Peelings químicos no tratamento da acne inflamatória: comparação entre ácido glicólico, ácido salicílico e perspectivas inovadoras
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.

Palavras-chave

Acne vulgar
Peelings químicos
Ácido glicólico
Ácido salicílico
LHA
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Peelings químicos no tratamento da acne inflamatória: comparação entre ácido glicólico, ácido salicílico e perspectivas inovadoras

Chemical peels in the treatment of inflammatory acne: comparison between glycolic acid, salicylic acid and innovative perspectives

Lislany Piris Chagas [1]

Mariana de Oliveira Antonio [2]

Giovanna Santos Dorigo [3]

Resumo

A acne vulgar é uma dermatose inflamatória crônica de alta prevalência, com impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima dos indivíduos. Entre as abordagens terapêuticas disponíveis, os peelings químicos destacam-se como uma alternativa eficaz no manejo da acne inflamatória leve a moderada, principalmente por sua ação queratolítica, anti-inflamatória e reguladora da secreção sebácea. Dentre os agentes mais utilizados, o ácido glicólico e o ácido salicílico são considerados padrão ouro na prática estética, embora apresentem diferenças importantes quanto ao mecanismo de ação, profundidade de penetração e perfil de tolerabilidade cutânea. O presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia desses dois ácidos no tratamento da acne inflamatória leve a moderada, bem como discutir suas principais indicações clínicas, benefícios e limitações. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2001 e 2025, selecionados nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar. Os resultados demonstram que ambos os ácidos são eficazes na redução das lesões acneicas, sendo o ácido salicílico mais indicado para peles oleosas e acneicas, devido à sua lipossolubilidade e ação nos folículos pilossebáceos, enquanto o ácido glicólico se destaca na melhora da textura cutânea e renovação celular. Além disso, observa-se o surgimento de novas tecnologias, como o Lipo-Hidroxiácido (LHA), que apresenta mecanismo de esfoliação mais seletivo, maior tolerabilidade e menor tempo de recuperação, configurando-se como uma alternativa promissora na estética contemporânea. Concluiu-se que a escolha do agente químico deve ser individualizada, considerando as características da pele e o quadro clínico do paciente, e que o LHA representa uma tendência inovadora no desenvolvimento de protocolos mais seguros e eficazes.

Palavras-chave: Acne vulgar; Peelings químicos; Ácido glicólico; Ácido salicílico; LHA.

Abstract

Acne vulgaris is a highly prevalent chronic inflammatory dermatosis that significantly impacts individuals’ quality of life and self-esteem. Among available therapeutic approaches, chemical peels have emerged as an effective option for managing mild to moderate inflammatory acne, due to their keratolytic, anti-inflammatory, and sebum-regulating properties. Among the most commonly used agents, glycolic acid and salicylic acid are considered the gold standard in aesthetic practice, although they differ in terms of mechanism of action, depth of penetration, and skin tolerability profile. This study aims to compare the efficacy of these two acids in the treatment of mild to moderate inflammatory acne, as well as to discuss their main clinical indications, benefits, and limitations. This is a qualitative bibliographic review based on the analysis of scientific articles published between 2001 and 2025, selected from the SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar databases. The results indicate that both acids are effective in reducing acne lesions, with salicylic acid being more suitable for oily and acne-prone skin due to its lipophilicity and follicular penetration, while glycolic acid stands out for improving skin texture and promoting cellular renewal. Additionally, emerging technologies such as Lipohydroxy Acid (LHA) demonstrate a more selective exfoliation mechanism, greater tolerability, and reduced downtime, representing a promising alternative in contemporary aesthetic practice. It is concluded that the choice of chemical agent should be individualized according to skin characteristics and clinical presentation, and that LHA represents an innovative trend toward safer and more effective treatment protocols.

Keywords: Acne vulgaris; Chemical peeling; Glycolic acid; Salicylic acid; Lipohydroxy acid.

INTRODUÇÃO

A acne vulgar é uma condição inflamatória crônica da unidade pilossebácea, caracterizada pela presença de comedões, pápulas, pústulas e, em casos mais severos, nódulos e cicatrizes. Trata-se de uma das dermatoses mais prevalentes mundialmente, com impacto significativo na qualidade de vida, podendo desencadear alterações psicossociais como ansiedade, baixa autoestima e depressão (Sá et al., 2022).

