Palavras-chave
Ensino e aprendizagem
Educação infantil
A afetividade na relação professor-aluno e suas contribuições para a aprendizagem na Educação Infantil: percepções de docentes da rede privada da Baixada Santista (SP)
Affectivity in the teacher-student relationship and its contributions to learning in Early Childhood Education: perceptions of teachers from the private school system in Baixada Santista (SP)
Eliane Vieira da Silva Cardoso1
Suellen Taira Rodrigues2
Pedro Henrique Magalhães do Nascimento³
Jefferson Campos Lopes4
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar a importância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem em alunos da rede privada na fase da educação infantil de 4 a 5 anos, evidenciando como as emoções e as relações interpessoais entre professores e alunos influenciam diretamente no desempenho escolar. A pesquisa foi realizada com professores residentes da Baixada Santista, SP. Trata-se de uma pesquisa de campo realizada com 30 professores da educação infantil da rede privada, por meio de um questionário online composto por cinco perguntas. A afetividade é essencial na pedagogia por fortalecer vínculos e promover respeito e cooperação. Ao humanizar a sala de aula, o professor potencializa tanto o aprendizado acadêmico quanto a formação integral do aluno.
Palavras-Chave: Afetividade; Ensino e aprendizagem; Educação infantil.
Abstract
This study aims to analyze the importance of affectivity in the teaching and learning process of students aged 4 to 5 years in private schools, highlighting how emotions and interpersonal relationships between teachers and students directly influence school performance. The research was conducted with teachers residing in the Baixada Santista region of São Paulo state. It is a field study carried out with 30 early childhood education teachers from the private school system, using an online questionnaire composed of five questions. Affectivity is essential in pedagogy because it strengthens bonds and promotes respect and cooperation. By humanizing the classroom, the teacher enhances both academic learning and the student's holistic development.
Keywords: Affectivity; Teaching and learning; Early childhood education.
1. Introdução
O processo de ensino e aprendizagem na educação infantil vai muito além da simples transmissão de conteúdos pedagógicos. Nesta etapa crucial do desenvolvimento humano, a afetividade desempenha um papel central na formação de vínculos, no estímulo à curiosidade e na construção do conhecimento. As emoções, os sentimentos e as relações interpessoais influenciam diretamente a maneira como a criança se relaciona com o mundo e com o saber. Na LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº 9394/96), consta que:
A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (Brasil, 1996).
Nesse contexto, podemos considerar que a Educação Infantil desempenha o papel de promover o desenvolvimento emocional, cognitivo, motor, intelectual e social da criança. Levando em conta as experiências vivenciadas no âmbito familiar, segundo Chalita (2004, p.21), “A preparação para a vida, a formação da pessoa, a construção do ser são responsabilidades da família”, a escola e o professor assumem a função de complementar essa formação, estabelecendo uma corresponsabilidade entre instituição escolar e meio social na construção integral do aluno.
Algumas escolas se preocupam apenas com a quantidade de informações que transmitem por meio de competição e do uso de modernas tecnologias, de forma meramente burocrática e mercadológica. Afastando assim do “ser humano”, tratando os alunos apenas como número de registro. Com isso, apesar de dispor de um grande espaço onde os jovens passam metade do seu dia durante duzentos dias por ano, acabam por perder a oportunidade de ajudá-los a desenvolver a afetividade (CAPELATTO, p. 14 apud BRUST, p. 25)
Contudo, diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo geral analisar a influência da afetividade na relação professor-aluno dentro do processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil da rede privada da Baixada Santista. Para o alcance desse propósito, elencando como objetivos específicos: a compreensão das concepções docentes acerca do papel da afetividade no cotidiano escolar; a identificação de práticas pedagógicas que favoreçam a consolidação de vínculos afetivos saudáveis; e, por fim, a análise das percepções dos professores sobre a interconexão entre o suporte emocional e o desempenho cognitivo dos alunos.
Diante dessa tensão entre a lógica mercadológica e a necessidade de humanização no ambiente escolar, emerge o seguinte problema de pesquisa: Quais as percepções dos docentes da Educação Infantil da rede privada da Baixada Santista acerca da influência da afetividade no processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças?
Nessa perspectiva, o presente trabalho foi desenvolvido para refletir sobre o papel da afetividade no processo de ensino e aprendizagem na educação infantil, considerando o âmbito das escolas da rede particular, analisando como esse aspecto influencia o desenvolvimento integral das crianças.
