Pesquisa qualitativa: a aplicação da análise de conteúdo pelo pesquisador

Qualitative research: the application of content analysis by the researcher

Suedina Penha Stofel[1]; Francielle Santos da Silva[2]; Gabriela Repke Novelli[3]; Eliel Marcolino de Oliveira[4]; Nízia Ribeiro de Moura[5]; Vanessa Meira de Sousa Dutra[6]; Eliane Santos Oliveira Dutra[7]; Celia Pereira[8]; Vívian da Silva Melo[9]; Ana Paula Emenes de Faria[10]; Shirley Aparecida Silva[11]; Dorotea da Penha Juriatto[12]

Resumo: O objetivo é compreender o uso da análise de conteúdo pelo pesquisador no desenvolvimento de pesquisas qualitativas. O enfoque se dará pelo uso da técnica de análise de conteúdo em pesquisa qualitativa, utiliza-se como autor de base para essa construção a obra de Laurence Bardin. O texto apresentará as principais ideias no que tange essa metodologia, conceito, historicidade, a importância do pesquisador nesse processo, além de trazer aspectos sobre reflexões a respeito da análise de conteúdo na pesquisa qualitativa. Conclui-se que a análise de conteúdo é uma ferramenta de grande profundidade para compreender fenômenos complexos, cuja efetividade depende da integração entre rigor metodológico, características do pesquisador, disponibilidade de recursos e planejamento adequado. O artigo reafirma que a escolha dessa técnica é uma decisão consciente e fundamentada que deve considerar múltiplos fatores para garantir a qualidade e relevância científica da pesquisa.

Palavras-Chave: Pesquisa Qualitativa, Análise de Conteúdo, Pesquisador

Abstract: The objective is to understand the use of content analysis by the researcher in the development of qualitative research. The focus is on the use of content analysis technique in qualitative research, utilizing the work of Laurence Bardin as the foundational author for this construction. The text presents the main ideas regarding this methodology, concept, historicity, the importance of the researcher in this process, as well as bringing aspects of reflections concerning content analysis in qualitative research. It is concluded that content analysis is a tool of great depth for understanding complex phenomena, whose effectiveness depends on the integration of methodological rigor, researcher characteristics, resource availability, and adequate planning. The article reaffirms that the choice of this technique is a conscious and grounded decision that must consider multiple factors to ensure the quality and scientific relevance of the research.

Keywords: Qualitative Research, Content Analysis, Researcher.

1 Introdução

O que instiga um pesquisador? O que direciona o olhar de um pesquisador para a busca de respostas com o uso de uma determinada metodologia? Essas indagações fundamentais revelam que a escolha metodológica não é um ato aleatório ou meramente intuitivo, mas um processo rigoroso no qual a questão de pesquisa atua como o principal determinante da estratégia a ser adotada (Flick, 2022).

A decisão por uma técnica específica exige que o investigador avalie critérios de seleção que transcendem a preferência pessoal. As decisões metodológicas são moldadas por critérios de seleção que exigem que o pesquisador justifique, de forma consciente, por que determinada ferramenta é a mais apta para estudar o fenômeno (Patton, 2015).

Nesse cenário, a diferenciação entre as técnicas disponíveis torna-se crucial para a integridade científica do trabalho. Sendo a análise de conteúdo frequentemente escolhida quando se busca uma descrição sistemática e fidedigna do conteúdo e das comunicações (Braun; Clarke, 2023). Para orientar essa deliberação, Merrian e Tisdell (2016) propõem o uso de uma matriz de decisão baseada na questão de pesquisa, permitindo que o pesquisador identifique se o foco está no processo ou na compreensão de significados específicos, validando assim a análise de conteúdo como percurso mais coerente para os objetivos traçados.

O presente artigo busca examinar a análise de conteúdo não apenas sob uma perspectiva descritiva, mas como uma escolha metodológica fundamentada em critérios técnicos. O objetivo central é compreender o uso da análise de conteúdo pelo pesquisador no desenvolvimento de pesquisas qualitativas. Ao iniciar a construção de uma pesquisa científica, o pesquisador se depara com múltiplas condições e desafios inerentes ao processo investigativo. O trabalho do pesquisador não é fácil por haver diferentes regras visando garantir o cumprimento das diretrizes do rigor metodológico de uma pesquisa. Conforme Colbari (2014) para que uma pesquisa alcance pertinência e relevância, é necessário conjugar três elementos fundamentais: primeiro é ter a clareza de um problema de pesquisa bem delimitado, aliado as bases teóricas, bem como as técnicas de produção e tratamento dos dados sendo efetuadas de forma adequadas. Nessa perspectiva, Cassel et al., (2009) apontam que tornar-se um pesquisador qualitativo completo é um processo de evolução que engloba diversos fatores.

