Saúde psicológica de indivíduos residentes em instituições de longa permanência para idosos na região central de saúde do estado de Rondônia
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
PDF

RESUMO

O envelhecimento populacional e a crescente institucionalização de idosos evidenciam a necessidade de atenção às condições psicológicas dessa população, especialmente diante de fatores como isolamento social, fragilização dos vínculos familiares, perda de autonomia e mudanças na rotina. As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s) constituem importantes espaços de cuidado, porém podem estar associadas a situações de vulnerabilidade psicológica. O presente estudo teve como objetivo analisar o quadro de saúde psicológica de indivíduos residentes em ILPI’s da região central de saúde do estado de Rondônia, identificando a frequência de sinais sugestivos de depressão e aspectos relacionados ao processo de institucionalização. Para isso, foi realizado um estudo observacional, transversal, descritivo e de abordagem quantitativa, com aplicação presencial da Escala de Depressão Geriátrica na versão abreviada (GDS-15) em idosos residentes nas instituições pesquisadas. Foram avaliados 27 participantes, sendo 22 homens e 5 mulheres, com média geral de idade de 74,7 anos. Os resultados demonstraram que 11 participantes (40,7%) apresentaram escores sugestivos de depressão, enquanto 16 (59,3%) não apresentaram sinais sugestivos. Observou-se ainda a relevância de fatores como afastamento familiar, solidão, redução da autonomia, mudanças na rotina e menor interação social para o bem-estar psicológico dos idosos institucionalizados. Conclui-se que a população avaliada apresenta importante vulnerabilidade psicológica, ressaltando a necessidade de estratégias de promoção da saúde mental, fortalecimento dos vínculos familiares e sociais, estímulo à atividade física e desenvolvimento de ações de acolhimento e acompanhamento psicológico nas ILPI’s.

Palavras-chave: Idosos; Instituições de Longa Permanência para Idosos; Saúde mental

ABSTRACT

Population aging and the increasing institutionalization of older adults highlight the need for attention to the psychological conditions of tis population, especially in view of factors such as social isolation, weakened family bonds, loss of autonomy, and changes in routine. LongTerm Care Institutions for Older Adults (ILPIs) are important care settings; however, they may also be associated with situations of psychological vulnerability. This study aimed to analyze the psychological health status of individuals residing in ILPIs in the Central Health Region of the State of Rondônia, identifying the frequency of signs suggestive of depression and aspects related to the institutionalization process. An observational, cross-sectional, descriptive study with a quantitative approach was conducted, involving the in-person administration of the abbreviated version of the Geriatric Depression Scale (GDS-15) to older adults residing in the institutions surveyed. A total of 27 participants were evaluated, comprising 22 men and 5 women, with an overall mean age of 74.7 years. The results showed that 11 participants (40.7%) had scores suggestive of depression, while 16 (59.3%) did not present suggestive signs. The relevance of factors such as family estrangement, loneliness, reduced autonomy, changes in routine, and decreased social interaction to the psychological well-being of institutionalized older adults was also observed. It is concluded that the population evaluated presents significant psychological vulnerability, highlighting the need for mental health promotion strategies, strengthening of family and social bonds, encouragement of physical activity, and the development of psychological support and follow-up actions in ILPIs.

Keywords: Older Adults. Long-Term Care Institutions for Older Adults. Mental Health.

1 INTRODUÇÃO

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o envelhecimento caracteriza-se como “um processo sequencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, passível da possibilidade de morte”.

De maneira paulatina, tem se observado o crescimento da população idosa, a qual indubitavelmente carece de cuidados quase integrais. Nesse sentido, muitos indivíduos que não possuem uma rede familiar capaz de arcar com os cuidados acabam tendo como solução a institucionalização. Com isso, “surgem as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s), que são organizações complexas, constituídas, majoritariamente, de subsistemas internos, em que a equipe multiprofissional deve se ocupar dos processos de gerenciamento e cuidado da saúde global do idoso.” (MEDEIROS et al., 2016).

A prevalência de sintomas depressivos entre moradores de ILPI’s é mais elevada do que entre aqueles que moram com suas famílias. Segundo a OMS, a depressão é considerada um grave problema de saúde pública, e estima-se que 154 milhões de pessoas sejam afetadas em todo o mundo. A prevalência mundial de depressão em idosos institucionalizados varia de 14% a 42%, sendo que, no Brasil, a prevalência de sintomas depressivos nessa população varia entre 21,1% e 61,6% nas diferentes regiões do país. (GUIMARÃES et al., 2018).

Com o crescimento contínuo da população idosa no Brasil, a institucionalização em ILPI’s tornou-se uma alternativa frequente para aqueles sem rede de apoio familiar. Embora essas instituições atendam às necessidades básicas dos residentes, frequentemente não contemplam adequadamente o cuidado psicológico, o que favorece o surgimento de transtornos mentais como a depressão (SANTIAGO & MATTOS, 2014). Estudos revelam que a prevalência de sintomas depressivos em idosos institucionalizados pode ultrapassar 48%, associando-se a fatores como isolamento, ausência de visitas, tempo de institucionalização e baixa oferta de estímulos terapêuticos (QUEIRÓS et al., 2022). Ainda assim, são escassas as pesquisas sobre a saúde psicológica desses indivíduos na região central de Rondônia, o que evidencia uma lacuna científica e assistencial importante.

