Palavras-chave
Fumo
Saúde bucal
Tabagismo
Tratamento
O Impacto do Tabagismo na Progressão das Doenças Bucais
The Impact of Smoking on the Progression of Oral Diseases
Beatriz Silva Galdino
Gabriela Xavier de Oliveira Ferreira
Orientadora: Professora Angelica Rocha
Resumo
Este trabalho teve como objetivo aumentar a conscientização sobre os danos que o tabagismo pode causar à saúde bucal, bem como sua influência na progressão de doenças nessa área. O principal objetivo é fazer com que as pessoas reconheçam a importância de tratar essas enfermidades e a necessidade de evitar o vício do fumo. Diversas pesquisas apontam que o tabagismo é um dos maiores fatores de risco para condições como câncer bucal, periodontite, língua pilosa e halitose. O uso de cigarros, sejam eles tradicionais ou eletrônicos, pode intensificar a gravidade das doenças bucais. Este artigo analisará como o tabaco afeta a saúde bucal e os perigos que representa para o organismo como um todo. Também será abordado que não apenas o ato de fumar é nocivo, mas também a presença de milhares de substâncias tóxicas e cancerígenas na fumaça, que podem prejudicar não apenas o fumante, mas também aqueles ao seu redor. É de suma importância que o cirurgião-dentista alertar seus pacientes sobre como o cigarro predispõe ao desenvolvimento de doenças e aumenta o risco de complicações, atrasando o processo de tratamento e dificultando a cura.
Palavras-Chave: Cigarro. Fumo. Saúde bucal. Tabagismo. Tratamento.
Abstract
The goal of this work was to increase of the detrimental effects of smoking on oral health, as well as its role in the progression of oral diseases. Additionally, it seeks to underscore the importance of early diagnosis and appropriate treatment of these conditions, while emphasizing the necessity of prevention and smoking cessation. Extensive evidence in the literature identifies smoking as a major risk factor for the development of oral conditions, including oral cancer, periodontitis, hairy tongue, and halitosis. The use of tobacco products, whether in conventional or electronic form, has been shown to exacerbate the severity of these diseases, thereby contributing to their progression and negatively affecting clinical outcomes. This paper examines the mechanisms through which tobacco use impacts oral health and discusses its broader systemic implications. It is important to note that the harmful effects are not limited to active smoking, exposure to the numerous toxic and carcinogenic compounds present in tobacco smoke also poses significant health risks to passive smokers. Furthermore, the role of dental professionals in patient education is critical. Dentists are in a strategic position to inform patients about the adverse effects of tobacco use, as smoking increases susceptibility to oral diseases, elevates the risk of complications, delays wound healing, and reduces the effectiveness of therapeutic interventions. Keywords: Smoking. Oral health. Oral cancer. Periodontal diseases. Tobacco use. Treatment.
1. INTRODUÇÃO
A saúde bucal constitui um componente fundamental da saúde geral, refletindo diretamente na qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, fatores comportamentais desempenham papel determinante na manutenção ou no comprometimento das condições orais, destacando-se o tabagismo como um dos principais problemas de saúde pública mundial, conforme apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O consumo de tabaco esta associado a diversas alterações sistêmicas e locais, sendo reconhecido como um importante fator de risco para o desenvolvimento de patologias na cavidade bucal.
Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar os impactos do tabagismo na saúde bucal, com ênfase nas doenças periodontais, no câncer bucal e na halitose. O uso do cigarro promove alterações na resposta imunológica do hospedeiro, favorecendo a proliferação de micro-organismos patogênicos e contribuindo para o agravamento de processos inflamatórios e destrutivos nos tecidos periodontais, como aumento da profundidade de sondagem, perda de inserção e reabsorção óssea (Pizette, N.[1]).
Ademais, as substâncias químicas presentes no tabaco, muitas das quais com potencial carcinogênico, estão diretamente relacionadas a alterações celulares e danos ácido desoxirribonucleico (DNA), elevando o risco de desenvolvimento de lesões potencialmente malignas e neoplasias na cavidade oral, especialmente em regiões como lábios, língua e assoalho bucal (Damasceno, R.J.A.et al., 2024.[3]).
No que se refere às doenças periodontais, observa-se que indivíduos tabagistas apresentam resposta inflamatória exacerbada e pior prognóstico clínico quando comparadas a não fumantes, incluindo maior ocorrência de recessão gengival e menor efetividade dos tratamentos periodontais, o que compromete a evolução terapêutica (Leite, R. et al.[2]).
