Ressignificando a prática da leitura no ambiente escolar

Reframing Reading Practices in the School Environment

Autor Lidiane de Souza Lima[1]

Maria de Fátima Batista da Silva[2]

RESUMO

A leitura no ambiente escolar tem se tornado pouco frequente, os alunos não gostam e não têm o hábito de ler, isso é constatado principalmente nas escolas públicas. Ressignificar a Prática da Leitura no Ambiente Escolar não é tarefa fácil, sendo assim temos o seguinte questionamento, quais os impactos da falta da leitura no ambiente escolar? Partindo desse questionamento, o presente artigo tem por finalidade analisar a prática da leitura no ambiente escolar, despertando o interesse dos alunos pelo gosto da leitura e fomentando a aproximação dos alunos com a literatura. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica baseada em estudos em livros, sites especializados, artigos e revistas, é uma pesquisa descritiva e documental com caráter qualitativo. O hábito de ler torna os estudantes mais críticos e reflexivos e esse hábito deve começar na infância. É através da leitura que o aluno faz conexões com o mundo ao seu redor. Os resultados apontam que a escolha de um bom livro faz toda a diferença, e isso é mediado pelo professor, cuja atuação é fundamental para despertar o desejo desse aluno, pois ele é o meio pelo qual o discente encontrará a ponte para adentrar no universo da leitura, selecionando assuntos que estejam em comunhão com a realidade e linguagem dos alunos, com a ajuda da escola proporcionando um ambiente agradável para a leitura, assim conseguiremos formar cidadãos leitores e com capacidade reflexiva e crítica.

Palavras-chave: Leitura. Ambiente escolar. Professor de Língua Portuguesa. Educação.

ABSTRACT

Reading in the school environment has become increasingly infrequent; students often do not enjoy reading and lack the habit, a reality especially evident in public schools. Reframing Reading Practices in the School Environment is not an easy task. Thus, the following question arises: what are the impacts of the lack of reading in the school environment? Based on this question, the present article aims to analyze reading practices in the school environment, fostering students’ interest in reading and encouraging their engagement with literature. This is a bibliographic study based on books, specialized websites, articles, and journals; it is a descriptive and documentary research with a qualitative approach. The habit of reading makes students more critical and reflective, and this habit should begin in childhood. Through reading, students make connections with the world around them. The results indicate that choosing a good book makes all the difference, and this process is mediated by the teacher, whose role is fundamental in awakening students’ interest. The teacher acts as the bridge through which learners enter the world of reading, selecting topics aligned with students’ reality and language, with the support of the school in providing a pleasant reading environment. In this way, it is possible to form readers who are capable of critical and reflective thinking.

Keywords: Reading. School environment. Portuguese language teacher. Education.

1. INTRODUÇÃO

A área de concentração desta pesquisa é o Ensino de Língua Portuguesa e o tema principal é: “Ressignificando a Prática da Leitura no ambiente escolar”. Ressignificar a leitura é de suma importância pois precisamos resgatar esta prática que é tão hostilizada por nossos alunos. A leitura nos leva a lugares distantes e nos torna seres pensantes e letrados e não somente decodificadores ou alfabetizados.

Quanto à metodologia utilizada, foi uma pesquisa descritiva, como o próprio nome sugere, o pesquisador descreve o que acontece na realidade com o objetivo de conhecer sem, contudo, interferir de maneira direta. É também documental e bibliográfica. A pesquisa tem enfoque qualitativo pois busca a interpretação dos fenômenos.

Em vista disso, nos perguntamos quais os impactos da falta de leitura no ambiente escolar? Sendo assim, o objetivo principal é analisar a prática da leitura no ambiente escolar, e como objetivos específicos despertar o interesse dos alunos pelo gosto da leitura e fomentar a aproximação dos alunos com a literatura.

O tema se torna de suma importância visto que poucos alunos desde muito tempo se mostram insatisfeitos com o ato de ler, ficam incomodados e a maioria se dispersa em uma aula que tenha leitura. Logo precisamos refletir e analisar o que pode estar causando esse desinteresse para assim melhorarmos nesse aspecto pois sem leitura somos apenas analfabetos funcionais.

