Relação entre o uso de psicoestimulantes e o desempenho acadêmico em estudantes de medicina
The relationship between the use of psychostimulants and academic performance in medical students
Francisco Vanduir Alves Ferreira Junior
Jeremias Emanoel De Sousa Pimentel
Adélia Dalva da Silva Oliveira
O uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina tem se consolidado como um fenômeno crescente, associado às elevadas exigências acadêmicas, à competitividade e à busca por melhor desempenho cognitivo. Nesse contexto, substâncias como metilfenidato, anfetaminas e cafeína vêm sendo utilizadas, muitas vezes sem prescrição médica, com a finalidade de aumentar a concentração, prolongar o tempo de estudo e reduzir a fadiga. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre o uso de psicoestimulantes e o desempenho acadêmico em estudantes de Medicina, identificando fatores motivadores, padrões de consumo e possíveis repercussões para a saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir de publicações entre 2016 e 2026, selecionadas nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e Google Scholar, com uso de descritores em português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 18 artigos compuseram a amostra final, sendo analisados de forma narrativa e categorial conforme a proposta de Bardin. Os resultados evidenciaram que o uso de psicoestimulantes está fortemente relacionado à pressão acadêmica, à sobrecarga de estudos e à influência do ambiente universitário, destacando-se a utilização dessas substâncias em períodos de maior demanda, como semanas de provas. Observou-se que, embora os estudantes relatem melhora temporária na concentração e produtividade, não há evidências consistentes de benefícios significativos no desempenho acadêmico a longo prazo. Além disso, foram identificados efeitos adversos relevantes, como ansiedade, insônia, irritabilidade e risco de dependência, bem como implicações éticas na formação médica. Conclui-se que o uso indiscriminado de psicoestimulantes representa um importante problema de saúde entre estudantes de Medicina, demandando a implementação de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental, ao uso racional de medicamentos e ao incentivo de práticas acadêmicas mais saudáveis e sustentáveis.
Palavras-chave: Automedicação; Saúde mental; Neuroaprimoramento; Estudantes universitários.
The use of psychostimulants among medical students has become a growing trend, associated with high academic demands, competitiveness, and the pursuit of better cognitive performance. In this context, substances such as methylphenidate, amphetamines, and caffeine are often used without a prescription to increase concentration, prolong study time, and reduce fatigue. This study aimed to analyze the relationship between the use of psychostimulants and academic performance in medical students, identifying motivating factors, consumption patterns, and possible health repercussions. This is an integrative literature review, developed from publications between 2016 and 2026, selected from the PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, and Google Scholar databases, using descriptors in Portuguese, English, and Spanish. After applying the inclusion and exclusion criteria, 18 articles were selected for the final sample, with narrative and categorical analyses as proposed by Bardin. The results showed that the use of psychostimulants is strongly related to academic pressure, study overload, and the influence of the university environment, highlighting the use of this substance during periods of higher demand, such as exam weeks. It should be noted that, although students report temporary improvements in concentration and productivity, there is no consistent evidence of long-term beneficial effects on academic performance. Furthermore, relevant adverse effects were identified, such as anxiety, insomnia, irritability, and risk of dependence, as well as ethical implications for medical training. It is concluded that the widespread use of psychostimulants represents a significant health problem among medical students, requiring the implementation of institutional strategies aimed at promoting mental health, the rational use of medications, and encouraging healthier and more sustainable academic practices.
Keywords: Self-medication; Mental health; Neuroenhancement; University students.
O curso de Medicina é amplamente reconhecido por sua alta carga horária, exigência intelectual e pressão constante por desempenho. Desde os primeiros períodos, os estudantes enfrentam uma rotina marcada por longas horas de estudo, provas complexas e intensa competitividade. Esses fatores contribuem para níveis elevados de estresse, ansiedade e fadiga, frequentemente associados à busca por estratégias que melhorem o rendimento acadêmico e o foco nas atividades cotidianas (Oliveira; Dutra; Fófano, 2023). Nesse contexto, observa-se um fenômeno crescente entre discentes do curso de Medicina, o uso não prescrito de psicoestimulantes como forma de potencializar o desempenho cognitivo (Onal et al., 2024).
