RESUMO
Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de enfermeiros em formação na especialização em estomaterapia durante estágio supervisionado em um hospital pediátrico de referência na capital. Busca-se descrever as atividades assistenciais, educativas e de tomada de decisão vivenciadas, bem como refletir sobre as contribuições dessa imersão prática para o aperfeiçoamento profissional e a qualificação do cuidado prestado. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentado na observação participante e na vivência prática de enfermeiros graduados durante estágio supervisionado na especialização em estomaterapia. O estágio foi realizado em um hospital pediátrico de referência na capital, abrangendo assistência a crianças com estomias, feridas e lesões de pele, além de atividades educativas com pacientes, familiares e equipe multiprofissional. A vivência permitiu o desenvolvimento de competências técnicas e científicas, como avaliação e tratamento de feridas, manejo de estomias, prevenção de complicações e tomada de decisão clínica. Também evidenciou a importância da comunicação, do acolhimento e da humanização no cuidado pediátrico. Os resultados apontam que o estágio supervisionado contribuiu significativamente para a formação especializada, ampliando a autonomia, o raciocínio clínico e a segurança na prática. Conclui-se que a experiência foi essencial para o aperfeiçoamento profissional e para a qualificação do cuidado de enfermagem em estomaterapia pediátrica, reforçando a relevância da articulação entre teoria e prática na formação do especialista.
Palavras-chave: estomaterapia; estágio supervisionado; enfermagem pediátrica; prática assistencial; educação permanente.
ABSTRACT
This study aims to report the experience of nurses in training in the stomatherapy specialization during a supervised internship at a reference pediatric hospital in the capital. It seeks to describe the care, educational, and decision-making activities experienced, as well as to reflect on the contributions of this practical immersion to professional development and the qualification of the care provided. This is an experience report with a qualitative approach and descriptive character, based on participant observation and the practical experience of graduate nurses during a supervised internship in the stomatherapy specialization. The internship was carried out at a reference pediatric hospital in the capital, covering care for children with ostomies, wounds, and skin lesions, in addition to educational activities with patients, family members, and the multidisciplinary team. The experience allowed for the development of technical and scientific competencies, such as wound assessment and treatment, ostomy management, complication prevention, and clinical decision-making. It also highlighted the importance of communication, welcoming, and humanization in pediatric care. The results indicate that the supervised internship contributed significantly to specialized training, expanding autonomy, clinical reasoning, and confidence in practice. It is concluded that the experience was essential for professional development and for the qualification of nursing care in pediatric stomatherapy, reinforcing the relevance of the articulation between theory and practice in the training of the specialist.
Keywords: stomatherapy; supervised internship; pediatric nursing; care practice; continuing education.
1. INTRODUÇÃO
O termo "especialista" designa a pessoa que se consagra com particular interesse e cuidado a certo estudo ou ramo profissional, implicando, diretamente, a realização de uma pós-graduação lato sensu para o aprofundamento do conhecimento (PORTO, 2022).
Nesse cenário, conforme Santos et al. (2025), a estomaterapia brasileira configura-se como uma especialidade consolidada e em constante evolução, cuja trajetória é marcada pelo pioneirismo, pela organização institucional e pelo compromisso com a excelência do cuidado. Os mesmos autores destacam que a expansão da formação, os avanços científicos e a articulação política nacional e internacional contribuíram para o fortalecimento da área, conferindo maior visibilidade e valorização ao enfermeiro estomaterapeuta nos âmbitos público e privado da saúde.
O enfermeiro estomaterapeuta desempenha um papel essencial na promoção do cuidado de qualidade aos pacientes com estomas, oferecendo orientação especializada, suporte emocional e prático, o que contribui decisivamente para a melhoria da qualidade de vida e para a adaptação bem-sucedida do paciente a essa nova condição (STOLBERG; MARTINS, 2023).
A formação especializada é pilar fundamental para o desenvolvimento dessas competências, propondo o aprimoramento de habilidades, a participação reflexiva e o protagonismo do enfermeiro no cuidado às pessoas em situação de estomaterapia (TEIXEIRA et al., 2024).