Considerando o pesquisador como um elemento que faz parte do processo da pesquisa, Gil (2010) destaca algumas características pertinentes, que o pesquisador deve possuir, argumentando que um bom resultado de uma pesquisa depende substancialmente de algumas qualidades intelectuais e sociais, entre elas: curiosidade, criatividade, sensibilidade social, honestidade, persistência, paciência e conhecimento do que se pretende estudar. Gerhardt e Souza (2009) argumentam que não é suficiente apenas o anseio de um pesquisador em realizar uma pesquisa; é primordial possuir conhecimento necessário do que se pretende pesquisar, além de recursos humanos, materiais e financeiros adequados. É irreal pensar de forma romântica que o pesquisador seja aquele que inventa e produz algo por ser brilhante; as qualidades pessoais são importantes, justamente porque o pesquisador não se atreveria a começar uma investigação se sua base teórica estivesse além de alcance cognitivo (Gerhardt, Souza, 2009).

Segundo Palazzo e Diez-Garcia (2021) uma particularidade distintiva da pesquisa qualitativa é a relevância da criatividade do pesquisador. Valle e Ferreira (2025) observam que não existe um modelo único de direcionamento, mesmo ao afirmar-se uma metodologia específica, é a criatividade que favorece estudos com diferentes populações, permitindo flexibilidade e adaptação de técnicas ao longo da investigação. Nesse percurso a sensibilidade e experiência do pesquisador emergem como principais instrumentos de pesquisa, determinando os pormenores da abordagem (Palazzo; Diez-Garcia, 2021).

Trivinos (1987) destaca que na Antropologia o surgimento da pesquisa qualitativa aconteceu de forma natural, advindo do interesse dos pesquisadores em compreender que as informações sobre a vida humana em sociedade não poderiam ser quantificadas, mas deveriam ser interpretadas de maneira a ampliar a compreensão. Essa mudança no olhar dos pesquisadores ocorre de forma gradativa, sendo posteriormente adotada também pelos sociólogos em suas abordagens sobre a vida em sociedade (Trivinos, 1987).

De acordo com Minayo (2009) a pesquisa qualitativa visa responder perguntas específicas nas ciências sociais, ocupando-se de aspectos da realidade que não podem ou não deveriam ser expressos por quantificação, ou seja, sua especificidade reside nos significados, motivos, anseios, crenças e outros elementos que constituem fenômenos humanos, traduzindo-se como parte da realidade social, pois o ser humano não se diferencia apenas por suas ações, mas por sua capacidade de pensar e interpretá-las, em relação a si mesmo e socialmente. Godoy (1995) complementa que a pesquisa qualitativa se inicia a partir de perguntas ou interesses amplos, sendo progressivamente delimitada e sua construção ocorre através de dados descritivos que envolvem pessoas, lugares e a interação entre pesquisador e pesquisado, na busca de entender o fenômeno segundo a perspectiva dos sujeitos.

Visando ampliar o conhecimento sobre pesquisa qualitativa e direcionando a ênfase para a análise de conteúdo, busca-se compreender seu uso conforme proposto por Bardin (2016) que argumenta que a análise de conteúdo pode ser realizada em materiais distintos provenientes de comunicação verbal e não verbal. Desse modo, algumas possibilidades de uso, encontram-se: em textos escritos, na comunicação não verbal, histórias de vida, falas, biografias, entrevistas, relatos e outros (Colbari, 2014). De acordo com Batista, Oliveira e Camargo (2021) existem diferentes maneiras de desenvolver uma pesquisa qualitativa, cada uma com sua abordagem específica.

Portanto, busca-se levantar fundamentos que proporcionem compreensão aprofundada do objeto de estudo. Embora reconhecendo a existência de outras temáticas relevantes, o enfoque desta construção tem como base a análise de conteúdo, com objetivo de compreender seu uso e aplicabilidade em pesquisa qualitativa pelo pesquisador. A justificativa deste levantamento reside na relevância social do ofício do pesquisador no desenvolvimento das pesquisas e na ampliação do conhecimento sobre essa técnica metodológica. Assim, este trabalho está estruturado da seguinte forma. Além do resumo e introdução, segue-se: aspectos históricos da análise de conteúdo, descrição do método, metodologia, resultados e discussões que refletem sobre seu uso em pesquisa qualitativa e

considerações finais.

