Abstract
This article analyzes the importance of children's contact with nature for their holistic development, highlighting the school's role as a mediator of these experiences in contemporary times. Based on bibliographic and documentary research—drawing on authors such as Piaget, Vigotsky, Paulo Freire, Richard Louv, and Tizuko Mochida Kishimoto, as well as legal documents like the 1988 Federal Constitution, the Statute of the Child and Adolescent (ECA), and the National Common Curricular Base (BNCC)—the study discusses how social transformations have impacted childhood by reducing contact with natural environments. The results show that factors such as urbanization, violence, hectic family routines, and excessive technology use contribute to confining children to indoor environments, thereby limiting experiences essential for physical, cognitive, social, and emotional development. In this context, the school stands out as a prime setting for fostering meaningful experiences with nature through pedagogical practices such as school gardens, outdoor activities, play in naturalized playgrounds, and the exploration of natural elements. The study concludes that contact with nature, facilitated by the school, contributes significantly to the child's holistic development, fostering active learning, environmental awareness, and the growth of individuals who are more critical, autonomous, and sensitive to socio-environmental issues.
Keywords: Childhood; Nature; Child development; Environmental education.
1 Introdução
A sociedade contemporânea tem passado por profundas transformações que impactam diretamente a infância e o desenvolvimento das crianças. A crescente urbanização, o aumento da violência, as longas jornadas de trabalho dos responsáveis, o trânsito intenso, a redução dos espaços residenciais e o uso crescente de dispositivos eletrônicos têm contribuído para um estilo de vida cada vez mais restrito ao ambiente interno. Nesse contexto, muitas crianças permanecem grande parte do tempo dentro de casa, com oportunidades cada vez mais limitadas de explorar o ambiente natural, brincar ao ar livre e estabelecer relações diretas com o meio em que vivem.
O distanciamento da natureza durante a infância pode comprometer experiências fundamentais para o desenvolvimento integral da criança. O contato com a terra, as plantas, os animais, a água e outros elementos naturais favorece o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional, além de estimular a criatividade, a curiosidade, a autonomia e a construção de vínculos afetivos com o meio ambiente. Entretanto, essas vivências têm se tornado cada vez mais escassas na realidade de muitas famílias, especialmente em contextos urbanos marcados pela insegurança e pela falta de espaços adequados para o brincar.
Diante desse cenário, a escola assume um papel de grande relevância no processo de formação infantil. Para muitas crianças, ela representa o principal, e em alguns casos o único, espaço de convivência coletiva e de acesso a experiências fora do ambiente doméstico. Assim, mais do que promover a aprendizagem dos conteúdos curriculares, a instituição escolar pode possibilitar vivências significativas junto à natureza, promovendo atividades ao ar livre, brincadeiras livres, exploração de elementos naturais e contato direto com diferentes ambientes, favorecendo a construção de uma relação de pertencimento, cuidado e respeito pelo mundo natural.
Nessa perspectiva, este artigo tem como objetivo discutir a importância do contato com a natureza para o desenvolvimento integral da criança, refletindo sobre o papel da escola como espaço privilegiado para promover experiências que contribuam para uma infância mais saudável, ativa, sensível e conectada com o meio natural, considerando os desafios impostos pela contemporaneidade e as contribuições teóricas e legais que fundamentam essa discussão.
2 Revisão da Literatura
O provérbio africano "é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança" sintetiza a compreensão de que o desenvolvimento infantil é uma responsabilidade compartilhada entre família, Estado e sociedade. No contexto brasileiro, essa concepção encontra respaldo na Constituição Federal de 1988. O artigo 205 estabelece que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, com vistas ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho. Complementando esse entendimento, o artigo 225 assegura a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, atribuindo ao poder público e à coletividade o dever de preservá-lo para as presentes e futuras gerações, além de determinar a promoção da educação ambiental em todos os níveis de ensino.
Em consonância com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) reconhece a criança como sujeito de direitos e estabelece, em seu artigo 4º, que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Além disso, o artigo 16 garante o direito à liberdade, compreendendo, entre outros aspectos, o direito de brincar, praticar esportes e divertir-se, elementos fundamentais para o desenvolvimento integral da criança. Dessa forma, o desenvolvimento infantil, o acesso às experiências de brincadeira e o contato com ambientes saudáveis constituem direitos legalmente assegurados e responsabilidades compartilhadas entre Estado, família e sociedade.
