O papel do professor bilíngue Português-Libras no processo de ensino da modalidade escrita na Língua Portuguesa para estudantes surdos em escola estadual da zona centro sul de Manaus-AM no ano letivo de 2023
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Resumo:

A educação no cenário da inclusão tem certos desafios para que se tenha uma escola isenta de discriminação, resistências e que o ensino seja para todos em equidade. Quando se questiona o papel dos agentes de aplicação da educação, a figura do professor é central e suas atitudes somam para a determinação de ações e diretrizes a favor de uma educação mais integrada. Dessa forma, a pesquisa analisa o papel do professor diante do desafio em facilitar a aprendizagem da escrita com base na combinação com a Língua Brasileira de Sinais. Dentro desse arcabouço se questiona a relação do professor bilíngue na sala de aula, as influências da escrita no processo de inclusão e as dificuldades encontradas para se ter uma escola compactada e consciente da participação de todos, indiscriminadamente. O objetivo foi analisar o papel do professor bilíngue Português-Libras no ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa para estudantes surdos de uma Escola Estadual da Zona Centro Sul de Manaus-AM no ano letivo de 2023. Especificamente se preconizou identificar o papel do professor bilíngue na sala de aula, levantar os reflexos dessa inclusão diante da comunidade escolar e compreender as estratégias e práticas pedagógicas para a adaptação da escola no formato da inclusão de alunos surdos na sala de aula regular. A metodologia consiste em pesquisa exploratória descritiva, com enfoque quali-quantitativa e métodos dedutivos de coleta e análise de dados. Como resultado mais proeminente, se tem a percepção dos indivíduos da comunidade escolar acerca da importância do professor bilíngue e de sua contribuição para a efetivação de uma escola mais estruturada na cooperação e respeito à diversidade.

Palavras-chave: Inclusão. Linguagens. Surdo. Professor Bilíngue. Libras.

Abstract:

Inclusive education faces specific challenges in creating a school environment free from discrimination and resistance, where teaching is equitable and accessible to all. When examining the roles of those who implement educational practices, the teacher stands out as a central figure; their attitudes help shape the actions and guidelines that foster a more integrated educational environment. Thus, this research analyzes the teacher's role in the challenge of facilitating writing skills by combining them with Brazilian Sign Language (Libras). Within this framework, the study explores the role of the bilingual teacher in the classroom, the impact of writing on the inclusion process, and the difficulties involved in creating a cohesive school environment that embraces the participation of everyone without discrimination. The objective was to analyze the role of the Portuguese-Libras bilingual teacher in teaching the written form of the Portuguese language to deaf students at a state school in the South-Central zone of Manaus, Amazonas, during the 2023 academic year. Specifically, the study aimed to identify the bilingual teacher's classroom role, assess the impact of this inclusion on the school community, and understand the pedagogical strategies and practices used to adapt the school for the inclusion of deaf students in regular classrooms. The methodology employed was descriptive exploratory research, utilizing a mixed-methods (qualitative-quantitative) approach and deductive methods for data collection and analysis. A key finding was the school community's recognition of the bilingual teacher's importance and their contribution to establishing a school environment grounded in cooperation and respect for diversity.

Keywords: Inclusion. Languages. Deaf. Bilingual Teacher. Libras (Brazilian Sign Language)

INTRODUÇÃO

A educação inclusiva é um princípio fundamental na promoção da igualdade de oportunidades e no desenvolvimento pleno de todos os estudantes, independentemente de suas necessidades especiais. No contexto da educação de estudantes surdos, o papel do professor bilíngue, que compreende e atua nas línguas Português e Libras (Língua Brasileira de Sinais), desempenha um papel crucial. Considerando a importância desse papel no processo de ensino da modalidade escrita na língua portuguesa para estudantes surdos em uma escola estadual da Zona Centro Sul de Manaus, Amazonas, no ano letivo de 2023, se entende que a contextualização da Educação Bilíngue para Surdos tem evoluído consideravelmente nas últimas décadas, reconhecendo a importância de oferecer uma educação que respeite e valorize a língua de sinais e, ao mesmo tempo, desenvolva as habilidades em língua escrita na língua majoritária, o Português. Nesse cenário, o professor bilíngue é um agente essencial de conexão entre esses dois mundos linguísticos.

A educação de estudantes surdos enfrentam desafios únicos relacionados à comunicação, acesso ao conhecimento e inclusão social. Santana (2023), destaca que a língua de sinais é a primeira língua de muitos surdos, e a aquisição da língua escrita pode ser complexa. Além disso, a falta de profissionais capacitados na educação bilíngue pode representar uma barreira para o desenvolvimento acadêmico e social desses estudantes. O professor bilíngue é um mediador categórico nesse contexto. Ele desempenha um papel multifacetado, que inclui ensino da Língua Portuguesa Escrita, pois o professor bilíngue adquire a capacidade de ensinar a língua portuguesa escrita de forma acessível e adaptada às necessidades individuais de cada estudante surdo, reconhecendo suas habilidades e desafios específicos.

O presente estudo tem como premissa analisar o papel do professor bilíngue PortuguêsLibras no ensino da modalidade escrita da língua Portuguesa para estudantes surdos da Escola Estadual da Zona Centro Sul de Manaus-AM no ano letivo de 2023. Se incumbiu de buscar compreender a relação escolar, por intermédio da combinação das linguagens, levando em consideração a estrutura que a escola dispõe para a inclusão de alunos surdos. A iniciativa parte da observação da dificuldade percebida de alunos surdos em acompanhar a leitura em Libras para a expressão escrita. A consequência da pesquisa se refere a um apanhado de informações que traduzam ganhos no sentido da inclusão, com o aporte de autores que tratam do tema, em destaque: CAMILLO (2010); DUTRA (2019); DE BARROS (2022); OLIVEIRA (2021); DE SOUZA (2022); NASCIMENTO (2021); RIBEIRO (2022); MORAIS (2020); GONZALES (2022); SANTOS et al. (2019), dentre outros.

Diante desse contexto, a pesquisa buscou compreender os desafios enfrentados pelos professores bilíngues e identificar estratégias eficazes que promovam a aprendizagem e a inclusão de estudantes surdos no ambiente escolar. Por meio dessa análise, vem a contribuição para a melhoria da educação bilíngue para surdos e, consequentemente, para a promoção da igualdade de oportunidades educacionais em Manaus.

O PAPEL DO PROFESSOR BILÍNGUE NA SALA DE AULA MISTA

O Papel do Professor Bilíngue na Sala de Aula Mista é essencial para estabelecer um vínculo com o cenário em que se desenvolve o papel desse profissional na educação inclusiva. No contexto educacional das salas de aula mistas, a importância do professor bilíngue é uma forma de integração, trazendo para o ambiente de aprendizagem a figura de um moderador que tece conexões e valida a amplificação das correntes de ensino.

A educação inclusiva, segundo Aragão (2023), é uma abordagem que visa garantir o acesso igualitário à educação para todos os estudantes, independentemente de suas diferenças ou necessidades especiais.