Na Fundamentação teórica deste trabalho abordaremos sobre a importância de ressignificar a prática da leitura no ambiente escolar. Logo em seguida no tópico 3 falaremos sobre Materiais e Métodos. Mais adiante no tópico 4 veremos Resultados e Discussões, no tópico 5 a Conclusão e por último as Referências.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A leitura no ambiente escolar está ficando entediante e os motivos são diversos. Precisamos como educadores e motivadores do saber influenciar nossos alunos. Esse é um trabalho árduo, porém recompensador quando conseguimos a confiança dos alunos e estes aprendem a gostar desta prática.

O tema principal desta pesquisa é “Ressignificar a prática da leitura no ambiente escolar” e está dentro do Ensino de Língua Portuguesa. É de suma importância falarmos sobre este tema pois cada vez mais estamos perdendo nossos alunos para os “memes” da internet. Os objetivos são analisar a prática da leitura no ambiente escolar, despertando o interesse dos alunos pelo gosto da leitura e fomentar a aproximação destes com a literatura.

A palavra Ressignificar significa dar novo sentido a algo ou alguma coisa, e em se tratando de leitura no ambiente escolar, tudo é válido se for para fazê-los aprender a gostar de leitura. Quando se fala em leitura silenciosa ou leitura em grupo, quase não vemos bons resultados pois nossos alunos não têm o hábito de ler, no ambiente escolar isso pode ser diferente, podemos ressignificar essa história. O hábito da leitura desenvolve o espírito crítico, logo ela funciona como mediadora do mundo, nesse sentido consideramos pertinentes as palavras de Lajolo (1982, p.7) pois se lê “[...] para entender o mundo, para viver melhor”.

Quando se fala em Literatura os adolescentes e jovens bocejam, porque não gostam de ler, mas é na Literatura que nos encontramos com o passado, épocas medievais, conhecemos a História, nos tornamos mais excêntricos, avaliadores, seres pensantes, pois os contos, romances, e diversas narrativas são riquíssimas em vários sentimentos como, medo, frustrações, alegrias, e ajuda a entender nossa própria vida. E de acordo com Antônio Cândido (1995, p. 249):

[...] Entendo aqui por humanização [...] o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.

É necessário que haja um despertar nos nossos estudantes para que eles percebam que através da literatura eles podem viajar por várias épocas e aprender a lidar com suas próprias emoções. Pois a Literatura é um mundo acessível a todos. De acordo com a BNCC, o componente Língua Portuguesa do ensino fundamental do 6º ao 9º diz:

CAMPO JORNALÍSTICO-MIDIÁTICO – Trata-se, em relação a este Campo, de ampliar e qualificar a participação das crianças, adolescentes e jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, que estão no centro da esfera jornalística/midiática. Para além de construir conhecimentos e desenvolver habilidades envolvidas na escuta, leitura e produção de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências que permitam desenvolver nos adolescentes e jovens a sensibilidade para que se interessem pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e afetam as vidas das pessoas, incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística em diferentes fontes, veículos e mídias, e desenvolvam autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos e possam produzir textos noticiosos e opinativos e participar de discussões e debates de forma ética e respeitosa.

Podemos ver que somos respaldados nas leis e que elas orientam a leitura. E ainda segundo Zilberman (2009) o estudo da leitura deve começar no 1º ano do ensino fundamental e se estender até o ensino médio, o que transforma a criança/adolescente num leitor literário. De acordo com os PCN, (1998, p. 69):

A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto suposições feitas.

A leitura traz conhecimento e torna o aluno mais crítico, um ser pensante, capaz de tomar suas próprias decisões com responsabilidade e respeito com o próximo, pois a leitura nos abre um leque, um novo mundo desconhecido, onde podemos explorar e aprender sem sair do lugar.

Outro aspecto importante que devemos destacar é que na escola deve haver momentos de leitura, é primordial principalmente nos anos iniciais pois nos anos finais o aluno não terá dificuldades em ler e até pegará gosto pela leitura. Sem contar que a prática da leitura também gera uma boa escrita, esse aluno além de conhecimento aprende a escrever melhor, a fazer uma boa redação, a se comunicar melhor, fazer uma boa interpretação de texto e etc.