Os psicoestimulantes são substâncias capazes de aumentar a atividade do sistema nervoso central, promovendo maior estado de alerta, concentração e resistência à fadiga. Entre os medicamentos mais utilizados destacam-se o metilfenidato e as anfetaminas, tradicionalmente indicados para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e da narcolepsia. Entretanto, o uso indevido dessas drogas por indivíduos sem diagnóstico clínico tem se tornado comum entre estudantes de Medicina, que as utilizam para prolongar o tempo de estudo, melhorar a memória de curto prazo e reduzir a sonolência (Morgan et al., 2017).
Embora muitos relatem uma melhora temporária na concentração, estudos apontam que esses efeitos são passageiros e podem vir acompanhados de ansiedade, irritabilidade, taquicardia, insônia e dependência, além de possíveis prejuízos cognitivos quando utilizadas de forma prolongada (Paiva; Galheira; Borges, 2020).
O uso indiscriminado desses psicoestimulantes pode gerar consequências graves, indo além de sintomas como insônia e ansiedade. O consumo prolongado está associado a transtornos psiquiátricos, como depressão, crises de pânico e episódios psicóticos, além de riscos cardiovasculares importantes, como arritmias, hipertensão e, em casos extremos, infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) (Vasconcelos et al., 2023). Esses efeitos, somados ao potencial de dependência química, reforçam a necessidade de abordar o tema como um problema de saúde pública (Oliveira; Guimarães Neto, 2024).
Diante desse cenário, o estudo sobre o uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina torna-se relevante, considerando a crescente preocupação com o bem-estar físico e mental desses futuros profissionais, que enfrentam uma das formações mais exigentes do ensino superior. A rotina intensa de estudos, as elevadas cobranças acadêmicas e a constante busca por excelência podem favorecer o desenvolvimento de estresse e fadiga, levando alguns estudantes a recorrerem a substâncias estimulantes como estratégia para manter o foco e prolongar o tempo de estudo. Além dos possíveis prejuízos à saúde física e mental, essa prática também suscita reflexões importantes sobre a formação ética e profissional dos futuros médicos.
Nesse contexto, investigar esse fenômeno é fundamental para compreender as motivações que levam os estudantes a utilizar essas substâncias, bem como os riscos associados ao seu consumo. A análise dessa prática permite não apenas identificar o perfil de consumo entre estudantes de Medicina, mas também compreender de que forma a pressão acadêmica pode influenciar a adoção de comportamentos potencialmente nocivos à saúde. Além disso, os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de estratégias preventivas e educativas nas instituições de ensino superior, incentivando práticas saudáveis de estudo e o uso racional de medicamentos.
Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o desempenho acadêmico e o uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina, identificando fatores motivadores, os padrões de consumo e as possíveis consequências para a saúde.
O estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura. Este método possibilita reunir e sintetizar resultados de pesquisas já publicadas, permitindo a obtenção de conclusões a partir de uma pergunta de pesquisa claramente definida. Uma revisão integrativa bem conduzida deve atender aos mesmos padrões de rigor, clareza e replicação utilizados em estudos primários (Mendes; Silveira; Galvão, 2008).
A revisão integrativa da literatura é considerada a abordagem metodológica mais abrangente entre as revisões, pois possibilita a inclusão de estudos experimentais e não experimentais, promovendo uma compreensão mais ampla e completa do fenômeno analisado (Teixeira et al., 2013). Dessa forma, este método é adequado para investigar o uso de psicoestimulantes e suas implicações no rendimento acadêmico de estudantes de Medicina, considerando aspectos fisiológicos, comportamentais e sociais relacionados ao tema.
Este estudo foi desenvolvido em seis etapas interligadas, conforme Souza, Silva e Carvalho (2010), envolvendo a elaboração da pergunta de pesquisa, a busca e coleta de dados na literatura, a análise crítica dos estudos selecionados, a discussão dos resultados e a apresentação da revisão integrativa. A questão de pesquisa foi formulada com base na estratégia PICo, onde definiu-se como População (P) os estudantes universitários, acadêmicos do curso de medicina; como Interesse (I), o uso de psicoestimulantes, com a finalidade de aprimoramento cognitivo; e como Contexto (Co), o ambiente acadêmico universitário, especialmente no contexto da formação médica, considerando as exigências curriculares, a pressão por desempenho, a rotina de estudos e os fatores institucionais e sociais que influenciam o comportamento dos estudantes. A estrutura da estratégia está apresentada no Quadro 1.