No contexto brasileiro, a inclusão de estudantes com deficiência auditiva, incluindo surdos, tem sido um desafio e uma prioridade na busca por uma educação mais equitativa. Pontes (2019), destaca que a legislação, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, tem contribuído para orientar e promover práticas inclusivas nas escolas. Uma das manifestações mais significativas da inclusão educacional é a presença de estudantes surdos em salas de aula mistas, onde convivem com colegas ouvintes. Sobre a presença de estudantes surdos em salas de aula mistas, Kelm (2021), cita que é enriquecedora, mas também demanda estratégias pedagógicas específicas para atender às necessidades de todos os estudantes.

As salas de aula mistas, com estudantes surdos e ouvintes, refletem a diversidade linguística e cultural existente na sociedade brasileira. Almeida (2021), destaca que para proporcionar uma experiência educacional eficaz e inclusiva, é fundamental reconhecer a língua de sinais brasileira (Libras) como uma língua legítima e promover o bilinguismo (Libras e língua portuguesa) como um princípio fundamental. Nesse passo, o professor bilíngue português-Libras assume um papel central nesse contexto. Sua formação e competência nas duas línguas, juntamente com seu conhecimento pedagógico, são recursos valiosos para promover a comunicação eficaz e o aprendizado de todos os estudantes na sala de aula mista.

Segundo Granemann (2023), o professor bilíngue não apenas atua como mediador entre a língua de sinais e a língua escrita, mas também desempenha um papel fundamental na construção de um ambiente inclusivo e respeitoso para todos os alunos, independentemente de sua capacidade auditiva.

O papel do professor bilíngue português-Libras é de impacto na promoção do bilinguismo e no processo de ensino da modalidade escrita da língua portuguesa para estudantes surdos em salas de aula mistas. Ao explorar as estratégias pedagógicas, os desafios e as melhores práticas geram contribuições para uma educação inclusiva de qualidade no contexto específico das escolas brasileiras em 2023. A educação inclusiva é uma abordagem que se empenha em assegurar que todos os estudantes tenham igualdade de acesso à educação, independentemente de suas diferenças individuais ou necessidades específicas.

No contexto brasileiro, a inclusão de estudantes com deficiência auditiva, incluindo aqueles que são surdos, representa um desafio significativo e uma prioridade na busca por uma educação mais justa e equitativa. A legislação, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, desempenha um papel crucial ao direcionar e promover práticas educacionais inclusivas nas escolas do país. Embora se tenha avançado em implementação de políticas públicas que dignifiquem a inclusão e o respeito à diversidade, ainda há uma barreira muito grande a ser transposta, pois a cultura de minimizar o papel da pessoa com alguma limitação está muito presente nos ambientes sociais e a escola como espelho desses ambientes tem viva essa doutrina.

É preciso validar as competências e trazer para o ambiente escolar o acolhimento e as boas práticas educacionais e nesse complexo universo, a figura do professor facilitador é essencial. Segundo Santos (2023), o professor bilíngue é a ponte que conecta as línguas de sinais e a língua escrita, tornando possível a construção do conhecimento para todos os estudantes.

Parafraseando com o autor, percebe-se que o professor bilíngue é a ponte que conecta as línguas de sinais e a língua escrita, tornando possível a construção do conhecimento para todos os estudantes, o destaque é a importância capital deste profissional na educação inclusiva, especialmente quando se trata de estudantes surdos.

É importante ressaltar que o professor bilíngue contribui para a criação de um ambiente inclusivo e respeitoso, que valoriza a diversidade linguística e cultural na sala de aula. Jesus (2023), cita que o professor bilíngue desempenha um papel na formação de uma nova geração de estudantes que reconhecem a importância da inclusão e da igualdade.

Nessa conciliação de fatores, existem desafios a serem superados, como a necessidade de investimento em formação continuada para os professores bilíngues e a conscientização sobre a importância desse profissional em todo o sistema educacional. Segundo Cunha (2022), o professor bilíngue na sala de aula mista desempenha um papel crucial na promoção da educação inclusiva, na valorização da identidade surda e na construção de uma sociedade mais igualitária.

Seu trabalho é um passo essencial em direção a um futuro onde todos os estudantes, independentemente de suas diferenças, tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial no ambiente educacional e além.

A RELAÇÃO-PROFESSORES - ALUNOS SURDOS E OUVINTES EM SALA MISTA

A Relação: professores/Alunos Surdos e Ouvintes em Sala Mista é fundamental para situar o leitor no cenário educacional em que ocorre a interação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em ambientes de ensino mistos. Segundo Aragão (2023), a educação inclusiva é uma abordagem que visa proporcionar oportunidades educacionais igualitárias a todos os estudantes, independentemente de suas diferenças ou necessidades específicas. No contexto brasileiro, a busca por uma educação inclusiva tem sido uma prioridade e um desafio constante. Isso envolve a inclusão de estudantes com deficiência auditiva, incluindo os surdos, em salas de aula mistas, onde convivem com colegas ouvintes.

De Carvalho Damasceno (2022), aponta que as salas de aula mistas são um microcosmo da diversidade linguística e cultural que caracteriza a sociedade brasileira. Esses ambientes abrigam estudantes que se comunicam através da língua oral, bem como aqueles que usam a língua de sinais brasileira (Libras) como sua principal forma de comunicação. A coexistência dessas duas línguas e culturas cria um ambiente de aprendizado rico, mas desafiador. De acordo com Silva (2021), a inclusão de estudantes surdos em salas de aula mistas envolve muito mais do que a mera presença física desses alunos. Ela requer a criação de um ambiente educacional adaptado às suas necessidades específicas, garantindo que eles tenham acesso a um currículo significativo e à interação com seus colegas ouvintes.

Bastos (2023), cita que os professores desempenham um papel central na construção de uma ponte de comunicação e aprendizado entre estudantes surdos e ouvintes. A maneira como esses educadores abordam as diferenças linguísticas e culturais, bem como a forma como adaptam suas estratégias de ensino, pode influenciar significativamente a dinâmica da sala de aula e o sucesso de todos os alunos. A interação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em ambientes mistos traz consigo desafios, como a necessidade de adaptação curricular, a promoção do bilinguismo, e a criação de um ambiente inclusivo que respeite a diversidade. No entanto, também oferece oportunidades valiosas para o crescimento, o aprendizado intercultural e a promoção da igualdade.

Segundo Mesquita (2021), a relação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em ambientes de ensino mistos é uma oportunidade para celebrar a diversidade linguística e cultural, promovendo o enriquecimento mútuo. A interação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em salas de aula mistas oferece uma chance de valorizar a diversidade linguística e cultural, contribuindo para um enriquecimento compartilhado. De acordo com Pereira (2023), os professores desempenham um papel decisivo na construção de pontes de comunicação e aprendizado entre estudantes surdos e ouvintes, promovendo a inclusão e a igualdade.

Os educadores têm um papel decisivo ao criar conexões que facilitam a comunicação e o processo de aprendizado entre alunos surdos e ouvintes, impulsionando, assim, a promoção da inclusão e da igualdade.

Souza et al (2021), destacam que a relação entre professores e alunos surdos deve ser pautada na compreensão das necessidades individuais, na adaptação curricular e na promoção do bilinguismo como um caminho para o sucesso. A interação entre professores e estudantes surdos deve ser baseada na compreensão das necessidades específicas de cada aluno, na adaptação do currículo e na promoção do bilinguismo como um meio para alcançar o sucesso. Na visão de Lima (2019), a dinâmica da sala de aula mista oferece oportunidades únicas para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, empatia e respeito entre estudantes surdos e ouvintes, mediada pelos professores.

