Conhecimentos, práticas e percepções de gestantes sobre a saúde bucal
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.

Palavras-chave

Saúde bucal
Gestantes
Pré-natal odontológico
Doenças periodontais
Educação em saúde
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Conhecimentos, práticas e percepções de gestantes sobre a saúde bucal


Knowledge, Practices, and Perceptions of Pregnant Women Regarding Oral Health

Jessica Pacheco da Silva[1]

Samara Flores Silva[2]

Paulo Roberto Marão de Andrade Carvalho[3]

Resumo: Durante a gestação, as alterações hormonais e fisiológicas tornam a mulher mais suscetível a problemas bucais como gengivite, cárie e erosão do esmalte, os quais, se não tratados, podem impactar negativamente tanto a saúde da gestante quanto a do bebê. Apesar disso, muitas gestantes ainda carecem de informações adequadas sobre a importância do acompanhamento odontológico no pré-natal, o que contribui para a negligência desses cuidados. Este trabalho foi realizado com objetivo de avaliar os conhecimentos, percepções e práticas relacionadas à saúde bucal entre gestantes, além de investigar o nível de conscientização sobre os riscos associados às doenças bucais durante a gravidez. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, de caráter observacional, que foi realizada com gestantes atendidas na clínica do Centro Universitário São Lucas, por meio da aplicação de um questionário estruturado. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. E os resultados identificam falhas no conhecimento e nas práticas de higiene bucal das gestantes, bem como fatores que contribuem para a baixa procura por atendimento odontológico durante o período gestacional. Conclui-se que o fortalecimento da integração entre profissionais da saúde e a atuação educativa do cirurgião-dentista são essenciais para promover a saúde bucal e prevenir complicações gestacionais relacionadas a doenças orais.

Palavras-chave: Saúde bucal. Gestantes. Pré-natal odontológico. Doenças periodontais. Educação em saúde

ABSTRACT: During pregnancy, hormonal and physiological changes make women more susceptible to oral health problems such as gingivitis, dental caries, and enamel erosion, which, if left untreated, can negatively affect both maternal and fetal health. Despite this, many pregnant women still lack adequate information about the importance of dental care during prenatal follow-up, contributing to the neglect of these essential health practices. This study aims to assess the knowledge, perceptions, and practices related to oral health among pregnant women, as well as to investigate their level of awareness regarding the risks associated with oral diseases during pregnancy. This is a quantitative, observational study to be conducted with pregnant women receiving care at the São Lucas University Center clinic, through the application of a structured questionnaire. The data will be analyzed using descriptive statistics. The expected outcome is to identify gaps in knowledge and oral hygiene practices among the participants, as well as factors that contribute to the low demand for dental care during pregnancy. It is concluded that strengthening the integration between healthcare professionals and the educational role of dental surgeons is essential for promoting oral health and preventing pregnancy-related complications associated with oral diseases.

Keyword: Oral health. Pregnancy. Prenatal care. Dental education. Periodontal disease

INTRODUÇÃO

A gravidez é um período de intensas modificações hormonais e fisiológicas que impactam diretamente a saúde geral da mulher, incluindo a saúde bucal. Entre as principais alterações orais observadas durante a gestação, destacam-se a gengivite gravídica, a cárie dentária e a erosão do esmalte, problemas frequentemente associados à elevação dos níveis de estrogênio e progesterona (Silva et al., 2023; Vieira et al., 2023). Essas mudanças hormonais, somadas a possíveis alterações nos hábitos alimentares e na rotina de higiene oral, tornam as gestantes mais suscetíveis a doenças periodontais e outras condições bucais (Ferreira et al., 2024).

Um problema frequentemente relatado na literatura é a ocorrência do granuloma gravídico, uma lesão hiperplásica inflamatória de caráter benigno, geralmente relacionada a irritantes locais em combinação com os níveis elevados de progesterona. Essa condição tende a regredir espontaneamente após o parto, mas pode gerar desconforto durante a gestação (Ghaffari et al., 2018).

