Resumo
Este estudo examina a importância do componente projeto de vida na educação básica como uma abordagem para incentivar a motivação, o envolvimento e a retenção dos alunos na escola, centrando-se em uma turma do programa Sucesso Escolar, que inclui estudantes com distorção idade-série. Este estudo visa entender como práticas pedagógicas focadas no planejamento de vida influenciam o interesse dos alunos pela aprendizagem e promovem o fortalecimento do sentimento de pertencimento ao ambiente escolar. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, configurando-se como um estudo de caso, realizado no âmbito do Ensino Fundamental II. Para a coleta de dados, foram empregadas observações, atividades com os alunos e registros reflexivos. A intervenção envolve a implementação de atividades organizadas que focam no autoconhecimento, na definição de objetivos e no planejamento futuro, incorporadas ao currículo escolar e adaptadas às necessidades específicas da turma Sucesso Escolar. Os resultados mostram que a adoção de práticas abordadas nas aulas de projeto de vida aumenta a autonomia dos estudantes, incentiva a participação ativa e melhora a frequência escolar, especialmente entre alunos em condições de vulnerabilidade educacional e social. Nota-se também uma melhora nas relações entre as pessoas e um aumento na consciência sobre os objetivos pessoais e acadêmicos. O projeto de vida é uma estratégia pedagógica relevante para a construção de trajetórias escolares significativas e para o fortalecimento de uma comunidade escolar mais engajada e resiliente, especialmente em contextos de distorção idade-série.
Palavras-chave: Projeto de vida. Educação básica. Engajamento estudantil. Programa Sucesso Escolar. Permanência escolar.
ABSTRACT
This study examines the importance of the “life project” component in basic education as an approach to fostering student motivation, engagement, and retention in school, focusing on a class within the Sucesso Escolar program, which includes students with age-grade distortion. The study aims to understand how pedagogical practices centered on life planning influence students’ interest in learning and promote a stronger sense of belonging to the school environment. The research adopts a qualitative approach, characterized as a case study conducted within lower secondary education (Middle School). Data collection methods included observations, student-centered activities, and reflective records. The intervention involved the implementation of structured activities focused on self-knowledge, goal setting, and future planning, integrated into the school curriculum and adapted to the specific needs of the Sucesso Escolar class. The results indicate that the adoption of practices developed in life project classes enhances student autonomy, encourages active participation, and improves school attendance, especially among students in situations of educational and social vulnerability. Improvements were also observed in interpersonal relationships and in students’ awareness of their personal and academic goals. The life project emerges as a relevant pedagogical strategy for building meaningful educational trajectories and strengthening a more engaged and resilient school community, particularly in contexts of age-grade distortion.
Keywords: Life project. Basic education. Student engagement. Sucesso Escolar Program. School retention.
INTRODUÇÃO
Atualmente, a educação básica enfrenta grandes desafios em termos de motivação, engajamento e permanência dos alunos na escola, especialmente no que diz respeito ao Ensino Fundamental II, que se caracteriza por importantes mudanças cognitivas, sociais e emocionais. Quando se trata de alunos que estão em distorção idade-série, a situação se torna ainda mais complexa em comparação ao que foi mencionado anteriormente, uma vez que, muitas vezes, essas crianças ou adolescentes acumulam ao longo de sua trajetória escolar diversas dificuldades de aprendizagem, falta de motivação e um relacionamento bastante frágil com a escola. Nesse aspecto, o projeto de vida se configura como uma valiosa proposta pedagógica, uma vez que permite que os alunos reflitam sobre suas próprias vidas, aumentem o autoconhecimento e definam objetivos para o futuro, o que favorece a conexão entre a escola e a vida cotidiana. Freire (1996) defende que a educação tem como objetivo a autonomia e o pensamento crítico do ser humano, e Libâneo (2004) afirma que as práticas pedagógicas precisam estar alinhadas à realidade dos alunos para que as aprendizagens façam sentido para eles.
