Diante disso, verificou-se que após aplicar os filtros de texto completo, em português e últimos 5 anos restaram: 29 artigos. Desses 29 foi eliminado 1 estudo, pois constatou-se que tinha 1 artigo duplicado, restando, assim, 28 estudos. Após a leitura do título foram eliminados 17 estudos, restando 11, dos dias 2 foram eliminados após a leitura do resumo, restando, assim, 9 estudos para a leitura na integra e que compuseram a amostra final.
4 Resultados e Discussão
Mediante aos critérios estabelecidos, encontrou-se 9 (nove) artigos que compuseram a amostra final, nos quais estão apresentados no quadro 1.
Quadro 1 – estudos selecionados
Nº | BASE DE DADOS | AUTOR, ANO | TÍTULO | OBJETIVO | METODOLOGIA | PRINCIPAL DESFECHO |
|---|---|---|---|---|---|---|
1 | BDENF/LILACS | Gomes et al., 2024. | Conhecimento de idosas acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis | Compreender o conhecimento de idosas acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis. | Pesquisa qualitativa. | Observou-se conhecimento das participantes sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis, principalmente o HIV, a sífilis e a gonorreia. Percebeu-se uma lacuna no conhecimento acerca da distinção entre a infecção por HIV e a doença AIDS. O déficit de informações em relação à sexualidade de forma ativa constitui-se barreira que interfere na prática sexual segura. |
2 | LILACS | Junior et al., 2024. | Prevalência de sorologia positiva para infecções sexualmente transmissíveis entre idosos. | Averiguar o perfil sorológico de reatividade para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em amostra de idosos residentes em comunidade. | Estudo observacional transversal e foi realizada por meio de um inquérito epidemiológico. | Indica que são necessárias adequações nos serviços de geriatria a fim de que considerem o rastreio para infecções sexualmente transmissíveis como parte integrante da rotina clínica de assistência a pessoas idosas. |
3 | BDENF/LILACS | Pantoja et al., 2024. | Percepção da pessoa idosa sobre sexualidade e vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis | Desvelar a percepção do idoso sobre sua sexualidade e a vulnerabilidade de infecções sexualmente transmissíveis. | Pesquisa descritiva-qualitativa. | A percepção dos idosos sobre sexualidade e vulnerabilidade a ISTs variam conforme as vivências da sexualidade na velhice. |
4 | BDENF | Nascimento et al., 2023. | Vulnerabilidades em saúde às Infecções Sexualmente Transmissíveis pela pessoa idosa. | Identificar as vulnerabilidades em saúde da pessoa idosa às Infecções Sexualmente Transmissíveis. | Pesquisa quantitativa, descritiva, exploratória. | Os idosos demonstraram ter lacunas de conhecimento acerca da temática e têm práticas sexuais vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Faz-se necessário ações programáticas de educação em saúde para melhora do conhecimento de idosos que residem em áreas de fronteira amazônica. |
5 | LILACS | Ibrahim et al., 2022. | A percepção da pessoa idosa sobre a sexualidade e a saúde sexual no envelhecimento. | Conhecer a percepção dos idosos sobre sexualidade e saúde sexual no processo de envelhecimento. | Pesquisa exploratória, descritiva, explicativa, de campo, com caráter qualitativo. | Observou-se baixa escolaridade na maioria dos idosos e desconhecimento quanto a distinção entre sexualidade e o ato sexual, além do risco de contaminação por infecções sexualmente transmissíveis, pela não utilização de preservativo nas relações sexuais. |
6 | BDENF/LILACS | Mahmud et al., 2021. | O desafio do HIV em idosos: uma análise qualitativa da atuação de médicos da atenção primária à saúde em Porto Alegre/RS. | Descrever a atuação dos médicos da Atenção Básica na prevenção primária e secundária em relação à infecção pelo HIV na população idosa atendida pela Atenção Primária à Saúde (APS). | Estudo transversal, misto. | Evidenciou-se que a temática da sexualidade, infecções sexualmente transmissíveis, situações e grupos de risco e tratamento para o HIV são temas de menos conhecimento. Os médicos da rede básica de saúde não realizam prevenção primária e secundária para a infecção pelo HIV em idosos de forma rotineira. |