2. Revisão da Literatura
2.1 Afetividade no desenvolvimento infantil
A afetividade ocupa um lugar central no desenvolvimento infantil, pois está diretamente relacionada à forma como a criança percebe o mundo, constrói vínculos e se envolve com o processo de aprendizagem. Desde os primeiros anos de vida, as experiências emocionais influenciam não apenas o comportamento, mas também a construção da identidade, da autonomia e das relações sociais. Nesse sentido, compreender a afetividade como parte integrante do desenvolvimento humano é fundamental para pensar práticas educativas mais significativas e humanizadas.
Partindo dessa perspectiva, Wallon (1975) defende que o desenvolvimento da criança ocorre de maneira integrada, envolvendo dimensões afetivas, cognitivas e motoras, sendo a afetividade o eixo que organiza essas relações. Para o autor, antes mesmo da linguagem, a criança já se comunica por meio das emoções, o que evidencia a importância do vínculo afetivo desde o início da vida. Nesse contexto, o autor Wallon afirma:
A emoção é a primeira forma de comunicação da criança com o meio. Ela estabelece uma ligação imediata entre o indivíduo e o ambiente, permitindo a expressão de necessidades e estados internos antes mesmo do desenvolvimento da linguagem verbal (WALLON, 1975, p. 135).
A partir da concepção de Wallon (1975), entendemos que a afetividade não é apenas uma dimensão complementar, mas sim a base sobre a qual se estruturam as demais funções psicológicas. Isso significa que o desenvolvimento cognitivo não ocorre isoladamente, mas está profundamente conectado às experiências emocionais vividas pela criança em seu cotidiano.
Nessa mesma linha de pensamento, Piaget (1976) contribui ao destacar que a afetividade está diretamente relacionada à motivação e à ação. Para o autor, o conhecimento não se constrói de forma neutra, mas é impulsionado pelo interesse e pelo envolvimento do sujeito. Assim, a emoção atua como energia que sustenta o comportamento e direciona a aprendizagem. Como afirma Piaget:
A afetividade constitui a energia das condutas, sendo responsável pela direção e intensidade das ações. Não há comportamento humano puramente cognitivo, pois toda ação implica um componente afetivo que a orienta e sustenta ao longo do desenvolvimento (PIAGET, 1976, p. 23).
Piaget (1976) afirma que a afetividade é um componente fundamental para o desenvolvimento humano, pois afeta diretamente as ações, os comportamentos e o modo como a criança aprende. O autor enfatiza que a aprendizagem não é apenas racional, pois emoções e sentimentos fazem parte de todas as experiências. Nesse contexto, no âmbito da pedagogia, a afetividade é essencial para o processo de ensino-aprendizagem, pois ajuda a motivar, a construir o conhecimento e a fortalecer os laços entre educador e estudante.
Avançando nessa discussão, Vygotsky (1998) amplia a compreensão ao afirmar que o desenvolvimento humano ocorre por meio das interações sociais. Para o autor, emoção e cognição são inseparáveis, e o processo de aprendizagem acontece na relação com o outro. Assim, o ambiente social, especialmente o contexto escolar, exerce forte influência na formação da criança. Nesse sentido, Vygotsky afirma:
O aprendizado humano pressupõe uma natureza social específica e um processo por meio do qual as crianças penetram na vida intelectual daquelas que as cercam, apropriando-se de significados e construindo conhecimentos a partir dessas interações (VYGOTSKY, 1998, p. 115).
Essa perspectiva de Vygotsky (1998) reforça que o papel do professor vai além da transmissão de conteúdos, sendo também responsável por mediar relações, promover vínculos e criar um ambiente acolhedor que favoreça o desenvolvimento integral da criança.
Complementando essa abordagem, os estudos da neurociência, representados por Damásio (2012), evidenciam que as emoções desempenham papel fundamental no funcionamento do cérebro e na tomada de decisões. Para o autor, não é possível separar razão e emoção, pois ambas atuam de forma integrada no comportamento humano. Nesse sentido, Damásio afirma:
Não somos máquinas pensantes que se emocionam, mas sim máquinas emocionais que pensam. As emoções desempenham um papel central na tomada de decisões e na construção do pensamento, sendo indissociáveis dos processos cognitivos (DAMÁSIO, 2012, p. 284).
Essa compreensão fortalece a ideia de que o ambiente escolar precisa considerar o aspecto emocional como parte essencial do processo de ensino-aprendizagem, especialmente na infância.
Goleman (2012) contribui ao destacar a importância da inteligência emocional no desenvolvimento humano. O autor aponta que habilidades como empatia, autocontrole e reconhecimento das emoções são fundamentais para a construção de relações saudáveis e para o sucesso pessoal e acadêmico.
