Inter-relação entre ortodontia e periodontia: impactos da má oclusão e das doenças periodontais na saúde bucal
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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RESUMO

A relação entre a ortodontia e a periodontia tem se tornado cada vez mais relevante na rotina clínica diária da prática odontológica, devido ao aumento da procura por tratamentos ortodônticos em pacientes com elevado índice de comprometimento da saúde periodontal. A saúde nos tecidos periodontais é de grande importância para os movimentos dentários, enquanto o tratamento ortodôntico, quando planejado de forma correta, pode proporcionar a manutenção da saúde periodontal ao ocasionar melhor alinhamento dentário e facilitar a higienização da cavidade oral. O presente estudo teve como objetivo analisar a inter-relação entre as duas disciplinas, com foco nos impactos da má oclusão e das doenças periodontais na saúde bucal dos indivíduos, assim como a importância da atuação conjunta das disciplinas no planejamento e na execução dos procedimentos e tratamentos. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, desenvolvida por meio do estudo e avaliação de livros e artigos científicos publicados em bancos de dados reconhecidos. Os estudos concluíram que a doença periodontal ativa representa um fator relevante por conta de sua limitação para os movimentos ortodônticos, destacando-se indispensavelmente para o controle da inflamação antes do início do tratamento. Por sua vez, indivíduos com o periodonto estabilizado mostraram-se aptos a serem submetidos à terapia ortodôntica de forma segura, desde que recebam acompanhamento periodontal e haja o respeito dos princípios de movimentação dentária. Constatou-se ainda que o tratamento ortodôntico colabora positivamente para a melhora da função mastigatória, da distribuição das forças oclusais, da estética e da higiene bucal, contribuindo para a estabilidade do periodonto em longo prazo. Conclui-se que a integração entre a periodontia e a ortodontia é essencial para o sucesso dos casos na rotina clínica diária, proporcionando resultados satisfatórios, seguros e duradouros, além de contribuir favoravelmente para a promoção da saúde bucal e impactando na qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Ortodontia. Periodontia. Doença periodontal. Má oclusão. Movimentação dentária.

ABSTRACT

The relationship between orthodontics and periodontics has become increasingly relevant in daily clinical dental practice, driven by the rising demand for orthodontic treatment among patients with significant periodontal compromise. Periodontal tissue health is crucial for tooth movement; conversely, properly planned orthodontic treatment can help maintain periodontal health by improving tooth alignment and facilitating oral hygiene. This study aimed to analyze the interrelationship between these two disciplines, focusing on the impact of malocclusion and periodontal disease on oral health, as well as the importance of a collaborative approach during treatment planning and execution. This is a literature-based study conducted through the review and evaluation of books and scientific articles from recognized databases. The studies concluded that active periodontal disease is a significant factor due to the limitations it imposes on tooth movement, making inflammation control essential before treatment begins. Conversely, individuals with a stabilized periodontium were found to be suitable candidates for safe orthodontic therapy, provided they receive periodontal monitoring and the principles of tooth movement are respected. It was also observed that orthodontic treatment positively contributes to improved masticatory function, occlusal force distribution, aesthetics, and oral hygiene, thereby supporting long-term periodontal stability. In conclusion, the integration of periodontics and orthodontics is essential for successful clinical outcomes, yielding satisfactory, safe, and durable results while promoting oral health and enhancing patients' quality of life.

Keywords: Orthodontics. Periodontics. Periodontal disease. Malocclusion. Tooth movement

1. INTRODUÇÃO

A Periodontia é a área da Odontologia responsável pelo estudo, prevenção e tratamento das doenças que acometem os tecidos com função de suporte dos dentes, compreendidos pela gengiva, ligamento periodontal, cemento radicular e osso alveolar. A integridade desses tecidos é fundamental para a manutenção da saúde oral, visto que sua condição tem influência direta na estabilidade dentária e na possível realização de outros tratamentos odontológicos (1,2).

Dentro desse contexto, destaca-se a Ortodontia, especialidade com atuação no diagnóstico, prevenção e correção das alterações de posição dentária e nas bases ósseas maxilares (3). Contudo, o sucesso no tratamento ortodôntico está intimamente relacionado às condições periodontais do indivíduo, uma vez que as presenças de doenças periodontais tornam possível o comprometimento da movimentação dentária, potencializando a perda óssea podendo prejudicar os resultados clínicos (3,5,6).

Portanto, evidencia-se a necessidade de utilizar uma abordagem interdisciplinar entre a Periodontia e Ortodontia, onde o controle e a estabilidade do periodonto estabelecem pré-requisitos para a realização segura e eficaz da terapia ortodôntica (1,2,4). Adicionalmente, a Ortodontia, quando indicada corretamente, possibilita contribuir para a melhora das condições periodontais, favorecendo uma higiene ideal e a distribuição adequada das forças mastigatórias (4,5,7,9).

