RESUMO
Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) constitui uma condição que pode comprometer diferentes dimensões da vida feminina, ultrapassando os aspectos fisiológicos relacionados à perda involuntária de urina. Objetivo: Analisar as evidências científicas referentes à caracterização epidemiológica da IUE em mulheres adultas e sua relação com a restrição da participação social, considerando a perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, incluindo estudos publicados entre 2022 e 2026. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, cinco estudos compuseram a amostra final. Resultados: Os resultados demonstraram que a IUE apresenta repercussões sobre a qualidade de vida, participação social, prática esportiva, sono, estresse percebido e realização de atividades cotidianas. Também foram identificados fatores associados à ocorrência e à intensidade dos sintomas, como excesso de peso, histórico obstétrico, constipação e histórico familiar. Em contrapartida, maior autoeficácia para a realização de exercícios dos músculos do assoalho pélvico esteve relacionada à menor gravidade dos sintomas e menor impacto funcional. Conclusão: A IUE deve ser compreendida de maneira multidimensional, considerando seus efeitos físicos, emocionais, funcionais e sociais. A utilização da CIF favorece uma avaliação ampliada da condição, contribuindo para estratégias de prevenção, rastreamento, tratamento e promoção da participação social das mulheres.
Palavras-chave: Incontinência urinária de esforço. Participação social. Classificação Internacional de Funcionalidade.
ABSTRACT
Introduction: Stress urinary incontinence (SUI) is a condition that can affect different dimensions of women’s lives, going beyond the physiological aspects related to involuntary urine leakage. Objective: To analyze the scientific evidence regarding the epidemiological characterization of SUI in adult women and its relationship with restrictions in social participation, considering the perspective of the International Classification of Functioning,
Disability and Health (ICF). Materials and Methods: This is an integrative literature review conducted in the PubMed/MEDLINE, SciELO, and Virtual Health Library databases, including studies published between 2022 and 2026. After applying the inclusion and exclusion criteria, five studies comprised the final sample. Results: The results demonstrated that SUI has repercussions on quality of life, social participation, sports activities, sleep, perceived stress, and the performance of daily activities. Factors associated with the occurrence and severity of symptoms were also identified, such as overweight, obstetric history, constipation, and family history. Conversely, greater self-efficacy in performing pelvic floor muscle exercises was associated with lower symptom severity and less functional impact. Conclusion: SUI should be understood from a multidimensional perspective, considering its physical, emotional, functional, and social effects. The use of the ICF promotes a broader assessment of the condition, contributing to strategies for prevention, screening, treatment, and promotion of women’s social participation.
Keywords: Stress urinary incontinence. Social participation. International Classification of Functioning, Disability and Health.
1 INTRODUÇÃO
A incontinência urinária de esforço (IUE) caracteriza-se pela perda involuntária de urina em situações que promovem aumento da pressão intra-abdominal, como tosse, espirro, riso e realização de atividades físicas (Souza et al., 2023). Embora apresente maior ocorrência com o avanço da idade, essa condição também pode acometer mulheres em idade fértil e produzir repercussões importantes em diferentes atividades cotidianas (Fruchi et al., 2022). Além das alterações relacionadas ao funcionamento urinário, a imprevisibilidade das perdas pode favorecer sentimento de insegurança, preocupação e constrangimento. Esses efeitos ultrapassam a dimensão fisiológica da condição e podem alcançar aspectos emocionais, sociais e relacionais da vida feminina (Frigerio et al., 2022).
A ocorrência da incontinência urinária entre mulheres relaciona-se a diferentes fatores individuais, clínicos e reprodutivos, incluindo gestação, parto, avanço da idade, excesso de peso e alterações relacionadas à musculatura do assoalho pélvico (Souza et al., 2022). Entretanto, a frequência, a intensidade e as circunstâncias em que as perdas urinárias acontecem podem apresentar diferenças consideráveis entre as mulheres. Essas particularidades podem resultar em diferentes níveis de comprometimento das atividades e da qualidade de vida. A identificação dessas características contribui para uma compreensão mais ampla do perfil das mulheres acometidas e das repercussões associadas à condição (Mendes et al., 2024).
