Relato de experiência: projeto de extensão “Infância sem trauma dental”
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Resumo: A extensão universitária estabelece uma conexão interdisciplinar que permite a aplicabilidade do conhecimento teórico acadêmico junto às atividades práticas do campo. Nesse cenário, o futuro dentista aprende a desenvolver também um papel fundamental como orientador e facilitador das trocas de saberes em Educação em Saúde Bucal, principal ferramenta para promoção à saúde. O objetivo deste artigo foi relatar a contribuição da extensão “Infância sem trauma dental” na formação do estudante de odontologia de uma Instituição de Ensino Superior do interior da Bahia. Para isso, os extensionistas desenvolveram atividades de Educação em saúde no período de 2024.1, com grupos específicos da comunidade como escolares da rede pública, comunidade universitária e em órgão de Segurança pública como Polícia Militar. Oficinas de planejamento e produção de materiais de apoio didático, foram realizados tendo como produtos finais folderes informativos, painéis científicos, banners, vídeos, jogos lúdicos e macro modelos para apresentação de mesas demonstrativas. Além dessas atividades, os integrantes do projeto participaram de capacitações presenciais e grupos de discussões on-line. Todas as ações realizadas concorreram para a divulgação do conhecimento sobre os cuidados e prevenção do trauma dental na comunidade. Ademais, estimulou a convivência e desenvolvimento de potencialidades dos seus pares. Assim, o projeto “Infância sem Trauma Dental” constituiu-se como uma etapa complementar para o processo de aprendizado acadêmico e qualificação de discentes de Odontologia. E dessa forma, colaborando para a observação de novas vivências, desenvolvimento de habilidades práticas, sociais e cognitivas na interação com a sociedade, além do incentivo às pesquisas.

Palavras chave: traumatismo dentário, extensão universitária, saúde coletiva, educação em saúde.

Abstract: University extension establishes an interdisciplinary connection that allows the applicability of academic theoretical knowledge to practical activities in the field. In this scenario, future dentists also learn to play a fundamental role as advisors and facilitators of knowledge exchange in Oral Health Education, the main tool for health promotion. The objective of this article was to report the contribution of the extension program “Childhood without dental trauma” in the training of dentistry students at a Higher Education Institution in the interior of Bahia. To this end, extensionists developed health education activities in the period 2024.1, with specific groups in the community, such as public schoolchildren, the university community, and public security agencies such as the Military Police. Workshops for planning and producing teaching support materials were held, with the final products being informative folders, scientific panels, banners, videos, playful games, and macro models for presenting demonstration tables. In addition to these activities, project members participated in in-person training and online discussion groups. All actions carried out contributed to the dissemination of knowledge about dental trauma care and prevention in the community. Furthermore, it encouraged coexistence and development of potential among peers. Thus, the “Childhood without Dental Trauma” project constituted a complementary stage in the academic learning process and qualification of Dentistry students. In this way, it contributed to the observation of new experiences, development of practical, social and cognitive skills in interaction with society, in addition to encouraging research.

Keywords: dental trauma; university extension; collective health; health education.

Resumen: La extensión universitaria establece una conexión interdisciplinaria que permite la aplicabilidad del conocimiento teórico académico junto con las actividades prácticas del campo. En este escenario, el futuro odontólogo aprende a desarrollar también un papel fundamental como orientador y facilitador del intercambio de conocimientos en Educación en Salud Bucodental, principal herramienta para la promoción de la salud. El objetivo de este artículo fue informar sobre la contribución de la extensión «Infancia sin trauma dental» en la formación del estudiante de odontología de una institución de educación superior del interior de Bahía. Para ello, los extensionistas desarrollaron actividades de educación en salud en el período 2024.1, con grupos específicos de la comunidad, como escolares de la red pública, la comunidad universitaria y organismos de seguridad pública, como la Policía Militar. Se realizaron talleres de planificación y producción de materiales didácticos, cuyos productos finales fueron folletos informativos, paneles científicos, banners, vídeos, juegos lúdicos y macro modelos para la presentación de mesas demostrativas. Además de estas actividades, los miembros del proyecto participaron en cursos de formación presenciales y grupos de debate en línea. Todas las acciones realizadas contribuyeron a la difusión del conocimiento sobre el cuidado y la prevención del trauma dental en la comunidad. Además, estimuló la convivencia y el desarrollo del potencial de sus pares. Así, el proyecto «Infancia sin Traumatismos Dentales» se constituyó como una etapa complementaria para la observación de nuevas experiencias, el desarrollo de habilidades prácticas, sociales y cognitivas en la interacción con la sociedad, además del fomento de la investigación.

