Atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar: revisão de literatura
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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RESUMO

A Odontologia Hospitalar contribui para a promoção da saúde bucal e para a assistência integral aos pacientes internados, especialmente aqueles em estado crítico. Este artigo tem como objetivo analisar a atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar, com destaque para a prevenção de alterações bucais, o controle do biofilme e a integração da saúde bucal aos cuidados multiprofissionais. Trata-se de uma revisão de literatura realizada a partir de publicações consultadas no Google Acadêmico, na SciELO e no Portal de Periódicos CAPES, considerando trabalhos publicados entre 2012 e 2026. A partir de um levantamento inicial de 50 artigos, aplicaram-se os critérios de inclusão e exclusão, resultando na seleção de 25 estudos para compor a revisão. Os estudos abordam a avaliação da cavidade oral, a higiene bucal e a participação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional, sobretudo no cuidado de pacientes hospitalizados e internados em Unidades de Terapia Intensiva. A literatura também discute a relação entre os cuidados bucais e a prevenção de complicações infecciosas, incluindo a pneumonia associada à ventilação mecânica, embora os efeitos sobre desfechos clínicos devam ser interpretados conforme as evidências disponíveis. Conclui-se que a atuação odontológica pode contribuir para a integralidade da assistência, reforçando a importância de protocolos de higiene bucal e da integração entre os profissionais de saúde.

Palavras-chave: Odontologia Hospitalar; Cirurgião-Dentista; Saúde Bucal; Unidade de Terapia Intensiva; Ciências da Saúde.

ABSTRACT

Hospital dentistry contributes to oral health promotion and comprehensive care for hospitalized patients, especially those in critical condition. This article aims to analyze the role of dentists in hospital settings, highlighting the prevention of oral conditions, biofilm control, and the integration of oral health into multidisciplinary care. This literature review was based on publications consulted in Google Scholar, SciELO, and the CAPES Journals Portal, considering studies published between 2012 and 2026. Based on an initial search of 50 articles, inclusion and exclusion criteria were applied, resulting in the selection of 25 studies to compose the review. The studies address oral examination, oral hygiene, and the participation of dentists in multidisciplinary teams, particularly in the care of hospitalized patients and those admitted to intensive care units. The literature also discusses the relationship between oral care and the prevention of infectious complications, including ventilator-associated pneumonia; however, effects on clinical outcomes should be interpreted according to the available evidence. It is concluded that dental care may contribute to comprehensive hospital care, reinforcing the importance of oral hygiene protocols and collaboration among healthcare professionals.

Keywords: Hospital Dentistry; Dental Surgeon; Oral Health; Intensive Care Unit; Health Sciences.

1 INTRODUÇÃO

A Odontologia Hospitalar é uma área da Odontologia voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das alterações bucais de pacientes hospitalizados, contribuindo para a manutenção da saúde geral e para a recuperação clínica desses indivíduos (FERREIRA et al., 2025). Embora sua inserção no ambiente hospitalar ainda esteja em processo de consolidação no Brasil, essa área tem ganhado relevância devido à relação entre saúde bucal e saúde sistêmica e à necessidade de oferecer assistência integral aos pacientes internados (ROCHA; TRAVASSOS; ROCHA, 2021; SOARES; BORTOLI, 2024). A participação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional hospitalar contribui para a promoção da saúde bucal, a prevenção de infecções e o acompanhamento das condições orais durante a internação (FERNANDES et al., 2016; SILVA, F. A. C. et al., 2024; SILVA NETO et al., 2019). Entre suas atribuições estão a identificação de focos infecciosos, o controle do biofilme bucal e a orientação quanto aos cuidados de higiene oral. Essas medidas são especialmente importantes para pacientes com condições clínicas debilitadas ou submetidos a períodos prolongados de internação, uma vez que a cavidade oral pode abrigar microrganismos associados a complicações sistêmicas (MENESES et al., 2024; SILVA; SEROLI, 2022). Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), os pacientes apresentam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de infecções hospitalares em razão de seu estado clínico, do uso de dispositivos invasivos e do tempo de internação. Entre essas complicações, destaca-se a pneumonia associada à ventilação mecânica, que pode estar relacionada à colonização microbiana da cavidade oral e à inadequação dos cuidados de higiene bucal (SOARES; BORTOLI, 2024; MATOS et al., 2024). Nesse contexto, a atuação do cirurgião-dentista pode contribuir para a implementação de medidas preventivas e para a melhoria da assistência prestada aos pacientes hospitalizados (MENEZES et al., 2023). Diante desse cenário, este estudo busca responder à seguinte questão: qual é a importância da atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar e de que forma sua participação pode contribuir para a saúde e a recuperação dos pacientes internados? Assim, o objetivo deste artigo é analisar, por meio de uma revisão da literatura, a importância da atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar e sua contribuição para a saúde e a recuperação dos pacientes internados.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Odontologia Hospitalar e atuação do cirurgião-dentista