Além disso, o tabagismo está fortemente associado à halitose, uma vez que reduz o fluxo salivar, altera a microbiota bucal e favorece a liberação de compostos sulfurados voláteis, podendo persistir mesmo após a cessação do habito devido aos efeitos prolongados do consumo do tabaco (Xavier, L. et al.[4]).
Diante disso, ressalta-se a importância da atuação do cirurgião dentista na prevenção, diagnóstico precoce e na orientação dos pacientes quanto aos riscos associados ao uso do tabaco, contribuindo para a redução dos agravos à saúde bucal e para a promoção da saúde integral.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
Nas últimas décadas, o narguilé, chamado de cachimbo d’água, chicha ou hookah, ganhou popularidade, e o seu consumo tem atingido dimensões epidêmicas com aproximadamente 300 mil consumidores no país (INCA, 2021). Então mostra-se necessário monitorar, alertar e elaborar ações preventivas sobre o consumo dos produtos do tabaco nessa população, uma vez que parte dela desconhece os efeitos nocivos do tabaco e o seu impacto na saúde bucal (INCA, 2021; IBGE, 2019; Maziak et al., 2004).
O fumo pode causar leucoplasia, uma lesão branca espessa que se forma nas áreas da boca. Pessoas fumantes, tem uma alta chance de ter periodontite, doença inflamatória dos tecidos de sustentação da boca, tratada como condição irreversível, podendo ser revertida a gengivite (inflamação na gengiva). A melanose do fumante também se destaca como um problema bucal, causando escurecimento e manchas acastanhadas nas gengivas dos tabagistas (OMS, 2017).
O tabagismo na adolescência se associa ao comportamento psicossocial. Deste modo, o hábito depende fundamentalmente de fortes influências socioambientais, como, de irmãos, pais ou amigos fumantes. Isso implica diretamente no seu modo de convivência, no qual contribui significamente para o desenvolvimento do tabagismo nessa fase da vida (Ribeiro, 2015; Rios e Freire, 2020).
A exposição também contribui para a cárie dentária e melanose em crianças (OMS, 2017), estudos revelam que a exposição à fumaça do tabaco é prejudicial e considerada um fator de risco, aumentando as chances de doença periodontal, pois a fumaça causa citotoxidade nos tecidos bucais, através da alteração da vasoconstrição tecidual (Bernardes et al., 2013).
Aquino et al. (2010.[6]) afirmam que "fizeram estudos a respeito dos patógenos periodontais, avaliando indivíduos de dois grupos de acordo com a condição periodontal e o hábito tabagista: um grupo com periodonto saudável e outro grupo de pacientes que já possuíam periodontite. Foi constatado nos resultados que há uma prevalência dos patógenos periodontais nos dois grupos e que grande parte da destruição do tecido periodontal nos pacientes fumantes com periodontite é influenciada diretamente pela resposta imunológica e atuação de monócitos."
Damasceno, R. J. A. et al. (2024.[3]) revelam que "mesmo com conhecimento sobre os efeitos negativos do tabagismo, algumas pessoas continuam a fumar devido ao prazer, redução de tensão, controle de peso e sintomas de depressão." Com base nisso, é possível discutir a complexidade da dependência do tabaco e a importância de conscientizar a população, aprofundando-se nos impactos dessa dependência para a saúde humana.
Conforme o estudo de Damasceno, R. J. A. et al. (2024.[3]), "o tabagismo afeta a depuração mucociliar, o que tem complicações significativas na função pulmonar. Desta forma, evidencia-se os riscos associados ao tabagismo passivo e ativo não apenas para os fumantes, mas também para aqueles expostos à fumaça do tabaco." Assim, percebe-se que, além de prejudicar a saúde de quem consome, o tabaco afeta negativamente aqueles que convivem no mesmo ambiente. Um único cigarro, seja eletrônico, de palha ou industrializado, contém mais de 7.000 substâncias químicas, sendo 70 delas cancerígenas, como alcatrão, formaldeído e benzeno, presentes em qualquer produto derivado do tabaco que seja queimado. A fumaça afeta diretamente os sistemas respiratório e cardiovascular e é uma das principais ameaças para o desenvolvimento do câncer. O nível de prejuízo varia conforme a frequência e a quantidade de consumo.
