Abandono escolar: os desafios enfrentados pelos alunos da educação de jovens e adultos de nível médio em concluir os estudos na rede pública de ensino no município de Maraã - parte 2
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo principal em analisar os desafios enfrentados pelos alunos para concluir os estudos na Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio na Rede Pública de Ensino do Município de Maraã, procurando identificar as possíveis causas desse Abandono no Ensino Médio bem como conhecer as estratégias pedagógicas utilizadas pelos professores no processo de escolarização do público de EJA. A classificação utilizada na presente investigação indica como tipo de pesquisa de natureza quanti-qualitativa do tipo explicativo-descritivo, focado em estudos com os alunos, professores, pedagoga e gestora da escola em pesquisa, tendo como principal foco a identificação das possíveis causas de abandono escolar. Foi utilizado como instrumentos e coletas de dados a entrevista, observação e a aplicação de questionário com todos envolvidos nesse processo de investigação.

Palavras-chave: Abandono escolar. Desafios. Escolarização.

Abstract

The main objective of the present research was to analyze the challenges faced by students to complete their studies in Youth and Adult High School Education in the Public School System of the Municipality of Maraã, seeking to identify the possible causes of high school dropout as well as to understand the pedagogical strategies used by teachers in the process of schooling the public of Youth and Adult Education. The classification used in the present investigation indicates as type of research of a quanti-qualitative nature of the explanatory-descriptive type, focused on studies with the students, teachers, pedagogue and manager of the school under research, having as main focus the identification of the possible causes of school abandonment. It was used as instruments and data collection the interview, observation and application of a questionnaire with all those involved in this research process.

Keywords: School dropout. Challenges. Schooling.

  1. INTRODUÇÃO

Advindo desse contexto, o método de alfabetização de jovens e adultos, segundo Souza (2008), é um processo contínuo e necessário e a trajetória da alfabetização não é atual, vem desde a época da colonização, e desde então se desencadeou movimentos e campanhas em benefício da alfabetização, extensão e garantia de ensino e erradicação do analfabetismo, sendo que a garantia de ensino na verdade representa uma dívida social para com os jovens e adultos não escolarizados na idade considerada como certa. A Alfabetização é um procedimento longo, isto é, não é em um “piscar de olhos” que se inicia e muito menos que se finaliza, há um tempo para isso, que delega muita dedicação do educando.

No pensamento do autor, os alunos da EJA almejam mais que aprender a ler e a escrever, pretendem prosseguir estudando, para futuramente serem atuantes na sociedade. Considerando os docentes que atuam nesta modalidade de ensino, estes deverão saber como ocorre o processo de alfabetização para pessoas com a faixa etária da EJA, pois a Educação de Jovens e Adultos não se concretiza de maneira idêntica à na infância, pois os adultos carecem de maiores incentivos para sentirem-se motivados a superarem os problemas que surgem no seu cotidiano e os afastem da escola. Os professores precisam conhecer metodologias atuais que já foram aplicadas e obtiveram sucesso, para melhor atender seus alunos em âmbito critico e social.

Desta forma o processo educativo da EJA, não é apenas de ensino e aprendizagem é a construção de uma perspectiva de mudanças, de troca de experiências de docente e discente, pois esses alunos já carregam consigo uma bagagem cultural que precisa antes de tudo ser valorizada e respeitada, visto que são cidadãos com opinião e personalidade formada, agem de acordo com a sua cultura e como que aprenderam ao longo da vida.

É evidente que a questão de abandono nas escolas campo não é um problema simples, assim como não é nas instituições escolares de tantos outros municípios pelo Brasil afora, ao contrário é de alta complexidade e para saná-la é necessária a junção de esforços, tanto do poder público quanto da comunidade escolar e demais setores competentes.

Portanto diagnosticar, conhecer e considerar o universo dos alunos nas suas mais diversas especificidades, e trazer essa realidade sócio-cultural e de contrapartida elaborar propostas pedagógicas que motivem e despertem o interesse do público que frequenta o Ensino Médio é uma das formas de auxiliar na sua permanência e no sucesso de conclusão; com a qualidade necessária, para que o estudante cumpra seu ciclo de escolarização sem interrupções e para que este aprendizado possa desenvolver suas potencialidades e intervenha da melhor forma possível na escolha dos seus caminhos futuros.

  1. ABORDAGEM DO PROBLEMA

Sabe-se que milhões de alunos não dispõem de um aparelho tecnológico para se inserir nessa forma de ensino tão desafiadora, tanto para os educandos, quanto para os educadores que em pouco tempo tiveram que se adaptar a essa nova forma de ensino que mesmo sendo utilizada por muitos, na educação básica ainda é um desafio.