Segundo Goleman:
A inteligência emocional envolve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, de motivar-se e de gerir bem as emoções nas relações. Essas competências são fundamentais para o desenvolvimento pessoal e social desde a infância (GOLEMAN, 2012, p. 98)
Goleman (2012) define a inteligência emocional como a habilidade de entender e gerenciar as próprias emoções, bem como identificar os sentimentos dos outros. O autor ressalta que essas competências favorecem a criação de vínculos saudáveis, o autocontrole e o crescimento pessoal e social da criança. Assim, é fundamental desenvolver a inteligência emocional desde a infância para promover a convivência, a empatia e a estabilidade emocional ao longo da vida.
2.2 Relação entre afetividade e aprendizagem
Sobre essa relação, Vygotsky (1998) destaca que a aprendizagem ocorre por meio da interação social, sendo mediada por sujeitos mais experientes, como o professor. Para o autor, o desenvolvimento não acontece de forma isolada, mas dentro de um contexto relacional, no qual o afeto tem papel significativo.
Nesse sentido, o autor afirma:
O aprendizado humano pressupõe uma natureza social específica e um processo por meio do qual as crianças penetram na vida intelectual daquelas que as cercam, apropriando-se de significados e construindo conhecimentos a partir dessas interações (VYGOTSKY, 1998, p. 115).
Segundo Vygotsky (1998), o aprendizado das crianças ocorre principalmente por meio das relações sociais e das interações com as pessoas ao seu redor. Nesse processo, a criança interage com o ambiente em que vive, compartilhando experiências, valores e conhecimentos, o que ajuda a desenvolver sua inteligência. Dessa forma, o autor enfatiza que a aprendizagem não é um processo individual, mas é desenvolvida de maneira coletiva por meio da convivência e da interação com outras pessoas.
Complementando essa visão, Ausubel (2003) propõe a teoria da aprendizagem significativa, na qual o novo conhecimento se relaciona com aquilo que o aluno já sabe. No entanto, para que essa aprendizagem ocorra, é necessário que o aluno esteja motivado e disposto a aprender. Nesse sentido, o autor afirma:
O fator isolado mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo. A aprendizagem será significativa quando o novo conteúdo puder ser relacionado, de maneira não arbitrária, à estrutura cognitiva existente (AUSUBEL, 2003, p. 1).
Embora Ausubel enfatiza o aspecto cognitivo, sua teoria também permite compreender que o interesse e o envolvimento do aluno (elementos diretamente ligados à afetividade) são fundamentais para que o processo de aprendizagem se concretize.
Nessa mesma direção, Libâneo (2013) ressalta que o processo de ensino deve considerar o aluno em sua totalidade, incluindo suas emoções, vivências e relações sociais. Para o autor, a prática pedagógica precisa ir além da simples transmissão de conteúdos, valorizando o vínculo estabelecido em sala de aula. Conforme Libâneo:
O trabalho docente não se reduz à transmissão de conteúdos, mas envolve a criação de condições que favoreçam a aprendizagem, considerando o aluno como sujeito ativo, inserido em um contexto social e afetivo que influencia diretamente seu desenvolvimento (LIBÂNEO, 2013, p. 29).
Dessa forma, o ensino se torna mais significativo quando o professor estabelece relações de respeito, confiança e acolhimento, favorecendo a participação e o interesse dos alunos.
Seguindo essa perspectiva, Luckesi (2011) defende uma educação humanizada, na qual o aluno seja compreendido em sua totalidade. Para o autor, o processo educativo deve promover não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também o emocional. Nesse sentido, afirma:
Educar exige acolhimento, escuta e respeito ao educando em sua integralidade. O ato pedagógico deve ser um espaço de construção de sentidos, no qual o aluno se reconheça como sujeito e participe ativamente do processo de aprendizagem (LUCKESI, 2011, p. 67)
Essa abordagem reforça a importância de práticas pedagógicas que valorizem o diálogo e a construção de vínculos, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e propício à aprendizagem.
Os estudos mais recentes, como os de Tassoni e Leite (2013), evidenciam que a afetividade atua como um fator facilitador da aprendizagem, contribuindo para o engajamento dos alunos e para a construção de relações positivas com o conhecimento. As autoras destacam que:
A afetividade no contexto escolar contribui para o fortalecimento dos vínculos entre professores e alunos, favorecendo a motivação, o interesse e a participação nas atividades propostas, o que impacta diretamente o processo de aprendizagem (TASSONI; LEITE, 2013, p. 45).
Imbernón (2011) destaca a importância da formação docente voltada para práticas pedagógicas que considerem a dimensão emocional como parte do processo educativo. Para ele:
A prática educativa contemporânea exige professores capazes de compreender a complexidade do processo de ensino-aprendizagem, integrando aspectos cognitivos, sociais e emocionais em suas ações pedagógicas (IMBERNÓN, 2011, p. 38).