As repercussões provocadas pela perda urinária podem modificar de maneira significativa a rotina feminina, principalmente quando os episódios interferem na realização de exercícios físicos, nas atividades de lazer, no trabalho e na convivência social (Mendes et al., 2024). A preocupação com a ocorrência inesperada das perdas também pode favorecer mudanças comportamentais, constrangimento e insegurança em diferentes situações cotidianas.
Dessa maneira, os impactos da IUE não se restringem à frequência ou à quantidade de urina perdida. Aspectos relacionados ao bem-estar psicológico, à sexualidade, aos relacionamentos interpessoais e à qualidade de vida também podem ser comprometidos (Frigerio et al., 2022).
Diante dessas repercussões, o presente artigo objetiva analisar as evidências científicas relacionadas à caracterização epidemiológica da incontinência urinária de esforço em mulheres adultas e sua associação com a restrição da participação social na perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Busca-se compreender de que maneira as características epidemiológicas e clínicas da condição podem estar relacionadas às limitações vivenciadas nas atividades diárias, no trabalho, no lazer e nas relações sociais. Essa perspectiva possibilita ampliar a compreensão da IUE para além de suas manifestações fisiológicas, considerando a funcionalidade e a participação social como dimensões relevantes para a análise de suas repercussões.
A abordagem da IUE para além de seus sinais clínicos mostra-se necessária, uma vez que suas consequências podem alcançar diferentes dimensões da vida feminina e comprometer aspectos físicos, emocionais e sociais (Frigerio et al., 2022). A compreensão dessas repercussões também permite reconhecer necessidades que podem não ser identificadas quando a avaliação se concentra exclusivamente nas manifestações urinárias. Nesse sentido, conhecer o perfil biopsicossocial das mulheres acometidas contribui para uma assistência mais abrangente e direcionada às particularidades dessa população (Mendes et al., 2024). A articulação desses aspectos com os componentes da CIF poderá subsidiar estratégias de prevenção, avaliação, tratamento e reabilitação voltadas à autonomia, à funcionalidade, à participação social e à qualidade de vida das mulheres.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa da literatura, destinada a reunir e sintetizar evidências científicas sobre a caracterização epidemiológica da incontinência urinária de esforço (IUE) e sua relação com a restrição da participação social em mulheres adultas de 18 a 59 anos. Esse método permitiu organizar e analisar criticamente estudos com diferentes delineamentos, seguindo etapas sistemáticas de busca, seleção e síntese dos achados (Kutcher; LeBaron, 2022).
A questão norteadora investigou quais evidências científicas relacionaram a IUE à funcionalidade e à participação social de mulheres adultas. Para sua estruturação, foi utilizado o método PICO: P correspondeu às mulheres de 18 a 59 anos com IUE; I, à condição e às repercussões associadas; C, às mulheres sem IUE ou com diferentes níveis de gravidade, quando disponível; e O, aos desfechos referentes à funcionalidade, qualidade de vida e participação social.
Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2022 e agosto de 2026, nos idiomas português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados diretamente à IUE em mulheres adultas, com informações epidemiológicas, funcionais ou sociais. O recorte temporal foi definido com o objetivo de contemplar a produção científica mais recente sobre a temática, incluindo as publicações disponíveis no ano de 2026 até o período de realização da busca bibliográfica. Foram excluídos estudos duplicados, publicações sem acesso ao texto completo, trabalhos que abordaram exclusivamente outros tipos de incontinência urinária e estudos cujo público ou resultados não correspondiam ao objetivo estabelecido.
As buscas foram realizadas em agosto de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram empregados descritores DeCS e MeSH e termos correspondentes em português, inglês e espanhol, incluindo “Urinary Incontinence, Stress”, “Women”, “Social Participation”, “Functioning”, “Disability” e “International Classification of Functioning, Disability and Health”. Os termos foram combinados pelos operadores booleanos AND e OR para ampliar ou restringir os resultados conforme cada base.
