Contabilidade gerencial como ferramenta no planejamento e controle econômicos e financeiros nas organizações para a tomada de decisão.
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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RESUMO

Este estudo teve como objetivo compreender como as ferramentas da contabilidade gerencial influenciam no processo do planejamento e controle econômicos e financeiros nas organizações. Este trabalho é uma revisão de literatura, teve embasamento de cunho teórico. A metodologia adotada foi de caráter descritivo , de cunho teórico, baseada em pesquisas bibliográficas com levantamento em livros, sites, monografias e artigos, pesquisas científicas publicados meios eletrônicos em SCIELO (A Scientific Electronic Library Online), Revistas online: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES- USP, FGV, PPGEA/FURG. Para maiores orientações buscou na literatura as publicações dos últimos 12 anos. Foi possível concluir dizendo que, os objetivos iniciais desta pesquisa foram atingidos. Podendo responder a problemática do estudo que foi: De que forma a contabilidade gerencial pode ser uma ferramenta para o controle econômico e financeiro nas organizações? Sendo que a contabilidade gerencial é ferramenta que influencia positivamente a tomada de decisão em uma organização, e se solidifica após a prática permanente, gerando aprendizado e resultando em eficácia e eficiência dos controles informacionais, econômicos e financeiros nas organizações.

Palavras-chave: Contabilidade. Ferramentas contábil. Controle econômicos.

ABSTRACT

This study aimed to understand how management accounting tools influence the process of planning and economic and financial control in associations. This work is a literature review, with a theoretical basis. The methodology adopted was of a descriptive character, of a theoretical nature, based on bibliographic research with surveys in books, websites, monographs and articles, scientific research of electronic in SCIELO, Online magazines: Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel - CAPES- USP, FGV, PPGEA / FURG. For further guidance, she searched the literature for publications from the last 12 years. It was possible to state that the initial objectives of this research were achieved. Being able to answer the problem of the study that was: How can management accounting be a tool for economic and financial control in associations? Since management accounting is a tool that positively influences decision-making in an organization, and solidifies after permanent practice, generating learning and results in the effectiveness and efficiency of informational, economic and financial controls in associations.

Keywords: Accounting. Accounting tools. Economic controls.

INTRODUÇÃO

As organizações vivem em ambiente globalizado e competitivo. Sendo assim buscam consolidar formas concretas de estimular as atividades financeiras, e a contabilidade é uma ferramenta importante para o sucesso econômico de uma organização. Tanto o cenário nacional e internacional exige que as empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, tenham habilidades e esforços, no sentido de promover o crescimento harmônico e a interação efetiva da organização.

As empresas vêm buscando novas formas de aperfeiçoar o desempenho organizacional, tendo em vista a ineficácia de várias metodologias e ferramentas destinadas à área administrativa e financeira, torna-se necessária a busca de novas abordagens que possibilitem a obtenção de vantagens competitivas frente à concorrência.

Para alcançar o sucesso em meio a tanta competitividade, as empresas precisam estar em constante aprimoramento de sua gestão e estratégias gerenciais, planejando e antecipando as decisões, aperfeiçoando a qualidade do processo
decisório.

Independentemente do modelo de uma estrutura organizacional escolhida pela empresa, se faz necessário ter um planejamento e controle orçamentário para que auxilie a estratégia e técnicas por meio de análise do ambiente de uma organização tendo a consciência dos pontos fortes e fracos para cumprir os objetivos e metas traçadas pela empresa.

A contabilidade é uma ferramenta que visa estabelecer objetivos e parâmetros para a criação de programas de atuação que irão direcionar as lideranças da entidade nas tomadas de decisões. Suas ferramentas interferem nas tomadas de decisão dentro das organizações, pois contribui com informações tornando as organizações mais competitivas.

Nesse contexto vale ressaltar que o planejamento e controle econômicos e financeiros requer uma ampla discussão de todos os níveis hierárquicos de uma empresa de forma a gerar integração e comprometimento por parte dos colaboradores, uma vez que todos se envolvem diretamente com os resultados planejados diretamente ligado aos custos operacionais.