Diante do exposto, fica mais evidente que a afetividade exerce um papel fundamental no processo de aprendizagem, atuando como elemento mediador entre o aluno e o conhecimento. Assim, quando o ambiente escolar é marcado por relações positivas, acolhedoras e respeitosas, a aprendizagem tende a se tornar mais significativa, contribuindo para o desenvolvimento integral da criança.
3. Afetividade na Educação Infantil
A afetividade na Educação Infantil assume um papel ainda mais relevante, considerando que essa etapa corresponde a um período decisivo para o desenvolvimento integral da criança. É nesse momento que se consolidam as primeiras relações sociais fora do ambiente familiar, sendo a escola um espaço fundamental para a construção de vínculos, desenvolvimento emocional e aprendizagem. Assim, o ambiente escolar precisa ser acolhedor, seguro e estimulante, favorecendo tanto o desenvolvimento cognitivo quanto o emocional.
Nesse contexto, a Base Nacional Comum Curricular (2017) estabelece que a Educação Infantil deve garantir experiências que promovam o desenvolvimento integral da criança, considerando suas dimensões cognitivas, emocionais, sociais e físicas. O documento destaca a importância das interações e das brincadeiras como eixos estruturantes desse processo. Nesse sentido, a BNCC afirma:
A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar a expressão de afetos, emoções e conhecimentos (BRASIL, 2017, p. 37).
A partir dessa orientação, compreendendo que o desenvolvimento infantil não pode ser reduzido apenas ao aspecto cognitivo, sendo essencial considerar o papel das emoções e das relações afetivas no processo educativo.
Da mesma forma, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional reforça a importância do desenvolvimento integral da criança. Conforme o artigo 29, a Educação Infantil tem como finalidade:
O desenvolvimento integral das crianças de até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando assim a ação de toda a família (principal) e também da comunidade (BRASIL, 1996, p. 15).
Essa perspectiva evidencia que a escola não atua de forma isolada, mas em parceria com a família, sendo corresponsável pela formação da criança, inclusive em sua dimensão afetiva.
No campo teórico, Kishimoto (2011) destaca o papel da ludicidade como elemento fundamental na Educação Infantil, pois o brincar possibilita a expressão de emoções, a construção de vínculos e a aprendizagem de forma significativa. Para a autora:
O brincar é uma atividade essencial na infância, pois permite à criança expressar sentimentos, elaborar experiências e construir conhecimentos de forma prazerosa, favorecendo o desenvolvimento integral em seus aspectos cognitivos, sociais e afetivos (KISHIMOTO, 2011, p. 28)
Assim, a ludicidade se configura como uma importante ferramenta pedagógica para o desenvolvimento afetivo e social da criança. Nessa mesma linha, Oliveira (2010) ressalta que o ambiente escolar deve ser planejado de forma a acolher a criança em suas necessidades emocionais, promovendo segurança e pertencimento. Segundo a autora:
A instituição de Educação Infantil deve organizar um ambiente acolhedor, que favoreça a construção de vínculos afetivos, possibilitando à criança sentir-se segura para explorar, interagir e aprender (OLIVEIRA, 2010, p. 56).
Esse ambiente afetivo é essencial para que a criança desenvolva confiança em si mesma e nos outros, facilitando o processo de aprendizagem.
Didonet (2012) enfatiza a importância de práticas pedagógicas que respeitem as especificidades da infância, garantindo o desenvolvimento integral. Para ele:
A Educação Infantil deve assegurar condições para que a criança se desenvolva plenamente, respeitando suas necessidades emocionais, sociais e cognitivas, em um ambiente que valorize as interações e o cuidado (DIDONET, 2012, p. 19).
De acordo com Didonet (2012), a Educação Infantil deve proporcionar um ambiente receptivo e apropriado para o crescimento integral da criança, levando em conta não só o aprendizado, mas também suas demandas emocionais, sociais e cognitivas. Assim, as interações, o cuidado e as vivências do dia a dia escolar são essenciais para promover o desenvolvimento, a independência e a formação das relações da criança no processo de aprendizagem.
4. Desenvolvimento socioemocional na escola
Base Nacional Comum Curricular (2017) reforça a importância do desenvolvimento integral, destacando que a educação deve contemplar aspectos emocionais, sociais e cognitivos de forma articulada. O documento enfatiza que as interações e as vivências no ambiente escolar são essenciais para o desenvolvimento das competências socioemocionais. Nesse sentido, a BNCC afirma:
Na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se, de modo a promover o desenvolvimento integral em seus aspectos físico, emocional, social e cognitivo (BRASIL, 2017, p. 36)
A partir dessa orientação, é possível compreender que o desenvolvimento socioemocional está diretamente relacionado às experiências vividas pela criança no ambiente escolar, sendo construído por meio das interações com colegas e professores.