Cabe ao professor escolher não somente textos literários como também pintura, gravura, quadro, filme, que também são constituídos de linguagem, ou seja os alunos fazem a leitura da obra de arte e depois expressam oralmente seu entendimento. O ambiente escolar é o lugar mais propício para criarmos leitores assim como afirma Orlandi:

A função primordial da escola seria, para grande parte dos educadores, propiciarem aos alunos caminhos para que eles aprendam, de forma consciente e consistente. E isso ocorre a partir da implementação de instrumentos confiáveis de conhecimento do mesmo modo que a possibilidade dos alunos atuarem, adquirindo autonomia e criticidade dentro do espaço social onde ele atua. (2006, p. 73)

É função não somente dos professores, mas de todos os envolvidos na criação do ser humano despertar o interesse dos alunos pelo hábito de ler, os estudos e as estatísticas revelam que o aluno que tem o gosto pela leitura se sai muito melhor nos vestibulares e cursinhos. De acordo com Geraldi (2010, p. 112) a “qualidade (profundidade) do mergulho de um leitor num texto depende de seus mergulhos anteriores. Mergulhos não só nas obras que leu, mas também na leitura que faz da sua vida”. Estimular o aluno abre portas e engaja na sua vida particular e profissional. Um aluno precisa ter um senso crítico para que saiba indagar e se posicionar em qualquer aspecto de sua vida. Segundo a Brasil – PCN (1997, p. 40).

O trabalho com leitura tem como finalidade a formação de leitores competentes e, consequentemente, a formação de escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem sua origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referências modalizadoras. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita: o que escrever. Por outro, contribui para a constituição de modelos: como escrever.

Sendo assim, o ambiente escolar é o lugar mais adequado para fomentar o hábito de ler no aluno. Os pais também precisam apoiar, incentivando desde pequenos, as bibliotecas devem ter momentos com as turmas para leituras, professores devem indicar livros de acordo com a idade do aluno para aguçar sua curiosidade e assim aproximá-los com a literatura, deixando de ser uma tarefa enfadonha e desestimulante.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Quanto a abordagem da pesquisa:

A pesquisa tem caráter qualitativo. Qualitativo pois busca a interpretação dos fenômenos. “O ambiente natural é fonte direta para coleta de dados, interpretação de fenômenos e atribuição de significados”. (PRODANOV e FREITAS, 2013 p. 128) e corroborando “Descrições detalhadas de situações, eventos, pessoas, interações, condutas, observadas e suas manifestações”. (SAMPIERI; COLLADO; LUCIO; 2013, p.34), sendo assim:

Não há, por isso, uma manipulação, intervenção direta em relação a como a realidade se apresenta, o enfoque qualitativo avalia o desenvolvimento natural da realidade. A intervenção acontece quando o pesquisador decide de que maneira observar e descrever essa realidade. (FRAINER, 2020 p. 78).

Quanto aos objetivos da pesquisa:

Sob o ponto de vista de seus objetivos é uma pesquisa descritiva, pois segundo Rudio (2002, apud COSTA, 2013) “é a mais tradicional das pesquisas. Ela descreve as características de uma determinada população ou um fenômeno, e os interpreta. Não busca interferir e nem modificar a realidade estudada”.

Quanto aos procedimentos técnicos:

A pesquisa apresenta um caráter bibliográfico e de campo. De acordo com Costa e Costa (2013, p. 36) “a pesquisa bibliográfica é aquela realizada em livros, revistas, jornais, etc. Ela é básica para qualquer tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma”. Por sua vez a pesquisa de campo segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 169) tem como objetivo:

Conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que presumimos relevantes para analisá-los.

Em relação aos estudos de campo segundo Gil (2008, p. 57) “procuram muito mais o aprofundamento das questões propostas do que a distribuição das características da população segundo determinadas variáveis”.

Para coleta de Dados: utilizou-se a observação e duas entrevistas.