O manejo terapêutico da acne exige uma abordagem diversificada, englobando desde tratamentos orais e tópicos até a aplicação de procedimentos estéticos. Nesta última categoria, os peelings químicos destacam-se como uma opção relevante (Choi et al., 2020).

Os ácidos glicólico e salicílico são amplamente utilizados e considerados padrão ouro, porém apresentam diferenças importantes em suas propriedades e indicações (Perche et al., 2021). Além disso, o avanço da cosmetologia trouxe novas abordagens, como o Lipo-Hidroxiácido (LHA), que propõe maior eficácia com menor agressão cutânea. Diante disso, torna-se relevante analisar comparativamente esses ativos e discutir novas perspectivas no tratamento da acne.

O presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia dos peelings de ácido glicólico e ácido salicílico no tratamento da acne inflamatória leve a moderada, bem como analisar suas aplicações clínicas e perspectivas inovadoras com o uso do LHA.

REVISÃO DE LITERATURA

A acne vulgar é uma dermatose inflamatória crônica que acomete a unidade pilossebácea, representada na Figura 1, caracterizando-se pela presença de comedões, pápulas, pústulas e, em casos mais graves, nódulos e cistos. Sua etiopatogenia é multifatorial, envolvendo principalmente a hiperprodução sebácea, a hiperqueratinização folicular, a colonização bacteriana por Cutibacterium acnes e a resposta inflamatória local. Esses fatores atuam de forma interdependente, contribuindo para o desenvolvimento e agravamento das lesões acneicas (AMARAL, VIANA, BUENO, 2025).

Figura 1 - Unidade pilossebácea e mecanismos inflamatórios envolvidos na fisiopatologia da acne vulgar

Fonte: Elaborado pela IA (Microsoft 365 Copilot)

Além das manifestações clínicas, a acne apresenta impacto significativo no aspecto psicossocial, podendo afetar negativamente a autoestima e a qualidade de vida dos indivíduos, especialmente em adolescentes e adultos jovens (RESENDE; SILVA; CALDAS, 2021). Nesse contexto, a busca por tratamentos eficazes, seguros e com boa aceitabilidade torna-se essencial na prática estética e clínica (DEUSCHLE et al., 2016).

Entre as abordagens terapêuticas disponíveis, os peelings químicos destacam-se como uma alternativa não invasiva amplamente utilizada no tratamento da acne leve a moderada. Segundo Bagatin, Hassun e Talarico (2009), esses procedimentos consistem na aplicação de agentes químicos que promovem uma esfoliação controlada da pele, estimulando a renovação celular, a desobstrução dos folículos pilossebáceos e a melhora da textura cutânea. Além disso, os peelings apresentam ação anti-inflamatória e auxiliam no controle da produção sebácea, fatores fundamentais no manejo da acne (Choi et al., 2020).

Segundo Yokomizo et al. (2013), os peelings químicos podem ser classificados de acordo com a profundidade de ação em superficiais, médios e profundos, sendo os superficiais os mais indicados no tratamento da acne, devido ao menor risco de efeitos adversos e melhor tolerabilidade. A escolha do agente químico deve considerar o tipo de pele, o fototipo cutâneo e a gravidade da condição (FERNANDES; MOURA, 2022).

Dentre os agentes mais utilizados, destacam-se o ácido glicólico e o ácido salicílico, considerados padrão ouro na prática estética. O ácido glicólico, pertencente à classe dos alfa-hidroxiácidos (AHAs), representado na Figura 2, segundo Borges Arbex e Machado (2017) é hidrossolúvel e apresenta baixo peso molecular, o que favorece sua penetração nas camadas superficiais da pele. Seu principal mecanismo de ação consiste na diminuição da coesão entre os corneócitos, promovendo esfoliação e estimulando a renovação celular, além de contribuir para a melhora da textura e uniformização do tom cutâneo (Borges e Machado, 2017).

Figura 2 – Fórmula molecular do ácido glicólico

Forma

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Fonte: Merck Millipore

Por outro lado, o ácido salicílico é um beta-hidroxiácido (BHA) lipossolúvel, representado na Figura 3, com alta afinidade pelos folículos pilossebáceos. Essa característica permite sua atuação mais profunda nos poros, promovendo desobstrução folicular, controle da oleosidade e redução da inflamação (Perche et al., 2021). Além disso, apresenta propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, sendo especialmente indicado para peles oleosas e acneicas (Sá et al., 2022).

