A origem dos meios de comunicação social: imprensa escrita, rádio, televisão e redes sociais
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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RESUMO

O presente artigo tem como objectivo compreender a origem dos meios de comunicação social: a imprensa escrita, a rádio, televisão e rede social. Quando a metodologia, neste estudo, usou-se o método de pesquisa bibliográfico que segundo Fonseca (2002), é realizada [...] a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites, (...) com o objectivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta. Para a análise e interpretação optou-se pela crítica do material bibliográfico, sendo considerado, um juízo de valor sobre determinado material científico. Quando a origem da imprensa escrita, ela surgiu no século XV na Europa quando o Alemão Johannes Gutemberg desenvolveu a primeira máquina de impressão feita com tipos móveis por volta dos anos 1439. Quando a rádio, teve a sua gênese com o Michael Faraday em 1831 com a descoberta da indução magnética. Quanto à televisão a sua invenção não foi datada, mas o seu desenvolvimento compreendeu no período entre os anos 1817 e 1920, foi patenteado por Paul Nipkow em 1885, na Alemanha. Quando a rede social (internet) surgiu a partir de anotações de J.C.R. Licklider, cientista de computação dos Estados Unidos. Do estudo feito, chegou-se a conclusão que, os meios de comunicação são muito importantes pois que, são ferramentas que possibilitam a comunicação entre indivíduos por meio da transferência de informação de forma individual ou em massa.

Palavras-chave: Meios de comunicação; imprensa escrita; rádio; televisão; rede social.

ABSTRACT

This article aims to understand the origin of mass media: the written press, radio, television, and social networks. Regarding methodology, this study used the bibliographic research method, which, according to Fonseca (2002), is carried out [...] from the survey of theoretical references already analyzed and published in written and electronic media, such as books, scientific articles, web pages, (...) with the objective of collecting information or prior knowledge about the problem for which an answer is sought. For the analysis and interpretation, a critique of the bibliographic material was chosen, considering a value judgment on certain scientific material. Regarding the origin of the written press, it emerged in the 15th century in Europe when the German Johannes Gutenberg developed the first printing machine made with movable type around the year 1439. As for radio, its genesis lies with Michael Faraday in 1831 with the discovery of magnetic induction. While the invention of television was not dated, its development spanned the period between 1817 and 1920, and it was patented by Paul Nipkow in 1885 in Germany. The social network (internet) emerged from notes by J.C.R. Licklider, a computer scientist from the United States. The study concluded that media are very important because they are tools that enable communication between individuals through the transfer of information individually or en masse.

Keywords: Media; print media; radio; television; social network.


1. Introdução

O presente artigo trata da origem dos meios de comunicação social: a imprensa escrita, a rádio, televisão e rede social. Tem como objectivo analisar a origem dos meios de comunicação partindo do enfoque teórico de WOLF (2003), na sua abordagem sobre a época da teoria hipodérmica do estímulo-resposta e de Lasswell (1902)....., de que a comunicação é um facto que historicamente sempre existiu, desde a Pré-história, com pinturas rupestres, até o estudo da retórica na Grécia Antiga. Pode-se dizer também que, é um facto essencialmente presente em qualquer sociedade.

O tema em abordagem é bastante pertinente, pois que, a comunicação social (mass communication) é a comunicação efectuada a grande escala, de forma impessoal, para uso e benefício de um grande, anónimo e heterogéneo número de receptores em simultâneo, que fisicamente podem estar bastante separados, sendo, habitualmente, diminutas as possibilidades de interacção e feedback do receptor com o emissor. Cada receptor, de alguma forma, percebe que as outras pessoas (outros receptores) também são expostas à comunicação social. Mas a audiência não é personalizada. É tida, ao invés, como um agregado de indivíduos pontualmente unidos pela recepção comum de uma mensagem, consumida, por norma, devido ao facto de corresponder aos interesses, necessidades, crenças, valores e expectativas desses indivíduos (Sousa, 2006).

Para Gill e Adams (1998: 41), pode-se pensar na comunicação em duas grandes asserções:

  1. A comunicação como o processo em que comunicadores trocam propositadamente mensagens codificadas (gestos, palavras, imagens...), através de um canal, num determinado contexto, o que gera determinados efeitos; e
  2. A comunicação como uma actividade social, onde as pessoas, imersas numa determinada cultura, criam e trocam significados, respondendo, desta forma, à realidade que quotidianamente experimentam.