Ademais, a dúvida primária que embasa a pesquisa parte do caráter universal e incontornável da velhice, um processo comum a todos os cidadãos e que carece de uma análise justa que englobe as características psíquicas do ser humano, em especial o grupo vulnerável estudado. “O crescente aumento da população de idosos em todo o mundo leva à necessidade de repensar a atual organização da sociedade para lidar com essa realidade, que afeta mais especificamente os serviços de saúde. No Brasil, essa população cresceu de forma rápida e significativa, atingindo um patamar de 13,5% do total de habitantes em 2018.” (SOUZA et al., 2022). Em suma, associar o incontestável processo biológico, já supracitado, com o crescimento populacional de idosos, também cerceia a temática central, contribuindo para um melhor entendimento do contexto dos cidadãos residentes em ILPI’s.

A busca por informações que apoiem o estudo foi realizada na região central de saúde do estado de Rondônia: Ji-Paraná, Jaru, Ouro Preto D’Oeste, Presidente Médici, Theobroma, Vale do Anari, Governador Jorge Teixeira, Vale do Paraíso, Teixeirópolis, Urupá, Mirante da Serra, Nova União, Alvorada D’Oeste, São Miguel do Guaporé e Costa Marques (PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE DE RONDÔNIA, 2019).

O estudo parte de uma análise embasada em um questionário que foi apresentado previamente aos alvos da pesquisa, construindo um trajeto até o objetivo final do trabalho, haja vista que há poucos dados concretos acerca do tema na região central de saúde do estado de Rondônia, o que demonstra a urgência do estudo no referido local.

Desse modo, o delineamento do trabalho traz como premissa a busca por estratégias que visem amparar as questões relacionadas à saúde psicológica dos idosos, possibilitando pleitear a resposta de como encontra-se a saúde psicológica de indivíduos que residem em ILPI’s. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o quadro de saúde psicológica dos indivíduos residentes nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI`s) da região central de saúde do estado de Rondônia. Dessa forma, questiona-se: qual é o estado da saúde psicológica dos idosos residentes em ILPI’s na região central de saúde de Rondônia, e quais fatores institucionais, familiares ou sociais influenciam esse estado.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 - A VELHICE E SUAS IMPLICAÇÕES

O envelhecimento é acompanhado por alterações fisiológicas progressivas que envolvem diferentes sistemas do organismo, como o imunológico, o nervoso e o neuroendócrino. Essas mudanças podem resultar em redução da capacidade funcional e aumento da vulnerabilidade a doenças e limitações, embora ocorram de maneira distinta entre os indivíduos. Dessa forma, o processo de envelhecimento não deve ser compreendido apenas como uma sequência de perdas, mas como uma etapa da vida marcada por transformações que podem repercutir sobre a autonomia e a qualidade de vida (MACENA; HERMANO; COSTA, 2018).

No âmbito neuropsicológico, o envelhecimento também pode estar associado a modificações em funções como memória, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. Entretanto, essas alterações apresentam grande variabilidade individual e não significam, necessariamente, perda generalizada da capacidade cognitiva. Aspectos relacionados à saúde, ao estilo de vida, às experiências acumuladas e às condições sociais podem interferir na forma como essas mudanças se manifestam (NERI; BATISTONI; RIBEIRO, 2016).

A redução da capacidade funcional pode limitar a autonomia e a participação do idoso em atividades cotidianas, além de modificar papéis sociais anteriormente desempenhados, principalmente após a aposentadoria ou diante do surgimento de limitações físicas. Essas mudanças podem repercutir sobre a percepção que o indivíduo possui de si mesmo e sobre sua participação na vida social. Nesse contexto, a forma como o idoso vivencia essas transformações, bem como o suporte recebido da família e da sociedade, exerce importante influência sobre seu bem-estar psicológico.

2.2 - IDOSOS RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS

As Instituições de Longa Permanência para Idosos(ILPIs) são espaços destinados ao acolhimento coletivo de pessoas com 60 anos ou mais, com ou sem suporte familiar, que necessitam de cuidados contínuos, sejam eles de caráter assistencial, de saúde ou social (BRASIL, 2005). Essas instituições podem ser públicas, privadas ou filantrópicas e têm como objetivo garantir moradia, alimentação, higiene, lazer e, quando possível, reabilitação, buscando preservar a autonomia e dignidade dos residentes (CAMARANO, KANSO, 2010).

O perfil dos idosos que residem em ILPIs é marcado, na grande maioria dos casos, por situações de fragilidade física, perda da independência funcional e ausência de vínculos familiares próximos. Essas condições podem influenciar diretamente o estado psicológico dos mesmos, favorecendo o surgimento de sentimentos de solidão e abandono (SILVA et al., 2019). O envelhecimento dentro das ILPIs, portanto, não envolve apenas aspectos físicos, mas também desafios emocionais e sociais. Assim, compreender o contexto dessas instituições é essencial para avaliar e promover a saúde psicológica de seus residentes. Esse aspecto torna-se ainda mais relevante na região Central de saúde do estado de Rondônia, onde os desafios relacionados à assistência ao idoso evidenciam a necessidade de estudos voltados à saúde psicológica dessa parcela da população.

