta do atendimento educacional especializado; formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informação; e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.

Esta análise destaca a evolução e o compromisso das políticas públicas e legislações em promover uma educação inclusiva e diversificada, enfrentando desafios históricos e estruturais para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade em condições equitativas.

5. O QUE ESPERAR DO FUTURO COM A IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A educação inclusiva e a valorização da diversidade assumiram o papel de conceitos básicos do sistema educacional contemporâneo como os pilares de evitar a desigualdade e dar a cada pessoa a chance de se desenvolver, independentemente de suas características pessoais, sociais e cognitivas.

Educação inclusiva não é apenas um movimento para proporcionar oportunidades iguais e acesso a todos os alunos às escolas comuns. A valorização da diversidade não é apenas o reconhecimento, é uma celebração das inúmeras identidades que compõem os quadros sociais contemporâneos.

Embora os ensinamentos tenham avançado de maneira significativa, aspectos significativos dos desafios residem na aplicação desses princípios. Assim, barreiras físicas, de inscrição e culturais impedem a plena integração aos grupos desfavorecidos. A educação de professores e educadores adequada é, deste modo, necessária para lidar com a diversidade, juntamente com medidas como a adaptação curricular e a garantia de que a acessibilidade seja fundamental para alunos de todas as idades de todos os cantos. A inovação tem sido um fator importante na facilitação da inclusão nesse caso. Por exemplo, afirmo que a tecnologia tem facilitado a inclusão em uma ampla variedade de maneiras novas, especialmente tecnologias assistivas e plataformas online permitindo que estudantes associados socialmente se envolvam em uma experiência de aprendizado heterogênea. Essas novas tecnologias não apenas facilitam a inclusão, mas também criam espaços inclusivos para alunos que vivem separados física e culturalmente.

Ao pensar em um futuro ideal, é de grande importância que escolas e sistemas educacionais se comprometam com a educação inclusiva e o valor da individualização de cada aluno. Isso só pode ser realizado pela cooperação contínua e colaboração de governos, instituições educacionais, comunidades escolares e sociedade em geral. Ao entender a diversidade como uma fonte de enriquecimento e aprendizado, políticas públicas e parcerias internacionais podem ser mais eficazes e beneficiadas, promovendo uma educação genuinamente inclusiva e diversa.

Em última análise, ultrapassar os desafios atuais e implementar estratégias mais inclusivas são passos essenciais para formar um ambiente educacional onde todo indivíduo possa atingir seu maior potencial. Somente assim nós realmente podemos desempenhar um papel relevante na formação de sociedades mais justas, democráticas e compassivas, onde na educação são mecanismos de transformação social e de vidas.

6. CONCLUSÃO

Em vista do exposto, pode-se concluir a importância de uma abordagem inclusiva para a educação, prestando atenção em todos os tipos de mentes dos jovens educandos e criando a escola mais bem capacitada. Os resultados também apontam que a transição do modelo de igualdade, onde todos os alunos são tratados da mesma forma, para o modelo de equidade, onde as necessidades individuais de cada aluno são levadas em consideração e acomodadas, é mais do que necessária. A verificação da inadequação desse ajuste é crucial para garantir que todos os alunos possam ter acesso a oportunidades igualitárias para uma educação de qualidade e cumprir todo seu potencial.

Os achados revelam que, apesar dos avanços nas políticas públicas e na legislação, ainda existem desafios significativos na implementação de práticas inclusivas nas escolas. Entre esses desafios, destacam-se a necessidade de adaptar as práticas pedagógicas e curriculares, a falta de formação contínua dos professores para lidar com a diversidade e a carência de recursos e apoio adequado para implementar essas mudanças de forma eficaz.

Os achados também apontam que, embora as políticas públicas e a legislação estejam se tornando mais inclusivas, ainda há desafios significativos no desenvolvimento dessas práticas em escolas reais. Isso inclui a necessidade de adaptar as práticas pedagógicas e o currículo, a falta de formação contínua para os professores para lidar com a diversidade e a falta de recursos e apoio para garantir que as práticas sejam repassadas de maneira eficaz.

Para pesquisas futuras, seria de interesse investigar em que medida várias abordagens à formação de professores afetam a eficácia das práticas inclusivas na sala de aula. Além disso, estudos examinando o efeito de políticas específicas em diferentes tipos de escola podem fornecer informações valiosas em termos do que pode ser feito para elaborar políticas melhor adaptadas à situação local. Em resumo, essa pesquisa confirma a primeira hipótese, provando que uma educação não só acolhedora, mas envolvente da diversidade, ajuda a criar uma cultura de respeito e equidade em uma escola. Somente graças ao esforço conjunto de educadores, gestores, pais e toda a comunidade um sistema educacional realista inclusivo será construído. O autor deseja que este trabalho ajude a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de uma educação verdadeiramente “para todos” e inspire a mudança.

7. REFERÊNCIAS:

**Citações Adicionais e Comentários:**

1. **Mantoan (2006)** Para fornecer um contexto histórico e teórico da segregação na educação especial.

2. **Skrtic (1995)** Para enfatizar a necessidade de ambientes de aprendizagem verdadeiramente inclusivos.

3. **Booth & Ainscow (2011)** Para apoiar a ideia de transformação das práticas pedagógicas.

4. **Mittler (2000)** Para destacar a importância da formação de professores no processo de inclusão.

5. **Perrenoud (2000)** Para discutir a profissionalização docente e o desenvolvimento de competências inclusivas.

6. **Mendes (2002)** Para enfatizar a necessidade de uma postura ética dos professores.

7. **Stainback & Stainback (1999)**Para ampliar a responsabilidade da inclusão para além das escolas, envolvendo toda a sociedade.

Ainscow, M. (2005). Desenvolvendo práticas inclusivas nas escolas. Revista Brasileira de Educação, 10(29), 22-33.

Forlin, C. (2010). Preparando professores para a inclusão: Lições aprendidas em um contexto global. Revista Brasileira de Educação Especial, 16(1), 45-58.

Mantoan, M. T. E. (2006). Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna.

Mendes, E. G. (2002). Educação inclusiva: O que o professor tem a ver com isso? Educação e Pesquisa, 28(1), 45-57.

Florian, L., & Black-Hawkins, K. (2011). Desenvolvendo pedagogias inclusivas: O papel da formação de professores. Revista de Educação Inclusiva, 5(2), 34-49.

Booth, T., & Ainscow, M. (2011). Índice de inclusão: Desenvolvendo a aprendizagem e a participação na escola. São Paulo: Instituto Rodrigo Mendes.

Sassaki, R. K. (1997). Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA.

Mazzotta, M. J. S. (2003). Educação especial no Brasil: História e políticas públicas. São Paulo: Cortez.