Palavras-chave
Design Thinking
Metodologias ativas
Gestão da inovação
ODS
Design Thinking, ODS e pitches no ensino de gestão: relato de experiência do estágio docente em uma disciplina de Administração da UFPE
Design Thinking, SDGs and pitches in management education: a teaching internship experience report in a Business Administration course at UFPE
Paulo Thiago Gomes da Silva1
Fernando Gomes de Paiva Junior2
Resumo
Este relato de experiência descreve a atuação como professor colaborador no estágio de docência vinculado à disciplina AD422 – Gestão e Inovação Tecnológica (Turma 5A), ofertada ao curso de Administração da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no período letivo de 2025.1. A disciplina envolveu 60 discentes organizados em 10 equipes, com aulas realizadas às segundas-feiras no período noturno. A proposta articulou metodologias ativas, especialmente o Design Thinking aplicado a desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com exposições dialogadas, mesas-redondas e palestras externas de profissionais de diferentes áreas. Cada equipe desenvolveu soluções para um ODS específico e as apresentou em evento final de pitches com banca avaliadora mista. Os resultados sugerem que a combinação de Design Thinking, desafios vinculados aos ODS e apresentações em formato de pitch favoreceu a participação discente e a aproximação entre fundamentos conceituais e atividades aplicadas. Para o autor do relato, a experiência consolidou competências de planejamento pedagógico, mediação acadêmica e adaptação metodológica. O artigo também propõe sugestões de aprimoramento para futuras edições da disciplina, como o uso de ferramentas colaborativas digitais e a institucionalização do evento de pitches.
Palavras-Chave: Estágio docente; Design Thinking; Metodologias ativas; Gestão da inovação; ODS.
Abstract
This experience report describes the participation as a collaborating professor during a teaching internship in the course AD422 – Technology Innovation Management (Class 5A), offered to the Business Administration program at the Federal University of Pernambuco (UFPE), in the 2025.1 academic semester. The course enrolled 60 students organized into 10 teams, with classes held on Monday evenings. The experience combined active methodologies, particularly Design Thinking applied to Sustainable Development Goal (SDG) challenges, with dialogued lectures, round tables, and external guest talks from professionals in different fields. Each team developed solutions for a specific SDG and presented them at a final pitch event with a mixed evaluation panel. Results suggest that the combination of Design Thinking, SDG-based challenges, and pitch presentations fostered student participation and the articulation between theory and practice. For the teaching intern, the experience consolidated competencies in pedagogical planning, academic mediation, and methodological adaptation. The article also proposes improvements for future editions of the course, such as the use of digital collaborative tools and the institutionalization of the pitch event.
Keywords: Teaching internship; Design Thinking; Active methodologies; Innovation management; SDGs.
1 Introdução
A formação docente no âmbito da pós-graduação brasileira tem sido reconhecida como dimensão estratégica para a qualidade do ensino superior. Nesse contexto, o estágio de docência representa uma oportunidade de articular teoria e prática pedagógica, permitindo ao pós-graduando vivenciar os desafios do processo de ensino-aprendizagem antes de assumir, em caráter definitivo, a condução de disciplinas (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002).
O presente relato descreve a experiência vivenciada na disciplina AD422 Gestão e Inovação Tecnológica (GIT), Turma 5A, no período letivo de 2025.1, no curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estágio foi realizado como requisito do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Comunicação e Humanidades (PPGSCH/UFPE) e desenvolvido sob supervisão do Prof. Dr. Fernando Gomes de Paiva Júnior, titular da disciplina.
A disciplina de GIT constitui espaço relevante de formação em inovação, empreendedorismo e gestão estratégica para estudantes de Administração. Sua proposta pedagógica combina fundamentação teórica com práticas ativas orientadas à solução de problemas reais, o que a torna campo fértil para a experimentação de metodologias inovadoras de ensino (BROWN, 2010; MORAN, 2018).