Dentre as ações de política pública educacional em terras capixabas, está o Programa Sucesso Escolar, criado por meio de uma portaria da Secretaria de Estado da Educação (SEDU/ES) com a finalidade de dar suporte a estudantes que estão fora da idade certa para sua série e para que consigam recuperar aprendizagens e permaneçam na escola. O componente curricular Projeto de Vida, portanto, é fundamental para o desenvolvimento socioemocional e para a construção das expectativas futuras dos jovens.
É urgente que os alunos se conectem mais com a aprendizagem, visto que, segundo pesquisas, a falta de significado da escola para os alunos está entre as razões que levam à indiferença e, consequentemente, à evasão escolar (CARVALHO et al., 2010). Dessa forma, iniciativas vinculadas ao projeto de vida estão sendo integradas às oportunidades educativas para incentivar o protagonismo juvenil e ampliar suas perspectivas futuras (KINGSTON et al., 2010). Ainda há lacunas em como essas práticas afetam o dia a dia na escola, sobretudo em contextos particulares, como nas turmas do Programa Sucesso Escolar.
Portanto, cabe indagar: de que maneira atividades relacionadas ao projeto de vida podem potencializar a motivação, o engajamento e a permanência dos alunos nas turmas do Programa Sucesso Escolar no Ensino Fundamental II? Esse assunto orienta a pesquisa que está sendo realizada e é crucial na busca por métodos de ensino que ajudem a formar trajetórias educativas mais relevantes, combatendo a evasão e a falta de motivação em relação à escola.
Este artigo busca explorar como o projeto de vida pode contribuir para a motivação, o engajamento e a permanência dos alunos, através de um estudo de caso de uma turma do Programa Sucesso Escolar. Busca-se também entender de que forma o que é realizado impacta no comportamento, na participação e nas expectativas dos alunos em relação à escola e ao seu futuro. A pesquisa tem como ponto de partida a observação atenta da professora de Projeto de Vida da turma, possibilitando uma análise contextualizada das vivências cotidianas no ambiente escolar.
Assim, entrelaçando teoria e prática, a pesquisa se propõe a entender o projeto de vida como uma estratégia educativa capaz de fortalecer o relacionamento dos alunos com a escola, favorecendo uma educação mais relevante, inclusiva e conectada às necessidades do presente, especialmente no que tange aos alunos em distorção idade-série que são beneficiados pelo Programa Sucesso Escolar.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
Nas últimas décadas, o projeto de vida tomou corpo na educação básica, especialmente em meio às reformas educativas que valorizam a proatividade dos jovens e a formação integral do estudante. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), o projeto de vida é um dos fundamentos da educação, e tanto as competências cognitivas quanto as socioemocionais e éticas são igualmente importantes. É por meio dessas habilidades que eles conseguem se identificar, traçar metas e avaliar criticamente sua realidade social. Conforme apontam escritores contemporâneos, é indispensável articular saberes escolares com a produção de sentidos na vida dos estudantes, o que demanda estratégias pedagógicas bem planejadas. Conforme Moran (2018) e Bacich & Moran (2018), as metodologias que favorecem a participação e o protagonismo são as mais apropriadas.
Conforme nos diz Freire (1996), a educação é, por natureza, uma prática da liberdade, mediada pelo diálogo, pela autonomia e pela consciência crítica dos sujeitos, que se entrelaçam à proposta do projeto de vida. Libâneo (2004) também aponta que, para que o aprendizado seja realmente significativo e pertinente à realidade dos alunos, é essencial que o ensino leve em conta o contexto dos estudantes. Charlot (2000) afirma que a relação do aluno com o conhecimento é fundamental, pois o sentido que ele dá à aprendizagem influencia fortemente seu engajamento na escola. Isso é essencial para que possamos entender a importância do projeto de vida no contexto educacional.