Nessa mesma perspectiva, Goleman (2012) destaca que a inteligência emocional envolve a capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções, bem como compreender os sentimentos dos outros. Essas habilidades são essenciais para a convivência em sociedade e para o sucesso acadêmico.
Segundo o autor:
A inteligência emocional refere-se à capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, de motivar-se e de gerir adequadamente as emoções nas relações. Essas competências são fundamentais para o desenvolvimento pessoal, social e acadêmico (GOLEMAN, 2012, p. 54).
Dessa forma, o desenvolvimento socioemocional não deve ser visto como um elemento secundário, mas como parte essencial do processo educativo, especialmente na infância.
Vygotsky (1998) contribui ao afirmar que o desenvolvimento humano ocorre por meio das interações sociais, sendo mediado pelo outro. Nesse sentido, as relações estabelecidas no ambiente escolar favorecem a construção de habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação e autonomia. Para o autor:
O desenvolvimento das funções psicológicas superiores ocorre primeiramente no plano social, para depois se internalizar no indivíduo, o que demonstra que as interações são fundamentais para a formação das capacidades humanas (VYGOTSKY, 1998, p. 75).
Assim, a convivência em grupo e a mediação do professor são elementos essenciais para o desenvolvimento socioemocional das crianças.
No campo educacional brasileiro, Luckesi (2011) defende uma prática pedagógica que valorize o acolhimento, o respeito e a escuta, elementos fundamentais para o desenvolvimento emocional dos alunos. Segundo o autor:
O ato de educar exige uma postura acolhedora, que considere o aluno em sua integralidade, respeitando suas emoções, suas experiências e seu modo de ser. A aprendizagem se torna mais significativa quando o educando se sente respeitado e valorizado (LUCKESI, 2011, p. 67).
Essa perspectiva reforça a importância de um ambiente escolar humanizado, no qual o aluno se sinta seguro para se expressar e interagir. Nesse sentido, a escola deve promover situações que estimulem o diálogo, a resolução de conflitos e o trabalho em grupo, contribuindo para a formação de sujeitos mais conscientes e participativos. De acordo com Vygotsky (1998), o desenvolvimento da criança acontece por meio das interações sociais, sendo o ambiente escolar um espaço importante para a construção das relações humanas e da aprendizagem. Além disso, Wallon (2007) destaca que emoção e aprendizagem estão diretamente ligadas no desenvolvimento infantil.
Nesse contexto, Freire (1996) afirma que o diálogo e a escuta são elementos essenciais no processo educativo, fortalecendo a participação e a construção da autonomia dos alunos.
Conforme também orienta a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (BRASIL, 2018), ao destacar a importância do desenvolvimento integral dos estudantes, fica evidente que o desenvolvimento socioemocional é um componente essencial da educação, especialmente na Educação Infantil. Assim, ao valorizar a afetividade e as relações humanas no ambiente escolar, o professor contribui para a formação integral da criança, preparando-a não apenas para os desafios acadêmicos, mas também para a vida em sociedade.
5. Afetividade e práticas pedagógicas contemporâneas
No contexto educacional contemporâneo, a afetividade tem sido compreendida como um elemento essencial para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas e significativas. Estudos recentes apontam que o desenvolvimento socioemocional está diretamente relacionado ao engajamento dos alunos e à qualidade das interações em sala de aula (Borsa; Nunes, 2011). Nesse sentido, o professor deixa de assumir apenas o papel de transmissor de conteúdos, passando a atuar como mediador de experiências que envolvem dimensões cognitivas e emocionais.
De acordo com Tardif (2012), os saberes docentes são constituídos não apenas por conhecimentos teóricos, mas também por experiências e relações estabelecidas no cotidiano escolar. Dessa forma, práticas pedagógicas que valorizam o acolhimento, a escuta e a construção de vínculos afetivos tendem a favorecer a aprendizagem significativa e o desenvolvimento integral dos alunos.
Nesse cenário, a afetividade se apresenta como um elemento estruturante da prática docente, exigindo formação continuada e reflexão crítica sobre as ações pedagógicas desenvolvidas no ambiente escolar.
6. Afetividade no contexto das escolas privadas
Freire (1996) afirma que a educação deve ir além da transmissão de conteúdos, sendo construída também por meio do diálogo, do respeito e das relações humanas. Da mesma forma, Wallon (2007) destaca que a afetividade possui papel essencial no desenvolvimento da criança, influenciando diretamente sua aprendizagem e suas relações sociais. O autor Vygotsky (1998) também ressalta que o processo de aprendizagem acontece nas interações sociais, reforçando a importância de vínculos positivos entre professores e alunos no ambiente escolar.