Diante desse cenário, apesar de já ser feito um acompanhamento desses alunos nos anos anteriores, evidenciou-se que as escolas atualmente enfrentam um grande desafio que é o de garantir a permanência do estudante nos estudos, visto que essa garantia já predominava um desafio antes da pandemia, com um ensino remoto então, tornou-se mais complexo.

Durante esse período de aula remota foi oferecido todo suporte preciso para que esses alunos fossem assistidos nesse momento, ou seja, os alunos que não dispõem de um celular, computador, ou acesso a uma internet de qualidade para acompanhar as aulas ministradas via WhatsApp, foram disponibilizadas apostilas para que todos tivessem acesso às aulas, mas apesar desta estratégias ficou evidenciado que, uma grande quantidade de alunos que mesmo tendo as ferramentas tecnológicas e apostilas disponíveis não acompanharam as aulas apesar de ser feita constantemente busca ativa virtual a partir de mensagens de textos e ligações.

Com o retorno das aulas presenciais, evidenciou-se uma melhoria significativa na participação desses alunos, porém como esperado, percebeu-se que a partir dos diagnósticos das turmas os professores detectaram que alguns alunos, enfrentam sérias dificuldades em acompanhar os conteúdos programáticos da proposta curricular, e a partir desta necessidade foi elaborado de acordo com a carência de cada turma um plano de intervenção pedagógica com o objetivo de sanar essas dificuldades enfrentadas pelos discentes, além de várias atividades extracurriculares de assistência e acompanhamento ao aluno, porém nota-se que não é suficiente, pois muitos alunos enfrentam diversos problemas que ultrapassam os muros da escola, o que torna difícil a sua permanência nos estudos .

Importante salientar que apesar da implementação do novo EJA que veio para facilitar a vida estudantil desses jovens e adultos, uma vez que, a carga horária anual foi reduzida, ou seja, cada etapa corresponde a 6 meses de duração, onde são ministradas semanalmente 3 aulas presenciais e 2 aulas de estudos orientados. Mesmo com todas essas mudanças poucos alunos frequentaram.

Diante do exposto é visível a necessidade de se trabalhar o tema: Abandono Escolar: os desafios dos alunos Jovens e Adultos de concluir os estudos no Ensino Médio nas Escola Estadual Benta Solart localizada no município de Maraã/AM, Brasil 2021/2022, preconizando a questão: Quais são as causas predominantes que levam os alunos a abandonarem a escola? Porém, para uma melhor compreensão dessa problemática é preciso conhecer a fundo os fatores internos e externos à escola, que contribuem para o agravamento do problema e também, conhecer os pontos de vista dos sujeitos envolvidos na questão: gestão, professores, alunos e familiares.

  1. LIMITAÇÕES DA PESQUISA

Esta pesquisa identificou dois fatores limitantes:

1. Coleta de dados devido as aulas estarem no início do ano de 2021 de forma semipresencial por conta da pandemia da COVID 19. A pandemia do Coronavírus trouxe uma realidade bastante diferente, algumas dificuldades, limitações físicas, orçamentárias e estruturais e por isso a pesquisa ocorreu de forma lenta devido a baixa participação dos alunos nas aulas ;

2. Com o retorno das aulas de forma presencial, conseguiu-se atingir de fato as metas de pesquisas estabelecidas.

  1. REFERENCIAL TEÓRICO

    4.2 A IMPORTÂNCIA DA EJA NO CONTEXTO DA INCLUSÃO SOCIAL DOS ESTUDANTES

4.2.1 A trajetória da Educação de Jovens e Adultos no Brasil

Desde a década de 60, cresce a atuação dos movimentos sociais de cultura e Educação popular que promoviam um desenvolvimento da EJA. Oriundos de embates político-ideológicos sobre a LDB n° 4.024/61, os movimentos sociais de cultura e de Educação popular traziam um novo modelo de EJA, sob forte liderança e atuação de Paulo Freire. Sobre essa influência , na concepção de EJA, nos anos 1960, que avançava na erradicação do analfabetismo, Jardilino e Araújo (2014, p. 51-52) afirmam:

[...] os movimentos sociais inspirados no pensamento pedagógico de Paulo Freire e iniciados nos anos de 1960 no Brasil tiveram em suas muitas iniciativas a Educação popular e a luta pelo direito à Educação como bandeiras. [...] esses movimentos sociais, que também podem ser descritos como espaços de luta contra a ditadura militar foram influenciados e sustentados por ações sindicais e políticas na reivindicação de melhores salários e condições de trabalho, de moradia, saúde e Educação para todos [...]