A proposta sociocultural de Vygotsky (1991) é ampla ao destacar que o desenvolvimento humano se dá nas relações sociais e culturais, e a escola é um lugar privilegiado para intermediar saberes e construir significados. Nesse sentido, abordagens que promovem a reflexão, o diálogo e a participação ativa dos alunos, principalmente as que estão relacionadas ao projeto de vida, favorecem o desenvolvimento das funções psicológicas superiores e a autonomia dos estudantes. Perrenoud (2000) destaca que é fundamental ensinar competências que serão utilizadas ao longo da vida, como planejar, decidir e resolver problemas, competências que favorecem o desenvolvimento global do ser humano.
Hoje em dia, pesquisas apontam que, de modo geral, a falta de motivação em relação à escola se origina da ausência de um significado reconhecido, tanto para a escola quanto para o que se aprende (CARVALHO et al., 2010). É imprescindível, portanto, elaborar estratégias que relacionem o conhecimento às experiências e aspirações dos jovens. De acordo com estudos recentes, incluindo os de Moran (2018) e Bacich & Moran (2018), a motivação e o engajamento dos estudantes, bem como sua permanência na escola, são fortalecidos por práticas pedagógicas que colocam o aluno e seu projeto de vida no centro. Kingston et al. relatam que o desenvolvimento socioemocional e o planejamento para o futuro elevam o desempenho escolar e reduzem a evasão. (2010).
Entretanto, em relação ao estado da arte, houve um aumento significativo no número de publicações acadêmicas que tratam do projeto de vida como uma estratégia de ensino, especialmente após a implementação da BNCC. Ainda não foi realizada uma análise sobre o que isso, por exemplo, significa para as aulas do Ensino Fundamental II, em especial nas escolas públicas, para alunos que apresentam distorção idade-série. Essa falta indica a urgência de se realizar investigações que conectem teoria e prática, levando em conta as particularidades e as singularidades dos diferentes contextos de aprendizagem.
Portanto, toda a fundamentação teórica exposta apoia a ideia de que o projeto de vida é um recurso didático muito importante para a formação integral do aluno nas dimensões cognitiva, social e emocional. É fundamental que haja estudos que analisem a eficácia e os impactos desses programas no dia a dia escolar.
METODOLOGIA
Este trabalho tem uma aplicação prática e utiliza uma abordagem qualitativa com um estudo de caso. A proposta é investigar de que forma o projeto de vida impacta a motivação, o engajamento e a permanência dos alunos no Ensino Fundamental II. Optamos por uma abordagem qualitativa porque essa modalidade de pesquisa possibilita a investigação dos fenômenos educacionais em toda a sua complexidade, levando em conta os significados que os indivíduos conferem às suas experiências (MINAYO, 2014). Ademais, a investigação com estudo de caso permite uma investigação detalhada em um contexto particular, auxiliando na compreensão das práticas pedagógicas em contextos reais (YIN, 2015).
O estudo aconteceu em uma escola pública de Ensino Fundamental II do estado do Espírito Santo. A turma do Programa Sucesso Escolar, que reúne alunos com distorção idade-série, foi o grupo estudado na pesquisa. A pesquisadora é professora de Projeto de Vida para essa turma, o que lhe confere um olhar direto, constante e contextualizado sobre as práticas educativas e as relações que se estabelecem no dia a dia escolar. A amostra foi intencionalmente selecionada, abrangendo os alunos que estavam matriculados regularmente e que participaram das atividades que foram sugeridas, seguindo o que é preconizado em pesquisas qualitativas, que enfatizam a importância do grupo em análise em relação ao fenômeno estudado (GIL, 2008).
Foram utilizados, metodologicamente, os pressupostos de uma sequência didática fundamentada nos pilares do projeto de vida, explorando autoconhecimento, definição de metas, planejamento para o futuro, valores pessoais e escolha. Essas abordagens estão alinhadas com as ideias de Moran (2018) e Bacich & Moran (2018), que sugerem metodologias que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, aumentando seu engajamento e protagonismo. As atividades ocorreram de maneira entrelaçada ao currículo escolar, com encontros semanais conduzidos pela professora pesquisadora, evidenciando a participação ativa dos estudantes e a construção de significado para a aprendizagem, conforme Charlot (2000).