Nesse cenário, torna-se necessário refletir sobre o papel da escola enquanto espaço de formação integral, e não apenas de transmissão de conteúdos. De acordo com Libâneo (2013), a prática pedagógica deve considerar o aluno em sua totalidade, integrando aspectos cognitivos, sociais e emocionais.
Para o autor:
A escola não pode limitar-se à transmissão de conhecimentos desvinculados da realidade dos alunos, mas deve promover o desenvolvimento integral do sujeito, considerando suas dimensões cognitivas, afetivas e sociais no processo educativo (LIBÂNEO, 2013, p. 45)
A partir dessa perspectiva, entende-se que, mesmo em contextos marcados por exigências de desempenho, a afetividade deve permanecer como elemento central na prática pedagógica.
Entretanto, no contexto das escolas privadas, a presença de uma lógica mercadológica pode influenciar diretamente as práticas educativas. Nesse sentido, Saviani (2008) destaca que a educação não deve ser reduzida a interesses econômicos ou mercantis, devendo cumprir sua função social de formação humana.
Segundo ele:
A educação não pode ser tratada como mercadoria, subordinada às leis do mercado, mas deve assumir seu papel na formação de sujeitos críticos, conscientes e capazes de atuar na sociedade de forma transformadora (SAVIANI, 2008, p. 72).
Essa reflexão evidencia a necessidade de equilíbrio entre as demandas institucionais e a construção de um ambiente educativo mais humanizado, no qual a afetividade seja valorizada.
A relação entre escola e família nas instituições privadas também se apresenta como um elemento importante. Muitas vezes, há uma expectativa elevada por parte das famílias em relação ao desempenho acadêmico dos alunos, o que pode gerar pressões tanto para os professores quanto para as crianças. Nesse contexto, Paro (2010) defende a importância de uma gestão escolar democrática, baseada no diálogo e na valorização das relações humanas.
Para o autor:
A gestão escolar deve estar comprometida com a construção de um ambiente educativo democrático, no qual prevaleça o diálogo, a participação e o respeito às relações humanas, superando práticas autoritárias e excludentes (PARO, 2010, p. 38).
Dessa forma, a construção de uma relação equilibrada entre escola e família é fundamental para favorecer o desenvolvimento afetivo e educacional das crianças. Sob uma perspectiva mais crítica, Bourdieu (1998) contribui ao discutir o conceito de capital cultural, evidenciando como as desigualdades sociais influenciam o contexto educacional. Para o autor:
O sistema de ensino tende a reproduzir as desigualdades sociais, valorizando determinados tipos de capital cultural que favorecem grupos já privilegiados, o que impacta diretamente as trajetórias educacionais dos indivíduos (BOURDIEU, 1998, p. 41).
Essa análise permite compreender que mesmo dentro das escolas privadas, consideradas muitas vezes como espaços privilegiados, existem desafios relacionados à equidade e à valorização das diferenças individuais.
Ao relacionar essas reflexões com os dados da pesquisa, foi possível observar que, embora os professores reconheçam a importância da afetividade no processo de aprendizagem, fatores como excesso de demandas, turmas numerosas e pressão por resultados acabam dificultando a construção de vínculos mais próximos com os alunos. Essa realidade demonstra a necessidade de repensar práticas e políticas institucionais que valorizem não apenas o desempenho acadêmico, mas também o desenvolvimento emocional e social das crianças. Nesse contexto, Wallon (2007) destaca que a afetividade exerce papel fundamental no desenvolvimento infantil, influenciando diretamente a formação da personalidade e a aprendizagem da criança.
Por outro lado, os dados também demonstraram que muitos professores procuram desenvolver práticas mais humanizadas, mesmo diante das dificuldades encontradas no cotidiano escolar, utilizando estratégias como acolhimento, escuta, diálogo e atividades lúdicas. Essas práticas reforçam as ideias de Freire (1996), ao afirmar que o processo educativo deve ser construído por meio de relações humanas respeitosas e acolhedoras, valorizando o diálogo e a empatia no ambiente escolar. Da mesma forma, Vygotsky (1998) ressalta que a aprendizagem acontece nas interações sociais, sendo a relação entre professor e aluno essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
7. Metodologia
O presente estudo é de uma pesquisa de abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, tendo como objetivo compreender a influência da afetividade na relação professor-aluno no processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil, a partir das percepções de docentes da rede privada da Baixada Santista (SP).
A pesquisa qualitativa trará uma análise mais aprofundada das percepções, experiências e práticas dos participantes, considerando aspectos subjetivos e contextuais envolvidos na temática estudada. Segundo Gil (2008), esse tipo de abordagem permite compreender fenômenos sociais a partir da interpretação dos sujeitos, sendo adequada para investigações que envolvem comportamentos, relações e significados.