A dinâmica de uma sala de aula mista, onde estudantes surdos e ouvintes compartilham um ambiente de aprendizado, de fato oferece oportunidades únicas para o desenvolvimento de habilidades essenciais, tanto acadêmicas quanto sociais. De acordo com Tatsumi e Dias (2023), o desenvolvimento de habilidades de comunicação é revelado pela presença de estudantes surdos e ouvintes na mesma sala de aula que exige uma comunicação eficaz entre eles. O uso de língua de sinais, leitura labial, escrita e expressão verbal se complementam para gerar um conjunto de habilidades diversificadas. Essa diversidade de formas de comunicação enriquece as habilidades de comunicação de todos os alunos, aumentando sua capacidade de se expressar e compreender diferentes modos de comunicação.

Segundo Aquino (2023), a empatia e a sensibilidade advém da convivência de estudantes surdos e ouvintes que promovem um ambiente de empatia e sensibilidade em relação às experiências e desafios uns dos outros. Os alunos aprendem a reconhecer as diferenças individuais e a importância de respeitar as diversas formas de comunicação e aprendizado. Tais considerações contribuem para um ambiente mais inclusivo e para a construção de relações interpessoais mais positivas. Por outro lado, surge o aprendizado colaborativo, de acordo com Lopes et al (2020), a presença de estudantes com diferentes habilidades linguísticas e de comunicação pode incentivar o aprendizado colaborativo.

Alunos surdos podem compartilhar suas habilidades em língua de sinais, enquanto alunos ouvintes podem ajudar na compreensão da língua oral, criando assim, um ambiente de aprendizado cooperativo em que todos se beneficiam. A promoção do respeito à diversidade, de acordo com Paiva (2023), na sala de aula mista é um contexto ideal para promover o respeito à diversidade linguística e cultural. Os alunos aprendem a valorizar a diversidade de línguas e culturas presentes na sala de aula, reconhecendo que cada uma delas é valiosa e merece respeito. Na situação de objeção ou comportamentos desapropriados cabe ao professor intermediar a situação, indicando as vertentes adequadas a seguir ao aluno.

A preparação para o mundo real é uma iniciativa de berço que ganha a versão formal na escola. De acordo com Nogueira (2022), a sociedade em geral é diversa, e as habilidades desenvolvidas em uma sala de aula mista são transferíveis para a vida cotidiana. Os alunos estão mais bem preparados para interagir com pessoas de diferentes origens e habilidades de comunicação quando saírem da sala de aula. A dinâmica da sala de aula mista não apenas oferece oportunidades únicas para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e empatia, mas também promove o respeito à diversidade e prepara os alunos para o mundo real, onde a inclusão e a compreensão são cruciais.

O papel do professor é fundamental na mediação dessas experiências e na criação de um ambiente propício para o crescimento acadêmico e pessoal de todos os alunos. Uzeda (2019), cita que a relação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes é uma parceria que exige sensibilidade, flexibilidade e comprometimento para criar um ambiente inclusivo e enriquecedor para todos. A interação entre professores, estudantes surdos e estudantes ouvintes constitui uma colaboração que necessita de sensibilidade, adaptabilidade e dedicação, visando estabelecer um ambiente inclusivo e enriquecedor para todos os envolvidos.

A relação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em ambientes de ensino mistos é uma faceta essencial da busca por uma educação inclusiva e enriquecedora. Ortiz e Machado (2019), citam que essa relação é muito mais do que a coexistência de diferentes grupos em uma sala de aula. Ela é uma parceria dinâmica que requer sensibilidade, flexibilidade e comprometimento de todas as partes envolvidas. Os professores desempenham um papel vital como facilitadores da comunicação e promotores do aprendizado entre estudantes surdos e ouvintes. Essa interação não apenas fortalece as habilidades de comunicação e empatia dos alunos, mas também promove um ambiente inclusivo e enriquecedor. Segundo De Araújo Correia e De Azevedo (2022), a diversidade linguística e cultural presente na sala de aula mista é uma oportunidade única para a valorização das diferenças e o respeito pela pluralidade de experiências.

A colaboração entre todos os envolvidos nesse processo é fundamental para criar um ambiente onde cada aluno possa prosperar, independentemente de suas necessidades individuais. Essa relação também prepara os estudantes para um mundo diverso, onde a compreensão e a aceitação são cruciais. Segundo de Souza et al (2022), a relação entre professores, alunos surdos e alunos ouvintes em salas de aula mistas é uma parte fundamental da jornada em direção a uma educação mais inclusiva, igualitária e enriquecedora. Com um compromisso contínuo com a sensibilidade, a flexibilidade e a dedicação, se pode criar ambientes educacionais onde todos os alunos tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial e crescer como cidadãos conscientes e compassivos.

O ENSINO DA ESCRITA E O DESAFIO DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA ALUNOS SURDOS E OUVINTES

O Ensino da Escrita e o Desafio da Língua Portuguesa para Alunos Surdos e Ouvintes é fundamental para estabelecer o cenário em que se desenvolve o estudo sobre os desafios enfrentados por alunos surdos e ouvintes no ensino da língua portuguesa escrita. O Ensino da Escrita e o Desafio da Língua Portuguesa para Alunos Surdos e Ouvintes requer a importância do ensino da Língua Portuguesa, pois segundo Macário (2019), a língua portuguesa é a língua oficial do Brasil e desempenha um papel central na educação e na comunicação. O domínio dessa língua é decisivo para o sucesso acadêmico, social e profissional. Como resultado, o ensino da língua portuguesa é uma prioridade na educação brasileira.

Fadanni (2021), destaca que o Brasil é um país marcado por sua rica diversidade linguística. Além do português, o país abriga uma variedade de línguas indígenas, línguas de imigração e a língua de sinais brasileira (Libras). Essa diversidade linguística reflete a complexidade cultural da nação e apresenta desafios únicos no campo educacional. Os desafios no Ensino da Língua Portuguesa para Alunos Surdos, de acordo com Bernadino e Da Cunha Pereira (2020), para alunos surdos, o ensino da língua portuguesa escrita pode ser particularmente desafiador. A língua portuguesa é uma língua oral, enquanto os estudantes surdos muitas vezes têm a língua de sinais brasileira (Libras) como sua língua primária. A transição entre essas duas línguas é uma tarefa complexa e exige estratégias pedagógicas específicas. A comunicação e aprendizado de alunos ouvintes é importante para interagir com os alunos surdos. Assim, alunos ouvintes também podem enfrentar desafios no aprendizado da língua portuguesa escrita, especialmente se tiverem colegas surdos em sala de aula.

A interação entre alunos surdos e ouvintes pode demandar estratégias adicionais de ensino, adaptadas para garantir que todos os alunos compreendam os conceitos abordados.