Após as buscas, os registros duplicados foram removidos e os estudos passaram por triagem mediante leitura dos títulos e resumos. Os artigos potencialmente elegíveis foram analisados na íntegra conforme os critérios estabelecidos. Em seguida, foram extraídas informações sobre autores, ano, objetivos, delineamento, amostra, resultados e conclusões. Os dados foram organizados de forma descritiva e crítica, permitindo identificar convergências, divergências e lacunas relacionadas à IUE, à funcionalidade e à participação social, conforme princípios de síntese estruturada da literatura (Barry; Merkebu; Varpio, 2022).
3 RESULTADOS
Na identificação foram recuperados 15 registros; dois duplicados foram removidos, restando 13 para a triagem por título e resumo. Nessa etapa, cinco registros foram excluídos e oito artigos seguiram para leitura na íntegra. Após a avaliação de elegibilidade, três estudos foram excluídos por população incompatível, ausência de relação direta com participação ou funcionalidade, ou falta de distinção adequada da IUE nos resultados. Assim, cinco estudos compuseram a síntese final.
Figura 1 – Fluxograma dos Estudos
Fonte: elaborado pelos autores (2026).
A análise dos estudos selecionados evidência que a incontinência urinária de esforço deve ser compreendida para além do episódio de perda urinária, pois suas repercussões alcançam dimensões funcionais, emocionais e sociais da vida feminina. Em diferentes grupos, incluindo mulheres da população geral, atletas e universitárias nuligestas, os sintomas estiveram relacionados à pior qualidade de vida, limitações na prática esportiva, alterações do sono, maior estresse percebido e restrições em atividades cotidianas. Também foram identificados fatores associados à ocorrência e à intensidade da IUE, como excesso de peso, histórico obstétrico, constipação e predisposição familiar, enquanto maior autoeficácia para os exercícios dos músculos do assoalho pélvico esteve relacionada à menor impacto dos sintomas. A síntese dos estudos que fundamentam esses achados é apresentada na Tabela 1.
Tabela 1 – Síntese Dos Artigos Selecionados Para A Revisão
Fonte: Autoria própria, com base nos estudos selecionados (2022-2026).
Em conjunto, os estudos demonstram que a incontinência urinária de esforço ultrapassa a presença da perda urinária e alcança atividades cotidianas, participação esportiva, desempenho profissional e bem-estar psicossocial. As evidências mostram que a maior intensidade dos sintomas tende a acompanhar pior percepção de qualidade de vida, maior limitação social e maior desconforto emocional, enquanto fatores como excesso de peso, histórico obstétrico e confiança na realização de exercícios do assoalho pélvico aparecem relacionados à ocorrência ou ao manejo da condição. Esses resultados sustentam a utilização da CIF como referência interpretativa, pois evidenciam interação entre alterações corporais, execução de atividades e participação em diferentes contextos de vida.
4 DISCUSSÃO
Chrostek et al. (2023) identificaram que a incontinência urinária apresentou maior repercussão na dimensão social das mulheres avaliadas, alcançando 52,5% das participantes, além de impactos profissionais e familiares que aumentaram conforme a gravidade dos sintomas. AboAlheija et al. (2024), por sua vez, observaram que a maior intensidade dos sintomas de IUE esteve relacionada à pior qualidade de vida. Os resultados de ambas as investigações convergem ao demonstrar que o agravamento da condição está acompanhado de repercussões que ultrapassam a perda urinária propriamente dita.
Enquanto Chrostek et al. (2023) destacam diretamente o comprometimento social, AboAlheija et al. evidenciam consequências mais amplas sobre a qualidade de vida. Essa comparação demonstra que a IUE pode modificar comportamentos, relações interpessoais e a maneira como as mulheres desenvolvem suas atividades cotidianas. Na perspectiva da CIF, esses resultados indicam que alterações das funções corporais podem repercutir sobre atividades e participação social, comprometendo vínculos, papéis sociais e situações relevantes da vida diária.
