O papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC: revisão bibliográfica

The role of the psychopedagogue in the intervention of children with auditory processing disorder (APD)

Francimar da Conceição Machado Campos[1]

Estélio Silva Barbosa[2]

RESUMO

O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), conhecido como uma alteração neurológica que necessita intervenção fonoaudiológica pessoal, não tendo resolução espontaneamente através dos anos. A detectar precocemente, através de relatos de dificuldades escolares ou através de históricos de infecções de ouvido, possibilita que as crianças com TPAC melhorem sua qualidade de vida, compreensão de fala e desempenho escolar. O presente artigo consiste em uma revisão bibliográfica acerca do papel do psicopedagogo na intervenção de crianças diagnosticadas com TPAC. A metodologia empregada envolveu a análise de estudos pesquisados em bases de dados relevantes, com o objetivo conhecer o papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC; e especificamente identificar quais são as estratégias e recursos ultimados por este profissional para o desempenho de sua função; e compreender a importância do papel desenvolvido por este profissional para a comunidade escolar. Os resultados apontam para a relevância da atuação psicopedagógica no desenvolvimento de habilidades cognitivas essenciais para a aprendizagem, tais como atenção seletiva, memória de trabalho e compreensão auditiva. Adicionalmente, a revisão destaca a importância da colaboração interdisciplinar entre psicopedagogos, fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde e educação. Conclui-se que a intervenção psicopedagógica, fundamentada em evidências científicas, contribui de forma significativa para a otimização do desempenho acadêmico e social de crianças com TPAC, ressaltando a necessidade de programas de formação continuada que capacitem os profissionais a atuarem de forma eficaz nessa área.

Palavras-chave: Psicopedagogo; Intervenção; TPAC; Crianças.

ABSTRACT

Central Auditory Processing Disorder (CAPD), It is known as a neurological alteration that requires personal speech-language pathology intervention, and does not resolve spontaneously over the years. Early detection, through reports of school difficulties or through histories of ear infections, enables children with CAPD to improve their quality of life, speech comprehension and school performance. This article consists of a literature review on the role of the psychopedagogue in the intervention of children diagnosed with CAPD. The methodology used involved the analysis of studies researched in relevant databases, with the objective of knowing the role of the psychopedagogue in the intervention of children with CAPD; and specifically to identify the strategies and resources finalized by this professional for the performance of his function; and to understand the importance of the role developed by this professional for the school community. The results point to the relevance of psychopedagogical action in the development of cognitive skills essential for learning, such selective attention, working memory and listening comprehension. Additionally, the review highlights the importance of interdisciplinary collaboration between psychopedagogues, speech therapists and other health and education professionals. It is concluded that psychopedagogical intervention, based on scientific evidence, contributes significantly to the optimization of the academic and social performance of children with CAPD, emphasizing the need for continuing education programs that enable professionals to act effectively in this area.

Keywords: Psychopedagogue; Intervention; TPAC; Children.

1 INTRODUÇÃO

Indivíduos utilizam a comunicação como um processo que proporciona o enriquecimento de vários níveis cognitivos do ser humano, tornando possível a aquisição de novas informações e também a interação com o mundo e, consequentemente, o desenvolvimento emocional e social. Nesse sentido, a audição e a voz estão essencialmente envolvidas no processo de desenvolvimento linguístico e cognitivo, pois é através da percepção do som e da emissão vocal que a relação dialógica ocorre (Da Silva, 2023).

Através de métodos adequados de triagem se pode auxiliar na identificação de indivíduos que apresentam o Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) e direcionar um encaminhamento assertivo para a avaliação comportamental diagnóstica. Nesse contexto, o papel do psicopedagogo, se torna útil proporcionar novos procedimentos/baterias de triagem do TPAC, por meio de recursos lúdicos e interativos (ASHA, 2005).

Em suma, conhecer a origem de algumas dificuldades, incluindo os sinais de alterações do PAC, é muito importante, pois contribui para que os agravos possam ser minimizados ou extintos, bem como, a compreensão pode promover um diagnóstico precoce, favorecer futuras condutas terapêuticas, estimular áreas sensoriais e buscar o sucesso acadêmico de alunos brasileiros (Batista e Pestun, 2019; Teixeira et al., 2017). As formações continuadas, dentre elas a Psicopedagogia, são excelentes ferramentas e podem trazer imensas contribuições para a educação básica no Brasil.

Nesse sentido questiona-se, o que as pesquisas vêm relatando sobre o papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC? Para isso, buscou-se, como objetivo geral, compreender o papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC no âmbito escolar; e especificamente foi identificar quais são as estratégias interdisciplinares delineado nos princípios analítico-comportamentais, a partir desta intervenção com crianças com TPAC.

Para orientação da pesquisa foi traçado como objetivo geral: conhecer o papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC; e especificamente: identificar quais são as estratégias e recursos ultimados por este profissional para o desempenho de sua função; e compreender a importância do papel desenvolvido por este profissional para a comunidade escolar. Tendo como metodologia para este estudo fundamentado através de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, com caráter descritivo e exploratório.