Lasswell (1902-78), descreve a comunicação em termos de quem diz o quê, para quem, em que canal, com que efeito. O "quê" (conteúdo), o "quem" (controle) e o "para quem" (audiência) têm o mesmo peso. "Onde" também interessa. As reações dos diferentes grupos de pessoas sobre o que ouvem, vêem ou lêem exigem estudo permanente.

Desta feita, podemos dizer que, a comunicação é indispensável para a sobrevivência dos seres humanos e para a formação e coesão de comunidades, sociedades e culturas no contexto geral.

Diante do exposto acima, elaborou-se os seguintes objectivos:

Objectivo geral: Analisar a origem dos meios de comunicação.

Objectivos específicos:

  • Identificar as primeiras formas de comunicação utilizadas pelo ser humano ao longo da história.
  • Descrever cada meio de comunicação o seu surgimento e evolução.
  • Relacionar o surgimento de cada meio de comunicação em Angola.

2. Revisão da literatura

2.1 A origem dos meios de comunicação social: imprensa escrita, rádio, televisão e rede social

2.1.1- Imprensa escrita

A comunicação em sociedade radica, em primeiro lugar, numa habilidade humana, a linguagem. Mas foi apenas com a passagem da linguagem oral à escrita (praticada sobre suportes mediáticos, como o barro, a madeira, a pedra, a cera e o papiro) que se tornou possível à comunicação vencer o tempo e, em grande medida, o espaço. A escrita constituiu, portanto, um dos alicerces dos processos de comunicação social. A escrita permitiu o registo. Por isso a Pré-História corresponde ao tempo antes da escrita; a História é o tempo após a escrita. Foi a escrita que permitiu ao homem transmitir rigorosamente informações de geração em geração sem se sujeitar à infidelidade dos processos de transmissão oral e, ao contrário do que sucede com os restantes seres vivos e aconteceu com os nossos antepassados mais antigos, sem ter de esperar pelo complexo processo de inscrição de nova informação no ADN, através das mutações e da selecção natural (Hawking, 2002: 162-165).

Segundo Briggs & Burke (2006), afirmam que a imprensa escrita, surgiu no século XV na Europa quando o Alemão Johannes Gutemberg desenvolveu a primeira máquina de impressão feita com tipos móveis por volta dos anos 1439, talvez inspirado pelas prensas de vinhos de sua região natal, banhada pelo rio Reno que usava tipos móveis de metal. Mais na China e no Japão, a impressão já era praticada há muito tempo desde o século VIII, se não antes, mas o método geralmente utilizado era o chamado de "impressão em bloco": usava-se um bloco de madeira entalhada para imprimir uma única página de um texto específico. O procedimento era apropriado para culturas que empregavam milhares de ideogramas, e não um alfabeto de 20 ou 30 letras. Provavelmente por essa razão teve poucas consequências a invenção de tipos móveis no século XI na China. No entanto, no início do século XV, os coreanos criaram uma fôrma de tipos móveis, descrita pelo acadêmico Henri-Jean Martin como "de uma quase alucinatória similaridade àqueles de Gutenberg". A invenção ocidental pode ter sido estimulada pelas notícias do que havia acontecido no Oriente (Briggs & Burke, 2006).

Barbosa (2013, p. 34), aponta que, o homem, através dos tempos, vem buscando comunicar-se com gestos, expressões e a fala. A escrita tem origem no momento em que o homem aprende a comunicar seus pensamentos e sentimentos por meio de signos. Signos que sejam compreensíveis por outros homens que possuem ideias sobre como funciona esse sistema de comunicação.

Segundo Sousa (2006), por volta do ano 2500 a. C., os sumérios já usavam a escrita cuneiforme, assim chamada porque os caracteres eram geralmente gravados em barro com um estilete de ponta quadrada, adquirindo a forma de cunha. Este sistema de escrita misturava signos pictográficos, ideográficos e silábicos. A nossa escrita é simultaneamente alfabética e ideográfica (caso dos algarismos, dos sinais de operações matemáticas, etc.). Os sumérios fixaram por escrito, em suportes apropriados, os textos sagrados, as genealogias, as lendas e mitos fundadores, os calendários, os códigos e leis.

