A hesitação vacinal e o ressurgimento de doenças imunopreveníveis eliminadas no Brasil: desafios e impactos na saúde pública
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.

Palavras-chave

Cobertura Vacinal
Poliomielite
Sarampo
Doenças Imunopreveníveis
Vigilância Epidemiológica

Resumo

Introdução: A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças  infecciosas, sendo fundamental para a manutenção da imunidade coletiva. No Brasil, a  redução da cobertura vacinal tem gerado preocupação quanto ao risco de reintrodução de  doenças imunopreveníveis, como poliomielite e sarampo. Objetivo: Analisar a cobertura  vacinal para poliomielite e a incidência de sarampo no município de Porto Nacional – TO,  avaliando suas implicações para a saúde pública. Métodos: Trata-se de um estudo  epidemiológico, descritivo, de série temporal, com utilização de dados secundários. Foram  analisados dados de cobertura vacinal para poliomielite provenientes do Sistema de  Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI/DATASUS), no período de  2010 a 2022, e dados de incidência de sarampo extraídos da Rede Interagencial de  Informações para a Saúde (RIPSA), no período de 2019 a 2024.Resultados: A cobertura  vacinal para poliomielite apresentou média de aproximadamente 89,7%, com tendência  de redução a partir de 2016 e valores inferiores à meta de 95% na maior parte do período,  atingindo 73,4% em 2022. Em relação ao sarampo, observou-se baixa incidência, com  registro pontual de um caso em 2020 e ausência de notificações nos demais anos analisados. Conclusão: Apesar da baixa ocorrência de casos de sarampo, a redução da  cobertura vacinal evidencia um cenário de vulnerabilidade epidemiológica, caracterizado  pelo aumento de indivíduos suscetíveis e risco potencial de reintrodução de doenças  imunopreveníveis. Destaca-se a necessidade de fortalecimento das políticas de  imunização, com ampliação do acesso, enfrentamento da hesitação vacinal e qualificação  da atenção primária à saúde.

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