Nesse contexto, o contato da criança com a natureza assume papel fundamental para seu desenvolvimento integral. Entretanto, em uma sociedade marcada pelo crescimento urbano, pelo aumento da violência, pela rotina acelerada das famílias e pelo uso excessivo das tecnologias digitais, as oportunidades de exploração dos ambientes naturais têm se tornado cada vez mais escassas. Essa realidade limita experiências essenciais para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças, tornando ainda mais relevante a promoção de práticas educativas que favoreçam a aproximação entre infância e natureza.
Na perspectiva de Jean Piaget, o conhecimento não é transmitido passivamente, mas construído ativamente pela criança por meio da interação com o ambiente. A aprendizagem ocorre mediante um processo contínuo de assimilação, acomodação e equilibração. A assimilação consiste na incorporação de novas experiências aos esquemas mentais já existentes; a acomodação ocorre quando esses esquemas precisam ser modificados para compreender novas situações; e a equilibração representa o mecanismo de autorregulação responsável pelo avanço do desenvolvimento cognitivo.
Sob essa perspectiva, o brincar em ambientes naturais constitui um espaço privilegiado de aprendizagem. No estágio sensório-motor (0 a 2 anos), a criança explora o mundo por meio dos sentidos e dos movimentos, desenvolvendo noções de espaço, causalidade e permanência dos objetos ao manipular elementos como terra, água, folhas, pedras e gravetos. No estágio pré-operatório (2 a 7 anos), a natureza amplia as possibilidades do pensamento simbólico e das brincadeiras de faz de conta, permitindo que objetos naturais sejam ressignificados pela imaginação infantil. Conforme ilustrado na figura 1, as crianças utilizam recursos naturais durante a brincadeira, resignificando-os.
Figura 1: Brincadeira simbólica e construção com elementos Naturais. Fonte: Acervo digital da internet (2026). |
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A teoria histórico-cultural de Lev Vigotsky complementa essa compreensão ao defender que o desenvolvimento humano ocorre inicialmente no plano social para, posteriormente, ser internalizado pelo indivíduo. As interações estabelecidas com outras pessoas e com o ambiente constituem elementos fundamentais para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, como a atenção voluntária, a memória, a linguagem e o raciocínio. Nessa perspectiva, o ambiente natural atua como um importante mediador da aprendizagem, possibilitando que a criança, por meio da exploração, da observação e da interação com adultos e seus pares, construa conhecimentos sobre os fenômenos naturais e compreenda a importância da preservação ambiental. Dessa forma, atitudes de cuidado, responsabilidade, cooperação, empatia e sustentabilidade são fortalecidas a partir das experiências sociais vivenciadas em contato com a natureza.
As contribuições de Paulo Freire ampliam essa compreensão ao defender uma educação fundamentada no diálogo, na problematização da realidade e na construção coletiva do conhecimento. Para o autor, a aprendizagem ocorre quando o educando participa ativamente do processo educativo, estabelecendo relações entre os conhecimentos escolares e as experiências vividas em seu contexto. Sob essa perspectiva, o contato com a natureza favorece uma educação significativa, pois possibilita que a criança observe, questione, investigue e compreenda criticamente as relações entre os seres humanos e o meio ambiente. A vivência em espaços naturais contribui para o desenvolvimento da consciência ambiental desde a primeira infância, estimulando valores como responsabilidade, cuidado, respeito à vida e compromisso com a sustentabilidade. A figura 2 mostra como uma atividade tão simples como brincar na lama pode ser uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento da consciência do próprio corpo.
Figura 2: Brincadeira com lama, uma experiência sensorial. Fonte: Acervo digital da internet (2026). |
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Dessa forma, a educação ambiental deixa de se restringir à transmissão de informações e passa a constituir uma prática transformadora, capaz de formar sujeitos conscientes e participativos, em consonância com os princípios da educação defendidos por Freire.
Corroborando a essas perspectivas, Richard Louv (2016) chama a atenção para os impactos do crescente afastamento das crianças dos ambientes naturais. Ao cunhar a expressão "transtorno do déficit de natureza", o autor não propõe um diagnóstico clínico, mas uma reflexão sobre as consequências da desconexão entre infância e natureza. Segundo Louv, a redução das experiências ao ar livre está relacionada ao aumento do sedentarismo, da ansiedade, das dificuldades de concentração e da diminuição da criatividade. Em contrapartida, o contato frequente com ambientes naturais favorece o bem-estar físico e emocional, fortalece a saúde, estimula a criatividade, amplia a capacidade de atenção e desenvolve o sentimento de pertencimento e responsabilidade socioambiental.