Diante desse contexto, o relato parte da seguinte questão orientadora: de que modo a vivência no estágio docente, articulada ao uso de metodologias ativas, Design Thinking, desafios vinculados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e apresentações em formato de pitch, contribuiu para a formação pedagógica do mestrando em estágio docente e para a dinâmica de aprendizagem dos estudantes?
Este relato tem como objetivo descrever e analisar criticamente as atividades desenvolvidas ao longo do semestre, com ênfase nas metodologias adotadas, nos resultados observados e nas reflexões sobre a prática docente. Cabe situar que a análise parte do olhar do professor colaborador, posição simultaneamente interna à experiência e reflexiva em relação a ela, o que confere ao relato caráter situado e interpretativo, sem pretensão de generalização ampla.
2 Revisão da Literatura
As metodologias ativas caracterizam-se por colocar o estudante no centro do processo de aprendizagem, estimulando participação, pensamento crítico e resolução de problemas. Diferentemente do modelo transmissivo tradicional, essas abordagens pressupõem que o conhecimento é construído pela experiência, pela reflexão e pela interação com pares e contextos reais (BERBEL, 2011).
Nessa perspectiva, Moran (2018) ressalta que a combinação de diferentes abordagens tende a produzir resultados mais consistentes, pois contempla distintos perfis de aprendizagem e diferentes objetivos formativos. Entre as metodologias ativas mais difundidas no ensino superior destacam-se a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), a sala de aula invertida e o Design Thinking, sendo este último especialmente relevante em disciplinas voltadas à inovação, ao empreendedorismo e à solução de problemas complexos.
O Design Thinking é um método centrado no ser humano que estrutura o processo criativo em etapas iterativas, como empatia, definição do problema, ideação, prototipagem e teste, com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras para problemas complexos (BROWN, 2010). No contexto educacional, sua aplicação tem sido adotada em cursos de gestão, engenharia, saúde e educação como recurso pedagógico voltado à resolução colaborativa de problemas.
Além de favorecer a construção de soluções, o Design Thinking contribui para o desenvolvimento de competências como colaboração, criatividade, resiliência e prototipagem rápida (VIANNA et al., 2012). Quando articulado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, esse método pode ampliar o impacto formativo da aprendizagem, ao aproximar os estudantes de desafios concretos da sociedade. No entanto, os efeitos dessa articulação dependem da forma como a proposta é planejada, mediada e implementada em cada contexto educacional.
Essa discussão se relaciona diretamente ao estágio de docência, uma vez que a vivência prática em sala de aula permite ao pós-graduando experimentar diferentes estratégias pedagógicas e refletir sobre seus efeitos no processo de ensino-aprendizagem. Nos programas de pós-graduação brasileiros, o estágio de docência tem dupla função: proporcionar ao pós-graduando a vivência prática da docência e contribuir para a qualidade do ensino nas instituições de ensino superior (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002).
Para Masetto (2003), a competência docente não se limita ao domínio do conteúdo, pois envolve também dimensões pedagógicas, relacionais e reflexivas que se desenvolvem de modo mais efetivo na prática. Assim, a experiência docente supervisionada possibilita ao professor em formação compreender a complexidade da sala de aula, a diversidade dos perfis discentes e a necessidade de adaptar métodos, linguagens e estratégias de mediação.
Nessa perspectiva, o relato de experiência ganha relevância como modalidade de produção científica, pois permite sistematizar vivências práticas e transformá-las em conhecimento passível de ser compartilhado e discutido pela comunidade acadêmica (DALTRO; FARIA, 2019). Desse modo, a articulação entre metodologias ativas, Design Thinking, ODS e estágio docente fornece o suporte teórico necessário para analisar a experiência descrita neste estudo.
3 Metodologia
Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa e descritiva, fundamentado na observação participante e na análise reflexiva das atividades desenvolvidas ao longo do estágio de docência. Segundo Daltro e Faria (2019), o relato de experiência permite a sistematização de vivências práticas com rigor acadêmico, contribuindo para o acúmulo de conhecimento em áreas como educação, saúde e gestão.