Segundo Araújo Souza et al (2019), a inclusão de alunos surdos e ouvintes em salas de aula mistas é uma manifestação importante da busca por uma educação mais inclusiva. O desafio do ensino da língua portuguesa se torna um ponto central, destacando a importância de estratégias pedagógicas que atendam às necessidades individuais de todos os alunos. Alunos surdos e ouvintes no ensino da língua portuguesa escrita podem ser vistos como oportunidades de entendimento de uma dinâmica colaborativa e, ao examinar as estratégias pedagógicas existentes que podem ser implementadas para promover um aprendizado eficaz e inclusivo nessa área. Queiroz (2022), mostra que o ensino da língua portuguesa é um desafio multifacetado, especialmente quando se trata de alunos surdos, exigindo estratégias pedagógicas sensíveis à diversidade linguística.

O ensino da língua portuguesa apresenta uma variedade de desafios, especialmente quando envolve alunos surdos, tornando necessária a utilização de estratégias pedagógicas que sejam sensíveis à diversidade linguística. Nicacio (2021), destaca que a língua portuguesa escrita pode ser um terreno complexo para alunos surdos, mas também representa uma ponte importante para sua plena participação na sociedade.

A língua portuguesa na forma escrita pode apresentar desafios significativos para alunos surdos, no entanto, ela desempenha um papel crucial como um meio essencial para permitir sua plena inclusão na sociedade. Magalhães (2019), destaca que a inclusão de alunos surdos e ouvintes em ambientes de ensino mistos destaca a necessidade de abordagens flexíveis e inclusivas no ensino da língua portuguesa. A integração de estudantes surdos e ouvintes em ambientes de ensino combinados ressalta a importância de adotar métodos de ensino da língua portuguesa que sejam adaptáveis e inclusivos.

Segundo Lima (2023), o aprendizado da língua portuguesa deve ser adaptado para atender às necessidades individuais dos alunos, considerando suas habilidades linguísticas e culturais. O ensino da língua portuguesa deve ser personalizado de acordo com as necessidades específicas dos alunos, levando em consideração suas aptidões linguísticas e culturais individuais. Carneiro (2019), cita que o desafio da língua portuguesa não é apenas linguístico, mas também cultural, exigindo um enfoque sensível à diversidade cultural e linguística do Brasil. O desafio da língua portuguesa no contexto educacional brasileiro não se limita apenas a questões linguísticas, mas também abrange aspectos culturais. Isso ocorre devido à diversidade linguística e cultural do Brasil, que é uma nação com uma rica mistura de origens étnicas, tradições e línguas.

A diversidade linguística, de acordo com Simas e Lucchesi (2020), o Brasil é conhecido por sua diversidade linguística, com uma grande variedade de línguas indígenas, línguas de imigração e, claro, o português. Além disso, a língua de sinais brasileira (Libras) é amplamente usada pela comunidade surda. Essa diversidade linguística pode ser um desafio no ensino da língua portuguesa, especialmente quando se trabalha com estudantes cuja língua materna é diferente do português. Sobre a diversidade cultural, Cavalcante (2019), destaca que o Brasil também é caracterizado por sua diversidade cultural. Cada região do país tem suas próprias tradições, costumes e variações do português, resultando em uma rica tapeçaria cultural.

Esse misto de características influenciam a maneira como as pessoas usam e percebem a língua portuguesa, criando desafios no ensino que exige sensibilidade para essas diferenças culturais. Por sua vez, a inclusão de estudantes surdos é uma situação que requer atenção, de acordo com Costa (2019), a inclusão de estudantes surdos em ambientes de ensino mistos adiciona outra camada de complexidade. Esses alunos têm a língua de sinais brasileira (Libras) como sua língua natural, o que pode afetar sua aquisição da língua portuguesa escrita. O ensino da língua portuguesa deve levar em consideração a diversidade linguística e cultural dos alunos surdos, bem como dos alunos ouvintes.

Outro ponto de impacto é o enfoque sensível à diversidade, pois de acordo com Tang (2022), para enfrentar esse desafio, os educadores devem adotar um enfoque sensível à diversidade, reconhecendo e respeitando as diferentes origens linguísticas e culturais dos alunos. A forma de inserção do respeito à diversidade, envolve adaptar as estratégias de ensino para atender às necessidades individuais de cada aluno e promover o respeito à diversidade como um valor fundamental na sala de aula.

Rigon (2023), cita que é a valorização da diversidade que permite o ensino da língua portuguesa de maneira sensível à diversidade, os educadores podem ajudar os alunos a valorizar as várias formas de expressão cultural e linguística que existem no Brasil. No reflexo dessas ações, não apenas enriquece o aprendizado, mas também promove uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com as diferenças. O desafio do ensino da língua portuguesa no Brasil está intrinsecamente ligado à sua diversidade linguística e cultural, e requer abordagens pedagógicas que reconheçam e celebrem essa diversidade como um ativo valioso. Pela perspectiva de Morais (2023), é uma oportunidade para promover a valorização da riqueza cultural e linguística do país enquanto se facilita o acesso à língua portuguesa escrita para todos os alunos.

O ensino da língua portuguesa escrita é um desafio complexo e multifacetado no contexto educacional brasileiro, especialmente quando se trata de alunos surdos e ouvintes coexistindo em ambientes de ensino mistos. Examinar profundamente os desafios e as complexidades envolvidos nesse processo é dinamizar o ensino e concluir que uma abordagem sensível à diversidade linguística e cultural é fundamental para apurar as relações e favorecer a aprendizagem pela assimilação dos valores, sejam eles alunos ouvintes ou surdos.

O domínio da língua portuguesa é essencial para o sucesso acadêmico, social e profissional de todos os alunos. Esse desafio é ampliado pela diversidade linguística e cultural do Brasil, bem como pela presença de alunos surdos que têm a língua de sinais brasileira (Libras) como língua natural. A inclusão de estudantes surdos e ouvintes em salas de aula mistas, de acordo com Jesus (2023), enfatiza a necessidade de abordagens pedagógicas flexíveis e inclusivas, que levem em consideração as diferentes habilidades linguísticas e culturais dos alunos. Essa inclusão oferece a oportunidade de promover o respeito à diversidade cultural e linguística como um valor fundamental na educação.

Vale ressaltar que, ao abordar o desafio da língua portuguesa, os educadores desempenham um papel decisivo na facilitação do aprendizado e na promoção de um ambiente de respeito e compreensão. Eles devem estar dispostos a adaptar suas estratégias de ensino para atender às necessidades individuais dos alunos e reconhecer que a diversidade é uma riqueza a ser celebrada.

Andrade (2021), destaca que o ensino da língua portuguesa representa um desafio linguístico e cultural, mas também uma oportunidade para promover a inclusão, a valorização da diversidade e o acesso igualitário à educação. Com uma abordagem sensível e inclusiva, se pode ajudar todos os alunos, sejam surdos ou ouvintes, a desenvolver as habilidades necessárias para uma participação plena na sociedade e na construção de um Brasil mais igualitário e respeitoso com suas diferenças.

PERCURSO METODOLÓGICO

A pesquisa foi realizada em uma escola pública da Cidade Manaus, da Rede estadual de Educação, localizada na Zona Centro Sul no ano letivo de 2023. Essa escola aderiu a inclusão de alunos surdos em sala de aula regular, com a mobilização de professores, intérpretes de libras, pais e alunos ouvintes trazendo para o cenário das aplicações, uma diversidade de fatores que transformaram o ambiente escolar e o tornaram mais inclusivo.