Nessa perspectiva, o Estágio Supervisionado (ES) revela-se indispensável, pois insere o aluno na realidade cotidiana da profissão e oportuniza a vivência em múltiplos campos de atuação. Quando direcionado à estomaterapia, o diferencial central da abordagem pedagógica do ES é o ensino voltado ao cuidado integral da pessoa com estoma ou ferida, e não apenas à técnica em si, o que preenche uma lacuna significativa deixada pela graduação convencional nessa área específica (PASCOAL; SOUZA, 2021; PACZEK et al., 2024).
Embora o estágio em estomaterapia já seja desafiador no contexto geral, na população pediátrica as exigências se intensificam: são necessárias adaptações técnicas específicas — como o uso de dispositivos adequados ao porte da criança —, aliadas a uma sensibilidade apurada para o cuidado centrado na família e a habilidades lúdicas para a abordagem infantil.
Tais particularidades tornam a prática nesse cenário particularmente enriquecedora para a formação profissional. Contudo, observa-se uma carência de produções científicas que descrevam, sob a ótica do pós-graduando, as vivências práticas e os desafios pedagógicos do estágio supervisionado em estomaterapia pediátrica, o que evidencia a necessidade e a relevância de relatos como o presente. Diante do exposto, este estudo tem como objetivo relatar a experiência de enfermeiros em formação na especialização em estomaterapia durante o estágio supervisionado em um hospital pediátrico de referência da capital. Busca-se descrever as atividades assistenciais, educativas e de tomada de decisão vivenciadas, bem como refletir sobre as contribuições dessa imersão prática para o aperfeiçoamento profissional e para a qualificação do cuidado prestado.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentado na observação participante e na vivência prática de enfermeiros graduados durante estágio supervisionado na especialização em estomaterapia.
O estágio foi realizado em um hospital pediátrico de referência na capital, que oferece atendimento de média e alta complexidade em diversas especialidades, voltado a crianças na faixa etária de 30 dias a 11 anos e 29 dias. A vivência ocorreu no período de 23 a 27 de março de 2026, com carga horária total de 20 horas.
Participaram da experiência enfermeiros graduados, sob supervisão direta do enfermeiro estomaterapeuta da instituição. Acompanharam as atividades, também, enfermeiros graduados em curso de especialização em estomaterapia, os quais assumiam a condição de discentes em formação, embora já possuíssem experiência profissional prévia.
Foram incluídas todas as atividades assistenciais, educativas e de tomada de decisão clínica exercidas pelo estomaterapeuta no cuidado pediátrico. Foram excluídas as atividades de caráter exclusivamente administrativo e burocrático que não envolvessem a prática direta com o paciente ou a discussão clínica do caso.
3. DISCUSSÃO
A partir da observação dos participantes e do registro em diário de campo durante a semana de estágio, identificaram-se categorias empíricas relacionadas à atuação do enfermeiro estomaterapeuta no cenário pediátrico, as quais foram organizadas nos seguintes eixos temáticos: função de parecerista e atuação clínica; reconhecimento profissional pela equipe multiprofissional; fragilidades institucionais e ausência de comissão de pele; repercussões da atuação isolada na prática assistencial e aspectos de capacitação profissional e experiências prévias.
3.1 Função de parecerista e atuação clínica
Observou-se que o enfermeiro estomaterapeuta plantonista atuava predominantemente na condição de parecerista, sendo acionado pela equipe assistencial para avaliação e conduta dentro de todas as áreas de abrangência da estomaterapia (lesões, estomias e incontinência) e de forma curativa, sendo a prevenção atribuída às atividades assistenciais diárias.
A rotina do serviço caracterizou-se por atendimentos sob demanda, com ênfase na resolutividade de quadros estabelecidos, em detrimento de ações sistemáticas de prevenção e monitoramento contínuo.
As atividades incluíram avaliação clínica de estomias, lesões, indicação de coberturas especiais, realização de curativos e orientações à equipe de enfermagem e aos familiares sobre os cuidados domiciliares.