7 | BDENF/LILACS | Oliveira et al., 2021. | Sexualidade de idosos participantes de um centro de convivência. | Analisar o comportamento sexual de idosos participantes de um centro de convivência. | Estudo transversal. | Os idosos apresentam dificuldades no ato sexual, não usam preservativos, porém, têm desejo sexual. Há necessidade de implementar intervenções para promoção da saúde sexual na velhice. |
8 | LILACS | Quintino e Ducatti, 2021. | Infecções Sexualmente Transmissíveis Em Idosos: Revisão Integrativa | Compreender a relação de idosos com sua sexualidade e IST. | Revisão integrativa. | Conclui-se que os estigmas frente à sexualidade da pessoa idosa corroboram a ineficácia da produção de campanhas de prevenção. |
9 | BDENF/LILACS | Vieira et al., 2021. | Tendência de infecções por HIV/Aids: aspectos da ocorrência em idosos entre 2008 e 2018. | Analisar o perfil sociodemográfico, clínico e epidemiológico dos casos de HIV/Aids em idosos no estado do Piauí. | Estudo descritivo, com coleta retrospectiva. | Verificou-se tendência de crescimento dos casos de HIV/Aids em idosos, no estado do Piauí, ao longo dos últimos 10 anos. Os resultados deste estudo contribuem para o conhecimento da dinâmica epidemiológica desse agravo no estado e a elaboração de estratégias de prevenção e controle da infecção. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
Evidenciou-se que em relação aos anos de publicação dos 9 (nove) estudos selecionados, os mesmos corresponderam a 2021 (4), 2022 (1), 2023 (1) e 2024 (3).
Entre os principais objetivos, destacou-se: compreender o conhecimento de idosas acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis; desvelar a percepção do idoso sobre sua sexualidade e a vulnerabilidade de ISTs; identificar as vulnerabilidades em saúde da pessoa idosa às ISTs; conhecer a percepção dos idosos sobre sexualidade e saúde sexual no processo de envelhecimento; compreender a relação de idosos com sua sexualidade e IST, entre outros.
A partir disso, evidencia-se que em relação aos saberes dos idosos sobre ISTs é verificado que no estudo 1 que “identificou-se que as idosas possuíam um conhecimento superficial/limitado em relação às ISTs. Quanto às ISTs que foram majoritariamente citadas pelas participantes desta pesquisa, destacaram-se HIV/AIDS, sífilis e gonorreia” (p. 6).
Paralelamente, no estudo 8 evidencia-se que os dados coletados indicaram que, embora muitos estudos sobre o envelhecimento abordem uma variedade de aspectos do envelhecer, principalmente cognitivos e físicos, há pouca pesquisa sobre a sexualidade dessas pessoas, especialmente no que se refere às informações sobre prevenção e conhecimento acerca das ISTs. Esses parâmetros podem estar ligados à forma como a sociedade percebe esse grupo, rotulando-os como assexuados e incapazes de receber e dar prazer.
Adicionalmente no estudo 2 é evidenciado que os resultados do estudo indicaram que a população idosa estudada esteve especialmente vulnerável aos danos à saúde que a sífilis pode causar, devido à falta de conhecimento adequado sobre essa ISTs. Essa concepção evidencia a necessidade de capacitar tecnicamente e socialmente os serviços geriátricos para que possam identificar ISTs, especialmente a sífilis, e lidar com as consequências dos comportamentos sexuais da população em envelhecimento.
Corroborando com esses achados, no estudo 3 é relatado que “Os idosos participantes do estudo demonstraram pouco entendimento sobre como as ISTs podem sem contraídas. Ainda é perceptível a necessidade de esclarecimento acerca das informações do ponto de vista científico” (p. 12). Além disso, verificou-se que os profissionais de saúde não fornecem orientações sobre sexualidade aos idosos durante as consultas, pois o foco está no tratamento de doenças comuns nessa faixa etária, e não há a prática de questionar esse grupo sobre sexualidade.