Diante do exposto, o presente estudo se justifica na falta de conhecimento sobre o tema e o impacto deste no desenvolvimento acadêmico de futuros profissionais em suas formações e por intuito aumentar o nível de conhecimento e contribuir para o processo do desenvolvimento escolar de crianças com dificuldades, além de proporcionar aos profissionais da área experiências e vivências sobre essa temática.

Para melhor esclarecimento, o mesmo se apresenta estruturado da seguinte forma: tópico 1, a introdução, apresentando o trabalho de modo geral; tópico 2, trata-se do referencial teórico, no qual apresentamos a temática sob o ponto de vista de autores que tratam sobre a mesma; no tópico 3, discorremos sobre a metodologia, ou seja, o percurso realizado para a elaboração deste; no tópico 4, apresentamos os resultados e discussão à luz dos autores referenciados da presente temática abordada no decorrer deste; e por fim, no tópico 5 fazemos as considerações finais que giram em torno dos objetivos previamente traçados para a elaboração do presente trabalho.

2 TRANSTORNO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL (TPAC)

O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), também conhecido como Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA) ou Auditory Processing Disorder (APD), é definido como uma dificuldade na escuta e na compreensão de sons, apesar de o indivíduo possuir limiares auditivos dentro da normalidade.

Segundo Alanazi (2023, p. 275), “esta condição neurológica afeta a forma como o sistema nervoso central processa a informação auditiva, resultando em desafios significativos na vida diária, especialmente em ambientes de aprendizagem.” De acordo com a afirmação apresentada, sintetiza a essência do TPAC, destacando-o não como uma deficiência auditiva periférica, mas como uma disfunção na interpretação dos sinais sonoros pelo cérebro. O mesmo autor, reforça que indivíduos com essa condição frequentemente apresentam limiares auditivos normais em exames de audiometria tonal, o que torna o transtorno "invisível" e complexo de diagnosticar sem testes especializados.

O autor ainda destaca os desafios em ambientes de aprendizagem é corroborado pela alta incidência de dificuldades escolares em crianças com TPAC. Em uma sala de aula típica, o ruído de fundo, a reverberação e a distância do professor criam uma barreira acústica intransponível para esses alunos. O esforço cognitivo necessário apenas para decodificar a mensagem verbal consome recursos que deveriam ser destinados à compreensão do conteúdo, resultando em fadiga, desatenção e baixo desempenho acadêmico.

2.1 Uma breve definição e sua importância

Dentro do contexto escolar encontram-se indivíduos que apresentam várias dificuldades relacionadas ao aprendizado que é um assunto que tem diversas implicações diante dos obstáculos que cada criança pode ter. No entanto às vezes essas dificuldades podem estar relacionadas com a audição, “que é um dos sentidos básicos para o processo de desenvolvimento social e pessoal, e essa capacidade auxilia em todo tipo de aprendizagem como escrita, leitura, compreensão e outras competências que necessita da audição” (De Matos Silva; Da Fé Neto; De Carvalho, 2025).

A nomenclatura “Distúrbio do Processamento Auditivo Central – DPAC” também é citada como “Desordem ou Disfunção,” porém são termos pouco utilizados. No entanto teve a sua nomenclatura modificada e efetivada por “Transtorno do Processamento Auditivo Central - TPAC”. Essa substituição foi feita por especialistas da área, baseado em documentos norteadores como Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V) e Classificação Internacional de Doenças (CID 10), entres outros documentos com base científica. “O conceito entre Distúrbio e Transtorno apresenta suas particularidades baseadas na literatura científica. E nesse caso é interessante entender suas diferenças para melhor compreensão do motivo que levou a alteração de nomenclatura de DPAC ao TPAC” (Capovilla, 2019).

Estudos realizados em trabalhos feitos por Relvas (2018), apontam que um dos desafios da educação atual é “lidar com as dificuldades de aprendizagens na qual tanto o desempenho quanto o desenvolvimento do aluno não atingem o sucesso almejado.” Dessa forma, se o indivíduo não tiver amparo e assistência por parte da escola e família, tende a acumular diversas dificuldades, ficando mais visíveis, em nova etapa de escolarização.

Dessa forma, se tornará um adulto com diversas implicações no seu aprendizado e não conseguirá acompanhar as solicitações escolares. “Gera assim vários outros tipos de fracassos, onde não consegue lidar com a situação, contribuindo para que seu ensino não seja significativo e com qualidade, mas deixando mais frustrações.’ Na maioria das vezes “esse aluno não consegue lidar porque também o profissional não sabe como auxiliar e transmitir os conteúdos da melhor maneira possível para que o aprendizado seja adquirido,” contribuindo com a exclusão educacional (Assunção; Freitas, 2019).