Foram empregadas várias ferramentas para a coleta de dados, incluindo observação participante, anotações em diário de campo, produções textuais dos alunos e atividades de reflexão. A observação participante possibilitou um registro sistemático das interações, comportamentos e níveis de envolvimento dos alunos, e os registros escritos possibilitaram mapear percepções, expectativas e transformações durante a formação. Estes instrumentos costumam ser empregados em investigações qualitativas, pois permitem uma análise mais detalhada das ações educativas (LÜDKE & ANDRÉ, 1986).
A análise de conteúdo, conforme delineada por Bardin (2011), foi utilizada para organizar e investigar os dados coletados, permitindo a categorização e compreensão dos dados a partir de unidades de significado. Categorias analíticas foram definidas, vinculadas à motivação, ao engajamento e à permanência escolar, permitindo reconhecer padrões e significados nas vivências dos alunos.
A pesquisa foi conduzida de acordo com os princípios éticos, assegurando o anonimato dos entrevistados e usando os dados apenas para objetivos acadêmicos. Assim, as abordagens empregadas garantem um rigor metodológico que permite a reprodução da pesquisa em contextos análogos, favorecendo o progresso das investigações sobre projeto de vida na educação básica.
RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
4.1 Envolvimento e comprometimento dos alunos
De acordo com as informações analisadas, observou-se um crescimento considerável na participação dos estudantes durante as atividades do projeto de vida. Inicialmente, notou-se uma resistência e adesão limitada às propostas, comportamento comum em turmas com histórico de distorção idade-série e experiências escolares marcadas por fracassos. No entanto, quando as atividades começaram a tratar de assuntos que fazem parte do dia a dia dos estudantes, como sonhos, metas e desafios pessoais, notou-se um crescimento na participação nas discussões e nas produções sugeridas.
Esse resultado está em consonância com Charlot (2000), que afirma que o envolvimento do aluno está diretamente ligado ao significado que ele atribui ao processo de aprendizagem. Moran (2018) destaca que métodos que colocam o aluno como protagonista tendem a aumentar o interesse e a participação nas atividades escolares.
4.2 Incentivo à independência e ao protagonismo
Outro ponto que se destacou foi o fortalecimento da independência dos alunos, demonstrado por sua habilidade cada vez maior de expressar opiniões, tomar decisões e refletir sobre suas próprias trajetórias. As atividades de autoconhecimento e definição de metas permitiram que os estudantes identificassem suas habilidades e desafios, o que incentivou uma atitude mais proativa em relação ao aprendizado.
Isso corrobora a afirmação de Freire (1996) de que a educação é uma prática de autonomia, bem como o ponto destacado por Perrenoud (2000) sobre a relevância de desenvolver competências que impactem a vida, como a capacidade de decidir e planejar o próprio futuro.
4.3 Interações entre pessoas e o ambiente escolar
Os dados também mostraram que as relações entre os estudantes melhoraram, com menos conflitos e mais respeito. A incorporação de escuta ativa, empatia e trabalho em equipe favoreceu a criação de um ambiente mais cooperativo e receptivo.
Vygotsky (1991) sustenta que o desenvolvimento acontece por meio das interações sociais e que, no ambiente escolar, esse processo é particularmente fértil para estabelecer e reforçar conexões e aprendizagens. Nesse contexto, técnicas de ensino que priorizam a comunicação e a interação beneficiam tanto o aprendizado cognitivo quanto o crescimento socioemocional dos alunos.
4.4 Tempo de permanência e ligação com a escola
Um dos resultados mais significativos foi o reforço da conexão dos alunos com a escola, o que se traduziu em uma melhoria na frequência e em um maior engajamento nas atividades. Os dados sugerem que os estudantes começaram a valorizar mais a escola como um local para desenvolver projetos de futuro, o que tem um impacto direto na sua permanência na instituição.