2.3 - SITUAÇÃO PSICOLÓGICA DOS IDOSOS DEVIDO ÀS LIMITAÇÕES DA IDADE

O processo de envelhecimento, quando acompanhado por limitações funcionais e perda de autonomia, pode favorecer sentimentos de desvalorização, inutilidade e dependência. A redução da participação em atividades cotidianas e sociais pode modificar a percepção de independência do idoso e interferir em sua autoestima e saúde mental. Por isso, a compreensão da situação psicológica dessa população deve considerar não apenas as alterações físicas decorrentes da idade, mas também os aspectos sociais e relacionais envolvidos nesse processo.

Essas condições podem contribuir para sofrimento psicológico e maior vulnerabilidade a transtornos depressivos. No caso da população idosa, estudos sobre comportamento suicida apontam a presença de múltiplos fatores associados, incluindo condições de saúde, sofrimento psíquico, perdas, isolamento social e mudanças nas relações familiares. Dessa maneira, a identificação precoce de sinais de sofrimento e a manutenção de redes de apoio são importantes para a prevenção de agravos à saúde mental (MINAYO; CAVALCANTE, 2010).

A ocorrência de suicídio entre pessoas idosas também representa um importante problema de saúde pública no Brasil. Estudo epidemiológico realizado com dados nacionais demonstrou a relevância da mortalidade por suicídio nessa população, reforçando a necessidade de atenção específica às condições que podem aumentar sua vulnerabilidade e de estratégias de prevenção direcionadas aos idosos (SANTOS et al., 2021).

Além das limitações próprias do envelhecimento, as transformações nas relações familiares e sociais podem influenciar a saúde emocional do idoso. A rotina contemporânea, marcada por compromissos profissionais e pessoais, pode reduzir a frequência do convívio entre familiares e favorecer situações de solidão e isolamento. Nesse cenário, a manutenção dos vínculos sociais e familiares constitui importante elemento para a proteção da saúde mental e para a preservação do sentimento de pertencimento.

2.4 - IMPACTOS DO ISOLAMENTO NA SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO SENIL

A família constitui uma importante fonte de suporte emocional e social para a pessoa idosa. Quando os vínculos familiares são enfraquecidos, especialmente em situações de dependência ou institucionalização, o idoso pode apresentar maior vulnerabilidade a sentimentos de solidão, abandono e redução do apoio social. O afastamento do convívio familiar pode, portanto, repercutir sobre a forma como o indivíduo vivencia o envelhecimento e sobre sua qualidade de vida (LOUREIRO; SILVA, 2015).

A solidão não está relacionada apenas à ausência física de outras pessoas, mas também à percepção subjetiva de insuficiência dos vínculos sociais. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) demonstraram associação entre a presença frequente de solidão e diferentes indicadores de saúde, incluindo sintomas depressivos, morar sozinho, pior percepção do estado de saúde e alterações relacionadas ao sono. Esses achados evidenciam que a solidão pode estar relacionada a diferentes dimensões da saúde e do bem-estar da população idosa (SANDY JÚNIOR; BORIM; NERI, 2023).

Entre idosos institucionalizados, as relações familiares também podem apresentar influência sobre a saúde mental. Estudo realizado com idosos residentes em instituições de longa permanência encontrou associação entre sintomas depressivos e a funcionalidade familiar, demonstrando que a qualidade das relações familiares permanece relevante mesmo quando o idoso passa a receber cuidados em uma instituição (OLIVEIRA; SANTOS; PAVARINI, 2014).

As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) constituem uma alternativa de cuidado diante das necessidades de acompanhamento contínuo e das mudanças na estrutura familiar. Entretanto, a institucionalização modifica a rotina, o ambiente social e as relações estabelecidas pelo idoso. O afastamento do ambiente doméstico e do convívio familiar pode interferir na autonomia, nos vínculos afetivos e na qualidade de vida, especialmente quando não são desenvolvidas estratégias de integração e manutenção das relações sociais (LOUREIRO; SILVA, 2015).

A mudança da residência familiar para uma instituição pode ser vivenciada de diferentes formas. Para alguns idosos, a adaptação pode ocorrer de maneira satisfatória, enquanto para outros o afastamento do ambiente conhecido e a necessidade de estabelecer novos vínculos podem favorecer sentimento de perda e solidão. Dessa forma, os impactos da institucionalização não devem ser compreendidos apenas pelas condições físicas do ambiente, mas também pelas dimensões psicológicas e sociais envolvidas nesse processo (LOUREIRO; SILVA, 2015).