Diante desse contexto, torna-se relevante compreender de que forma as condições periodontais podem exercer influência no tratamento ortodôntico, assim como analisar a inter-relação entre as duas especialidades no planejamento da rotina clínica diária. Conforme apontam Jan Lindhe et al. (2), a resposta dos tecidos do periodonto frente às forças ortodônticas pode variar de acordo com o estado de saúde do paciente, o que demonstra a necessidade de maior investigação acerca dessa interação. Logo, o presente estudo propõe-se a avaliar e analisar as implicações das doenças periodontais durante o manejo ortodôntico, sem, contudo, pressupor uma hierarquia entre as áreas de estudo, mas buscando compreender as possíveis contribuições mútuas (9,10).

Identificar evidências que demonstrem os resultados da inter-relação entre a Periodontia e a Ortodontia no planejamento, diagnóstico e prognóstico da terapia bucal integrativa.

2. METODOLOGIA

O levantamento bibliográfico para a elaboração do presente trabalho foi baseado em pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo, com o objetivo de investigar e compreender a inter-relação entre a Ortodontia e a Periodontia, destacando os impactos da má oclusão e das doenças periodontais na saúde da cavidade bucal.

A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio da consulta a artigos científicos, livros, teses, dissertações e publicações acadêmicas relacionadas ao tema, utilizando bases de dados e plataformas reconhecidas, como PubMed e Google Acadêmico.

Os critérios para a coleta das informações priorizarão autores de referência na área, bem como publicações e estudos atualizados relacionados às alterações ortodônticas e às condições periodontais. Para a realização das buscas, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “Ortodontia”, “Periodontia”, “má oclusão”, “doença periodontal” e “Movimentação dentária”.

Após a seleção, organização e análise das informações obtidas, foi possível reunir subsídios teóricos relacionados à problemática do presente trabalho, especialmente no que se refere aos fatores etiológicos, manifestações clínicas na cavidade bucal, consequências funcionais e estéticas, além das abordagens terapêuticas interdisciplinares entre Ortodontia e Periodontia.

Os dados reunidos foram organizados e apresentados de forma descritiva, contribuindo para uma maior compreensão acerca da importância da atuação integrada entre Ortodontia e Periodontia na promoção da saúde bucal, considerando as individualidades de cada paciente.

3. REVISÃO DE LITERATURA

O periodonto tem duas funções específicas: sustentação e proteção dos elementos dentários. Sua composição apresenta ligamento periodontal, cemento radicular e osso alveolar. Esse conjunto tem a função de preservar a estrutura dentária, realizar a absorção de forças de carga mastigatória e manter a integridade funcional da cavidade oral (1,2).

Os processos alveolares e a região cervical dos elementos dentários são recobertos pelo tecido gengival, formando uma barreira contra a penetração de microrganismos. Especificando o funcionamento integrado do conjunto periodontal, constata-se que o ligamento periodontal é definido como o conjunto de fibras colágenas organizadas, que possui a função de unir o cemento radicular ao osso alveolar, permitindo pouca mobilidade dos dentes e distribuindo adequadamente as forças mastigatórias. (1,2).

Já o cemento radicular cobre toda a superfície da raiz dos dentes, possibilitando a inserção de fibras periodontais, ao mesmo tempo em que o osso alveolar produz suporte estrutural aos dentes, sendo remodelado constantemente como uma resposta aos estímulos mecânicos e biológicos (1,2).

Acerca do processo metabólico, Lindhe e Lang (1,2) afirmam uma atividade intensa e um potencial contínuo de remodelação. Esse processo acontece de maneira fisiológica durante toda a vida, sendo evidenciado durante os tratamentos ortodônticos, onde forças controladas resultam em possíveis alterações nas células e moléculas responsáveis pela movimentação dentária. (1,2).

Sobre a saúde periodontal, constata-se que a longevidade dos dentes depende do controle do biofilme, dos processos inflamatórios e da higiene na região. Alterações decorrentes de processos inflamatórios persistentes têm a capacidade de afetar o comprometimento da inserção periodontal, favorecendo a reabsorção óssea e reduzindo significativamente o suporte dentário (1,2,3).

Além do suporte mecânico, os tecidos periodontais desempenham um papel importante nas funções imunológicas e sensoriais do ser humano, trabalhando para o equilíbrio entre os microrganismos presentes dentro da atividade bucal e a resposta do organismo contra a ameaça infecciosa. Portanto, a preservação da saúde dos tecidos periodontais mostra-se como um dos principais fatores para o sucesso no tratamento dentro da odontologia (1,2,15).