A experiência foi conduzida durante o período letivo de 2025.1, na disciplina AD422 Gestão e Inovação Tecnológica (Turma 5A), ofertada ao curso de Administração da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 60 discentes matriculados. A sistematização do relato baseou-se em quatro fontes principais: observação sistemática das aulas, registros das atividades realizadas ao longo do semestre, análise dos registros avaliativos da disciplina, incluindo as notas das duas unidades e dos três desafios práticos, e parecer avaliativo emitido pelo professor supervisor ao final do estágio.
Os registros foram organizados em cinco categorias analíticas: planejamento pedagógico, participação discente, desenvolvimento dos projetos, avaliação processual e aprendizagem docente. A análise assumiu caráter interpretativo, buscando relacionar os elementos observados na experiência ao referencial teórico adotado, especialmente às discussões sobre metodologias ativas, Design Thinking e formação docente no ensino superior.
Cabe destacar que, por se tratar de um relato situado em uma única turma, sem aplicação de instrumentos padronizados de avaliação da aprendizagem ou da satisfação discente, os resultados apresentam caráter reflexivo e não devem ser tomados como generalizações amplas. O foco da análise recai sobre a sistematização crítica da experiência vivenciada, considerando suas contribuições, limites e possibilidades de aprimoramento para práticas pedagógicas semelhantes.
4 Resultados e Discussão
A disciplina AD422 foi realizada às segundas-feiras no período noturno, na Sala 110 do Niate CFCH/CCSA, com o evento final no Anfiteatro do CCSA. Adotou como obra de referência o livro Inovação: Estratégias e Comunidades de Conhecimento (CARVALHO, 2009), estruturando a primeira unidade na discussão sistemática de seus capítulos, complementada por estudos de caso e dinâmicas participativas. Na segunda unidade, os 60 discentes foram organizados em 10 equipes, cada uma responsável pelo desenvolvimento de uma solução vinculada a um ODS específico, conforme o Quadro 1.
A organização da primeira unidade concentrou-se na construção da base conceitual da disciplina, enquanto a segunda unidade privilegiou a aplicação prática dos conteúdos por meio dos projetos vinculados aos ODS. Nessa etapa, as equipes avançaram semanalmente pelas fases do Design Thinking, incluindo empatia, definição do problema, ideação, prototipagem e preparação para o pitch, com acompanhamento contínuo do professor colaborador. A diversidade temática dos ODS abordados contemplou dimensões sociais, ambientais, econômicas, tecnológicas e de infraestrutura, conferindo caráter interdisciplinar à proposta.
Quadro 1 – Distribuição das equipes e ODS da disciplina AD422/GIT 2025.1
* ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial: objetivo voluntário proposto pelo Brasil no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial, voltado ao enfrentamento do racismo estrutural e à promoção da equidade étnico-racial (BRASIL, 2024).
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Os ODS 1, 5, 10 e 18 permitiram discutir problemas sociais e desigualdades; os ODS 14 e 15 aproximaram os estudantes de questões ambientais; e os ODS 3, 7, 9 e 11 favoreceram reflexões sobre saúde, energia, inovação, infraestrutura e cidades sustentáveis. A inclusão do ODS 18, relacionado à Igualdade Étnico-Racial, mostrou-se especialmente relevante no contexto pernambucano, ao inserir a dimensão da justiça racial no debate sobre inovação, gestão e desenvolvimento.
Ao longo do semestre, quatro palestras externas ampliaram a conexão entre o conteúdo acadêmico e a prática profissional. Foram realizadas as palestras Empreendedorismo Educacional: o caso inovador do Instituto Moura, com Jardiel Moura, em 26/05/2025; O governo como indutor de PD&I: a importância dos editais de fomento público, com Daniella de Pádua, em 09/06/2025; Case Inove Informática, com Paulo Thiago Gomes da Silva, em 30/06/2025; e A Propriedade Intelectual como estratégia competitiva para a inovação, com Eduardo Bemfica, em 21/07/2025. Essas atividades contribuíram para aproximar os estudantes de experiências concretas em empreendedorismo, fomento à inovação, trajetória empresarial e propriedade intelectual, ampliando o repertório formativo da disciplina.