Em contribuição, no estudo 4 é enfatizado que a fragilidade individual dos idosos está inserida na própria faixa etária do grupo em questão, no qual se constata que, quanto mais avançada a idade deles, menor é o acesso à informação e a compreensão dos conhecimentos sobre as infecções sexualmente transmissíveis. Nesse contexto, a falta de informações sobre as ISTs faz parte de um contexto mais amplo de vulnerabilidade entre os idosos, uma vez que a idade, o tipo de informação que a pessoa possui e a forma como a utiliza se destacam como as principais vulnerabilidades presentes neste segmento populacional.
Além disso, no mesmo estudo é ressaltado que em relação às vulnerabilidades individuais identificadas, nas quais os idosos mais velhos demonstraram menor conhecimento sobre as ISTs, constata-se que isso difere do panorama epidemiológico observado em outros estados brasileiros. Nesse contexto, uma pesquisa conduzida na Bahia revelou uma maior incidência de ISTs em idosos mais jovens, na faixa etária de 60 a 65 anos, em comparação com idosos mais velhos. Há uma demanda evidente por uma investigação mais aprofundada sobre a prevalência de IST/HIV entre os habitantes desta área de fronteira, verificando, assim, as incidências e seus conhecimentos acerca das ISTs.
Paralelamente no estudo 5 é inferido que “Grande parte da população possui conhecimentos insuficientes sobre a sexualidade e os seus conceitos, podendo ter relação com distanciamento e as dificuldades para discutir e abordar o assunto no meio social” (p. 915). Dessa maneira, verifica-se que a falta de entendimento acerca da sexualidade pode levar ao desinteresse em praticá-la, tornando essencial esclarecer seus benefícios para a vida das pessoas. Além disso, por conta dos conhecimentos insuficientes acerca das ISTs, constatou-se que a maioria dos idosos resiste ao uso de preservativos na prática sexual, evidenciando o quanto estão expostos ou vulneráveis à aquisição dessas infecções.
Agregando a esses achados, no estudo 7 é observado que os tipos de ISTs citados pelos idosos também foram identificados em outros estudos e que significativa parte da população idosa adquire conhecimentos acerca das ISTs nos meios televisivos. Assim sendo, como a maioria dos idosos participantes deste estudo são aposentados, é possível que eles utilizem esse tempo assistindo televisão, o que explicaria a obtenção de informações por meio desse meio de comunicação; nesse sentido, como a televisão alcança uma grande parte da população, é fundamental usá-la para disseminar informações sobre saúde. Além da mídia, os idosos relataram obter informações de profissionais da área da saúde.
Já em relação as questões de métodos de prevenção, no estudo 1 é evidenciado que em relação às estratégias de prevenção das ISTs, as idosas participantes destacavam principalmente o uso do preservativo. No entanto, há relatos de que não há necessidade de seu uso, pois não está em período fértil, ou seja, não há risco de gravidez, e por ter um parceiro fixo. Ademais, algumas mulheres idosas abrem mão do uso do preservativo para agradar o parceiro que não quer usar. Nesse sentido, o uso de preservativos é a principal estratégia de prevenção em qualquer tipo de relação sexual.
Em contribuição, o estudo 3 indica que muitas pessoas mais velhas afirmam saber da importância do preservativo na prevenção das ISTs. No entanto, fatores como vergonha ao comprá-los em estabelecimentos, apreensão quanto ao conforto durante a relação, falta de informação sobre seu uso, receio de iniciar um novo relacionamento e crença de que o preservativo pode diminuir o prazer sexual contribuem para comportamentos de risco. Dessa maneira, o medo do constrangimento e a ideia de que não é mais adequado usar preservativos na terceira idade impactam negativamente a busca por sexo seguro.
Nesse sentido, pode ser evidenciado no estudo 3 que o uso de preservativo na prevenção de ISTs é significativamente necessário, “todavia não é um hábito comum entre os idosos, seja porque mantêm um parceiro fixo por muito tempo, o que os levam a considerar o uso do preservativo desnecessário, devido à confiança no parceiro, seja por que o parceiro recusa” (p. 10).
