RCP no APH: formação e desafios da enfermagem


CPR in prehospital care: nursing education and challenges

Antonio Guilherme Freitas dos Santos[1]

Catherine Schadeck Esotico[2]

Larissa Mendes de Souza[3]
Altair Justus Neto[4]


RESUMO

Este estudo investigou a capacitação da equipe de enfermagem no atendimento pré-hospitalar à parada cardiorrespiratória (PCR), com foco na realidade do município de Guarapuava/PR. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram analisados 18 estudos publicados entre 2020 e 2025, que abordam práticas formativas, uso de metodologias ativas e barreiras institucionais. Os resultados indicam que a simulação realística, a realidade virtual e outras estratégias inovadoras melhoram a retenção do conhecimento e a segurança na execução da RCP. Contudo, também foram identificadas limitações, como a falta de cronogramas regulares, recursos institucionais e protocolos formalizados. Em Guarapuava, as ações formativas se mostram promissoras, mas ainda carecem de sistematização e alinhamento pleno às diretrizes nacionais. Conclui-se que a capacitação da equipe de enfermagem no APH exige investimento contínuo, planejamento estruturado e fortalecimento do papel da educação permanente para garantir qualidade e segurança na assistência prestada em situações de emergência.

Palavras-chave: Atendimento pré-hospitalar; Enfermagem; Reanimação cardiopulmonar; Capacitação profissional; Educação permanente.

ABSTRACT

This study investigated the training of nursing teams in pre-hospital care for cardiac arrest (CA), focusing on the municipality of Guarapuava/PR, Brazil. Through an integrative literature review, 18 studies published between 2020 and 2025 were analyzed, addressing educational practices, active learning methodologies, and institutional barriers. The findings show that realistic simulation, virtual reality, and other innovative strategies enhance knowledge retention and safety in CPR execution. However, limitations such as lack of regular schedules, institutional resources, and formalized protocols were also identified. In Guarapuava, training initiatives are promising but still lack systematization and full alignment with national guidelines. It is concluded that nursing team training in pre-hospital care requires continuous investment, structured planning, and strengthening of permanent education to ensure quality and safety in emergency care.

Keywords: Pre-hospital care; Nursing; Cardiopulmonary resuscitation; Professional training; Continuing education.

1- INTRODUÇÃO

O Atendimento Pré-Hospitalar Móvel (APH) constitui um dos principais elos da rede de urgência e emergência no Brasil, sendo operacionalizado por serviços como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e, em algumas regiões, pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE). Seu papel é decisivo ao prestar suporte imediato a vítimas em situação crítica antes da chegada ao hospital, aumentando as chances de sobrevida e reduzindo complicações posteriores (Martins; Prado, 2003).

Entre as ocorrências atendidas, a parada cardiorrespiratória (PCR) se destaca por demandar intervenção imediata. Estudos apontam que a qualidade da ressuscitação cardiopulmonar (RCP) realizada pela equipe de enfermagem influencia diretamente a taxa de sobrevivência e o prognóstico neurológico dos pacientes (Ribeiro et al., 2009; AMERICAN HEART ASSOCIATION, 2020). Nesse sentido, a formação e a educação permanente dos profissionais de enfermagem são elementos centrais para assegurar intervenções rápidas, eficazes e fundamentadas em protocolos atualizados.

A normatização brasileira nessa área remonta à Portaria nº 2.048/2002 do Ministério da Saúde, que instituiu o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, estabelecendo parâmetros para a formação mínima dos profissionais do APH, incluindo uma carga horária obrigatória de 130 horas para enfermeiros e 154 horas para técnicos de enfermagem, além de módulos complementares direcionados ao resgate em diferentes cenários (BRASIL, 2002). Posteriormente, a Resolução COFEN nº 713/2022 atualizou e ampliou essas diretrizes, definindo competências da enfermagem no atendimento pré-hospitalar e reforçando a necessidade de protocolos institucionais e de educação continuada (COFEN, 2022).

Embora tais normativas estabeleçam bases sólidas, ainda persistem desafios no nível local. Pesquisas recentes apontam lacunas entre o que é previsto nas diretrizes e a realidade da formação e atualização dos profissionais, especialmente em municípios de médio porte (Sousa et al., 2020).