Delimitação do tema, estará focado entre a teoria e o discurso da contabilidade gerencial. O tema foi escolhido por estar em evidência no meio empresarial e acadêmico. O sucesso de uma organização depende do planejamento e o controle e uma boa gestão, é essencial que haja planejamento das ações, e controle de seus resultados, sendo um dos enfoques mais importantes utilizados para facilitar a execução eficaz do processo de administração, possibilitando manipular e controlar as variáveis relevantes à vida da empresa.

Problemas e hipóteses, as empresas vêm buscando novas formas de aperfeiçoar o desempenho organizacional, tendo em vista a ineficácia de várias metodologias e ferramentas destinadas à área administrativa e financeira, torna-se necessária a busca de novas abordagens que possibilitem a obtenção de vantagens competitivas frente à concorrência. Diante do exposto questiona-se. De que forma a contabilidade gerencial pode ser uma ferramenta para o controle econômico e financeiro nas organizações?

Justifica-se esta pesquisa por meio da revisão de literatura, verificar os diferentes conceitos da contabilidade. Haja vista, que o tema está em evidência no meio empresarial e acadêmico, pois as organizações estão em constantes modificações, e buscam maior controle do negócio, para que se obtenha dados e informações precisas. Sendo assim poder contribuir para a sociedade a importância da contabilidade gerencial para as organizações.

O objetivo geral desta pesquisa foi de estudar a contabilidade gerencial no processo do planejamento e controle econômico e financeiro nas organizações. Tendo como objetivos específicos de: Fazer uma revisão conceitual acerca da contabilidade. Caracterizar a contabilidade gerencial, destacando as principais ferramentas aplicáveis nas organizações. Compreender a influência da contabilidade na tomada de decisão nas organizações.

Este trabalho é uma revisão de literatura. Teve embasamento de cunho teórico em livros, sites, monografias e artigos. A metodologia no presente trabalho foi baseada em pesquisas bibliográficas de caráter descritivo.

1 CONTABILIDADE

A contabilidade é uma ferramenta que visa estabelecer objetivos e parâmetros para a criação de programas de atuação que irão direcionar as lideranças da entidade nas tomadas de decisões econômicas e financeiras.

1.1 Contabilidade e conceitos correlatos

A contabilidade é um instrumento que fornece diversas informações úteis para tomada de decisão, dentro e fora das empresas. Por meio da contabilidade é possível conhecer toda a estrutura econômica e financeira das entidades. Utilizando de registros a contabilidade acumula e resume dados relacionados com o patrimônio das empresas, tornando mais fácil sua interpretação (Cruz, 2011).

Compreende-se que a contabilidade é um processo gerencial que visa estabelecer objetivos e parâmetros para a criação de programas de atuação que irão direcionar a área financeira das organizações.

Por meio da contabilidade o administrador de uma empresa gerencia os recursos disponíveis, obtém informações úteis ao planejamento de suas atividades, é possível apurar o lucro ou prejuízo, controlar e reduzir despesas, aumentar receitas e prevenir e identificar erros e fraudes (Viceconti; Neves, 2017).

Em síntese, por meio da contabilidade é possível ter o controle e o conhecimento detalhado do estado em que se encontra um patrimônio e acompanhar sua evolução financeira e econômica da empresa.

De acordo com Conselho Federal de Contabilidade (CFC) a contabilidade consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais (Cruz, 2011).

Entende-se que as informações fornecidas pelos usuários da contabilidade, em especial a gerencial, estão cada vez mais presentes, possibilitando aos tomadores de decisão mecanismos eficazes para melhor dirigir os negócios.

A contabilidade torna-se uma atividade vital para qualquer organização. Sua importância ultrapassa a fronteira dos negócios com fins lucrativos, abarcando, inclusive, organizações sem fins lucrativos e pessoas físicas. Pois a economia é a relação de troca e o controle efetivo de recursos só pode ser atingido quando se pratica a filosofia contábil que oferece as ferramentas necessárias para o alcance da efetividade (Padoveze, 2010).