Costa, Silva e Vilaça, (S/D) esclarecem que em 45.000 a.C., surgem os primeiros registros de inscrições em cavernas, as pinturas rupestres, feitas para registrar momentos importantes como celebrações, caças e outros fatos. E apresentam uma divisão das fases da evolução da escrita, que são:

  • Fase pictórica: trata-se de desenhos ou pictogramas, associados à imagem daquilo que se quer representar. Consistem em representações bem simplificadas dos objetos da realidade.
  • Fase ideográfica: representada pelos ideogramas, que são símbolos gráficos que representam diretamente uma ideia. As escritas ideográficas mais importantes são a egípcia (também chamada de hieroglífica), a mesopotâmica (suméria), as escritas da região do mar Egeu (a cretense, por exemplo) e a chinesa (de onde provém a escrita japonesa).
  • Fase alfabética: tem-se nessa fase o uso de letras, as quais, embora tenham se originado nos ideogramas, perderam o valor ideográfico e assumiram uma nova função de escrita.

A escrita contribuiu, assim, para a harmonização e regulação da vida política, administrativa, religiosa e jurídica, cumprindo uma função social e culturalmente agregadora. Tornou também possível a expansão das civilizações e o aparecimento dos primeiros impérios. Ao permitir que as instruções, os regulamentos e os relatos pudessem chegar a todo lado, sem variação de forma e conteúdo, a escrita permitiu igualmente a tentacularização do poder central. (Sousa, 2006).

Quanto à imprensa escrita, podemos assim dizer que ela surgiu a partir dos primeiros registros de desenhos (pinturas rupestres) em cavernas na África datados de 15.000 anos antes de Cristo. Mais a prática da impressão gráfica segundo Briggs & Burke ( 2006), se espalhou pela Europa com a diáspora dos impressores germânicos. Por volta de 1500, haviam sido instaladas máquinas de impressão em mais de 250 lugares na Europa sendo 80 na Itália, 52 na Alemanha e 43 na França. As prensas chegaram a Basiléia em 1466, a Roma em 1467, a Paris e Pilsen em 1486, a Veneza em 1469, a Leuven, Valência, Cracóvia e Buda em 1473, a Westminster (distinta da cidade de Londres) em 1476 e a Praga em 1477. Todas essas gráficas produziram cerca de 27 mil edições até o ano de 1500,o que significa que estimando-se uma média de 500 cópias por edição, cerca de 13 milhões de livros estavam circulando naquela data em uma Europa com cem milhões de habitantes. Cerca de dois milhões desses livros foram produzidos somente em Veneza, enquanto Paris era um outro centro importante, com 181 estabelecimentos em 1500.

Por outro lado, o crescimento do mercado deu-se de modo associado ao da imagem reproduzida mecanicamente, em particular da "estampa", termo geral empregado para imagens impressas. O meio utilizado era um bloco de madeira ou uma placa de cobre ou aço, com a imagem cinzelada na placa (gravada) ou feita por corrosão com ácido (no caso de água-forte). A primeira xilogravura conhecida data do final do século XIV e foi provavelmente inspirada pela estamparia de tecidos.

2.1.2- A imprensa escrita em Angola

Segundo Santos (2021), afirma que a história da imprensa escrita em Angola teve início em 1836, quando o ministro Bernardo de Sá Nogueira e Figueiredo (1785-1876) autorizou no artigo 13º do decreto de 7 de Dezembro a criação nas possessões ultramarinas Portuguesas publicações que pudessem transmitir informações militares , civis, legais, comerciais e gerais. Mais a história angolana começa a ser inscrita a partir de 1845, com o surgimento do boletim do governo geral da província de Angola, doravante mencionada pela sigla BOA (Boletim Oficial de Angola).

Hohlfeldt & Carvalho (2012) apresentam segundo Lopo (1964), a história da imprensa angolana dividida em três fase que são:

  1. Fase da imprensa oficial, a partir de 13 de setembro de 1845, quando circulava a primeira edição do boletim oficial ;
  2. Fase da imprensa independente, a partir de 1852, quando se faz a edição única do Almanak Statístico da provincia d´Angola e suas dependências;
  3. Fase da imprensa industrial ou profissional, a partir de 16 de Agosto de 1923 quando começa a circular o jornal província de Angola, fundado por Adolfo Pina.