2 Revisão da Literatura
2.1 Aspectos Históricos da Análise de Conteúdo

Para compreender o uso e a aplicabilidade da análise de conteúdo em pesquisa qualitativa, é fundamental conhecer sua trajetória histórica. Dessa forma, a análise das comunicações não é uma prática recente; ela acontece antes da existência das técnicas modernas do século XX, que foram funcionalizadas pelas ciências humanas (Bardin, 2016). Os textos anteriormente a esse período já eram estudados de diferentes maneiras, “A hermenêutica, a arte de interpretar os textos sagrados ou misteriosos, é uma prática muito antiga” (Bardin, 2016, p. 20). Visava-se revelar os significados daquilo que estava oculto em escrituras (Colbari, 2014).

De acordo com Bardin (2016) múltiplas práticas revelam um encadeamento hermenêutico: a busca pela compreensão dos sonhos, os esclarecimentos minuciosos em relação a aspectos religiosos, principalmente da Bíblia, a elucidação crítica de textos literários, e até atividades diversas como astrologia e psicanálise. A retórica e a lógica, quando integradas às atividades de análise de discurso, constituem procedimentos classificados anteriormente à análise de conteúdo (Bardin, 2016). Essas práticas ancestrais revelam uma operação cognitiva fundamental: a capacidade humana de categorizar e classificar.

Essa operação cognitiva não é exclusiva do trabalho científico. Segundo Colbari (2014) a análise de conteúdo vem de tempos antigos e é influenciada pelos contextos da vida em sua rotina diária. Afinal, categorizar e classificar fazem parte desse cenário, independentemente de aspectos ligados ao trabalho científico. Esses procedimentos são maneiras de compreender o mundo, pois são usados para reconhecer, organizar e dar significados às coisas (Colbari, 2014). No mesmo sentido, desde o período escolar, as crianças já vivenciam, por meio de práticas simples, condutas como classificação e ordenamento. Assim, processos classificatórios possuem sua relevância em qualquer atividade científica ou não (Bardin, 2016). Portanto, a análise de conteúdo moderna não emerge do vazio, mas da sistematização de uma operação cognitiva humana fundamental.

Essa sistematização ocorreu no século XX particularmente nos Estados Unidos. De acordo com Bardin (2016), o desenvolvimento da análise de conteúdo ocorreu inicialmente a partir do início do século XX, e no percurso de quarenta anos seu andamento foi acontecendo nos Estados Unidos. Trivinos (1987) afirma que na década de 20 a análise de conteúdo atingiu um caráter sistematizado em decorrência dos estudos desenvolvidos por Leavel sobre propaganda veiculada na Primeira Guerra Mundial, quando a observação organizada passou a ser tomada como um método de investigação. No entanto, Colbari (2014) aponta que no primeiro momento, a ausência de rigor e de sistematicidade era notável na aplicação da técnica.

A consolidação dessa sistematização ocorreu posteriormente, com a contribuição de pesquisadores como Harold Lasswell. Bardin (1977; 2016) destaca Harold Lasswell como figura central na gênese da análise de conteúdo, reconhecendo-o como iniciador dos estudos nessa área. Contudo, nesse período de desenvolvimento inicial, a análise de conteúdo e a linguística apesar de compartilharem a linguagem como elemento central de estudo, não se reconheciam como campos relacionados, desenvolvendo-se por percursos diferentes (Bardin, 2016; Mozzato; Grzybvski, 2011). Essa separação inicial refletia o contexto teórico mais amplo em que a análise de conteúdo se desenvolveu.

O contexto dessa época era marcado pelo behaviorismo e pelo positivismo. De acordo com Bardin (2016) ela contextualiza o behaviorismo, movimento que ordenava as leis nas ciências psicológicas nos Estados Unidos, recusando a introspecção intuitiva em prol da psicologia comportamental objetiva, tratando de apontar o rigor e a cientificidade. Gomes (2009) também aborda que a análise de conteúdo surgiu num período em que o domínio era do behaviorismo, movimento psicológico norteado por bases do positivismo, que apregoava com significância o rigor e a cientificidade.

A formalização dessa perspectiva quantitativa ocorreu entre os anos de 1940 e 1950. De acordo com Bardin (2016) no término dos anos de 1940 – 1950, definido pelos elementos que demarcam as regras de análise desenvolvidas por Berelson, com auxílio de Lazarsfeld, a notável conceituação de análise de conteúdo retrata amplamente as preocupações epistemológicas do momento, sendo definida como: “A análise de conteúdo é uma técnica de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação” (Bardin, 2016, p. 24). Contudo, essa definição inicial refletia um contexto específico. De acordo com Patton (2015), às decisões metodológicas não são arbitrárias, mas devem ser fundamentadas em critérios de seleção que considerem a natureza do problema investigado e o nível de profundidade desejado para a interpretação dos dados.