Colaborando com esses achados, no estudo 5 é sinalizado que “No que diz respeito à prática segura e o uso de preservativo no ato sexual, foi observado que quase a totalidade dos idosos nunca usaram camisinha” (p. 918). Dessa forma, o principal fator que leva à contração de ISTs em idosos é a prática de atividade sexual desprotegida, no qual com o avanço da idade, os idosos tendem a diminuir os cuidados necessários nesse aspecto.
Além disso, no mesmo estudo é evidenciado que é fundamental reconhecer o idoso como um ser sexuado e membro ativo da sociedade, pois a percepção social equivocada de que há pouca ou nenhuma atividade sexual na terceira idade leva à equívocos, inclusive nas ações dos profissionais de saúde. Nesse contexto, a abordagem desse tema nas diversas consultas é de grande importância, pois esclarece sua relevância para o ser humano e os cuidados necessários em relação às ISTs. Assim, para evitar a propagação de ISTs, é fundamental fornecer orientações e informações adequadas, com a participação ativa dos serviços de saúde, especialmente da atenção primária e grupos sociais.
Adicionalmente, no estudo 6 é enfatizado que a sexualidade do idoso é considerada um tabu e um preconceito por toda a equipe de saúde. Nesse sentido, foi levantada a questão de que, de modo geral, há pouco incentivo a programas de educação sexual e prevenção de ISTs nessa faixa etária. Deste modo, no estudo é relatado que 11 entrevistados (29%) expressaram preocupação com a ausência de solicitação e disponibilidade da sorologia do HIV e dos Testes Rápidos para esse grupo, apontando que essa é uma justificativa a ser considerada para o diagnóstico tardio do HIV em pacientes com mais de 60 anos.
Além disso, no mesmo estudo é sinalizado que a pesquisa “Perfil dos idosos do Rio Grande do Sul” revelou que, entre os 7.315 idosos gaúchos entrevistados, 35% afirmaram ter relações sexuais. No entanto, apenas 3,9% disseram usar preservativo sempre, 3% ocasionalmente, enquanto 25,5% afirmaram não utilizá-lo por considerá-lo prejudicial, desnecessário ou por falta de preferência do(a) parceiro(a).
Nesta senda, no estudo 7 se verifica que “Analisando aspectos sobre as IST, os idosos referiram o preservativo como medida de prevenção dessas doenças, ainda que nem sempre o utilizam, resultados semelhantes também em outros estudos” (p. 1079). Entretanto, verificou-se que as camisinhas masculina e feminina são reconhecidas como o método mais eficaz para a prevenção de ISTs. Uma pesquisa conduzida em Pernambuco indicou que, apesar de os idosos possuírem um conhecimento adequado sobre as IST em alguns aspectos, ainda há uma carência de informações sobre o risco de contrair essas doenças.
Contribuindo com as assertivas anteriores, no estudo 8 é relatado que ao relacionar envelhecimento e ISTs, é fundamental vincular isso à sexualidade. Assim, ignorar esse aspecto da pessoa idosa contribui não só para o aumento significativo dos casos notificados, mas também para a falta de interesse na realização de estudos sobre o tema. Ademais, evidencia a falta de adesão às campanhas de prevenção e conscientização já existentes, uma vez que os indivíduos não se veem como suscetíveis a contrair alguma IST. Assim, é fundamental que os profissionais de saúde participem das conversas com os idosos, seus familiares e cuidadores para quebrar os estigmas preconceituosos sobre a sexualidade na terceira idade.
Em contribuição, no estudo 9 é enfatizado que “a vulnerabilidade dos idosos às infecções sexualmente transmissíveis pode ter influência de vários fatores, desde o comportamento de risco até as lacunas no manejo correto dos profissionais da saúde à questão” (p. 7). Assim, investir na formação de profissionais para lidar corretamente com a percepção de risco dos idosos e a importância de adotar comportamentos seguros pode ter efeitos positivos na redução das taxas de ISTs.