Este novo modelo de EJA defendia uma Educação para a transformação social e não, exclusivamente, para atender demandas de mercado. Nessa época, o país começa a implantar as bases da Educação nacional, mas só em 1961, com a aprovação da 1ª Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB 4024/61, os órgãos estaduais e municipais ganham mais autonomia, diminuindo a centralização do Ministério de Educação e Cultura - MEC. A LDB de 1961, em seu artigo 31, indica que as empresas industriais, comerciais e agrícolas, em que trabalhassem mais de 100 pessoas, seriam elas obrigadas a manter ensino primário gratuito para os seus servidores e seus filhos. Logo, indiretamente, tratava-se de Educação para adultos nas séries iniciais, mas sem o uso do termo Educação de Adultos. No artigo 33, a Educação de grau médio se apresenta como etapa em prosseguimento à ministrada na escola primária, destinando-se à formação do adolescente. Futuramente, esses dois públicos serão unidos na Educação de Jovens e Adultos na LDB 9394/96.

Com o golpe militar no ano de 1964 foram coibidas manifestações populares e na Educação não seria diferente, com ações de pressão para o silenciamento dos movimentos populares. Assim, no ano de 1968, é criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização – Mobral, sendo considerado o maior movimento de alfabetização de jovens e adultos com atuação em quase todo território nacional. No entanto, suas ações se concentravam no ensino da leitura e da escrita e de alguns conhecimentos matemáticos. O Mobral foi extinto em 1985, sem promover uma Educação global que contribuísse, de fato, para a progressão dos estudos para os alfabetizados. Sobre o Mobral, Fávero e Freitas (2011) afirmam:

[...] O Mobral tem sua história bastante conhecida, embora a produção sobre ele seja pequena. Estruturou-se como fundação, com poderosa coordenação nacional e comissões coordenadoras em praticamente todos os municípios. Com integral apoio dos governos militares e recebendo transferências vultosas da Loteria Esportiva e doações do empresariado, deduzidas do Imposto de Renda por elas devido, foi à campanha de alfabetização mais ampla e mais rica [...].

Com a redemocratização no Brasil e os movimentos sociais associados com a Constituição de 1988, a defesa da ampliação do tempo de escolarização para os brasileiros ganhou força. A nova Constituição consegue instituir o acesso ao Ensino Fundamental como direito universal. A efetivação desse direito dar-se-ia a crianças e adolescentes, como também ao público que não concluiu o Ensino Fundamental na dita idade certa – jovens e adultos. A partir daí, alguns estados começam a se mobilizar para ofertar qualificação para EJA. Como exemplo desse movimento, pode-se citar o MOVA - Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos da cidade de São Paulo (Mova – SP), tendo Paulo Freire como Secretário Municipal de Educação (1989-1991). O MOVA, em parceria com a sociedade civil, buscava combater o analfabetismo, assim como a continuidade dos estudos para estudantes jovens e adultos com defasagem escolar a partir da leitura crítica da realidade, incentivando a participação popular e a luta pelos direitos sociais de todo cidadão. A experiência do MOVA – SP mobilizou a criação de uma ação maior criando a Rede MOVA – Brasil. Sobre essa Rede, Jardilino e Araújo (2014, p. 68-69) complementam:

[...] a rede iniciou-se a partir de uma ampla discussão no interior do Fórum Social Mundial de 2001 e, atualmente, tem o Instituto Paulo Freire com articulador e maior parceiro. [...]. Os Mova’s estenderam-se por todo território nacional e mantêm uma linha pedagógica comum. [...] São diferentes projetos, mas todos construídos a partir dos ideais da pedagogia freiriana. [...] os números atuais indicam a presença do Mova – Brasil em 629 municípios no interior de 11 estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe) [...].

Na extinção do Mobral, em 1985, surge, no mesmo ano, a Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos – Educar. Essa Fundação herda elementos como estrutura burocrática e quadro de pessoal do Mobral e ficava subordinada à Secretaria de Ensino de 1º e 2º graus do MEC. A Educar, apesar de conhecida como uma herdeira do Mobral, vem com mudanças como sua subordinação ao MEC, e traz outra diferença quando passa a ser um órgão de fomento e apoio técnico nacional nas ações da EJA, e não de execução direta. Sobre a Fundação Educar, Haddad e Di Pierro (2010) esclarecem que:

A Educar assumiu a responsabilidade de articular, em conjunto, o subsistema de ensino supletivo, a política nacional de Educação de jovens e adultos, cabendo-lhe fomentar o atendimento nas séries iniciais do ensino de 1º grau, promover a formação e o aperfeiçoamento dos educadores, produzirem material didático, supervisionar e avaliar as atividades. A diretriz de descentralização fez com que a Fundação assumisse o papel de órgão de fomento e apoio técnico, privilegiando a modalidade de ação indireta em apoio aos municípios, estados e organizações da sociedade civil.