A palestra Case Inove Informática, ministrada pelo pesquisador-docente em formação, possibilitou a articulação entre trajetória profissional empreendedora e proposta pedagógica da disciplina. Esse momento representou, na prática, a integração entre experiência profissional, identidade acadêmica e mediação docente, permitindo apresentar aos estudantes um caso concreto de criação, crescimento e desafios de uma empresa de tecnologia. A inserção dessa vivência no percurso da disciplina reforçou a conexão entre os conteúdos da disciplina e situações concretas de aprendizagem, aspecto central em processos formativos voltados à inovação.
O semestre culminou em um evento final de pitches, realizado no Anfiteatro do CCSA, no qual os 10 projetos foram apresentados a uma banca avaliadora mista composta por atuais e futuros estagiários docentes, com a presença do vice-diretor do CCSA/UFPE na plateia. Esse formato simulou, em ambiente acadêmico, práticas comuns aos ecossistemas de inovação e empreendedorismo, exigindo dos estudantes capacidade de síntese, comunicação oral, defesa de propostas e adequação da solução ao problema identificado. Tais competências dialogam com Vianna et al. (2012), para quem o Design Thinking favorece colaboração, criatividade, prototipagem e desenvolvimento de soluções centradas em problemas reais.
A análise dos registros avaliativos indicou que, entre os discentes que concluíram o semestre, 65% obtiveram média final igual ou superior a 8,0. A média geral da turma foi 7,19, valor que contempla também estudantes que não concluíram a disciplina, situação frequente no ensino noturno de graduação. O sistema avaliativo, distribuído entre Nota 1 GIT, Nota 2 GIT e três desafios práticos, permitiu acompanhamento processual do aprendizado, em alinhamento com os princípios das metodologias ativas, que valorizam a participação contínua, a aplicação prática do conhecimento e a construção progressiva da aprendizagem (MORAN, 2018).
Apesar dos resultados positivos observados, a intensidade das entregas semanais demandou elevado esforço dos grupos e gerou, em alguns momentos, sobrecarga perceptível. Esse aspecto constitui uma limitação da proposta, especialmente considerando o perfil dos estudantes do período noturno, que frequentemente conciliam a graduação com atividades profissionais e outras responsabilidades. Ao mesmo tempo, a dinâmica de entregas sucessivas reproduziu, em certa medida, a pressão típica dos ambientes de inovação, nos quais soluções são desenvolvidas de forma iterativa, testadas, ajustadas e aprimoradas ao longo do processo. Essa lógica se aproxima da cultura do protótipo descrita por Brown (2010), na qual a experimentação e o aperfeiçoamento contínuo fazem parte do desenvolvimento de soluções inovadoras.
Do ponto de vista da formação do autor deste relato, o estágio evidenciou que a competência docente transcende o domínio do conteúdo e envolve sensibilidade pedagógica para estimular a participação, lidar com diferentes perfis de aprendizagem e conduzir um espaço colaborativo. A experiência de orientar equipes em tempo real, mediar debates, acompanhar dificuldades dos grupos e ministrar uma palestra para a própria turma revelou dimensões da prática docente que dificilmente seriam apreendidas apenas pela formação teórica. Essa vivência dialoga com Masetto (2003), ao indicar que a competência docente envolve dimensões pedagógicas, relacionais e reflexivas desenvolvidas de modo mais pleno na prática.
Um aprendizado central foi a compreensão de que o equilíbrio entre densidade teórica e ritmo das entregas práticas exige flexibilidade, escuta ativa e adaptação contínua. A condução da disciplina exigiu atenção ao planejamento, mas também capacidade de ajustar estratégias conforme o andamento da turma, o engajamento dos estudantes e as dificuldades apresentadas pelas equipes. Esse aspecto se aproxima das reflexões de Pimenta e Anastasiou (2002), que compreendem a docência universitária como prática complexa, situada e atravessada por múltiplas dimensões formativas. Ao final do semestre, o professor supervisor atribuiu conceito excelente, com nota 10,0, ao desempenho do professor colaborador, reconhecendo a integração entre conhecimento acadêmico e experiência docente, a iniciativa e a capacidade reflexiva demonstradas ao longo da experiência.