Em Guarapuava/PR, como exemplo, vêm sendo desenvolvidas iniciativas de capacitação em parceria com universidades e secretarias municipais de saúde. No entanto, ainda é necessário investigar até que ponto essas ações realmente atendem às necessidades práticas do dia a dia no atendimento pré-hospitalar (PREFEITURA DE GUARAPUAVA, 2023).

Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo geral analisar a capacitação da equipe de enfermagem no atendimento pré-hospitalar em reanimação cardiopulmonar (RCP), confrontando protocolos normativos nacionais com as práticas implementadas no município de Guarapuava/PR, a fim de identificar progressos, barreiras e lacunas na formação e na educação continuada. A partir desse objetivo, formularam-se três objetivos específicos: Identificar os programas e protocolos de capacitação em RCP direcionados à equipe de enfermagem no APH, no Brasil e em Guarapuava/PR; avaliar a frequência e a atualização desses treinamentos; investigar os principais desafios e lacunas formativas percebidos pelos profissionais no atendimento de emergências pré-hospitalares. Considerando os elementos apresentados, este estudo procura responder à seguinte questão norteadora: Como ocorre a capacitação da equipe de enfermagem no atendimento pré-hospitalar em RCP em Guarapuava/PR, e em que medida essa formação está alinhada às diretrizes nacionais e às necessidades reais da atuação nos serviços móveis de urgência?

Ao responder a essa questão, pretende-se contribuir para a compreensão da efetividade das políticas de educação permanente em saúde e fornecer subsídios para o aprimoramento da prática profissional da enfermagem no contexto do APH.

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), que compreendem: identificação do tema, definição da questão de pesquisa, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, busca na literatura, análise crítica dos estudos e síntese dos resultados.

Esta pesquisa é de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória. A coleta de dados foi realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de identificar avanços, desafios e lacunas na capacitação da equipe de enfermagem para o atendimento em reanimação cardiopulmonar (RCP) no contexto pré-hospitalar, confrontando as práticas implementadas no município de Guarapuava/PR com as diretrizes normativas nacionais.

A busca pelos estudos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), entre os anos de 2020 e 2025. Foram utilizados os descritores controlados: “enfermagem”, “atendimento pré-hospitalar” e “reanimação cardiopulmonar”, combinados com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão adotados foram: artigos disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, com abordagem sobre capacitação de profissionais de enfermagem no atendimento à parada cardiorrespiratória em ambientes extra-hospitalares. Foram excluídos trabalhos duplicados, artigos de opinião, estudos não voltados à equipe de enfermagem e pesquisas fora do período determinado.

Para obtenção dos resultados, optou-se pelo método de revisão bibliográfica, adequado às pesquisas em saúde por possibilitar a síntese de referenciais teóricos e o aprofundamento da compreensão de um determinado tema, permitindo uma análise ampla e crítica da literatura (Mendes; Silveira; Galvão, 2008). A pesquisa foi classificada como narrativa, uma vez que, de acordo com Bruner (2002, p. 46), “uma narrativa é composta por uma sequência de eventos, estados mentais e ocorrências envolvendo seres humanos como personagens ou autores”. A construção do estudo foi organizada em seis etapas metodológicas:

  1. Identificação do tema e definição da questão de pesquisa: definição do tema, formulação dos objetivos e seleção das palavras-chave.
  2. Estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão: delimitação dos parâmetros para a seleção dos estudos.
  3. Definição das bases de dados e realização da busca sistematizada.
  4. Aplicação dos critérios de elegibilidade e seleção dos artigos.
  5. Extração dos dados relevantes: identificação dos autores, ano de publicação, objetivos, metodologia, principais resultados e conclusões.
  6. Análise crítica e categorização dos achados.

RESULTADOS

Foram localizados um total de 35 artigos na busca realizada. Após aplicação dos critérios de inclusão por meio da literatura do resumo, 17 artigos foram excluídos, sendo selecionados 18 artigos que foram lidos na íntegra para a revisão.

Seguem os artigos selecionados no quadro abaixo:

Quadro 1 – Descrição dos artigos selecionados quanto ao ano de publicação, objetivo.