4.2.4 Funções da EJA

A Função Reparadora foi Criada para combater as desigualdades sócio–culturais causada pelas desigualdades econômicas e sociais ao longo do tempo em nossa sociedade, a EJA visa o resgate de pessoas que não tiveram oportunidade de frequentar o ensino regular na idade correta. No início, seu objetivo era combater o analfabetismo, com a evolução dos tempos e a necessidade de separar as classes menos favorecidas, com o intuito de melhorar as condições de vida. Na vida profissional, no entendimento de suas responsabilidades sociais e a compreensão do mundo moderno, a educação de Jovens e Adultos passa a constituir um novo modelo de ensino, que podemos chamar de “reparador”. Esta concepção de educação deve estar comprometida com a formação do ser humano, com o papel de formar cidadão formador de opinião e preparado para a vida em sociedade, apto para as transformações modernas. Assim é deliberado pela LDB 9.394/96 que:

A educação é uma das condições fundamentais para que os agentes sociais tenham acesso ao conjunto de bens e serviços disponíveis na sociedade brasileira. A educação é um direito fundamental de todo cidadão com condições necessárias para lhe usufruir dos direitos constitucionais da sociedade democrática.

A função reparadora, não consiste somente em resgatar alunos que não frequentaram o ensino regular, mas também aqueles que por algum motivo abandonaram a escola em idade apropriada.

Sendo assim esta função da EJA não se limita ao ensino fundamental, estende- se ao ensino médio, tendo uma vertente à formação continuada. Sua função também inclui os alunos que tiveram acesso à escola na idade própria, porém não tiveram sucesso escolar, por motivos pessoais, de trabalho ou casos de repetência escolar continua. A busca pela educação continuada visa que o aluno, se qualifique e compartilhe conhecimento por toda vida, sempre aprimorando sua vivência em sociedade, formando um cidadão crítico e autônomo.

No seu artigo 37, a LDB 9.394/96 vem mostrando que a função reparadora da EJA, não visa somente os alunos que não tiveram acesso ao ensino em idade apropriada, mas para os que não tiveram continuidade de ensino.Com a escolarização, todos passa ater o direito à educação básica, independente da idade, considerando a educação como direito humano, com a exigência do aprender por toda vida, “o que inclui ações educativas, de profissionalização e socialização”, onde o aprendiz busque melhorias em suas condições de vida, tornando um cidadão crítico e democrático.

A função reparadora da EJA, é mais que alfabetização, é o reconhecimento do valor da educação como base do desenvolvimento humano e social, pois o direito constitucional para que todos tenham condições de entender e acompanhar a velocidade e complexidade do mundo contemporâneo. Reparar a nossa dívida social, com todos aqueles que foram excluídos de alguma forma, é o papel da função reparadora da EJA, exigindo não só o domínio da linguagem escrita e oral, mas ter a competência de leitor e escritor de seu próprio texto, de sua história, reinventando modos de sobrevivência e transformação do mundo.

Desta forma o parecer CNE/CEB 11/2000 trata- se função reparadora como:

[...] restauração de um direito negado: o direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano. Desta negação, evidente na história brasileira, resulta uma perda: o acesso a um bem real, social e simbolicamente importante. [...] Mas a função reparadora deve ser vista, ao mesmo tempo, como uma oportunidade concreta de presença de jovens e adultos na escola e uma alternativa viável em função das especificidades sócio-culturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuação das políticas sociais. [...] (CNE/CEB, 2000).

Sendo assim as novas competências exigidas pelas transformações da questão econômica do mundo contemporâneo, o usufruto de direitos próprios, requerem cada vez mais o acesso a saberes diversificados. A igualdade e a desigualdade continuam a ter relação imediata ou mediata com o trabalho. Para aqueles que por diversos motivos foram privados do saber básico, dos conhecimentos aplicados e das atualizações requeridas podem se vir excluídos das oportunidades do mercado de trabalho e vulneráveis a novas formas de desigualdades.

Desta forma as diversas modalidades de trabalho informal, o desemprego, as mudanças no processo de produção e o aumento do setor de serviços, geram uma grande instabilidade e insegurança para todos os que estão na vida ativa, pois muitos se veem desprovidos de bens tão básicos como a escrita e a leitura. O acesso ao conhecimento sempre teve um papel significativo no avanço social, ainda mais hoje quando a experiência se torna algo fundamental, e isso vai se tornando exigências até mesmo para a vida cotidiana.

Mas a função reparadora deve ser vista, ao mesmo tempo, como uma oportunidade concreta de presença de jovens e adultos na escola e uma alternativa significativa em função das especificidades culturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuação das políticas públicas sociais. É por isso que a EJA necessita ser pensada como um modelo pedagógico próprio a fim de criar situações pedagógicas e satisfazer as necessidades desses estudantes..