Assim sendo, podemos concluir que, a imprensa se iniciou em Angola pois sob o signo da lei e do público, para dar a conhecer informações de natureza vária. A imprensa angolana era centralizada quase exclusivamente em dois centros urbanos , Luanda e Benguela. Os jornais sempre dedicaram espaço às colaborações literárias e, por isso mesmo, a figura do intelectual ganhou inquestionável relevo, sendo o jornalista e o literário, muitas vezes, a mesma pessoa (Macedo Chaves, 2007).

2.1.3- Rádio e Televisão

O jornalismo radiofónico e o jornalismo televisivo foram historicamente condicionados pelas características dos meios usados para veiculação das mensagens (rádio e TV) e pelas circunstâncias de recepção. Além disso, o radiojornalismo e o telejornalismo sempre interagiram com o jornalismo impresso (e mais recentemente com o jornalismo on-line), e vice-versa. As mesmas tendências informativas que moldaram o jornalismo impresso moldaram, igualmente, o radiojornalismo e o telejornalismo, como a tendência para a especialização e para o jornalismo interpretativo que se desenhou a partir dos anos sessenta do século XX (Sousa, 1994).

2.1.4- Rádio: origem e evolução

O rádio é um veículo de comunicação baseado na difusão de informações sonoras por meio de ondas electromagnéticas em diferentes frequências.

A história da rádio começou com Michael Faraday que em 1831, descobriu a indução magnética. Mais Oliver Lodge, nascido em 1851, que morreria de velhice em 1940, foi quem demonstrou as ondas hertzianas, tal como foram imediatamente rotuladas, para a Royal Institution em 1895. Ele também inventou um "[rádio] coesor", como o chamou um receptor de onda hertziana tendo um fio de ferro dentro de um tubo, sem que jamais percebesse a importância econômica de seu trabalho. Para ele, o coesor era um dispositivo pedagógico. Também houve pioneiros do rádio em outros países, como A.S. Popoff (1859-1906) na Rússia, Edouard Branly (1844-1940) na França e Augusto Righi (1850-1920) na Itália. Portanto, quando Guglielmo Marconi (1871-1937) chegou à Grã-Bretanha em junho de 1896 para demonstrar o que chamava de "desenvolvimentos na transmissão de sinais e impulsos elétricos", um escritor do Quarterly Review pôde avaliar que "mr. Marconi" tinha "somente introduzido outro modo de fazer o que já havia sido feito anteriormente" (Briggs & Burke, 2006).

Nos primeiros anos em que funcionaram, as estações pioneiras de rádio não difundiam informação. Mas as coisas mudam com a criação, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, no dia 2 de Novembro de 1920, da primeira emissora profissional do mundo - a KDKA. A emissão inaugural é toda ela informativa, transmitindo-se, ao longo de oito horas, os resultados das eleições presidenciais americanas, em colaboração com o jornal Pittsburgh Post. As notícias passam a ter espaço próprio na rádio. Em 1924, cem empresas jornalísticas norte-americanas já tinham emissoras de rádio (Meditsch, 1999: 24). Em 1927, a American Newspaper Publishers Association dá a sua benção ao radiojornalismo, proclamando que a difusão de notícias pela rádio estimulava a venda de jornais (Faus Belau, 1981, cit. in Meditsch, 1999: 24). De algum modo, a rádio aguçava o interesse dos ouvintes pelas notícias, obrigando-os a comprar os jornais para se inteirarem mais profundamente da informação.

Hoje a rádio trilha novos caminhos. A especialização é um deles. Além das rádios generalistas, existem rádios segmentadas, entre as quais rádios informativas, que se especializam em radiojornalismo, como acontece com a TSF. Não quer isto dizer que uma rádio informativa não possa passar outro tipo de programação. A diferença é que uma rádio informativa oferece maior profundidade na informação e é procurada por público que deseja, sobretudo, obter boa informação (Faus Belau, 1981, cit. in Meditsch, 2001: 20).

Podemos assim concluir que, a história da rádio teve a sua gênese com o Michael Faraday em 1831 com a descoberta da indução magnética. Mas a sua propagação começou em 1887 através de Henrich Rudolph Hertz. Para Sousa (1994), a rádiotransmissão a sua primeira transmissão foi em um evento esportivo para o jornal de Dublin no final do século XVIII conforme esclarece.

