Role of pastoral counseling in helping people who have feelings of guilt
Daniel Andrade da Silva 1
Mauricio Brito2
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo saber o verdadeiro papel do Conselheiro, onde o conselheiro deve ser compreensivo, mas jamais corréu com o erro e com o pecado. Ainda assim, o conselheiro deve estar sempre profundamente conectado a Deus por meio da ação efetiva nas palavras das Escrituras Sagradas, almejando ser um exemplo claro do evangelho e acima de tudo ter resiliência diante seus próprios problemas. Portanto o aconselhador tem que ter um relacionamento entre o indivíduo que está passando por uma certa crise e o efeito deste aconselhamento venha lhe proporcionar uma solução para o problema. Nota Se que na grande maioria das depressões, tem origem no sentimento de culto, ou seja a pessoa tem um sentimento grande de culpa, e incompetência e se sente fracassada e não tem mais vontade de nem viver, acredito que o mundo acabou, e que tudo está acontecendo por causa dela. Portanto o trabalho mostrará de que maneira deve-se agir em meio as dualidades, quais as maneiras de abordagem quando vai aconselhar.
Palavras chave: Recomendação. Auxílio. Alegria.
ABSTRACT:
This work aims to know the true role of the Counselor, where the counselor should be understanding, but never wrong with error and sin. Still, the counselor must always be deeply connected to God through effective action in the words of the Holy Scriptures, striving to be a clear example of the gospel and above all to have resilience to his own problems. Therefore the counselor has to have a relationship between the individual who is going through a certain crisis and the effect of this counseling will provide you with a solution to the problem. Note that in the great majority of depressions, originates in the feeling of worship, that is, the person has a great feeling of guilt, and incompetence and feels failed and no longer wants to live, I believe that the world is over, and that everything is happening because of it. So the work will show how to act in the midst of dualities, what are the ways of approaching when to advise.
Keywords: Recommendation. Help. Joy
1Pós Graduando em Capelania , Bacharel em Teologia. Email: daylindoandrade@gmail.com
2Professor da FAETEL Campus Vilhena. Docente Orientador. E-mail: ferreirabrito.mauricio@gmail.com
No mundo em que vivemos, cada vez mais, vê-se indivíduos que exibem dificuldades emocionais, psicológicas e espirituais, pertinentes ao local onde estão inseridas e aos seus relacionamentos interpessoais. Estes tipos de coisas levam o ser Humano a tomar vários tipos de medicações para diminuir as “dores da alma”. E, não poucas vezes, esses problemas chegam até mesmo a ocasionar tentativas e sucessos no suicídio, por isto da importância do aconselhamento.
Segundo o Dicionário Aurélio o termo “aconselhamento” é o resultado do “ato ou efeito de se aconselhar”. A palavra “aconselhar”, por sua vez, é entendida como “dar conselhos”, “indicar”, “recomendar”, “prescrever”, “receitar”. E o “ato ou efeito de se aconselhar” é ligado à psicologia, educação e genética.
Para SCHNEIDER(2005), aconselhamento pastoral é da conexão de duas termos até aqui explicados (aconselhamento + pastoral), que se baseia o uso do termo que nos dirige pelas reflexões em volta do “aconselhamento pastoral”. O alicerce social do aconselhamento pastoral é a Igreja, a koinonia dos membros e para pessoas cristãs o seu exemplo referencial está centralizado em Jesus Cristo e em sua influência mútua com o meio que permanecia em sua volta.
Aconselhamento pastoral, então, não é posto específico de pastores e ministras ordenados; não está unido somente à ideia de dar conselhos e gerar vinculação. Não se trata de uma relação de poder, mas de uma relação dialogal entre companheiros. Essa relação tem como objetivo encontrar, unido às pessoas e em distintas ocorrências da vida, o significado da liberdade cristã dos pecadores e pecadoras que são aceitos pela graça de Deus. Dar-se conta desse fato, pode auxiliar para que o ser possa restaurar uma relação benéfica e libertadora com o Deus de sua fé, consigo mesmo e com o seu próximo, isso de uma forma madura e consciente, (SCHNEIDER,2005).
Na concepção de Schneider-Harpprecht (1998) aconselhamento é a práxis de auxílio a pessoas com dificuldades de saúde, problema psíquico, social ou religioso por meio de curto ou médio prazo com um indivíduo ou um grupo rotulado.
