Resumo
Introdução. O uso de psicoestimulantes para melhorar o desempenho acadêmico entre estudantes de medicina tem se tornado um fenômeno crescente, representando um desafio para a saúde pública e para a formação acadêmica. Essa prática está relacionada a múltiplos determinantes, incluindo pressão por altas notas, carga intensa de estudos, disponibilidade de medicamentos e aspectos psicossociais, o que evidencia a necessidade de compreender sua prevalência, riscos e motivações. Objetivos. Identificar a frequência do uso de psicoestimulantes para fins acadêmicos entre estudantes de medicina e analisar os principais fatores associados a essa prática, incluindo motivações, fontes de obtenção e possíveis consequências para a saúde. Justificativa. O estudo justifica-se pela crescente utilização de psicoestimulantes nesse grupo populacional e pelos potenciais efeitos adversos à saúde física e mental, além das implicações éticas e acadêmicas. Metodologia. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura em bases de dados científicas, incluindo PubMed e SciELO, contemplando artigos publicados entre 2018 e 2025. Os descritores utilizados foram relacionados a “psicoestimulantes”, “desempenho acadêmico”, “uso recreativo”, “estudantes de medicina” e “prevalência”. Foram selecionados estudos que apresentassem dados epidemiológicos, motivacionais e análises dos determinantes do uso desses medicamentos. Resultados e discussão. Os achados indicam que a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes de medicina varia conforme país, ano de estudo e contexto acadêmico. As motivações frequentes incluem aumento da concentração, melhora da memória, prolongamento do tempo de estudo e pressão por desempenho. A disponibilidade de medicamentos prescritos, a influência de colegas e a percepção de baixo risco são fatores que contribuem para essa prática. Além disso, efeitos adversos como insônia, ansiedade, dependência e prejuízo cardiovascular foram relatados, evidenciando riscos importantes. Conclusão. Conclui-se que o uso de psicoestimulantes entre estudantes de medicina é multifatorial e apresenta implicações significativas para a saúde e para o contexto acadêmico. Estratégias integradas de prevenção, educação sobre riscos e suporte psicológico são essenciais para reduzir essa prática e promover hábitos de estudo mais saudáveis.
Referências
ALVARENGA, J.V et al. O uso de psicoestimulantes entre estudantes de uma faculdade de medicina: prevalência e fatores associados. REVISTA FOCO, v. 16, n. 9, p. e3118-e3118, 2023.
CHAGAS, R.F et al. A prevalência do uso de lisdexanfetamina entre universitários do curso de medicina de uma Universidade no Sul do Tocantins. Observatório de la economía latinoamericana, v. 23, n. 1, p. e8844-e8844, 2025.
FELIZARDO, P.R et al. Prevalência do uso de psicoestimulantes entre acadêmicos de medicina de uma universidade do extremo sul catarinense. Inova Saúde, v. 15, n. 5, p. 149-162, 2025.
FERNANDES, N.P et al. Automedicação de psicoestimulantes por estudantes de medicina e o impacto a longo prazo. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e6964-e6964, 2024.
LOPES, J.A et al. Metilfenidato e Venvanse: o impacto na qualidade de vida dos estudantes de Medicina. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 8, p. 1891-1906, 2024.
LUIZ, C.A et al. Uso de substâncias psicoestimulantes como potencializadores cognitivos por estudantes da área da saúde. Observatorio de la Economía Latinoamericana, v. 23, n. 4, p. 32, 2025.
MOREIRA, S.C et al. O uso do cloridrato de metilfenidato e seus fatores influenciadores na vida de jovens estudantes do curso de Medicina. Research, Society and Development, v. 11, n. 7, p. e9911729715-e9911729715, 2022.
NASÁRIO, B.R et al. Uso não prescrito de metilfenidato e desempenho acadêmico de estudantes de medicina. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 42, p. e235853, 2022.
OLIVEIRA, F.S et al. Consumo de psicoestimulantes por estudantes de medicina em um centro universitário privado. Rev. Cient. Esc. Estadual Saúde Pública de Goiás Cândido Santiago, 2023.
RAMOS, M.F et al. Percepções de estudantes de medicina sobre os efeitos colaterais do uso de psicoestimulantes sintéticos em uma instituição de ensino do nordeste brasileiro. 2025.
SILVA, S.S Consequências do uso indiscriminado de psicoestimulantes por estudantes de medicina. REVISTA VIXSCIENCE, p. 50.2025
SILVA, S.I.A et al. Consumo de psicoestimulantes por acadêmicos de medicina em uma faculdade do centro sul baiano. REVISTA DELOS, v. 17, n. 62, p. e3021-e3021, 2024.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Paola Moro Passos, Saandra Dias de Oliveira, Bárbara Luiza Oliveira da Silva (Autor)