Infecção de sítio cirúrgico: fatores de risco e medidas preventivas
DOI:
https://doi.org/10.69849/rn6nq883Palavras-chave:
Sítio cirúrgico, Fatores de risco, Controle de infecçãoResumo
Introdução: A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais frequentes associadas aos procedimentos cirúrgicos, configurando um importante problema de saúde pública devido ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação e dos custos hospitalares. Apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas e nas medidas de controle de infecção, sua ocorrência ainda é significativa, especialmente em pacientes com fatores de risco clínicos e em procedimentos de maior complexidade. Objetivos: O estudo tem como objetivo geral analisar os principais fatores de risco associados à ocorrência da infecção de sítio cirúrgico e discutir estratégias preventivas eficazes. Como objetivos específicos, busca identificar fatores relacionados ao paciente e ao procedimento cirúrgico, bem como descrever medidas de prevenção baseadas em evidências científicas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed e SciELO, contemplando estudos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês. A busca foi conduzida por meio de descritores padronizados e operadores booleanos, sendo incluídos artigos originais que abordassem fatores de risco e medidas preventivas relacionadas à ISC. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 10 estudos para análise. Resultados e discussão: Os resultados evidenciaram que os principais fatores de risco incluem idade avançada, diabetes mellitus, obesidade, imunossupressão, tempo cirúrgico prolongado, uso de dispositivos invasivos e falhas na antibioticoprofilaxia e assepsia. A análise dos estudos demonstrou que medidas como controle glicêmico, padronização da antibioticoprofilaxia, capacitação da equipe de saúde, monitoramento de pacientes de alto risco e rigor nas técnicas assépticas são fundamentais para a redução da incidência de ISC e melhoria dos desfechos clínicos. Conclusão: Conclui-se que a identificação dos fatores de risco e a implementação de estratégias preventivas eficazes são essenciais para reduzir a incidência de infecção de sítio cirúrgico e promover maior segurança ao paciente. Destaca-se ainda a importância da educação continuada da equipe, da padronização de protocolos assistenciais e do desenvolvimento de novas pesquisas voltadas à prevenção dessas infecções.
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