Estudos desenvolvidos por americanos e franceses buscaram aprimorar a aplicação da técnica. No entanto, mesmo que tenham ocorrido progressos posteriores ao que Lasswell e Berelson desenvolveram, eles demonstraram que os critérios iniciais daquela ocasião eram marcados na preocupação em: trabalhar com amostras agrupadas de forma sistemática, questionar sobre a validade do que foi executado e dos resultados alcançados, averiguar fielmente os codificadores e em relação à produção da análise (Bardin, 2016).

Esses critérios estabelecem as bases para a evolução posterior da técnica. Com o tempo, a definição rígida e quantitativa de Berelson foi questionada e expandida. Desde o conceito inicial apresentado por Berelson, no início de 1940, pode-se dizer que modificações a respeito do conceito ocorreram ao longo desse período. No desenvolvimento da análise de conteúdo, em relação ao método, este pode se apresentar com processos diferentes em sua construção (Bardin, 2016). Entre eles, atualmente se destaca a tecnologia, com utilização de softwares que favorecem a organização e o processo de codificação (Batista, Oliveira, Camargo, 2021).

Além disso, a técnica foi amplamente utilizada em diferentes contextos. Segundo Bardin (2016) a análise de conteúdo foi amplamente utilizada nos Estados Unidos, em estudos dos departamentos de ciências políticas cujos interesses de abordagens eram em relação às questões inerentes à Segunda Guerra Mundial enfatizando o fenômeno. O conceito amplamente conhecido é o apresentado por Bardin, (1977) que se mantém como um dos mais usados:

[...] Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens (Bardin, 2016, p. 48)

Essa definição representa uma evolução significativa em relação à perspectiva de Berelson. Diferentemente da definição quantitativa original, a conceituação de Bardin abre espaço para indicadores não quantitativos e para inferência, elementos fundamentais para a aplicação qualitativa da técnica. Para compreender essa evolução, é necessário distinguir entre pesquisa quantitativa e qualitativa.

Segundo Godoy (1995) as pesquisas quantitativas e qualitativas têm interesses na busca do conhecimento, o percurso entre elas pode apresentar formatos distintos. Em um estudo quantitativo, o pesquisador direciona seu olhar tendo um plano elaborado anteriormente, com hipóteses e variáveis de forma operacional definida, e tem a sua preocupação voltada para a objetividade e quantificação dos resultados. Por outro lado, a pesquisa qualitativa não busca enumerar e/ou medir o que está sendo estudado, nem utiliza de recursos estatísticos na análise dos dados. Seu início ocorre por indagações que visam compreender dados descritivos e inter-relacionais, buscando entender o fenômeno a partir de elementos amplos que vão se delimitando à medida que o estudo está em andamento (Godoy, 1995).

Essa distinção é fundamental para compreender as controvérsias que marcaram a história da análise de conteúdo. A análise de conteúdo em determinados momentos é marcada por controvérsias, sendo por vezes defendida e em outras criticada, devido ser rotulada com um caráter positivista e por ser elencada como uma proposta de renovação a ser adotada nos procedimentos desenvolvidos ao longo de uma pesquisa, no campo das ciências sociais (Colbari, 2014). De acordo com Gomes (2009), contradições existem em decorrência da técnica, relacionada ao seu grau de cientificidade e competência. As argumentações separavam os teóricos e pesquisadores que possuíam pontos de vista diferentes: uns defendiam e adotavam a quantitativa, direcionando a técnica à frequência de acordo com que apareciam as características do conteúdo; havia aqueles que optavam pela qualitativa, defendendo que a ênfase era na presença ou falta de uma característica do conteúdo, outros tentavam fazer junção de ambas (Gomes, 2009).

A resolução dessas controvérsias veio com o reconhecimento de que a análise de conteúdo pode ser aplicada tanto em perspectivas quantitativa quanto qualitativa. De acordo com Mozzato e Grzybovski (2011) a pesquisa qualitativa, apesar de ter sua gênese na quantificação, rapidamente se entendeu que esta técnica também pode ser executada na análise qualitativa, uma vez que a sua particularidade é a inferência, ou seja, variáveis deduzidas das variáveis de inferência ao nível da mensagem, quer sejam elas fundamentadas ou não em indicadores quantitativos. Segundo Colbari (2014) existem diferentes modelos teóricos e metodológicos que se encontram disponíveis para a aplicação do pesquisador, desse modo, também ocorre em relação às técnicas utilizadas para produzir dados e interpretá-los.