A Escola conta com um corpo técnico bem estruturado, a estrutura local é apropriada para funcionar em tempo integral com alunos, têm acessibilidade e atende a uma clientela de mais de dois mil alunos em dois turnos de atividades, sendo diurno.

Para a obtenção dos dados necessários de análise e textualização da pesquisa, a metodologia foi pautada em quatro pontos:

  1. pesquisa bibliográfica, a qual forneceu as bases para fundamentação teórica na análise dos dados;
  2. pesquisa nos arquivos virtuais para a compreensão das Redes de inclusão de Ensino Estadual em Manaus;
  3. entrevistas com os agentes envolvidos na inclusão (professores, coordenadores, pedagogos, diretores e alunos);
  4. compreender as práticas pedagógicas, com a prática bilíngue.

Nesse sentido, para a construção desta pesquisa foi necessário traçar uma metodologia que possibilitasse a aproximação da pesquisadora com a realidade do objeto investigado, permitindo que este pudesse aprofundar seu conhecimento acerca da tal realidade, bem como possa alcançar os objetivos delineados para a pesquisa. A pesquisa adotou a abordagem qualitativa, pois esta considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. De acordo com Minayo (2001), a pesquisa qualitativa se preocupa com um nível de realidade que não se traduz em números, ou seja, a abordagem qualitativa está ligada ao universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes dos sujeitos, o que corresponde a um espaço muito mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que por sua relevância não podem ser meramente reduzidos à operacionalização de variáveis lógicas.

O Enfoque é Qualiquantitativo, também conhecido como abordagem mista, segundo Araújo et al (2012), é uma metodologia de pesquisa que combina elementos qualitativos e quantitativos em um estudo. O lócus da pesquisa é uma escola de ensino regular com a inclusão de alunos surdos da região centro-sul de Manaus-AM, que contempla um universo de aproximadamente 2.000 alunos, funcionando nos dois turnos diurnos. A escola adotou a inclusão de alunos surdos em sala de aula regular e o acompanhamento do intérprete de libras. Desse universo foram selecionadas três turmas do 8º ano do Ensino Fundamental II, que apresenta alunos surdos e ouvintes convivendo no mesmo ambiente.

Dessa forma foram selecionados 40 pais de alunos incluindo pais de alunos surdos e ouvintes e 10 professores, de componentes distintos sendo três de Língua portuguesa que lecionam com essas turmas, para responder os instrumentos de coleta de dados. Os sujeitos da pesquisa são professores que lecionam nas turmas do 8º ano Fundamental II e pais de alunos surdos e ouvintes do 8º ano do ensino fundamental II, utilizado com o objetivo de levantar informações e/ou conhecimentos acerca de um da inclusão escolar e os desafios do professor bilíngue na sala de aula regular

A coleta de informações se deu por meio de a) entrevistas (anotadas/ formulário google forms) com os sujeitos da pesquisa; b) aplicação de questionários; c) revisão de literatura e, d) análise dos dados. Os questionários foram aplicados via google forms e a observação direta em ambiente de sala de aula, tais dados coletados via formulário são recebidos em tempo real e relacionados em tabelas e gráficos. Durante as análises das informações coletadas. Isso leva em consideração os dados coletados com o instrumento estruturado, a observação direta na sala de aula, o diálogo com professores e alunos acerca dos aspectos positivos e negativos. Foram aplicados questionários com perguntas fechadas para que os sujeitos participantes respondessem de modo padronizado ao objeto investigado.

APRESENTANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

De acordo com Fernandes (2020), o momento da análise é um dos momentos mais delicados da pesquisa. É o momento decisivo da obra, pois ao criticar internamente a obra, visa o conteúdo e o sentido da obra. Ou seja, a análise cai em duas categorias: críticas de interpretação ou hermenêutica e críticas do valor intrínseco do conteúdo. Segundo Bardin, a análise de conteúdo é:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando, por meio de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores, quantitativos ou não, que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e recepção. (BARDIN, 1997, p.42).

Ao fazer um contexto teórico sobre “O papel do professor bilíngue português-libras no processo de ensino da modalidade escrita na língua portuguesa para estudantes surdos em escola estadual da zona centro sul de Manaus-AM no ano letivo de 2023”, já se tem certa maturidade sobre a forma de ensinar, de incluir e dos desafios que tornam a inclusão do aluno surdo na sala de aula regular. O professor é figura central nesse processo transitório e suas ações e adesão a técnicas de inclusão e facilitação são fundamentais para que se tenha um conjunto de ações que, de fato, qualifique melhorias na educação, que facilite e efetive a inclusão e que de modo efetivo dignifique o ensino pela oportunidade acionada.

Os Dados de resultados foram embasados nos objetivos específicos propostos para esse estudo e tem como subsídio: identificar o papel do professor bilíngue na sala de Aula mista com alunos surdos e ouvintes para o ensino da escrita na língua portuguesa em Escola Estadual da Zona Centro Sul no município de Manaus -AM no ano letivo de 2023; levantar os reflexos positivos e negativos que atingem a comunidade escolar em função da inclusão de alunos surdos nas salas de aulas regulares; compreender as estratégias e práticas pedagógicas executadas pelos professores bilíngue em Língua Portuguesa e Libras no sentido de validar as relações adversas a aplicação de acessos e adequações.

O papel do professor bilíngue de Português-Libras desempenha um papel fundamental no contexto da educação inclusiva, especialmente para alunos surdos ou com deficiência auditiva. De Souza (2020), destaca que o professor bilíngue é aquele que domina tanto a Língua Brasileira de Sinais (Libras) quanto a Língua Portuguesa, e sua atuação é essencial para garantir a inclusão efetiva desses alunos. Dentre as atribuições do professor bilíngue é possível destacar algumas das atribuições relacionais para as práticas educacionais desse profissional, ver tabela abaixo:

TABELA 01: ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR BILÍNGUE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Fonte: De Souza (2020) - Adaptado

O papel do professor bilíngue Português-Libras é essencial para a inclusão efetiva de alunos surdos na educação. Sua capacidade de dominar ambas as línguas, mediar a comunicação e criar um ambiente inclusivo contribui para o desenvolvimento acadêmico e

social desses alunos, permitindo que eles alcancem todo o seu potencial na escola e na sociedade em geral. Com base nos preceitos elencados nesse conjunto de informações foram feitas perguntas aos sujeitos da pesquisa, sendo professores e pais de alunos.

A pergunta proferida aos professores foi: o professor é um elo importante entre a escola e a família do aluno surdo. As respostas a esse questionamento estão no gráfico 1.

GRÁFICO 1- O PROFESSOR E A RELAÇÃO COM A FAMÍLIA DO ALUNO SURDO

Fonte: Autoria Própria (2023)

Dos dados de resposta a esse questionamento aos professores 60% responderam “concordo totalmente” que o professor é um elo importante entre a escola e a família do aluno

surdo; 20% responderam “Concordo parcialmente”; 10% responderam “não concordo nem discordo” e 10% responderam “discordo parcialmente”. Os resultados da pesquisa indicam uma percepção geralmente positiva entre os professores sobre o papel do professor como um elo importante entre a escola e a família de alunos surdos. Fazendo a análise de cada categoria de resposta e discutir suas implicações temos:

Concordo Totalmente (60%): A maioria dos professores concordou totalmente com a afirmação de que o professor desempenha um papel fundamental na ligação entre a escola e a família do aluno surdo.