Figura 3 – Fórmula molecular do ácido salicílico

Imagem da fórmula estrutural

Fonte: Merck Millipore

Apesar da eficácia comprovada desses ativos, ambos apresentam limitações clínicas, como potencial irritativo, descamação visível e necessidade de tempo de recuperação, fatores que podem impactar a adesão do paciente ao tratamento, especialmente em indivíduos com pele sensível ou fototipos mais elevados.

Nesse cenário, surgem novas tecnologias voltadas à otimização dos resultados clínicos com menor agressão cutânea. O Lipo-Hidroxiácido (LHA), derivado do ácido salicílico, representa uma dessas inovações. Sua estrutura molecular modificada confere maior lipofilicidade e permite uma penetração mais lenta e controlada na epiderme, promovendo uma esfoliação seletiva célula a célula (KATAOKA, 2023).

Diferentemente dos peelings tradicionais, o LHA atua de forma mais suave, reduzindo significativamente os efeitos adversos, como irritação e descamação visível, além de apresentar maior tolerabilidade e menor tempo de recuperação (KATAOKA, 2023). Essa característica favorece sua aplicação em peles sensíveis e amplia sua aceitação clínica. Adicionalmente, estudos apontam que o LHA pode estimular componentes da matriz extracelular, contribuindo não apenas para o tratamento da acne, mas também para a melhora global da qualidade da pele (TIRADO SA, 2009).

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar, considerando publicações entre 2001 e 2025. Sendo utilizados descritores como acne vulgar, peeling químico, ácido glicólico, ácido salicílico e lipo-hidroxiácido. Foram incluídos artigos científicos, revisões sistemáticas e estudos clínicos que abordassem o uso de peelings químicos no tratamento da acne. Foram excluídos estudos duplicados, com metodologia inconsistente ou fora do recorte temporal. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva e comparativa, com foco nos mecanismos de ação, eficácia clínica, segurança e indicações dos ácidos glicólico e salicílico. Além disso, foi utilizada a inteligência artificial Microsoft 365 Copilot como ferramenta auxiliar na elaboração de ilustrações científicas e organização visual do conteúdo.

RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A análise dos estudos selecionados evidencia que os peelings químicos constituem uma abordagem eficaz no tratamento da acne inflamatória leve a moderada, atuando diretamente nos principais mecanismos fisiopatológicos da doença, como a hiperqueratinização folicular, a produção excessiva de sebo e o processo inflamatório (BAGATIN et al., 2014). Nesse contexto, tanto o ácido glicólico quanto o ácido salicílico apresentam resultados clínicos positivos, embora com diferenças relevantes em sua aplicação e desempenho.

O ácido glicólico demonstrou eficácia significativa na promoção da renovação celular, na redução da espessura do estrato córneo e na melhora da textura cutânea. Sua ação está diretamente relacionada à diminuição da coesão entre os corneócitos, favorecendo a descamação controlada e a desobstrução superficial dos poros (BORGES ARBEX E MACHADO, 2017). Além disso, estudos indicam que o ativo contribui para a uniformização do tom da pele e atenuação de manchas pós-inflamatórias, o que o torna uma opção vantajosa em protocolos que visam não apenas o controle da acne, mas também a melhora estética global (BAGATIN, 2017).

Por outro lado, o ácido salicílico demonstrou elevada eficácia no controle da acne inflamatória, principalmente em peles oleosas. Sua característica lipossolúvel permite maior afinidade com os folículos pilossebáceos, possibilitando uma ação mais profunda na desobstrução dos poros e na redução da oleosidade (Perche et al., 2021). Além disso, apresenta propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas, atuando diretamente na diminuição das lesões inflamatórias e na inibição da proliferação de Cutibacterium acnes (Perche et al., 2021).

Comparativamente, os resultados indicam que o ácido salicílico apresenta melhor desempenho no controle das lesões inflamatórias e da oleosidade cutânea, enquanto o ácido glicólico se destaca na melhora da textura da pele e na renovação celular. Dessa forma, a escolha entre os ativos deve considerar as características individuais do paciente, como tipo de pele, grau da acne e presença de alterações pigmentares (BAGATIN et al., 2017; KESSLER et al., 2008).