No hospital de estudo, o parecer a ser emitido para a equipe de Estomaterapia é solicitado pelo profissional médico em via única, a ser preenchido e após anexado no prontuário do paciente. Este deve ser respondido em tempo hábil pelo estomaterapeuta presente.
As avaliações são realizadas no período de sete da manhã a sete da noite. E caso não haja nenhum profissional presente no momento da solicitação, esse parecer será direcionado ao profissional do dia seguinte.
Ainda, para melhorar a resolução dos casos, a equipe de Estomaterapia possui um grupo no WhatsApp onde são dispostos todas as solicitações e acompanhamento dos pacientes assistidos pela equipe.
Além disso, o hospital também dispõe de um consultório de estomaterapia ambulatorial que se caracteriza por seu atendimento de demanda espontânea e seguimentos de pacientes de alta da unidade que é realizado por um enfermeiro estomaterapeuta e uma técnica de enfermagem, que acontece de segunda a sexta no período da manhã e tarde.
Observa-se que os pareceres se configuram como importantes instrumentos para subsidiar a prática do enfermeiro, favorecendo a autonomia profissional, a tomada de decisão e a adoção de condutas fundamentadas.
A prática observada, centrada na atuação reativa do parecerista, contrasta com o papel multidimensional preconizado pela literatura. Enquanto Guedes et al. (2024) destacam a importância do suporte educativo personalizado à família, e Nunes et al. (2025) reforçam a necessidade de ações gerenciais e acompanhamento longitudinal, a realidade do serviço restringiu-se à resolutividade de intercorrências, sem incorporar prevenção proativa ou monitoramento contínuo.
Rodrigues et al. (2022) complementam quando dizem que a atuação do enfermeiro estomaterapeuta contribui para a qualificação da assistência à pessoa com ferida, por meio da avaliação especializada, da sistematização do cuidado e da adoção de condutas voltadas à qualidade e à segurança do paciente.
3.2 Reconhecimento profissional pela equipe multiprofissional
Verificou-se que os enfermeiros assistenciais e os médicos das diversas especialidades reconhecem o estomaterapeuta como profissional de referência e detentor de expertise no manejo de feridas, estomias e incontinências.
Durante as interações observadas, a equipe demonstrou confiança nas orientações e condutas prescritas, recorrendo ao especialista sempre que necessário atendimento especializado.
Corroborando os achados de Rodrigues et al. (2022), observou-se que as avaliações criteriosas realizadas pelo estomaterapeuta direcionaram as tomadas de decisão clínica e favoreceram o aperfeiçoamento dos demais profissionais, que passaram a incorporar melhores práticas no cuidado diário, além de contribuir para o uso mais racional e adequado dos recursos disponíveis no serviço.
Em consonância com Teixeira et al. (2024), evidenciou-se que a visão da equipe sobre esse profissional não se restringe mais ao manejo exclusivo de feridas. A especialização ressignificou o papel do estomaterapeuta aos olhos da equipe multiprofissional, que passou a reconhecê-lo, de fato, também como referência nas áreas de incontinência e estomias — ampliando, assim, o escopo de atuação e a legitimidade clínica desse especialista no cotidiano assistencial.
Ainda sobre a importância desse profissional, Figueiredo et al. (2021), em seu estudo, dizem que a atuação da equipe de estomaterapia e sua eficácia em âmbito hospitalar constituem uma importante estratégia para o direcionamento das condutas assistenciais, assim possibilitando o acesso a uma avaliação especializada que contribui para a qualificação do cuidado.
Nota-se, através disso, que o serviço de estomaterapia exerce papel primordial no ambiente hospitalar, incorporando estratégias de acompanhamento sistemático e inovações no cuidado, buscando a excelência da assistência ao identificar riscos precoces, como também a prevenção de complicações, o que corrobora para a redução do tempo de internação e dos custos hospitalares.