De Góes (2020) cita que isso sugere que a maioria dos educadores reconhece a importância da colaboração e comunicação eficaz entre a escola e a família para o sucesso educacional do aluno surdo. Sendo que essa atitude positiva pode levar a um maior engajamento da família na educação do aluno.

Concordo parcialmente (20%): Os professores que concordaram parcialmente podem ter percebido a importância dessa conexão, mas talvez sintam que ainda existem desafios a serem superados na efetivação dessa ligação. Segundo Silva (2022), pode haver aspectos específicos da colaboração entre a escola e a família que precisam ser aprimorados para melhorar a inclusão do aluno surdo.

Não Concordo Nem Discordo (10%): Essa categoria de resposta pode indicar uma neutralidade em relação ao papel do professor como elo entre a escola e a família do aluno surdo. Pode ser que alguns professores não tenham uma visão clara ou experiência significativa nessa área.

Discordo Parcialmente (10%): Os professores que discordaram parcialmente podem sentir que o papel do professor nessa conexão não é tão relevante ou que há outros fatores mais influentes. Pode haver preocupações sobre a eficácia da colaboração ou falta de suporte adequado para essa função.

Em geral, os resultados destacam a importância da colaboração entre a escola e a família na educação de alunos surdos. Eles também podem sugerir a necessidade de desenvolver estratégias e programas que ajudem a fortalecer essa ligação, bem como proporcionar formação e recursos para os professores desempenharem eficazmente esse papel intermediário. Além disso, é importante continuar monitorando e avaliando a eficácia dessas iniciativas para garantir que a colaboração seja efetiva e benéfica para o aluno surdo.

Do Nascimento Fonseca e De Araújo (2021), destacam que o professor desempenha um papel crucial na sala de aula mista, atuando como elo de articulação entre surdos e ouvintes, com o objetivo de promover a leitura de forma integrada e consistente. Na sala de aula mista, o professor tem uma função essencial, servindo como elemento de conexão entre alunos surdos e ouvintes, visando à promoção da leitura de maneira integrada e contínua.

Os dados de resposta da questão” o professor tem o papel de articulação na sala de aula mista, entre surdos e ouvintes para a promoção da leitura de modo integrado e consistente.” Constam no gráfico 2.

GRÁFICO 2- O PROFESSOR E O PAPEL DE ARTICULAÇÃO NA SALA DE AULA MISTA

Fonte: Autoria Própria (2023)

Para essa questão intitulada: o professor tem o papel de articulação na sala de aula mista, entre surdos e ouvintes para a promoção da leitura de modo integrado e consistente, os dados de respostas são os seguintes: 60|% responderam “Concordo Totalmente"; 20% responderam “concordo parcialmente”; 10% responderam “discordo parcialmente” e 10% “discordo totalmente”. Os resultados dessa pesquisa indicam uma variedade de opiniões entre os professores em relação ao papel do professor na sala de aula mista, onde surdos e ouvintes coexistem e a promoção da leitura é um objetivo. Vamos analisar cada categoria de resposta e discutir suas implicações:

Concordo Totalmente (60%): A maioria dos professores concorda totalmente que o professor tem um papel decisivo na promoção da leitura de forma integrada e consistente em uma sala de aula mista. Isso sugere que a maioria reconhece a importância do professor como mediador entre surdos e ouvintes para alcançar esse objetivo. Eles podem valorizar a colaboração e a inclusão na sala de aula.

Concordo parcialmente (20%): Os professores que concordam parcialmente podem reconhecer a importância do papel do professor, mas podem ter ressalvas ou preocupações específicas em relação à eficácia dessa articulação. Isso pode indicar que há espaço para melhorias na forma como o papel do professor é desempenhado na promoção da leitura integrada.

Discordo Parcialmente (10%): Alguns professores discordam parcialmente da afirmação, o que pode indicar uma visão mais cética em relação ao papel do professor na promoção da leitura integrada em uma sala de aula mista. Eles podem questionar a capacidade do professor de desempenhar eficazmente essa função ou podem ter experiências negativas anteriores.

Discordo Totalmente (10%): Aqueles que discordam totalmente podem não ver o papel do professor como um elo eficaz de articulação entre surdos e ouvintes na promoção da leitura integrada. Suas objeções podem se basear em experiências anteriores ou em uma visão crítica do sistema educacional.

Os resultados mostram que há uma variedade de perspectivas entre os professores em relação ao papel do professor na promoção da leitura integrada em uma sala de aula mista. Santos e Da Silva Gonçalves (2023), enfatizam que essa diversidade de opiniões pode ser influenciada por várias variáveis, como a formação dos professores, experiências passadas e contextos educacionais específicos. É importante que as escolas considerem essas opiniões ao desenvolver estratégias e programas para promover a leitura integrada em ambientes inclusivos, buscando garantir a eficácia desse processo e a satisfação dos professores e alunos envolvidos.

Segundo Dolejal (2023), antes de L‘Epée a educação dos surdos acontecia de forma individual e apenas para surdos oriundos de famílias abastadas. Antes do trabalho pioneiro de Charles-Michel de L'Épée, no século XVIII, a educação de surdos era marcada por uma série de desafios e limitações. A contextualização desse período revela um cenário muito diferente do que temos hoje em relação à educação inclusiva e ao acesso à educação para surdos. Limitações de comunicação eram a principal barreira enfrentada pelos surdos na época era a falta de uma língua de comunicação acessível. Segundo Silva (2021), não havia uma língua de sinais formalmente reconhecida, o que dificultava a comunicação eficaz entre surdos e ouvintes.

A situação restrita levava muitos surdos a se comunicarem de maneira limitada e a enfrentarem dificuldades significativas na aquisição de conhecimento. Educação limitada aos privilegiados, de acordo com Nunes (2022), a educação de surdos, quando acontecia, era reservada principalmente para aqueles provenientes de famílias abastadas. As famílias ricas podiam pagar tutores particulares que trabalhavam com os surdos individualmente. Essa educação era, portanto, inacessível para a maioria dos surdos, especialmente aqueles de famílias menos favorecidas.

Barreto (2022), menciona que o isolamento social era devido à falta de acesso à educação e à comunicação limitada, muitos surdos viviam em isolamento social. Eles frequentemente se encontravam excluídos das oportunidades educacionais e profissionais disponíveis para os ouvintes. Segundo Ferreira (2021), a contribuição de L'Épée foi revolucionária, pois ele desenvolveu a língua de sinais francesa (LSF) e um método educacional para ensiná-la.

Sua abordagem enfatizava a comunicação visual e a linguagem gestual como meios eficazes para a educação de surdos. Além disso, ele abriu uma escola gratuita para surdos em Paris, tornando a educação acessível a um número muito maior de surdos, independentemente de sua origem social. De acordo com Brito (2023), com o trabalho de L'Épée e o subsequente desenvolvimento da língua de sinais e das práticas pedagógicas, a educação de surdos começou a se transformar de forma significativa. As inserções pavimentaram o caminho para abordagens educacionais mais inclusivas e acessíveis, que eventualmente levaram ao reconhecimento dos direitos e das necessidades dos surdos na sociedade contemporânea. Na atualidade, a educação de surdos é amplamente baseada na inclusão e na promoção de comunidades linguísticas de sinais em muitos países ao redor do mundo.