Quadro 1 - Estrutura da estratégia PICo empregada para elaboração da questão de pesquisa desta revisão.
Acrônimo | Descrição |
|---|---|
P (População) | Estudantes universitários, acadêmicos de medicina |
I (Interesse) | Uso de psicoestimulantes incluindo medicamentos (como metilfenidato e anfetaminas), substâncias naturais (como cafeína) e outros compostos utilizados com a finalidade de melhorar o desempenho cognitivo. |
Co (Contexto) | Ambiente acadêmico universitário, especialmente no contexto da formação médica, considerando as exigências curriculares, a pressão por desempenho, a rotina de estudos e os fatores institucionais e sociais que influenciam o comportamento dos estudantes |
Fonte: Autores (2026).
Dessa forma, elaborou-se a seguinte questão norteadora: qual a relação entre o uso de psicoestimulantes e o desempenho acadêmico de estudantes de Medicina, considerando motivações, formas de aquisição e efeitos percebidos?
A busca na literatura foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e Google Scholar, utilizando-se combinações de descritores definidos nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e no Medical Subject Headings (MeSH). Foram utilizados os descritores: “medical students” AND “psychostimulants” AND “academic performance”, além de termos relacionados como “methylphenidate”, “amphetamine” e “non-prescribed use”. Foram incluídos artigos científicos publicados entre 2016 e 2026, escritos nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos artigos de opinião, editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos sem dados completos, estudos duplicados em diferentes bases de dados e estudos secundários.
Após a seleção, os estudos incluídos foram analisados criticamente quanto à metodologia, resultados e contribuições para o tema. Os dados obtidos foram organizados em tabelas e discutidos de forma descritiva e comparativa, a fim de sintetizar as evidências disponíveis e identificar lacunas na literatura sobre o uso de psicoestimulantes e suas implicações no contexto da formação médica.
A busca nas bases de dados resultou inicialmente na identificação de 80 artigos, mas seis foram excluídos por estarem duplicados, assim, 74 artigos foram selecionados por meio da combinação dos descritores previamente definidos por apresentar relação com o tema. Após a etapa inicial de identificação, foi realizada a leitura dos títulos e resumos dos trabalhos, nessa fase 38 artigos foram considerados potencialmente relevantes e selecionados para a leitura na íntegra. Desses, foram excluídos 20 artigos que não atendiam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Ao final do processo de seleção, 18 artigos foram incluídos na presente análise, constituindo o corpus desta revisão integrativa.
O fluxograma (Figura 1) evidencia o processo sistematizado de busca e triagem, garantindo a transparência e a reprodutibilidade da revisão integrativa.
Figura 1 – Fluxograma (adaptado) de seleção dos estudos segundo o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses – PRISMA.
Fonte: Autores (2026).
Com o objetivo de sistematizar e apresentar de forma clara as características dos estudos incluídos nesta revisão, elaborou-se um quadro síntese contendo as principais informações dos artigos selecionados. Foram considerados aspectos como autoria, ano de publicação, objetivo, tipo de estudo, população investigada e principais achados relacionados ao uso de psicoestimulantes e ao desempenho acadêmico. Essa organização permite uma visão geral das evidências disponíveis na literatura, facilitando a comparação entre os estudos e a identificação de padrões, convergências e lacunas no conhecimento sobre o tema. O Quadro 2 apresenta a caracterização dos 18 artigos incluídos na análise.