Esse resultado corrobora estudos como o de Kingston et al. (2010), que indicam que ações focadas no desenvolvimento socioemocional e no planejamento de vida contribuem para a permanência e o sucesso acadêmico. Além disso, de acordo com Bacich e Moran (2018), a personalização do aprendizado e a ligação com a realidade do aluno são fundamentais para mantê-lo envolvido.
4.5 Resultados detalhados
De modo geral, os resultados mostram que a execução de tarefas relacionadas ao projeto de vida na turma do Programa Sucesso Escolar contribuiu significativamente para a motivação, o envolvimento e a retenção dos estudantes. O ensino se torna mais significativo e poderoso quando o conteúdo escolar está relacionado à realidade dos alunos.
Contudo, é essencial que essas iniciativas prossigam e sejam ajustadas para outros contextos educacionais, levando em conta as particularidades de cada um. O estudo enfatiza a relevância de abordagens pedagógicas que vejam o aluno de forma integral, unindo as dimensões cognitivas e socioemocionais.
Os resultados demonstram que o projeto de vida é uma abordagem pedagógica eficiente, particularmente em situações de vulnerabilidade educacional. Essa estratégia ajuda a criar trajetórias escolares mais relevantes e a fortalecer a conexão dos estudantes com a escola.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atividades relacionadas ao projeto de vida funcionam como um poderoso motor para motivar, engajar e manter os alunos no Ensino Fundamental II, especialmente nas turmas do Programa Sucesso Escolar, que lidam com a distorção idade-série. De acordo com a pesquisa, a prática educativa direcionada ao autoconhecimento, à definição de objetivos e à elaboração de expectativas futuras torna mais forte o vínculo dos estudantes com a escola e amplia o sentido do aprender.
Os objetivos foram atingidos, uma vez que ficou claro que o projeto de vida provoca mudanças significativas no comportamento, na participação e na postura dos alunos em relação às atividades escolares. Nota-se uma maior autonomia, reflexão, decisão e protagonismo dos jovens, além de relações interpessoais mais respeitosas e colaborativas, que favorecem um ambiente escolar positivo.
A pesquisa demonstra que a conexão entre o conteúdo escolar e as experiências dos alunos é fundamental para a construção de trajetórias escolares mais relevantes, especialmente em situações de vulnerabilidade educacional. O projeto de vida conecta a escola ao ambiente externo, possibilitando que os jovens reavaliem o conhecimento e expandam suas perspectivas sobre o futuro acadêmico e pessoal.
Teoricamente, o estudo contribui para entender o projeto de vida como uma proposta educativa que integra múltiplas dimensões no processo de aprendizagem, sem perder a harmonia entre razão e emoção. Quanto à prática, o autor é a favor da intervenção do professor, ou seja, da intencionalidade e do cuidado nas intervenções, que devem ser contextualizadas e centradas no aluno, principalmente em turmas com histórico de distorção idade-série.
Isso limita a possibilidade de generalizar os resultados para outras situações, já que apenas uma turma foi estudada e em um contexto particular. É de se imaginar que futuros estudos consigam expandir o escopo da pesquisa, englobando diferentes realidades no ambiente escolar e empregando várias abordagens metodológicas, como análises quantitativas e comparativas, que possam enriquecer os métodos qualitativos que foram aplicados aqui. Também seria válido conduzir uma pesquisa longitudinal sobre as consequências do projeto de vida para que se possa entender, ao longo do tempo, de que forma isso influencia a jornada escolar dos estudantes.
REFERÊNCIAS
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BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
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CARVALHO, Maria do Carmo Brant et al. Juventude e políticas públicas no Brasil. Brasília: UNESCO, 2010.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
KINGSTON, Paul W. et al. Why education matters. Sociology of Education, v. 83, n. 3, 2010.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2004.
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MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
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Discente, Cristian Business School. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-6422-3030;Mestra em Ciências das Religiões pela Faculdade Unida de Vitória-FUV/ES; E-mail: roselene.souza@educador.edu.es.gov.br ↑
Orcid: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874; Titulação: Ph.D.Doutora em Ciências da Educação, professora orientadora da Christian Business School-CBS, E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com. ↑

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