“Ética da inteligência artificial no atendimento psicopedagógico: uma revisão integrativa com base nos princípios, desafios e na centralidade humana”

“Ethics of artificial intelligence in psychopedagogical care: an integrative review based on principles, challenges, and human centrality”

Adriana dos Santos Aguiar Barbosa[1]

Estélio Silva Barbosa[2]

RESUMO:
Diversos setores vêm sendo transformados através da Inteligência Artificial (IA). O que não poderia ser diferente na área da educação, em se tratando do contexto educacional, recentemente, a IA passou a ser incorporada na atuação da psicopedagogia. Entretanto, há uma preocupação global quanto às consequências e comprometimentos éticos e legais que envolvem o uso dessa ferramenta. Entre os desafios mais prementes, destacam-se: Privacidade e Segurança dos Dados; onde a coleta e análise de grandes volumes de dados sensíveis de crianças, adolescentes e adultos em processo de aprendizagem e desenvolvimento levantam preocupações sobre a privacidade, o consentimento informado e a segurança dessas informações. Quem tem acesso a esses dados? Como são protegidos contra uso indevido ou vazamentos? Nesse contexto, esta revisão integrativa realizada através de busca pelos estudos em bases de dados eletrônicas de relevância nacional e internacional como SciELO, PubMed e LILACS teve como objetivo analisar criticamente os desafios éticos, os princípios fundamentais e a importância da centralidade humana na integração da IA no atendimento psicopedagógico, visando propor reflexões para um uso responsável e benéfico da tecnologia. Constatou-se que o uso dessa tecnologia na área da psicopedagogia resultou em um cenário ainda a ser explorado com maior expressão e que, portanto, por se tratar de dados referentes em sua maioria por menores, ela precisa ser urgentemente regulamentada de forma ética e responsável. É necessário mais trabalho das partes interessadas para continuar a abordar a questão da privacidade e da proteção dos dados por meio de acordos mundiais e pactos transdisciplinares.

Palavras-chave: Inteligência Artificial; Ética; Psicopedagogia.

ABSTRACT: Several sectors have been transformed through Artificial Intelligence (AI). What could not be different in the area of education, when it comes to the educational context, recently, AI has been incorporated into the performance of psychopedagogy. However, there is a global concern about the consequences and ethical and legal commitments that involve the use of this tool. Among the most pressing challenges, the following stand out: Data Privacy and Security; where the collection and analysis of large volumes of sensitive data from children, adolescents and adults in the process of learning and development raise concerns about theprivacy, informed consent and security of this information. Who has access to this data? How are they protected from misuse or leaks? In this context, this integrative review carried outthrough a search for studies in electronic databases of national and international relevance such as SciELO, PubMed and LILACS aimed to critically analyze the ethical challenges, the fundamental principles and the importance of human centrality in the integration of AI psychopedagogical care, aiming to propose reflections for a responsible and beneficial use of technology. It was found that the use of this technology in the area of psychopedagogy resulted in a scenario yet to be explored with greater expression and that, therefore, because it is data referring mostly to minors, it needs to be urgently regulated in an ethical and responsible way. More stakeholder work is needed to continue to address the issue of privacy and data protection through global agreements and transdisciplinary pacts.

Keywords: Artificial Intelligence; Ethics; Psychopedagogy.

1 INTRODUÇÃO

A Inteligência Artificial (IA) tem transformado diversos setores da sociedade, e sua presença na educação e na saúde mental tem se intensificado rapidamente. No contexto psicopedagógico, a IA oferece um vasto potencial para personalizar o aprendizado, identificar padrões de dificuldades, otimizar intervenções e auxiliar profissionais na tomada de decisões. Ferramentas baseadas em IA podem, por exemplo, adaptar conteúdos didáticos, oferecer feedback instantâneo, ou mesmo simular interações para desenvolver habilidades sociais e cognitivas (De Oliveira, 2025)

No entanto, a rápida evolução e implementação dessas tecnologias levantam questões éticas complexas que exigem uma análise aprofundada. A psicopedagogia, por sua natureza interdisciplinar e foco no desenvolvimento humano integral, é particularmente sensível a essas implicações. A relação entre a tecnologia e o processo de aprendizagem e desenvolvimento, especialmente em contextos de vulnerabilidade, demanda cautela e a formulação de diretrizes claras para assegurar que a IA seja uma ferramenta de apoio e não um substituto para a relação humana essencial (Lázaro, 2023).