Quadro 2 - Caracterização dos estudos incluídos na revisão sobre uso de psicoestimulantes e desempenho acadêmico em estudantes de Medicina, 2016 a 2026)
Nº | Autores/Ano | Tipo de Estudo | Objetivo | Principais resultados |
|---|---|---|---|---|
1 | Morgan et al., 2017 | Transversal | Avaliar prevalência, motivações e efeitos percebidos do uso de estimulantes cerebrais | Verificou que os principais motivos para o uso são aumento da concentração e prolongamento do tempo de estudo. |
2 | Pires et al., 2018 | Transversal | Avaliar o uso de substâncias psicoestimulantes sem prescrição entre universitários | Identificou prática comum de automedicação com estimulantes para melhorar foco e rendimento acadêmico. |
3 | Acosta et al., 2019 | Observacional | Investigar o uso não médico de anfetaminas e metilfenidato entre estudantes de Medicina | Evidenciou prevalência do uso não prescrito de estimulantes para fins de desempenho cognitivo. |
4 | Tolentino; Silva Netto, 2019 | Descritivo | Avaliar o uso off label de metilfenidato para aprimoramento do desempenho acadêmico | Demonstrou uso do metilfenidato por estudantes sem diagnóstico clínico, principalmente em períodos de provas. |
5 | Andrade et al., 2020 | Descritivo | Analisar o uso de anfetaminas entre universitários de Medicina | Evidenciou presença do consumo de anfetaminas associado à busca por maior produtividade acadêmica. |
6 | Boclin et al., 2020 | Transversal | Analisar a relação entre desempenho acadêmico e uso de drogas psicoativas entre estudantes da área da saúde | Observou associação entre consumo de substâncias psicoativas e fatores acadêmicos e comportamentais. |
7 | Barbosa et al., 2021 | Transversal | Investigar a prevalência e as características do uso de psicoestimulantes para neuroaprimoramento cognitivo entre estudantes de Medicina | Identificou prevalência significativa de uso de psicoestimulantes para melhorar concentração e desempenho acadêmico. |
8 | Freitas et al., 2021 | Observacional | Avaliar o uso de metilfenidato entre estudantes universitários da área da saúde | Identificou consumo associado à tentativa de melhorar atenção e desempenho cognitivo. |
9 | Mezacasa Júnior et al., 2021 | Longitudinal | Investigar o consumo de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina ao longo do tempo | Demonstrou persistência do uso de estimulantes ao longo da graduação médica. |
10 | Machado; Nunes; Neto, 2022 | Observacional | Analisar o uso de medicamentos para otimização do desempenho acadêmico | Demonstrou que parte dos estudantes utiliza estimulantes para melhorar desempenho acadêmico e resistência à fadiga. |
11 | Nasário; Matos, 2022 | Observacional | Investigar o uso não prescrito de metilfenidato e sua relação com o desempenho acadêmico | Identificou uso frequente da substância sem prescrição médica, motivado pela busca por maior rendimento nos estudos. |
12 | Oliveira; Dutra; Fófano, 2023 | Transversal | Investigar o consumo de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina | Apontou associação entre carga acadêmica elevada e consumo de estimulantes. |
13 | Frederico; Machado, 2024 | Epidemiológico | Analisar o uso de medicamentos psicoestimulantes para melhoria do desempenho acadêmico e suas implicações éticas | Evidenciou uso frequente de estimulantes sem prescrição, levantando discussões sobre ética e automedicação. |
14 | Moreira et al., 2024 | Observacional | Avaliar eventos adversos relacionados ao uso indevido de estimulantes para aumento do desempenho acadêmico | Identificou ocorrência de efeitos adversos como ansiedade, insônia e taquicardia. |
15 | Silva et al., 2024a | Transversal | Investigar saúde mental e uso de psicofármacos entre estudantes de Medicina | Evidenciou associação entre estresse acadêmico e uso de psicotrópicos. |
16 | Silva et al., 2024b | Transversal | Avaliar o consumo de psicoestimulantes entre acadêmicos de Medicina | Demonstrou prevalência relevante de uso de estimulantes no contexto acadêmico. |
17 | Lima et al., 2025 | Transversal | Analisar a prevalência e o perfil de uso de medicamentos psicotrópicos entre estudantes de Medicina | Demonstrou presença significativa de uso de psicotrópicos, incluindo estimulantes, durante a graduação. |
18 | Teixeira et al., 2025 | Descritivo | Avaliar o uso de metilfenidato entre estudantes de Medicina | Identificou consumo associado à tentativa de aumentar atenção e produtividade nos estudos. |
Fonte: Autores (2026).