Palabras clave: Traumatismo dental; Extensión universitaria; Salud colectiva; Educación en Salud.

1 INTRODUÇÃO:

O traumatismo dentário constitui um problema de saúde pública, com alta prevalência entre crianças e adolescentes, sendo classificado como um dos cinco tipos de lesões mais frequentes no mundo 13: 23.

A falta de informações sobre prevenção do traumatismo dentário e o desconhecimento sobre condutas imediatas, pode impactar tanto em consequências físicas para as estruturas da cavidade oral, como pode gerar limitações no cotidiano dos indivíduos afetados 1. Além de comprometer a questão estética e funcional do sorriso, esse agravo de saúde bucal pode afetar o estado psicológico, as relações sociais, o desempenho escolar e, sobretudo, a qualidade de vida de crianças e adolescentes 17: 19.

Nesse contexto, a extensão universitária, elemento indissociável do ensino e da pesquisa, assume um papel estratégico na articulação dos saberes acadêmicos e comunitários 21. Isto porque é um processo “interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político, capaz de promover a interlocução entre a universidade e outros setores da sociedade”, e, ao mesmo tempo contribui para o enfrentamento das desigualdades existentes na sociedade 4.

No âmbito da saúde bucal, projetos de extensão voltados para o traumatismo dentário, se tornam fundamentais para o desenvolvimento e formação do futuro cirurgião dentista. Atividades extensionistas colaboram para o aprimoramento de suas habilidades técnicas e para o desenvolvimento da capacidade de trabalho em equipe, como a redução dos impactos tardios, tais como comprometimentos estéticos, fonéticos e funcionais 2: 5: 14: 22. Em muitos casos, lesões causadas por traumatismos dentários demandam intervenções imediatas e necessidade de acompanhamento periódico. Dessa forma, consequências que possam comprometer o desenvolvimento pleno do indivíduo são evitadas 10.

Assim, a interlocução entre os conhecimentos científicos e as vivências práticas promovidas pelas atividades de extensão universitária na comunidade, corrobora para o desenvolvimento de valores éticos e sociais. Estimulando a solidariedade, a responsabilidade cidadã e o compromisso profissional 3. Esses aspectos estão em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Odontologia 4, que enfatizam a formação de cirurgiões-dentistas críticos e comprometidos com a realidade social. Nessa perspectiva, a extensão universitária consolida-se como eixo transformador da formação profissional, ao ampliar a visão crítica e o engajamento social dos futuros cirurgiões-dentistas 14 :20.

Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo relatar a contribuição do projeto de extensão “Infância sem trauma dental” na formação acadêmica de estudantes de Odontologia de uma instituição de ensino superior do interior da Bahia, destacando o impacto do processo de ensino-aprendizagem na promoção da saúde bucal sobre a temática.

2 METODOLOGIA:

Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo relato de experiência com base nas vivências do projeto de extensão. Os dados se referem ao período de 2024.1, avaliando desde reuniões presenciais e via google meet às atividades práticas de educação em saúde para os diferentes públicos: crianças e seus responsáveis, idosos, profissionais da segurança pública e professores.

