Fatores associados à hipertensão arterial em adultos: uma análise integrada de prontuários na atenção básica de saúde
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Resumo:

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica de elevada relevância para a saúde pública, associada ao aumento de casos de acidente vascular cerebral, infarto e outras complicações cardiovasculares. Diante do crescimento da prevalência da HAS em adultos, o estudo teve como objetivo analisar fatores socioeconômicos, hereditários e hábitos de vida relacionados à ocorrência da hipertensão arterial em indivíduos de 20 a 59 anos cadastrados na Atenção Primária de Porto Nacional–TO, além da existência de acompanhamento contínuo da condição. Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e quantitativo, realizado entre fevereiro e maio de 2026, por meio da análise de 225 prontuários eletrônicos de quatro Unidades Básicas de Saúde do município. Foram avaliadas variáveis como sexo, faixa etária, escolaridade, histórico familiar e hábitos de vida. Os resultados demonstraram predominância de hipertensos do sexo feminino e maior concentração entre 40 e 49 anos (40,9%), seguidos da faixa de 50 a 59 anos (33,3%). Em relação à escolaridade, prevaleceu o ensino médio completo, enquanto apenas 1,6% não possuíam escolaridade. Além disso, 38,7% apresentaram histórico familiar de hipertensão. Conclui-se que fatores etários, hereditários e sociodemográficos influenciam significativamente na ocorrência da HAS na população estudada. Porém, os prontuários analisados apresentaram alguns dados incompletos, sendo necessários novos estudos para aprofundar a compreensão sobre os fatores associados à hipertensão arterial sistêmica.

PALAVRAS-CHAVE: Atenção Primária à Saúde. Fatores de Risco. Hipertensão Arterial.

Abstract:

Systemic arterial hypertension (SAH) is a chronic disease of high relevance to public health, associated with an increase in cases of stroke, heart attack, and other cardiovascular complications. Given the growing prevalence of SAH in adults, this study aimed to analyze socioeconomic, hereditary, and lifestyle factors related to the occurrence of hypertension in individuals aged 20 to 59 years registered in Primary Care in Porto Nacional–TO, in addition to the existence of continuous monitoring of the condition. This is an observational, cross-sectional, descriptive, and quantitative study, conducted between February and May 2026, through the analysis of 225 electronic medical records from four Basic Health Units in the municipality. Variables such as sex, age group, education level, family history, and lifestyle habits were evaluated. The results showed a predominance of hypertensive women and a higher concentration between 40 and 49 years (40.9%), followed by the 50 to 59 age group (33.3%). Regarding education level, complete secondary education prevailed, while only 1.6% had no schooling. Furthermore, 38.7% presented a family history of hypertension. It is concluded that age, hereditary, and sociodemographic factors significantly influence the occurrence of hypertension in the studied population. However, the analyzed medical records presented some incomplete data, and further studies are needed to deepen the understanding of the factors associated with systemic arterial hypertension.

KEYWORDS: Primary Health Care. Risk Factors. Arterial Hypertension.

1 Introdução

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente dos níveis de pressão arterial, definida por valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg (Brandão et al., 2025). Embora tradicionalmente associada a indivíduos mais idosos, a HAS tem apresentado aumento expressivo de prevalência em faixas etárias adultas mais jovens. Por exemplo, segundo Tang et. al. (2025), nos Estados Unidos, 21,3% dos jovens entre 18 e 39 anos apresentavam HAS e apenas 5,6% apresentavam a pressão arterial controlada (<120/80 mmHg). Além disso, dados do Ministério da Saúde (Brasil, 2024), sugerem que cerca de 27,9 % da população adulta brasileira é hipertensa. Esta doença é responsável por até 80 % dos AVCs e 60 % dos infartos, o que reforça a necessidade de entender fatores de risco como hábitos de vida e escolaridade. Ademais, estima-se que aproximadamente 50 % dos hipertensos ainda desconhecem a condição, o que torna imprescindível a detecção da doença em estágio precoce e o acompanhamento contínuo desses pacientes. Assim, esses achados apontam para um problema crescente de saúde pública entre adultos.

Alguns estudos têm associado fatores como obesidade, sobrepeso e inatividade física ao aumento da pressão arterial em adultos jovens e de meia-idade (Zhang et al., 2022; Welser et al., 2023). A HAS em indivíduos adultos, com faixa etária entre 20 e 59 anos, também se dá pela interação entre predisposição genética e fatores ambientais. A forma primária da doença é multifatorial, com herdabilidade estimada entre 30% e 50%, geralmente transmitida por múltiplas variações genéticas. Dessa maneira, quando inserido em um ambiente familiar com hábitos não saudáveis como tabagismo e alimentação inadequada, o paciente geneticamente predisposto tende a adotar os mesmos comportamentos, o que favorece o desenvolvimento precoce da hipertensão (Brandão et al., 2025). Ademais, os riscos associados ao desenvolvimento precoce de complicações cardiovasculares são significativos.

Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), a hipertensão é um importante fator de risco para condições graves, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Isso evidencia a importância do diagnóstico precoce e do controle adequado da pressão arterial, a fim de prevenir desfechos clínicos adversos ao longo da vida. Portanto, diante do aumento da prevalência da hipertensão na população adulta e da tendência de seu diagnóstico ocorrer cada vez mais precocemente, este estudo teve como objetivo analisar e associar fatores socioeconômicos, hereditários e hábitos de vida à ocorrência de hipertensão arterial em adultos de 20 a 59 anos cadastrados na Atenção Primária de um município tocantinense, além da existência ou não de acompanhamento contínuo da condição.

3 Metodologia

Trata-se de um estudo observacional, com abordagem quantitativa, descritiva e transversal. Os dados foram coletados entre fevereiro e maio de 2026, a partir de registros do prontuário eletrônico de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município de Porto Nacional, Tocantins, a saber: UBS Viviane Pedreira, UBS Eudóxia de Oliveira Negre, UBS Mãe Eugênia e UBS Monsenhor Jacinto Carlos Ferreira Sardinha. A amostra probabilística foi do tipo aleatória simples e composta por 225 prontuários de adultos entre 20 e 59 anos com hipertensão arterial cadastrados nas unidades em questão.

Foi utilizado uma ficha de coleta de dados digital (via Google Forms) elaborada especificamente para este estudo, onde variáveis como sexo, histórico familiar, hábitos de vida e nível de escolaridade foram levantados a partir da análise dos prontuários. Os dados obtidos foram automaticamente organizados e tabulados, gerando planilhas eletrônicas e gráficos que serviram de base para o tratamento e análise dos dados. O Termo de Comprometimento de Utilização de Dados (TCUD) foi firmado pelos pesquisadores envolvidos e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade Afya Porto Nacional, conforme exigência da Resolução CNS nº 466/2012, sob o parecer de número 7.902.638.

4 Resultados e Discussão

Foram analisados 225 prontuários de pacientes hipertensos, a partir dos quais foram descritas variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas aos hábitos de vida. O perfil sociodemográfico revelou uma predominância da condição no sexo feminino e na idade entre 40 e 49 anos. Esse resultado corrobora com um estudo semelhante realizado em Cuiabá, onde o perfil prevalente de hipertensos era formado majoritariamente por mulheres nessa faixa etária (Souza et al., 2025). Uma possível justificativa para esse resultado está relacionada à maior procura das mulheres pelos serviços de saúde, especialmente na Atenção Básica, o que favorece o diagnóstico, o acompanhamento e o registro da condição nos prontuários (Gomes; Nascimento; Araújo, 2007).

Quanto unicamente à faixa etária, além da maior concentração de pacientes hipertensos entre 40 e 49 anos (40,9% da amostra), destacaram-se, em seguida, os indivíduos de 50 a 59 anos, representando 33,3%. A faixa etária de 30 a 39 anos significou 21,8% da análise e a menor frequência foi observada na faixa de 20 a 29 anos, correspondente a aproximadamente 4,0% dos prontuários analisados (Figura 1). Desse modo, esse resultado indica que a maior parte dos pacientes hipertensos acompanhados nas UBSs avaliadas está concentrada entre 40 e 59 anos, faixa etária que reuniu cerca de 74,2% da amostra coletada. Esse achado é compatível com a literatura, uma vez que a prevalência de hipertensão arterial tende a aumentar progressivamente com o avanço da idade. No estudo de Malta et al. (2022), realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, a hipertensão arterial autorreferida também apresentou associação com o aumento da idade na população adulta brasileira.

Figura 1 – Distribuição dos pacientes hipertensos segundo a faixa etária. Porto Nacional–TO, 2026.

Fonte: Dados da pesquisa, 2026.

Em relação à escolaridade, a maioria dos pacientes apresentou ensino médio completo, o que corresponde à realidade do município de Porto Nacional, no qual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022), o nível de instrução de 36,4% das pessoas com 25 anos ou mais é o ensino médio completo e superior incompleto. Paralelamente a isso, a menor porcentagem da amostra foi alusiva aos pacientes sem escolaridade, equivalente a somente 1,6%. Quanto ao histórico familiar de hipertensão arterial, observou-se que 38,7% dos participantes apresentaram registro positivo para antecedente familiar, enquanto 56,4% dos prontuários não mencionaram essa informação (Figura 2). Entre os casos em que houve especificação do grau de parentesco, predominou o histórico em pai ou mãe, correspondendo a 50,6% das respostas (Figura 3).