A análise dos estudos selecionados possibilitou a identificação de quatro eixos temáticos principais, organizados a partir da recorrência dos temas abordados pelos autores e da relação direta com a questão de pesquisa proposta. O primeiro eixo refere-se às pressões acadêmicas e aos fatores motivacionais que levam estudantes de Medicina ao uso de psicoestimulantes; o segundo eixo aborda os padrões de consumo e as principais substâncias psicoestimulantes utilizadas no contexto universitário; o terceiro eixo discute os efeitos percebidos do uso de psicoestimulantes no desempenho acadêmico; e, o quarto eixo temático trata das consequências do uso indiscriminado dessas substâncias para a saúde física e mental e suas implicações na formação médica.
A formação médica é reconhecida por exigir dos estudantes elevados níveis de dedicação, disciplina e desempenho acadêmico, características que tornam o ambiente universitário altamente competitivo e psicologicamente exigente. Desde os primeiros períodos da graduação, os discentes enfrentam uma rotina marcada por grande volume de conteúdos, avaliações frequentes e responsabilidades progressivamente mais complexas, o que pode gerar altos níveis de estresse e ansiedade. Nesse contexto, muitos estudantes passam a buscar estratégias que lhes permitam lidar com as demandas acadêmicas e manter um rendimento satisfatório ao longo da formação (Oliveira; Dutra; Fófano, 2023).
A pressão por desempenho acadêmico é frequentemente apontada como um dos principais fatores que levam estudantes de Medicina a recorrer ao uso de psicoestimulantes. O receio de não alcançar bons resultados em avaliações, aliado à competitividade existente no ambiente universitário, pode contribuir para a adoção de práticas voltadas à maximização da produtividade nos estudos. Assim, substâncias capazes de aumentar o estado de alerta e a concentração passam a ser vistas como recursos capazes de auxiliar na manutenção do ritmo intenso de aprendizagem exigido durante a graduação médica (Morgan et al., 2017).
Além das exigências acadêmicas, fatores emocionais e psicológicos também desempenham papel relevante na motivação para o uso dessas substâncias. O estresse decorrente da carga horária elevada, a privação de sono e o desgaste mental acumulado ao longo dos semestres podem favorecer a busca por alternativas que possibilitem maior resistência à fadiga. Nesse cenário, os psicoestimulantes são frequentemente percebidos como uma solução prática para prolongar o tempo de estudo e aumentar a capacidade de concentração durante atividades acadêmicas prolongadas (Onal et al., 2024).
Outro aspecto relevante diz respeito à influência do próprio ambiente universitário na disseminação dessa prática. A convivência entre colegas que fazem uso de psicoestimulantes pode contribuir para a normalização desse comportamento, fazendo com que alguns estudantes passem a enxergar o consumo dessas substâncias como algo comum ou até mesmo necessário para acompanhar o ritmo do curso. Dessa forma, a prática tende a se difundir entre grupos acadêmicos, reforçando a ideia de que o uso de estimulantes pode representar uma vantagem competitiva no desempenho acadêmico (Brauer et al., 2023).
Além disso, a percepção de que determinadas substâncias podem melhorar a memória, a atenção e a capacidade de aprendizagem também influencia a decisão de consumo. Muitos estudantes acreditam que o uso de psicoestimulantes pode potencializar a assimilação de conteúdos complexos, especialmente em períodos de maior demanda acadêmica, como semanas de provas ou preparação para exames importantes. Essa expectativa de melhora no rendimento contribui para que o uso dessas substâncias seja adotado como estratégia de estudo (Morgan et al., 2017).
Entretanto, estudos apontam que, embora o consumo de psicoestimulantes esteja frequentemente associado à busca por melhor desempenho acadêmico, essa prática pode refletir, na realidade, dificuldades relacionadas à gestão do tempo, à organização dos estudos e ao equilíbrio entre vida acadêmica e bem-estar pessoal. Assim, o uso dessas substâncias acaba funcionando como um mecanismo compensatório frente às pressões vivenciadas durante a formação médica (Oliveira; Dutra; Fófano, 2023).
Diante desse contexto, compreender os fatores motivacionais envolvidos no consumo de psicoestimulantes torna-se fundamental para a elaboração de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental e ao incentivo de práticas de estudo mais equilibradas. Ao reconhecer as pressões enfrentadas pelos estudantes de Medicina, as instituições de ensino podem desenvolver ações preventivas que estimulem hábitos saudáveis de aprendizagem e reduzam a necessidade percebida de recorrer ao uso dessas substâncias para manter o desempenho acadêmico (Onal et al., 2024).
O uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários tem sido objeto de crescente atenção na literatura científica, especialmente no contexto da formação médica. Diversos estudos apontam que o consumo dessas substâncias ocorre com o objetivo de melhorar a concentração, prolongar o tempo de estudo e reduzir os efeitos da fadiga mental. Entre os estudantes de Medicina, essa prática tende a ser mais frequente devido às características específicas do curso, que exige grande volume de leitura, memorização e dedicação contínua às atividades acadêmicas (Morgan et al., 2017).
Entre os psicoestimulantes mais utilizados nesse contexto, destacam-se medicamentos como o metilfenidato e as anfetaminas, substâncias tradicionalmente prescritas para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Apesar de sua indicação clínica específica, esses medicamentos têm sido utilizados por estudantes sem diagnóstico médico com a finalidade de melhorar o desempenho cognitivo. Esse uso não terapêutico levanta preocupações relacionadas à automedicação e à falta de acompanhamento profissional adequado (Onal et al., 2024).
Além dos medicamentos prescritos, substâncias estimulantes de origem natural também apresentam alta prevalência de consumo entre estudantes universitários. A cafeína, presente em bebidas como café, chá e energéticos, destaca-se como um dos estimulantes mais amplamente utilizados para combater a sonolência e aumentar o estado de alerta durante períodos prolongados de estudo. De acordo com Ferreira e Queiroz (2020), o consumo dessas bebidas tornou-se uma prática comum no ambiente acadêmico, sendo frequentemente associado à tentativa de melhorar o foco e a disposição para atividades intelectuais intensas.
Outro aspecto relevante diz respeito ao consumo de bebidas energéticas, que combinam altas concentrações de cafeína com outras substâncias estimulantes. Essas bebidas são amplamente acessíveis e frequentemente utilizadas por estudantes durante períodos de grande demanda acadêmica, como preparação para provas ou realização de trabalhos extensos. Embora muitas vezes percebidas como alternativas inofensivas, seu consumo excessivo pode gerar efeitos adversos importantes para a saúde (Ferreira; Queiroz, 2020).
Além dos estimulantes legalmente comercializados, alguns estudos também apontam a presença de substâncias ilícitas no contexto universitário, utilizadas com objetivos semelhantes de aumento do desempenho cognitivo. Drogas como a cocaína e o ecstasy, embora menos frequentes no contexto acadêmico, podem ser utilizadas em determinadas situações como forma de aumentar a sensação de energia e disposição. Contudo, tais substâncias apresentam elevado potencial de dependência e riscos significativos à saúde (Brauer et al., 2023).
Outro fator observado nos padrões de consumo refere-se às formas de aquisição dessas substâncias. Muitos estudantes obtêm psicoestimulantes por meio de colegas que possuem prescrição médica ou através da compra informal em ambientes universitários, o que evidencia a existência de redes de compartilhamento de medicamentos dentro do próprio contexto acadêmico. Essa prática reforça a preocupação com o uso indiscriminado dessas substâncias e com a falta de controle sobre seu consumo (Morgan et al., 2017).
Dessa forma, os padrões de consumo de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina refletem uma combinação de fatores relacionados à acessibilidade das substâncias, às demandas acadêmicas e às percepções individuais sobre seus possíveis benefícios. A compreensão dessas dinâmicas é essencial para o desenvolvimento de estratégias educativas voltadas ao uso consciente de medicamentos e à promoção de hábitos de estudo mais saudáveis no ambiente universitário (Onal et al., 2024).
Entre estudantes de Medicina, o uso de psicoestimulantes está frequentemente associado à expectativa de melhoria no desempenho acadêmico, especialmente em atividades que exigem altos níveis de concentração e memorização. Muitos estudantes acreditam que essas substâncias podem potencializar a capacidade de foco e aumentar a produtividade durante períodos prolongados de estudo, contribuindo para a assimilação de conteúdos complexos e para a preparação em avaliações acadêmicas (Morgan et al., 2017).