Os resultados apresentados decorrem de uma experiência situada, realizada em uma única turma, em um único semestre, sem aplicação de instrumentos padronizados de avaliação da aprendizagem ou da satisfação discente. A análise parte do olhar do estagiário docente, que é, ao mesmo tempo, sujeito e observador da experiência relatada. Esse duplo papel, inerente ao gênero do relato de experiência, implica limitações de distanciamento analítico que devem ser consideradas na leitura dos resultados.
Ademais, não foram coletados dados qualitativos junto aos discentes, como entrevistas ou grupos focais, que permitissem triangular as percepções sobre o processo de aprendizagem. Assim, os achados devem ser compreendidos como subsídios reflexivos para experiências semelhantes no ensino superior, e não como resultados generalizáveis a outros contextos institucionais.
5 Considerações Finais
O estágio docente na disciplina AD422 Gestão e Inovação Tecnológica configurou uma experiência formativa relevante, tanto para os discentes envolvidos quanto para o docente em formação. A combinação de Design Thinking aplicado aos ODS, exposições dialogadas, palestras externas e evento final de pitches mostrou-se coerente com os princípios das metodologias ativas, favorecendo a participação discente e a articulação entre teoria e prática no ensino de gestão da inovação.
Em relação ao objetivo proposto, o relato permitiu descrever e analisar criticamente as atividades desenvolvidas ao longo do semestre, evidenciando que a organização da disciplina em momentos teóricos, atividades participativas, desafios práticos e apresentação final contribuiu para uma experiência de aprendizagem dinâmica e interdisciplinar. A proposta também possibilitou aproximar os estudantes de problemas sociais, ambientais, tecnológicos e econômicos vinculados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ampliando o repertório formativo da disciplina.
Para o pesquisador-docente em formação, a experiência contribuiu para consolidar competências de planejamento pedagógico, mediação acadêmica, adaptação metodológica e integração entre ensino, pesquisa e extensão. A vivência reforçou a compreensão da docência universitária como prática reflexiva e situada, que exige domínio de conteúdo, sensibilidade pedagógica, escuta ativa e capacidade de adaptação diante das características da turma e dos desafios do processo formativo.
Como sugestões de aprimoramento para futuras edições da disciplina, destacam-se a distribuição mais flexível das entregas semanais, o início antecipado dos projetos de Design Thinking de forma concomitante às aulas teóricas, a adoção de ferramentas digitais colaborativas, como Miro e Trello, e a institucionalização do evento de pitches como atividade oficial do CCSA, com emissão de certificados e menções honrosas aos grupos mais bem avaliados.
Espera-se que este relato contribua para o debate sobre as potencialidades das metodologias ativas no ensino superior de gestão e sobre o papel do estágio docente na formação de professores-pesquisadores. Embora situado em uma experiência específica, este trabalho pode servir de referência para iniciativas semelhantes em outros contextos institucionais, especialmente em disciplinas voltadas à inovação, empreendedorismo e resolução de problemas complexos.
Referências
BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011. DOI: https://doi.org/10.5433/1679-0383.2011v32n1p25
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BROWN, T. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
CARVALHO, Marly Monteiro de. Inovação: estratégias e comunidades de conhecimento. . São Paulo: Atlas. Disponível em: https://repositorio.usp.br/directbitstream/6f75221f-9644-48d4-9e54-984c9ca06b00/Carvalho-2009-inovacao.pdf. Acesso em: 05 jun. 2026., 2009.
DALTRO, M. R.; FARIA, A. A. Relato de experiência: uma narrativa científica na pós-modernidade. Estudos e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, p. 223-237, 2019. DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2019.43015
MASETTO, M. T. Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo: Summus, 2003.
MORAN, J. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 2-25.
PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.
VIANNA, M. et al. Design thinking: inovação em negócios. Rio de Janeiro: MJV Press, 2012.

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