A integração da IA no atendimento psicopedagógico, embora promissora, apresenta uma série de desafios éticos que precisam ser cuidadosamente considerados. A principal problemática reside na garantia de que o uso da IA não comprometa a centralidade humana e os princípios éticos que regem a prática psicopedagógica. Entre os desafios mais prementes, destacam-se: Privacidade e Segurança dos Dados; onde a coleta e análise de grandes volumes de dados sensíveis de crianças, adolescentes e adultos em processo de aprendizagem e desenvolvimento levantam preocupações sobre a privacidade, o consentimento informado e a segurança dessas informações. Quem tem acesso a esses dados? Como são protegidos contra uso indevido ou vazamentos?

Este artigo tem como justificativa, a discussão sobre a ética da IA no atendimento psicopedagógico, pois é de suma importância e urgência, por diversas razões; destacando-se o impacto crescente da IA, pois, a mesma já é uma realidade e sua presença no campo da educação e saúde mental é irreversível. É fundamental que os profissionais da psicopedagogia, pesquisadores, formuladores de políticas e a sociedade em geral estejam preparados para compreender e lidar com as implicações éticas dessa tecnologia. Ignorar essa discussão seria negligenciar o potencial impacto, tanto positivo quanto negativo, no desenvolvimento e bem

estar dos indivíduos.

Assim, este tem como objetivo geral: analisar criticamente os desafios éticos, os princípios fundamentais e a importância da centralidade humana na integração da IA no atendimento psicopedagógico, visando propor reflexões para um uso responsável e benéfico da tecnologia; e como objetivos específicos: identificar os principais desafios éticos decorrentes da aplicação da IA em contextos psicopedagógicos, incluindo questões de privacidade de dados, vieses algorítmicos e autonomia humana; explorar os princípios éticos que devem guiar o desenvolvimento e a implementação de sistemas de IA no atendimento psicopedagógico, como transparência, equidade, responsabilidade e beneficência; discutir estratégias para garantir a centralidade humana no processo psicopedagógico, mesmo com a crescente integração da IA, enfatizando o papel insubstituível da relação profissional-indivíduo; e propor recomendações para a formulação de diretrizes e boas práticas para o uso ético da IA por profissionais da Psicopedagogia e desenvolvedores de tecnologia;

Este artigo terá como metodologia a revisão integrada, com pesquisas de literaturas realizadas em bases de dados confiáveis com artigos publicados nos últimos 3 anos. Onde se buscará que a importância da ética da IA no atendimento psicopedagógico reside na proteção do sujeito em sua individualidade; mostrando que a tecnologia oferece caminhos inovadores para a superação de barreiras de aprendizagem, mas sua aplicação deve ser mediada por princípios de transparência, justiça e responsabilidade. Ao manter o humano no centro do processo tecnológico, a psicopedagogia garante que a inteligência artificial sirva como um instrumento de emancipação e cuidado, e não como uma ferramenta de rotulação ou exclusão.

2 DEFINIÇÃO DE IA E A SUA APLICAÇÃO NA PSICOPEDAGOGIA

A IA pode ser definida de múltiplas formas, dependendo do enfoque tecnológico, filosófico ou funcional. Segundo os autores clássicos Russell e Norvig (2013, p. 5), “a IA é o campo que estuda agentes que recebem percepções do ambiente e executam ações, podendo ser classificada em quatro abordagens.” Isto é, sistemas que pensam como humanos, sistemas que agem como humanos, sistemas que pensam racionalmente e sistemas que agem racionalmente.

Tal tecnologia refere-se ao desenvolvimento de sistemas computacionais que podem realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana. Isso inclui habilidades como raciocínio, aprendizado, percepção e tomada de decisão. Ela é alimentada por grandes volumes de dados e algoritmos sofisticados que permitem que as máquinas reconheçam padrões, aprendam com experiências passadas e se adaptem a novas informações. “Essa tecnologia abrange várias subáreas, incluindo aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e redes neurais, possibilitando uma variedade de aplicações em diferentes setores, incluindo a educação e a psicopedagogia” (Reis, 2025).

De modo atualizado, Luckin (2018, p. 13), define a IA na educação “não apenas como software, mas como uma inteligência multifacetada que engloba a capacidade de processar dados, reconhecer padrões e fornecer feedback imediato”. Para a Psicopedagogia, a IA é vista como uma extensão das capacidades analíticas do profissional, permitindo uma leitura mais densa dos dados de aprendizagem.

A aplicação da IA na Psicopedagogia fundamenta-se na convergência entre as Ciências Cognitivas e as Teorias da Aprendizagem. A perspectiva socio interaccionista de Vygotsky, por exemplo, pode ser reinterpretada à luz da IA quando esta atua como uma ferramenta de mediação na Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), oferecendo o suporte (scaffolding) necessário para que o aprendiz alcance novos níveis de conhecimento (Fonseca, 2021).