McCarthy-Ryan et al. (2024) encontraram elevada ocorrência de IUE entre jogadoras de rúgbi, com prevalência entre 63% e 88%, sendo que 43% relataram perdas urinárias diretamente relacionadas à prática esportiva. Esse resultado pode ser confrontado com Chrostek et al. (2023), que identificaram maior comprometimento no funcionamento social das mulheres investigadas. As evidências apresentam concordância ao demonstrarem que a IUE interfere em atividades importantes, embora essa interferência tenha sido observada em contextos diferentes.
Em McCarthy-Ryan et al. (2024), a restrição está relacionada principalmente ao esporte, enquanto Chrostek et al. (2023) demonstram repercussões nas relações e situações sociais. Essa diferença revela que as consequências da IUE não ocorrem de maneira uniforme, podendo variar conforme as atividades realizadas e o contexto de vida de cada mulher. Sob a perspectiva da CIF, uma mesma alteração corporal pode gerar diferentes restrições de participação, dependendo das demandas sociais, profissionais, esportivas e pessoais presentes no cotidiano feminino.
Er-Rabiai et al. (2024) observaram que maior autoeficácia para realizar exercícios dos músculos do assoalho pélvico esteve associada à menor gravidade da IUE, menor impacto na qualidade de vida e menor frequência dos episódios de perda urinária. AboAlheija et al. (2024), diferentemente, destacaram fatores associados à presença da condição, como excesso de peso e histórico familiar, além da pior qualidade de vida entre mulheres com sintomas mais intensos.
Apesar das diferenças de enfoque, os resultados não são contraditórios, mas complementares. Enquanto AboAlheija et al. (2024) apontam características relacionadas à ocorrência e à gravidade da IUE, Er-Rabiai et al. (2024) demonstram que fatores pessoais podem estar relacionados a menor repercussão dos sintomas. Essa comparação indica que a experiência da incontinência é influenciada tanto por características clínicas quanto pela capacidade da mulher de participar ativamente do próprio cuidado. Tal interpretação aproxima-se do modelo biopsicossocial da CIF, segundo o qual a funcionalidade decorre da interação entre condição de saúde, fatores pessoais, atividades e participação nos diferentes contextos de vida.
AboAlheija et al. (2024) identificaram sintomas de IUE em 26,9% das mulheres avaliadas e encontraram associação da condição com histórico familiar e excesso de peso, verificando também pior qualidade de vida conforme aumentava a intensidade dos sintomas. McCarthy-Ryan et al. (2024) encontraram resultado semelhante ao demonstrarem associação entre maior índice de massa corporal e ocorrência de perda urinária durante a prática esportiva, acrescentando ainda constipação e histórico de parto entre os fatores relacionados.
As publicações analisadas concordam quanto à participação de fatores corporais e clínicos na manifestação da IUE, embora apresentem algumas diferenças nos fatores identificados. Essa comparação reforça o caráter multifatorial da condição e demonstra que sua ocorrência não pode ser atribuída a uma única característica. Além disso, fatores associados à maior manifestação dos sintomas podem contribuir indiretamente para dificuldades na realização de determinadas atividades. Na perspectiva deste TCC, compreender esses elementos permite relacionar a caracterização epidemiológica da IUE às possíveis limitações de atividade e restrições de participação descritas pela CIF.
Mittal et al. (2026) verificaram que, entre universitárias nuligestas, o maior impacto da IUE esteve associado a níveis mais elevados de estresse percebido, pior qualidade do sono e redução da qualidade de vida relacionada à saúde. Esses achados aproximam-se dos resultados de McCarthy-Ryan et al. (2024), que identificaram elevada ocorrência de IUE entre mulheres jovens e fisicamente ativas, e também de Chrostek et al. (2023), que demonstraram repercussões psicossociais relacionadas à gravidade dos sintomas. Os estudos convergem ao revelar que a incontinência urinária não se restringe às mulheres mais velhas ou àquelas com histórico gestacional e obstétrico.