Essa percepção de melhora no desempenho está relacionada principalmente aos efeitos estimulantes que essas substâncias exercem sobre o sistema nervoso central. Ao aumentar a liberação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, os psicoestimulantes podem promover maior estado de alerta e sensação de energia, fatores que podem temporariamente favorecer a realização de tarefas cognitivas exigentes. Nesse sentido, muitos estudantes relatam sentir-se mais concentrados e produtivos após o consumo dessas substâncias (Paiva; Galheira; Borges, 2020).
Entretanto, embora alguns estudantes relatem benefícios imediatos, a literatura científica aponta que os efeitos positivos percebidos nem sempre correspondem a melhorias reais no desempenho acadêmico. Em muitos casos, o aumento da sensação de produtividade pode estar associado apenas à maior disposição para permanecer estudando por períodos mais longos, sem necessariamente resultar em maior qualidade na aprendizagem ou na retenção de informações (Onal et al., 2024).
Além disso, o uso de psicoestimulantes pode gerar efeitos colaterais que acabam interferindo negativamente no desempenho acadêmico ao longo do tempo. Sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia e alterações no humor podem comprometer a capacidade de concentração e a qualidade do descanso, fatores essenciais para o processo de aprendizagem. Dessa forma, o uso dessas substâncias pode produzir efeitos contraditórios em relação ao objetivo inicial de melhorar o rendimento acadêmico (Paiva; Galheira; Borges, 2020).
Outro aspecto relevante diz respeito ao impacto do uso frequente de psicoestimulantes na organização da rotina de estudos. Alguns estudantes passam a depender dessas substâncias para realizar atividades acadêmicas, o que pode gerar uma relação de dependência psicológica em relação ao consumo. Com o tempo, essa dependência pode prejudicar a autonomia do estudante na gestão de suas estratégias de aprendizagem (Morgan et al., 2017).
Além disso, a crença de que o uso de estimulantes pode representar uma vantagem competitiva em relação aos colegas também pode contribuir para a perpetuação dessa prática no ambiente acadêmico. Essa percepção reforça a ideia de que o consumo dessas substâncias pode funcionar como um recurso para alcançar melhores resultados acadêmicos, mesmo diante das evidências científicas que apontam para benefícios limitados ou temporários (Onal et al., 2024).
Diante dessas evidências, torna-se fundamental promover a conscientização entre estudantes de Medicina sobre os reais efeitos do uso de psicoestimulantes no desempenho acadêmico. A disseminação de informações baseadas em evidências científicas pode contribuir para a redução do consumo indiscriminado dessas substâncias e para o incentivo de estratégias de aprendizagem mais saudáveis e sustentáveis ao longo da formação médica (Paiva; Galheira; Borges, 2020).
O uso indiscriminado de psicoestimulantes entre estudantes universitários tem sido amplamente discutido na literatura científica devido aos riscos potenciais que essa prática representa para a saúde física e mental. Embora muitas dessas substâncias sejam utilizadas com o objetivo de melhorar o desempenho acadêmico, seu consumo sem orientação médica pode desencadear uma série de efeitos adversos que comprometem o bem-estar dos estudantes e a qualidade de sua formação profissional (Oliveira; Guimarães Neto, 2024).
Entre os efeitos mais frequentemente relatados estão sintomas como insônia, ansiedade, irritabilidade e alterações no apetite, que podem surgir especialmente quando as substâncias são utilizadas em doses elevadas ou por períodos prolongados. Esses sintomas tendem a impactar diretamente a qualidade de vida dos estudantes, interferindo tanto no rendimento acadêmico quanto na saúde mental ao longo da graduação (Paiva; Galheira; Borges, 2020).
Além dos efeitos psicológicos, o uso de psicoestimulantes também pode provocar alterações fisiológicas importantes. A estimulação excessiva do sistema nervoso central pode levar ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, elevando o risco de complicações cardiovasculares. Em situações mais graves, o consumo prolongado dessas substâncias pode estar associado a arritmias, hipertensão e outros problemas de saúde que exigem acompanhamento médico especializado (Vasconcelos et al., 2023).