A importância da avaliação psicopedagógica acontece pelo fato desta desempenhar um papel fundamental no diagnóstico e na intervenção das dificuldades de aprendizagem. Esta, por sua vez, oferece aos profissionais da área uma visão aprofundada das possíveis causas do não aprender e das estratégias necessárias que precisamos utilizar para superar tais dificuldades. Por meio, dessa avaliação é possível compreender os aspectos cognitivos, pedagógicos e emocionais do indivíduo, utilizando instrumentos específicos e desenvolvendo estratégias de intervenção personalizada (Assunção; Freitas, 2019).

A avaliação psicopedagógica tem a intenção de promover uma busca acerca de pontos que não estão adequados com o indivíduo em relação ao comportamento que é esperado. Segundo Luckesi, o diagnóstico psicopedagógico clínico deve concentrar sua ação no sentido de “levantar hipóteses, verificar o potencial de aprendizagem, mobilizar o aprendiz e o seu entorno (família e escola) no sentido da construção de um olhar sobre o não aprender” (Luckesi, 2018).

2.2 Causas e Consequências

A etiologia do TPAC é frequentemente complexa e, na maioria dos casos em crianças, a causa específica permanece não identificada. No entanto, a literatura científica aponta para uma combinação de fatores neurológicos, ambientais e históricos que podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno. O TPAC está intrinsecamente ligado a disfunções no sistema auditivo central. Teorias sugerem que o transtorno pode ser resultado de uma transferência ineficiente de informação inter-hemisférica ou de uma sincronia neural imprecisa (Alanazi, 2023).

As consequências do TPAC manifestam-se principalmente como dificuldades na escuta e na compreensão em situações auditivas desafiadoras. De acordo com Alanazi (2023, p.2), elas incluem:

Dificuldade de escuta em geral, apesar da audição normal;

Dificuldade em compreender a fala rápida;

Dificuldade em seguir instruções complexas;

Dificuldade em ouvir na presença de ruído de fundo (competição), o que é uma das características mais marcantes;

Essas manifestações, de acordo com Alanazi (2023, p.3), podem afetar negativamente várias áreas da vida, com destaque para baixo desempenho escolar e as dificuldades de aprendizagem. Outro ponto que merece destaque, são as comorbidades e distúrbios correlacionados, pode existir isoladamente ou em conjunto com outros transtornos, o que torna o diagnóstico diferencial crucial. A condição é frequentemente acompanhada por:

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Embora sejam transtornos separados, compartilham características clínicas sobrepostas, como dificuldades de atenção e processamento sensorial.

Dislexia: Crianças com dislexia frequentemente apresentam déficits em áreas do processamento auditivo, como o sequenciamento temporal e problemas de figura-fundo auditivo.

Comprometimento da Linguagem e Distúrbios de Leitura: O TPAC pode aumentar a probabilidade de ocorrência dessas dificuldades.

Afasia e Transtorno do Espectro Autista (TEA): No TEA, a dificuldade auditiva pode estar mais relacionada à falta de significado semântico do estímulo (influências top down) do que a um déficit primário de processamento neural.

2.3 Identificação do transtorno

De acordo com Bianchi (2012), ressalta que a alteração no processo auditivo central pode ser antecedida diante de algumas observações que podemos detectar na criança, tais como:

mostra-se excessivamente desatenta; apresenta reações exacerbadas para sons intensos; tem uma reação lenta ao responder a estímulos auditivos (aumento do tempo de latência das respostas; dificuldade na localização sonora; tem dificuldade em acompanhar uma conversa quando muita gente fala ao mesmo tempo; confunde a

ordem dos fatos ou não compreendem uma estória ou anedota com duplo sentido; não

atende prontamente quando é chamado ou necessita que o chamemos muitas vezes

para que responda; dificuldade em pronunciar o /R/ e o /L/; fica confuso ao narrar uma história ou quando tem que dar um recado; apresenta dificuldades na escola,

principalmente nas disciplinas de Matemática e de Português (Bianchi, 2012. p. 4).

Entretanto, para a confirmação que se está perante uma dificuldade de processamento auditivo central, a primeira providência recomendada é consultar um especialista (otorrinolaringologista). Após verificar que não há perda auditiva, ou esta seja mínima, passa se então para a avaliação do processamento auditivo, por meio de exame específico chamado Processamento Auditivo (PA) (Olivares, 2014).

2.4 Diagnóstico e Tratamento

A criança apresenta alguns sinais relacionados ao distúrbio. Além das dificuldades de aprendizagem típicas do transtorno, “a criança tem comportamento como se não quisesse escutar ou apenas ouvisse quando há interesse.” Nos primeiros anos da vida escolar, a criança não identifica sílabas e vogais, tem a memória atrapalhada, é desatenta, parece que tem sempre indisposição (Azevedo, 2019).

Segundo Junqueira (2020, p.13), “durante os exames de fonoaudiologia é possível perceber se a criança tem o distúrbio, ao identificar a desordem, ela deve ser encaminhada para o profissional de fonoaudiologia especializado no DPAC”. A partir daí, a criança passa por uma série de exames, além, de uma avaliação neurológica, com o objetivo de identificar e quantificar o nível e o grau do distúrbio.