As limitações funcionais também podem aumentar a vulnerabilidade dos idosos institucionalizados. Estudos realizados em ILPIs demonstram a presença de condições de fragilidade associadas a fatores como alterações cognitivas, dependência funcional, pior percepção de saúde, menor suporte social e sintomas depressivos. Essas condições podem atuar conjuntamente, tornando o idoso mais dependente e vulnerável aos impactos do isolamento e da redução da participação social (MELO et al., 2018).

Diante disso, o cuidado ao idoso institucionalizado deve envolver não apenas a assistência às necessidades físicas, mas também a preservação dos vínculos familiares e sociais, o estímulo à autonomia e a criação de espaços de escuta e acolhimento. A participação da família, dos profissionais e da própria instituição na construção de uma rede de apoio pode contribuir para reduzir os efeitos negativos do isolamento e favorecer melhores condições de saúde mental e qualidade de vida.

2.5 - IMPLICAÇÕES DA ATIVIDADE FÍSICA NA SAÚDE DE IDOSOS EM LARES DE IDOSOS

A prática regular de atividade física proporciona benefícios para a saúde em todas as fases da vida, sendo extremamente importante para idosos institucionalizados, pois favorece a capacidade funcional, a autonomia e a qualidade de vida, além de prevenir doenças crônicas e declínio físico e psicológico (BRASIL, 2021). A atividade física regular contribui para o aumento da força muscular, da flexibilidade e da resistência cardiovascular, resultando em uma maior capacidade de realizar atividades da vida diária, como caminhar, subir escadas e vestir-se. Além disso, a prática de exercícios que envolvem equilíbrio e coordenação pode ajudar a reduzir o risco de quedas, que são uma preocupação comum em idosos institucionalizados (SILVEIRA et al., 2022).

É notório que nas últimas décadas os efeitos neuroprotetores da atividade física têm ganhado destaque quando refere-se à saúde mental (COELHO; VIRTUOSO JÚNIOR, 2014). A prática regular de exercícios está associada à melhora do humor, à redução do estresse e à diminuição dos sintomas depressivos e de ansiedade. Esses efeitos são fundamentais para idosos que vivem em ambientes de cuidados a longo prazo, contribuindo para maior satisfação, bem-estar emocional e qualidade de vida, além de auxiliar na redução da necessidade de medicações( SILVA; FREIRE, 2023).

Além dos benefícios físicos e psicológicos, essa prática de exercícios também promove a socialização, na qual, participar de atividades físicas em grupo favorece a interação social e o senso de comunidade entre os idosos nas instituições, contribuindo para a redução da solidão e do isolamento social (BRASIL, 2022). Adicionalmente, estudos indicam que a atividade física pode reduzir significativamente os riscos de demência, promovendo a saúde cerebral e preservando a função cognitiva em idosos( LANCET, 2024).

​É importante, entretanto, que as atividades físicas sejam adaptadas às necessidades individuais e limitações de cada idoso, pois embora sejam adotadas estratégias de socialização e envolvimento público em muitas ILPI — como jogos interativos —, é comum limitarem-se aos pacientes com status cognitivo capaz de compreender e exercitar as atividades propostas. A segurança também é uma preocupação essencial, especialmente em idosos frágeis, sendo fundamental abordar essas questões com cuidado e orientação especializada (SILVA et al., 2024.)

​Em resumo, a atividade física desempenha um papel crucial na promoção da saúde e do bem-estar dos idosos em lares de idosos. Ela pode melhorar a função física, a saúde mental e a qualidade de vida, além de reduzir o risco de várias condições de saúde. Portanto, incentivar e apoiar a participação em atividades físicas é uma parte importante dos cuidados apropriados para os idosos em lares de idosos (CARRIÇO et al., 2023).

2.6 - IMPACTOS DA SOCIALIZAÇÃO NA VIDA DE IDOSOS RESIDENTES EM

LARES

​A socialização desempenha um papel fundamental na vida dos idosos que vivem em lares, com impactos que vão além do convívio social, influenciando diretamente sua saúde, bem-estar emocional e qualidade de vida. A interação social regular contribui para a redução da solidão e reclusão, os quais enquadram-se como fatores de risco associados a problemas como depressão e ansiedade, e promove ainda um senso de pertencimento e apoio emocional, essenciais para a manutenção da saúde mental. Um estudo de caso realizado em uma ILPI de Ribeirão Preto (SP) evidenciou resultados positivos na socialização através das tecnologias digitais, as quais se exemplificam como um ótimo meio de conexão desses idosos com os familiares e o mundo (BARBOSA, 2023). Dessa forma, a socialização revela-se uma estratégia importante para garantir uma vida mais ativa, saudável e satisfatória na terceira idade.

Ademais, a socialização desempenha um papel essencial na manutenção da saúde global dos idosos institucionalizados. Ao manter o cérebro estimulado por meio de conversas, jogos e outras interações, ela contribui para preservar as funções cognitivas e retardar seu declínio. Além disso, os vínculos sociais oferecem suporte emocional valioso, permitindo que os idosos compartilhem sentimentos, preocupações e momentos de alegria, o que pode ser fundamental para enfrentar situações delicadas, como perdas ou questões de saúde. Participar ativamente do convívio com outras pessoas também reforça a autonomia e a autoestima, fazendo com que se sintam mais confiantes para cuidar de si mesmos e tomar decisões com maior segurança. Outro aspecto relevante é que essas interações muitas vezes envolvem algum grau de atividade física, seja ela em ILPI ou Academias de Terceira Idade (ATI), o que favorece uma integração, momentos reflexivos e até recreativos para os idosos institucionalizados (AMARAL, 2022).