Segundo a Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos – ABCB, pode se dizer que aconselhamento embora seja uma única palavra língua portuguesa, na língua grega, tem sua origem em duas, νοῦς (mente) e θετέω (colocar), que objetivamente traduzida para o idioma português, significa “colocar na mente”. Portanto, assim os termos “bíblico ou pastoral” são juntados com esta, a tradução fica “colocar na mente do ser humano as escrituras, para aconselhar nas questões diárias”.
MANEIRAS DE ACONSELHAMENTOS
Na Psicologia, segundo Scheeffer (1981), o aconselhamento passou por uma evolução na mesma dimensão em que as metodologias foram se volvendo mais elaboradas e a aplicação ampliada. No passado, era definido como uma conversa profissional, e era usado sob a forma de entrevista. Ainda é usado como parte integrante da orientação educacional e profissional. Alguns profissionais acreditam que o aconselhamento psicológico e a psicoterapia possuem finalidades semelhantes. O aconselhamento visa ajudar na tomada de uma decisão e envolve informações objetivas que permitem ao orientando, utilizar melhor os recursos pessoais, enquanto a psicoterapia atua em nível mais profundo, visando ajudar o indivíduo desajustado a reestruturar sua personalidade.
Quanto ao aconselhamento cristão ou pastoral, Collins (2005) diz que, no passado, era de responsabilidade dos teólogos, mas, por alguma razão, mudou-se da Teologia para a Medicina, e, mais tarde, para campos como a Psiquiatria e a Psicologia; entretanto, os pastores não deixaram de aconselhar e ajudar as pessoas. Os pastores seguiam o modelo de aconselhamento ensinado por Jesus Cristo, visto que, segundo os ensinamentos bíblicos, Jesus se preocupava com as pessoas. Atualmente o aconselhamento cristão se caracteriza da mesma forma, pois além de auxiliar na mudança de comportamento e no diagnóstico do problema, também mostra às pessoas como ter vida abundante em Cristo.
A técnica de aconselhamento pastoral tem, à disposição, recursos espirituais, que são a Bíblia, os ritos (ex: Santa Ceia, Batismo) e a oração. São meios que sintonizam a pessoa com a dimensão espiritual, devolvendo a paz e a saúde da pessoa. Esses recursos despertam novas percepções da realidade, estreitam a relação com Deus. Eles fazem com que a pessoa tenha acesso a uma visão mais ampla, perspectivas diferentes, uma nova consciência e uma vida plena. O acesso a esses recursos possibilita que a pessoa recupere a dignidade, tornando-a mais consciente para que experimente a presença de Deus em seu interior, na sociedade e na natureza, pois, ao desenvolver a espiritualidade alimenta a fé e promove a cura. Cura, no contexto do aconselhamento cristão, é bem-estar e uma relação sadia com Deus (BOOTZ, 2003).
As pessoas sempre terão problemas. O que não carecem são dificuldades de ordem financeira, política, emocional, familiar, espiritual, entre outras. Existe, ainda, a pressão das mudanças éticas, morais, de costumes, de hábitos, que deixam as pessoas confusas, não sabendo qual o melhor caminho a seguir. Assim, elas procuram os serviços de conselheiros, assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras, para obter resposta dos seus problemas da vida. Esse é o campo de aconselhamento, tanto do psicólogo como do conselheiro pastoral (NETO, 2012).
O aconselhamento, tanto psicológico, psicoterapêutico ou cristão, consiste em ouvir, acolher, consolar e ajudar na compreensão da dor e do sofrimento humano. No caso de dependência química, o conselheiro é peça fundamental para ajudar o dependente a vencer as dificuldades interiores e os obstáculos que se formaram no decorrer de sua vida.
PAPEL DO ACONSELHAMENTO PASTORAL
Há diversas maneiras de se exercer o aconselhamento tendo a Bíblia como citação: aconselhamento bíblico, aconselhamento cristão, aconselhamento pastoral, aconselhamento terapêutico, aconselhamento redentivo, cada um deles com teologias diferenciadas, peculiaridades e maneiras diversas de ser exercido, (HURDING, 1994, p. 24).