As observações foram feitas nos 3 estágios, a primeira e a segunda em uma escola de tempo integral com turmas do 6º ao 3º ano do ensino médio durante o turno matutino e a última em uma escola de tempo integral, porém somente com turmas do ensino médio e EJA, nesta escola em particular realizei o estágio no turno noturno. Com relação às observações é necessário explicar:

Reunir notas do campo, conduzindo uma observação como participante; reunir notas do campo, conduzindo uma observação como observador; reunir notas de campo, passando mais tempo como observador do que como participante; reunir notas de campo inicialmente observando como um “estranho” e depois ingressando no ambiente e observando como um “incluído”. (FRAINER, 2020 p. 109)

Durante as observações os alunos ficavam muito comportados e tímidos pois minha presença causava curiosidade e receio por parte de alguns. O que chamou mais atenção foi o fato da leitura na sala de aula motivar eles a saber o fim da história, isso se deve ao fato de que o assunto do livro era interessante e atual.

Nas duas primeiras observações minha interferência era ajudar os alunos quando eles precisavam de alguma orientação com suas tarefas, sempre que eles pediam eu tirava as dúvidas, levava comigo um caderno e lápis e anotava tudo que acontecia nas aulas e observava os métodos e a didática das professoras.

Percebi que durante as ministrações de minhas aulas os alunos prestavam atenção não somente por eu ser uma “novidade” para eles, mas também por levar uma aula dinâmica, com slides, isso os deixava entusiasmados.

Para as regências fiz uso do retroprojetor da escola e das professoras, quando não havia a possibilidade de fazer uso deste, usava a lousa e os pinceis de quadro branco e eles copiavam nos seus cadernos, além das explicações e os conceitos dos assuntos abordados, foi passado exercícios e mapas mentais para melhor fixação dos assuntos.

As entrevistas foram feitas com duas professoras da primeira escola onde o estágio foi realizado. As perguntas foram as mesmas para ambas. Segundo Frainer: “Conduzir uma entrevista não estruturada, com questões abertas e tomar notas da entrevista; gravar em vídeo a entrevista e transcrever a entrevista”. (2020 p. 109).

As perguntas foram as mesmas e o intuito era saber a opinião das professoras a respeito do preconceito linguístico na sala de aula.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ressignificar a leitura no ambiente escolar é mais do que nunca uma tarefa árdua e ao mesmo tempo prazerosa, pois ver os resultados acontecendo na sala de aula não tem preço. O professor é e ouso dizer acima de tudo, o principal provedor e motivador dessa tarefa pois ele pode melhor que ninguém, mostrar o caminho para o aluno se interessar pela leitura fomentando a literatura. O docente pode e deve estimular a leitura no ambiente escolar, pois ele é dotado de competência para indicar uma boa leitura aos seus discentes.

Foi observando as aulas da professora Irlanda no 2º estágio obrigatório, nas turmas de 7º e 8º anos, que a necessidade de analisar a prática da leitura se tornou imprescindível. Os impactos da falta da leitura no ambiente escolar seriam desastrosos, pois é através da leitura que o aluno se torna um ser crítico e reflexivo, capaz de analisar e criar um texto com coerência e coesão. Assim como afirma Lajolo (1982, p.7) pois se lê “[...] para entender o mundo, para viver melhor”.

A professora lia o livro: “A palavra não dita” de Walcyr Carrasco, é um livro que conta a história de uma adolescente que queria saber quem era o seu pai e nessa busca consegue encontrá-lo, a história se passa nos dias atuais. Todos os dias era lido alguns capítulos do livro, sempre um aluno diferente, sendo assim todos conseguiam ler e participar da leitura.

Sabemos também que o ambiente deve ser satisfatório assim como enfatiza Kleiman (2012, p. 16):

Devemos lembrar que, para a maioria, a leitura não é aquela atividade no aconchego do lar, no canto preferido, que nos permite nos isolarmos, sonhar, esquecer, entrar em outros mundos, e que tem suas primeiras associações nas estórias que a nossa mãe nos lia antes de dormir.

Por mais que a sala de aula desta escola em especial não fosse um ambiente tão confortável para a leitura, ainda assim os alunos se mostraram bastante engajados com a história, quando um ou outro não prestava atenção ou fazia barulho, eles mesmo chamavam o colega e pediam silêncio pois não queriam perder um capítulo do livro, visto que a professora não deixava os livros com eles, ela levava e trazia os livros todo dia em todos os tempos de sua aula.

