Uma década de atuação da Patrulha Maria da Penha na Polícia Militar do Pará: avanços, desafios e perspectivas
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Palavras-chave

Mulher
Policia Militar do Pará
Violência

Como Citar

Brasil, V. V., Lages, K. N., Picanço, R. C., & Sousa, I. S. (2026). Uma década de atuação da Patrulha Maria da Penha na Polícia Militar do Pará: avanços, desafios e perspectivas. Revista Ft, 30(158), 01-18. https://doi.org/10.69849/v4nqhz42

Resumo

A violência contra a mulher caracteriza-se figurando dentre as mais relevantes e profundas em relação ao descumprimento dos direitos fundamentais em nosso país, atravessando camadas de natureza sociais, culturais e institucionais que transpõem o cenário dos vínculos familiares. O objetivo deste estudo foi analisar os 10 anos de efetivo trabalho da Patrulha Maria da Penha no contexto da PMPA, considerando avanços, potencialidade e fragilidades no combate à violência doméstica contra a mulher e como metodologia trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, fundamentado na pesquisa bibliográfica, como resultados apontou-se:  a Patrulha Maria da Penha da PMPA é um mecanismo fundamental para a proteção das mulheres, ajudando no acompanhamento das medidas protetivas, na prevenção da reincidência da violência e no fortalecimento da rede de apoio. No entanto, ainda existem desafios estruturais, como limitações logísticas, falta de pessoal adequado e dificuldades de acesso em regiões remotas da Amazônia. Também ficou claro a necessidade de maior coordenação entre os órgãos da rede de proteção e investimentos constantes em capacitação e infraestrutura. Pode-se afirmar que a Patrulha Maria da Penha representa um avanço considerável no enfrentamento da violência doméstica no Pará, reforçando a segurança e a proteção das mulheres em situação vulnerável. Contudo, sua eficácia está atrelada à ampliação de recursos, à interiorização das iniciativas e ao fortalecimento de políticas públicas integradas. Dessa forma, a luta contra a violência de gênero requer uma ação contínua, abrangente e colaborativa entre diversas instituições sociais e governamentais.

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