Para melhor compreensão a Figura 1 demonstra o diagrama da contabilidade desenvolvida para identificar a melhor forma de entender o ambiente e alternativa para os tomadores de decisão no processo contábil:

Figura 1- Diagrama da contabilidade

Fonte: Viceconti e Neves (2017)

O diagrama proporciona a nitidez das informações, condiciona ao controle efetivo de todo tipo de transação da empresa, seja uma venda ou uma aquisição, é imprescindível a transparência da administração dos recursos e a prestação de contas.

Para Viceconti e Neves (2017) a contabilidade como uma ciência que desenvolveu uma metodologia própria com a finalidade de: Controlar o patrimônio das aziendas; b) Apurar o rédito(resultado) das atividades das aziendas; c) Prestar informações às pessoas que tenham interesse na avaliação da situação patrimonial e do desempenho dessas entidades.

Azienda é uma palavra italiana que significa “fazenda”, e etimologicamente “coisa a fazer”, em geral, negócios, ocupações, afazeres: complexo de obrigações, bens materiais e direitos que constituem um patrimônio, representado em valores ou como objeto de apreciação econômica, considerando juntamente com a pessoa Física ou jurídica que tem sobre ele poderes de administração e disponibilidade. Seu conceito reúne o patrimônio e a pessoa que o administra (Viceconti; Neves, 2017).

É possível compreender que, a contabilidade, além de ciência social, é a técnica de registrar, interpretar, demonstrar e estudar todos os fatos que afetam o patrimônio das organizações, ou seja, seus bens, seus direitos e suas obrigações, fornecendo informações úteis para o processo decisório.

1.2 Evolução da contabilidade

A contabilidade evoluiu devido às tecnologias aplicadas em todos os sistemas contábeis. Com o advento da informatização e das comunicações muitas tarefas do escritório contábil foram automatizadas

A contabilidade evolui em termos de teoria, técnica e legislação. O surgimento de novas tecnologias para o ambiente contábil tem contribuído de sobremaneira para a evolução dessa ciência, reduzindo o tempo de trabalho para a execução de atividades (Marques, 2014).

Padronizando relatórios que auxiliam o processo decisório, principalmente como ferramenta de gestão, a contabilidade avança e facilita o planejamento financeiro econômico das entidades.

A contabilidade no Brasil evoluiu com a influência da escola italiana e compreende o período entre os anos de 1500 e 1964. O primeiro período é denominado na história de período colonial (que compreende o período entre a descoberta do Brasil e as Proclamação da Independência do Brasil,1500-1882) foi um período de poucos avanços para a contabilidade. outro evento marcou a contabilidade a exemplo da criação do Instituto Comercial do Rio de Janeiro em 1863 passou a oferecer a disciplina de Escrituração Mercantil visando preparar melhor os alunos para a prática dos registros contábeis (Sá, 2010).

Um fato marcante para a contabilidade ocorreu em 1905 com o reconhecimento oficial dos cursos de Guarda-Livros e de Perito-Contador. Com a criação do curso regular que tornou oficial a profissão de contador pelo Grêmio Guarda-livros de São Paulo (Sá, 2010).

No ano de 1902, o Brasil passava por grandes transformações de produção agrícola e o início do desenvolvimento industrial, bem como a Escola Prática de Comércio em 1902, que contava com o apoio de personalidades e instituições da escola italiana. Em 1931 foi regulamentada a profissão do contador (Iudicibus ,2009).

Nas últimas décadas, a forma de se fazer contabilidade teve um avanço significativo com a tecnologia da informação, pois, o que antes era executado manualmente foi substituído pelo método informatizado. Os escritórios de contabilidade passaram por constantes investimentos, tanto em termos de hardware como de software (Sá, 2010).

Com a informatização a contabilidade consolida formas concretas de estimar as atividades financeiras, pois as empresas estão em constantes modificações, e buscam maior controle do negócio, para que se obtenha dados e informações precisas em tempo hábil.

1.3 Objetivo da contabilidade

Qualquer que seja a decisão no campo de atuação do representante pela contabilidade, os dados contábeis gerenciais são o fundamento primordial para que a escolha seja a mais vantajosa para entidade é necessário compreender os objetivos.

A contabilidade tem por objetivo registrar, sistematizar e documentar os atos e fatos de natureza econômico-financeira que afetam uma organização (pública ou privada) no curso de sua existência, bem como os princípios e as técnicas necessárias ao controle, à exposição e a análise dos elementos patrimoniais e de suas modificações (Cruz, 2011).