Quanto aos procedimentos, é uma de uma pesquisa de campo, realizada diretamente com professores da Educação Infantil. De acordo com Marconi e Lakatos (2010), a pesquisa de campo consiste na coleta de dados no ambiente onde os fenômenos ocorrem, possibilitando maior proximidade com a realidade investigada.
Os participantes da pesquisa foram 30 professores atuantes na Educação Infantil (faixa etária de 4 a 5 anos) em instituições privadas localizadas na região da Baixada Santista (SP). A escolha dos participantes ocorreu de forma intencional, considerando profissionais que atuam diretamente com o público-alvo do estudo.
Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário online, composto por cinco perguntas abertas, elaborado com o objetivo de identificar as percepções dos docentes sobre a afetividade no contexto escolar, suas práticas pedagógicas e os desafios enfrentados no cotidiano da sala de aula. O uso do questionário permitiu alcançar um número maior de participantes e obter respostas diversificadas sobre a temática.
A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Bardin (2011). Essa técnica possibilita a organização, categorização e interpretação das respostas, permitindo identificar padrões, temas recorrentes e significados presentes nos discursos dos participantes.
Dessa forma, as respostas foram organizadas em categorias temáticas, como: práticas de promoção da afetividade, impactos da relação afetiva na aprendizagem e dificuldades enfrentadas pelos professores. A partir dessa categorização, foi possível estabelecer relações entre os dados coletados e o referencial teórico, favorecendo uma análise mais consistente e fundamentada.
No que se refere aos aspectos éticos, a pesquisa respeitou os princípios de anonimato e confidencialidade dos participantes, garantindo que suas identidades não fossem divulgadas. A participação foi voluntária, sendo assegurado o direito de não responder ou desistir a qualquer momento.
Desse modo é possível afirmar que a metodologia adotada permitiu compreender, de forma ampla e aprofundada, como a afetividade é percebida e aplicada no contexto da Educação Infantil, contribuindo para a análise da sua importância no processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
8. Resultados e Discussão
A análise dos dados coletados junto aos professores da Educação Infantil da rede privada da Baixada Santista (SP) permitiu identificar diferentes percepções e práticas relacionadas à afetividade no contexto escolar. As respostas foram organizadas em categorias temáticas, possibilitando uma compreensão mais aprofundada do fenômeno investigado.
8.1 Práticas pedagógicas voltadas à afetividade
Os resultados evidenciam que a maioria dos professores utilizam estratégias voltadas ao acolhimento, à escuta ativa e à construção de vínculos afetivos com os alunos. Entre as práticas mais citadas, destacam-se as rodas de conversa, mencionadas por nove participantes, além de ações relacionadas ao cuidado, como demonstrações de carinho, elogios e atenção individualizada.
Essas práticas indicam uma preocupação dos docentes em criar um ambiente seguro e acolhedor, favorecendo o desenvolvimento emocional das crianças. Tal resultado dialoga diretamente com as contribuições de Wallon (1975), ao afirmar que a afetividade constitui a base das relações humanas e desempenha papel fundamental no desenvolvimento infantil.
A presença de atividades voltadas ao reconhecimento das emoções e ao desenvolvimento socioemocional demonstra que os professores compreendem a importância de trabalhar não apenas conteúdos acadêmicos, mas também aspectos emocionais. Nesse sentido, as práticas relatadas se aproximam das ideias de Goleman (2012), que destaca a relevância da inteligência emocional para o desenvolvimento pessoal e social.
Dessa forma, é possível observar que a afetividade está presente no cotidiano escolar por meio de ações intencionais que favorecem a construção de vínculos e o fortalecimento das relações interpessoais.
8.2 Influência da afetividade na aprendizagem e no comportamento
No que se refere aos impactos da afetividade, a maioria dos professores destacou que uma relação positiva entre professor e aluno contribui significativamente para a melhoria da aprendizagem, do comportamento e do engajamento das crianças. Entre os principais aspectos apontados, destacam-se o aumento da atenção, da participação e da motivação nas atividades.
Esse resultado confirma a perspectiva de Vygotsky (1998), que enfatiza o papel das interações sociais no desenvolvimento cognitivo. Para o autor, o aprendizado ocorre em um contexto relacional, no qual o vínculo com o outro é essencial para a construção do conhecimento.
Os dados evidenciam também que a afetividade contribui para o desenvolvimento da segurança emocional e da confiança dos alunos, fatores fundamentais para o processo de aprendizagem. Essa constatação pode ser relacionada à teoria de Ausubel (2003), ao destacar que a aprendizagem significativa depende de um ambiente favorável e do envolvimento do aluno com o conteúdo.