Os alunos prestavam bastante atenção na leitura e no final do livro houve até quem se emocionasse. Isso mostra o quanto saber escolher a leitura adequada para a turma pode trazer um ótimo desempenho e interesse dos alunos, principalmente porque não adianta somente saber ler, decodificar as palavras, mas sim gostar do que está lendo, isso muda tudo.

5. CONCLUSÃO

O presente trabalho deixa claro que o hábito de ler é fundamental para o crescimento do aluno como cidadão e ser humano, pois de acordo com as leituras sobre o tema, a leitura ajuda as pessoas a serem mais informadas e críticas com relação a variados assuntos. A partir do objetivo principal de analisar a Prática da Leitura no Ambiente Escolar, despertar o interesse dos alunos pelo gosto da leitura e fomentar a aproximação dos alunos com a literatura podemos inferir que é possível inserir o hábito da leitura em sala de aula, desde que a literatura escolhida seja de uma linguagem acessível aos estudantes daquela série e mais importante ainda que seja um assunto pertinente a realidade daquela turma.

Isso é constatado inclusive no meu estágio obrigatório 2, onde a professora regente escolheu um livro para ler dentro de sala com suas turmas e os alunos prestavam bastante atenção visto que a história do livro agradou uma grande maioria ocasionando a quase total atenção de todos os alunos e no final do livro muitos alunos chegaram até a se emocionar com o desfecho da história. Isso mostra que o assunto escolhido pelo mediador é de suma importância para que haja um entendimento e interesse por parte dos alunos. Em todos os estágios que realizei a leitura em sala de aula não foi tão frequente, e para melhorar nesse aspecto é necessário ainda mudar muitas atitudes, não só com relação aos professores como também a estrutura das escolas, sabemos que as escolas públicas têm bastante deficiência em vários aspectos e o ambiente influencia muito em uma boa leitura.

O aluno precisa estar motivado para ler, e desenvolver essa habilidade o tornará não somente alfabetizado como também letrado para decodificar as palavras e o mundo que o cerca. O assunto é de suma importância para essa e futuras gerações, ter o hábito de ler jamais terá fim, sempre precisaremos ter essa habilidade pois o mundo pode até mudar os meios, começamos a registrar a história nas pedras e cavernas, depois criaram os pergaminhos, houve a grande revolução industrial e vieram as máquinas, transformando os livros mais acessíveis, e hoje temos os livros digitais que podem ser acessados de diversas plataformas e meios eletrônicos, sendo assim a leitura parece que nunca terá fim, com isso essa pesquisa não deve esgotar-se em si mesma, devemos sempre buscar melhorar e aprender novas possibilidades de superar obstáculos e novas formas de leitura serão bem vindas em todos os momentos da história.

REFERÊNCIAS

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GERALDI, João Wanderley. A aula como acontecimento. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.

GIL, Antonio. Carlos. Métodos e técnicas da pesquisa social. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2008.

KLEIMAN, Angela. Oficina de Leitura: Teoria e Prática. 9. Ed. Campinas: Pontes, 2012.

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MARCONI, Marina Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2010.

ORLANDI, E. P. Discurso e Leitura. 7. Ed. Cortez, São Paulo, 2006.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2 Ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 30. Ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

SAMPIERI, R.H.; COLLADO, C.F.; LUCIO, M.P.B. Metodologia da Pesquisa. 5. Ed. Porto Alegre: Penso, 2013.

ZILBERMAN R.; ROSING T. M. K. et al (Org.). Escola e Leitura: velhas crises, novas alternativas. – São Paulo: Global, 2009. (Coleção Leitura e Formação).

  1. Acadêmica do Curso de Licenciatura em Letras – Português; E-mail: lidianesouzalima@gmail.com

  2. Prof. Orientador. Tutor Externo do Curso de Licenciatura em Letras – Português – Polo Centro: E-mail: h12fatimab@gmail.com

    Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso (FLC3231LED) – Projeto de Ensino – 25/10/2024