A Odontologia Hospitalar é uma área importante para a promoção da saúde de pacientes internados, especialmente daqueles que apresentam condições clínicas complexas e necessitam de acompanhamento multiprofissional. Apesar de sua relevância, a saúde bucal ainda pode ser negligenciada em instituições hospitalares, favorecendo o agravamento de alterações bucais e possíveis complicações sistêmicas (MENESES et al., 2024; SOUZA; SANTOS; PINTO, 2025).

A participação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional contribui para a manutenção da saúde bucal, o diagnóstico precoce de alterações orais, a prevenção de infecções e a melhoria da qualidade da assistência prestada aos pacientes hospitalizados (FERREIRA et al., 2025; PINHO et al., 2024). Entretanto, apesar dos benefícios descritos na literatura, a presença desse profissional no ambiente hospitalar brasileiro ainda é limitada (ROCHA; TRAVASSOS; ROCHA, 2021).

A atuação odontológica pode ocorrer em diferentes setores do hospital, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), centros cirúrgicos e ambulatórios. No período pré- e pós-operatório, o acompanhamento odontológico pode auxiliar na identificação de focos infecciosos e na prevenção de complicações que prejudiquem a recuperação do paciente (FERNANDES et al., 2016). Além disso, a assistência pode beneficiar pessoas com doenças crônicas, limitações físicas ou internações prolongadas, que frequentemente necessitam de cuidados específicos para a manutenção da saúde bucal (AMARAL et al., 2018; BARROS et al., 2024; CARVALHO et al., 2025).

No âmbito normativo, a Resolução CFO nº 162/2015 representou um marco para o reconhecimento da atuação do cirurgião-dentista na Odontologia Hospitalar. Posteriormente, as normas relacionadas à área foram atualizadas, e a Resolução CFO-SEC nº 262/2024 reconheceu a Odontologia Hospitalar como especialidade odontológica. Esse avanço reforça a importância da qualificação profissional para o atendimento às necessidades dos pacientes hospitalizados e da integração do cirurgião-dentista à equipe multiprofissional (CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA, 2015, 2024, 2026).

2.2 Relação entre saúde bucal, saúde sistêmica e doença periodontal

A saúde bucal está relacionada às condições gerais de saúde, principalmente em pacientes hospitalizados ou imunocomprometidos. A cavidade oral pode funcionar como reservatório de microrganismos associados a complicações sistêmicas, incluindo infecções respiratórias (JUN et al., 2021). Nesse contexto, o biofilme oral, formado pelo acúmulo de microrganismos aderidos às superfícies bucais, merece atenção, pois sua remoção inadequada pode favorecer a proliferação microbiana e aumentar os riscos de infecção (MOREIRA et al., 2022).

As dificuldades para realizar a higiene bucal durante a internação podem favorecer a colonização da cavidade oral por microrganismos potencialmente patogênicos. Esses microrganismos podem alcançar outras regiões do organismo, inclusive por meio da aspiração de secreções orais, contribuindo para complicações respiratórias em pacientes vulneráveis (CALDEIRA JÚNIOR; DITTO; ALMEIDA, 2024).

A doença periodontal também merece atenção no contexto hospitalar. Caracterizada pela inflamação dos tecidos de suporte dos dentes, está principalmente associada ao acúmulo de biofilme bacteriano. Além dos efeitos locais, essa condição pode estar relacionada à bacteremia e a alterações sistêmicas. Bactérias presentes na cavidade oral podem alcançar a corrente sanguínea, o que reforça a importância da identificação e do controle dos focos infecciosos bucais (BARBOSA et al., 2020; RIBEIRO et al., 2026).

Estudos também apontam associações entre doença periodontal e condições como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e endocardite infecciosa, destacando a importância dos cuidados com a saúde bucal para pacientes que apresentam maior vulnerabilidade clínica (CARVALHO et al., 2025). Dessa forma, a avaliação odontológica e o controle do biofilme são medidas relevantes para o cuidado integral durante a hospitalização.