Apesar dos benefícios observados, ambos os ácidos apresentam limitações relacionadas ao desconforto durante o procedimento, tempo de recuperação e possibilidade de efeitos adversos, como irritação e hiperpigmentação pós-inflamatória. Tais fatores reforçam a necessidade de protocolos personalizados e da evolução de técnicas que aliem eficácia e segurança (BAGATIN; GUERRA-TAPIA, 2017).

Nesse contexto, destaca-se o Lipo-Hidroxiácido (LHA) como uma inovação relevante no campo dos peelings químicos. Os estudos analisados indicam que o LHA apresenta um mecanismo de ação diferenciado, caracterizado por uma esfoliação seletiva célula a célula, com penetração lenta e controlada na epiderme (SAINT-LEGER; LÉVÊQUE; VERSCHOORE, 2007). Essa característica resulta em menor agressão à barreira cutânea, reduzindo significativamente a ocorrência de efeitos adversos.

Além disso, o LHA demonstra maior tolerabilidade, ausência de descamação visível e menor tempo de recuperação, fatores que favorecem a adesão ao tratamento e ampliam sua indicação para peles sensíveis e fototipos elevados (LAMBERS et al., 2006; DRAELOS, 2015). Estudos comparativos apontam que sua eficácia pode ser semelhante à dos ácidos tradicionais em determinados aspectos, como melhora da textura e controle da acne, porém com um perfil de segurança superior (BAGATIN; GUERRA-TAPIA, 2017).

Tabela 1 - Comparação entre Ácido Glicólico, Ácido Salicílico e LHA no tratamento da acne

Critério

Ácido glicólico (AHA)

Ácido salicílico (BHA)

Lipo-Hidroxiácido (LHA)

Solubilidade

Hidrossolúvel

Lipossolúvel

Lipossolúvel (alta afinidade lipídica)

Penetração

Superficial a moderada

Mais profunda (folicular)

Lenta e controlada (efeito reservatório)

Mecanismo de ação

Redução da coesão dos corneócitos e estímulo à renovação celular

Esfoliação, ação anti-inflamatória e desobstrução dos folículos

Esfoliação seletiva célula a célula

Ação na acne

Melhora textura e manchas pós-inflamatórias

Redução da oleosidade e das lesões inflamatórias

Controle da acne com menor agressão cutânea

Ação anti-inflamatória

Moderada

Elevada

Elevada

Indicação principal

Peles fotoenvelhecidas e com hiperpigmentação

Peles oleosas e acneicas

Peles sensíveis, reativas e acneicas

Descamação

Visível

Moderada

Invisível (microscópica)

Tempo de recuperação

Moderado (3–7 dias)

Baixo a moderado

Mínimo ou inexistente (zero downtime)

Diferencial clínico

Renovação celular e melhora estética global

Ação profunda nos poros e controle da oleosidade

Alta tolerabilidade e regeneração com mínima agressão

Fonte: Próprio Autor.

Conforme apresentado na Tabela 1, observa-se que cada ativo apresenta características específicas que influenciam diretamente sua indicação clínica, reforçando a necessidade de individualização do tratamento.

Dessa forma, os achados da literatura, como mostra a Tabela 2, indicam uma transição na abordagem dos peelings químicos, que evolui de métodos mais agressivos para estratégias que priorizam a regeneração cutânea com mínima interrupção da rotina do paciente. Nesse cenário, o LHA não substitui os ácidos tradicionais, mas amplia as possibilidades terapêuticas, permitindo a personalização dos protocolos e a obtenção de resultados mais seguros e eficazes.

Tabela 2 - Síntese dos artigos selecionados sobre peelings químicos e tratamentos da acne

Autor(es)

Periódico / Fonte

Ano

Temática / Considerações

Tipo de tratamento

Arbex; Machado

Não especificado (produção acadêmica)

2017

Atuação do ácido glicólico na acne; renovação celular e esfoliação

Peeling químico (ácido glicólico – AHA)

Bagatin; Hassun; Talarico

Surgical & Cosmetic Dermatology

2009

Revisão sistemática sobre peelings químicos; conceitos e aplicações

Peelings químicos gerais

Deuschle et al.

Revista Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão (REVINT)

2016

Caracterização das lesões acneicas e tratamentos utilizados

Tratamentos diversos (tópicos, sistêmicos e estéticos)

Sung et al. E Choi et al.