A equipe integrante do projeto é composta por alunos do segundo ao oitavo semestre do curso de odontologia, sob orientação de docentes da referida instituição. Desempenham atividades como, educação em saúde bucal sobre primeiros socorros em casos de traumatismo dentário e atendimento na clínica odontológica da Instituição Unex aos pacientes que sofreram o incidente.

3 RELATO DE EXPERIÊNCIA:

A primeira fase envolveu a formação dos acadêmicos a partir de aulas ministradas por alunos “veteranos” (sob orientação dos professores) e professores do projeto, para compreender a importância das ações, conhecer as orientações técnicas e refletir sobre as implicações do trauma dentário na qualidade de vida do indivíduo. Além de instruir e informar os alunos, o primeiro contato serviu para que professores descrevessem suas percepções sobre as experiências da extensão.

Durante essa fase, foram confeccionados materiais lúdicos para serem utilizados de acordo com os diversos públicos alvo. Por meio do biscuit foram moldados diferentes tipos de trauma dental: fraturas radiculares, concursão, fratura com exposição de dentina e polpa, avulsão, extrusão, intrusão; foram desenvolvidas cartilhas de informação, cartazes e materiais para jogos (Figuras 1 - 1.1 – 1.2). A variedade de materiais democratiza o acesso à informação, bem como afirmam 16 que a partir do uso de recursos táteis somados a ferramentas didáticas que permitem o desenvolvimento pleno dos outros sentidos, surge o estímulo e o interesse sobre a importância de tópicos da saúde bucal.

FIGURA 1: Material em biscuit, representando tipos de trauma

Fonte: Própria.

FIGURAS 1.1 e 1.2: Cartilha, cartaz de informação e materiais de jogos

Fonte: Própria.

Posteriormente, houve reuniões em que subgrupos desenvolveram sessões científicas abordando diversos temas que envolvessem o traumatismo dentário. Esses espaços possibilitam diálogos que contribuem para novas formas de promover saúde associada à qualidade de vida e se constituem como ações reflexivas para pensar em transformações 6.

A partir das buscas bibliográficas, houve a possibilidade de aprofundar e atualizar os conhecimentos sobre prevalência e cuidados sobre trauma dental, fato esse que facilita a divulgação e resposta às dúvidas que podem surgir nas ações em escolas ou outros campos.

A segunda fase iniciou com uma ação realizada numa Instituição de Ensino Superior, com público de policiais e bombeiros (Figura 2). Os bombeiros e policiais tem campo de atuação amplo, abrangem defesa civil, salvamento aquático, terrestre, atendimento de primeiros socorros. No entanto, segundo 7 não é possível afirmar que exista treinamento voltado a vítimas de traumatismos dentários, mesmo sendo inúmeras as situações que colocam em risco a integridade das estruturas bucais (como sinistros automobilísticos e práticas esportivas), inclusive durante o trabalho dos policiais que estão sujeitos a sofrer agressões, quedas e ferimentos.

A apresentação para esses profissionais permitiu que pudessem receber informações sobre a eficácia dos protetores intrabucais como mecanismo de proteção para os dentes, que melhora a distribuição de estresse durante o contato de dentes antagonistas, amortecem tensões geradas no osso e evitam fraturas 14.

Com a possibilidade de serem acionados para ocorrências de trauma dental, é importante que esses profissionais estejam aptos a realizar os primeiros-socorros. Entretanto, como comprovado pela pesquisa de 7, os bombeiros apresentam dúvidas frente aos casos de fratura, já que dos 28 participantes da pesquisa 17% descartariam o pedaço do dente fraturado, 11% afirmaram que o pedaço do dente não deveria ser recolocado e 22% não souberam informar, nada fariam ou não tiveram resposta; o que é contrário a uma conduta adequada. O treinamento e a orientação se tornam essenciais para prevenção de um atendimento inapropriado.

FIGURA 2: Capacitação com Policiais- FSA

Fonte: Própria.