2.3 Assistência odontológica em Unidades de Terapia Intensiva

Pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva apresentam condições clínicas que podem dificultar a realização da higiene bucal. Limitações físicas, uso de medicamentos e presença de dispositivos, como o tubo orotraqueal, podem favorecer o acúmulo de biofilme e a proliferação de microrganismos na cavidade oral (MELO; VILELA JÚNIOR, 2022; CALDEIRA JÚNIOR; DITTO; ALMEIDA, 2024).

Entre as alterações bucais observadas nesses pacientes estão xerostomia, saburra lingual, halitose, doença periodontal e aumento do biofilme dentário. Essas condições exigem acompanhamento e cuidados específicos, sobretudo em indivíduos imunologicamente comprometidos, que apresentam maior vulnerabilidade a complicações infecciosas (SILVA, H. M. et al., 2024).

Nesse cenário, o cirurgião-dentista contribui para a avaliação das condições bucais, a identificação de alterações, o controle de focos infecciosos e a implementação de medidas de higiene oral. Além do atendimento direto, sua atuação inclui a orientação e a colaboração com os demais profissionais responsáveis pelos cuidados diários do paciente, favorecendo uma assistência integrada e humanizada (MELO; VILELA JÚNIOR, 2022; FERNANDES et al., 2016; SILVA, F. A. C. et al., 2024).

2.4 Prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica

A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é uma complicação relevante entre pacientes internados em UTIs que necessitam de suporte ventilatório. O acúmulo de biofilme oral pode favorecer a colonização por microrganismos potencialmente patogênicos, que podem ser aspirados para o trato respiratório inferior e contribuir para o desenvolvimento de infecções respiratórias (SILVA et al., 2025; SILVA, F. A. C. et al., 2024).

A higiene oral adequada é uma das medidas utilizadas para o controle do biofilme e da carga microbiana na cavidade oral. A remoção mecânica do biofilme, associada a outros métodos de higiene oral conforme a necessidade clínica, integra os cuidados preventivos destinados aos pacientes críticos (SILVA, H. M. et al., 2024; JUN et al., 2021).

A participação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional pode auxiliar na avaliação das condições bucais, na orientação dos cuidados de higiene oral e no acompanhamento das medidas preventivas adotadas na UTI. Essa atuação é importante para o controle de focos infecciosos e para a melhoria da qualidade da assistência hospitalar (ARANEGA et al., 2012; SILVA, F. A. C. et al., 2024).

Além da prevenção de complicações respiratórias, a assistência odontológica permite acompanhar as necessidades bucais dos pacientes durante a internação, incluindo aqueles que apresentam dificuldades de locomoção ou não podem receber atendimento em consultórios convencionais. Assim, a integração entre o cirurgião-dentista e os demais profissionais de saúde contribui para uma abordagem mais abrangente das necessidades do paciente hospitalizado.

3 MATERIAL E MÉTODO

O presente estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura sobre a atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar. A pesquisa foi realizada por meio da consulta a artigos científicos publicados entre os anos de 2012 e 2026, disponíveis nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e Portal de Periódicos CAPES.

Como critérios de inclusão, foram considerados artigos científicos em português, disponíveis na íntegra e relacionados diretamente ao tema e aos objetivos da pesquisa. Foram excluídos os trabalhos duplicados e as publicações que não apresentavam relação direta com o objeto de estudo. Os descritores utilizados nas buscas foram: “Odontologia Hospitalar”, “Cirurgião-Dentista Hospitalar”, “Saúde Bucal”, “Unidade de Terapia Intensiva”, “Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica” e “Infecções Hospitalares”.

A busca bibliográfica resultou na identificação de 50 artigos científicos publicados em português. Inicialmente, foi realizada uma análise dos resumos, das discussões e das conclusões, com o objetivo de verificar a adequação dos estudos à temática proposta. Nessa fase, 10 artigos foram descartados por não corresponderem aos critérios de seleção estabelecidos. Os 40 artigos restantes foram submetidos à leitura integral, e, após uma análise mais detalhada, 25 foram escolhidos para integrar a revisão de literatura, por apresentarem maior relação com os objetivos da pesquisa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A literatura analisada evidencia que a atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar está relacionada principalmente à avaliação das condições de saúde bucal dos pacientes internados, à realização e orientação dos cuidados de higiene oral, à integração com a equipe multiprofissional e à prevenção de complicações associadas ao acúmulo de biofilme oral.

Amaral et al. (2018), em estudo realizado com 103 pacientes hospitalizados, identificaram que 97,1% dos participantes consideravam importante a presença do cirurgião-dentista no hospital. Entretanto, 63,1% apresentavam remoção deficiente do biofilme oral. Esses resultados demonstram que, apesar do reconhecimento da importância da assistência odontológica, a manutenção de uma higiene bucal adequada pode representar um desafio durante a hospitalização.