2.1.5- A rádio em Angola

Segundo Monteiro (2018), a radiodifusão sonora em Angola foi iniciada por um amador devidamente autorizado em 28 de Fevereiro de 1931 - Álvaro Nunes De Carvalho, o CR6AA. Por isso este radioamador é considerado o pai da Radiodifusão de Angola. A sua estação dispunha apenas de alguns watts e esteve inicialmente instalada em Benguela e depois no Lobito. Pudemos averiguar que ainda funcionava em 1957.

No dia 3 de maio de 1937 segundo o autor, foi feita a primeira emissão através do emissor CR6-AA. O entusiasmo foi tal que logo se concluiu que a iniciativa era irreversível. Nem a desistência forçada do dono do emissor fez esmorecer os ânimos.Festas, rifas, cortejos de oferendas e peditórios, tudo serviu para angariar os fundos necessários para mandar construir, de raiz um emissor ao técnico benguelense Sr. Belém.

Nos anos subsequentes foram criadas outras rádios a nível das cidades capitais de todas províncias de Angola conforme relata Monteiro (2018).

Em 1951, surge a rádio nacional de Angola (RNA). Ela é uma empresa de radiodifusão pública da República de Angola, cuja sede situa-se em Luanda. A RNA opera cinco estações de rádio na capital, dezoito estações regionais e uma estação de rádio internacional. Wikipédia (18/09/2023).

2.1.6- Televisão: origem e evolução

O primeiro equipamento de televisão foi patenteado por Paul Nipkow (1885), na Alemanha, segundo Sampaio (1984) o aparelho era capaz de funcionar a base da transmissão de imagens em movimento por meio de fio condutor. Alguns anos depois, o equipamento foi aperfeiçoado e aplicado em transmissões regulares, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos.

Segundo Sousa (2006), o primeiro telejornal diário só surgiu nos Estados Unidos no final da década de quarenta do século XX, a pedido da Comissão Federal das Comunicações do governo americano. Até aí as cadeias de televisão americanas apenas emitiam programas de entretenimento. As grandes referências para os primeiros telejornais eram os documentários sobre "actualidades", que iniciavam as sessões de cinema, e os jornais de rádio. No entanto, a televisão não tinha a mobilidade da rádio. Para se fazerem registos audiovisuais, usava-se filme, tal e qual como no cinema, o que complicava bastante a edição. Era igualmente difícil e volumoso armazenar imagens (o vídeo só aparece no final dos anos sessenta). Inclusivamente, ainda se usava filme profissional e não o filme de 16 mm para cinema ligeiro, que só aparecerá na década de cinquenta. Portanto, segundo Ignacio Ramonet, nesses primeiros telejornais escasseavam as imagens de acontecimentos.

O desenvolvimento do cinema e da televisão dependia da câmera, a qual tem uma longa história atrás de si: a câmera obscura (camera escura) fora durante séculos uma ferramenta para os artistas. A nova câmera do século XIX foi desenvolvida primeiro na França e na Grã-Bretanha e, posteriormente, de forma revolucionária, nos Estados Unidos. Em 1802, um membro da família Wedgwood havia redigido uma "Descrição de um método para copiar pinturas no vidro e para fazer silhuetas pelo efeito da luz no nitrato de prata". Mas foi um pesquisador francês, Joseph Nicéphore ("o que traz a vitória") Niepce, quem produziu a primeira "fotografia da vida", por meio do que chamou de "heliografia", logo após as guerras napoleônicas (a palavra "fotografia" foi cunhada por Wheatstone) (Briggs & Burke, 2006).

Quando a televisão a sua invenção não foi datada, mais o seu desenvolvimento compreendeu no período entre os anos 1817 e 1920. O seu papel central como meio de diversão é válido quer para os mais instruídos, quer para os menos instruídos e, provavelmente, também para outros sectores da população, embora existam, entre as várias camadas do público, variações de atitude para com a televisão, quanto à quantidade de horas de exposição e outros factores (Comstock e outros, 1978, 172).

2.1.7- Televisão em Angola

Segundo Monteiro (2018), a primeira tentativa de exploração da televisão em Angola aconteceu em 1962 no Rádio Clube do Huambo que remetera um requerimento para que lhe fosse autorizada a instalação de uma estação de TV. Sem aguardar resposta do governo colonial, em Agosto do mesmo ano, a referida emissora emite as primeiras imagens de TV em Angola. A experiência foi realizada em circuito fechado no recinto da Feira Oficial da então Nova Lisboa, actual Huambo, mas, como era de esperar, as autoridades impediram o progresso desta iniciativa. Não obstante, as experiências não ficaram por aí. Entretanto, foi no final da década de 60 que, com a abertura ao capital estrangeiro, o governo colonial português é forçado a reconhecer a urgência e a necessidade do estabelecimento, a curto prazo, de um serviço de televisão nas colónias como mais uma máquina de acção psicológica pró-regime.