3 METODOLOGIA

O presente estudo fundamenta-se em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, com caráter descritivo e exploratório. A escolha por este método justifica-se pela necessidade de realizar um levantamento sistemático e crítico da produção científica existente sobre o papel do psicopedagogo na intervenção de crianças com TPAC. A pesquisa bibliográfica é essencial para fornecer o embasamento teórico necessário, permitindo a síntese de conhecimentos e a identificação de lacunas na literatura que possam orientar futuras investigações (Gil, 2021).
A revisão bibliográfica é uma etapa fundamental em qualquer pesquisa, pois permite mapear e analisar criticamente o que já foi produzido sobre um determinado tema, identificando lacunas, tendências e conceitos-chave (Silva; Menezes, 2022). Quando realizada com base em uma abordagem qualitativa, a revisão foca na compreensão profunda dos fenômenos estudados, considerando aspectos subjetivos, contextuais e interpretativos (Minayo, 2020).

A natureza qualitativa da revisão bibliográfica implica em uma análise não apenas quantitativa (contagem de artigos ou frequência de temas), mas principalmente interpretativa, buscando entender o significado e as relações subjacentes aos conteúdos (Triviños, 2019). Essa abordagem valoriza a riqueza descritiva e o aprofundamento conceitual, permitindo ao pesquisador explorar nuances e dimensões complexas do tema.

O caráter descritivo consiste em apresentar de forma detalhada e sistemática os estudos encontrados, destacando as características essenciais, metodologias empregadas e principais achados, sem necessariamente propor hipóteses ou explicações causais (Gil, 2021). A descrição clara e organizada dos dados bibliográficos é crucial para subsidiar etapas posteriores da pesquisa.

Já o caráter exploratório visa ampliar o conhecimento sobre um tema ainda pouco investigado, identificando possíveis variáveis, relações e questões relevantes para futuras investigações (Malhotra, 2020). A revisão exploratória é especialmente útil quando o campo de estudo apresenta lacunas ou diversidade teórica, permitindo ao pesquisador delinear caminhos para aprofundamento.

Serão utilizadas para a composição do corpus de análise, serão selecionadas bases de dados reconhecidas pela sua relevância nas áreas de saúde e educação, garantindo a abrangência e a credibilidade das fontes consultadas. A busca será conduzida de forma sistemática, utilizando cruzamentos entre descritores controlados e termos técnicos específicos do campo da psicopedagogia e da fonoaudiologia. As bases de dados consultadas e os termos de busca aplicados estão detalhados na tabela abaixo:

Quadro 1: Estratégia de busca e Base de dados

Categoria

Descrição

Bases de Dados

SciELO, LILACS, PePSIC, Google Acadêmico e BVS.

Descritores (PT)

Psicopedagogia, TPAC, Intervenção, Aprendizagem, Processamento Auditivo.

Descritores (EN)

Psychopedagogy, CAPD, Intervention, Learning, Auditory Processing.

Operadores

Booleanos

AND, OR (ex: "Psicopedagogia" AND "TPAC").

Fonte: A autora, 2026

Quanto aos critérios de elegibilidade, a seleção dos materiais obedecerá a critérios rigorosos de inclusão e exclusão, visando assegurar a qualidade e a atualidade das informações apresentadas. Priorizando-se a inclusão de estudos que discutissem diretamente a prática psicopedagógica em contextos de transtornos auditivos. De acordo com Santos (2020, p.2), "a revisão bibliográfica permite ao pesquisador o contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, permitindo uma análise profunda do objeto de estudo."

Os critérios adotados foram os seguintes:

• Critérios de Inclusão: Artigos científicos publicados no ano de 2020 a 2025, na íntegra em periódicos revisados por pares; estudos disponíveis nos idiomas português e inglês; publicações que abordem especificamente a intervenção psicopedagógica ou o desenvolvimento de habilidades de aprendizagem em crianças diagnosticadas com TPAC.

• Critérios de Exclusão: Teses, dissertações, livros e capítulos de livros; resumos de congressos; artigos duplicados entre as bases de dados; estudos que não apresentavam uma metodologia clara ou que focavam exclusivamente na avaliação fonoaudiológica sem interface com a aprendizagem.

A análise dos dados seguiu um roteiro estruturado em três fases distintas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. Na fase de pré-análise, realizou-se a leitura flutuante dos títulos e resumos para descartar materiais irrelevantes. Na exploração do material, os textos selecionados foram lidos integralmente para a extração de dados significativos.

Para o tratamento dos resultados, as informações foram organizadas de forma a permitir a interpretação crítica e a síntese das evidências encontradas. Os dados extraídos incluíram a identificação dos autores, os objetivos dos estudos, as estratégias de intervenção propostas e os principais resultados alcançados. Esta abordagem possibilitará a construção de uma narrativa coerente sobre a atuação do psicopedagogo frente aos desafios impostos pelo TPAC no ambiente escolar e clínico.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Após estratégias de buscas de artigos definidas, foram encontrados e selecionados os mesmos para compor a amostra do presente estudo. Os mesmos estão agrupados, conforme mostra tabela disposta a seguir:

Quadro 2: com a síntese do estudo da pesquisa

Título

Autor / Ano

Objetivos

Resultados

01

Efeitos da

estimulação

transcraniana por corrente contínua em crianças com

transtorno do

processamento

auditivo central.