O aconselhamento pastoral, portanto, é um dos procedimentos do cuidado pastoral ou poimênica, é o fato do aconselhador ter um relacionamento entre o indivíduo que estar passando por uma certa crise e o efeito deste aconselhamento venha lhe proporcionar uma solução para o problema. Para Clinebell, o aconselhamento pastoral aparece nos papéis curativo, amigo, guia e reconciliador executados pelo conselheiro, e aponta à integralidade, ou seja, deve levar o ser humano a encontrarem suas potencialidades e atentar para os seis aspectos da história do ser humano: despertamento da mente, revigoramento do corpo, renovação e enriquecimento dos relacionamentos íntimos, interação com o ambiente e cuidado com ele, evolução em relação às instituições e melhora no trabalho com os outros, aperfeiçoamento de um relacionamento particular com Deus,( CLINEBELL, 1998).
Para Schipani, o aconselhador pastoral atua como companheiro de viagem e guia dos que se dispõem a estar com ele. E, nessa jornada estão presentes as seguintes extensões: testemunho, proteção, acompanhamento, crítica, envolvimento e presença, além de momentos de análise cuidadosa dos fatos e intervenção. Ao contrário de outros enfoques de aconselhamento, cuja marca, por vezes, é a pouca exposição do conselheiro; no aconselhamento pastoral, conselheiro e aconselhando caminham juntos, “tornam-se parceiros na obra de cuidado, apoio, libertação e cura do Espírito enquanto caminham junto a outros, mesmo que esta caminhada seja breve”.
Para Collins (1995, p. 75), “O Aconselhamento Pastoral é, basicamente, uma afinidade em que um indivíduo, o conselheiro, procura auxiliar a outra pessoa nos problemas da vida”, pois o Aconselhamento Pastoral é a atuação prática de cuidar do outro, dando base de perspectiva à luz da Bíblia, usando informações das ciências sociais, levando o aconselhando a pensar e tomando uma decisão por si mesmo.
O Aconselhador Cristão é uma pessoa com o chamado de Deus, e que leva uma vida de constantes leituras da palavra de Deus e bastante oração, a respeito das dificuldades pelas quais o ser Humano passam, e que, em confiança, lhe trazem promovendo subsídio. Este aconselhador também está apto para instruir a diversas pessoas a respeito de como se alcançar uma vida em perfeição como Jesus a projetou. Sem o conselheiro não existiria Aconselhamento Pastoral. O Aconselhamento Pastoral é a justa colaboração e participação do aconselhando que traz seus problemas, traumas, dramas e queixas das mais variadas possíveis ao conselheiro.
SENTIMENTO DE CULPA
O sentimento de culpa, angústia e pecabilidade estão muitos próximos uns do outros ( MALTA, 2010). Quando tais sentimentos contêm críticas negativas e irrealistas referente ao próprio valor e levam a ruminações acerca de falhas, erros e fracassos de outrora, podem ocasionar ou estar adjunto a depressões. Nestes eventos, o indivíduo será tendencioso de sucessivamente interpretar mal e com grande amargura acontecimentos triviais, normais e até mesmo neutros do dia-a-dia como testes de falhas, de indignidade e deformidades pessoais, aumentando em torno de si um excessivo e desproporcional senso de encargo pelas mais variadas adversidades da vida, remoendo no seu cotidiano.
Um agricultor, por exemplo, pode culpar-se por um uma queda no preço de seu produto, mesmo que haja uma diminuição geral no mercado e os outros produtores também não consigam vender em um preço justo. O sentimento de culpabilidade pode adotar dimensões delirantes (p. ex., convicção de ser pessoalmente responsável pela pobreza que há no mundo),( AMERICAN ,2002)
Este fato explica um sentimento desproporcional de culpa, incompetência e fracasso frente a episódios que excedem o limite de alcance e de responsabilidade pessoal, mas que a pessoa abatida não consegue compreender. Em sua leitura e interpretação da realidade, a pessoa se auto considera geradora e responsável por aquela determinada circunstância se mostrar-se assim. O aprendizado de autoanálise se transforma em exercício de autodestruição, porém a autoanálise é muito diferente da autodestruição, mas quando se trata de pessoas em estados depressivos, estas duas variáveis se confundem frequentemente, (SOLOMON, 2010).
O sentimento de ser o causador do problema, pode se fazer tão constante a ponto de ficar a dúvida se é uma das prováveis razões ou um dos sinais depressivos. Solomon nos dá uma palavra-chave ao relatar que, em muitos momentos, os próprios sintomas da depressão podem ser a sua causa. Assim, a angústia é deprimente, mas a depressão também pode ocasionar a dor de angústia.