No contexto da educação brasileira, Tizuko Mochida Kishimoto destaca que o brincar constitui uma das principais formas de aprendizagem na infância. Para a autora, a brincadeira favorece o desenvolvimento cognitivo, social, afetivo e motor, permitindo que a criança atribua significados às suas experiências e construa conhecimentos de forma ativa. Quando realizada em ambientes naturais, essa atividade amplia as possibilidades de exploração, investigação, imaginação e resolução de problemas, proporcionando vivências que dificilmente seriam reproduzidas em espaços fechados e excessivamente estruturados.
Essas contribuições encontram respaldo na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece a criança como sujeito ativo do processo de aprendizagem e estabelece as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes da Educação Infantil. O documento também propõe o desenvolvimento do letramento científico desde os primeiros anos de vida, incentivando a observação dos fenômenos naturais, a formulação de hipóteses, a investigação e a experimentação. Entre os direitos de aprendizagem previstos na BNCC estão brincar, explorar, conviver, participar, expressar-se e conhecer-se, direitos que encontram nos espaços naturais um ambiente privilegiado para sua efetivação.
Diante desse conjunto de referenciais teóricos e legais, compreende-se que a aproximação da criança com a natureza ultrapassa a dimensão do lazer e constitui uma prática pedagógica essencial para o desenvolvimento integral. As contribuições da Constituição Federal, do ECA, de Piaget, Freire, Vygotsky, Richard Louv, Kishimoto e da BNCC convergem ao demonstrar que a interação com o ambiente natural favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, social, emocional e ambiental da criança. Garantir oportunidades de brincar ao ar livre, explorar o meio ambiente e construir conhecimentos a partir de experiências concretas significa assegurar um direito da infância e investir na formação de cidadãos autônomos, críticos, criativos, conscientes e comprometidos com a construção de uma sociedade mais sustentável.
3 Metodologia
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza básica e caráter exploratório, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental. A opção por esse percurso metodológico justifica-se pela necessidade de compreender a importância do contato da criança com a natureza para seu desenvolvimento integral, a partir das contribuições de diferentes referenciais teóricos e documentos normativos.
A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio da análise de livros que abordam o desenvolvimento infantil, a educação ambiental, o brincar e a relação da criança com os ambientes naturais. Os referenciais teóricos utilizados foram Jean Piaget, Lev Vigotsky, Paulo Freire, Richard Louv e Tizuko Mochida Kishimoto.
Complementarmente, realizou-se pesquisa documental em documentos normativos, como a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os quais fundamentam os aspectos legais relacionados ao desenvolvimento integral da criança e à educação ambiental.
A análise dos dados ocorreu de forma descritiva e interpretativa, estabelecendo relações entre os referenciais teóricos e os documentos legais, com o objetivo de compreender como o contato com a natureza pode favorecer o desenvolvimento cognitivo, físico, social, emocional e ambiental da criança, bem como contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade.
4 Resultados e Discussão
A sociedade contemporânea tem passado por profundas transformações que impactam diretamente a infância e o desenvolvimento infantil. Diversos fatores têm contribuído para que as crianças permaneçam cada vez mais tempo em ambientes fechados, reduzindo as oportunidades de contato com a natureza e de vivências ao ar livre. Entre os principais fatores, destacam-se:
- Crescente urbanização, o que diminui a disponibilidade de áreas verdes e espaços adequados para brincar;
- Aumento da violência e da insegurança, levando as famílias a restringirem as brincadeiras em espaços públicos;
- Longas jornadas de trabalho dos responsáveis, reduzindo o tempo disponível para acompanhar atividades ao ar livre;
- Trânsito intenso que dificulta a mobilidade e torna os espaços urbanos menos seguros para as crianças;
- Redução do tamanho das residências, limitando as possibilidades de brincadeiras e exploração do ambiente;
- Uso crescente de dispositivos eletrônicos que favorece atividades sedentárias e substitui experiências de interação com o meio natural.
Como consequência, muitas crianças passam grande parte do tempo dentro de casa, com poucas oportunidades de explorar ambientes naturais, brincar livremente e desenvolver experiências fundamentais para seu crescimento físico, cognitivo, social e emocional, conforme ilustrado na figura 3.