Outro aspecto relevante é a maior incidência de erosão dentária em decorrência da exposição frequente ao ácido gástrico, seja por episódios de vômitos no primeiro trimestre, seja por refluxo gastroesofágico nas fases mais avançadas da gravidez (Pels et al., 2023). Esses fatores aumentam a vulnerabilidade da estrutura dental, podendo causar hipersensibilidade e desgaste do esmalte.

Apesar da reconhecida importância dos cuidados odontológicos no pré-natal, diversos estudos apontam que o acesso a esses serviços ainda é insuficiente, principalmente em populações com baixo nível socioeconômico e educacional. As principais barreiras relatadas pelas gestantes incluem o medo dos procedimentos odontológicos, a crença equivocada de que o tratamento dental pode prejudicar o bebê e a ausência de encaminhamento por parte da equipe de saúde (Mesquita et al., 2021; Silva et al., 2021).

Além das barreiras individuais, a desinformação e os mitos culturais representam entraves significativos. Muitas mulheres ainda acreditam que a realização de procedimentos odontológicos durante a gravidez é contraindicada, o que contribui para a negligência nos cuidados preventivos (Souza et al., 2021). Tal cenário evidencia a necessidade de estratégias educativas interdisciplinares que envolvam médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas, promovendo uma abordagem integrada e humanizada (Martins et al., 2013; Brasil, 2022).

Complicações associadas à saúde bucal na gravidez não devem ser subestimadas. Estudos apontam que infecções periodontais não tratadas estão relacionadas ao aumento do risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia (Vieira et al., 2023; Lopes et al., 2016). Essa correlação reforça a importância de incluir a saúde bucal no protocolo de atenção pré-natal.

Nesse contexto, o cirurgião-dentista desempenha um papel fundamental na promoção da saúde materno-infantil, por meio da orientação, prevenção e diagnóstico precoce das alterações bucais (Mendes et al., 2022). A integração entre os profissionais da saúde é essencial para assegurar que a gestante receba acompanhamento odontológico adequado e baseado em evidências científicas.

Diante do exposto, este estudo teve como objetivo avaliar os conhecimentos, práticas e percepções das gestantes acerca da saúde bucal durante a gravidez, identificando as principais lacunas informacionais e comportamentais, bem como os fatores que dificultam o acesso ao atendimento odontológico no pré-natal.

REFERENCIAL TEÓRICO

Conhecimento das Gestantes sobre Saúde Bucal

O conhecimento das gestantes sobre a importância da saúde bucal desempenha um papel determinante na adoção de medidas preventivas durante o pré-natal. Alterações fisiológicas, como o aumento dos níveis hormonais, predispõem à ocorrência de gengivite gravídica, cáries e erosão dentária (Silva et al., 2023; Vieira et al., 2023). No entanto, muitos estudos revelam que grande parte das gestantes desconhece esses riscos, apresentando conhecimento limitado sobre as implicações da saúde oral para o bem-estar materno e fetal (Ferreira et al., 2024).

Diversos fatores influenciam esse déficit de informação, incluindo baixa escolaridade, ausência de orientações por parte da equipe de saúde e a perpetuação de crenças equivocadas sobre os riscos dos procedimentos odontológicos durante a gravidez (Costa et al., 2017; Souza et al., 2021). Segundo Mendes et al. (2022), a ausência de programas educativos eficazes nas unidades de atenção primária à saúde também contribui para esse cenário.

Além disso, estudos recentes destacam a necessidade de incorporar o tema da saúde bucal nos protocolos de educação em saúde voltados para gestantes, a fim de promover maior conscientização e adesão às consultas odontológicas durante o pré-natal (Brasil, 2022; SBP, 2022).