A Psicopedagogia também se beneficia da IA ao utilizar algoritmos para mapear padrões de funcionamento executivo e cognitivo. Como aponta Vitor da Fonseca (2021, p.53), “a educabilidade cognitiva hoje passa pela integração de sistemas que compreendam a plasticidade cerebral e ofereçam estímulos personalizados.” Ela atua em duas frentes principais no trabalho psicopedagógico: o diagnóstico e a intervenção.

a) Diagnóstico: a IA permite a análise preditiva. Algoritmos de Machine Learning podem identificar precocemente sinais de transtornos de aprendizagem, como a dislexia ou o TDAH, ao analisar padrões de escrita, leitura e tempo de reação em tarefas digitais:

• Análise de Dados: Processamento de grandes volumes de informações sobre o histórico escolar e clínico.

• Identificação de Padrões: Detecção de lacunas específicas no processamento fonológico ou raciocínio lógico-matemático.

b) Intervenção e Reabilitação: destacam-se os Sistemas Tutores Inteligentes (STI) e as plataformas de aprendizagem adaptativa:

• Personalização: A IA ajusta o nível de dificuldade das atividades em tempo real, respeitando o ritmo biopsicossocial do sujeito.

• Feedback Imediato: O erro é tratado como parte do processo, com correções instantâneas que favorecem a metacognição.

• Tecnologias Assistivas: Ferramentas de reconhecimento de voz e tradução automática que promovem a inclusão de sujeitos com deficiências sensoriais ou motoras.

2.1 Padrões da IA na Psicopedagogia: Desafios éticos e o papel do psicopedagogo

De acordo com Luckin (2018, p. 17), e outros pesquisadores propõem três paradigmas para entender a relação entre IA e aprendizagem, que se aplicam diretamente à clínica psicopedagógica:

• IA Dirigida (AI-Directed): O sistema conduz o aprendizado. É o modelo dos tutores inteligentes onde a IA apresenta o conteúdo e avalia.

• IA Suportada (AI-Supported): A IA atua como uma ferramenta de apoio para o profissional e para o aluno, facilitando a colaboração e a organização de dados.

• IA Empoderada (AI-Empowered): O aprendiz utiliza a IA para criar, investigar e expandir suas próprias capacidades cognitivas, tornando-se sujeito ativo do processo tecnológico.

Entretanto, se faz necessário ressaltar que apesar dos avanços, a IA não substitui o olhar clínico e empático do psicopedagogo. A interpretação subjetiva, a compreensão do contexto familiar e o vínculo afetivo permanecem como domínios exclusivamente humanos, tendo como exemplos: Ética; preocupação com a privacidade dos dados sensíveis dos pacientes; e o Viés Algorítmico, que é o risco de os sistemas reproduzirem preconceitos ou diagnósticos padronizados que ignoram a singularidade do sujeito.

A base ética para o uso de sistemas inteligentes repousa em documentos internacionais e diretrizes profissionais que buscam mitigar riscos e maximizar benefícios sociais. “O principal marco global é a Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial, que estabelece valores fundamentais para o desenvolvimento tecnológico” (UNESCO, 2021).

Segundo Guimarães Jr (2025, p. 2), "a IA deve ser orientada por princípios éticos, pedagógicos e democráticos, assegurando que a tecnologia funcione como ferramenta de apoio e não como substituto da mediação humana." A implementação da IA no atendimento especializado psicopedagógico impõe desafios que transcendem a técnica, atingindo a dimensão relacional e subjetiva do processo de aprendizagem.

Diante disso, o risco da desumanização e da substituição, isto é, um dos maiores desafios reside no risco de a IA reduzir a interação necessária entre o terapeuta e o aprendente. A psicopedagogia fundamenta-se no vínculo e na escuta clínica, elementos que sistemas automatizados não conseguem replicar integralmente. A dependência excessiva de ferramentas digitais pode fragilizar a autonomia crítica do profissional e a singularidade do sujeito atendido (Silva, 2025).

2.2 Ética na Era da IA: Definições, desafios e relevância no atendimento psicopedagógico

Segundo Jobin e Vayena (2019, p. 3), “a definição de ética aplicada à tecnologia e IA se preocupa em analisar e resolver dilemas morais que surgem com o desenvolvimento e uso dessas tecnologias.” Discutir como a IA pode amplificar problemas éticos já existentes, como discriminação e desigualdade, e criar novos desafios, como a falta de transparência e a dificuldade de responsabilização. Outros exemplos, tais como os dilemas éticos específicos da IA, como o uso de algoritmos de reconhecimento facial para vigilância em massa e a criação de sistemas de armas autônomas.