Os objetivos da contabilidade precisam e devem ser no sentido geral do controle, de modo a atender às necessidades de um amplo número de usuários, não podendo dar preferência deliberada a nenhum deles, avaliando o caso de que os interesses deles nem sempre são iguais.

A contabilidade gerencial tem como objetivo constatar se o negócio apresenta lucro compatível com alternativas de investimentos ou não. Surge assim a necessidade de preparar um plano de contas simples e objetivo que indique o resultado do período, podendo englobar algumas despesas (sem necessidade de destacá-las individualmente) para apurar o lucro (IUDÍCIBUS, 2009)

De maneira geral, todo o relatório contábil é elaborado para que os administradores possam utilizar na tomada de decisão, no planejamento ou na avaliação de desempenho.

A contabilidade gerencial está voltada para o ambiente interno da empresa, fornecendo informações destinadas aos gerentes administradores e diretores, dando ênfase à necessidade da entidade e preocupando-se com a forma que os gestores irão interpretar os relatórios (Padoveze, 2010).

Os objetivos da contabilidade devem ser favoráveis, de alguma forma implícita ou explícita, naquilo que o usuário analisa como subsídios respeitáveis para seu processo decisório.

A contabilidade gerencial busca informações que beneficiam os gestores de empresas nas partes econômicas como o custo e a rentabilidade de seus produtos, serviços, clientes e atividades que são encontrados somente no sistema contábil gerencial, medindo a atuação econômica de integrações operacionais descentralizadas, que estão ligadas a estratégia da organização a sua efetivação por unidades operacionais separadas (Padoveze, 2010).

De acordo com Padoveze (2010) contabilidade gerencial é voltada para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, por meio de um adequado controle dos insumos efetuado por um sistema de informação gerencial.

Entende-se que a contabilidade tem como objetivo fornecer informações que permitam às empresas avaliar os efeitos de suas atividades econômicas com parâmetros e ferramentas para a tomada de decisão e planejamento financeiro.

2 CONTABILIDADE GERENCIAL

No capítulo anterior foi conceituado contabilidade, perpassando para a história e seus objetivos, para buscar o entendimento sobre contabilidade gerencial. A contabilidade gerencial pode ser caracterizada por várias técnicas e procedimentos contábeis.

2.1 Características da contabilidade gerencial

A contabilidade gerencial é caracterizada por sua importância nas atividades para qualquer tipo de organização, ultrapassando a fronteira dos negócios. Compreende a economia, a relação de troca e o controle efetivo de recursos financeiro e econômico das organizações.

Segundo Padoveze (2010) contabilidade gerencial é dividida em três áreas de atuação. Sendo áreas de:

  1. gerenciamento contábil, tem como objetivo compartilhar informações que sejam apresentadas de forma sintética, em grandes agregados, com a finalidade de controlar e planejar a empresa dentro de uma visão de conjunto;
  2. informações que suprem segmentos que a empresa definiu em termos de divisões ou linhas de produtos. São informações para canalizar os conceitos de contabilidade por responsabilidade onde esse segmento denomina-se gerenciamento contábil setorial;
  3. informações para gerenciar cada um dos produtos da companhia, de forma isolada. Denomina-se esse segmento da contabilidade gerencial de gerenciamento contábil específico. São informações que descem a um grau maior de detalhamento, em nível operacional.

A implantação de ferramentas contábeis auxilia na gestão organizacional e torna-se cada vez mais necessário se considerar um ambiente empresarial.

Para Padoveze (2010) o gerenciamento das três fases condiciona ao controle efetivo de todo tipo de transação no ambiente empresarial, por meio do gerenciamento contábil que o gestor pode acompanhar o desempenho da empresa, a partir de relatórios que servem para apuração adequada de informações relevantes, servindo como um excelente instrumento de gestão interna que explica, por exemplo o uso da ferramenta , como planejamento orçamentário e o fluxo de caixa podem se transformar em excelentes elementos de gestão e planejamento financeiro econômico.

