Perfil de automedicação de anorexígenos em usuários de academia de Campo Grande-MS
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.

Palavras-chave

Obesidade
Medicamentos Anorexígenos
Medicalização
Automedicação
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Perfil de automedicação de anorexígenos em usuários de academia de Campo Grande-MS

Self-Medication Profile of Anorectic Drugs Among Gym-Goers in Campo Grande, MS


Tainá Fontoura da Rosa[1]
Paola Catanante Dodero[2]
Leonardo Siqueira Campos[3]
Emanuele Rabelo de Albuquerque[4]
Giulia Escalante Comarella[5]
Leandra Camilli Arvani Amorim[6]
Maria Fernanda Alves Soares[7]
Maria Fernanda de Andrade Cappi[8]
Maria Fernanda Tedesco Rodrigues[9]
Enzo Faria da Cunha Barbosa Ferreira[10]
Françoise Carmignan[11]

RESUMO

A obesidade tem como definição o acúmulo demasiado ou anormal de gordura no corpo. Atualmente o uso de medicamentos anorexígenos entre usuários de academia é um tema complexo, e destaca-se a questão da medicalização na busca pelo corpo perfeito. A presente pesquisa tem como objetivo, evidenciar a taxa de prevalência da automedicação em usuários de academia de Campo Grande- MS como uma estratégia para alcançar padrões estéticos idealizados, associado ao estilo de vida. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, transversal e de natureza quantitativa. Além dos riscos físicos relacionados, a pesquisa explora o impacto psicológico da pressão social, levando a uma possível dependência dessas substâncias, baseada na facilidade de aquisição e na busca incessante pelo corpo ideal. A medicalização do desejo estético ressalta a necessidade de uma abordagem holística que considere tanto os aspectos físicos, associando ao estilo de vida das mulheres, quanto os psicossociais e farmacológicos na promoção da saúde como um todo. A pesquisa continua em coleta de dados, porém, até o momento foi realizada com 160 frequentadores de academias em Campo Grande – MS e identificou que 52,5% dos participantes (84 pessoas) fazem uso de anorexígenos, enquanto 47,5% (76 pessoas) não utilizam essas substâncias. Entre os usuários, a maioria (52,3%) adquire os medicamentos por automedicação, sem orientação profissional, e 47,7% por prescrição médica. Apesar do uso sem prescrição, os dados do questionário Estilo de Vida Fantástico (EVF) mostram que a maioria dos usuários automedicados apresenta um estilo de vida considerado positivo, com 21 classificados como "bom", 13 como "muito bom".

Palavras-Chave: Obesidade; Medicamentos Anorexígenos; Medicalização; Automedicação.

ABSTRACT

Obesity is defined as the excessive or abnormal accumulation of body fat. Currently, the use of anorectic drugs among gym-goers is a complex issue, highlighting the phenomenon of medicalization in the pursuit of the perfect body. This study aims to demonstrate the prevalence rate of self-medication among gym users in Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS), as a strategy to achieve idealized aesthetic standards associated with lifestyle. This is a descriptive, cross-sectional, and quantitative field study. In addition to the related physical risks, the research explores the psychological impact of social pressure, which may lead to a potential dependence on these substances, driven by ease of acquisition and the relentless pursuit of the ideal body. The medicalization of aesthetic desire underscores the need for a holistic approach that considers not only physical aspects—associating them with women's lifestyles—but also psychosocial and pharmacological factors in overall health promotion. Data collection is ongoing; however, to date, the study has been conducted with 160 gym-goers in Campo Grande - MS. It identified that 52.5% of the participants (84 individuals) use anorectics, while 47.5% (76 individuals) do not use these substances. Among users, the majority (52.3%) acquire the medication through self-medication without professional guidance, whereas 47.7% do so via medical prescription. Despite the non-prescribed use, data from the Fantastic Lifestyle (FLS) questionnaire show that the majority of self-medicated users exhibit a lifestyle considered positive, with 21 classified as "good" and 13 as "very good".