Outro ponto relevante se refere às mudanças comportamentais observadas pelos professores, como a redução da agressividade e o aumento da cooperação entre os alunos. Esse dado reforça que a afetividade não impacta apenas o desempenho acadêmico, mas também a convivência e o desenvolvimento social das crianças.
Assim, os resultados evidenciam que o vínculo afetivo atua como um facilitador do processo educativo, contribuindo para um ambiente mais participativo, respeitoso e propício à aprendizagem.
8.3 Desafios na construção de vínculos afetivos
Apesar do reconhecimento da importância da afetividade, os dados também revelam desafios enfrentados pelos professores no desenvolvimento dessas práticas. Entre os principais obstáculos apontados, destacam-se a falta de tempo, o número elevado de alunos por turma e a ausência de participação efetiva das famílias.
Esses fatores indicam que, embora os professores valorizem a afetividade, sua aplicação pode ser limitada pelas condições de trabalho e pela dinâmica institucional. Nesse sentido, as reflexões de Libâneo (2013) contribuem para compreender que a prática pedagógica é influenciada por fatores externos, como organização escolar e contexto social.
A questão da pouca participação familiar também aparece como um elemento relevante, evidenciando a necessidade de maior integração entre escola e família. Essa problemática pode ser compreendida à luz das contribuições de Pierre Bourdieu (1998), ao destacar que o contexto social e o capital cultural influenciam diretamente o processo educativo.
Por outro lado, é importante ressaltar que alguns professores afirmaram não encontrar dificuldades significativas para desenvolver vínculos afetivos, o que indica que, mesmo diante dos desafios, é possível construir práticas pedagógicas mais humanizadas.
De maneira geral, os resultados evidenciam uma forte valorização da afetividade no contexto da Educação Infantil, tanto no que se refere às práticas pedagógicas quanto aos impactos no desenvolvimento das crianças. Observando uma consonância entre os dados coletados e os referenciais teóricos, reforçando a ideia de que a afetividade é um elemento essencial no processo de ensino-aprendizagem.
Os dados mostram que a afetividade contribui não apenas para a aprendizagem, mas também para o desenvolvimento socioemocional, a construção de vínculos e a melhoria do comportamento dos alunos. No entanto, também evidenciam a necessidade de melhorias nas condições de trabalho e no fortalecimento da parceria entre escola e família.
Ademais, todas essas evidências que, embora os docentes reconheçam a importância da afetividade no processo educativo, existe uma tensão entre o discurso e a prática pedagógica. Tal contradição pode ser compreendida à luz de Libâneo (2013), ao destacar que o trabalho docente é condicionado por fatores institucionais, como organização escolar e demandas burocráticas.
Observa-se que práticas como rodas de conversa e escuta ativa são valorizadas pelos professores, porém sua aplicação é frequentemente limitada por fatores como tempo reduzido e turmas numerosas. Esse dado revela que a efetivação de uma pedagogia afetiva não depende apenas da intenção do docente, mas também das condições estruturais de trabalho.
Além disso, a baixa participação familiar emerge como um fator que fragiliza a construção de vínculos afetivos, o que pode ser interpretado à luz das contribuições de Bourdieu (1998), ao discutir o impacto do capital cultural nas relações educacionais.
9. Conclusão
Diante disso, é possível concluir que a afetividade no contexto das escolas privadas deve ser compreendida como um elemento indispensável para a formação integral da criança. Assim, é fundamental que as instituições promovam um equilíbrio entre as exigências acadêmicas e a valorização das relações humanas, garantindo um ambiente educativo mais acolhedor, significativo e comprometido com o desenvolvimento pleno dos alunos.
A partir da análise realizada, conclui-se que a afetividade constitui um elemento estruturante no processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil, contribuindo significativamente para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
O estudo evidenciou que práticas pedagógicas baseadas no acolhimento, na escuta e na construção de vínculos favorecem o engajamento e a aprendizagem, reforçando a importância de uma educação humanizada.
No entanto, também foram identificados desafios importantes, como as condições de trabalho docentes, o número de alunos por turma e a participação limitada das famílias, fatores que impactam diretamente na efetivação dessas práticas.
Como contribuição, o presente estudo amplia a compreensão sobre a afetividade no contexto da rede privada de ensino, destacando sua relevância para a formação integral do aluno.
Como limitação, ressalta-se o recorte amostral e o uso de questionário como único instrumento de coleta.
Recomenda-se, para estudos futuros, a ampliação da amostra e a utilização de diferentes métodos de coleta de dados, como entrevistas e observações, visando aprofundar a compreensão sobre a temática.
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