Essa flexibilidade metodológica amplia significativamente a potencialidade da técnica. Segundo Mozzato e Grzybovski (2011), quanto ao uso da análise de conteúdo figurar como uma alternativa de método a ser aplicado em pesquisas qualitativas, sua potencialidade é evidente, desde que critérios rigorosos na aplicabilidade sejam cumpridos, ampliando o entendimento de uma nova possibilidade de abordagem e deixando o caráter positivista no qual era influenciada anteriormente. Assim, compreender a história da análise de conteúdo permite reconhecer sua evolução de uma técnica rigidamente quantitativa para um método flexível e aplicável em diferentes contextos de pesquisa qualitativa, conforme será descrito no próximo segmento.

2.2 Descrevendo o Método de Análise de Conteúdo

De acordo com Cardoso et al. (2021) a análise de conteúdo é um método relevante aplicado na pesquisa qualitativa, tendo em vista que procura analisar os sentidos e os significados das comunicações, levando em consideração as situações daquele que gera a mensagem, e também do receptor e os efeitos que a mensagem produz, almejando uma melhor compreensão e interpretação da realidade. Nesse sentido, Flick (2022) enfatiza que a escolha de uma técnica qualitativa deve ser rigorosamente guiada pela questão de pesquisa, que atua como o eixo central de toda a investigação, garantindo que o percurso metodológico seja coerente com os objetivos pretendidos. Para o desenvolvimento desse método, utiliza-se como referencial de base principal a análise de conteúdo de Bardin (2016), que se compõe de três fases: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados com inferência e interpretação.

A primeira fase — pré-análise — constitui o ponto de partida para a análise de conteúdo. No primeiro momento, a leitura é o passo inicial a ser realizado, após a seleção e organização dos materiais. Bardin (2016) trata essa leitura como ‘flutuante’, pela semelhança com a atitude psicanalista. A partir daí podem surgir ideias que servem para fomentar hipóteses, objetivos da pesquisa e a formulação de indicadores que darão base à interpretação final. Nessa fase de organização, o intuito é operacionalizar e ordenar as ideias iniciais, de forma a direcionar um esquema exato do desenvolvimento das operações posteriores, que podem ocorrer com recurso ou não de computador (Pereira, 2025). Essa característica flexível torna possível a introdução de novos procedimentos ao longo do desenvolvimento da análise, desde que se mantenha a precisão (Bardin, 2016).

Com o avanço tecnológico, a pré-análise também se beneficiou de ferramentas computacionais. Segundo Schiavin e Garrido (2018) mudanças ocorreram a nível tecnológico, o que contribuiu na análise de conteúdo, possibilitando a utilização de softwares que auxiliam na organização e codificação dos dados. De acordo com Colbari (2014) a utilização de computador e de certos programas para auxiliar no desenvolvimento da pesquisa não exime o pesquisador do trabalho árduo ao qual o processo de construção requer, muito menos exclui a exigência de atenção, disciplina, dedicação e paciência. Portanto, a tecnologia é um instrumento de apoio, não uma substituição do rigor metodológico.

Além disso, há fatores relevantes a serem observados no desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa. Conforme Silveira e Córdova (2009) o pesquisador deve estar atento aos limites e riscos da pesquisa qualitativa:

[...] excessiva confiança no investigador como instrumento de coleta de dados; risco de que a reflexão exaustiva acerca das notas de campo possa representar uma tentativa de dar conta da totalidade do objeto estudado, além de controlar a influência do observador sobre o objeto de estudo; falta de detalhes sobre os processos através dos quais as conclusões foram alcançadas; falta de observância de aspectos diferentes sob enfoques diferentes; certeza do próprio pesquisador com relação a seus dados; sensação de dominar profundamente seu objeto de estudo; envolvimento do pesquisador na situação pesquisada, ou com os sujeitos pesquisados (Silveira; Córdova, 2009, p. 32)

A segunda fase — exploração do material — envolve a construção e delimitação do corpus de análise. Segundo Bardin (2016) após a construção das delimitações daquilo que se pretende analisar, faz-se necessário constituir um ‘corpus’, que é o agrupamento de documentos ao qual se dará a análise. Nesse processo, implica-se observar algumas regras: exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência. Isso significa que não deve ser ignorado nenhum assunto pertinente cuja exclusão não seja justificável. Além disso, a escolha da amostra deve ser adequada ao que se pretende analisar, materiais distintos não devem ser misturados e a seleção dos documentos deve ser efetuada de acordo com os objetivos da pesquisa (Bardin, 2016).

Após a delimitação do corpus, procede-se a codificação do material. Mozzato e Grzybovski (2011) tratam que a análise de conteúdo se formula como um método característico que se apresenta de forma clara, devido seu desenvolvimento em etapas sequenciais, o que torna mais simples e menos ambíguo, em decorrência da redução do material que foi levantado anteriormente e assim delimitado. Nesse processo, a codificação compreende as escolhas das unidades, das regras de contagem e das categorias, em se tratando de análise quantitativa e categorial (Bardin, 2016).