2.2 Principais ferramentas da contabilidade gerencial

Considerando que as ferramentas contábeis e a informação podem colaborar para o desenvolvimento da organização, além de sanar problemas que poderiam acontecer internamente na empresa.  Proporciona ainda ao administrador uma maneira de melhorar as atividades da empresa, no nível operacional, gerencial, patrimonial e financeiro, de todas as operações feitas na entidade.

Segundo Viceconti e Neves (2017) as principais ferramentas da contabilidade gerencial são: Orçamento; Fluxo de Caixa; Planejamento Estratégico, Controle de Estoque, Controle de Contas a Pagar e a Receber.

2.2.1 Orçamento

O orçamento representa quantitativamente o planejamento orçamentário dentro de uma empresa onde reúne diversos objetivos na busca dos resultados, sendo que o ponto fundamental são os lucros.

Segundo Padoveze (2010) orçamento é uma ferramenta que auxilia no controle do processo operacional da empresa, sendo um plano de ação da empresa para o futuro. Por meio dele é possível direcionar os gestores para o resultado empresarial pretendido.

A previsibilidade orçamentária facilita para o gestor tomar decisões que alcançarão os objetivos da empresa, de forma a evitar problemas posteriores. O conceito de orçamento é um plano administrativo abrangendo todas as fases das operações para um período futuro definido. É a expressão formal das políticas, planos, objetivos e metas estabelecidas pela alta administração para a empresa como um todo.

Segundo Viceconti e Neves (2017) por meio do orçamento, as empresas repetem seus relatórios gerenciais e financeiros, porém os dados não são ocorridos, são apenas previstos.

Entende -se que a ferramenta orçamento está no desenvolvimento de uma cultura orçamentária, razão pela qual esse sistema de gestão deve ser totalmente integrado ao modelo de gestão adotado pela organização.

2.2.2 Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta básica para qualquer negócio, formalizado ou não, permite ao seu gestor começar a assumir o controle das finanças, é um instrumento que permite o gerenciamento financeiro da organização.

Segundo Assaf Neto (2017) o fluxo de caixa é um processo pelo qual a empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas várias atividades, onde permite avaliar as alternativas de investimentos e as razões que provocam as mudanças da situação financeira das empresas, as formas de aplicação do lucro gerado pelas operações e até mesmo os motivos das eventuais variações do capital de giro.

O fluxo de caixa é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento, o controle e a projeção dos negócios, pois permite avaliar o resultado financeiro atual e planejar lançamentos e investimentos futuros.

Para Padoveze (2010) o fluxo de caixa é uma importante ferramenta que necessita ser elaborada com eficiência para a maximização dos resultados econômicos, além de ser um importante documento contábil, pode contribuir de forma expressiva para a gestão financeira, pois grande parte dos fatos que ocorrem nas empresas envolve a movimentação de recursos financeiros.

Segundo Viceconti e Neves (2017) fluxo de caixa é uma estrutura flexível, onde as organizações inserem informações de movimentação financeira. Com as informações do fluxo de caixa, as empresas elaboraram a estrutura gerencial de resultados, a análise de sensibilidade, sendo possível calcular a rentabilidade, a lucratividade, o ponto de equilíbrio e o prazo de retorno do investimento.

As informações devem dar aos usuários uma base confiável às suas decisões, pelo entendimento da fase que a empresa passa, como o seu desempenho, desenvolvimento, oportunidades e risco.

Para Crepaldi (2007) as principais vantagens da ferramenta fluxo de caixa são: Ciclo financeiro por ter uma visão geral da situação das finanças; Menor necessidade de capital de giro; Desembolsos desnecessários sem disponibilidade financeira e consequentemente dívidas; Economia com empréstimos bancários pela análise imediata das demonstrações financeiras; Controle das movimentações financeiras: permite a visualização das obrigações assim, consegue saldá-las na data do vencimento e a previsão de quando é possível contrair novas despesas sem que isso comprometa a empresa.

É possível compreender que fluxo de caixa além de verificar a saúde financeira do negócio fornece uma resposta clara sobre as possibilidades de sucesso do investimento da empresa.