Contudo, esse reconhecimento mostrou-se circunscrito ao âmbito da prática clínica, sem tradução em suporte institucional formal sem protocolos estabelecidos — aspecto que merece reflexão, uma vez que a valorização profissional extrapola o reconhecimento interpessoal e demanda políticas institucionais que consolidem esse papel na estrutura organizacional.
3.3 Fragilidades institucionais e ausência de comissão de pele
Identificou-se que a instituição não dispõe de comissão de pele formalmente constituída, tampouco de protocolos institucionais padronizados para o manejo de lesões cutâneas.
Não foi evidenciado um sistema de monitoramento sistemático que permitisse a construção do perfil epidemiológico das lesões na população pediátrica atendida.
A inserção de novas tecnologias e coberturas especiais mostrou-se limitada, dependendo da iniciativa individual do estomaterapeuta, sem diretrizes institucionais que orientassem sua incorporação. Essa configuração sugere que o cuidado com a pele não está institucionalizado como linha de atuação formal dentro da estrutura organizacional do hospital.
Como observado por Santos e Silvino (2023), o objetivo das comissões é melhorar os processos de trabalho, elaborando protocolos ou implantando diretrizes e supervisionando ações que priorizam sempre a aplicação de boas práticas, assim como evidenciado por Siqueira et al. (2023), que citam a relevância da integração entre diferentes profissionais para fortalecer a segurança do paciente e favorecer uma assistência hospitalar mais qualificada.
Embora o estomaterapeuta possua competências para avaliar lesões e estabelecer condutas terapêuticas, a articulação com outros profissionais é fundamental para ampliar a resolutividade do cuidado, compartilhar responsabilidades e promover uma assistência integral à pessoa com ferida.
Nessa perspectiva, é possível dizer que a falta de padronização das ações pode dificultar o processo de trabalho, evidenciando a necessidade de protocolos que orientem a equipe de forma sistematizada.
Além disso, ressaltam que a utilização de protocolos técnicos contribui para a padronização dos procedimentos, favorecendo uma assistência mais segura, qualificada e baseada em conhecimentos técnico-científicos.
A padronização leva à redução de erros (minimiza desvios operacionais, falhas humanas e falas de improviso que geram riscos), à eficiência e à agilidade na execução de tarefas complexas ou repetitivas pelos profissionais, à qualidade do atendimento e a um menor retrabalho, pois diminui custos e otimiza o uso de recursos e tempo da equipe.
Uma outra fragilidade encontrada foi a falta de alguns materiais e dispensação de curativo, apesar de a instituição dispor de ótimas tecnologias, ainda é possível perceber algumas deficiências.
Dória et al. (2022), em seu estudo, falam que a escassez e indisponibilidade de recursos materiais na prática assistencial limita o potencial da resolutividade das ações da equipe de enfermagem e dificulta a integralidade do cuidado.
É possível perceber na literatura que as dificuldades vivenciadas e percebidas durante a pesquisa não se configuram como um caso isolado, uma vez que também são facilmente encontradas em outros.
Para Costa et al. (2021), entre os principais obstáculos para o desenvolvimento da prática do estomaterapeuta, destacam-se a insuficiência de profissionais, a disponibilidade limitada de materiais e as dificuldades relacionadas às políticas institucionais, que podem interferir na prestação de uma assistência adequada.
3.4 Repercussões da atuação isolada na prática assistencial
Constatou-se que a ausência de uma comissão de pele e de fluxos definidos contribui para que o estomaterapeuta atue de maneira isolada, sem integração formal a uma equipe multidisciplinar específica para o cuidado dermatológico.
Essa condição limita a disseminação de conhecimentos especializados entre a equipe assistencial e reduz o potencial de ações preventivas, que permanecem subordinadas à demanda espontânea. A sobrecarga decorrente da função de parecerista, somada à falta de respaldo estrutural, aponta para um modelo de atuação reativo, centrado na resolução de agravos, em vez de proativo e voltado à promoção da segurança do paciente.