Malta, refletindo sobre Kierkegaard em relação a angústia humana, descreve que o sentimento de culpa e de angústia anda unido com o ser humano desde o pecado original (Gn 1.16-17). A partir do momento em que o ser humano tem o conhecimento do bem e do mal, depois de comer o fruto proibido, ele se percebe angustiado pela transgressão agora consumada. Pior que isso, “o primeiro homem se angustia ainda mais por saber que antes de comer o fruto proibido já estava angustiado, senão não teria pecado, pois a falta provocada pela angústia e a possibilidade da pecabilidade o impulsionaram a pecar” (MALTA, 2010).
Angústia e culpa são sentimentos que estão intrinsecamente ligados à humanidade. Também a angústia e a liberdade andam juntas, pois a liberdade é limitada pelas necessidades e pelo querer; e ilimitada pelas possibilidades de escolher. Às vezes, é justamente a possibilidade de escolhas que pode se tornar angustiante para muitas pessoas e reforçar o sentimento de culpa, pois, no difícil exercício da liberdade, escolher algo significa abrir mão de outros algos. Entretanto, a angústia causada pelo sentimento de culpa pode também abrir o ser humano ao transcendente, à busca por um sentido vital e profundo de sua existência no exercício de sua liberdade; ou então fechá-lo em torno de ruminações referentes a culpas desproporcionais e imerecidas, que por ele foram existencialmente absorvidas, o que, neste caso, poderia levar a pessoa ao estado depressivo, (AMERICAN,2008). O sentimento desproporcional de culpa e de angústia são sentimentos que devem ser observados em casos de depressão, pois há uma estreita ligação entre ambos.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos ver que o aconselhamento pastoral, tem suma importância na sociedade, pois o conselheiro consegue fazer que o aconselhado resolva sua dificuldade a qual estava passando.
Portanto podemos afirmar que aconselhamento pastoral, é capacitar e ajudar as o ser humano, a partir da fé, a aumentar capacidades para encarar enfrentar as ocasiões de crise também como oportunidade de desenvolvimento e de autoconhecimento, pois as pessoas possuem forças ocultas e recursos, e potencialidade que podem não ter sido encontradas, porém precisa ser trabalhada. É como se pudéssemos auxiliar a atiçar a fagulha da esperança realista na outra pessoa.
Aconselhar, o pastor não apenas exerce um serviço concernente ao seu ofício. Ele se desenvolve para o ministério pastoral, no trato com seus membros. Neste procedimento, ele encontra suas obrigações, e pode atingir as deficiências do público que assiste, assim como diagnosticar seu estágio espiritual. O aprendizado do aconselhamento mostra os problemas que está presente em nossas igrejas, desta forma o pastor pode sempre orientar os caminhos corretos para ser seguir, isto tudo como base bíblica. Em resumo, acredita que o gabinete pastoral acaba por exercer a função de um termômetro que indicará algumas enfermidades da igreja, e irá indicar a direção que a preleção deve tomar.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSELHEIROS BÍBLICOS - http://abcb.org.br/por-que-aconselhar/ - Acesso em 03/06/2018.
COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão: edição século 21. São Paulo: Vida Nova, 2004.
COLLINS, Gary R. Ajudando uns aos Outros pelo Aconselhamento. São Paulo: Vida Nova, 2005.
CLINEBELL, Howard. Aconselhamento pastoral: modelo centrado em libertação e Crescimento. São Paulo: Paulinas, 1987.
BOOTZ, Everton Ricardo. Consultei a Deus, ele me respondeu, e me livrou de todos os temores. O uso de recursos espiritual no aconselhamento pastoral. Tese (Doutorado em Teologia). Instituto Ecumênico de Pós-Graduação, Escola Superior de Teologia. São Leopoldo. 2003.
DICIONÁRIO AURÉLIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, Versão On-Line Século XXI, verbetes: “Aconselhamento” e “aconselhar”
HURDING, Roger. Árvore da cura. Modelos de aconselhamento e de psicoterapia. São Paulo: Vida Nova, 1995.
MALTA, Dâmaris Cristina de Araújo. Angústia, fé e sentido da vida na pós-modernidade. In.: GOMES, Antônio Máspoli de Araújo (Org.). Eclipse da alma: a depressão e seu tratamento sob o olhar da psiquiatria, da psicologia e do aconselhamento pastoral solidário. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.
NETO, Francisco Araujo Barreto. A Prática do Aconselhamento Pastoral. Uma análise de modelos de cuidado pastoral aplicada à realidade brasileira. Disponível em: . Acesso em: 24 junh. 2018.
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