A criação de categorias é um elemento central na codificação. Conforme Colbari (2014), existem diversos caminhos para criar as categorias. Para sua definição, alguns elementos são pontuados: a posse da área do conhecimento no âmbito de inserção da pesquisa ou à medida que o objeto é construído, ligados aos recursos teóricos iniciais e à formulação das hipóteses ou perguntas que desencadearam a investigação. De acordo com Merriam e Tisdell (2016), a adequação da técnica escolhida pode ser verificada através de uma matriz de decisão baseada na questão de pesquisa, permitindo que o pesquisador identifique se o foco do estudo reside na interpretação de comunicações e na organização de dados em categorias que permitam inferências seguras.

As categorias também podem emergir a partir de uma atividade exploratória do material a ser analisado, sendo inspiradas pelo próprio conteúdo, decorrente da leitura flutuante, sem se afastar da problemática teórica. Além disso, a análise de conteúdo deve permitir o surgimento de variáveis e fatores que, inicialmente, podem ter sido negligenciados, mas que posteriormente revelam sua relevância. Isso demonstra que as categorias podem tanto ser aplicadas ao material empírico quanto emergir a partir dele (Colbari, 2014).

Paralelamente à categorização, definem-se as unidades de registro e de contexto. De acordo com Bardin (2016), o pesquisador pode selecionar, entre diferentes tipos de unidades de registro, aquelas mais adequadas para a análise do conteúdo das mensagens. Essas unidades estão relacionadas aos elementos definidos nas etapas anteriores e envolvem a decomposição do conjunto da mensagem. Palavras, personagens ou temas constituem exemplos de unidades de registro, que representam partes de um todo e contribuem para a formação das categorias (Minayo, 2001; Bardin, 2016).

A análise de contexto complementa a análise de registro. A análise de contexto configura-se como uma unidade de compreensão cujo intuito está voltado à codificação da unidade de registro e ao direcionamento (Bardin, 2016). Colbari (2014) caracteriza a unidade de contexto como mais flexível e abrangente que a unidade de registro. Diferentemente desta, a unidade de contexto não se apoia, necessariamente, em contagens rigorosas, mas relaciona-se a uma maior amplitude do conteúdo, o que possibilita a análise e a compreensão dos dados codificados. Dessa forma, a unidade de contexto permite descrever os resultados decorrentes da fragmentação do texto, contribuindo para uma interpretação mais aprofundada do material analisado.

Após a codificação e categorização, procede-se à transformação dos dados brutos. De acordo com Palmeira, Cordeiro e Prado (2020), a partir dos dados brutos produzidos, o pesquisador pode refiná-los, identificando sua real relevância. Nesse momento, os materiais, em sua forma inicial, são transformados e organizados, o que possibilita a definição de categorias com base em características semelhantes (Paiva; Oliveira; Hillesheim, 2021).

Segundo Palmeira, Cordeiro e Prado (2020), após a definição das categorias, o pesquisador aproxima-se do objetivo proposto. No entanto, seguir rigorosamente as etapas estabelecidas não garante, necessariamente, a qualidade do trabalho, uma vez que todo esse percurso perde valor se não houver, por parte do pesquisador, atenção criativa e racional na articulação dos elementos envolvidos.

A codificação propriamente dita refere-se à transformação sistemática dos dados. Nesse sentido, a codificação refere-se a transformação dos dados brutos do texto, por meio de processos como fragmentação, classificação, agrupamento e enumeração, permitindo alcançar uma representação do conteúdo ou de sua expressão que possa ser analisada pelo pesquisador em relação às características do texto. Esses procedimentos podem, inclusive, ser organizados na forma de listas, contribuindo para a sistematização da análise (Cardoso; Oliveira; Ghelli, 2021).

A terceira fase — tratamento dos resultados, inferência e interpretação — representa o aprofundamento analítico. Na etapa final, busca-se um aprofundamento analítico, organizando tudo o que foi apreendido ao longo do trabalho e consolidando o conhecimento construído até então. Nessa fase, torna-se possível retomar os pressupostos iniciais, bem como realizar inferências e interpretações, podendo, inclusive, emergir novos elementos passíveis de análise (Bardin, 2016).

O processo de construção das inferências, em particular, está relacionado à articulação entre razão e técnica na análise dos dados coletados e dos resultados obtidos (Castro; Abs; Sarriera, 2011). Nesse sentido, o pesquisador deve atentar para que, no processo interpretativo, seu olhar esteja orientado pelas bases teóricas que sustentam os resultados produzidos ao longo da investigação. Essa articulação contribui para a coerência e consistência na interpretação dos dados (Palmeira; Cordeiro; Prado, 2020).

