Risco cardiovascular residual: desafios atuais na prevenção de eventos cardiovasculares na prática clínica
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Palavras-chave

Fatores de risco
Risco cardiovascular residual
Saúde cardiovascular

Como Citar

Rodrigues, A. B. B., Pires, K. C. N., Carvalho, L. G. de, Almeida, V. A. de, Silva, V. L. N. G. da, & Tourinho, L. de O. S. (2026). Risco cardiovascular residual: desafios atuais na prevenção de eventos cardiovasculares na prática clínica. Revista Ft, 30(157), 01-14. https://doi.org/10.69849/t05pny92

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortalidade no mundo, mesmo diante dos avanços no tratamento e no controle dos fatores de risco tradicionais, como hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus. Nesse contexto, surge o conceito de risco cardiovascular residual, que se refere à persistência do risco de eventos cardiovasculares mesmo após a adoção de terapias consideradas adequadas para o controle desses fatores. Esse fenômeno evidencia que outros mecanismos, como processos inflamatórios, alterações metabólicas, fatores genéticos e estilo de vida inadequado, também contribuem para a ocorrência de eventos cardiovasculares, tornando a prevenção um desafio contínuo na prática clínica. Objetivos: Analisar os principais aspectos relacionados ao risco cardiovascular residual e discutir os desafios atuais na prevenção de eventos cardiovasculares na prática clínica. Ademais, busca-se identificar os fatores associados à persistência do risco cardiovascular, discutir as limitações das estratégias terapêuticas convencionais e apresentar possíveis abordagens complementares para a redução desse risco. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada com o objetivo de reunir e analisar evidências científicas acerca do risco cardiovascular residual e das estratégias de prevenção de eventos cardiovasculares. A busca foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram utilizados descritores provenientes dos vocabulários MeSH e DeCS, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, que abordassem a temática proposta. Resultados e discussão: Os estudos analisados demonstraram que, mesmo com o controle adequado de fatores de risco tradicionais, muitos pacientes continuam apresentando probabilidade significativa de desenvolver eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Os fatores como inflamação persistente, hipertrigliceridemia, resistência à insulina, obesidade e hábitos de vida inadequados contribuem para a manutenção do risco residual. Além disso, pesquisas recentes destacam a importância da identificação de novos marcadores de risco e do desenvolvimento de terapias complementares que possam atuar de forma mais ampla na prevenção cardiovascular. Conclusão: Conclui-se que o risco cardiovascular residual representa um importante desafio para a prática clínica, pois evidencia que o controle dos fatores de risco tradicionais, embora essencial, nem sempre é suficiente para prevenir eventos cardiovasculares. Dessa forma, torna-se fundamental ampliar as estratégias de prevenção, considerando abordagens terapêuticas mais abrangentes e individualizadas, com foco na redução efetiva do risco cardiovascular e na promoção da saúde.

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