LIMA, Daviany Oliveira.

2025

Investigar os

principais efeitos e a eficácia de um

protocolo de

estimulação

transcraniana por corrente contínua ETCC nas

habilidades do

processamento

auditivo central e do processamento

fonológico em

crianças com

transtorno do

processamento

auditivo central

(TPAC).

Os resultados encontra-
dos

indicam que a ETCC, ao ser aplicada com

uma corrente de 2mA e

estimulação

anódica no

córtex auditivo esquerdo,

melhora a

velocidade do processa-
mento temporal, por meio de uma

melhor

identifica-
ção e discrimina-
ção auditiva.

02

Apresentação de um Protocolo de

treinamento auditivo aplicado em crianças com Transtorno do

CARVALHO, Nádia Giulian de; PEREIRA, Mariana

Venâncio

Apresentar um

protocolo de

treinamento auditivo em crianças com

Transtorno do

Observou-se

também

melhora na

percepção

comportamen-
tal

Processamento

Auditivo Central.

Silveira;

COLELLA

SANTOS,

Maria

Francisca.

2025

Processamento

Auditivo Central

(TPAC).

auditiva dos

participan-
tes, conforme

indicado pelas respostas ao

questionário de auto-
percepção.

03

Efeito do

treinamento auditivo nas habilidades

auditivas e de fala em crianças com

transtornos dos sons da fala.

VALIM,

Cristiane

Dellinghausen; KESKE

SOARES,

Márcia;

BIAGGIO,

Eliara Pinto

Vieira.

2025

verificar o efeito do Treinamento

Auditivo

Computadorizado Breve (TAC-Breve) nas habilidades

auditivas e de fala em crianças com

Transtorno dos Sons da Fala (TSF).

As crianças

com transtorno fonológico

obtiveram

melhores

resultados na

fala ao

realizarem o

TAC-Breve

associado,

quando

comparadas às com transtornos motores de fala.

04

Correlação da

percepção auditiva e visual em escolares.

MIRANDA,

Amanda

Câmara.

2025

Investigar a exibição entre a percepção auditiva e a

percepção visual por meio da

análise de variação da percepção visual de escolares com

Transtorno do

Processamento

Auditivo Central

(TPAC) e sem

TPAC.

Foi observada diferença

significante nos três compostos visuais

avaliados. E

quando

comparado as habilidades

visuais entre os grupos, foram observadas

diferenças entre os dois grupos nas habilidades visuais de

figura fundo,

closura visual e constância de forma.

05

Triagem de distúrbio do processamento auditivo central de escolares no

Município de Lages, Estado de Santa

Catarina, Brasil.

DE FREITAS, Lucas Zanon; MATOS, Luiza La Porta; DE

OLIVEIRA,

Adriana Kosma Pires.

2024

Aplicar o

questionário SAB em crianças entre 10 e 11 anos, em uma escola municipal de Lages / SC, para

identificar possíveis crianças com TPAC.

Os resultados, embora

limitados pela amostra,

sugerem que

parte dos

participantes

necessitariam
de avaliação

complementar.

06

Monitoramento do treinamento auditivo e da funcionalidade em criança com

Transtorno do

Processamento

Auditivo Central.

GARCIA,

Elisandra

Santos Mendes. 2022

Avaliar os efeitos de um programa de

treinamento auditivo na funcionalidade de uma criança com

TPAC.

Os resultados obtidos nesta

tese,

demonstram

que processo de intervenção

promoveu

melhora dos

escores em

todos os testes da bateria de

avaliação do

PAC, porém

ainda se

caracteriza o

TPAC.

07

Perfil sensorial de crianças com

Transtorno do

Processamento

Auditivo Central

(TPAC).

BUFFONE,

Flávia Regina Ribeiro

Cavalcanti;

SCHOCHAT, Eliane.

2022

Analisar o perfil

sensorial de crianças com TPAC, de

acordo com o Child Sensory Profile 2 e verificar possíveis associações entre o

PAC e o PS. Método Foram avaliadas 60 crianças em idade escolar de duas

escolas públicas de João Pessoa, PB.

As crianças

com TPAC

tinham idade

média de 8,4

anos, e suas

famílias

apresentaram

renda e

escolaridade

inferior aquelas sem alteração do

processa-
mento auditivo.

08

O distúrbio do

processamento

auditivo central na formação continuada de professores.

MAGALHÃES, Melissa dos

Santos Quintal. 2020

Apresentar e

discutir, em

formação

continuada, por meio de um manual,

possíveis práticas pedagógicas de

professores diante da criança

diagnosticada com o DPAC.