Os tabagistas consideram as ações preventivas como inúteis e que não prestam atenção (Garutti; Leon, 2011), tendo isso em vista, deve é necessário questionar sobre o modo das abordagens educativas e reavaliar o conhecimento sobre os efeitos do tabagismo na saúde geral da população. Já o conhecimento sobre os efeitos do tabagismo na saúde bucal tem sido analisado em adolescentes. Estudos apontam que o acesso limitado a informações direcionadas e educativas, o baixo conhecimento sobe os efeitos do tabagismo na saúde bucal, são desafios deste grupo populacional (OMS, 2022; Rios; Freire, 2021).
A longo prazo, observa-se o agravamento de doenças respiratórias preexistentes e o surgimento de alterações cardiovasculares e câncer pulmonar. A nicotina presente no cigarro causa dependência já nas primeiras tragadas. Sabe-se que o tabagismo é o principal fator etiológico do câncer de boca, bem como agravante de doenças periodontais e desordens potencialmente malignas (Barbosa et al., 2021.[5]).
- "O tabaco contém mais de 70 agentes cancerígenos que, em contato com a mucosa bucal, causam agressão térmica, provocando uma inflamação crônica que favorece o aparecimento de lesões predisponentes. Embora tenha havido uma redução no consumo de tabaco na população, ele ainda está relacionado com a maior taxa de câncer no país" (Leite et al., 2021.[2]).
- "É importante que os cirurgiões-dentistas estimulem seus pacientes a pararem de fumar, apresentando, dessa forma, doenças relacionadas ao cigarro, principalmente as que afetam a cavidade oral" (Xavier et al., 2020.[4]).
- "O dentista deve estar ciente de sua importância como profissional de saúde, colaborando em campanhas antitabagistas e no diagnóstico precoce de lesões bucais, aumentando a chance de cura dos pacientes e diminuindo as sequelas dos tratamentos. É essencial orientar os pacientes a realizarem visitas periódicas ao dentista para acompanhamento da saúde dos dentes, gengivas e mucosa bucal" (Pizette, 2010.[1]).
3. METODOLOGIA
Neste trabalho, foram utilizadas várias informações pesquisadas em artigos científicos que evidenciam a verdade sobre os malefícios que o cigarro causa à saúde bucal. Ao buscar informações em diversos artigos, sites e observações de alguns pacientes atendidos na clínica odontológica do UNITPAC, foi possível perceber que o cigarro não é o único agravante para a doença periodontal, pois, na grande maioria, ela era causada pela má higiene bucal. Algumas pessoas relataram não ter tempo para fazer uma boa higiene, mencionando que escovavam os dentes apenas 1 ou 2 vezes ao dia.
Através de artigos, podemos perceber que o cigarro está mais relacionado a doenças como o câncer de boca, câncer pulmonar, halitose e à prejudicialidade nos tratamentos de doenças, especialmente ao tratamento periodontal. Ou seja, o cigarro tende a retardar os tratamentos, dificultando a recuperação dos pacientes.
Mediante ao artigo, a pesquisa continuará de maneira mais aprofundada, verificando em artigos, livros e uma observância mais abrangente com os pacientes.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O que nos fez buscar informações sobre o tema “O Impacto do Tabagismo na Progressão das Doenças Bucais” foi o fato de presenciarmos muitos jovens viciados no tabaco (nicotina), sendo que muitos sabem que é algo nocivo à saúde e, mesmo assim, continuam com a prática de fumar. Isso ocorre porque, apesar de saberem que é prejudicial à saúde, não têm a plena consciência de que essa prática leva ao sofrimento, pois nunca viram de fato como uma pessoa que adota esse hábito pode ficar.
Dados demonstram que no brasil cerca de 6,8% dos adolescentes escolares com idade entre 13 a 17 anos são fumantes, com maior índice entre os meninos. Em 2019, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), 12,6% da população adulta brasileira é fumante, com uma baixa de 14% em comparação ao ano de 2008.
Em um dos artigos foi feito o levantamento sobre as percepções dos cirurgiões dentistas participantes sobre a influência do cultivo do tabaco e seus impactos na saúde bucal, presentes na tabela 1.
