Métodos eficazes de prevenção à dengue
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Abstract

Dengue is an arboviral disease transmitted mainly by the Aedes aegypti mosquito and represents a major public health problem in Brazil. The significant increase in cases in recent years highlights the need to strengthen disease prevention and control strategies. This study aims to identify effective methods for dengue prevention through a review of the scientific literature and official documents from the Ministry of Health. The research is characterized as qualitative, descriptive, and bibliographic. The results demonstrate that the elimination of breeding sites, health education, community participation, epidemiological surveillance, and continuous actions by vector-control agents are fundamental measures for reducing vector proliferation. It is concluded that addressing dengue depends on the integration of public authorities and the population, with prevention being the most effective strategy for reducing the incidence of the disease and its social and economic impacts.

Keywords: Dengue; Aedes aegypti; prevention; public health; epidemiological surveillance.

1 Introdução

A dengue é uma doença infecciosa causada por vírus do gênero Flavivirus e transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Trata-se de uma das arboviroses de maior relevância mundial, especialmente em países de clima tropical e subtropical, como o Brasil.

Nos últimos anos, o aumento do número de casos tem gerado grande preocupação para os órgãos de saúde pública. Fatores como crescimento urbano desordenado, acúmulo inadequado de resíduos, deficiência no saneamento básico e mudanças climáticas favorecem a proliferação do vetor.

Diante desse cenário, torna-se fundamental discutir estratégias preventivas capazes de reduzir a infestação do mosquito e, consequentemente, a transmissão da doença. O presente estudo tem como objetivo identificar métodos eficazes de prevenção à dengue com base na literatura científica e em documentos oficiais da área da saúde.

2 Revisão da Literatura

O mosquito Aedes aegypti desenvolve-se preferencialmente em recipientes com água parada, tanto em ambientes domiciliares quanto peridomiciliares. Caixas d’água, pneus, vasos de plantas, calhas, garrafas e qualquer recipiente que acumule água limpa constituem potenciais criadouros. O ciclo de vida do vetor — ovo, larva, pupa e adulto — é fortemente influenciado por temperatura e umidade, o que explica a sazonalidade da dengue no Brasil, com picos no verão e no início do outono.

A literatura científica e os documentos oficiais do Ministério da Saúde convergem na afirmação de que o controle da dengue depende, sobretudo, da redução da densidade larvária. A eliminação mecânica de criadouros continua sendo a medida de maior impacto. Estudos apontam que a participação ativa da comunidade, aliada a campanhas educativas permanentes, eleva significativamente a efetividade das ações de controle. A educação em saúde, quando realizada de forma contínua e contextualizada, promove mudanças de comportamento que se refletem na diminuição de focos do mosquito.

A vigilância entomológica e epidemiológica também é destacada como ferramenta essencial. O levantamento de índice de infestação predial (LIIP), as visitas domiciliares realizadas pelos agentes de combate às endemias e o monitoramento de casos suspeitos permitem a identificação precoce de áreas de risco e a adoção de medidas oportunas. Além disso, o uso de telas em janelas e portas, a limpeza periódica de caixas d’água e o descarte correto de pneus e resíduos sólidos são práticas recomendadas tanto pela literatura quanto pelas diretrizes oficiais.

Diversos autores ressaltam que o sucesso no controle do Aedes aegypti não depende apenas de ações pontuais do poder público, mas da integração entre governo, profissionais de saúde e população. Municípios que investem em educação permanente e em participação comunitária tendem a apresentar menores índices de infestação e menor incidência de dengue.

3 Metodologia

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, descritiva e bibliográfica. Foram consultados artigos científicos, publicações acadêmicas e documentos oficiais do Ministério da Saúde relacionados à prevenção da dengue e ao controle do Aedes aegypti.

A análise dos materiais buscou identificar as principais medidas preventivas recomendadas pela literatura e sua efetividade no contexto da saúde pública brasileira.

4 Resultados e Discussão

A revisão realizada evidenciou que a prevenção da dengue depende principalmente da redução dos locais de reprodução do mosquito.

  • eliminação de recipientes que acumulam água;
  • limpeza periódica de caixas d’água;
  • descarte adequado de pneus e lixo;
  • manutenção de calhas limpas;
  • uso de telas de proteção;
  • campanhas educativas permanentes;
  • visitas domiciliares realizadas por agentes de combate às endemias.

Os estudos analisados indicam que municípios com maior participação comunitária tendem a apresentar melhores resultados no controle do vetor.

5 Considerações Finais

A dengue permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficiente para reduzir a transmissão da doença e evitar surtos epidêmicos.

As evidências apresentadas demonstram que a eliminação dos criadouros, aliada à educação em saúde, à vigilância epidemiológica e à participação da população, constitui o conjunto de medidas mais eficaz para o controle do Aedes aegypti.

Dessa forma, o enfrentamento da dengue exige ações permanentes e integradas entre governo, profissionais de saúde e comunidade.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: prevenção e controle. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância em saúde. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.

DIAS, M. F.; SILVA, R. A. Estratégias de controle do Aedes aegypti no Brasil. Revista de Saúde Pública, 2023.

OLIVEIRA, J. P.; SANTOS, L. M. Educação em saúde como ferramenta de prevenção da dengue. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2022.

  1. Agente de Combate às Endemias – Giruá – Rio Grande do Sul – Brasil.

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