Entretanto, cada investigação demonstra consequências em dimensões distintas, abrangendo esporte, relações sociais, estresse, sono e qualidade de vida. A análise conjunta indica que as repercussões da IUE podem atingir simultaneamente componentes físicos, emocionais, comportamentais e sociais da funcionalidade feminina. Dessa maneira, os resultados sustentam a utilização da CIF neste artigo, pois evidenciam que a IUE deve ser analisada não apenas como alteração da função urinária, mas também pelas possíveis repercussões sobre atividades cotidianas, rotina acadêmica, prática esportiva e participação social.
5. CONCLUSÃO
A presente revisão permitiu compreender que a incontinência urinária de esforço não se limita à perda involuntária de urina, uma vez que seus efeitos alcançam diferentes dimensões da vida das mulheres. Os artigos analisados demonstraram repercussões sobre a participação social, a prática de atividades físicas, a qualidade de vida, o sono, o estresse percebido e a segurança para realizar atividades cotidianas. Além disso, fatores como excesso de peso, histórico obstétrico, constipação e predisposição familiar mostraram-se associados à presença ou à maior intensidade dos sintomas. Esses resultados evidenciam que a IUE deve ser compreendida de forma ampliada, considerando não apenas seus aspectos fisiológicos, mas também as consequências funcionais, emocionais e sociais que podem surgir ao longo da vida da mulher.
Na perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, verificou-se que a IUE pode provocar limitações de atividades e restrições de participação, especialmente quando os sintomas interferem na prática esportiva, nas relações sociais, na rotina acadêmica e em outras situações do cotidiano. Ao mesmo tempo, os achados indicaram que fatores pessoais, como a autoeficácia para realizar exercícios do assoalho pélvico, podem contribuir para uma melhor percepção funcional e menor impacto da condição sobre a qualidade de vida. Dessa forma, a avaliação dessas mulheres precisa ultrapassar a identificação da frequência ou da intensidade das perdas urinárias, incorporando aspectos relacionados ao contexto de vida, às dificuldades enfrentadas e às estratégias utilizadas para manter sua autonomia e participação social.
Conclui-se, portanto, que a abordagem da incontinência urinária de esforço deve ser multidimensional e centrada nas necessidades individuais de cada mulher. Os resultados também demonstram a importância do rastreamento precoce, inclusive entre mulheres jovens e nuligestas, uma vez que a condição não está restrita ao envelhecimento ou à experiência gestacional. Nesse sentido, ações educativas, preventivas e terapêuticas voltadas ao fortalecimento do assoalho pélvico e à promoção do autocuidado podem contribuir para minimizar suas repercussões. Recomenda-se, ainda, a realização de novos estudos que utilizem diretamente os componentes da CIF para avaliar a participação social e a funcionalidade, ampliando a compreensão sobre os impactos da IUE e favorecendo intervenções mais abrangentes e individualizadas.
REFERÊNCIAS
ABOALHEIJA, Mohamad et al. Prevalence of stress urinary incontinence symptoms and their impact on the quality of life of Palestinian women: the first large cross-sectional study among the general population. BMC Women's Health, v. 24, art. 510, 2024. DOI: 10.1186/s12905024-03360-0. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39272069/. Acesso em: 21 ago.
2026.
BARRY, Erin S.; MERKEBU, Jerusalem; VARPIO, Lara. State-of-the-art literature review methodology: a six-step approach for knowledge synthesis. Perspectives on Medical Education, v. 11, p. 281-288, 2022. DOI: 10.1007/s40037-022-00725-9. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s40037-022-00725-9. Acesso em: 10 set. 2026.
CHROSTEK, Agnieszka et al. Psychosocial functioning of women suffering from stress and mixed form of urinary incontinence depending on the severity of the symptoms. Przegląd Epidemiologiczny, v. 77, n. 1, p. 84-100, 2023. DOI: 10.32394/pe.77.09. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37283303/. Acesso em: 15 ago. 2026.