Mittelstadt (2019, p. 81), afirma que para que são necessários princípios éticos fundamentais: Transparência, sendo esta definida, “como a capacidade de entender como os sistemas de IA funcionam, como eles tomam decisões e quais dados são utilizados.” De acordo com a afirmação é importante a transparência para garantir a confiança e a responsabilização nos sistemas de IA sendo realizada a divulgação de informações sobre os dados e algoritmos utilizados.

Para Jobin e Vayena (2019, p. 8), a privacidade é outro ponto importante a ser ressaltado, pois, “privacidade como o direito de controlar como os dados pessoais são coletados, utilizados e compartilhados.” Fato este que pode ocasionar riscos à privacidade decorrentes do uso da IA, como a coleta massiva de dados, a vigilância em massa e a inferência de informações sensíveis a partir de dados aparentemente inofensivos. É de extrema importância a utilização de técnicas para proteger a privacidade na IA, como a anonimização de dados, a criptografia e o uso de tecnologias de preservação da privacidade.

A Responsabilidade quanto a utilização da IA, como a obrigação de responder pelas ações e decisões dos sistemas de IA são fatos a serem discutidos, “uma vez em que a dificuldade de atribuir responsabilidade em sistemas de IA complexos e autônomos,” argumentos defendidos por Jobin e Vayena (2019, p. 12), inclusive a criação de marcos regulatórios e a definição de padrões de segurança e qualidade.

Ainda de acordo com Jobin e Vayena (2019, p. 13), “a segurança aplicada como a proteção dos sistemas de IA contra ataques maliciosos e falhas acidentais.” Os riscos à segurança decorrentes do uso da IA, como a possibilidade de manipulação de dados, a criação de deepfakes e o uso de IA para fins militares, (Mittelstadt, 2019). Em se tratando de atendimento psicopedagógico, se faz notório mencionar técnicas para aumentar a segurança da IA, como a detecção de anomalias, a autenticação de usuários e o uso de firewalls, tendo sim a acrescentar diante dos fatos em questão e apresentados no decorrer deste trabalho.

3 METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, “um método de pesquisa que permite a síntese e análise de múltiplos estudos publicados, tanto experimentais quanto não experimentais, para fornecer uma compreensão mais abrangente de um fenômeno específico” (De Sousa; Bezerra; Do Egypto 2023, p. 4). Este método é particularmente adequado para o

tema, pois possibilita a combinação de diversas perspectivas teóricas e empíricas sobre a intersecção entre Ética, Inteligência Artificial e Psicopedagogia.

As abordagens da revisão bibliográfica representam alternativas para obter uma compreensão abrangente do conhecimento relacionado a um campo, área ou objeto de estudo mediante o uso das metodologias de revisão bibliográfica tende a estimular o desenvolvimento de métodos cada vez mais sistemáticos e precisos, que, apesar de compartilharem certos aspectos, perseguem objetivos específicos e distintos (Andrade, 2023).

Especificamente sobre as pesquisas de revisão bibliográfica, estas são definidas pela utilização e análise de documentos de natureza científica, como livros, teses, dissertações e artigos acadêmicos sem recorrer aos fatos empíricos. Ou seja, a pesquisa bibliográfica baseia se em fontes secundárias, ou seja, em análises e interpretações elaboradas por autores sobre um tema específico, distinguindo-se assim da pesquisa documental, que se fundamenta em fontes primárias ainda não submetidas ao tratamento científico (De Sousa; Bezerra; Do Egypto 2023).
O artigo apresentará a estratégia PICO (Problema, Intervenção, Comparação, O Outcomes-Resultado ou Desfecho), esta estratégia maximiza a recuperação de estudos, melhora a qualidade da pesquisa e é fundamental para as práticas baseadas em evidências (Marques, 2025). A PICO transforma uma dúvida clínica, por exemplo, em uma pergunta estruturada, facilitando assim a busca em base de dados, como o PubMed.

A busca pelos estudos será realizada em bases de dados eletrônicas de relevância nacional e internacional nas áreas da saúde, educação e tecnologia. As bases de dados selecionadas são: Scientific Electronic Library Online (SciELO); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); National Library of Medicine (PubMed/MEDLINE); Google Scholar (para literatura cinzenta e complementar).

Para a busca, serão utilizados Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH), bem como palavras-chave relevantes. Os termos serão combinados com os operadores booleanos AND e OR. Para tanto serão utilizadas as seguintes palavras chave: Inteligência Artificial; Ética; Psicopedagogia.

Com relação a coleta de dados, serão extraídos dos artigos selecionados utilizando um instrumento de coleta de dados previamente elaborado. Este instrumento será projetado para registrar informações essenciais de cada estudo, como: título do artigo, autores e ano de publicação, periódico, país de origem do estudo, objetivos; desafios éticos identificados, princípios éticos propostos e conclusões principais sobre a centralidade humana (De Sousa; Bezerra; Do Egypto 2023).