Os resultados apontam que as professoras, em sua maioria,

demonstram ter uma noção

sobre o assunto, porém, ainda

não sabem

como lidar e

reconhecer

crianças com o DPAC.

Fonte: Adaptada pela autora, 2026

4. 1 TPAC: Algumas considerações

Todos os autores lidos têm a mesma visão no que se referem sobre o diagnóstico do TPAC não ser uma tarefa simples, por ser semelhante a outras dificuldades de aprendizagem. Entretanto, de acordo com os mesmos, uma queixa comum é a capacidade de ouvir os sons sem, contudo, entender o que foi dito. Isso ocorre devido a audição periférica ter capturado o som, como audição normal, mas não ter processado a informação, função da audição central. Outra alteração é a dificuldade em ouvir e interpretar em ambientes ruidosos, dificultando a comunicação diária (Miranda, 2025).

Além de apresentar manifestações comportamentais, como distração, agitação ou isolamento social, devido às frustrações escolares, interferindo assim, nas adaptações sociais. Importante lembrar que dependendo da habilidade auditiva comprometida, os sintomas podem ser diferenciados entre os indivíduos. “Na linguagem expressiva podem ocorrer alterações no som da fala, dificuldades em pronúncias que envolvem as estruturas gramaticais. Na escrita apresentam trocas de letras com sons parecidos entre surdos e sonoros, como p/b, t/d, f/v, k/g, s/g e na leitura, dificuldade de compreensão” (Valim; Keske-Soares; Biaggio, 2025).

É importante salientar que, esses sinais não são exclusivos do TPAC. Com isso, são diversos caminhos percorridos até chegar ao diagnóstico. Desde o exame é a audiometria, o qual avalia a capacidade para apreender os diferentes sons da fala, mas não é suficiente para descobrir o transtorno, pois não avalia o processamento de informações. Em seguida, o indivíduo é encaminhado para fazer o imitanciometria, com a finalidade de avaliar o funcionamento da orelha média, membrana timpânica, ossículos. “O objetivo destas avaliações é determinar a presença ou ausência de habilidades auditivas prejudicadas, fornecer dados sobre o processamento de informações, oportunizando sua reabilitação” (Buffone; Schochat, 2022).

Como foi abordado no decorrer deste, a avaliação do PAC é feita a partir dos sete anos. Todavia, nesta idade o diagnóstico não é conclusivo para TPAC, mas sim para imaturidade, em virtude dessas habilidades continuam em desenvolvimento. Assim, deve-se considerar a idade do avaliado (Lima, 2025). Contudo, a prevenção é indispensável, “pois a criança que está em sala na condição de escuta inadequada, perderá o conteúdo e em se tratando de rotina escolar depende da outra,” se o indivíduo não aprender fazer adição, não conseguirá prosseguir com sua aprendizagem nas quatro operações.

Se o indivíduo for diagnosticado somente com o TPAC não é necessária medicação, somente estimulação nas habilidades auditivas alteradas. Entretanto, se estiver associada com dislexia ou déficit de atenção, a equipe de profissionais multidisciplinar é que vai definir qual o encaminhamento adequado que o mesmo deverá seguir (Carvalho; Pereira; Colella-Santos, 2025). Em virtude dessas considerações, o psicopedagogo deve conhecer e entender o funcionamento do processamento auditivo, pois na organização do Sistema Nervoso Central outros processamentos de informação realizada no córtex, como o visual, cognitivo, de memória, atencional e de linguagem, utilizam algumas vias auditivas.

Com isso, conhecer a neurociência favorecerá a compreensão em relação ao funcionamento dos estímulos cerebrais, das funções corticais superiores envolvidas no processo de aprendizagem (Magalhães, 2020). Se faz importante compreender que a dificuldade de aprendizagem não é uma situação isolada, e muitas vezes é necessário uma avaliação e um diagnóstico apropriado. Sendo assim, o TPAC está associado e observado em outras dificuldades, tais como desvio fonológico, dificuldade de aprendizagem; distúrbio ou transtorno de aprendizagem, como dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia; transtorno de déficit de atenção e hiperatividade; distúrbio específico de linguagem (De Freitas; Matos; Oliveira, 2024).

É unânime a opinião entre os autores lidos que a intervenção deve iniciar o mais rápido possível para explorar a plasticidade neural e a reorganização cerebral, elevando ao máximo os resultados e diminuindo as dificuldades funcionais. Todavia, todas elas precisam ser desenvolvidas no consultório, na sala de aula e também em casa, para garantir o desenvolvimento das habilidades aprendidas.

Em última análise, em conformidade com a situação problema apresentada no início deste percebe-se que os estudos referentes ao PAC, juntamente com a medicina e neurociência vêm progredindo, pois, as novas aquisições favorecem àqueles que apresentam dificuldades na área da linguagem, comunicação e escrita. Contudo, os estudos devem persistir em relação a essa alteração e assim estará favorecendo o diagnóstico precoce (Garcia, 2022).