Journal of Pharmacopuncture

2020

Uso de fitoterápicos tópicos na acne; revisão sistemática e meta-análise

Tratamentos tópicos alternativos (fitoterápicos)

Resende; Silva; Caldas

ID Online – Revista de Psicologia

2021

Impacto psicossocial da acne vulgar

Não trata diretamente terapia (foco psicossocial)

Fernandes; Moura

Revista Saúde e Estética

2022

Avaliação de métodos estéticos no tratamento da acne

Tratamentos estéticos diversos (incluindo peelings)

Kataoka

TCC – USP (Farmácia-Bioquímica)

2023

Produtos para pele oleosa/acneica; propriedades e composição

Cosméticos dermocosméticos (inclui LHA)

Amaral; Viana; Bueno

Revista Corpus Hippocraticum

2025

Revisão bibliográfica sobre acne; fisiopatologia e abordagens

Tratamentos gerais para acne

Sá; Vera; Silva

Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação

2022

Efeito do ácido salicílico no tratamento da acne

Peeling químico (ácido salicílico – BHA)

Souza et al.

Revista de Cosmetologia e Terapias Estéticas

2021

Protocolos combinados no tratamento da acne

Tratamentos combinados (peelings + outros)

Tirado SA; Ponce ORM

Dermatología Cosmética, Médica y Quirúrgica

2009

Eficácia e tolerabilidade do LHA em acne comedonal

Peeling com LHA (lipohidroxiácido)

Yokomizo et al.

Surgical & Cosmetic Dermatology

2013

Classificação e aplicação prática dos peelings químicos

Peelings químicos (superficiais, médios, profundos)

Fonte: Próprio Autor.

CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia dos peelings de ácido glicólico e ácido salicílico no tratamento da acne inflamatória leve a moderada, bem como discutir suas aplicações clínicas e perspectivas inovadoras com o uso do Lipo-Hidroxiácido (LHA).

A partir da análise da literatura, verificou-se que ambos os ácidos apresentam eficácia comprovada no manejo da acne, atuando nos principais mecanismos fisiopatológicos da doença. O ácido glicólico demonstrou maior contribuição na renovação celular, melhora da textura cutânea e uniformização do tom da pele, enquanto o ácido salicílico destacou-se no controle da oleosidade, na desobstrução dos folículos pilossebáceos e na redução das lesões inflamatórias.

Nesse contexto, o LHA surge como uma alternativa inovadora, apresentando mecanismo de ação mais seletivo, maior tolerabilidade e menor tempo de recuperação, o que favorece sua aplicação em diferentes tipos de pele, incluindo as mais sensíveis. Sua proposta de atuação mais controlada e biomimética representa uma evolução nos protocolos estéticos, alinhada à busca por tratamentos eficazes e menos agressivos.

Dessa forma, conclui-se que não existe um único agente ideal para todos os casos, sendo fundamental a individualização do tratamento com base nas características da pele, no grau da acne e nos objetivos terapêuticos. Além disso, a incorporação de novas tecnologias, como o LHA, amplia as possibilidades clínicas e aponta para uma tendência de abordagens mais seguras, confortáveis e eficazes na estética contemporânea. Porém, embora o LHA demonstre resultados promissores, ainda há limitação de estudos clínicos randomizados comparando sua eficácia diretamente aos peelings tradicionais.

REFERÊNCIAS

ARBEX, Cristiana Salles Coelho Dutra Borges; MACHADO, Gabriela Dutra. Atuação do ácido glicólico no tratamento da acne. 2017.

BAGATIN, Ediléia; HASSUN, Karime; TALARICO, Sérgio. Revisão sistemática sobre peelings químicos. Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 1, n. 1, p. 37-46, 2009.

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YOKOMIZO, Vania Marta Figueiredo et al. Peelings químicos: revisão e aplicação prática. Surgical & cosmetic dermatology, v. 5, n. 1, p. 58-68, 2013.

  1. Discente do Curso Superior de Bacharel em Estética e Cosmética do Instituto Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro e-mail: lislany321@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0006-3826-3529

  2. Discente do Curso Superior de Bacharel em Estética e Cosmética do Instituto Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro e-mail: antoniomarianadeoliveira@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-4011-8402

  3. Docente do Curso Superior de Bacharel em Estética e Cosmética do Instituto Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro. e-mail: giovanna.sdorigo@sp.senac.br

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Copyright (c) 2026 Lislany Piris Chagas, Mariana de Oliveira Antonio, Giovanna Santos Dorigo (Autor)

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