Outro aspecto preocupante refere-se ao potencial de dependência associado a determinados psicoestimulantes, especialmente aqueles derivados de anfetaminas. O uso frequente dessas substâncias pode levar ao desenvolvimento de tolerância, fazendo com que o indivíduo necessite de doses cada vez maiores para alcançar os mesmos efeitos estimulantes. Esse processo aumenta significativamente o risco de dependência química e de complicações associadas ao consumo contínuo (Oliveira; Guimarães Neto, 2024).
Além das implicações para a saúde individual, o uso indiscriminado de psicoestimulantes também levanta questionamentos éticos relacionados à formação médica. Como futuros profissionais da saúde, os estudantes de Medicina são responsáveis por promover práticas seguras e baseadas em evidências científicas. Dessa forma, o uso não prescrito de medicamentos pode representar uma contradição em relação aos princípios éticos e profissionais que orientam a prática médica (Brauer et al., 2023).
Outro ponto importante diz respeito ao impacto dessa prática na construção da identidade profissional dos futuros médicos. A normalização do uso de medicamentos para lidar com demandas acadêmicas pode contribuir para a formação de profissionais que recorrem à automedicação como estratégia para enfrentar situações de estresse ou sobrecarga. Esse comportamento pode refletir posteriormente na prática clínica e na forma como esses profissionais orientam seus próprios pacientes (Oliveira; Dutra; Fófano, 2023).
Diante desses aspectos, torna-se evidente a necessidade de desenvolver ações institucionais voltadas à prevenção do uso indiscriminado de psicoestimulantes no ambiente universitário. Programas de promoção da saúde mental, orientação sobre uso racional de medicamentos e incentivo a estratégias saudáveis de estudo podem contribuir para a redução dessa prática e para a formação de profissionais mais conscientes, equilibrados e preparados para lidar com as exigências da carreira médica (Oliveira; Guimarães Neto, 2024).
A presente revisão integrativa permitiu compreender que o uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina está diretamente relacionado às exigências acadêmicas intensas e ao contexto de elevada competitividade característico da formação médica. A análise dos estudos evidenciou que fatores como sobrecarga de conteúdos, pressão por desempenho, privação de sono e dificuldades na gestão do tempo atuam como importantes motivadores para o consumo dessas substâncias. Nesse cenário, os psicoestimulantes passam a ser percebidos como ferramentas capazes de otimizar o rendimento acadêmico, ainda que seu uso ocorra, em grande parte, sem indicação médica e sem acompanhamento adequado.
No que se refere aos padrões de consumo, observou-se a predominância do uso de substâncias como metilfenidato, anfetaminas e cafeína, tanto em sua forma medicamentosa quanto por meio de produtos amplamente disponíveis, como bebidas energéticas. O acesso facilitado a essas substâncias, aliado à influência do ambiente universitário e à normalização do uso entre colegas, contribui para a disseminação dessa prática. Além disso, verificou-se que o consumo tende a se intensificar em períodos de maior demanda acadêmica, como semanas de provas, reforçando seu caráter estratégico e pontual na rotina dos estudantes.
Entretanto, apesar da percepção de melhora na concentração e na produtividade, os resultados indicam que os benefícios associados ao uso de psicoestimulantes são, em sua maioria, temporários e subjetivos, não havendo evidências consistentes de impacto positivo significativo no desempenho acadêmico a longo prazo. Em contrapartida, foram amplamente descritos efeitos adversos físicos e psicológicos, como ansiedade, insônia, irritabilidade e risco de dependência, além de possíveis complicações cardiovasculares. Tais achados demonstram que o uso indiscriminado dessas substâncias pode comprometer não apenas a saúde dos estudantes, mas também a qualidade do processo de aprendizagem.
Diante disso, destaca-se a necessidade de implementação de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental e ao incentivo de práticas acadêmicas mais saudáveis. A adoção de ações educativas sobre o uso racional de medicamentos, aliada ao fortalecimento de políticas de apoio psicopedagógico, pode contribuir para a redução do consumo de psicoestimulantes no ambiente universitário. Ademais, é fundamental estimular reflexões éticas sobre essa prática na formação médica, promovendo uma formação mais consciente, equilibrada e alinhada aos princípios da prática profissional responsável.
REFERÊNCIAS
ACOSTA, D. L. et al. Nonmedical use of d-Amphetamines and Methylphenidate in Medical Students. Puerto Rico Health Sciences Journal, v. 38, n. 3, 2019.
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