Portanto, de acordo com os objetivos que deste, se faz importante ser realizada o trabalho por equipe multidisciplinar, pois ao mesmo tempo o indivíduo com TPAC e outras comorbidades, precisa de atendimento psicopedagógico, psicológico, fonoaudiólogo, entre outros. Sendo realizado o trabalho de forma integrada com a família e a escola, a fim de obter sucesso nos resultados (Lima, 2025).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através do desenvolvimento do presente trabalho nos possibilitou uma análise de como o TPAC pode interferir de maneira significativa na aprendizagem, bem como compreender os fatores neurológicos e ambientais envolvidos neste processo. Profissionais que atuam em escolas, desconhecem ou possuem pouco informação, não sabendo quais os encaminhamentos. Nas escolas encontram-se crianças com diversas dificuldades de aprendizagem. Desde o primeiro ano, existem crianças que não conseguem aprender. E por esta condição, em anos consecutivos não conseguem assimilar as sílabas que formam a palavras ou o som da letra inicial, apresentam dificuldades nas quatro operações e na produção de textos coerentes, persistindo as dificuldades nos anos posteriores. Além disso, alguns pais não aceitam que os filhos sejam retidos em determinado ano escolar.

De acordo com a literatura lida percebe-se que a psicopedagogia é um elemento fundamental à educação por estudar o processo de aprendizagem, dentro e fora do ambiente escolar, assim sua intervenção possibilitará desenvolver a aprendizagem e recuperar o prazer por aprender. Neste sentido, deverá compreender os processos que englobam o TPAC e as habilidades auditivas, através da detecção, discriminação, reconhecimento, compreensão, atenção e memória.

Ao psicopedagogo caberá realizar trabalho junta à equipe multidisciplinar estimulando a audição por meio de técnicas como treinamento de ritmo, jogos de palavras que iniciam com o mesmo som. Utilizar figuras não verbais até verificar que pode ser trabalhado com sons verbais. Identificar e imitar sons e ruídos produzidos por animais e pela natureza, tais como: chuva, vento, trovão, realizar atividades curtas, uma vez que essa criança tem dificuldade em concentrar a atenção durante muito tempo, dentre outros.

A fonoaudiologia por sua vez, dentro de sua área de atuação, realizará a reabilitação das habilidades auditivas alteradas. Ao professor é indispensável saber emitir todos os fonemas adequadamente, conhecendo os pontos de articulação de cada um, pois o trabalho de consciência fonológica é fundamental neste processo. Também é adequado sentá-la próxima ao professor, longe de paredes, portas, janelas, corredor e ruídos. Chamar a atenção da criança antes de começar a falar. Repetir o que falou várias vezes, certificando que ela entendeu. Falar pausadamente, mais articulado. Usar frases curtas e aos poucos ir adicionando novas palavras ao vocabulário dela. Nas atividades e avaliações é necessário que faça a leitura em voz baixa, facilitando sua concentração e atenção.

Ao realizar esse trabalho, atentamos que o profissional da educação deve encaminhar a criança para correto diagnóstico e que para compreender o processo de aprendizagem e as dificuldades presentes na sala de aula é preciso entender o funcionamento do cérebro, suas funções cognitivas, afetivas, emocionais, fazendo dele um grande aliado para a educação, que é o papel na neurociência, por isso, entendemos interessante pesquisas posteriores acerca da temática, aliada a psicopedagogia.

REFERÊNCIAS

ALANAZI, A. A. Understanding Auditory Processing Disorder: A Narrative Review. Saudi Journal of Medicine & Medical Sciences 11(4):p 275-282, Oct–Dec 2023. | DOI: 10.4103/sjmms.sjmms_218_23

AMARAL, Ana Luiza Neiva; GUERRA, Leonor Bezerra. Neurociência e educação: olhando para o futuro da aprendizagem. Brasília: SESI/DN, 2022.

AMERICAN SPEECH-LANGUAGE-HEARING ASSOCIATION (ASHA). Central Auditory Processing Disorder. 2005. Central Auditory Processing Disorder. 2005. Disponível em: Acesso em: 01 dez. 2025.

ASSUNCAO, Wildson Cardoso; FREITAS, José Carlos de. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO CONTEXTO ESCOLAR: possíveis estratégias didáticas e de intervenção. Rev. Exitus, Santarém, v. 9, n. 5, p. 391-420, 2019. Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-

94602019000500391&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 27 fev. 2026. Epub 11-Jun 2020. https://doi.org/10.24065/2237-9460.2019n5id1112.

AZEVEDO MF, P. LD, VILANOVA LCP, Goulart AL. Avaliação do processamento auditivo central: identificação de crianças de risco para alteração de linguagem e aprendizado durante o primeiro ano de vida. In: Marchesan IQ. et al. Tópicos em fonoaudiologia. São Paulo: Lovise; 2019. v.2, p.449.