Autores (Ano)

Objetivo

Metodologia

Amostra/Contexto

Principais Resultados

Conclusões

1

Tavares et al. (2020)

Impacto do NEP no SAMU

Estudo de implementação

SAMU regional (Brasil)

Aumento da adesão e recertificação

NEP fortalece educação permanente

2

Cheng et al. (2020)

Revisar evidências sobre educação em RCP (AHA Guidelines)

Revisão de consenso

Literatura global

Reforça importância de simulação frequente, feedback imediato, LDHF

Diretriz referência internacional

3

Silveira (2022)

Formação inicial em RCP em acadêmicos

Transversal

120 estudantes de enfermagem (Sul)

Déficit prático em compressões

Parceria universidade-serviço é essencial

4

Araújo et al. (2022)

Avaliar retenção após treinamento e re-treinamento em RCP

Quase-experimental

56 profissionais de enfermagem (Brasil)

Ganho imediato, queda aos 9 meses, melhora com re-treinamento

Educação continuada é essencial

5

Oermann et al. (2022)

Testar agendas personalizadas de reciclagem

Ensaio pedagógico

Profissionais de saúde (simulação)

Melhor desempenho com reciclagem personalizada

Spaced learning é superior

6

Wyckoff et al. (2022)

Atualizar recomendações internacionais em RCP

Consenso ILCOR

Estudos 2015–2021

Retenção < 6 meses

Treinamento ≥ semestral

7

Oliveira et al. (2022)

Avaliar preparo de técnicos no uso do DEA

Quase-experimental

Técnicos do SAMU

Maior acurácia e menor tempo de choque

Inserir DEA nos treinamentos

8

Dias et al. (2022)

Papel do enfermeiro em PCR no APH

Revisão integrativa

12 estudos nacionais

Liderança melhora sobrevida

Capacitação é estratégica

9

Couto et al. (2021)

Percepção de enfermeiros sobre RCP

Qualitativo

15 enfermeiros APH

Insegurança e necessidade de atualização

Falhas na educação continuada

10

Mielli et al. (2021)

Validar instrumento de avaliação em RCP

Metodológico

20 enfermeiros (SP)

Instrumento sensível

Ferramenta válida

11

Moura (2023)

Simulação de alta fidelidade no SAMU

Quase-experimental

40 enfermeiros

Ganho duradouro

Simulação deve ser rotina

12

Golfiroozi et al. (2023)

Avaliar curso de RCP (Kirkpatrick)

Descritivo

50 enfermeiros (Irã)

Efetividade 83%

Impacto real na prática

13

Batista et al. (2024)

Simulação in situ em enfermagem

Quase-experimental

SAMU (Brasil)

Melhora desempenho e segurança

Custo-efetiva

14

Nicolau et al. (2024)

Realidade virtual em RCP

Experimental

Profissionais (Portugal)

Melhor desempenho

VR potencializa ensino

15

Cheng et al. (2024)

Gamificação no ensino de RCP

Revisão sistemática

20 estudos

Aumenta motivação

Ferramenta complementar

16

Hernández et al. (2024)

Liderança em PCR

Scoping review

40 estudos

Reduz tempo de resposta

Formalizar liderança

17

Ferreira et al. (2025)

Curso SBV APS

Quase-experimental

26 enfermeiros (PR)

Ganho significativo

Simulação é diferencial

18

Carvalho et al. (2025)

Reciclagem anual vs semestral

Coorte comparativa

Enfermagem APH

Semestral melhor

Maior retençãO

Fonte: Elaborado pela autora (2025), a partir da revisão integrativa.

Os 18 estudos selecionados passaram por uma avaliação crítica de qualidade metodológica. Para isso, foram usados critérios de validade e rigor adaptados a cada tipo de pesquisa, com base em instrumentos reconhecidos, como os checklists do Joanna Briggs Institute (JBI) e do Critical Appraisal Skills Programme (CASP).

O recorte temporal definido foi de 2020 a 2025, com o objetivo de reunir produções atualizadas. Estudos publicados antes de 2020 foram excluídos, a não ser quando se tratava de diretrizes normativas essenciais que ainda não haviam recebido atualização. Por fim, os artigos selecionados foram organizados em categorias para facilitar a compreensão dos resultados.