A análise crítica dos estudos incluídos: será realizada uma análise crítica dos estudos selecionados. Serão definidos critérios de inclusão e exclusão para garantir a pertinência e a qualidade da amostra. Os critérios de inclusão se darão através de artigos completos disponíveis online, publicações nos idiomas português, inglês ou espanhol, artigos que abordem a intersecção entre inteligência artificial, ética e o campo da Psicopedagogia ou áreas correlatas estudos publicados nos últimos 5 anos para garantir a atualidade das discussões sobre IA. Serão excluídos através dos critérios de exclusão, editoriais, cartas ao editor, resenhas de livros e artigos de opinião sem fundamentação em pesquisa, estudos que não apresentem relação direta com a pergunta de pesquisa e duplicatas.

Para a discussão e interpretação dos resultados, os dados extraídos serão analisados de forma descritiva e, em seguida, agrupados em categorias temáticas que emergiram da análise do conteúdo. Esta categorização permitirá a comparação, a interpretação e a síntese dos achados dos diferentes estudos. A discussão irá comparar os resultados, identificar lacunas na literatura e destacar as implicações para a prática psicopedagógica.

A apresentação da revisão integrativa será apresentada de forma clara e sistemática. O relatório final incluirá uma introdução ao tema, a metodologia detalhada, a apresentação e discussão dos resultados em categorias temáticas, e as conclusões. As conclusões irão sintetizar o conhecimento produzido, responder à pergunta norteadora, apontar as limitações do estudo e sugerir direções para futuras pesquisas.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O quadro a seguir descreve de forma resumida os artigos selecionados e escolhidos através dos critérios já mencionados no decorrer deste que foram utilizados como amostra do presente estudo:

Quadro com a síntese das amostras do estudo

Título

Autor e ano

Objetivos

Resultados

Inteligência Artificial como ferramenta para

DA SILVA

DUTRA, Bruno

Analisar como

ferramentas

Os resultados

indicam que a IA,

a promoção da

inclusão educacional: desafios éticos,

estratégias

pedagógicas e

impactos na

aprendizagem de

estudantes atípicos

2025

baseadas em IA

podem apoiar

processos de

personalização da aprendizagem,

fortalecer a

autonomia discente e promover

intervenções

educacionais mais responsivas;

quando aplicada de forma ética,

transparente e

mediada por

docentes, contribui para adaptação

curricular,

identificação

precoce de

necessidades

específicas e oferta de recursos

acessíveis.

Chatbots terapêuticos éticos: apoio

psicopedagógico e

redução de danos

digitais em pessoas com transtorno do

espectro autista

DE FREITAS

CAVALCANTE, Maryane Francisca ARAUJO

2025

Identificar

evidências do

potencial dos

chatbots na

mediação

emocional e

comunicacional de pessoas com

Transtorno do

Espectro Autista (TEA);

Os resultados

apontam para a

necessidade de boas práticas éticas,

design acessível e conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), bem como a

integração entre

propriedade

intelectual, ética e inclusão digital.

Psicopedagogia e

tecnologias

educacionais: impactos no processo de

aprendizagem.

AIELO, Antonio Cesar; DA SILVA

2025

Analisar como a

psicopedagogia

pode integrar

tecnologias

educacionais para aprimorar o

processo de

aprendizagem.

Inicialmente,

discute os

benefícios das

Tecnologias

Digitais de

Informação e

Comunicação

(TDICs), que

promovem uma

educação mais

dinâmica e

inclusiva;

O estudo ressalta os desafios, como

desigualdades de acesso e a

necessidade de

capacitação

docente, propondo soluções para

superar essas

barreiras.

O plano de

atendimento

educacional

especializado e o uso

DA SILVA, Gizelle Cristina

2025

Analisar as

potencialidades e desafios do uso da Inteligência

Aborda os riscos éticos e os cuidados necessários no uso de dados sensíveis

da inteligência

artificial no apoio à inclusão escolar.

Artificial (IA) no apoio ao Plano de Atendimento

Educacional

Especializado

(PAEE),

considerando sua relevância para a inclusão escolar de estudantes com

deficiência;

com ética e

compromisso para proteção do

educando,

ressaltando a

importância da

formação

continuada dos

professores e da

governança digital nas instituições de ensino.

Explorando o futuro da inteligência com: a inteligência artificial, os seres humanos, a aprendizagem no

contexto e na

experiência

DE ALMEIDA,

Luciana Barros.

2024

Explorar as relações do nível

socioeconômico

familiar e dos

momentos dos pais com a criança no desempenho infantil nas funções

executivas;

Os resultados sobre os efeitos da idade e escolaridade no

desenvolvimento das funções

executivas

divergiram das

principais

investigações

reportadas na

literatura antes da pandemia por

COVID-19.