No âmbito do Ministério do Ultramar, esclarece o autor que foi criada, em 1969, uma comissão para o estudo da implantação da televisão nas colónias. Só em 27 de junho de 1973 vem, no entanto, a autorizar a constituição de sociedades anónimas para a exploração desses serviços. É nestes termos que se constitui a "RPA/TPA" - Radiotelevisão Portuguesa de Angola (Boletim Oficial de Angola - III. Série, n.º 27 de 1 de Fevereiro de 1974), sendo no ano seguinte, já em regime de transição política, substituída a palavra "Portuguesa" por "Popular". A 18 de Outubro de 1975 a televisão dá início, em Luanda, às suas emissões regulares. Aos 25 de Junho de 1976, a televisão é nacionalizada pelo Governo da República Popular de Angola, passando a constituir uma entidade nova designada pela sigla "TPA" - TELEVISÃO POPULAR DE ANGOLA - conforme consta no Diário da República - I Série n.º 149, lei 50/76 de 25 de Junho de 1976.

Em 1979 dá-se corpo a uma iniciativa local, nas cidades de Benguela e Lobito e em 1981 surge no Huambo o primeiro centro de produção regional, no verdadeiro sentido. Em Setembro de 1997, a TPA vê-se transformada em Empresa Pública, por força do decreto n.º 66/97 de 5 de Setembro (Diário da República - I Série - n.º 42 - 5 de Setembro de 1997), sendo a palavra "Popular" substituída por "Pública", na sua designação oficial. Conforme estabelece o seu estatuto, aprovado pelo Conselho de Ministros, "a TPA é uma empresa pública de grande dimensão e de interesse público, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, de gestão e património próprio" e "tem por objecto principal, a prestação de serviços públicos de radiotelevisão informativa, publicitária e recreativa".

In “Africa Hoje” Monteiro, 2018). Actualmente temos mais de 5 canais televisivas a nível nacional (Angola).

2.1.8- Rede Social (Internet)

Straubahaar & La Rose (2004) afirma que o primeiro sistema civil compartilhado surgiu em 1962 e era o maior e mais resistente exemplo de um sistema de tempo compartilhado, o SABRE, um sistema de reserva de passagens da American Airlines, conectava os balcões de venda de passagens dos agentes de viagens a um computador central via modems e linhas de telefone, permitindo dessa forma o controle central de reservas de vôo e emissão das passagens. Ainda o autor afirmam que, fora das salas de comunicações a transmissão de dados era muito lenta, os mais avançados modems eram capazes de enviar apenas 1.200 bits por segundo.

Actualmente qualquer indivíduo que tem acesso a um computador com conexão a Internet, cujo conjunto de recursos tecnológicos coloca à disposição um ponto de acesso que disponibiliza uma grande quantidade de informação e possibilidades de acesso a serviços diversificados. O uso e evolução da Internet facilitaram a comunicação entre empresas e pessoas no mundo todo.

A chegada da internet foi um marco importante para o desenvolvimento e incremento da informação, por meio da divulgação instantânea de imagens e sons, além da troca de informações entre computadores e acesso a bancos de dados.

Segundo Straubahaar & La Rose (2004) a disseminação de computadores pessoais nos anos 80 impulsionou o crescimento meteórico tanto das LANs quanto das WANs. A internet representa uma excelente oportunidade de reunir o rádio, a tv e o jornal, em um só ambiente. Nesse sentido o desenvolvimento da TV digital que permite aos computadores manipularem essas imagens e integrando-as de forma totalmente compatível.