BATISTA, M; PESTUN, M. S.V. O Modelo RTI como estratégia de prevenção aos transtornos de aprendizagem. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 23, e205929, 2019. Available from. Access on 03 nov. 2025. Epub Dec 02, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-35392019015929.

BIANCHI. Lana. Neurociência: As novas rotas da educação. 24 de janeiro de 2012. Disponível na Internet via Google. Acesso em 03/02/2026.

BUFFONE, Flávia Regina Ribeiro Cavalcanti; SCHOCHAT, Eliane. Perfil sensorial de crianças com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2022. p. e20190282.

CAPOVILLA, F. C. (Org.). Transtornos de aprendizagem: Progressos em avaliação e intervenção preventiva e remediativa. 2. ed. São Paulo: Memnor, 2019.

CARVALHO, Nádia Giulian de; PEREIRA, Mariana Venâncio Silveira; COLELLA SANTOS, Maria Francisca. Apresentação de um Protocolo de treinamento auditivo aplicado em crianças com Transtorno do Processamento Auditivo Central. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2025. p. e20240022.

DA SILVA, T. N.T P. APLICABILIDADE DO PROGRAMA DE TRIAGEM DAS HABILIDADES AUDITIVAS–AUDBILITY EM CRIANÇAS COM DISFONIA COMPORTAMENTAL. 2023. Tese de Doutorado. [sn].

DE FREITAS, Lucas Zanon; MATOS, Luiza La Porta; DE OLIVEIRA, Adriana Kosma Pires. Triagem de distúrbio do processamento auditivo central de escolares no Município de Lages, Estado de Santa Catarina, Brasil. Research, Society and Development, v. 13, n. 8, p. e10213846583-e10213846583, 2024.

DE MATOS SILVA, Nilson; DA FÉ NETO, Jair Pedro; DE CARVALHO, Juliana Angélica Evangelista. Dificuldades de Aprendizagem e a Atuação do Psicólogo Escolar: Limites e Possibilidades. Rebena-Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 10, p. 155-164, 2025.

GARCIA, Elisandra Santos Mendes. Monitoramento do treinamento auditivo e da funcionalidade em criança com Transtorno do Processamento Auditivo Central. Sinais, v. 11, p. 15, 2022.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2021. JUNQUEIRA, Rosa Maria Scicchitano; CASTANHO, Marisa Irene Siqueira (Orgs.). Avaliação Psicopedagógica – Recursos para a prática. Rio de Janeiro: Wak Editora Cortez, 2020.

LIMA, Daviany Oliveira et al. Efeitos da estimulação transcraniana por corrente contínua em crianças com transtorno do processamento auditivo central. 2025.

LUCKESI, C. Avaliação da Aprendizagem Escolar: Estudos e Proposições. São Paulo: Cortez, 2018.

MAGALHÃES, Melissa dos Santos Quintal et al. O distúrbio do processamento auditivo central na formação continuada de professores. 2020.

MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 7. ed. São Paulo: Pearson, 2020.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 19. ed. São Paulo: Hucitec, 2020.

MIRANDA, Amanda Câmara et al. Correlação da percepção auditiva e visual em escolares. Revista CEFAC, v. 27, p. e9824, 2025.

OLIVARES, J. A.; LIMA, S. H. O distúrbio do processamento auditivo central e a intervenção psicopedagógica. Revista Psicologia & Saberes, v. 3, n. 4, 2014.

PILETTI, N.; ROSSATO, S. M.. Psicologia da Aprendizagem: Da teoria do Condicionamento ao Construtivismo. São Paulo: Contexto, 2015.

RELVAS, M. P. Neurociência e transtornos de Aprendizagem: As múltiplas eficiências para uma educação inclusiva. 5. ed. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2018.

SANTOS, S. S. Desordem do processamento auditivo central e dificuldade de aprendizagem na perspectiva da psicopedagogia. Research Gate. (2020).

SILVA, T. R.; MENEZES, F. M. Revisão bibliográfica: métodos, técnicas e aplicações. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 7, n. 5, p. 123-139, 2022.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019.

VALIM, Cristiane Dellinghausen; KESKE-SOARES, Márcia; BIAGGIO, Eliara Pinto Vieira. Efeito do treinamento auditivo nas habilidades auditivas e de fala em crianças com transtornos dos sons da fala. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2025. p. e20240008.

  1. Graduada em pedagogia, acadêmica no Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica, Institucional e Hospitalar da Faculdade de Ensino Superior do Piauí – FAESPI. E-mail: Currículo Lates: Orcid:

  2. Mestre em Educação. Doutor em Educação. Doutor em Gestão. Doutor Honoris Causa. Pós doutor em Humanidade – Unilogos – Flórida- EUA. Professor da disciplina de Metodologia Cientifica e Orientador do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, do Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica, Institucional e Hospitalar da Faculdade de Ensino Superior do Piauí - FAESPI. esteliobarbosasilva@gmail.com / Contato- (86) 99974-7965/Endereço do currículo lates no CNPQ: https://lattes.cnpq.br/9917115701695838 https://orcid.org/0000-0002-3769-6289