A importância do

psicopedagogo frente às dificuldades de

aprendizagem no

contexto escolar.

NERI, Welvis;

BARROS, Atila.

2024

Examinar a

significativa

contribuição do

psicopedagogo no ambiente escolar, com foco particular na identificação, prevenção e

intervenção em

dificuldades de

aprendizagem;

O artigo também detalha as diversas estratégias através da IA utilizadas pelos

psicopedagogos, como avaliações

diagnósticas,

atividades lúdicas, adaptações curriculares e o

trabalho colaborativo com outros profissionais da educação e da saúde pelos

psicopedagogos, como avaliações

diagnósticas,

atividades lúdicas, adaptações curriculares e o

trabalho colaborativo com outros profissionais da educação e da saúde.

A importância do uso da inteligência

artificial software

chatgpt na educação a distância, de uma

forma ética.

DE OLIVEIRA

VIDAL, Ayanna

Rosely.

2024

Examinar a

importância do uso da inteligência

artificial (IA),

software ChatGPT, na educação a

distância de uma forma ética, em prol de um ensino e

aprendizagem mais personalizado e

eficaz;

O ChatGPT com suas limitações,

benefícios e

desafios, mesmo

assim, demonstrou ser uma ferramenta inovadora, criativa,

dinâmica e rápida otimizando o

processo de ensino e aprendizagem e

como ferramenta de apoio à

aprendizagem

autodirigida na

educação a

distância,

considerando

aspectos

pedagógicos e

engajamento dos estudantes, o

ChatGPT mostrou-se eficiente.

Personalização da

aprendizagem com inteligência artificial: um novo paradigma para o currículo

escolar.

COTTA, Gláucia Maria

2024

Identificar as

principais

metodologias e

tecnologias de

Inteligência

Artificial

empregadas, avalia seus efeitos no

rendimento escolar e no aprimoramento de habilidades,

além de analisar os obstáculos para sua aplicação no

ambiente escolar;

Os resultados

sugerem que, apesar da personalização do aprendizado com Inteligência

Artificial fornece oportunidades

relevantes para

aprimorar a

educação, sua

efetivação requer uma análise

cuidadosa de

aspectos éticos,

pedagógicos e

organizacionais.

O papel da

psicopedagogia na

compreensão/mediação das intoxicações

tecnológicas.

ESPER, Marcos

Venicio; TOMEI, Amanda Jorri de; WENDLAND,

Jaqueline

2023

Entender, prevenir e lidar com os efeitos dessas intoxicações. sobre a temática

intoxicação

tecnológica e

psicopedagogia, a psicopedagogia em

O papel da

psicopedagogia em tempos de

tecnologias de

informação e

comunicação e

inteligência

artificial é

tempos de

inteligência

artificial e o

impacto das

intoxicações

tecnológicas na

aprendizagem;

extremamente

relevante, uma vez que a disciplina

busca compreender e intervir no

processo de

aprendizagem.

Uso da Inteligência Artificial (IA) para predição da conclusão do ensino superior por alunos com

deficiência.

DE MEIRA, Anna Alessandra Mattos

2023

Identificar os

fatores preditivos para a conclusão do ensino superior,

para alunos com

deficiência de uma universidade

pública de Minas Gerais;

Os resultados deste estudo indicam que a IA pode ser usada com acurácia

moderadamente

para identificação precoce dos fatores preditores para a não conclusão do curso pelos alunos com deficiência e que pode ser uma importante

ferramenta a fim de auxiliar professores e instituição a

direcionar ações e recursos conforme as necessidades dos alunos com

deficiência,

contribuindo para sua permanência e participação nesse contexto com

consequente

conclusão do curso e perspectiva

ocupacional futura.

Fonte: Autoral, 2026

Diante da problemática apresentada para a realização deste estudo, está girando em torno da preocupação global quanto às consequências e comprometimentos éticos e legais que envolvem o uso da IA. Entre os desafios mais prementes, destacam-se: Privacidade e Segurança dos Dados; onde a coleta e análise de grandes volumes de dados sensíveis de crianças, adolescentes e adultos em processo de aprendizagem e desenvolvimento levantam preocupações sobre a privacidade, o consentimento informado e a segurança dessas informações. Quem tem acesso a esses dados? Como são protegidos contra uso indevido ou vazamentos? Foram apresentados objetivos para que o presente estudo busque respostas quanto ao desenvolvimento do estudo em questão, sendo apresentado os artigos que compõem a amostra deste, através de revisão de literaturas importantes que abordam sobre a temática.