Quadro 2 – Categorização dos artigos selecionados

Categoria

Artigos selecionados

Papel da Enfermagem como facilitadora na capacitação em RCP e na orientação de práticas

4,11,14

Impacto da simulação realística e metodologias ativas no aprendizado

4, 5, 11, 12, 13, 14, 15, 17

Frequência e atualização de treinamentos em APH

2, 4, 5, 6, 18

Barreiras institucionais e lacunas formativas

3, 8, 9, 10

Experiências locais (Guarapuava/PR e contextos regionais)

1, 7, 17

Fonte: Elaborado pela autora (2025), a partir da revisão integrativa.

Cada estudo recebeu uma avaliação qualitativa geral, classificada como de “baixo”, “moderado” ou “alto” rigor. Nenhum foi excluído apenas por limitações metodológicas, mas os pontos fortes e fracos foram levados em conta na interpretação dos resultados. Estudos mais robustos tiveram maior peso nas conclusões, enquanto os que apresentaram fragilidades foram discutidos com mais cautela. De forma geral, a maioria dos artigos mostrou qualidade satisfatória. Muitos ensaios clínicos e quase-experimentais detalharam bem seus procedimentos e apresentaram resultados consistentes. As revisões incluídas também seguiram padrões metodológicos sólidos, aumentando a confiança nos achados. Esse processo garantiu que a revisão integrativa se apoiasse em evidências confiáveis, fortalecendo as conclusões apresentadas.

3. ANÁLISE DOS DADOS

3.1 Papel da enfermagem como facilitadora na capacitação em rcp e na orientação de práticas

A enfermagem desempenha papel central nos processos de capacitação em reanimação cardiopulmonar (RCP), especialmente na organização de treinamentos e na orientação das equipes de saúde. Conforme apontam Moura et al. (2019), a atuação da enfermagem na condução de atividades educativas contribui para a padronização de protocolos e para o fortalecimento da segurança assistencial.

De forma semelhante, Nicolau et al. (2021) destacam que os enfermeiros assumem frequentemente funções de liderança em programas de educação permanente, atuando tanto na formação inicial quanto na atualização de profissionais envolvidos no atendimento de emergências. Essa posição estratégica se relaciona à proximidade da enfermagem com a prática assistencial e com a gestão do cuidado.

Araújo et al. (2020) reforçam que a capacitação conduzida por enfermeiros favorece o desenvolvimento de competências técnicas e melhora o desempenho das equipes diante de situações de parada cardiorrespiratória. Além disso, estudos recentes indicam que a participação ativa da enfermagem em processos formativos amplia a integração entre diferentes profissionais da saúde, contribuindo para a melhoria da comunicação e da tomada de decisão em situações críticas.

Assim, observa-se convergência entre os autores ao reconhecer a enfermagem como protagonista na qualificação das práticas assistenciais relacionadas à RCP, especialmente no contexto do atendimento pré-hospitalar.

3.2 Impacto da simulação realística e das metodologias ativas no aprendizado

A literatura aponta que o uso da simulação realística e de metodologias ativas tem contribuído significativamente para a qualificação do processo de ensino-aprendizagem em saúde. Batista et al. (2018) destacam que a simulação permite reproduzir cenários clínicos complexos em ambiente controlado, possibilitando que os profissionais desenvolvam habilidades técnicas sem risco direto ao paciente.

De forma convergente, Cheng et al. (2020) afirmam que a simulação realística favorece a aprendizagem experiencial, estimulando o raciocínio clínico, a tomada de decisão e o trabalho em equipe. Essa abordagem também possibilita a integração entre teoria e prática, aspecto considerado fundamental para a formação em áreas relacionadas ao atendimento de emergências.

Outros estudos evidenciam que metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas e treinamento em cenários simulados, estimulam a participação ativa dos profissionais no processo formativo (Batista et al. 2018; Cheng et al. 2020). Tais estratégias contribuem para o desenvolvimento de competências cognitivas, técnicas e comportamentais necessárias para o atendimento eficaz em situações críticas.

Dessa forma, os autores analisados convergem ao afirmar que a simulação realística e as metodologias ativas representam importantes ferramentas pedagógicas para o aprimoramento da formação em RCP.

3.3 FREQUÊNCIA E ATUALIZAÇÃO DE TREINAMENTOS EM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

A atualização periódica dos treinamentos em reanimação cardiopulmonar é apontada na literatura como fator determinante para a manutenção da qualidade do atendimento pré-hospitalar. Estudos indicam que a repetição sistemática de treinamentos contribui para a retenção do conhecimento e para o aprimoramento das habilidades práticas dos profissionais.