Keywords: Obesity; Anorectic Drugs; Medicalization; Self-Medication.

1. INTRODUÇÃO

A busca pela manutenção da beleza é uma questão que permeia o mundo há séculos, tange às normas estéticas impostas pela sociedade (Souza; Lopes; Souza, 2018). Isto é, são padrões culturais que variam em cada período histórico e contexto, esse padrão ideal de beleza é formado pela ideia de beleza, ideia essa que é alterada constantemente. Atualmente sofre influência não apenas pelos meios de comunicação, mas também pelas exigências do mercado, induzindo altamente os conceitos sobre comportamento e gosto (Polli; Joaquim; Tagliamento, 2022).

O desenvolvimento da mídia intensificou a cultura de comparação, divulgando normas sociais e padrões, sobretudo na moda e na indústria da beleza, que constantemente estabelecem padrões inatingíveis para promover o consumo. Devido às influências socioculturais, as pessoas se tornam particularmente suscetíveis a deslumbrar a perfeição veiculada pela mídia, levando-as a adotar medidas extremas como dietas rigorosas, intensos programas de exercícios e até automedicação. Os inibidores de apetite, em especial, são frequentemente utilizados de forma exorbitante por pessoas que buscam atingir tal perfeição a qualquer custo, ignorando os riscos associados ao uso sem supervisão profissional (Bévort; Belloni, 2009).

Conforme as Diretrizes Brasileiras de Obesidade aprovadas em 2016, existem os seguintes medicamentos aprovados para tratamento da obesidade no Brasil: sibutramina, orlistate, liraglutida, lisdexanfetamina, topiramato, alguns inibidores da recaptação de serotonina como fluoxetina e sertralina, e a associação de bupropiona e naltrexona (Abeso, 2016). Vale ressaltar que a sibutramina é um medicamento que a ANVISA, em 2011, passou a exigir que quando prescrito fosse acompanhado de um “Termo de Responsabilidade do Prescritor”, que deve ser entregue na drogaria dispensadora junto com o receituário, os demais medicamentos não estão nesta exigência, porém necessitam de prescrição e acompanhamento médico. Além disso, observa-se que esses medicamentos e até mesmo fitoterápicos são utilizados de forma irracional, ocorrendo assim a automedicação, que é definida pelo uso de medicamentos sem a orientação médica. Tal prática indica que algumas farmácias continuam a infringir a lei e a fazer dos medicamentos uma mera forma de comércio, sem considerar os danos que o seu uso irracional pode causar aos utilizadores (Anvisa, 2011).

O estilo de vida, conforme definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), engloba um conjunto de hábitos e comportamentos moldados ao longo do tempo por processos de socialização. Ainda, o sedentarismo, caracterizada pela ausência de atividade física regular, por exemplo, é prejudicial à saúde e identificada como uma das principais causas de morte no mundo, ressaltando ainda, sua contribuição significativa para a obesidade (World Health Organization, 2018).

O uso irracional de medicamentos anorexígenos pode impactar significativamente o estilo de vida, causando efeitos colaterais prejudiciais à saúde física e mental, dependência e outros problemas de saúde que afetam relações sociais, bem-estar emocional e qualidade de vida (Mota et al., 2014). A busca incessante por padrões de beleza inatingíveis leva a práticas extremas, como dietas rigorosas e exercícios excessivos, prejudicando o equilíbrio geral do estilo de vida. Este cenário cria um paradoxo, pois a autoestima embora seja crucial para a saúde mental, quando baixa em razão do excesso de peso, pode resultar em sintomas depressivos, transtornos mentais, agressão e comportamento antissocial (Martins; Nunes; Noronha, 2008).

Em um mundo obcecado pela busca incessante pela estética ideal, o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecer se apresenta como uma prática perigosa e muitas vezes irresponsável. […] O desejo de alcançar os padrões de beleza impostos pela sociedade contemporânea frequentemente leva indivíduos a recorrerem a soluções rápidas e aparentemente eficazes, como os medicamentos para emagrecer. Todavia, o que muitos ignoram é o preço alto que se paga por esse suposto atalho para a magreza desejada (Nunes et al., 2024, p. 2672).