2.2.3 Planejamento estratégico

O planejamento estratégico perpassa pela elaboração de acordo com os objetivos da empresa, permite traçar metas divisionais da organização. Ressalta-se que a elaboração do planejamento estratégico contribui para a tomada de decisão.

O sucesso de uma organização depende planejamento e o controle e uma boa gestão, é essencial que haja planejamento das ações, e controle de seus resultados, sendo um dos enfoques mais importantes utilizados para facilitar a execução eficaz do processo de administração, possibilitando manipular e controlar as variáveis relevantes à vida da empresa (Padoveze, 2010).

O planejamento é um processo contínuo e sistemático de tomada de decisões, baseado no conhecimento possível do futuro contido e na relação entre a organização e o ambiente interno e externo. Para que isto ocorra é necessária à organização sistemática das atividades necessárias à execução dessas decisões, sendo necessário levar em conta os objetivos organizacionais e medindo-se o resultado alcançado em comparação às expectativas criadas, por meio de uma retroalimentação organizada. (KUPERCHMIT, 2014).

Entende-se que o planejamento estratégico, em que as decisões a serem tomadas principalmente no que tange os problemas externos da empresa, considerado ainda às linhas de produtos e serviços e aos mercados atendidos.

2.2.4 Controle de estoque

É fato que os estoques fazem parte de uma parcela expressiva dos ativos das empresas e são descritos nos relatórios contábeis como ativos circulantes que possibilitam o funcionamento produtivo e de vendas de uma empresa, e representam a maior parte dos investimentos significativos de uma organização.

O controle de estoques abrange as quantidades disponíveis em uma determinada localização dentro do estoque da empresa e acompanha suas variações ao longo do tempo (Ching, 2010).

O controle de estoque influencia diretamente nos custos de rentabilidade da empresa, pois os estoques absorvem o capital que poderia ser investido em outras áreas, desviam fundos de outros usos potenciais e têm o mesmo custo de capital que qualquer outro projeto de investimento da empresa (NOGUEIRA,2012).

O controle de estoque deve estabelecer seus níveis e sua localização, além de considerar os custos para manter e realizar novas compras de produtos, para não ocorrer conflitos dos custos.

O estoque é a quantidade de bens físicos que são mantidos à espera da venda (ou da produção), por um determinado tempo. São considerados como bens em estoques, as matérias primas, os produtos semiacabados, os produtos acabados e as mercadorias compradas de terceiros (Tófoli, 2012).

Ressalta-se que os estoques são os materiais que não são utilizados em determinado momento, mas que existem em função de futuras necessidades. Todavia deve ser controlado para fins contábeis.

2.2.5 Controle de Contas a Pagar e a Receber

Controle de contas a pagar e a receber compreende às demonstrações financeiras, tais como os boletins de caixa e folha de pagamentos, e os controles administrativos, são ainda as obrigações financeiras das organizações.

Para Crepaldi (2007) os controles contábeis compreendem a separação de funções, criação independência entre as funções de execução operacional, custódia dos bens patrimoniais e sua contabilização; sistema de autorização que controla as operações através de métodos de aprovações, de acordo com as responsabilidades e riscos envolvidos; sistema de registro estrutura formal de contas.

Entende-se que o planejamento de contas facilita o registro e preparação das demonstrações contábeis, compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos utilizados para proteger patrimônio e a propriedade dos itens que compõem a organização.

Segundo Sá (2010) contas a receber é a mais importantes dentro da empresa, pois envolvem as entradas de valores referentes às vendas , as origens de recebíveis comerciais resultam de: Vendas a prazo, onde a empresa entrega a mercadoria, recebendo um cheque pré-datado ou emitindo um carnê de cobrança ao cliente; Não recebimento de vendas à vista, por meio de cheques sem fundos recebidos em vendas à vista; e Adiantamento a fornecedores, valores pagos adiantados aos fornecedores para entrega de bens futuros.

O controle de conta a receber trata de todo o dinheiro que entra na empresa relacionado às vendas, restituições, estornos, financiamento, investimentos e arca com as suas obrigações financeiras.

Segundo Iudícibus (2009) contas a receber de clientes estão diretamente relacionadas com as receitas da empresa, devendo ser contabilmente reconhecidas somente por mercadorias vendidas ou por serviços executados até a data do balanço, de acordo com o princípio de realização da receita.