Logo, a internet surgiu como uma nova mídia para se disseminar a informação de forma rápida, interativa e constantemente atualizada. Esse novo formato de comunicação não substitui os formatos tradicionais, porém representam um valor diferente para o usuário. O valor da Net fora das universidades e das unidades militares dependia da ampliação da consciência de suas possibilidades comerciais. O primeiro provedor de serviços comerciais on-line, o CompuServe, começou a operar em 1979, no início servindo ao que foi chamado de "um clube privado", em parte propriedade do grupo Time/Warner. Seguiu-se um rival de peso, a American On-line, ligada a grupos alemães e franceses. Também houve um terceiro, o Prodigy. Os três rivais alertas tinham um conjunto de assinantes, em 1993, que havia duplicado em dois anos, até os 3,5 milhões. Graças a essa força é possível traçar, pelo menos em retrospecto, o que parece ser uma sequência lógica na complexa história da Internet, tal como aconteceu em vários ramos da história das comunicações: uma nova fase se abriu quando a Net atraiu interesses comerciais e seu uso se ampliou.

3. METODOLOGIA APLICADA

Portanto para atingir os objectivos propostos neste estudo, utilizou-se o método de pesquisa bibliográfica que, de acordo Fonseca (2002), é realizada [...] a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites, (...) com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta.

A pesquisa bibliográfica é habilidade fundamental nos cursos de graduação, uma vez que constitui o primeiro passo para todas as atividades acadêmicas. Ela é obrigatória nas pesquisas exploratórias, na delimitação do tema de um trabalho ou pesquisa, no desenvolvimento do assunto, nas citações, na apresentação das conclusões (Andrade, 2010, p. 25).

Para uma melhor investigação utilizou-se os seguintes métodos de abordagem e de procedimentos:

  • Métodos de abordagem: Indutiva, dedutivo, Hipotético-dedutivo e histórico-lógico.
  • Métodos de procedimentos: Estruturalista, Histórico e Comparativo.

Para a análise e interpretação optou-se pela crítica do material bibliográfico, sendo considerado, um juízo de valor sobre determinado material científico. A crítica dividiu-se em críticas externas e internas. Durante a pesquisa, nos apoiamos mais concretamente na crítica externa que é feita sobre "o significado, a importância e o valor histórico de um documento, considerado em si mesmo e em função do trabalho que está sendo elaborado" (Salomon, 1972:256). Abrange:

  1. crítica do texto. Averigua se o texto sofreu ou não alterações, interpolações e falsificações ao longo do tempo. Investiga principalmente se o texto é autógrafo (escrito pela mão do autor) ou não; em caso negativo, se foi ou não revisto pelo autor; se foi publicado pelo autor ou outra pessoa o fez; que modificações ocorreram de edição para edição;
  2. crítica da autenticidade. Detennina o autor, o tempo, o lugar e as circunstâncias da composição;
  3. crítica da proveniência. Investiga a proveniência do texto. Varia conforme a ciência que a utiliza.

Foram empregues durante o trabalho as normas da revista angolana de sociologia que se aplica na faculdade de ciências sociais- UAN, Luanda-Angola.

4. Resultados e discussão

Durante a investigação constatamos que, os meios de comunicação são ferramentas que possibilitam a comunicação entre indivíduos por meio da transferência de informação de forma individual ou em massa. A origem dos meios de comunicação esteve na base da necessidade da comunicação em sociedade que radica desde os tempos remotos, em primeiro lugar, numa habilidade humana, a linguagem, mas foi apenas com a passagem da linguagem oral à escrita praticada sobre suportes mediáticos, como o barro, a madeira, a pedra, a cera e o papiro que se tornou possível à comunicação vencer o tempo e, em grande medida, o espaço.

5 Conclusão

A imprensa escrita, ela surgiu segundo Briggs & Burke (2006) no século XV na Europa quando o Alemão Johannes Gutemberg desenvolveu a primeira máquina de impressão feita com tipos móveis por volta dos anos 1439. Mais, outros autores, apontam que surgiu a imprensa escrita a partir dos primeiros registros de desenhos (pinturas rupestres) em cavernas na África datados de 15.000 anos antes de Cristo (a. c). Na China e no Japão, a impressão já era praticada há muito tempo desde o século VIII, e o método utilizado era o chamado de "impressão em bloco": usava-se um bloco de madeira entalhada para imprimir uma única página de um texto específico. Em Angola, a imprensa escrita teve início em 1836, quando o ministro Bernardo de Sá Nogueira e Figueiredo (1785-1876) autorizou no artigo 13º do decreto de 7 de Dezembro a criação nas possessões ultramarinas Portuguesas publicações que pudessem transmitir informações militares , civis, legais, comerciais e gerais.