A função equalizadora da EJA vai dar cobertura a trabalhadores e a tantos outros segmentos sociais, como donas de casa, migrantes, aposentados e encarcerados. A reentrada no sistema educacional dos que tiveram uma interrupção forçada seja pela repetência ou pela evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas, deve ser saudada como uma reparação corretiva, ainda que tardia, de estruturas arcaicas, possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação. Para tanto, são necessárias mais vagas para estes "novos" alunos e "novas" alunas, demandantes de uma nova oportunidade de equalização. Tais demandantes, segundo o Parecer CNE/CEB nº 15/98, têm um perfil a ser considerado cuja caracterização se estende também aos postulantes do ensino fundamental:

...são adultos ou jovens adultos, vindos de regra mais pobres e com vida escolar mais acidentada. Estudantes que aspiram a trabalhar, trabalhadores que precisam estudar, a clientela do ensino médio tende a tornar-se mais heterogênea, tanto etária quanto socioeconomicamente, pela incorporação crescente de jovens adultos originários de grupos sociais, até o presente, sub – representados nessa etapa da escolaridade.

  1. METODOLOGIA

Esse tipo de mecanismo empregado na pesquisa suscitou à pesquisadora maior abrangência de análise e legitimação das informações. Portanto, na visão de Marconi e Lakatos (2017), as questões abertas proporcionam a construção de um conhecimento, auxiliando assim, a reflexão, a sensibilização e aproximação real, física e intelectual com o que é pesquisado.

O instrumento de pesquisa utilizado para a coleta dos dados foi um questionário aberto e fechado, composto de 09 perguntas subdivididas em quatro blocos: Identificação, Formação inicial, Formação continuada e Atuação profissional, perspectivas metodológicas. O ambiente de pesquisa foram as escolas: Estadual Benta Solart e estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, mediante um contato prévio com a direção da referida escola para agendar o dia e horário em que será aplicado o questionário.

As escolas que foram utilizadas ,como bases nesta pesquisa, se encontram ambas no centro da cidade, uma na rua Manoel Soares Filho, sem número; e outra na avenida sete de maio, sem número, na cidade de Maraã- Amazonas - Brasil. Foram observados alguns itens durante as entrevistas como ,por exemplo: condições das salas, quantidade de alunos em sala, os recursos didáticos, laboratórios, entre outros requisitos.

Para proporcionar maior aproveitamento e conhecimento da pesquisa a respeito do assunto, foram elaborados formulários de entrevista com 09 perguntas discursivas levando em consideração os seguintes elementos: a formação profissional do professor, faixa etária, gênero, tempo de atuação no ensino de ciências, metodologias utilizadas no ensino, e as dificuldades encontradas pelos professores ao atuarem nessa área.

Antes de iniciar o levantamento de dados através da entrevista com os professores, procurou-se a direção das escolas a fim de pedir autorização por meio de um ofício disponibilizado pela universidade e para saber a quantidade de professores atuantes no ensino de ciências naturais para a realização da pesquisa. Logo após foi feito um agendamento com os professores que seriam entrevistados de acordo com a disponibilidade de cada um, na oportunidade esclareceram-se os objetivos da investigação. A partir disso, iniciou-se a pesquisa com o total de 24 professores que ministram a disciplina na instituição de ensino. Nesse trabalho, contou- se com a participação de professores e alunos da EJA do ensino médio em exercício no município de Maraã- Amazonas- Brasil, no 2° semestre de 2021 e 2022. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário, como descrito acima..

6.1 TIPO DE INVESTIGAÇÃO

No desenho exploratório sequencial, o pesquisador tem como objetivo explorar um contexto com alguns participantes por meio de coleta e análise qualitativa. Os resultados dessa primeira fase de pesquisa são utilizados – explorados – para elaboração de uma intervenção quantitativa. Assim, “os resultados do primeiro, o método qualitativo, podem ajudar a desenvolver ou informar o segundo, o método quantitativo” (CRESWELL & CLARK, 2018, p. 84). A terceira fase compreende a coleta e análise quantitativa, em que todos os participantes são abordados.

7.RESULTADOS E DISCUSSÃO

    1. ANÁLISES DOS DADOS

Logo após foi feito o agendamento da data e horário que melhor se adequassem à rotina de trabalho e estudo dos participantes. Sendo assim na data combinada com todos, para iniciar a coleta de dados, foi solicitada previamente a assinatura do Termo de Consentimento para que todos estivessem cientes da sua participação. Após, os questionários foram entregues em mãos para os participantes selecionados, a fim de que pudessem responder as questões e assim contribuir de forma significativa para a pesquisa. Sendo assim Inicia-se a discussão da pesquisa, com a apresentação dos resultados das análises baseando-se nos dados discutidos na fundamentação teórica. Para a aplicação dos questionários deixei os alunos à vontade para responder conforme sua realidade para assim colher informações verdadeiras quanto a vivência cotidiana e estudantil de cada participante.