Outrossim, é importante que os cuidadores e profissionais de saúde em lares de idosos incentivem a socialização entre os residentes, proporcionando oportunidades para interações sociais, organizando atividades em grupo e criando um ambiente acolhedor para a comunicação. Também é fundamental considerar as necessidades e preferências individuais dos idosos institucionalizados, visto que a grande variedade cultural, seja ela por parte dos idosos ou a equipe multidisciplinar, torna a ocasião ainda mais desafiadora. De acordo com um estudo realizado em Oslo, Noruega, há uma grande necessidade de os profissionais de saúde elaborarem um método de trabalho totalmente inclusivo, o qual favorece o entendimento de inúmeras perspectivas e contextos sociais, promovendo certamente uma maior socialização (DEBESAY, 2022), ideia esta que pode certamente ser espelhada à nação tupiniquim, visto que a construção étnica e social do Brasil apresenta como raízes uma alta variabilidade de pessoas, culturas, ideias e costumes, evidenciando a necessidade de um trabalho inclusivo que favoreça a interação social, principalmente no contexto das ILPIs. Em resumo, a socialização desempenha um papel vital na vida dos indivíduos em questão, com impactos positivos na saúde mental, emocional e física, contribuindo para uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

Portanto, considerando a definição de saúde disposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual julga o conceito como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social” (OMS, 1946), entende-se que privar o idoso de uma boa socialização fere não somente a homeostase individual, mas também definições globais de saúde.

3 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado com idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) da região central de Rondônia, especificamente no Lar do Idoso Aurélio Bernardi, em Ji-Paraná, e no Lar do Idoso Promo-Vida, em Ouro Preto D’Oeste. A amostra foi selecionada por conveniência, sendo incluídos os idosos que apresentavam condições físicas e cognitivas adequadas para compreender e responder ao instrumento de pesquisa, enquanto foram excluídos aqueles que apresentavam comprometimentos cognitivos ou mentais capazes de interferir na compreensão das perguntas e na confiabilidade das respostas.

Para a realização da pesquisa, foi estabelecido contato prévio com a direção das instituições, mediante apresentação de ofício para autorização da coleta. Após a autorização, foram agendadas as visitas e realizado contato com a equipe multidisciplinar das ILPIs, composta por profissionais da enfermagem, assistência social e coordenação, com o objetivo de identificar os idosos aptos a participar do estudo. A coleta de dados foi realizada individualmente, em ambiente reservado, silencioso e confortável, buscando garantir a privacidade dos participantes. Antes da aplicação do instrumento, os objetivos e procedimentos da pesquisa foram explicados ao participante ou ao responsável legal, sendo apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), cuja assinatura foi obtida antes do início da entrevista.

Como instrumento de coleta, foi utilizada a Escala de Depressão Geriátrica em sua versão abreviada (GDS-15), desenvolvida por Sheikh e Yesavage (1986) e validada no Brasil por Almeida e Almeida (1999), composta originalmente por 15 perguntas com respostas dicotômicas (sim/não), destinadas ao rastreamento de sintomas depressivos em idosos. O escore tradicional varia de 0 a 15 pontos, sendo valores superiores a 5 pontos considerados sugestivos de depressão. A aplicação foi realizada presencialmente, por meio de entrevista estruturada, conduzida pelos pesquisadores previamente orientados quanto à padronização da abordagem e da comunicação. Considerando o contexto de institucionalização dos participantes, uma questão relacionada à preferência por permanecer em casa em vez de sair e realizar atividades novas foi retirada, a fim de evitar possíveis associações com o ambiente domiciliar que pudessem gerar desconforto ou interferir nas respostas. Dessa forma, a pontuação máxima utilizada foi de 14 pontos, mantendo-se o ponto de corte superior a 5 pontos para a identificação de sinais sugestivos de depressão. Ressalta-se que a escala foi utilizada exclusivamente como instrumento de rastreamento de sintomas, não sendo empregada para estabelecer diagnóstico clínico definitivo.

Após a coleta, os dados foram organizados e tabulados em tabelas utilizando o programa Microsoft Word. Para a análise descritiva, foram calculadas frequências absolutas e relativas, expressas em números e percentuais, para as variáveis categóricas, enquanto as variáveis contínuas foram apresentadas por meio de média e desvio-padrão ou mediana e intervalo interquartil, conforme a distribuição dos dados. Os resultados obtidos na GDS-15 foram utilizados para identificar a frequência de participantes com escores sugestivos de sintomas depressivos e descrever as características da população estudada.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram entrevistados 27 idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), sendo 22 (81,5%) do sexo masculino e 5 (18,5%) do sexo feminino. A predominância do sexo masculino observada na amostra demonstra uma distribuição desigual entre os participantes, com maior representação de homens em relação às mulheres.