3 Metodologia

A metodologia adotada baseia-se em uma abordagem qualitativa, direcionada à compreensão de questões que exigem maior aprofundamento, sem ênfase em mensurações numéricas. Nessa perspectiva, a delimitação e a construção dos dados procuram descrever indivíduos, ambientes e ações, com o objetivo de compreender o fenômeno investigado. O propósito específico desse estudo é compreender o uso da análise de conteúdo pelo pesquisador no desenvolvimento de pesquisas qualitativas. Para a elaboração da revisão da literatura, o levantamento de dados foi realizado por meio de uma revisão narrativa de caráter descritivo, contemplando produções científicas internacionais.

No desenvolvimento da pesquisa, foram utilizados artigos provenientes de bases de dados como Scopus, Web of Science e SciELO, além de materiais disponíveis no Google Acadêmico, utilizando as seguintes palavras-chave: pesquisa qualitativa; análise de conteúdo; metodologia qualitativa. Essas bases foram selecionadas por sua abrangência e reconhecimento na comunidade científica internacional.

O processo de seleção dos artigos seguiu critérios rigorosos. Inicialmente, procedeu-se à exclusão de 15 artigos duplicados entre as bases. Em seguida, realizou-se a leitura criteriosa de resumos e introduções para assegurar a aderência ao tema proposto. Posteriormente, efetuou-se uma análise detalhada das principais ideias e relações apresentadas nos textos selecionados. Ao término desse processo, foram identificados 23 artigos considerados relevantes para o desenvolvimento da pesquisa e para fundamentar as reflexões discutidas.

4 Resultados e Discussão


A análise de conteúdo pode ser compreendida como uma técnica que vem conquistando crescente visibilidade no âmbito das pesquisas científicas, especialmente naquelas que adotam a abordagem qualitativa. Esse método transita entre dimensões de objetividade e subjetividade, buscando compreender, por meio do rigor científico, aquilo que se pretende investigar e que se encontra implícito nas mensagens (Paiva; Oliveira; Hillesheim, 2021). De acordo com Batista, Oliveira e Camargo (2021), a análise de conteúdo proporciona uma riqueza de informações, permitindo que conceitos que nem sempre se apresentam de forma explícita tornem-se evidentes. Dessa maneira, possibilita a compreensão dos dados tanto sob uma perspectiva qualitativa quanto quantitativa, favorecendo a construção de uma síntese mais aprofundada do que aquela originalmente expressa.

Para que a análise de conteúdo seja aplicada de forma eficaz, é essencial considerar não apenas o método, mas também o pesquisador que o utiliza. Segundo Paiva, Oliveira e Hillesheim (2021) o pesquisador deve estar adequadamente envolvido e possuir características apropriadas para a condução da pesquisa. Além disso, é fundamental um bom planejamento e, especialmente, a escolha adequada do método de pesquisa para atingir os objetivos elencados na proposta de análise. Contudo, essa escolha não ocorre em um vácuo. Palmeira, Cordeiro e Prado (2021) apontam que a falta de investimento no âmbito educacional e financeiro no país inviabiliza o desenvolvimento de pesquisas empíricas, favorecendo a sua estagnação ou uma direção alternativa, na qual pode apontar soluções distintas sobre problemas sociais (Palmeira, Cordeiro, Prado, 2020). Gerhardt e Souza (2009) corroboram com esse entendimento, enfatizando a necessidade de recursos financeiros para o andamento adequado de pesquisas.

Segundo Palmeira, Cordeiro e Prado (2020), a análise de conteúdo pode ser compreendida para muito além, do que uma simples técnica, caracterizando-se como uma metodologia de grande profundidade para pesquisadores que procuram explorar horizontes ainda estão envoltos por diferentes codificações referentes aos dados comunicativos. Assim, é possível inferir, que a análise de conteúdo é um método de análise de comunicações, por meios sistemáticos de descrição do conteúdo inerente às mensagens, considera-os saberes peculiares ao emissor, ao destinatário, e o que está em torno destes, levando-se em conta como as mensagens foram produzidas e recebidas (Cardoso; Oliveira; Ghelli, 2021).

Para Cardoso, Oliveira e Ghelli, (2021) a análise de conteúdo é um método relevante para uso na pesquisa qualitativa, tendo em vista que busca analisar os sentidos e os conceitos inerentes das comunicações. Essa análise leva em consideração o emissor e o seu contexto na produção da mensagem, bem como a perspectiva de quem a recebe e os efeitos que pode produzir no receptor, buscando compreender e interpretar o contexto real em que a comunicação ocorre.