ER-RABIAI, Yasmin et al. Correlation of self-efficacy for pelvic floor muscle exercise with symptoms of stress urinary incontinence in women. International Urogynecology Journal, v. 35, n. 7, p. 1487-1493, 2024. DOI: 10.1007/s00192-024-05818-z. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38861006/. Acesso em: 19 ago. 2026.
FRIGERIO, Matteo et al. Quality of life, psychological wellbeing, and sexuality in women with urinary incontinence—where are we now: a narrative review. Medicina, v. 58, n. 4, p. 525, 2022. DOI: 10.3390/medicina58040525. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35454364/. Acesso em: 31 ago. 2026.
FRUCHI, André José; ALBINI, Joyce; SANTIAGO, Michelle Dias Santos. A atuação da fisioterapia na reabilitação de mulheres com incontinência urinária em idade fértil. RECIMA21
- Revista Científica Multidisciplinar, v. 3, n. 10, e3102073, 2022. DOI: 10.47820/recima21.v3i10.2073. Disponível em: https://recima21.com.br/recima21/article/view/2073. Acesso em: 2 set. 2026.
KUTCHER, Anna M.; LEBARON, Virginia T. A simple guide for completing an integrative review using an example article. Journal of Professional Nursing, v. 40, p. 13-19, 2022. DOI: 10.1016/j.profnurs.2022.02.004. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35568452/. Acesso em: 6 set. 2026.
MCCARTHY-RYAN, Molly et al. Stress urinary incontinence prevalence and risk factors in female rugby players: a common health problem across four nations. BMJ Open Sport & Exercise Medicine, v. 10, n. 1, e001832, 2024. DOI: 10.1136/bmjsem-2023-001832. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40046166/. Acesso em: 17 ago. 2026.
MELO, Ana Karla Guedes de et al. Brazilian Society of Rheumatology methodological guide for the development of evidence-based clinical guidelines in rheumatology. Advances in Rheumatology, v. 63, art. 12, 2023. DOI: 10.1186/s42358-023-00293-4. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s42358-023-00293-4. Acesso em: 8 set. 2026.
MENDES, Izabela Lopes et al. Perfil biopsicossocial e o impacto da incontinência urinária sobre a qualidade de vida das mulheres. Revista Univap, São José dos Campos, v. 30, n. 67, 2024. DOI: 10.18066/revistaunivap.v30i67.4554. Disponível em: https://revista.univap.br/index.php/revistaunivap/article/view/4554. Acesso em: 26 ago. 2026.
MITTAL, Disha et al. Association of stress urinary incontinence with stress, sleep quality, and health-related quality of life in nulligravid college women. Scientific Reports, v. 16, n. 1, art. 25064, 2026. DOI: 10.1038/s41598-026-55774-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42230762/. Acesso em: 24 ago. 2026.
SOUZA, Thiago Henrique Cestari; PERAZZOLI, Bruna Lais; CESTARI, Claudia Elaine. Implicações anatomofuncionais e fatores de riscos associados à incontinência urinária de
esforço na mulher: revisão integrativa. Revista Ciência e Estudos Acadêmicos de Medicina, Cáceres, v. 16, n. 1, p. 21-34, 2022. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/revistamedicina/article/view/5672. Acesso em: 28 ago. 2026.
SOUZA, Thifisson Ribeiro de et al. Incontinência urinária em mulheres: definição, etiologia e fatores de risco. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 9, n. 6, p. 2666-2674, 2023. DOI: 10.51891/rease.v9i6.10447. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10447. Acesso em: 4 set. 2026.
Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE. Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1365, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000. ↑
Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte. Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1365, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000. – UNINORTE. ↑

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Amina Souza de Jesus, Francisca Valéria Silva Lima, Natália Barboza da Silva, Fabiano Sousa Barbosa (Autor)