A revisão integrativa que realizamos evidencia o grande potencial que a IA tem para enriquecer o atendimento psicopedagógico, proporcionando intervenções mais personalizadas e eficazes. Porém, fica claro que, para que essa tecnologia seja realmente uma aliada do cuidado, é fundamental que os princípios éticos estejam sempre presentes, protegendo a dignidade e a singularidade de cada pessoa atendida. Entre os principais desafios que surgem, destacam-se a necessidade de transparência no uso da IA, o respeito à privacidade dos dados e o consentimento consciente, aspectos que precisam ser tratados com muita responsabilidade e atenção (Da Silva Dutra, 2025).

De acordo com os estudos dos autores pesquisados, todos apresentam a visão de que a IA tem demonstrado um potencial transformador em diversas áreas do conhecimento, e a psicopedagogia não é exceção. Ressaltam a capacidade que a mesma tem de processar grandes volumes de dados, identificar padrões e oferecer insights personalizados abre novas possibilidades para o diagnóstico, a intervenção e o acompanhamento de alunos com dificuldades de aprendizagem. No entanto, a crescente integração da IA no campo psicopedagógico levanta questões éticas complexas que exigem uma reflexão cuidadosa, com a valorização humana no centro do debate (Esper; Tomei; Wendland, 2023).

Na psicopedagogia, a relação humana é o centro do trabalho, desse modo, a IA deve ser vista como uma ferramenta que apoia o psicopedagogo, mas nunca como substituta do olhar atento, da escuta sensível e da compreensão profunda que só o contato humano pode proporcionar. Quando a tecnologia ganha um espaço exagerado, corre-se o risco de perder a conexão que é tão essencial para o processo de aprendizagem e desenvolvimento, fragilizando a confiança que se constrói entre o profissional e a pessoa acolhida (Neri; Barros, 2024).

Outro ponto importante é o reconhecimento das diferenças culturais, sociais e cognitivas de cada sujeito. Sistemas de IA que não consideram essa diversidade podem acabar reforçando desigualdades e excluindo aqueles que mais precisam de apoio. Por tal motivo, a construção de uma ética na aplicação da IA no atendimento psicopedagógico deve ser feita com a participação de profissionais de diversas áreas, dos próprios usuários e das comunidades envolvidas, garantindo que a tecnologia seja inclusiva e respeitosa (Cotta, 2024).

Todos os autores corroboram quando ressaltam o papel fundamental da formação contínua dos psicopedagogos para que estejam preparados a usar essas ferramentas de forma crítica e humanizada, sempre atentos aos riscos e às possibilidades. O verdadeiro avanço está em equilibrar a inovação tecnológica com o cuidado genuíno, para que o atendimento psicopedagógico continue promovendo o desenvolvimento integral, o bem-estar e o protagonismo daqueles que acompanhamos em sua jornada (De Freitas; Cavalcante; Aielo; Da Silva, 2025).

De Oliveira Vidal (2024) argumenta que a ética da IA deve ser guiada por princípios como transparência, justiça, não maleficência e responsabilidade. No contexto da psicopedagogia, isso significa que os algoritmos e sistemas de IA devem ser projetados e utilizados de forma a garantir que suas decisões sejam compreensíveis, imparciais e que não causem danos aos alunos. A transparência algorítmica é fundamental para que os psicopedagogos possam entender como a IA chega a determinadas conclusões e, assim, exercer um julgamento crítico sobre suas recomendações (De Almeida, 2014).

A relação entre a IA e a valorização humana no trabalho psicopedagógico é intrínseca. Como enfatiza Da Silva (2025 et. al Freire 1996), “a educação é um ato de amor e coragem, que busca a emancipação e a autonomia do indivíduo”. A IA, quando utilizada de forma ética, pode potencializar esse processo, fornecendo informações e ferramentas que auxiliam o psicopedagogo a compreender melhor as necessidades de cada aluno e a oferecer um suporte mais individualizado e eficaz. No entanto, é crucial que a IA não seja vista como um substituto do profissional, mas sim como um recurso complementar que enriquece a prática psicopedagógica (De Meira, 2023).

A ética na utilização da IA também implica a proteção da privacidade e dos dados sensíveis dos alunos. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) (Brasil, Lei nº 13.709/2018) estabelece diretrizes claras sobre o tratamento de dados pessoais, exigindo o consentimento dos pais ou responsáveis, a garantia da segurança das informações e a transparência sobre o uso dos dados. Os psicopedagogos devem estar cientes de suas responsabilidades legais e éticas em relação à proteção de dados e garantir que os sistemas de IA utilizados estejam em conformidade com a legislação vigente (Da Silva, 2025).