6.2 Perfil dos participantes da pesquisa

Observa-se por meio da tabela acima que a maioria dos participantes da pesquisa mantêm uma vida conjugal, e isto visivelmente identificado através do índice de 65% que responderam que são casados, muitos não são casados oficialmente, mas vivem à anos com seu parceiro (a) a maioria destes já têm filhos como mostra a tabela a seguir.

Essa situação faz-se refletir a realidade de uma aluna participante da pesquisa que respondeu em seu questionário que deixou de frequentar a escola por causa de ciúmes de seu parceiro, infelizmente existem parceiros (as) que em vez de incentivar seu companheiro (a) na conquista de seus sonhos fazem de tudo para dificultar, então diante disto, é importante que se destaque que muitos alunos e alunas enfrentam diversas dificuldades muitas das vezes desconhecidas, e a escola precisa assistir estes da melhor forma possível, pois todos temos dificuldades e diante destas as vezes precisamos apenas de um incentivo para seguir em frente e enfrentar os medos e anseios que nos entristece e nos colocam para baixo, então é preciso que se tenha um olhar mais atencioso com esses jovens e adultos que frequentam a escola para que estes se sintam acolhidos em seus desafios diários.

Diante da realidade exposta na tabela acima notou-se que um grande índice de alunos tem filhos, e é importante ressaltar que no decorrer da pesquisa algumas alunas relataram que deixaram de frequentar a escola por não terem alguém para ficar com seus filhos no momento das aulas, isso é algo que acontece com frequência pois a maioria dos alunos de EJA tem filhos pequenos e grande parte infelizmente não tem apoio da família e acabam desistindo sem ter outra opção.

Muitas vezes os filhos se tornam motivo de abandono escolar dos pais. As mulheres por sofrerem gravidez precoce, em período de estudos, e os homens por terem que ir trabalhar para sustentar essa família que está sendo formada. Porém, muitas alunas levavam seus filhos para a escola e mesmo assim conseguiram concluir os estudos

A Tabela acima mostra visivelmente que 62% dos alunos participantes da pesquisa tem uma faixa salarial de um salário mínimo. Isso confirma a necessidade de muitos jovens deixarem os estudos para trabalhar e contribuir com as despesas da casa, principalmente nos dias atuais que muitos pais de famílias perderam seus empregos por conta da crise que vivenciamos no decorrer da pandemia.

A condição financeira implica diretamente na condição de estudos dos alunos. Muitos deles não conseguiram concluir o ensino anteriormente porque precisaram trabalhar para poder garantir uma renda e sustentar a família. É evidente que o fator econômico familiar tem que ser levado em consideração quando se trata de abandono e evasão escolar, pois sabe-se que a desigualdade social assola milhões de famílias brasileiras que não usufruir de seus direitos básicos e este é um grande fator responsável por milhões de jovens deixarem a escola e entrar no mercado de trabalho precocemente.

Partindo para a tabela 06 em relação aos alunos participantes da pesquisa que são beneficiários do Programa Auxílio Brasil.

Conforme tabela acima, denota-se que a maioria dos alunos das escolas pesquisadas são beneficiário do Programa Auxílio Brasil (PAB) que é um programa de transferência de renda do Governo Federal, que contribui no combate à pobreza, além de garantir renda básica, é um programa que busca integrar políticas públicas, simplificar as cestas de benefícios e estimular a emancipação dessas famílias para que alcancem a autonomia e superem a situação de vulnerabilidade social.

Sendo assim, nota-se que a partir dos questionários que grande parte dos alunos recebem o benefício com cartão próprio, outros por serem incluídos no cartão dos pais. Apesar desses alunos terem esse ganho, sabe-se que não é o suficiente para manter uma família nos dias atuais.

A Partir das visitas domiciliares foi detectado que muitos alunos estão com baixa frequência ou abandonaram a escola por terem dias de trabalho cansativo, fala-se de alunos que trabalham como serventes de pedreiro, pescadores, agricultores, vendedores ambulantes, dentre outros trabalhos que ao chegar no final do dia não encontram animo para vim a escola, e isso é algo que está além das possibilidades da escola, pois se trata de políticas públicas, mas a escola tenta de todas as formas acolher esses alunos e criar mecanismos para que estes jovens mesmo com dificuldades não desistam dos seus sonhos.

Tabela 07 - Situação Residencial dos alunos participantes da pesquisa

Categoria Frequência Percentual

Imóvel próprio 35 29%

Imóvel Alugado 12 10%

Reside com os pais 73 61%

Fonte: Pesquisa de campo realizada com os discentes das Escolas Estaduais Benta Solart e João Bosco Ramos de Lima 2021/2022 Maraã-Am Brasil.