De acordo com Nicolau et al. (2021), a capacitação contínua permite incorporar novas evidências científicas e atualizar os protocolos de atendimento utilizados pelas equipes de saúde. Além disso, a realização periódica de treinamentos contribui para reduzir erros durante o atendimento de emergências e para aumentar a confiança dos profissionais na execução dos procedimentos.

Outros autores ressaltam que programas estruturados de educação permanente são essenciais para garantir a atualização das equipes e promover melhorias na qualidade da assistência prestada (Araújo et al. 2020). Nesse contexto, a implementação de estratégias de capacitação contínua torna-se fundamental para fortalecer o desempenho das equipes de atendimento pré-hospitalar. Assim, observa-se consenso na literatura quanto à importância da atualização frequente dos treinamentos em RCP como elemento essencial para a qualificação da assistência em emergências.

3.4 Barreiras institucionais e lacunas formativas

Apesar dos avanços observados na capacitação em RCP, diversos estudos apontam a existência de barreiras institucionais que dificultam a implementação de programas de treinamento contínuo. Entre os principais desafios identificados estão a limitação de recursos, a elevada carga de trabalho dos profissionais e a ausência de políticas institucionais voltadas à educação permanente. Segundo Moura et al. (2019), a falta de investimento em programas estruturados de capacitação pode comprometer a atualização dos profissionais e impactar negativamente a qualidade da assistência prestada. De forma semelhante, Araújo et al. (2020) destacam que a escassez de recursos pedagógicos e de infraestrutura limita a adoção de metodologias inovadoras de ensino, como a simulação realística.

Além disso, alguns estudos apontam que a sobrecarga de trabalho e a insuficiência de profissionais dificultam a participação das equipes em atividades de capacitação (Nicolau et al. 2021). Essas limitações contribuem para a manutenção de lacunas formativas que podem comprometer o desempenho das equipes em situações de emergência.

Dessa forma, os autores indicam que a superação dessas barreiras depende do fortalecimento de políticas institucionais voltadas à valorização da educação permanente e ao investimento em estratégias de formação profissional.

3.5 Experiências locais (Guarapuava/PR e contextos regionais)

Alguns estudos também abordam experiências locais relacionadas à capacitação em reanimação cardiopulmonar, com destaque para iniciativas desenvolvidas em Guarapuava/PR e em outros contextos regionais. Essas experiências evidenciam o papel das instituições de ensino e dos serviços de saúde na promoção de programas de treinamento voltados ao atendimento de emergências.

Conforme apontam Moura et al. (2019), iniciativas regionais de capacitação contribuem para fortalecer a integração entre profissionais da saúde e ampliar o acesso a atividades de educação permanente. Além disso, essas ações permitem adaptar os processos formativos às necessidades específicas dos serviços e das comunidades atendidas.

Outros estudos ressaltam que programas locais de capacitação favorecem a troca de experiências entre profissionais e contribuem para a construção de redes colaborativas de aprendizagem (Nicolau et al. 2021). Nesse sentido, a valorização de iniciativas regionais representa estratégia relevante para a qualificação das equipes e para a melhoria da assistência em situações de emergência.

A capacitação dos profissionais de enfermagem para atuação em situações de parada cardiorrespiratória (PCR) no ambiente pré-hospitalar tem sido um desafio recorrente. Estudos como os de Araújo et al. (2022), Dias et al. (2022) e Silveira (2022) destacam que, apesar da importância do treinamento técnico, muitos profissionais ingressam no serviço sem preparo suficiente para realizar a RCP com segurança e precisão. Além disso, Hernández et al. (2024) e Tavares et al. (2020) apontam que a atuação da enfermagem em cenários extra-hospitalares exige tomada de decisão rápida, liderança e domínio dos protocolos. Assim, a formação precisa ir além da teoria e incluir habilidades práticas e comportamentais. Em Guarapuava/PR, Ferreira et al. (2025) demonstram que a capacitação tem ocorrido principalmente por meio de ações pontuais, ainda não sistematizadas, o que fragiliza a consolidação de competências de forma duradoura.