É necessário realizar o controle de contas a receber e a pagar para que outras diversas tarefas financeiras possam ser realizadas, pois elas dependem das informações adquiridas para administrar outras atividades financeiras necessárias para o desenvolvimento da sua empresa.

3 IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL

O sucesso de uma organização depende planejamento, controle e uma boa gestão, é essencial que haja planejamento das ações, e controle de seus resultados, sendo um dos enfoques mais importantes utilizados para facilitar a execução eficaz do processo de administração, possibilitando manipular e controlar as variáveis relevantes à vida da empresa no processo da tomada de decisão.

3.1 Processo instrumental para a tomada de decisão

A contabilidade gerencial não tem por objetivo apontar somente a situação financeira e econômica da empresa, ela vem apresentando informações que servem como suporte para auxiliar os gestores e administradores no processo de gerenciamento de diversas áreas de uma organização para a tomada de decisão.

A contabilidade torna-se uma atividade vital para qualquer tipo de organização. Sua importância ultrapassa a fronteira dos negócios com fins lucrativos, abarcando, inclusive, organizações sem fins lucrativos e pessoas físicas. Pois a economia é a relação de troca e o controle efetivo de recursos só pode ser atingido quando se pratica a filosofia contábil que oferece as ferramentas necessárias para o alcance da efetividade (Padoveze, 2010).

Entende-se que a informação contábil, é um recurso efetivo para as organizações e deve ser planejada, disponibilizada com qualidade e antecipada para facilitar as tomadas de decisões.

Segundo Marion (2011) a tomada de decisão tem foco focada na busca pela melhor alternativa a se tomar mediante um problema, para isso, é necessário o acesso a um sistema informacional, que mensure da maneira mais eficaz o impacto de cada decisão frente a várias alternativas.

3.2 Propósitos da informação gerencial contábil

Com a informação contábil é possível o gestor reconhecer suas limitações, dispõe de um poderoso instrumento de trabalho que lhe permite tomar decisões visando o futuro com maior segurança, bem como conhecendo a situação atual e o grau de acerto e impropriedade de suas decisões anteriores.

Segundo Atkinson; et al., (2011) as principais informações para se tomar decisões e controle nas empresas é passada pela contabilidade gerencial. Sendo que os sistemas de contabilidade gerencial produzem informações que ajudam funcionários, gerentes e executivos a tomar melhores decisões e a aperfeiçoar os processos e o desempenho da organização. A figura 2 descreve o propósito da das informações contábeis.

Figura 2 - Propósitos empresariais da informação gerencial contábil

Fonte: adaptado de Atkinson et al. (2011)

O controle operacional que é representada pela sinergia dos meios colocados à disposição dos administradores para o contínuo acompanhamento do comportamento da organização frente às mudanças ambientais, e para instrumentalizá-los no processo de tomada de decisões requeridas para os ajustes das atividades operacionais às condições observadas, reorientando-as, quando necessário, para a preservação dos objetivos traçados pela empresa (Padoveze, 2010).

De acordo com Atkinson et al. (2011) a utilização das informações são práticas da contabilidade gerencial, tem como pré-requisitos à aplicação de novos modelos que identifiquem as causas e efeitos ou traduzam em um feedback para execução das metas pretendidas, sendo que gerencias os processos internos, redução de custos e medidas de performance.

Segundo Crepaldi (2007) o processo de informação fornece instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em suas funções gerencias para processos decisórios dentro das organizações.

O sistema de informações contábeis gerencial como ferramenta no processo na tomada de decisão é primordial para que o profissional de contabilidade esteja cada vez mais apto a fornecer informações que possibilitem a resposta aos questionamentos financeiros.

É possível compreender que o controle permite, dessa forma, monitorar a situação empresarial, facilitando a identificação de situações positivas e negativas.

A figura 3 demonstra os fatores relevante no processo das informações no contexto organizacional, evidencia parte do sistema de controle gerencial pois influência a tomada de decisão das organizações, deve estruturá-lo de forma que motive as pessoas a participar e se engajar em um senso comum voltado para a obtenção dos objetivos pretendidos pela organização.