A segunda ação aconteceu no estacionamento de uma Policlínica Regional, contemplando um número maior de ouvintes. A exposição incluía uma mesa demonstrativa com um “bocão” feito em papelão e isopor, folhetos informativos, materiais em biscuit e banner para complementar as apresentações sobre a ocorrência de trauma e os cuidados necessários para higienização bucal. Decorreu uma roda de conversa para esclarecimento de dúvidas, sendo possível observar uma deficiência de informações sobre conduta de urgência ao trauma por avulsão, saída completa do dente do alvéolo. Conforme 10, na dentição permanente o reimplante dentário é possível, diferente das dentições decíduas, onde o reimplante poderia gerar danos ao germe do sucessor permanente. Após o trauma, é necessário encontrar o dente avulsionado, lavá-lo segurando pela coroa, posicioná-lo no alvéolo e buscar por atendimento odontológico ou, então, colocá-lo num recipiente com saliva ou soro fisiológico e ir imediatamente ao dentista (Figura 3).

FIGURA 3: Ação no estacionamento da Policlínica Regional

Fonte: Própria.

Considerando que a atividade clínica é crucial para uma formação completa, os atendimentos durante o projeto representaram uma estratégia de obter um cuidado integral. Realizou-se atendimento em paciente de 6 anos vítima de traumatismo bucal devido a uma queda. Os incisivos superiores decíduos foram acometidos, e para reverter a situação, a restauração com resina composta foi a escolha ideal. A explicação do procedimento através de histórias foi importante para tranquilizá-la e ter sua cooperação (Figuras 4 e 4.1).

O trabalho com crianças requer paciência e dedicação, pois longos períodos de tempo sentadas e até mesmo o medo de dentista podem causar agitação. Para o atendimento de crianças apenas o saber teórico e destreza manual não são suficientes, a colaboração delas é o que determina a eficiência da conduta. É importante enfatizar que a abordagem humanizada do atendimento, visa reduzir o medo e a ansiedade. Desta forma, proporciona um tratamento confortável, tranquilo e eficiente. Brincar, contar histórias são uma das maneiras mais significativas para envolver as crianças. A comunicação lúdica, os métodos de manejo para ansiedade infantil e a distração tornam a consulta mais agradável, por serem situações acolhedoras que desviam a atenção do paciente do procedimento a ser realizado. A construção deste vínculo, entre paciente e cirurgião dentista, facilita o atendimento clínico, e evita possíveis traumas psicológicos, medo e tensão 12.

FIGURAS 4 e 4.1 : Plantões na clínica

Fonte: Própria.

A participação em uma feira de graduações em uma escola privada contou com a apresentação de uma mesa demonstrativa disposta com brinquedos (que simulam a boca, os materiais de higiene oral e os instrumentais odontológicos), além de modelos dentários em gesso. O objetivo foi partilhar com os estudantes de ensino médio as áreas de atuação do cirurgião-dentista. Buscou-se expor a experiência pessoal de cada discente com o curso de Odontologia e motivar os adolescentes na escolha da graduação (Figura 5). As carreiras universitárias possuem satisfações e insatisfações e na medida que iniciam a vida profissional, a busca por emprego estável ou bem remunerado é mais visado, não levando em consideração a atividade que será realizada. Por isso, a escolha do curso superior deve ser vista como uma continuação da carreira e que necessita de aconselhamento e orientação vocacional 18.

FIGURA 5: Ação com mesa demonstrativa em escola- FSA

Fonte: Própria.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES:

Através da diversificação de cenários, espaços de discussão, análises, reflexões e metodologias de ensino e estudo, a extensão é uma etapa fundamental para o processo de aprendizado, não só no campo profissional, mas, também, no social. Esse fato colabora para que acadêmicos tenham formas de inovar a partir das alternativas de pensar em como ensinar de maneira diferenciada, os conhecimentos e processos avaliativos adquiridos ao longo da graduação.

As ações extensionistas possibilitam um atendimento de forma integral e humanizado, levando em consideração a diversidade dos campos de aprendizado, a compreensão do mundo de cada indivíduo, as histórias vividas e suas dificuldades 11.