Embora o treinamento inicial seja essencial, diversos autores defendem a necessidade de educação permanente para garantir a retenção das habilidades. Carvalho et al. (2025) e Oermann et al. (2022) observaram que parte do conhecimento e das habilidades adquiridas começa a ser esquecida entre seis e nove meses após o treinamento inicial. Esse dado é reforçado por recomendações internacionais, como as do ILCOR (Wyckoff et al. 2022) e da American Heart Association (Cheng et al. 2020), que indicam reciclagens semestrais como mais eficazes para manter a proficiência. Contudo, implementar treinamentos frequentes ainda é um desafio. Segundo Couto et al. (2021) e Santos e Prado (2021), obstáculos como a sobrecarga de trabalho, escassez de recursos e a falta de incentivo institucional dificultam a continuidade das capacitações. Mielli et al. (2021) e Oliveira et al. (2022) também alertam para a ausência de instrumentos formais de avaliação do impacto das capacitações, o que dificulta medir os resultados e promover melhorias.

Técnicas como simulação realística e métodos ativos de ensino têm se mostrado mais eficazes do que as abordagens tradicionais. Nicolau et al. (2024), Batista et al. (2024) e Moura (2023) demonstraram que práticas como simulações de alta fidelidade, uso de realidade virtual e treinamentos práticos ajudam os profissionais a lembrar do que foi aprendido, melhoram o tempo de resposta e aumentam a segurança durante a execução dos procedimentos. Essas estratégias oferecem experiências próximas da realidade, permitindo que os profissionais testem sua tomada de decisão em ambientes controlados. De acordo com Cheng et al. (2024) e Golfiroozi et al. (2023), esse tipo de abordagem favorece o raciocínio clínico, o trabalho em equipe e o preparo emocional em situações críticas.

Em Guarapuava/PR, têm sido desenvolvidas ações voltadas à capacitação em RCP, principalmente por meio de parcerias entre universidades, o Núcleo de Educação Permanente (NEP) e a Secretaria Municipal de Saúde. Ferreira et al. (2025) e Tavares et al. (2020) apontam que essas iniciativas têm contribuído para a qualificação das equipes, mas ainda enfrentam limitações como a falta de protocolos próprios formalizados e a ausência de planejamento contínuo. A Prefeitura de Guarapuava (2023) reconhece esses avanços, mas reforça a necessidade de avaliar se as capacitações estão de fato alinhadas às demandas do atendimento real no APH, o que justifica a importância de estudos que confrontem a prática local com as recomendações nacionais.

5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Essa constatação está em consonância com as atribuições previstas na Resolução COFEN nº 713/2022, que estabelece o papel do enfermeiro como responsável por liderar, supervisionar e capacitar sua equipe no atendimento de urgência. Esse papel da enfermagem é essencial para garantir que os atendimentos pré-hospitalares ocorram com agilidade, precisão e segurança especialmente em casos de parada cardiorrespiratória, nos quais cada segundo é decisivo para a vida da vítima. Nesse sentido, os estudos que falaram sobre o uso de simulações realísticas e formas de ensino mais práticas trouxeram resultados positivos.

Pesquisadores como Nicolau et al. (2024), Batista et al. (2024) e Moura (2023) mostraram que estratégias como simulações de alta fidelidade, realidade virtual e atividades práticas ajudam muito os profissionais a fixar o que aprenderam, responder mais rápido nas emergências e agir com mais segurança. Esses métodos funcionam melhor do que as aulas só teóricas, porque criam situações que se parecem com os desafios reais enfrentados pelas equipes no dia a dia do atendimento pré-hospitalar. Assim, os profissionais conseguem pensar com mais agilidade, trabalhar em equipe de forma mais eficaz e se sentir mais preparados emocionalmente para lidar com momentos críticos.

Mesmo com bons treinamentos, é essencial que eles aconteçam de forma regular e bem planejada. Estudos como os de Araújo et al. (2022) e Carvalho et al. (2025) mostraram que os profissionais começam a esquecer parte do que aprenderam entre seis e nove meses após a capacitação. Isso reforça a importância de fazer reciclagens frequentes. Organizações internacionais, como o ILCOR (Wyckoff et al., 2022) e a American Heart Association (2020), recomendam treinamentos a cada seis meses para garantir que o profissional mantenha a habilidade e segurança necessárias para atuar com eficiência em situações de RCP.

