A subnotificação das influenza A e B e suas consequências para a vigilância epidemiológica em Teresina (PI) após a COVID-19 (2019–2025)
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Palavras-chave

vírus influenza humano
subnotificação
vigilância epidemiológica
COVID-19
informações em saúde

Como Citar

Fontoura, A., Araújo, L., & Rodrigues, J. (2026). A subnotificação das influenza A e B e suas consequências para a vigilância epidemiológica em Teresina (PI) após a COVID-19 (2019–2025). Revista Ft, 30(158), 01-12. https://doi.org/10.69849/n1fcwt89

Resumo

Entre as infecções respiratórias, a influenza destaca-se por sua rápida disseminação e pelo impacto desproporcional que causa em grupos vulneráveis. Falhas na vigilância desse agravo já existiam no Brasil antes do surgimento da COVID-19. Em Teresina (PI), os efeitos tornaram-se evidentes nos surtos de 2021 e 2022. O subtipo A(H1N1)pdm09 foi determinante para os casos graves, principalmente em razão da subnotificação dos casos de influenza A e B, o que comprometeu a vigilância epidemiológica de 2019 a 2025. Para a realização deste estudo, adotou-se um delineamento de revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e caráter exploratório-descritivo, complementado pela consulta a dados secundários de domínio público obtidos pela internet, provenientes do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), OpenDataSUS/SIVEP-Gripe, DATASUS, SESAPI, FMS de Teresina e dos Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde. No que diz respeito às notificações, a média em Teresina foi de 64,2 casos por 100.000 habitantes, abaixo dos 84,7 do Piauí e da média de 98,3 da região Nordeste. Em 2020, estimou-se que 76,8% dos casos efetivos não foram registrados, com a subnotificação superando 30% até 2024–2025. O sistema de monitoramento municipal ainda não se recuperou totalmente das interrupções causadas pela pandemia, o que compromete a detecção de surtos e o planejamento vacinal

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