O contexto do papel do professor bilíngue Português-Libras e seus reflexos e adequações na sala de aula mista envolve uma perspectiva educacional inclusiva e diversificada. Nesse ambiente, de acordo com Monteiro (2021), alunos surdos e ouvintes compartilham a mesma sala de aula, e o professor desempenha um papel fundamental na promoção da aprendizagem e na criação de um ambiente onde todos os alunos possam prosperar, independentemente de suas diferenças linguísticas e auditivas. Montes (2019), cita que a língua de sinais brasileira (Libras) é reconhecida como a língua materna dos surdos no Brasil, e o Português é a língua oficial do país. Em uma sala de aula mista, o professor bilíngue atua como um mediador linguístico e cultural, conectando as duas línguas e garantindo que todos os alunos tenham acesso ao currículo e à comunicação de maneira eficaz.

O contexto envolve desafios e oportunidades significativas: Comunicação Inclusiva, pois de acordo com Albuquerque (2020), o professor bilíngue facilita a comunicação entre alunos surdos e ouvintes, garantindo que todos tenham a chance de se expressar e compreender os outros. Isso cria um ambiente de aprendizagem onde a linguagem não é uma barreira para o entendimento. A aprendizagem colaborativa, sendo que na sala de aula mista, os alunos surdos e ouvintes têm a oportunidade de aprender uns com os outros. Segundo Barreto (2020), o professor promove a colaboração entre esses grupos, enriquecendo a experiência educacional de todos.

A adaptação de estratégias pedagógicas, onde de acordo com Ferreira et al (2022), o professor bilíngue adapta suas estratégias pedagógicas para atender às necessidades individuais de cada aluno. Isso pode envolver o uso de recursos visuais, como apresentações em PowerPoint, além de explicações em língua de sinais e Português, para garantir que todos compreendam o conteúdo. Promoção da cultura surda, pois além de ensinar as línguas, o professor bilíngue também promove a cultura surda, compartilhando informações sobre a história, identidade e comunidade surda. Isso ajuda a construir uma compreensão mais profunda e respeitosa entre os alunos.

O apoio individualizado, faz com que alunos surdos que podem precisar de suporte adicional, como intérpretes ou materiais adaptados sejam melhor atendidos. O professor bilíngue coordena esses recursos e garante que cada aluno receba o apoio necessário. Outro ponto, são os desafios de gerenciamento, pois gerenciar uma sala de aula mista pode ser desafiador, pois envolve diferentes estilos de aprendizagem e necessidades. O professor bilíngue desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente de aprendizagem inclusivo e equitativo. O professor bilíngue Português-Libras em uma sala de aula mista é complexo, mas oferece oportunidades valiosas para a promoção da inclusão, da diversidade e do respeito pelas diferenças linguísticas e culturais. O professor desempenha um papel essencial na criação de um ambiente educacional onde todos os alunos podem aprender juntos e prosperar, independentemente de sua audição ou linguagem.

Nessa vertente de condições foi perguntado aos professores: Se considera positiva a presença do aluno surdo com e sem a presença do intérprete de Libras; a comunidade escolar é co participante na integração do aluno surdo na sala de aula regular; em função da inclusão, os alunos surdos são colocados para interagir com o público em geral sob a supervisão de um inspetor para minimizar problemas de preconceito e mal-entendido na comunicação. O gráfico 7 destaca as respostas dos professores sobre o tema.

GRÁFICO 3- REFLEXOS E ADEQUAÇÕES FRENTE AO PAPEL DO PROFESSOR BILÍNGUE

Para esse conjunto de perguntas, começando de baixo para cima no gráfico se tem: a pergunta é- Se considera positiva a presença do aluno surdo com e sem a presença do intérprete de Libras. As respostas são: 70% dos professores disseram Concordo Totalmente; 20% respondeu concordo parcialmente e 10% responderam discordo totalmente. A pergunta: a comunidade escolar é co-participante na integração do aluno surdo na sala de aula regular. Das respostas 80% respondeu concordo totalmente; 10% concordou parcialmente e 10% não concorda nem discorda. Na pergunta: em função da inclusão, os alunos surdos são colocados para interagir com o público em geral sob a supervisão de um inspetor para minimizar problemas de preconceito e mal-entendido na comunicação. As respostas foram: 50% responderam concordo totalmente; 20% concordo parcialmente; 10% não concordo nem discordo; 10% discordo parcialmente e 10% discordo totalmente.

A análise dos resultados dessas perguntas revela informações importantes sobre a percepção dos professores em relação à inclusão de alunos surdos em salas de aula regulares e as estratégias adotadas para promover um ambiente inclusivo.

Os discursos são em cada uma das perguntas e suas respostas, sendo:

A pergunta 1: Se considera positiva a presença do aluno surdo com e sem a presença do intérprete de Libras. 70% dos professores responderam "Concordo Totalmente". 20% responderam "Concordo Parcialmente". 10% responderam "Discordo Totalmente".

A maioria absoluta dos professores (70%) considera positiva a presença do aluno surdo, independentemente da presença de um intérprete de Libras. Isso demonstra uma atitude positiva em relação à inclusão. Os 20% que responderam "Concordo parcialmente" podem indicar que veem benefícios na presença do aluno surdo, mas também reconhecem que a presença de um intérprete pode ser necessária em algumas situações. A minoria (10%) que discorda totalmente pode ter preocupações ou desafios específicos em relação à inclusão de alunos surdos.

Fernandes (2023), cita que se considera positiva a presença do aluno surdo tanto com quanto sem a presença do intérprete de Libras. Ambas as situações oferecem oportunidades valiosas para a aprendizagem, comunicação e inclusão de todos os alunos na sala de aula regular.

A pergunta 2: A comunidade escolar é co-participante na integração do aluno surdo na sala de aula regular. 80% dos professores responderam "Concordo Totalmente". 10% responderam "Concordo Parcialmente". 10% responderam "Não Concordo nem Discorda".

A expressiva maioria (80%) dos professores acredita que a comunidade escolar desempenha um papel ativo na integração do aluno surdo na sala de aula regular. Isso é um indicativo positivo, pois sugere um senso de responsabilidade compartilhada pela inclusão. Os 10% que responderam "Concordo parcialmente” indicam que veem algum nível de envolvimento da comunidade escolar, mas acreditam que pode haver espaço para melhorias.

Os 10% que responderam "Não Concordo nem Discorda" podem não ter uma opinião clara sobre o envolvimento da comunidade escolar na integração dos alunos surdos. De acordo com Torres (2022), a comunidade escolar desempenha um papel fundamental e coparticipante na integração do aluno surdo na sala de aula regular. Essa colaboração ativa e inclusiva é essencial para criar um ambiente de aprendizagem verdadeiramente inclusivo e enriquecedor.

Na pergunta 3: Em função da inclusão, os alunos surdos são colocados para interagir com o público em geral sob a supervisão de um inspetor para minimizar problemas de preconceito e mal-entendido na comunicação. 50% dos professores responderam "Concordo Totalmente". 20% responderam "Concordo Parcialmente". 10% responderam "Não Concordo nem Discorda". 10% responderam "Discordo Parcialmente". 10% responderam "Discordo Totalmente".