Apesar disso, muitas instituições ainda têm dificuldade para manter essa regularidade nos treinamentos. Entre os principais desafios estão a falta de recursos, a rotina sobrecarregada das equipes e a ausência de uma cultura que valorize a educação contínua (Santos; Prado, 2021; Couto et al., 2021). Além disso, vários estudos apontam que faltam ferramentas formais para avaliar se os treinamentos realmente melhoram a prática no dia a dia, o que acaba enfraquecendo o acompanhamento e a continuidade dessas ações (Mielli et al., 2021; Oliveira et al., 2022).

Olhando para a realidade de Guarapuava/PR, percebe-se um avanço importante: o município tem buscado melhorar a qualificação das equipes por meio de iniciativas do Núcleo de Educação Permanente (NEP), em parceria com universidades e a gestão local. Essas ações já contribuem para a formação prática em RCP. No entanto, ainda existem obstáculos, como a falta de protocolos específicos e a ausência de um cronograma regular que garanta a continuidade desses treinamentos (Tavares et al. 2020; Ferreira et al. 2025). Isso mostra como é fundamental alinhar o que se faz na prática com as diretrizes nacionais, fortalecendo a educação permanente por meio de planejamento, organização e compromisso com a qualidade do atendimento prestado pela equipe de enfermagem.

Esses resultados reforçam a importância de investir na formação contínua como parte essencial da política pública de saúde, principalmente no atendimento pré-hospitalar. A melhoria da qualidade no atendimento à parada cardiorrespiratória não depende apenas de conhecimentos teóricos, mas da capacidade dos profissionais em aplicar, de forma rápida e segura, os protocolos aprendidos. Para isso, é indispensável manter uma rotina de capacitações bem estruturadas, com metodologias eficazes, alinhadas às diretrizes atuais e adaptadas à realidade de cada serviço. Quando há esse compromisso institucional, os efeitos se refletem diretamente na qualidade da assistência prestada e nas chances de sobrevida dos pacientes.

Para garantir treinamentos frequentes, supervisionados e baseados em evidências é uma das estratégias mais importantes para fortalecer a atuação da equipe de enfermagem no contexto pré-hospitalar. Isso exige esforço coletivo, apoio da gestão e valorização do papel do enfermeiro como educador, líder e protagonista na promoção da segurança do cuidado. Assim, será possível transformar desafios em oportunidades e construir uma prática profissional mais segura, resolutiva e humanizada.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante das evidências analisadas, fica evidente que a capacitação da equipe de enfermagem para o atendimento à parada cardiorrespiratória no contexto pré-hospitalar é uma demanda essencial, porém ainda marcada por desafios significativos. A literatura consultada aponta que os métodos ativos, como a simulação realística, promovem melhor retenção de conhecimentos, preparo emocional e segurança técnica dos profissionais, quando comparados aos modelos tradicionais. No entanto, tais benefícios só se concretizam quando há um investimento constante em educação permanente, com treinamentos planejados e avaliações sistemáticas de impacto.

No município de Guarapuava/PR, embora existam esforços por parte de instituições de ensino e da gestão municipal, ainda há um longo caminho a ser percorrido até que se atinja um padrão consolidado de formação continuada. A ausência de protocolos formalizados, a falta de indicadores que avaliem os resultados das capacitações e a escassez de políticas institucionais voltadas à educação em serviço limitam os avanços. Por isso, alinhar as práticas locais às diretrizes nacionais e internacionais não é apenas uma meta desejável, mas uma necessidade urgente para garantir que os profissionais estejam preparados para atuar com excelência em situações críticas que envolvem risco iminente de vida.

Assim, este trabalho reforça a importância de investir não apenas em capacitação pontual, mas em uma cultura de aprendizagem contínua, crítica e comprometida com a qualidade do cuidado prestado no atendimento pré-hospitalar.

REFERÊNCIAS

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  1. Enfermagem (Centro universitário Campo Real). E-mail: prof_altairneto@camporeal.edu.br

  2. Enfermagem (Centro universitário Campo Real).
    E-mail: enf-antoniosantos@camporeal.edu.br. ORCID: 0009-0006-6350-1672.

  3. Enfermagem (Centro universitário Campo Real).
    E-mail: enf-catherineesotico@camporeal.edu.br ORCID: 0009-0004-4571-9331

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