Além disso, é importante considerar o risco de viés algorítmico, que pode levar a decisões injustas ou discriminatórias. Os algoritmos de IA são treinados com base em dados, e se esses dados refletirem preconceitos ou desigualdades existentes, a IA pode reproduzir e amplificar esses vieses (De Freitas Cavalcante; Araújo, 2025). Os psicopedagogos devem estar atentos a esse risco e buscar ferramentas de IA que sejam auditáveis, transparentes e que tenham sido testadas para garantir sua imparcialidade (De Almeida, 2024).

Em suma, todos os autores concordam que a IA tem o potencial de transformar o trabalho psicopedagógico, oferecendo novas ferramentas e insights para o diagnóstico e a intervenção. No entanto, é fundamental que a utilização da IA seja pautada em uma ética que valorize o ser humano em sua integralidade, respeitando sua singularidade, privacidade e promovendo uma educação inclusiva, equitativa e humanizada. A formação dos psicopedagogos deve incluir a reflexão sobre as implicações éticas da IA, para que possam utilizar essas tecnologias de forma responsável e consciente, sempre priorizando o bem-estar e o desenvolvimento integral dos alunos. (Cotta, 2024).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A integração da IA no atendimento psicopedagógico representa um avanço promissor, mas também um campo minado de questões éticas complexas. Ao longo desta revisão integrativa, exploramos os princípios fundamentais que devem nortear sua utilização, os desafios inerentes à sua implementação e a importância de manter a centralidade humana em todas as etapas do processo.

Os princípios dos benefícios, malefícios, autonomia e justiça emergem como pilares essenciais para uma prática ética da IA na psicopedagogia. Os benefícios nos motivam a utilizar a IA para promover o bem-estar e o desenvolvimento integral dos aprendizes, enquanto que os malefícios nos adverte contra o uso de tecnologias que possam causar danos físicos, psicológicos ou sociais. A autonomia, por sua vez, exige que respeitemos a capacidade dos indivíduos de tomar decisões informadas sobre seu próprio aprendizado, garantindo que a IA não seja utilizada de forma coercitiva ou manipuladora. Portanto, a ética e a justiça nos lembram da importância de garantir o acesso equitativo às tecnologias de IA evitando que elas aprofundem as desigualdades existentes.

Apesar de seu potencial transformador, a IA também apresenta uma série de desafios éticos que precisam ser enfrentados com rigor e transparência. A questão da privacidade e segurança dos dados é particularmente preocupante, uma vez que a coleta e análise de informações pessoais podem expor os aprendizes a riscos de discriminação, vigilância e manipulação. Além disso, a opacidade dos algoritmos de IA pode dificultar a identificação e correção de vieses, perpetuando desigualdades e injustiças. A crescente automação do atendimento psicopedagógico também levanta questões sobre o papel dos profissionais da área, que precisam se adaptar a um novo cenário em que a colaboração entre humanos e máquinas se torna cada vez mais comum.

Orientados na centralidade humana, diante desses desafios, é fundamental reafirmar a centralidade humana como bússola para o uso ético da IA na psicopedagogia. Isso significa colocar as necessidades, valores e direitos dos aprendizes no centro de todas as decisões, garantindo que a IA seja utilizada como uma ferramenta para potencializar o trabalho dos profissionais da área, e não como um substituto para o contato humano e a escuta atenta. A formação continuada dos psicopedagogos é essencial para que eles possam desenvolver as habilidades e competências necessárias para utilizar a IA de forma crítica e reflexiva, compreendendo seus limites e potencialidades.

À medida que a IA continua a evoluir, é importante que os profissionais da área psicopedagógica se engajem através de diálogo aberto e multidisciplinar sobre as implicações éticas quanto ao seu uso. A criação de diretrizes e regulamentações claras pode ajudar a garantir que a IA seja utilizada de forma responsável e transparente, promovendo o bem-estar e o desenvolvimento integral de todos os aprendizes. Ao abraçar a inovação tecnológica com calma

e sabedoria, podemos construir um futuro em que a IA seja uma força positiva na educação, capacitando os aprendizes a alcançar seu pleno potencial.

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  1. Graduada em pedagogia, acadêmica no Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica, Institucional e Hospitalar da Faculdade de Ensino Superior do Piauí – FAESPI.

  2. Mestre em Educação. Doutor em Educação. Doutor em Gestão. Doutor Honoris Causa. Pós doutor em Humanidade – Unilogos – Flórida- EUA. Professor da disciplina de Metodologia Cientifica e Orientador do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, do Curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica, Institucional e Hospitalar da Faculdade de Ensino Superior do Piauí - FAESPI. esteliobarbosasilva@gmail.com / Contato- (86) 99974-7965/Endereço do currículo lates no CNPQ: https://lattes.cnpq.br/9917115701695838 https://orcid.org/0000-0002-3769-6289