A idade dos participantes apresentou média geral de 74,7 anos. Quando analisados segundo o sexo, os homens apresentaram média de idade de 75,2 anos, enquanto as mulheres apresentaram média de 72,2 anos. Esses dados demonstram que a população avaliada foi composta predominantemente por idosos na faixa etária dos 70 anos, caracterizando uma amostra de indivíduos em idade avançada.

Tabela 01: Médias obtidas de acordo com a entrevista realizada com os idosos

institucionalizados

Fonte: autoria própria.

Observa-se que os participantes com sinais sugestivos de depressão apresentaram média de idade de 73,0 anos, inferior à média geral da população estudada. Entre os homens com sinais sugestivos, a média foi de 73,7 anos, enquanto entre as mulheres foi de 66,0 anos. Entretanto, devido ao reduzido número de mulheres participantes, especialmente entre aquelas com sinais sugestivos de depressão, esses valores devem ser interpretados com cautela.

O envelhecimento é acompanhado por mudanças físicas, funcionais e sociais que podem repercutir de maneira distinta na saúde psicológica dos indivíduos. A perda da capacidade funcional, as dificuldades físicas próprias dessa fase da vida e o afastamento de atividades rotineiras podem constituir fatores desfavoráveis ao bem-estar psicológico, dependendo da experiência individual de cada idoso (CARRIÇO et al., 2023).

No contexto das ILPIs, essas mudanças podem ser acompanhadas por alterações na dinâmica familiar e social. As instituições são destinadas ao acolhimento de pessoas idosas que necessitam de cuidados de caráter assistencial, social ou de saúde, buscando oferecer condições de moradia, alimentação, higiene, lazer e, quando possível, reabilitação (BRASIL, 2005; CAMARANO; KANSO, 2010). Entretanto, a institucionalização pode produzir impactos importantes sobre a vida e o bem-estar dos idosos, especialmente quando ocorre associada ao afastamento de vínculos previamente estabelecidos (LOUREIRO; SILVA, 2015).

Nesse sentido, a fragilização dos vínculos afetivos e as mudanças no contexto familiar podem interferir na qualidade de vida dos idosos. A família representa importante espaço de proteção, cuidado e preservação da dignidade durante o envelhecimento, de modo que alterações nesses vínculos podem repercutir negativamente sobre o bem-estar dos indivíduos (ALMEIDA et al., 2020). Além disso, a quebra dos vínculos familiares e a solidão são apontadas como fatores relacionados à ocorrência de problemas psicológicos entre idosos institucionalizados (LEAL et al., 2018).

A aplicação da Escala de Depressão Geriátrica na versão abreviada (GDS-15) permitiu identificar a presença de sinais sugestivos de depressão entre os participantes. O instrumento foi desenvolvido por Sheikh e Yesavage e posteriormente validado no Brasil por Almeida e Almeida, sendo utilizado para rastreamento de sintomas depressivos em idosos (SHEIKH; YESAVAGE, 1986; ALMEIDA; ALMEIDA, 1999).

Tabela 02: Relação expressa em % dos indivíduos com e sem sinais de depressão

Fonte: autoria própria.

Na presente pesquisa, foram considerados como sugestivos de depressão os escores superiores a cinco pontos. Dos 27 participantes avaliados, 11 apresentaram resultado sugestivo de depressão, correspondendo a 40,7% da amostra, enquanto 16 idosos (59,3%) não apresentaram sinais sugestivos.

Entre os homens, 10 dos 22 participantes apresentaram sinais sugestivos de depressão, correspondendo a 45,5% desse grupo. Entre as mulheres, uma das cinco participantes apresentou resultado sugestivo, equivalente a 20,0%. Embora a proporção observada tenha sido maior entre os homens, o número reduzido de mulheres na amostra limita comparações entre os sexos e não permite estabelecer uma associação entre sexo e presença de sinais depressivos.

A frequência de 40,7% de idosos com sinais sugestivos de depressão encontrada neste estudo encontra-se dentro da faixa de prevalência de sintomas depressivos descrita para idosos institucionalizados. Estudos apontam variação de 14% a 42% em diferentes países e de 21,1% a 61,6% no Brasil, demonstrando a ocorrência expressiva desses sintomas nessa população (GUIMARÃES et al., 2018).

A presença de sinais sugestivos de depressão entre os participantes pode estar relacionada às características próprias do processo de institucionalização. Idosos residentes em ILPIs podem vivenciar situações de perda de autonomia, afastamento familiar, redução da independência e mudanças na rotina, fatores que podem contribuir para sentimentos de solidão e abandono (SILVA et al., 2019; VASCONCELOS et al., 2022). A institucionalização também pode ser percebida pelo idoso como uma experiência de perda de liberdade ou afastamento dos familiares, podendo repercutir sobre sua percepção de saúde e bem-estar psicológico (VASCONCELOS et al., 2022).