Diante deste fato, esta pesquisa busca verificar a prevalência da automedicação entre usuários de academia de Campo Grande/MS que buscam o “corpo perfeito”, além de estabelecer uma associação ao estilo de vida dos mesmos.

2. METODOLOGIA

A abordagem metodológica trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, transversal e de natureza quantitativa realizada na cidade de Campo Grande – MS. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Anhanguera - UNIDERP (CAAE: 83712324.6.0000.0199)

Para coleta de dados foram utilizados: Um questionário validado em sua versão brasileira com o título “Estilo de Vida Fantástico" (Apêndice A) é uma adaptação do questionário do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) - UNIFESP (Apêndice B) com perguntas adaptadas de acordo com os objetivos alcançados, no espaço da abordagem teórica escolhida.

Quanto ao questionário denominado “Estilo de Vida Fantástico” (EVF), é composto por 25 questões (Anez, Reis, Petrosky, 2008) para avaliação da qualidade e estilo de vida dos acadêmicos e outras 13 questões desenvolvidas pelos autores para avaliação do uso indiscriminado dos psicoestimulantes.

O questionário EVF é um instrumento autoaplicável que considera o comportamento dos indivíduos no último mês e cujos resultados permitem associar estilo de vida e saúde. As questões estão dispostas na forma de escala Likert. A codificação das questões é realizada por pontos da seguinte forma: zero para a primeira coluna, 1 para segunda coluna, 2 para terceira coluna, 3 para quarta coluna e 4 para a quinta coluna. A soma de todos os pontos permite chegar a um escore total que classifica os indivíduos em cinco categorias: “excelente” (85 a 100 pontos), “muito bom” (70 a 84 pontos), “bom” (55 a 69 pontos), “regular” (35 a 54 pontos) e “necessita melhorar” (0 a 34 pontos). É desejável que os indivíduos atinjam a classificação “bom”. Quanto menor for o escore, maior será a necessidade de mudança.

A palavra “fantástico” vem do acrônimo fantastic, que representa as letras iniciais de nomes de nove domínios (na língua inglesa) em que estão distribuídas as 25 questões ou itens: F = family and friends (família e amigos); A = activity (atividade física); N = nutrition (nutrição); T = tobacco & toxics (cigarro e drogas); A = alcohol (álcool); S = sleep, seatbelts, stress, safe sex (sono, cinto de segurança, estresse e sexo seguro); T = type of behavior (tipo de comportamento; padrão de comportamento A ou B); I = insight (introspecção); C = career (trabalho; satisfação com a profissão).

Os locais da coleta de dados foram academias de Campo Grande-MS, sendo uma academia no formato de Studio com cerca de 100 usuários e um grupo empreendedor de academias que contempla a Rede Performance, Skyfit e Yelowfit, totalizando oito academias com cerca de 300 usuários em cada.

Dessa forma, foi determinada uma amostra probabilística levando em conta 95% de confiança, 5% de margem de erro e uma proporção estimada de 50%. A amostra foi composta de 160 usuários de academia até o momento, porém a coleta de dados continua tendo como expectativa 420 usuários.

Os pesquisadores aplicaram o questionário aos usuários da academia que estiveram presentes e que aceitaram respondê-lo voluntariamente, sendo previamente solicitada autorização da diretoria das academias.

Como critério de inclusão, foram incluídos os usuários das academias que estiveram presentes no dia e horário da coleta de dados, além de ser solicitado a eles para lerem e assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os critérios de exclusão adotados foram: usuários da academia menores de 18 anos, aqueles que não estavam presentes no dia da coleta e os que não assinaram o TCLE.

Os benefícios desta pesquisa são para a sociedade e população pesquisada. O conhecimento proveniente da pesquisa auxilia para um planejamento adequado de assistência, levando em conta os fatores que circundam a problemática, podendo-se melhorar o nível de saúde da população. Além disso, contribuiu para avaliar o estilo de vida e estimar a prevalência do consumo indiscriminado de medicamentos anorexígenos dos usuários de academia em Campo Grande-MS.