Analisando a tabela acima nota-se que o quantitativo de alunos que moram com seus pais é bem superior do que as outras categorias, e a maioria desses alunos como mostrou as tabelas 03 e 04 são casados e têm filhos, outros que são solteiros porém tem filhos.

A aquisição da casa própria ainda é um assunto delicado para aqueles que não possuem uma condição financeira relativamente estabelecida. O alto número de residentes em imóveis alugados é um reflexo dessa situação, que se encaixa nos alunos que não concluíram o ensino por falta de condição financeira.

8. RESULTADOS INTEGRAIS DA PESQUISA

Durante o ano de 2021 de acordo com a necessidade de cada turma foi realizada Busca Ativa apartir de visita domiciliar e ligações frequentes, e diante deste trabalho foi detectado que muitos alunos estão com baixa frequência ou abandonaram a escola por terem uma jornada de trabalho cansativa e ao chegar no fim do dia não tem ânimo para ir à escola,como citado anteriormente fala-se de alunos que ganham a vida como serventes de pedreiro, pescadores, agricultores, vendedores ambulantes, dentre outros trabalhos cansativos, e isso é algo que está além das possibilidades da escola, pois se trata de políticas públicas, mas a escola tenta de todas as formas acolher esses alunos criando mecanismos para que estes jovens mesmo com dificuldades não desistam de seus estudos.

Ao questionar um aluno do por que de suas faltas excessivas o mesmo ressalta:

“Professora eu até tento ir pra aula mas eu não tenho trabalho fixo, nem meus pais, e a gente trabalha na roça, não quero ver meus irmão passando fome, nem meus pais, e quando chega de tarde só o que quero é descansar eu tento ir pra escola mas chego lá fico dormindo na sala e fico com vergonha”.

Entrevista realizada em 18 de junho de 2021 com o aluno 01.

Diante do exposto é visível que a necessidade de trabalhar para contribuir com a renda familiar tem contribuído bastante para que centenas de jovens e adultos deixem seus estudos, principalmente nos dias atuais onde muitos perderam seus empregos, tudo ficou mais caro, então fica difícil para a escola, pois é algo que vai além de seus muros e não depende unicamente da instituição, é algo que já vem de muitos anos a questão de políticas públicas que mesmo tendo modificação e melhorias ainda não conseguiu atingir toda a população de forma a atender a todos.

Em relação a causa de gravidez indesejada foi detectado que algumas alunas engravidaram e apresentaram complicações na gravidez e com isso ficaram impedidas de frequentar a escola.

Na entrevista com a aluna 02 ela ressalta:

“ Não tava com planos para engravidar mais aconteceu já fiz vários exames tou me sentindo muito ruim muito enjôo, não tenho nem coragem pra levantar, fazer as coisas, não quero desistir da aula, mas tá difícil pra mim’’.

Entrevista realizada em junho de 2021.

Difícil uma realidade dessas, mas é o que muitas mulheres enfrentam ao engravidar, nesses casos a escola tenta de todas as formas manter contato e fazer com que essa jovem apesar das dificuldades não abandone seus estudos, teve caso onde foi enviado todos os trabalhos para a aluna fazer em casa, até se recuperar e se sentir disposta a voltar aos estudos, deu certo mas enquanto escola temos que ficar atentos a essas situações pois só é permitido esse tipo de trabalho com alunos que estejam amparados com atestado ou laudo médico .

Partindo para a realidade de alunos que deixaram de frequentar a escola por não ter com quem deixar seus filhos, é uma realidade comum na escola já foram detectados vários casos na visita domiciliar, Inclusive teve um específico que foi de um casal de jovens estudantes tinham 2 filhas pequenas e não tinham como deixá- las sozinhas em casa, então os mesmos deixaram de frequentar as aulas, a gestão como uma forma de ajudar esses alunos mesmo em um momento pandemico foi permitido que estes trouxessem suas filhas para a sala de aula, então depois desta iniciativa algumas alunas trazem seus filhos, porém seguindo todos os protocolos de prevenção a covid 19. E para auxiliar esses pequenos a escola disponibiliza alguns materiais didáticos para que as crianças se entreterem, isso tem contribuído para a permanência destes alunos no contexto escolar.

Em relação ao fator falta de interesse tem se relevado a um grande obstáculo a ser superado pela escola pois se antes da pandemia as instituições já enfrentaram grandes desafios com alunos que só iniciavam os estudos e em pouco tempo desistiram, com a paralisação das aulas por um determinado tempo devido a pandemia, muitos alunos não participaram das aulas remotas e quando voltou as aulas presenciais mesmo com a implementação do novo EJA, onde foi reduzida a carga horária anual cada etapa de ensino corresponde a 6 meses de duração, e semanal são somente 3 dias presenciais, sendo que 2 dias é destinado a atividades dirigidas para fazerem em casa, mesmo assim esses alunos não retornaram.