3.5 Aspectos de capacitação profissional
Como diferencial, observou-se a atuação de enfermeiros em processo de habilitação na especialização, que conciliavam a formação com experiência prévia em diferentes ramos. Essa configuração favoreceu a troca de saberes e a discussão crítica dos casos, evidenciando o serviço como campo de prática para a formação de novos especialistas.
A capacitação profissional e a formação continuada constituem estratégias importantes para o aprimoramento das competências da equipe de enfermagem, contribuindo para a qualificação da assistência e para a segurança do paciente. Uma revisão integrativa sobre formação profissional identificou diferentes ações educativas utilizadas em instituições hospitalares para o desenvolvimento dessas competências (IZAGUIRRES et al., 2022).
Além disso, a aprendizagem em cenários clínicos, associada à supervisão e à reflexão sobre as situações vivenciadas, pode favorecer o desenvolvimento do pensamento crítico. Estudo realizado com estudantes de enfermagem destacou a importância de estratégias de supervisão adequadas às necessidades de aprendizagem, incluindo orientação, feedback e discussão de casos clínicos (SILVA et al., 2023).
Nesse sentido, o estágio supervisionado constitui uma oportunidade de articulação entre conhecimentos teóricos e situações reais da assistência, permitindo ao profissional em formação analisar situações clínicas e refletir sobre as condutas adotadas (SILVA et al., 2023).
A formação continuada também oferece oportunidades para atualização dos conhecimentos e aprimoramento das competências profissionais, aspectos relevantes para a prestação de uma assistência segura e qualificada (IZAGUIRRES et al., 2022).
Dessa forma, a experiência prática, quando associada à supervisão clínica e à reflexão crítica, pode contribuir para o desenvolvimento do raciocínio clínico e para tomada de decisão durante o processo de formação em enfermagem (SILVA et al., 2023).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A experiência vivenciada durante o estágio supervisionado em estomaterapia no cenário pediátrico possibilitou compreender a relevância da atuação do enfermeiro estomaterapeuta na avaliação, prevenção e manejo de lesões cutâneas e estomias.
A observação da prática evidenciou que esse profissional exerce importante papel como parecerista, contribuindo para a tomada de decisão clínica, indicação de tecnologias e coberturas, realização de cuidados especializados e orientação da equipe multiprofissional.
Entretanto, identificaram-se fragilidades institucionais relacionadas à ausência de uma comissão de pele e à atuação predominantemente sob demanda, o que pode limitar a implementação de estratégias sistemáticas de prevenção, acompanhamento e educação permanente.
A atuação isolada do estomaterapeuta também demonstra a necessidade de maior integração desse profissional com a equipe multiprofissional, favorecendo uma assistência mais preventiva, individualizada e baseada em evidências.
Dessa forma, a experiência reforça que a inserção do enfermeiro estomaterapeuta de maneira estruturada nos serviços pediátricos pode contribuir significativamente para a qualificação do cuidado, prevenção de complicações, redução de danos à integridade da pele e melhoria da segurança e qualidade da assistência.
Destaca-se, ainda, a importância da educação permanente das equipes e da criação de protocolos e comissões institucionais voltados à prevenção e ao manejo das alterações da integridade cutânea, fortalecendo a atuação da estomaterapia como área especializada e essencial no cuidado pediátrico.
O fortalecimento da estomaterapia no cenário pediátrico requer não apenas o reconhecimento da importância desse profissional e sua integração efetiva à equipe multiprofissional, mas também o incentivo à realização de novas pesquisas que ampliem as evidências científicas disponíveis e subsidiem a construção de práticas cada vez mais seguras, eficazes e humanizadas.
Outro aspecto relevante refere-se à escassez de literatura científica específica sobre a atuação do enfermeiro estomaterapeuta no contexto pediátrico, especialmente no que diz respeito às práticas assistenciais, aos desafios institucionais e às estratégias de prevenção e manejo das alterações da integridade cutânea.
Essa limitação dificulta a comparação dos achados da experiência com outras realidades e evidencia a necessidade de ampliar a produção científica nessa área, contribuindo para o fortalecimento do conhecimento e para o aprimoramento das práticas profissionais.
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