Figura 2 – Distribuição percentual dos participantes conforme o registro de histórico familiar de hipertensão arterial nos prontuários analisados. Observa-se que 38,7% apresentavam

histórico familiar positivo, 4,9% não apresentavam e 56,4% não possuíam essa informação registrada, evidenciando predominância de prontuários sem menção ao antecedente familiar.

Porto Nacional–TO, 2026.

Fonte: Dados da pesquisa, 2026.

Figura 3 – Distribuição percentual do grau de parentesco informado entre os participantes com histórico familiar de hipertensão arterial. Observa-se predominância de histórico em pai ou mãe (50,6%), seguida pelos registros sem especificação do grau de parentesco (48,2%) e

por irmão ou irmã (1,2%). Porto Nacional–TO, 2026.

Fonte: Dados da pesquisa, 2026.

Esse desfecho apresenta semelhança com o estudo de Jang et al. (2023), no qual a hipertensão arterial nos pais esteve associada à maior ocorrência de hipertensão nos filhos, sendo esse risco ainda mais elevado quando ambos os pais apresentavam a condição. Dessa forma, a predominância de pai ou mãe como principal grau de parentesco registrado neste estudo reforça a relevância dos antecedentes parentais na avaliação do risco para hipertensão arterial. Além disso, o elevado percentual de prontuários sem menção ao histórico familiar evidencia uma limitação dos registros clínicos, uma vez que a ausência dessa informação pode dificultar a identificação de indivíduos com maior risco cardiovascular e o planejamento de ações preventivas na Atenção Básica.

No que diz respeito aos hábitos de vida, foram coletados dados sobre tabagismo, etilismo, alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Ademais, é relevante ressaltar que essas informações foram autodeclaradas pelo paciente. Nesse contexto, no que se refere ao tabagismo, constatou-se que 48,4% dos pacientes avaliados foram classificados como não fumantes, enquanto 7,6% eram fumantes atuais e 3,5% ex-fumantes. Entretanto, em 39,1% dos prontuários não havia registro sobre o hábito tabágico, o que limita uma avaliação mais precisa desse importante fator de risco cardiovascular. Apesar disso, os dados da presente pesquisa demonstraram prevalência de tabagismo ativo inferior à observada em estudos nacionais recentes. Segundo dados do Vigitel Brasil 2023, a prevalência de fumantes na população adulta brasileira foi de 9,3%, sendo maior entre homens (10,2%) do que entre mulheres (7,2%) (Brasil, 2024). Dessa forma, os resultados encontrados corroboram a tendência nacional de redução do tabagismo na população brasileira, embora a ausência de informações em parte significativa dos prontuários possa subestimar a real frequência desse hábito entre os pacientes hipertensos avaliados.

Em referência ao alcoolismo tem-se que 35,6% dos pacientes não consumiam bebidas alcoólicas, enquanto 20,9% relataram consumo de uma a duas vezes por semana. Além disso, 2,2% referiram consumo diário de álcool, evidenciando a presença de etilismo crônico em parte da amostra. Em contrapartida, 36,9% dos prontuários não apresentavam informações sobre esse hábito, o que representa uma limitação na análise desse fator de risco. Nesse sentido, Frazão et al. (2023) afirma que o consumo frequente de álcool representa maior risco de desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica, especialmente em consumidores crônicos. Os autores também destacam que 19% da população adulta brasileira apresenta uso frequente de álcool, dado semelhante ao encontrado na presente pesquisa, na qual parte significativa dos pacientes relatou consumo semanal de bebidas alcoólicas. Assim, é importante reiterar que destacou-se elevada ausência de registros sobre hábitos de vida nos prontuários analisados, principalmente em relação à prática de atividade física (62,1%) e alimentação saudável (59,1%). Entre os pacientes com informações registradas, houve predominância de sedentarismo (27,7%) e alimentação inadequada (25,3%). Esses achados evidenciam importantes fatores de risco modificáveis associados à hipertensão arterial sistêmica. Resultados semelhantes foram descritos por Da Silva et al. (2021), que identificaram aumento da inatividade física durante a pandemia, atingindo cerca de 70% dos adultos brasileiros avaliados, reforçando o sedentarismo como importante problema de saúde pública e fator associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Em relação ao acompanhamento desses pacientes nas UBSs, constatou-se elevada proporção de pacientes que mantinham acompanhamento regular pelas equipes de Estratégia Saúde da Família, seja por atendimento direto na Unidade Básica de Saúde ou por visitas domiciliares, correspondendo a 99,1% da amostra analisada. No entanto, muitos dos registros documentados restringiram-se a apenas renovação de receita, limitando o acompanhamento a um ato burocrático e isolado, o que compromete a eficácia do tratamento e a prevenção de desfechos cardiovasculares. Esse desfecho contrasta com o estudo de Silva et al. (2025), que ao analisarem idosos acompanhados na Atenção Primária no município de Imperatriz–MA, destacaram a APS como espaço prioritário para prevenção, monitoramento e controle das doenças crônicas não transmissíveis, especialmente hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Os autores ressaltam ainda a importância do acompanhamento multiprofissional e das estratégias territorializadas no fortalecimento do cuidado longitudinal e na vigilância contínua desses pacientes.