Práticas de Saúde Bucal Durante a Gestação

A adoção de práticas adequadas de higiene oral é fundamental para a manutenção da saúde bucal durante a gestação. No entanto, observa-se que, embora o uso de escova e creme dental seja comum, o uso regular do fio dental e a frequência de consultas odontológicas permanecem insatisfatórios entre gestantes (Ferreira et al., 2024).

Muitos fatores interferem nessas práticas, incluindo o medo de que o tratamento odontológico prejudique o bebê, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o desconforto físico próprio da gestação e a priorização de outras demandas de saúde (Souza et al., 2020). De acordo com Vieira et al. (2023), a falta de encaminhamento por parte dos profissionais do pré-natal também é um fator que contribui para a baixa adesão aos cuidados odontológicos.

Ainda segundo Ferreira et al. (2021), a desinformação sobre a segurança dos procedimentos odontológicos no período gestacional leva muitas mulheres a postergar ou evitar o atendimento odontológico, mesmo diante de sinais claros de doenças periodontais.

Percepções das Gestantes sobre a Saúde Bucal

A percepção que as gestantes possuem sobre a saúde bucal influencia diretamente seus comportamentos preventivos. Quando há o reconhecimento da importância da saúde oral para o bem-estar materno e fetal, observa-se maior adesão aos cuidados preventivos e às consultas odontológicas (Mendes et al., 2022).

Entretanto, quando a percepção é limitada, prevalece a minimização dos cuidados com a saúde bucal. Segundo estudo realizado por Silva et al. (2021), muitas gestantes relatam não procurar atendimento odontológico durante a gravidez por acreditarem que esse tipo de cuidado é secundário ou dispensável durante esse período.

O Ministério da Saúde (Brasil, 2022) destaca que a inclusão do atendimento odontológico nas consultas de pré-natal é uma estratégia eficaz para melhorar os indicadores de saúde materno-infantil, reforçando a necessidade de um acompanhamento multiprofissional.

Além disso, evidências apontam que as percepções errôneas podem ser corrigidas por meio de intervenções educativas, com foco na relação entre saúde bucal e saúde sistêmica (Souza et al., 2021).

Intervenções Educativas e Programas de Promoção da Saúde Bucal

Nos últimos anos, políticas públicas têm sido implementadas com o objetivo de ampliar o acesso das gestantes aos serviços odontológicos. O Plano Nacional de Garantia do Pré-Natal Odontológico no SUS, lançado pelo Ministério da Saúde em 2022, tem como meta principal a inclusão sistemática do cuidado odontológico no acompanhamento pré-natal (Brasil, 2022).

Dados recentes demonstram aumento significativo no número de atendimentos odontológicos realizados em gestantes entre os anos de 2020 e 2023, refletindo os impactos positivos das políticas de ampliação do acesso (Brasil, 2023).

Além disso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2022) reforça a importância de incluir a educação em saúde bucal nas consultas pré-natais, destacando que os procedimentos odontológicos são seguros durante todas as fases da gestação.

Intervenções como palestras educativas, distribuição de materiais informativos e ações de educação em saúde nas Unidades Básicas de Saúde têm se mostrado eficazes na mudança de percepção e no aumento da adesão ao atendimento odontológico durante a gravidez (Ferreira et al., 2024; Mendes et al., 2022).

Essas iniciativas, quando articuladas com o trabalho multiprofissional das equipes de saúde, são essenciais para reduzir os índices de complicações gestacionais relacionadas à saúde bucal e para promover o bem-estar materno-infantil.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este trabalho trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, de caráter observacional, que foi realizada com gestantes atendidas na clínica do centro universitário São Lucas. O estudo investiga o conhecimento, atitudes e práticas das gestantes em relação à saúde bucal durante o período gestacional.