Figura 3 - Fatores relevantes no processo de informação contábil

Fonte: Adaptado de Iudícibus (2009)

Os fatores relevantes gerenciados de forma adequada mostram-se uma fonte de vantagem competitiva. O papel da informação, nesse contexto, é apoiar as decisões por meio do suporte dos sistemas que, de forma flexível, atuam e impactam no planejamento financeiro econômico organizacional.

3.3 O processo decisório dos sistemas de informações

Os sistemas de informações gerenciais que têm como meta primordial a consolidação e junção das informações necessárias para a gestão processo decisório da empresa.

Segundo Crepaldi (2007) a identificação dos usuários das informações tem a finalidade de mensuração e transmitir a informações contábeis para a tomada de decisão, visando o alcance de um objetivo, considerando as ações no processo gerencial. O processo decisório, está relacionado com as fases sequenciais das ações gerenciais considerando o planejamento estratégico e operacional, execução e controle. O processo decisório e o processo gerencial são demonstrados na figura 4:

Figura 4- O processo decisório e o processo gerencial

Fonte: Young (2006).

Young (2006) identifica três grupos de usuários da informação. a) Gestores: As informações contábeis se destinam a auxiliar o processo decisório; b) Stakeholders: Geralmente, estão interessados nas informações econômicas e financeiras de uma entidade; e c) Governos: As informações são utilizadas para fins de tributação e/ou regulamentação

Segundo Young (2006) os relatórios e as práticas contábeis auxiliam a decisão a serem tomadas, os métodos de decisão a serem usados, a informação obtida por meio de outras fontes e a capacidade do tomador de decisões em processar a informação contábil. Na figura 5 está descrito o processo gerencial e as informações contábeis:

Figura 5-O processo gerencial e as informações contábeis

Fonte: Young (2006)

Cada etapa do processo gerencial é tomada inúmeras decisões, sendo a quantidade a ser produzida, tipos de bens e/ou serviços a serem ofertados, adoção de sistemas informatizados. Para a tomada de decisões, as organizações utilizam os mais diversos tipos de informações disponíveis, dentre elas, as informações contábeis. (Young, 2006).

As informações contábeis são de grande valia para a tomada de decisão, fornecendo informações acerca da vida financeira e econômica da instituição, de modo a proporcionar decisões acertadas e produtivas.

As informações contábeis desempenham um papel relevante no processo decisório ao organizar e resumir os dados das transações econômicas feitas por uma entidade. A relação do processo gerencial e as informações contábeis, são vistas como um indicador do sistema interno de contabilidade de uma organização.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo desta pesquisa foi de estudar a contabilidade gerencial no processo do planejamento e controle econômico e financeiro nas organizações.

De acordo com ou autores acima citados a contabilidade gerencial e todas as suas ferramentas como orçamento, fluxo de caixa, são indispensáveis para o gerenciamento correto de qualquer entidade empresarial, que norteia controle econômicos e financeiros nas organizações.

O controle econômicos e financeiro nas organizações tem apoio da contabilidade gerencial na tomada de decisão, para ser eficaz deve atender as funções do que determina antecipadamente o que o grupo de indivíduos de como fazer e como as metas devem ser atingidas podendo visualizar a tendência em que a empresa deve seguir, prever mudanças corretivas e elaborar estratégias que possam auxiliar a organização a alcançar seus objetivos a partir das informações obtidas .

É possível concluir dizendo que os objetivos iniciais desta pesquisa foram atingidos. Podendo responder a problemática do estudo que foi: De que forma a contabilidade gerencial pode ser uma ferramenta para o controle econômico e financeiro nas organizações? Sendo que a contabilidade gerencial é ferramenta que influencia positivamente a tomada de decisão em uma organização, e se solidifica após a prática permanente, gerando aprendizado e resultando em eficácia e eficiência dos controles informacionais, econômicos e financeiros nas organizações.

REFERÊNCIAS

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  1. Autor.

  2. Orientadora. https://orcid.org/0000-0002-2057-8833.

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Copyright (c) 2026 Vinícius Deusdete Rodrigues, Rosemary Chiuhci Magrini (Autor)

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