Tabela 1. Distribuição de percepções dos participantes quanto à fumicultura e suas influências na saúde bucal. | ||
|---|---|---|
Variáveis | ||
Presença de fumicultores no município de atuação | N | Porcentagem (%) |
Sim | 29 | 63,0 |
Não | 5 | 10,9 |
Não opinaram | 12 | 26,1 |
Consideram a fumicultura importante para a economia do município de atuação | ||
Não é importante | 06 | 13,0 |
Pouco importante | 02 | 4,3 |
Moderado | 10 | 21,7 |
Importante | 17 | 37,0 |
Muito importante | 11 | 23,9 |
Realizam atividade ou ação de saúde bucal específica para fumicultores | ||
Sim | 09 | 19,6 |
Não | 37 | 80,4 |
Questionaram durante a anamnese se o indivíduo é fumicultor | ||
Sim | 16 | 34,8 |
Não | 30 | 65,2 |
Realizam exame clínico criterioso no indivíduo que afirma ser fumicultor | ||
Sim | 09 | 19,6 |
Igual para todos os pacientes | 11 | 23,9 |
Não questionaram | 26 | 56,5 |
Consideram as atividades laboratoriais do fumicultor influentes na condição de saúde bucal | ||
Sim | 43 | 93,5 |
Não | 03 | 6,5 |
Quantidade de fumicultores que buscam consulta odontológica | ||
Pouquíssimo | 23 | 50,0 |
Pouco | 11 | 23,9 |
Moderado | 10 | 21,7 |
Muito | 02 | 4,3 |
Total da amostra | 46 | 100 |
Fonte: Dados da pesquisa, 2021
Constata-se que quando são questionados sobre haver conhecimento sobre a presença de fumicultores no município onde atuam, a maioria dos participantes sendo 63% deles, respondeu de forma positiva. No tocante á relevância da fumicultura na economia do município de atuação 37% classificaram como importante. Sobre a realização de atividade e/ ou ações de saúde bucal específica para fumicultores 80,4% responderam negativamente ao questionamento, assim como a grande maioria dos profissionais sendo 65,2%, relatou também não perguntar durante a anamnese se o individuo é fumicultor.
No que se refere a realização de atividades e/ou ações de saúde bucal específicas para fumicultores 80,4% não realizam e 65,2% não perguntam durante a anamnese a atividade laboral dos pacientes. Apesar disso, 93,5% consideram as atividades laborais dos fumicultores influentes na saúde bucal. No que se refere ao quantitativo de fumicultores que bucam atendimento odontológico a maioria sendo 50%, classificam como pouquíssimo (tabela 2).
No que concerne à concordância dos profissionais em relação à influência do cultivo do tabaco na saúde bucal, essa preocupação corrobora com informações do Instituto Nacional do Câncer, o qual destaca que indivíduos expostos a fatores de risco para o câncer bucal deverão realizar, de forma regular, o autoexame bucal e comparecer a consultas odontológicas periódicas, sendo estas medidas consideradas eficientes para o monitoramento e detecção precoce deste tipo de câncer. Ademais, os trabalhadores que cultivam o tabaco estão diretamente expostos à radiação solar durante suas atividades laborais, incluindo assim, os fumicultores ao grupo de indivíduos que merecem esta atenção especial (INCA, 2014).
No mesmo estudo foi feito uma relação sobre a percepção acerca do consumo do tabaco como influentes na saúde bucal, presente na tabela 2.
Tabela 2. Percepções dos participantes quanto ao tabagismo e sua relação com a saúde bucal | ||
|---|---|---|
Variáveis | ||
Consideram importante o papel do CD no combate ao tabagismo | N | Porcentagem (%) |
Não é importante | 01 | 2,2 |
Pouco importante | 01 | 2,2 |
Importante | 06 | 13 |
Muito importante | 38 | 82,6 |
Realizam atividade ou ação de combate ao tabagismo | ||
Sim | 25 | 54,3 |
Não | 21 | 45,7 |
Questionam durante a anamnese se o indivíduo é tabagista/ex-tabagista | ||
Sim | 46 | 100 |
Realizam exame clínico criterioso no indivíduo tabagista/ex-tabagista | ||
Sim | 22 | 47,8 |
Seguem o mesmo critério para todos os pacientes | 24 | 52,2 |
Perguntam sobre a forma de utilização do tabaco | ||
Sim | 24 | 52,2 |
Não | 22 | 47,8 |
Conhecem as diferentes formas de uso do tabaco | ||
Sim | 33 | 71,7 |
Não | 13 | 28,3 |
Quantitativo de tabagistas/ex-tabagistas que buscam consulta odontológica | ||
Pouquíssimo | 9 | 19,6 |
Pouco | 12 | 26,1 |
Moderado | 22 | 47,8 |
Muito | 3 | 6,5 |
Total da amostra | 46 | 100 |
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
No contexto em questão, Santiago (2019), em seu estudo com 29 CDs, identificou que, dentre os fatores de risco para o câncer bucal, 95,5% dos participantes citaram o tabagismo. No mesmo estudo, 63,3% dos profissionais informaram que realizam ações de educação em saúde como estratégia para prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal.