Já quanto aos riscos, o risco de desconforto do entrevistado com a ocupação de seu tempo ou qualquer constrangimento ao responder o questionário. A identificação dos participantes foi por numeração e todos os pesquisadores assinaram termos de sigilo. Se houve algum desconforto ou falta de tempo, o questionário foi interrompido a qualquer momento segundo vontade do participante.

Vale ressaltar que, este projeto foi enviado ao Comitê de Ética e foi realizado somente após sua aprovação. Os participantes responderam o questionário após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme Apêndice C, sendo assegurado aos participantes a confiabilidade, o sigilo e a privacidade de sua identidade, utilizando-se códigos de identificação dos sujeitos. Além disso, foi assegurada a autonomia de recusar a participação e o direito de abandonar o estudo a qualquer momento. Esta pesquisa seguiu todas as recomendações da Resolução n 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.

A análise dos dados foi realizada após a coleta, os dados foram transcritos para uma planilha eletrônica do Excel e analisados por meio de estatística descritiva, sendo os dados apresentados no formato de tabelas e gráficos.

3. RESULTADOS

Tabela 1- Prevalência do uso de anorexígenos por meio da automedicação pelos usuários de academias de Campo Grande-MS, 2025

USUÁRIOS DE ACADEMIA DE CAMPO GRANDE-MS

NÚMERO

PORCENTAGEM

NÃO FAZEM USO DE ANOREXÍGENOS

153

48,9%

FAZEM USO DE ANOREXÍGENOS

160

51,1%

TOTAL

313

100%

Figura-1: Mostra forma de aquisição dos anorexígenos entre os 160 usuários de academia de Campo Grande-MS, 2025

Figura-2: Frequência dos tipos de medicamentos, relatados pelos 80 usuários de academia que fazem uso de anorexígenos por meio da automedicação em Campo Grande-MS, 2025

Tabela 2- Classificação dos 80 usuários de academias de Campo Grande-MS, que fazem uso de anorexígenos por meio da automedicação pelo Score “EVF”, 2025

SCORE

EXCELENTE (85-100)

MUITO BOM (70-84)

BOM

(55-69)

REGULAR (35-54)

NECESSITA MELHORAR (0-34)

AUTOMEDICAÇÃO

10

15

23

26

6

4. DISCUSSÃO

Os resultados obtidos neste estudo revelam uma elevada prevalência de automedicação com anorexígenos entre usuários de academias de Campo Grande-MS, correspondendo a 50% dos participantes, o que evidencia um preocupante padrão de medicalização do corpo e do estilo de vida. Esse comportamento reflete a crescente busca por padrões estéticos idealizados, frequentemente estimulados pela mídia e pelas redes sociais, conforme apontam Polli, Joaquim e Tagliamento (2022). Essa prática se relaciona diretamente ao fenômeno descrito por Costa et al. (2022), segundo o qual a automedicação de anorexígenos, sobretudo os derivados anfetamínicos, é motivada mais por questões estéticas do que terapêuticas, expondo indivíduos saudáveis a riscos fisiológicos e psicológicos.

  A correlação entre o uso de anorexígenos e o estilo de vida observada por meio do questionário Estilo de Vida Fantástico (EVF) mostra que, mesmo apresentando classificações “boas” ou “muito boas”, muitos usuários mantêm comportamentos potencialmente danosos à saúde. Esse achado reforça o paradoxo apontado por Nunes et al. (2024), em que a busca pelo corpo ideal gera um ciclo de dependência química e emocional mascarado por hábitos aparentemente saudáveis. Essa dualidade evidencia a necessidade de compreender o estilo de vida de forma holística, considerando não apenas a prática de exercícios físicos, mas também o equilíbrio psicológico, nutricional e social. A literatura revisada COSTA et al., (2022) enfatiza que a eficácia dos anorexígenos é limitada e que o uso sem acompanhamento profissional frequentemente resulta em efeito rebote e distúrbios metabólicos.

