Resumo
A ocupação informal prolongada de imóveis rurais por herdeiros constitui uma realidade recorrente em processos de inventário, gerando conflitos entre a posse fática e a formalização jurídica da partilha. A presença de benfeitorias individuais e a necessidade de garantir acessos e áreas de uso comum ampliam a complexidade da avaliação e da divisão patrimonial. Este estudo analisa, sob a ótica da perícia judicial, a sequência metodológica adequada para a partilha — avaliar para dividir ou dividir para avaliar —, bem como os desafios técnicos associados à avaliação setorizada e à organização de áreas comuns. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica e práticas consolidadas da engenharia de avaliações. Os resultados demonstram que a avaliação prévia do imóvel, aliada à consideração de elementos de uso comum e à eventual estruturação condominial, é essencial para garantir equidade, funcionalidade e segurança jurídica. Conclui-se que a divisão baseada em equivalência patrimonial, com tratamento técnico das benfeitorias e planejamento de acessos, representa a abordagem mais adequada.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14653: Avaliação de Bens. Rio de Janeiro: ABNT.
IBAPE. Normas para Avaliação de Imóveis Rurais.
DANTAS, R. Engenharia de Avaliações: Teoria e Prática.
FIKER, J. Avaliação de Imóveis Rurais.

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