A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário estruturado, contendo perguntas fechadas, que abordarão temas como: hábitos de higiene oral, frequência de visitas ao dentista, acesso ao serviço odontológico no pré-natal e percepção sobre a importância da saúde bucal na gestação. O questionário foi aplicado individualmente. Antes da aplicação, todas as gestantes foram informadas sobre os objetivos da pesquisa e convidadas a participar de forma voluntária. As que aceitaram, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme as diretrizes éticas vigentes. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário São Lucas, sob parecer nº 7.768.226 e CAAE nº 89989725.9.0000.0013, em conformidade com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados coletados foram organizados em planilhas e analisados por meio da estatística descritiva, com apresentação dos resultados em texto, visando facilitar a interpretação das informações obtidas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A amostra foi realizada por 30 gestantes que são acompanhadas pela clínica da Universidade São Lucas Afya do município de Porto Velho,

Analisando o perfil sociodemográfico das gestantes, pode-se verificar uma maior prevalência de mulheres na faixa etária de 19 a 30 anos representando 50% das participantes, a faixa de etária dos 31 a 39 representam 43,3% das entrevistadas e 6,3% das gestantes eram da faixa etária de 40 a 51 anos. Esse achado é semelhante ao observado em outros estudos nacionais, nos quais mulheres jovens representam a maior parcela das usuárias do pré-natal, refletindo a faixa etária reprodutiva mais comum no Brasil (Silva et al., 2020).

Já outra informação colhida trata-se do estado civil das participantes, 46,7% responderam que eram casadas, 46,7% relataram estar solteiras e 6,6% relataram estar separadas. Em relação ao estado civil, observou-se equilíbrio entre mulheres casadas e solteiras, enquanto uma pequena parcela relatou estar separada. Esses dados demonstram diferentes contextos familiares e sociais entre as participantes, podendo influenciar diretamente no acesso à informação, apoio emocional e procura por serviços de saúde durante a gestação (Santos et al., 2021). A maioria das mulheres relataram ter uma renda familiar na faixa entre 1 e 2 salários mínimos. Quando questionadas sobre sua percepção em relação à saúde bucal se isso poderia ou não afetar o bebê 66,7%, que eram maioria das gestantes, diziam acreditar que a saúde bucal pode sim prejudicar o bebê caso não esteja em boas condições e 3,3% acreditam que não afeta, porém 30% dizem ter dúvidas ou não sabe. Os resultados apontam que a maioria das gestantes reconhece que a saúde bucal pode afetar o bebê, demonstrando um nível satisfatório de percepção sobre a importância dos cuidados odontológicos durante a gestação. Entretanto, ainda existe uma parcela significativa de mulheres que possuem dúvidas ou desconhecem essa relação. Esse resultado reforça a necessidade de ampliação das ações educativas durante o pré-natal, uma vez que alterações bucais, como gengivite e periodontite, podem estar associadas a complicações gestacionais, incluindo parto prematuro e baixo peso ao nascer (Costa et al., 2018).

Detalhando sobre o conhecimento da saúde bucal, resolvemos questionar se as mesmas já ouviram falar sobre doenças bucais como a gengivite e periodontite e que podem causar parto prematuro ou baixar o peso do bebê, 46,7% relatam que sim, 36,6 diz que nunca ouviu falar e 16,7 não sabem. Esse dado evidencia uma lacuna importante de informação, indicando que muitas gestantes ainda desconhecem os impactos sistêmicos das doenças bucais durante a gravidez. A ausência desse conhecimento pode contribuir para a negligência dos cuidados preventivos e para a baixa procura por acompanhamento odontológico regular (Martins et al., 2021).

No questionário aponta também se as gestantes sabem se é seguro realizar um tratamento odontológico durante a gestação e 46,7% acreditam que sim, é de segurança, e 13,3% dizem não ser seguro, porém, 40% relatam ter dúvidas. Embora parte das entrevistadas considere seguro realizar tratamento odontológico nesse período, muitas ainda possuem dúvidas ou acreditam que o atendimento odontológico pode oferecer riscos. Culturalmente, ainda existem mitos e crenças que levam gestantes a evitarem consultas odontológicas, principalmente pelo medo de prejudicar o bebê. No entanto, sabe-se que o acompanhamento odontológico durante a gravidez é seguro e recomendado, especialmente no segundo trimestre gestacional, contribuindo para a promoção da saúde materno-infantil (American, 2023)

