Resumo
As bebidas energéticas (BEs), comercializadas com a promessa de elevar o estado de alerta e o desempenho físico, tornaram-se onipresentes entre jovens universitários, especialmente em contextos de alta demanda acadêmica. No entanto, o consumo frequente e muitas vezes excessivo dessas substâncias está associado a riscos significativos à saúde física e mental, incluindo arritmias cardíacas, distúrbios do sono e ansiedade. O objetivo deste trabalho foi investigar o nível de conhecimento dos jovens universitários acerca desses riscos e os padrões de consumo observados. Tratou-se de uma revisão sistemática baseada na análise de artigos científicos e relatórios de pesquisa publicados entre 2008 e 2026. Os resultados demonstram que, embora muitos estudantes reconheçam genericamente que o excesso é maléfico, há um desconhecimento profundo sobre as consequências fisiológicas específicas e os riscos da associação com o álcool. Conclui-se que o marketing agressivo e a pressão por produtividade favorecem o consumo desinformado, sendo urgente a implementação de estratégias educativas nos campi universitários (MACHADO et al., 2024).
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