O papel da esteticista na desconstrução do padrão de pele perfeita
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.

Palavras-chave

Padrões de beleza
Beleza
Esteticista
Mídia digital

Resumo

A desconstrução dos padrões de beleza hegemônicos, especialmente o ideal de “pele perfeita”, é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e diversa. Esses padrões, historicamente moldados por ideais eurocêntricos, são amplamente reforçados pela mídia como redes sociais e publicidade que difundem imagens padronizadas e muitas vezes irreais, influenciando a percepção de beleza. Com o avanço das redes sociais e o uso de filtros que promovem imagens idealizadas, os padrões de beleza tornam-se mais rígidos e amplamente difundidos. Isso afeta a autoestima e a saúde mental, especialmente dos jovens, ao impor modelos inalcançáveis. A globalização reforça um ideal eurocêntrico que marginaliza outras formas de beleza, evidenciando também o racismo estrutural presente nesses padrões. Nesse contexto, o profissional da estética assume um papel estratégico ao valorizar a diversidade e promover atendimentos mais éticos e humanizados. As instituições, por sua vez, ainda reproduzem discursos que não refletem a pluralidade social, evidenciando a necessidade de romper com práticas que perpetuam exclusões. Este artigo tem como objetivo investigar como profissionais da estética podem contribuir para a desconstrução do ideal de “pele perfeita”, promovendo uma abordagem mais inclusiva, ética e humanizada nos atendimentos estéticos. A pesquisa buscou compreender as percepções de esteticistas sobre os padrões de beleza impostos pela mídia e indústria cosmética, bem como identificar práticas que valorizem a diversidade de peles e histórias individuais. A metodologia envolveu análise de conteúdo e revisão bibliográfica sobre padrões estéticos, autoestima e práticas profissionais

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