Segundo o INCA (2021), o Brasil tem apresentado, nas últimas décadas, uma redução expressiva no percentual de adultos fumantes, sendo o reflexo das medidas elaboradas pela Política Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). No entanto dados do Vigitel Brasil (2019), comprovam que o percentual referente á população fumante e maiores de 18 anos, representa 9,8% o que se refere a aproximadamente 22 milhões de pessoas. Nessa perspectiva, o CD apresenta um importante papel na identificação dos fatores influentes na inicialização e cessação do hábito tabagista, podendo orientar e alertar os indivíduos quanto aos malefícios ocasionados á sua saúde, especialmente à saúde bucal, além de poder contribuir com a realização de ações e medidas destinadas ao combate e cessação do tabagismo (Brasil, 2020; CRO-SP, 2010).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que o cigarro é um dos principais fatores de risco para doenças bucais e outros problemas de saúde, aumentando significativamente a probabilidade do surgimento de diversas enfermidades, especialmente na cavidade oral. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas e cancerígenas, capazes de afetar quase todos os sistemas do corpo humano.
Com base nas pesquisas, torna-se evidente a relevância do cirurgião-dentista em informar e alertar seus pacientes sobre os perigos associados ao tabagismo. Embora muitas pessoas tenham conhecimento sobre os malefícios do cigarro, a maioria carece de uma compreensão mais profunda e de informações adequadas para se conscientizar e tomar a decisão de abandonar o vício.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] PIZETTE, N. Os efeitos do cigarro sobre os dentes e a boca. iDent, 24 nov. 2022. Disponível em: https://www.ident.com.br/natashapizette/artigo/2726-os-efeitos-do-. Acesso em: 25 nov. 2024.
[2] LEITE, R. et al. A influência da associação de tabaco e álcool no câncer bucal: revisão de literatura. The influence of tobacco and alcohol in oral cancer: literature review, 15 jan. 2021. Disponível em: file:///D:/Usuario/Pictures/tcc/artigos/artigo%20TTC%20cancer.pdf. Acesso em: 25 nov. 2024.
[3] DAMASCENO, R. J. A. et al. Indústria do cigarro, mal que assola a humanidade. Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz), 2024. 12 p. ISBN 978-65-5360-569-5. Disponível em: https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/240115542.pdf. Acesso em: 01 dez. 2024.
[4] XAVIER, L. et al. Predisposição de doenças orais diante da prática demasiada do tabagismo. XI Congresso Interdisciplinar – Inteligência Artificial: a nova fronteira da ciência brasileira, v. 5, n. 1, 27 out. 2020. Disponível em: https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/cifaeg/article/view/6158. Acesso em: 25 nov. 2024.
[5] BARBOSA, J. P. et al. Saúde bucal em relação ao tabagismo. Scientia Generalis, v. 2, n. Supl. 1, p. 80–80, 2021. Disponível em: https://scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/334. Acesso em: 24 nov. 2024.
[6] AQUINO, D. R. et al. Prevalência de patógenos periodontais em tabagistas. Revista Periodontia, v. 20, p. 67-72, 2010. Disponível em: https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/VERIDIANE%20SILVA%20VIEIRA.pdf. Acesso em: 24 nov. 2024.
OLIVEIRA, T. M.; BARRO, M. C. M. Manual ara controle e prevenção do tabagismo por cirurgiões dentistas. Rio de Janeiro: Abóborax Designs, 2020.
SANTHIAGO, M.; MATTOS, M. H.; SOUZA, F. V. Prevalência de alterações bucais entre pacientes tabagistas. Revista Bionorte, v. 4, n. 2, jul., 2015.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Beatriz Silva Galdino, Gabriela Xavier de Oliveira Ferreira, Angelica Rocha (Autor)