De maneira semelhante, Fernandes et al. (2016), em estudo exploratório e transversal com 166 pacientes e 50 profissionais, identificaram dificuldades na realização dos cuidados de higiene oral. Entre os pacientes, 15,7% relataram não escovar os dentes durante a internação, enquanto 18,1% realizavam a escovação apenas uma vez. O estudo também apontou baixa utilização do fio dental e pouca orientação sobre saúde bucal. Além disso, 58% dos profissionais entrevistados avaliaram seus conhecimentos sobre o tema como insuficientes.

Esses achados reforçam que os cuidados bucais durante a internação não dependem apenas da disposição do paciente, mas também de suas condições clínicas, do grau de dependência e do suporte oferecido pela equipe de saúde. Nesse contexto, o cirurgião-dentista pode contribuir para a identificação das necessidades odontológicas, a orientação dos pacientes e profissionais e a organização de medidas de higiene bucal adequadas às condições individuais.

As revisões de Barbosa et al. (2020) e Rocha, Travassos e Rocha (2021) também abordam a importância da participação do cirurgião-dentista na avaliação da cavidade oral, na identificação de alterações bucais e na orientação dos cuidados preventivos. Silva, F. A. C. et al. (2024), por sua vez, analisaram 17 artigos em uma revisão integrativa, contemplando a atuação odontológica em diferentes contextos hospitalares, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e ambientes cirúrgicos.

No atendimento a pacientes internados em UTI, a higiene oral e o controle do biofilme merecem atenção especial, considerando a complexidade clínica e a possível dependência de auxílio para a realização dos cuidados diários. A atuação odontológica pode contribuir para o planejamento de medidas individualizadas e para a integração desses cuidados à assistência multiprofissional.

A literatura também discute a relação entre saúde bucal e prevenção de complicações infecciosas, especialmente a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). Entretanto, por se tratar de uma condição multifatorial, sua prevenção exige um conjunto de medidas assistenciais. Assim, os cuidados de higiene oral devem ser considerados parte das estratégias preventivas, sem atribuir a eles, isoladamente, a garantia de prevenção da doença.

De forma geral, os estudos consultados ressaltam a relevância da inclusão da saúde bucal na assistência hospitalar e da participação do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional. Contudo, os trabalhos apresentam diferenças metodológicas e nem todos avaliam diretamente os efeitos da assistência odontológica sobre indicadores como mortalidade, tempo de internação e custos hospitalares. Por esse motivo, a interpretação dos benefícios deve considerar os objetivos, os métodos e os resultados efetivamente apresentados por cada estudo.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A revisão de literatura destaca a importância da atuação do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar, principalmente na avaliação da saúde bucal, na identificação de alterações da cavidade oral, na orientação dos cuidados de higiene e na integração com a equipe multiprofissional. Os estudos analisados também evidenciam dificuldades na manutenção da higiene bucal durante a hospitalização, indicando a necessidade de incorporar esses cuidados à rotina assistencial.

Nas Unidades de Terapia Intensiva, a higiene oral e o controle do biofilme constituem componentes relevantes do cuidado aos pacientes. Entretanto, a prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica depende de diferentes medidas, sendo necessário compreender os cuidados bucais como parte de uma estratégia mais ampla de prevenção de infecções.

Conclui-se que a participação do cirurgião-dentista pode contribuir para uma assistência hospitalar mais integral, por meio da avaliação odontológica, da orientação dos profissionais e do planejamento de cuidados individualizados. Destaca-se, ainda, a importância da capacitação da equipe multiprofissional e da adoção de protocolos de higiene bucal adequados às condições clínicas dos pacientes.

Por fim, são necessários estudos que avaliem desfechos clínicos específicos para ampliar o conhecimento sobre os efeitos da assistência odontológica na evolução dos pacientes hospitalizados. A consolidação dessa atuação depende também da integração entre os profissionais de saúde e do reconhecimento da saúde bucal como parte do cuidado integral ao paciente.

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  1. Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), Cacoal, Rondônia, Brasil.
    ORCID: https://orcid.org/0009-0008-4869-7341. ↑

  2. Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), Cacoal, Rondônia, Brasil.
    ORCID: https://orcid.org/0009-0000-5275-1875. ↑

  3. Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), Cacoal, Rondônia, Brasil. Orientadora; docente do curso de Odontologia; especialista em Endodontia. E-mail: stefanibizi@gmail.com. ↑

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Copyright (c) 2026 Allan Lima Barbosa, Naieli Lima Alves, Stefany Bizi (Autor)

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