A prática extensionista promove ação direta para comunidade da mesma forma que os serviços gratuitos de saúde oferecem assistência social. Além da aproximação, proporciona a complementaridade de saberes que possibilitam um aprendizado prático fora da sala de aula, constrói-se uma fundamentação teórica, qualificada e ampliada do conhecimento por meio de experiências. É válido ressaltar a conexão entre cuidado e diálogo nesse processo, que promove sensibilidade, respeito, capacidade perceptivas das necessidades de outrem 10.

Bem como 8 afirmam no seu relato de experiência, esse tipo de projeto permite transformar a vida daqueles que recebem os conteúdos trabalhados. Um projeto de extensão é capaz de proporcionar o desenvolvimento da responsabilidade cidadã e compromisso social, uma vez que as informações prestadas com embasamento científico podem não ser de conhecimento do público presente na ação e que, consequentemente, aquela nova informação pode mudar a realidade daquele grupo e torná-los, por exemplo, mais aptos a prestar primeiros socorros de trauma dental.

A extensão trouxe consigo benefícios como o estímulo de pesquisas, popularização e difusão do conhecimento e oportunidade de criação de vínculos entre a sociedade. Como também, oportunizou a vivência de novas experiências que agregam valor e reconhecimento à faculdade; favoreceu o contato com os diferentes grupos sociais, desenvolvendo percepções das necessidades de saúde bucal que a população mais necessitava: como agir diante de trauma, armazenamento, limpeza e cuidado. Permitiu desenvolver autonomia para cuidado e incentivo para o desenvolvimento de ações educativas. A oportunidade dos plantões agregou conhecimento prático, humanizado e acolhedor.

5 CONCLUSÃO:

Este trabalho permitiu observar a importância de difundir os conhecimentos e vivenciar novas experiências que contribuem para o âmbito profissional e social. Portanto, espera-se que o projeto “Infância sem trauma dental” continue exercendo um impacto positivo na qualificação dos discentes de Odontologia. Visto que, tem como base enriquecer a trajetória acadêmica e deve ser entendida como uma comunicação que não apenas deposita conteúdo sobre o aluno e este repassa. Mas permite uma co-participação entre professores, discentes e população, por meio da troca de saberes, favorecendo prognósticos para a saúde.

Todos os autores deste trabalho declaram não possuir qualquer conflito de interesse, sejam eles comerciais, pessoais, acadêmicos, financeiros ou políticos, que possam ter tido influência no desenvolvimento da pesquisa.

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  1. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: souzadriele366@gmail.com

  2. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: andressa05dessa06@gmail.com

  3. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: maiseramos28@gmail.com

  4. Docente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Sergipe (UFS); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: avilasboas.fsa@ftc.edu.br

  5. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: arhigomes@gmail.com

  6. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: camilla.asl@icloud.com

  7. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: tarsilaribeiro16@gmail.com

  8. Docente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: igorborba@ufrb.edu.br

  9. Docente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Sergipe (UFS); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: luapassosf@ftc.edu.br

  10. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: michellydosanjosgomes@gmail.com

  11. Discente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: Roniere252530@gmail.com

  12. Docente de Odontologia do Centro Universitário de Excelência (UNEX); Doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); Feira de Santana, Bahia, Brasil; E-mail: eporto.fsa@ftc.edu.br

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Copyright (c) 2026 Adriele Katriny Souza Santana, Andressa Maria da Costa Cerqueira, Maise Ramos Oliveira, Aline de Matos Vilas Boas, Arhiadnne Gomes Santos, Camila dos Santos Lima Ribeiro, Tarsila Beatriz Ribeiro de Lima, Igor Ferreira Borba de Almeida, Luciana Passos Ferreira, Michelly dos Anjos Gomes, Roniere Pimentel da Costa, Edla Carvalho Lima Porto (Autor)

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