Ainda aprofundando em percepções, 60% relataram escovar os dentes três vezes ou mais ao dia, 30% escovam os dentes duas vezes ao dia, e em contrapartida 10% afirmaram escovar o dente apenas uma vez durante o dia. Em relação ao uso do fio dental, 50% das participantes afirmaram não utilizar fio dental e 50% relataram utilizar pelo menos uma vez ou não usar regularmente. No questionário também foi coletado resposta de com que frequência as mesmas costumam visitar o dentista antes e durante a gestação e obtivemos a resposta que 56,7% só procura dentista quando sentem dor, 36,6% relatam ir ao menos uma vez ao ano e 6,7 a cada seis meses. Quanto a isso, a maioria das gestantes relatou escovar os dentes três vezes ao dia ou mais, indicando uma frequência considerada adequada. Apesar disso, o uso do fio dental mostrou-se insuficiente, já que metade das participantes afirmou não o utilizar regularmente. Esse resultado demonstra que, embora exista preocupação com a escovação, ainda há falhas importantes nos hábitos de higiene complementar, fundamentais para a prevenção de doenças periodontais (Farias et al., 2020).

Por fim, representando 100% das gestantes, relatam achar muito importante receber orientações sobre saúde bucal durante o pré-natal para que fiquem cientes do que pode ou não acontecer durante essa fase tão importante que é a gestação, a fim de compreender melhor os cuidados necessários e os possíveis impactos da saúde bucal durante a gestação. Esse resultado reforça a relevância da educação em saúde e da inserção do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional do pré-natal, promovendo ações preventivas e educativas voltadas à saúde materno-infantil (Brasil, 2022).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos resultados obtidos neste estudo, conclui-se que as gestantes acompanhadas pela clínica da Universidade São Lucas Afya possuem percepção parcialmente satisfatória sobre a importância da saúde bucal durante a gestação. Embora a maioria reconheça que alterações bucais podem afetar o bebê, ainda foram identificadas dúvidas, inseguranças e desconhecimento em relação às doenças periodontais, aos riscos associados e à segurança do tratamento odontológico durante o período gestacional.

Os achados também evidenciaram que muitos participantes procuram atendimento odontológico apenas em situações de dor, demonstrando a necessidade de fortalecer ações preventivas e educativas no pré-natal. Além disso, hábitos importantes para a manutenção da saúde bucal, como o uso regular do fio dental e a realização de consultas periódicas ao dentista, ainda se mostraram insuficientes entre parte das entrevistadas.

Dessa forma, torna-se fundamental a implementação de estratégias de educação em saúde voltadas às gestantes, promovendo orientações claras e acessíveis sobre higiene bucal, prevenção de doenças orais e segurança do tratamento odontológico durante a gravidez. O acompanhamento multiprofissional, incluindo a participação ativa do cirurgião-dentista no pré-natal, é essencial para desmistificar crenças, reduzir medos e incentivar práticas preventivas que beneficiem tanto a saúde materna quanto a do bebê.

Portanto, conclui-se que a orientação em saúde bucal durante a gestação possui papel indispensável na promoção da qualidade de vida da gestante e na prevenção de possíveis complicações sistêmicas e obstétricas. Investir em ações educativas e preventivas no pré-natal contribui não apenas para o cuidado odontológico da mãe, mas também para a construção de hábitos saudáveis que podem refletir positivamente na saúde da criança e de toda a família.

REFERÊNCIAS


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  1. Discente: Jessica Pacheco da Silva, e-mail: jessicasilva34550@gmai.com

  2. Discente: Samara Flores Silva, e-mail: samara2002flores@gmail.com

  3. Docente orientador: Paulo Roberto Marão de Andrade Carvalho, e-mail: paulo.roberto@afya.com.br

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