Com o objetivo de evidenciar a importância do pesquisador e a necessidade de um domínio adequado da análise de conteúdo, Caregnato e Mutti (2006) apresentam uma comparação entre a análise de discurso e a análise de conteúdo. Complementarmente, Braun e Clarke (2023) destacam que ao considerar a análise de conteúdo em detrimento de outras opções, como a análise temática ou a análise de discurso, o pesquisador avalia a necessidade de transitar entre o conteúdo manifesto e o latente com rigor sistemático, refletindo uma busca deliberada por uma ferramenta capaz de decodificar mensagens e revelar significados que transcendem a superfície do texto.

Caregnato e Mutti (2006) não buscam estabelecer qual abordagem é melhor ou pior, mas reconhecer que a relevância está no conhecimento, por parte do pesquisador, das diferentes possibilidades de análise na pesquisa qualitativa. Ter ciência dessas distinções permite ao pesquisador escolher de forma mais adequada o referencial teórico-analítico, conforme o tipo de análise a ser adotado, conduzindo o processo investigativo de maneira consciente e responsável.

5 Considerações Finais

Considerando todo o pressuposto teórico apresentado neste artigo em relação à análise de conteúdo, é possível sintetizar que esta técnica constitui um instrumento fundamental para pesquisadores de diferentes segmentos que buscam compreender fenômenos com profundidade. De acordo com Palmeira, Cordeiro e Prado, (2020) o processo de análise de conteúdo transcende a simples aplicação mecânica de procedimentos, caracterizando-se como uma metodologia de grande profundidade para pesquisadores que procuram explorar caminhos ainda envoltos pelas mais diferentes codificações referentes aos dados comunicativos, buscando o conhecimento aprofundado sobre determinado fenômeno.

Contudo, essa metodologia não funciona isoladamente. Neste estudo, observa-se que o elemento humano na figura do pesquisador é extremamente importante. Sua sensibilidade social, criatividade e outras características apontadas anteriormente são fundamentais para a aplicação em pesquisas. No entanto, como demonstrado por Palmeira, Cordeiro e Prado (2020) e Gerhardt e Souza (2009), não se pode deixar de mencionar que os recursos financeiros necessários para dar andamento a projetos de pesquisa são relevantes, pois com o conhecimento da realidade, esses recursos contribuem para o surgimento de possíveis soluções para os problemas existentes ou aqueles que são desconhecidos e emergem em loco, através do desenvolvimento de pesquisas empíricas.

A integração desses elementos é essencial para o sucesso da pesquisa. O conhecimento teórico para desenvolver uma pesquisa é primordial, aliado a um questionamento ou problema a ser solucionado. Assim, há um conjunto de fatores determinantes em toda a construção da pesquisa: o conhecimento teórico, a aplicabilidade das técnicas e métodos, e as características do pesquisador. Desse modo, a escolha metodológica não é um ato arbitrário, mas uma decisão estratégica que envolve ponderar a profundidade analítica desejada e a compatibilidade entre a técnica e o paradigma de pesquisa adotado, refletindo uma busca deliberada por uma ferramenta capaz de responder adequadamente ao problema investigado (Patton,2015).

Dessa maneira, a escolha do pesquisador para desenvolver uma pesquisa qualitativa utilizando a técnica de análise de conteúdo, está ancorada no anseio de responder perguntas mais amplas e com profundidade. O papel do pesquisador e suas habilidades são fundamentais na determinação do problema de pesquisa e adequação da técnica utilizada. A escolha da técnica vai além de um desejo do próprio pesquisador, está relacionado com a melhor maneira de responder ao problema de pesquisa, de modo a atender os objetivos pré-determinados da pesquisa por meio da abordagem utilizada.

A escolha da técnica, portanto, vai além de um desejo do pesquisador. Está relacionada à melhor maneira de responder ao problema de pesquisa, de modo a atender aos objetivos pré-determinados da pesquisa por meio da abordagem utilizada. A seleção da análise de conteúdo, na maioria das vezes, ocorre pela necessidade de compreender o fenômeno de maneira aprofundada, voltando-se aos ditos e não ditos que emergem do levantamento dos dados. Ao realizar a análise dos dados o pesquisador se preocupa em analisar assuntos voltados para a temática, em codificar e categorizar os achados relevantes de maneira sistemática (Valle; Ferreira, 2025). Desse modo, ao apresentar os dados por meio desta técnica, é possível, observar falas, contextos e trechos que correspondem ao tema e à teoria.

Portanto, espera-se que esse estudo possa servir de auxílio na complementação do conhecimento a respeito do uso da análise de conteúdo como técnica fundamental para compreender de maneira profunda determinada temática. A integração entre rigor metodológico, as características do pesquisador, os recursos disponíveis e a escolha adequada da técnica de análise constituem o caminho para pesquisas qualitativas e relevância científica.

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