A rádio teve a sua gênese com o Michael Faraday em 1831 com a descoberta da indução magnética. Mais a sua propagação começou em 1887 através de Henrich Rudolph Hertz e a sua primeira transmissão foi em um evento esportivo para o jornal de Dublin nos finais do século XVIII. Em Angola segundo Monteiro (2018), a radiodifusão sonora foi iniciada por um amador devidamente autorizado em 28 de Fevereiro de 1931 - Álvaro Nunes de Carvalho, o CR6AA e considerado o pai da Radiodifusão de Angola.

Quando a televisão o primeiro equipamento foi patenteado por Paul Nipkow em 1885, na Alemanha, segundo Sampaio (1984) o aparelho era capaz de funcionar a base da transmissão de imagens em movimento por meio de fio condutor. Mas a sua invenção não foi datada, mas o seu desenvolvimento compreendeu no período entre os anos 1817 e 1920. Em Angola, segundo Monteiro (2018), a primeira tentativa de exploração da televisão aconteceu em 1962 no Rádio Clube do Huambo, cuja experiência foi realizada em circuito fechado no recinto da Feira Oficial da então Nova Lisboa, actual Huambo, mas, como era de esperar, as autoridades impediram o progresso desta iniciativa. Mais, foi no final da década de 60 que, com a abertura ao capital estrangeiro, o governo colonial português foi forçado a reconhecer a urgência e a necessidade do estabelecimento, a curto prazo, de um serviço de televisão nas colónias como mais uma máquina de acção psicológica pró-regime. No âmbito do Ministério do Ultramar, foi criada, em 1969, uma comissão para estudo da implantação da televisão nas colónias. Só em 27 de Junho de 1973 vem, no entanto, a autorizar a constituição de sociedades anónimas para a exploração desses serviços. É nestes termos que se constitui a "RPA/TPA" - Radiotelevisão Portuguesa de Angola (Boletim Oficial de Angola - III. Série, n.º 27 de 1 de Fevereiro de 1974), sendo no ano seguinte, já em regime de transição política, substituída a palavra "Portuguesa" por "Popular". A 18 de Outubro de 1975 a televisão dá início, em Luanda, às suas emissões regulares. Aos 25 de Junho de 1976, a televisão é nacionalizada pelo Governo da República Popular de Angola, passando a constituir uma entidade nova designada pela sigla "TPA" - TELEVISÃO POPULAR DE ANGOLA - conforme consta no Diário da República - I Série n.º 149, lei 50/76 de 25 de Junho de 1976.

A Rede Social (internet) segundo Hohlfeldt & Carvalho (2012), surgiu a partir de anotações de J.C.R. Licklider, cientista de computação dos Estados Unidos. Mais, Straubahaar & La Rose (2004) afirmam que, o primeiro sistema civil compartilhado surgiu em 1962 e era o maior e mais resistente exemplo de um sistema de tempo compartilhado, o SABRE, um sistema de reserva de passagens da American Airlines, conectava os balcões de venda de passagens dos agentes de viagens a um computador central via modems e linhas de telefone, permitindo dessa forma o controle central de reservas de vôo e emissão das passagens(...). A disseminação de computadores pessoais nos anos 80 impulsionou o crescimento meteórico tanto das LANs quanto das WANs. A internet representa uma excelente oportunidade de reunir o rádio, a tv e o jornal, em um só ambiente. Em Angola, o 1º acesso remoto e-mail desde Luanda a Host em Canada através do programa Angola Development Workshop foi em 1990.

REFERÊNCIAS

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  1. Bonifácio Cayelu Cangovi, Mestre e estudante do 4 ano do curso de Doutoramento em ciências sociais na faculdade de ciências sociais da Universidade Agostinho Neto

  2. Fernando António Manuel, Lic. em Matemática pelo ISCED-SUMBE, Mestre em Sociologia e Estudante do 4ª ano do curso de Doutoramento em Ciências Sociais, opção Sociologia na Universidade Dr. António Agostinho Neto, Faculdade de Ciências Sociais, Luanda-Angola no ano acadêmico 2024-2025.

  3. Ildefonso Cunji, Mestre e estudante do 4 ano do curso de Doutoramento em ciências sociais na faculdade de ciências sociais da Universidade Agostinho Neto.

  4. Leopolde Mahapi Mestre e estudante do 4 ano do curso de Doutoramento em ciências sociais na faculdade de ciências sociais da Universidade Agostinho Neto.

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