Ademais, é necessário implementar medidas para prevenir as ISTs na velhice, como promover o envelhecimento ativo e incentivar a vivência da sexualidade de forma saudável, além de aumentar a conscientização dos idosos sobre o tema, a fim de contribuir para a adoção de comportamentos preventivos.
5 Conclusão (ou Considerações Finais)
Diante das evidências apresentadas, conclui-se que os idosos residentes em comunidades ribeirinhas ainda apresentam conhecimentos limitados acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e de seus métodos preventivos, o que os torna mais vulneráveis à exposição e ao adoecimento. A problemática que norteou este estudo permitiu compreender que, embora parte dessa população reconheça algumas ISTs, como HIV/AIDS, sífilis e gonorreia, ainda persistem lacunas importantes relacionadas às formas de transmissão, ao uso correto dos preservativos e à percepção de risco durante a terceira idade.
Os resultados encontrados demonstraram que diversos fatores contribuem para essa fragilidade no conhecimento, dentre eles a baixa escolaridade, o difícil acesso aos serviços de saúde, a ausência de campanhas educativas direcionadas aos idosos, além dos tabus sociais que ainda envolvem a sexualidade na velhice. Observou-se também que muitos idosos não se reconhecem como sujeitos vulneráveis às ISTs, principalmente por acreditarem que o uso do preservativo está relacionado apenas à prevenção da gravidez ou por manterem relações estáveis e de longa duração. Dessa forma, percebe-se que a invisibilidade da sexualidade da pessoa idosa ainda interfere diretamente na prevenção, no diagnóstico precoce e no cuidado integral dessa população.
Em relação ao objetivo geral proposto, considera-se que ele foi alcançado, uma vez que o estudo possibilitou identificar o nível de conhecimento dos idosos ribeirinhos sobre as ISTs e seus métodos preventivos, além de compreender os principais obstáculos enfrentados por esse grupo no acesso às informações e aos cuidados em saúde sexual. Os objetivos específicos também foram contemplados, pois foi possível analisar as vulnerabilidades existentes, reconhecer as dificuldades enfrentadas pelos idosos no diálogo sobre sexualidade e refletir sobre a necessidade de estratégias educativas mais acessíveis e humanizadas.
Além disso, esta pesquisa contribui significativamente para o campo da enfermagem e da saúde pública, especialmente por trazer visibilidade a uma temática ainda pouco discutida entre a população idosa ribeirinha. O estudo reforça a importância de reconhecer o idoso como sujeito ativo, sexuado e detentor de direitos relacionados à saúde sexual e reprodutiva. Nesse contexto, destaca-se o papel fundamental dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, sobretudo da enfermagem, na promoção de ações educativas, acolhimento, escuta qualificada e desenvolvimento de estratégias preventivas voltadas às especificidades culturais e sociais dessas comunidades.
Como contribuição prática, evidencia-se a necessidade de fortalecimento das políticas públicas e das ações de educação em saúde direcionadas à população idosa, considerando suas particularidades socioculturais e geográficas. Campanhas educativas mais inclusivas, utilização de linguagem acessível, rodas de conversa, atividades comunitárias e ações itinerantes nas comunidades ribeirinhas podem favorecer a disseminação de informações e a redução das vulnerabilidades relacionadas às ISTs.
Por fim, sugere-se que novas pesquisas sejam desenvolvidas com abordagem de campo junto às comunidades ribeirinhas, permitindo conhecer mais profundamente as experiências, percepções e dificuldades vivenciadas pelos idosos em relação à sexualidade e às ISTs. Recomenda-se ainda a realização de estudos que avaliem a efetividade de intervenções educativas voltadas para esse público, contribuindo para o fortalecimento das práticas preventivas e para a promoção de um envelhecimento saudável, digno e com qualidade de vida.
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Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM) – Abaetetuba – Pará – Brasil.
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ORCID: https://orcid.org/0009-0005-7685-4832 ↑
Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM) – Abaetetuba – Pará – Brasil.
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2409-9503 ↑

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