  Outro aspecto relevante diz respeito ao papel das farmácias e ao acesso facilitado a esses medicamentos, que perpetua o consumo irracional. O estudo de Costa et al. (2022) demonstrou que, mesmo após a implementação de regulações pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC n.º 13/2010 e n.º 52/2011), o controle na venda de sibutramina e substâncias correlatas é insuficiente, havendo retomada das vendas nos anos subsequentes. Os dados da presente pesquisa confirmam essa realidade local, visto que parte significativa dos usuários relatou obter anorexígenos sem prescrição médica. Tal cenário aponta para falhas na fiscalização sanitária e na educação farmacêutica, corroborando os achados de Porto et al. (2021), que defendem a atuação ativa do farmacêutico na orientação e na promoção do uso racional de fármacos.

  Os efeitos adversos relatados na literatura, como taquicardia, hipertensão arterial, insônia e dependência psíquica (VARGAS et al., 2018; COSTA et al., 2022), dialogam com os riscos físicos e emocionais destacados nesta pesquisa. A automedicação de substâncias anorexígenas, em especial as de base anfetamínica, não apenas compromete a homeostase cardiovascular e neurológica, mas também agrava quadros de ansiedade e distorção da autoimagem, conforme descrito por Nunes et al. (2024). Além disso, tanto o presente estudo quanto o de Sarhan et al. (2025) apontam para a falsa percepção de segurança entre indivíduos que relatam hábitos de vida considerados saudáveis. A coexistência entre práticas esportivas regulares e o uso indevido de anorexígenos demonstra uma dissonância entre o cuidado corporal e a real promoção da saúde. Essa incongruência, também discutida pela Organização Mundial da Saúde (2018), evidencia a necessidade de compreender o conceito de “estilo de vida saudável” de forma mais ampla, envolvendo aspectos psicossociais e de autocuidado racional com o uso de medicamentos.

  Por fim, ao integrar os achados quantitativos desta pesquisa com as evidências das revisões sistemáticas analisadas, constata-se que a automedicação com anorexígenos é um fenômeno multifatorial que reflete tanto pressões sociais quanto lacunas na educação em saúde. É fundamental que futuras intervenções priorizem ações educativas e multidisciplinares, envolvendo profissionais de saúde, educadores físicos e psicólogos, a fim de reduzir o uso indiscriminado desses medicamentos e promover uma relação mais equilibrada entre corpo, saúde e autoestima.

5. CONCLUSÃO

O estudo demonstrou que mais da metade dos frequentadores de academias em Campo Grande MS (51,1%) fazem uso de anorexígenos, sendo que (50%) recorre à automedicação. Esse dado revela um comportamento de risco, que pode gerar complicações cardiovasculares, metabólicas e gastrointestinais, além da exposição a substâncias de procedência duvidosa (Chiappini et al., 2023). Os resultados evidenciam falhas na fiscalização e na educação em saúde, ao mesmo tempo em que refletem a forte pressão social pela busca do “corpo ideal”. Esse contexto reforça a necessidade de estratégias educativas e políticas públicas mais efetivas, associadas ao acompanhamento multiprofissional, para promover o uso racional de medicamentos e estimular hábitos de vida saudáveis.

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  1. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP – Av. Ceará 333 – Miguel Couto, Campo Grande-MS, 79003-010. Email: tainafontourar@gmail.com

  2. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP – Av. Ceará 333 – Miguel Couto, Campo Grande-MS, 79003-010. Email: paolacdodero@outlook.com

  3. Acadêmico de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  4. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  5. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  6. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  7. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  8. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  9. Acadêmica de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  10. Acadêmico de Medicina da Universidade Anhanguera UNIDERP

  11. Doutora em Tecnologia em Saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Docente do curso de medicina da UNIDERP – Av. Ceará 333 – Miguel Couto, Campo Grande-MS, 79003-010. Email: francoise.carmignan@anhanguera.com

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