Acerca das doenças periodontais, cita-se a gengivite como uma doença que afeta apenas os tecidos da gengiva, resultando no surgimento de processo inflamatório, podendo apresentar edema, eritema, aumento no volume gengival e sangramento durante a escovação e sondagem, considerada o estágio inicial da doença periodontal (1,2,3).

Quando a inflamação permanece por um longo período, existe a possibilidade de ocorrer evolução da doença para periodontite, condição infecciosa caracterizada pela perda progressiva de cemento radicular, ligamento periodontal e osso alveolar, favorecendo o surgimento de bolsas periodontais, recessões gengivais, aumento da mobilidade dental e perda dentária (1,2,3).

Dentre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença periodontite, destacam-se o tabagismo, diabetes mellitus descompensada, alterações nos índices hormonais, presença de restaurações inadequadas, deficiência na higiene oral e outras condições capazes de favorecer o acúmulo de biofilme dentário. No contexto ortodôntico, recomenda-se que toda doença periodontal seja tratada e diagnosticada antes de iniciar a terapia ortodôntica (3,5).

As consequências das doenças periodontais ultrapassam a cavidade oral, impactando negativamente a qualidade de vida dos pacientes ao conviverem com sintomas como sangramento gengival, halitose, comprometimento estético e mobilidade dentária, que afetam a fala, a mastigação, a autoestima e as relações sociais (6).

A área da odontologia que se ocupa da prevenção e do diagnóstico, além do tratamento das alterações posicionais dos elementos dentários e das discrepâncias entre as bases ósseas maxilares, é a Ortodontia. Seu objetivo principal é restabelecer a oclusão funcional da cavidade oral, promovendo equilíbrio entre as partes que compõem o sistema estomatognático, melhorando a estética do sorriso, contribuindo para a saúde da cavidade oral e para a qualidade de vida dos pacientes (7).

A movimentação ortodôntica acontece devido à aplicação de forças mecânicas sobre os elementos dentários, ocasionando respostas biológicas nos tecidos periodontais. Esse mecanismo permite que os dentes sejam deslocados gradativamente dentro do osso alveolar, sem comprometimento vital dos

elementos dentários (1,2,7).

Segundo Proffit et al. (7), a direção, a intensidade e o tempo em que as forças ortodônticas forem empregadas exercerão influência direta na resposta dos tecidos periodontais. Forças excessivas podem afetar de forma negativa o resultado da Ortodontia, prejudicando o tratamento do paciente por retardar o movimento dentário, aumentar o risco de reabsorções radiculares e ocasionar perda óssea. No entanto, forças contínuas acabam por favorecer uma remodelação fisiológica, proporcionando o aumento da segurança, previsibilidade e eficácia do tratamento (7).

Melsen, ao realizar sua investigação de forma experimental em relação à resposta dos tecidos periodontais frente às forças ortodônticas realizadas em ambiente clínico, chegou à conclusão de que a remodelação óssea bem-sucedida depende diretamente das características biomecânicas das forças aplicadas e do estado de saúde dos tecidos de suporte (8).

Bollen et al. (9) observaram que o tratamento ortodôntico, sozinho, não constitui fator determinante para a causa da doença periodontite. Ele destaca que as deficiências de higienização bucal do paciente ao longo de todo o tratamento têm a capacidade de favorecer o início de processos inflamatórios (9).

O tratamento ortodôntico tem a capacidade de contribuir com a saúde periodontal quando realizado em pacientes com controle adequado do biofilme, por promover a distribuição equilibrada e eficiente das forças de carga mastigatória, facilitando a higienização das superfícies dentárias e proporcionando a melhora da estabilidade oclusal (7,10,11).

Indica-se que toda atividade inflamatória de origem periodontal seja controlada previamente, pois a periodontite provoca a redução do suporte ósseo alveolar, além do aumento da mobilidade dentária. Em tais condições, a aplicação de forças ortodônticas incorretas pode impactar de forma significativa na intensificação da destruição periodontal, influenciando o prognóstico clínico

(3,4,5,11,12,13,14,15).

Segundo Di Spirito et al., os alinhadores transparentes (removíveis) apresentam maior benefício à saúde periodontal em relação aos aparelhos fixos, por facilitarem a higiene bucal, além de apresentarem níveis menores de inflamação gengival quando comparados aos aparelhos convencionais. Re et al., após realizarem acompanhamento clínico de longo prazo, constataram que pacientes com comprometimento periodontal podem manter resultados ortodônticos estáveis por vários anos quando submetidos a tratamentos contínuos de manutenção (16,17).

A revisão literária mostra que Periodontia e Ortodontia são áreas essenciais e complementares no tratamento alinhador dentário. A atuação integrada entre Ortodontia e Periodontia tornou-se um dos pilares fundamentais no planejamento odontológico na rotina clínica diária do profissional de odontologia. O nível de complexidade dos casos clínicos exige avaliação conjunta das duas disciplinas para avaliar o estado das condições periodontais e das necessidades ortodônticas, de forma que sejam estabelecidos objetivos terapêuticos compatíveis com o estado dos tecidos de suporte (1,2,7,11,14).