Além dos vínculos familiares, a convivência social dentro da própria instituição pode exercer influência importante sobre a saúde psicológica. A socialização favorece o sentimento de pertencimento e o apoio emocional, além de possibilitar a manutenção de vínculos e a participação dos idosos em atividades coletivas (BARBOSA, 2023). A realização de atividades que favoreçam a interação entre os residentes também pode contribuir para a integração, a autonomia e a autoestima dos idosos institucionalizados (AMARAL, 2022).

A adoção de estratégias inclusivas pelos profissionais que atuam nas ILPIs também pode favorecer a interação social, considerando a diversidade cultural e as diferentes experiências de vida dos residentes. A valorização dessas diferenças pode contribuir para a construção de ambientes mais inclusivos e favoráveis à socialização (DEBESAY, 2022).

Outro aspecto relevante para a saúde dos idosos institucionalizados é a prática de atividades físicas. A atividade física regular apresenta benefícios para a capacidade funcional, além de contribuir para a saúde mental e a qualidade de vida dos idosos (SILVEIRA et al., 2022; CARRIÇO et al., 2023). Seus efeitos também podem estar relacionados à melhora do humor e à redução de sintomas depressivos e de ansiedade, tornando a prática de exercícios um recurso importante no cuidado de idosos residentes em instituições (COELHO; VIRTUOSO JÚNIOR, 2014; SILVA; FREIRE, 2023). Quando realizada coletivamente, a atividade física pode ainda favorecer a interação social e contribuir para a redução da solidão e do isolamento (BRASIL, 2022).

Tabela 03: Relação expressa em % das regiões de origem dos indivíduos entrevistados

Fonte: autoria própria.

Quanto à região de origem dos participantes, observou-se predominância de indivíduos provenientes da região Sudeste, correspondente a 48,1% da amostra, seguida pelas regiões Nordeste (22,2%), Sul (14,8%) e Norte (11,1%). Outros 3,7% dos participantes relataram origem em outra região ou país.

A predominância de idosos oriundos da região Sudeste constitui um achado descritivo da população estudada. Entretanto, os dados obtidos não permitem estabelecer relação entre a região de origem e a presença de sinais sugestivos de depressão, uma vez que essa variável foi utilizada para caracterização da amostra e não foi realizada análise estatística de associação.

De modo geral, os resultados demonstram uma frequência relevante de sinais sugestivos de depressão entre os idosos avaliados, uma vez que quatro em cada dez participantes apresentaram resultado acima do ponto de corte utilizado na GDS. Esse achado reforça a importância da atenção à saúde psicológica dos idosos residentes em ILPIs, considerando que fatores relacionados à institucionalização, aos vínculos familiares, à socialização e à rotina institucional podem interferir no bem-estar dessa população (LEAL et al., 2018; SILVA et al., 2019).

Apesar dos resultados encontrados, algumas limitações devem ser consideradas. O estudo contou com uma amostra reduzida de 27 participantes, selecionados por conveniência, o que limita a generalização dos achados para todos os idosos residentes em ILPIs da região. Além disso, por apresentar delineamento transversal e descritivo, a pesquisa permite identificar a frequência dos sinais sugestivos de depressão e caracterizar a população estudada, mas não possibilita estabelecer relações de causalidade entre a institucionalização e os sintomas identificados.

Por fim, destaca-se que a GDS constitui um instrumento de rastreamento de sintomas depressivos e não estabelece, isoladamente, o diagnóstico clínico de depressão. Dessa forma, os participantes classificados como apresentando sinais sugestivos devem ser compreendidos como indivíduos que obtiveram resultado indicativo de possível sintomatologia depressiva, não como casos diagnosticados com transtorno depressivo.

5 CONCLUSÃO

Os resultados obtidos neste estudo demonstraram que a avaliação da saúde psicológica dos idosos residentes em Instituições de Longa Permanência constitui um tema relevante e que necessita ser estudado sob diferentes perspectivas e métodos. Nesse sentido, o presente estudo foi analisado a partir da aplicação da Escala de Depressão Geriátrica (GDS15), e constatou-se uma frequência significativa de sinais sugestivos de depressão entre os idosos avaliados, evidenciando a vulnerabilidade psicológica presente nessa população.

Nessa perspectiva, por meio de conversas com os entrevistados e da análise das respostas obtidas no estudo, constatou-se que fatores relacionados ao processo de envelhecimento e à institucionalização, bem como alterações na autonomia, fragilização dos vínculos familiares, solidão, mudanças na rotina e no convívio social e pouca perspectiva de futuro podem repercutir negativamente no bem-estar emocional dos idosos.

Por fim, fazem-se necessárias pesquisas futuras com amostras mais amplas e detalhadas acerca da temática abordada neste trabalho, capazes de aprofundar a compreensão dos fatores associados ao sofrimento psicológico nessa população e contribuir para o desenvolvimento e implementação de estratégias, no intuito de elevar o estado psíquico e a saúde integral dos idosos residentes nos lares.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Aline Rocha. O espaço público e a prática de atividade física: um estudo sobre as academias da terceira idade em Campo Mourão - PR. 2022. 102 f. Dissertação (Mestrado em Sociedade e Desenvolvimento) – Universidade Estadual do Paraná, Campo Mourão, 2022.

