Palavras-chave
Pavimentos Flexíveis
Segurança Viária
Manutenção Preventiva
Infraestrutura Urbana
Resumo
A presente pesquisa investiga a fundo a correlação entre as patologias observadas nas estruturas viárias e a eficiência real do transporte urbano no país, partindo da premissa de que a integridade do pavimento flexível é o pilar central da mobilidade socioeconômica. O trabalho situa a evolução histórica das estradas e a classificação funcional das vias para demonstrar que a infraestrutura moderna não pode ser vista apenas como um caminho, mas como uma estrutura complexa que deve suportar cargas dinâmicas variáveis e o rigor do clima. O objetivo central deste estudo é analisar de que maneira as deteriorações estruturais e funcionais pesam sobre a segurança viária, a fluidez do tráfego e o próprio desempenho logístico nacional. A abordagem adotada é qualitativa, sustentada por uma revisão bibliográfica criteriosa de obras publicadas entre 2005 e 2024, além de uma análise documental rigorosa baseada nas normas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e nos relatórios de campo da Pesquisa CNT de Rodovias. No referencial teórico, examina-se detalhadamente a função de cada camada constituinte do pavimento — do revestimento asfáltico ao reforço do subleito — bem como a responsabilidade institucional de órgãos como a ANTT e o Ministério dos Transportes. Os resultados indicam que os defeitos mais comuns, como as trincas por fadiga, consequentemente as "panelas" e afundamentos plásticos, não são meras fatalidades, mas derivam, em grande parte, de falhas durante a execução, escolha de insumos de baixa qualidade, drenagem deficiente e tráfego acima do limite de projeto. A discussão dos dados revela que uma via degradada impõe um custo invisível, mas altíssimo: reduz a velocidade operacional, eleva o consumo de combustível e acelera o desgaste de componentes veiculares. Do ponto de vista financeiro, prova-se que a cultura do reparo corretivo emergencial — o conhecido "tapa-buraco" — chega a ser quatro vezes mais cara do que uma manutenção preventiva bem planejada. Além do impacto econômico, ressalta-se o risco constante à vida dos usuários e a queda drástica no conforto do transporte coletivo. Como caminhos para a mitigação desses problemas, a pesquisa propõe o fortalecimento da gestão de pavimentos, maior rigor técnico na compactação do solo e a adoção de tecnologias de ponta, como o Ground Penetrating Radar (GPR). Conclui-se, portanto, que a durabilidade viária é essencial para a competitividade do país, exigindo que a gestão pública abandone soluções paliativas em favor de políticas de conservação contínua e planejamento técnico de longo prazo.
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