De acordo com Gomes et al. (2021), a renovação de receitas nas UBS acontece principalmente pela sobrecarga dos profissionais, dificuldade de acesso às consultas, falta de reavaliação periódica e pelo hábito cultural de apenas renovar medicamentos sem acompanhamento médico. Essa prática prejudica o controle das doenças e pode causar riscos à saúde dos pacientes. Para mudar essa realidade, é necessário melhorar a organização das UBS, ampliar o acesso às consultas e investir em educação em saúde para profissionais e usuários.

5 Considerações Finais

O presente estudo possibilitou caracterizar o perfil sociodemográfico, clínico e relacionado aos hábitos de vida de pacientes hipertensos acompanhados na Atenção Primária à Saúde no município de Porto Nacional–TO. Observou-se predominância do sexo feminino e maior concentração de indivíduos na faixa etária entre 40 e 59 anos, evidenciando associação entre o avanço da idade e a ocorrência da hipertensão arterial sistêmica, conforme descrito na literatura científica. No que se refere aos hábitos de vida, observou-se predominância de sedentarismo e alimentação inadequada entre os prontuários que continham essas informações registradas, além de consumo de álcool em parcela significativa da amostra. Dessa forma, tais fatores representam importantes condições modificáveis associadas ao desenvolvimento e agravamento da hipertensão arterial sistêmica. Entretanto, identificou-se elevada ausência de registros sobre hábitos de vida e antecedentes familiares nos prontuários analisados, o que evidencia fragilidades no preenchimento das informações clínicas e limitações para avaliação integral dos fatores de risco cardiovasculares.

Além disso, apesar da elevada frequência de acompanhamento dos pacientes pelas equipes da Estratégia Saúde da Família, observou-se em muitos prontuários, consultas restringidas a apenas renovação de receita. Dessa forma, os resultados encontrados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de educação em saúde, promoção de hábitos de vida saudáveis e qualificação dos registros clínicos na Atenção Primária, especialmente no acompanhamento de pacientes hipertensos. Destaca-se ainda a importância da atuação multiprofissional e das estratégias territorializadas desenvolvidas pelas equipes da APS, contribuindo para o monitoramento contínuo e prevenção de complicações cardiovasculares dos pacientes hipertensos. Diante disso, ressalta-se também a utilização de dados secundários provenientes de prontuários, os quais apresentaram informações incompletas em algumas variáveis analisadas, podendo ocasionar subnotificação de fatores de risco e limitações na interpretação dos resultados. Por fim, sugere-se a realização de novos estudos que incluam variáveis clínicas, laboratoriais e socioeconômicas mais abrangentes, permitindo aprofundar a compreensão dos determinantes associados à hipertensão arterial sistêmica e subsidiar estratégias mais efetivas de prevenção, controle e promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

Referências:

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  1. Afya Porto Nacional – Porto Nacional – Tocantins – Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-5872-3742

  2. Afya Porto Nacional – Porto Nacional – Tocantins – Brasil. ORCID: https://orcid.org/my-orcid?orcid=0009-0002-7458-7740

  3. Afya Porto Nacional – Porto Nacional – Tocantins – Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-5492-109X

  4. Afya Porto Nacional – Porto Nacional – Tocantins – Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-9353-7671?lang=pt

  5. Afya Porto Nacional – Porto Nacional – Tocantins – Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5015-2254

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Copyright (c) 2026 Geovana Kabrini Costa Ferreira, Jeovana Carolina Santiago da Paz Abreu, Maria Eduarda Lopes Bertolini, Monik Hellen Sousa Silva, Marcus Vinicius Moreira Barbosa (Autor)

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