Durante as ações direcionadas à visita domiciliar em uma conversa com os pais alguns relatam a falta de interesse dos filhos de não ir para escola, é importante destacar a fala de um pai do aluno 03:

“Ele não vai pra escola por que não quer, não trabalha, não me ajuda em nada, tem todo tempo do mundo pra estudar, eu não tive a oportunidade que ele tá tendo mas esse cara não aproveita.

Pesquisa realizada em junho de 2021 com pai de aluno.

É triste, mas é a realidade de muitos jovens, que mesmo tendo apoio dos pais e da escola não demonstram nenhum interesse em querer estudar para futuramente mudar sua realidade.

Diante de tais realidades, vale ressaltar que , as mais variadas são as causas que afetam os estudantes para que estes deixem de frequentar a escola que são aquelas apresentadas a partir da realidade destes participantes da pesquisa como: As drogas, problemas familiares, alunos que estão morando em outros municípios ou em comunidades distantes, alunos que foram para o garimpo da cidade vizinha, alunas que desistiram da escola por causa de ciúmes de seu parceiro, horário de trabalho incompatível com os estudos, falta de apoio dos familiares, problemas psicológicos, dentre outras causas.

No que concerne sobre as causas que contribuíram para o abandono a escola, os entrevistados afirmaram:

Aluno 3: “ eu até tento ir mas tem dias que não estou com coragem pra ir pra escola, mas tenho vontade de terminar e esse ano vou conseguir”;

Aluno 4: “ Deixei de frequentar a escola porque chego em casa do trabalho muito cansado e ainda vou fazer as coisas, mais vou pra escola ainda”;

Aluno 5: “Tava frequentado todos os dias mas meu filho ficou doente e teve que fazer um tratamento em Manaus e tive que acompanhar, não ia deixar meu filho sozinho com o pai dele .”

Aluno 6: “Trabalho até 7 da noite meu patrão não deixa sair mais cedo”

Aluno 7: “ tive que ir pra outro município que meu tio conseguiu trabalho pra mim lá e tava desempregado aqui então aproveitei, mas esse ano vou estudar quero terminar logo”;

Aluno 8: “ Não tenho com quem deixar meu filho, minha mãe trabalha a noite e meu marido tem que ir pescar”

  1. CONCLUSÃO

Desta forma, diante dessa realidade diversificada de causas que contribuem para o abandono do estudo por esses jovens e adultos matriculados na Escola Estadual Benta Solart, é importante que a escola como um todo crie mecanismos de acolhimento a esses alunos, sabe-se que essas questões estão além do alcance da instituição, mas mediante a isto não podemos deixar esses alunos a mercê de sua própria sorte enquanto escola temos que assistir esses jovens e possibilitar da melhor forma possível mecanismos para que esse aluno volte a escola e conclua seus estudos.

Com isto faz- se necessário o bom acolhimento desde a entrada deste aluno, a valorização das particularidades destes pelo educador da Educação de Jovens e Adultos, isso pode garantir uma auto confiança e a aprendizagem pode ocorrer com maiores possibilidades de êxito. É importante que o professor valorize suas experiências cotidianas, sua bagagem cultural, isso com certeza contribuirá para que estes resgatem uma autoimagem positiva de valorização do seu ser, fortalecendo desta maneira a sua autoconfiança e auto estima.

Enfim diante da trajetória de pesquisa foram muitas as atividades desenvolvidas para garantir a melhoria do ensino aprendizagem, bem como diminuir o índice de abandono escolar na escola em estudo, porém sabe-se que esse é um problema que irá persistir por anos futuros segundo especialistas, e diante disto sabemos dos desafios que as escolas do mundo todo tem enfrentado, mediante a pandemia com a questão de abandono, frente a isso o que cabe a todos os envolvidos na educação é não se acomodar diante dos desafios, cada um precisa desempenhar sua porção de contribuição para que juntos consigamos vencer essa problemática que tanto aflige as escolas nos tempos atuais e que mesmo tendo diversos estudiosos e pesquisadores que estudam o assunto ainda não se tem uma solução, então é lutar para que esses altos índices reduzam de forma satisfatória.

Portanto diagnosticar, conhecer e considerar o universo dos alunos nas suas mais diversas especificidades, e trazer essa realidade sócio cultural e de contrapartida elaborar propostas pedagógicas que motivem e despertem o interesse do público que frequenta as turmas de EJA do Ensino Médio noturno é uma das formas de auxiliar na sua permanência e no sucesso de conclusão com a qualidade necessária para que o estudante cumpra seu ciclo de escolarização sem interrupções e para que este aprendizado possa desenvolver suas potencialidades e intervenha da melhor forma possível na escolha do seu caminho futuro.

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