Figura 3: Criança utilizando dispositivo eletrônico e criança observando a janela de um ambiente urbano. Fonte: Acervo digital da internet (2026). |
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No contexto contemporâneo, a escola assume um papel fundamental como mediadora das experiências da criança com o meio natural, especialmente diante da redução dos espaços externos de convivência e da crescente urbanização. Diante das limitações impostas pelo ambiente urbano e pelo uso excessivo das tecnologias digitais, a instituição escolar torna-se um dos principais espaços capazes de proporcionar vivências significativas de contato com a natureza.
Sob essa perspectiva, o papel da escola vai além da transmissão de conhecimentos formais, constituindo-se como um ambiente de experiências, exploração e descoberta. Ao promover atividades ao ar livre, projetos de educação ambiental, hortas escolares, observação de fenômenos naturais e brincadeiras em espaços externos, a escola possibilita que a criança estabeleça relações diretas com o ambiente, construindo conhecimentos de forma ativa. Entre as práticas pedagógicas possíveis, destacam-se ainda a criação de jardins sensoriais, trilhas ecológicas, rodas de observação da natureza, coleta e análise de elementos naturais (como folhas, sementes e pedras), além de brincadeiras livres em pátios naturalizados, que favorecem a curiosidade, a investigação e a autonomia infantil. Conforme apresentado na figura 4, pode-se observar momentos de contato com a natureza ofertados por escolas às crianças.
Figura 4: Momentos de contato com a natureza e vivências em espaços escolares externos. Fonte: Acervo digital da internet (2026). |
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À luz da teoria de Vigotsky, essas experiências são potencializadas pela mediação do professor e pela interação social entre as crianças, favorecendo a construção de funções psicológicas superiores, como a linguagem, o pensamento crítico e a consciência ambiental. O professor, nesse contexto, atua como mediador intencional, organizando situações de aprendizagem que ampliam a zona de desenvolvimento proximal da criança.
Na perspectiva de Paulo Freire, essas práticas reforçam uma educação problematizadora e dialógica, na qual a criança não é apenas receptora de informações, mas sujeito ativo na construção do conhecimento. O contato com a natureza, mediado pela escola, permite a leitura crítica do mundo, promovendo valores como responsabilidade, cuidado, respeito à vida e compromisso com a sustentabilidade.
Assim, a escola contemporânea desempenha um papel essencial na reconstrução da relação entre infância e natureza, criando oportunidades que muitas vezes não estão disponíveis no cotidiano familiar e urbano. Ao integrar experiências naturais ao processo educativo, a escola contribui para o desenvolvimento integral da criança e para a formação de sujeitos mais conscientes, sensíveis e comprometidos com a sustentabilidade.
5 Considerações Finais
A infância constitui uma etapa fundamental do desenvolvimento humano, sendo marcada por experiências que influenciam diretamente a formação cognitiva, emocional, social e física do indivíduo ao longo da vida. Nesse sentido, o presente estudo evidenciou que o contato com a natureza desempenha um papel essencial no desenvolvimento integral da criança, promovendo aprendizagens significativas e contribuindo para a construção de uma relação mais saudável e consciente com o meio ambiente.
Os resultados e discussões apresentados demonstram que as transformações da sociedade contemporânea, como a urbanização, a violência, a intensificação das rotinas familiares e o uso excessivo de tecnologias digitais, têm restringido as oportunidades de interação das crianças com ambientes naturais. Diante desse cenário, a escola assume papel central como espaço de mediação dessas experiências, sendo responsável por promover práticas pedagógicas que favoreçam o brincar, a exploração e o contato direto com a natureza.
As contribuições teóricas de Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, Richard Louv e Kishimoto, juntamente com os fundamentos legais da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Base Nacional Comum Curricular, reforçam a importância de garantir à criança o direito ao desenvolvimento integral e ao acesso a experiências significativas com o meio natural. Tais perspectivas evidenciam que a aprendizagem ocorre de forma mais efetiva quando a criança participa ativamente do processo educativo e interage com o ambiente ao seu redor.
Dessa forma, conclui-se que promover o contato com a natureza na infância não é apenas uma questão pedagógica, mas também social e ética, pois envolve a formação de sujeitos mais críticos, sensíveis, autônomos e comprometidos com a sustentabilidade e com a vida em sociedade.
Assim, compreende-se que a infância é um período decisivo na constituição do ser humano, e, como afirma a metáfora da escritora Lya Luft, “a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira”, indicando que as experiências vividas nessa fase deixam marcas profundas e duradouras, influenciando toda a trajetória do indivíduo.
Referências
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Graduanda no Curso de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). E-mail: Costacas@live.com. ↑
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