Boyd (10) ressalta que aspectos periodontais devem ser levados em consideração desde a escolha dos acessórios ortodônticos até o planejamento das consultas de manutenção, uma vez que aparelhos mal adaptados ou higiene incorreta podem favorecer inflamações gengivais (4,5,18).

Papageorgiou et al. (4) e Erbe et al. (5) destacam que pacientes com comprometimento periodontal podem apresentar resultados ortodônticos previsíveis ao serem submetidos previamente ao tratamento periodontal e à realização de acompanhamento periódico contínuo para manutenção (13,14).

Portanto, quando o periodonto apresenta estabilidade clínica, torna-se possível efetuar procedimentos reabilitadores, restauradores e ortodônticos com maior segurança e previsibilidade. A avaliação clínica e radiográfica das estruturas periodontais é indispensável para o planejamento da rotina clínica diária do profissional e do paciente, especialmente nos casos em que há indicação para movimentação ortodôntica (1,2,3,11,12,13,14,17).

4. DISCUSSÃO

Essa discussão sustenta-se por meio dos dados obtidos através de pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo, que buscou investigar e compreender a inter-relação entre a Ortodontia e a Periodontia, observando impactos da má oclusão e das doenças periodontais na saúde da cavidade bucal.

Observa-se um consenso teórico nos dados encontrados nas literaturas investigadas, ao analisar Papageorgiou et al. (13), constata-se que o paciente ortodôntico submetido previamente ao tratamento periodontal apresenta melhoria na sua função mastigatória e estrutural, relacionando então o sucesso do tratamento ortodôntico com a condição de saúde dos tecidos periodontais afetados, reforçando a necessidade de utilizar a abordagem interdisciplinar desde o planejamento do caso até a fase de manutenção periódica do estado de saúde periodontal, para sucesso na busca por reabilitação oral (13).

Lindhe e Lang (1,2) afirmam que a estabilidade dos tecidos periodontais deve ser priorizada como requisito fundamental previamente ao início do tratamento ortodôntico, possibilitando que a remodelação óssea ocorra dentro dos limites fisiológicos (1,2).

Segundo Erbe et al. (14), tratamentos e aplicação de forças ortodônticas proporcionam resultados clínicos favoráveis.  A estabilidade periodontal não deve ser considerada contraindicação absoluta para o tratamento ortodôntico, sendo possível que pacientes com histórico de periodontite possam ser submetidos a tratamento ortodôntico, desde que o biofilme e processos inflamatórios estejam controlados e haja higiene eficaz (14).

Em relação aos alinhadores, Di Spirito et al. (16) demonstram que alinhadores transparentes (removíveis) apresentam maior benefício à saúde periodontal em relação aos aparelhos fixos, por facilitarem a higiene bucal, além de apresentarem níveis menores de inflamação gengival quando comparados aos aparelhos convencionais (16).

Os autores Bollen et al. (9) destacam em sua pesquisa o aumento da ocorrência das doenças periodontais ao longo do tratamento em pacientes com controle inadequado de biofilme, verificando que a incidência das doenças está mais relacionada ao comportamento de higiene oral do paciente do que ao aparelho ortodôntico (9).

Outro ponto discutido dentro da literatura é a necessidade de individualizar o tratamento e planejamento ortodôntico para pacientes que apresentam perda óssea. A redução de suporte dos tecidos periodontais altera o centro de resistência dos dentes, exigindo adaptações biomecânicas para evitar sobrecargas e diminuir os riscos de reabsorção adicional. Dessa maneira, a utilização de forças mecânicas controladas no tratamento ortodôntico associada ao acompanhamento periodontal frequente torna-se uma estratégia recomendada para a rotina clínica segundo a literatura analisada(2, 4 ,8 ,14 ,15).

5. CONCLUSÃO

Conclui-se que, antes de iniciar a movimentação dentária, é necessário avaliar as condições periodontais e buscar sua estabilidade, assim como monitorar o biofilme em pacientes com histórico de doenças periodontais (3,4,5). Um tratamento ortodôntico vai muito além do aspecto mecânico, envolvendo questões biológicas além de, em certos casos, durante o tratamento sofrer influência das doenças periodontais (1,2,7). Dessa forma, a atuação integrada entre as duas especialidades contribui para um tratamento mais seguro, respeitando as condições clínicas e as necessidades de cada paciente (4,11,13,14).

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Copyright (c) 2026 Natã Anselmo Fabiano Pinheiro, Ana Beatriz Barros Cardoso, Gabriel de Souza Brandão de Almeida (Autor)

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