Metade dos professores (50%) concorda totalmente que os alunos surdos devem interagir com o público em geral sob a supervisão de um inspetor para minimizar problemas de preconceito e mal-entendido na comunicação. Isso pode ser interpretado como uma abordagem proativa para promover a inclusão social.

Os 20% que concordam parcialmente podem indicar que veem algum benefício nessa abordagem, mas reconhecem que não é a única maneira de abordar problemas de preconceito e comunicação. Os 20% que discordam (10% discordo parcialmente e 10% discordo totalmente) podem ter preocupações sobre essa abordagem ou podem preferir outras estratégias de promoção da inclusão social dos alunos surdos. Os resultados indicam uma atitude geralmente positiva dos professores em relação à inclusão de alunos surdos em salas de aula regulares e à promoção de uma comunidade escolar inclusiva. Algumas áreas onde podem existir preocupações ou perspectivas variadas sobre as estratégias específicas de inclusão. Esses resultados colaboram com informações úteis para informar discussões e políticas relacionadas à inclusão escolar de alunos surdos.

De acordo com Torres (2014), em função da inclusão, a prática de colocar os alunos surdos para interagir com o público em geral sob a supervisão de um inspetor visa minimizar problemas de preconceito e mal-entendido na comunicação. Essa abordagem busca promover uma compreensão mais ampla da surdez e das línguas de sinais, fomentando a inclusão social e a sensibilização em toda a comunidade escolar.

A avaliação dos resultados da pesquisa sobre o papel do professor bilíngue PortuguêsLibras, cujo objetivo foi: identificar o papel do professor bilíngue na sala de Aula mista com alunos surdos e ouvintes para o ensino da escrita na língua portuguesa em Escola Estadual da Zona Centro Sul no município de Manaus -AM no ano letivo de 2023.

Ao professor Bilingue, seu domínio e sua contribuição para a inclusão de alunos surdos revelam informações valiosas sobre a percepção e o impacto desse profissional na educação inclusiva.

Reconhecimento da Importância do Professor Bilíngue (Domínio da Libras): os resultados da pesquisa indicam que a maioria dos participantes reconhece a importância do professor bilíngue, especialmente aqueles que possuem domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Isso reflete uma compreensão da necessidade de comunicação eficaz entre professores e alunos surdos.

Contribuição para a Inclusão: os resultados sugerem que a presença de professores bilíngues pode ter um impacto positivo na inclusão de alunos surdos. A maioria dos respondentes concorda que a atuação desses profissionais contribui para a criação de um ambiente inclusivo e acessível.

Desafios da Educação Inclusiva: embora haja reconhecimento da importância do professor bilíngue, os resultados também indicam que existem desafios na implementação efetiva da educação inclusiva. Questões como falta de recursos, treinamento inadequado e falta de suporte técnico foram mencionadas como desafios a serem superados.

Impacto na Aprendizagem dos Alunos Surdos: a pesquisa não apenas destaca a importância do professor bilíngue na promoção da inclusão, mas também sugere que esses profissionais desempenham um papel crucial no processo de aprendizagem dos alunos surdos. A comunicação eficaz é fundamental para o desenvolvimento acadêmico e social desses alunos.

Necessidade de Investimento em Formação e Recursos: para garantir uma educação inclusiva de alta qualidade, os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de investimento em formação de professores, disponibilidade de recursos adequados, suporte técnico e conscientização sobre a importância da inclusão.

Os resultados da pesquisa enfatizam a importância vital do professor bilíngue com domínio da Libras na promoção da inclusão e no sucesso acadêmico dos alunos surdos. Mas, também destacam que a efetivação da inclusão enfrenta desafios que requerem ação conjunta de instituições educacionais, governos e comunidades para garantir que todos os alunos tenham igualdade de oportunidades na educação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa "O Papel do Professor Bilíngue Português-Libras no Processo de Ensino da Modalidade Escrita na Língua Portuguesa para Estudantes Surdos em Escola Estadual da Zona Centro Sul de Manaus-AM no Ano Letivo de 2023" oferece uma visão aprofundada do impacto do professor bilíngue na educação de estudantes surdos.

Ao longo do estudo, ficou claro que o professor bilíngue desempenha um papel essencial no processo de ensino da modalidade escrita em Português para esses alunos.Com relação a importância da comunicação bilíngue, a pesquisa destacou a importância da comunicação bilíngue, ou seja, o uso tanto da Libras quanto da Língua Portuguesa, na sala de aula.

O professor bilíngue atua como um facilitador na tradução e na compreensão mútua entre os alunos surdos e a língua majoritária. O apoio à aprendizagem escrita, sendo que o professor bilíngue desempenha um papel decisivo no apoio à aprendizagem da modalidade escrita em Português. Eles adaptam estratégias e métodos para atender às necessidades individuais dos alunos surdos, promovendo a alfabetização e o letramento de forma acessível.

Os desafios e necessidade de formação contínua, onde a pesquisa também ressaltou os desafios enfrentados pelos professores bilíngues e a necessidade de formação contínua. Isso inclui a necessidade de recursos adequados, atualização constante em métodos pedagógicos e conscientização sobre a importância do bilinguismo na educação de surdos.

O impacto na inclusão, entra em evidência, pois o estudo demonstrou que a presença e o papel ativo do professor bilíngue têm um impacto positivo na inclusão dos estudantes surdos. Isso não apenas promove a igualdade de oportunidades na educação, mas também ajuda a construir uma sociedade mais inclusiva.

A importância crítica do professor bilíngue na educação de alunos surdos. Neste estudo específico, focado na modalidade escrita da língua portuguesa, a presença e a atuação do professor bilíngue são fundamentais para o sucesso acadêmico e para o desenvolvimento da habilidade de escrita dos estudantes surdos.

A pesquisa destacou o papel crítico do professor bilíngue na promoção da aprendizagem da modalidade escrita em Português para estudantes surdos. Ao oferecer suporte adaptado e bilíngue, esses profissionais desempenham um papel fundamental na construção de uma educação inclusiva e na capacitação dos alunos surdos para alcançarem seu potencial máximo.

O professor bilíngue desempenha um papel categórico no processo de ensino da modalidade escrita da língua portuguesa para estudantes surdos. Sua atuação não apenas facilita a comunicação entre as línguas, mas também contribui para a inclusão e o desenvolvimento pleno dos alunos. Para alcançar todo o potencial do bilinguismo na educação de surdos, é fundamental apoiar e investir no desenvolvimento profissional desses educadores.

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  1. DOUTORA em Ciência da Educação pela Universidad de lá Integración de Las Américas, UNIDA PY no ano de 2024, MESTRA em Ciência da Educação pela Universidad de La Integración de Las Américas – UNIDA/PY no ano de 2021; Professora Graduada Letras - Língua e Literatura Portuguesa pela Universidade Federal do Amazonas (2014). Artigo extraído, da TESE de Doutorado apresentado a Facultad de Posgrado Doctorado en Ciencias de la Educación em la Universidad de la Integración de las Américas – UNIDA, Localizada na Cidad del Este - Paraguai, para obtenção do título de Doutora em Ciência da Educação no ano de 2024.

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