BARBOSA, Claudia Andrea. Percepções sobre um projeto de inclusão digital de pessoas idosas: um estudo de caso em uma instituição de longa permanência. 2023. Dissertação (Mestrado em Gerontologia) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2023.

DEBESAY, Jonas; ARORA, Sanjana; FOUGNER, Marit. Organisational culture and ethnic diversity in nursing homes: a qualitative study of healthcare workers’ and ward nurses’ experiences. BMC Health Services Research, v. 22, art. 843, 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-022-08184-y.

LOUREIRO, Raphaella Santos; SILVA, Hilton P. Possíveis impactos na saúde de idosos institucionalizados pelo seu afastamento do convívio familiar. Revista Kairós-Gerontologia, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 367-380, 2015. DOI: https://doi.org/10.23925/2176-

901X.2015v18i3p367-380. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/28134. Acesso em: 20 set. 2026.

MACENA, Wagner Gonçalves; HERMANO, Lays Oliveira; COSTA, Tainah Cardoso. Alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento. Revista Mosaicum, v. 15, n. 27, p. 223-238, 2018. DOI: https://doi.org/10.26893/rm.v15i27.64. Disponível em: https://mosaicum.ffassis.edu.br/revista/article/view/64. Acesso em: 20 set. 2026.

MELO, Elisa Moura de Albuquerque; MARQUES, Ana Paula de Oliveira; LEAL, Maria da Conceição Cavalcanti; MELO, Hugo Moura de Albuquerque. Síndrome da fragilidade e fatores associados em idosos residentes em instituições de longa permanência. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 42, n. 117, p. 468-480, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-

1104201811710. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/4nWzWXZCQjKqHQ7QhskGR7y/. Acesso em: 20 set. 2026.

MINAYO, Maria Cecília de Souza; CAVALCANTE, Fátima Gonçalves. Suicídio entre pessoas idosas: revisão da literatura. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 44, n. 4, p. 750757, 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89102010000400020. Disponível em: https://rsp.fsp.usp.br/pt-br/article/suicidio-entre-pessoas-idosas-revisao-da-literatura/. Acesso em: 20 set. 2026.

NERI, Anita Liberalesso; BATISTONI, Samila Sathler Tavares; RIBEIRO, Cristina

Cristóvão. Bem-estar psicológico, saúde e longevidade. In: FREITAS, Elizabete Viana de; PY, Ligia (org.). Tratado de geriatria e gerontologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

OLIVEIRA, Simone Camargo de; SANTOS, Ariene Angelini dos; PAVARINI, Sofia Cristina Iost. Relação entre sintomas depressivos e a funcionalidade familiar de idosos institucionalizados. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 48, n. 1, p. 65-

71, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000100008. Disponível em: https://revistas.usp.br/reeusp/pt_BR/article/view/78591. Acesso em: 20 set. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Constituição da Organização Mundial da Saúde. 1946.

RIBEIRO, B. E. R.; FÓFANO, G. A. Prevalência de ansiedade e depressão em idosos residentes em instituições de longa permanência: Prevalence of anxiety and depression in elderly people living in long-stay institutions. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 5, n. 4, p. 13935–13944, 2022. DOI: 10.34119/bjhrv5n4-161. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/50998. Acesso em: 12 jun. 2025.

SANDY JÚNIOR, Paulo Afonso; BORIM, Flávia Silva Arbex; NERI, Anita Liberalesso. Solidão e sua associação com indicadores sociodemográficos e de saúde em adultos e idosos brasileiros: ELSI-Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 7, e00213222,

2023. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311XPT213222. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/THq8rXh7CDMD3Q9KqwWNYwd/. Acesso em: 20 set. 2026.

SANTOS, Mariana Cristina Lobato dos; GIUSTI, Barbara Bartuciotti; YAMAMOTO, Clarissa Ayri; CIOSAK, Suely Itsuko; SZYLIT, Regina. Suicídio em idosos: um estudo epidemiológico. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 55, e03694, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019026603694. Disponível em: https://revistas.usp.br/reeusp/pt_BR/article/view/187696. Acesso em: 20 set. 2026.

  1. Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário Aparício Carvalho Campus Porto Velho. e-mail: amandamoreira220502@gmail.com; danilowallace.sc@gmail.com; estefannyvianalimma@gmail.com; joaolucaslopessantos3@gmail.com; jvalencar2601@gmail.com; marcrafcosta10@gmail.com; reading.aaa123@gmail.com; sandrosf07@gmail.com; pedrounesulmonitor@gmail.com; ↑

  2. Orientadora e Coordenadora adjunta do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário Aparício Carvalho Campus Porto Velho. Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e-mail: mariana.delfino@metropolitanaro.com.br ↑

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Amanda Nascimento Moreira, Danilo Wallace da Silva Correia, Estefanny Viana Lima, João Lucas Lopes Santos, João Victor Ozório Alencar, Marcos Rafael Costa do Rêgo, Pedro Miguel Gomes Aguiar, Samuel Almeida Cunha, Sandro Adriano Sousa dos Santos Filho, Mariana Delfino Rodrigues (Autor)

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.