Resumo
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica desempenha um papel crucial no cuidado de recém-nascidos prematuros e ou pacientes pediátricos com condições médicas graves. Compreender o perfil epidemiológico dos pacientes admitidos nessa unidade é fundamental para o desenvolvimento de estratégias eficazes de tratamento e prevenção. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos pacientes internados na UTI de um Hospital Universitário Terciário em Ribeirão Preto - SP, identificando a prevalência epidemiológica dos pacientes admitidos, e diagnósticos principais e desfechos clínicos.
OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico de pacientes admitidos no Centro de Terapia Intensiva Pediátrico de um Hospital Universitário Terciário em Ribeirão Preto - SP, no período de janeiro de 2020 a novembro de 2022.
METODOLOGIA: Elaborar uma pesquisa retrospectiva com a coleta e análise de dados em prontuários médicos referente a epidemiologia da Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Universitário Terciário em Ribeirão Preto – SP.
Palavras -chaves: “Perfil epidemiológico”, “Prevalência”, “Centro de Terapia Intensiva Pediátrico”
Abstract
INTRODUCTION: The Pediatric Intensive Care Unit (PICU) plays a crucial role in the care of premature newborns and pediatric patients with severe medical conditions. Understanding the epidemiological profile of patients admitted to this unit is essential for the development of effective treatment and prevention strategies. This study aims to analyze the epidemiological profile of patients admitted to the PICU of a tertiary university hospital in Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil, identifying the epidemiological prevalence of admitted patients, their primary diagnoses, and clinical outcomes. OBJECTIVE: To characterize the epidemiological profile of patients admitted to the Pediatric Intensive Care Unit of a tertiary university hospital in Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil, between January 2020 and November 2022. METHODOLOGY: A retrospective study was conducted through the collection and analysis of data from medical records concerning the epidemiology of the Intensive Care Unit of a tertiary university hospital in Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil.
Keywords: Epidemiological profile; Prevalence; Pediatric Intensive Care Unit.
INTRODUÇÃO
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) desempenham um papel crucial no cuidado de pacientes com condições médicas graves, fornecendo suporte avançado de vida e monitoramento contínuo. No contexto da saúde neonatal e pediátrica, as Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica, são especialmente importantes, pois atendem recém-nascidos prematuros e com diversas condições médicas que requerem cuidados intensivos, bem como pacientes pediátricos em condições graves.
A compreensão do perfil epidemiológico dos pacientes admitidos em uma UTI é fundamental para uma gestão clínica eficaz e para a alocação de recursos adequados. O perfil epidemiológico refere-se à distribuição de características demográficas, diagnósticos médicos, procedimentos terapêuticos realizados e desfechos clínicos dentro da população atendida pela unidade. Traçar esse perfil permite uma análise abrangente das necessidades dos pacientes, identificação de tendências epidemiológicas e implementação de intervenções preventivas e terapêuticas direcionadas. Portanto, é essencial que os profissionais de saúde compreendam a epidemiologia das condições neonatais e pediátricas atendidas na UTI para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes e suas famílias.
Este estudo teve como objetivo explorar a importância de traçar o perfil epidemiológico de uma UTI, com foco específico na UTI Pediátrica, elaborando um perfil para determinar as implicações práticas para a gestão clínica e política de saúde.
O conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes atendidos na UTI Pediátrica de um Hospital Universitário Terciário em Ribeirão Preto é essencial para orientar a gestão clínica e alocar recursos de forma adequada. Compreender as características demográficas e clínicas dos recém-nascidos admitidos nesta unidade permitirá a implementação de intervenções preventivas e terapêuticas direcionadas, visando melhorar os desfechos neonatais e reduzir a morbimortalidade nessa população. Além disso, este estudo contribuirá para a geração de evidências locais sobre o perfil epidemiológico em UTI, preenchendo uma lacuna de conhecimento neste campo e subsidiando a elaboração de políticas de saúde mais eficazes para pacientes de alto risco.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A epidemiologia, como ciência, estuda a distribuição, a frequência e os determinantes de doenças graves à saúde em população específica. Seu principal objetivo é fornecer subsídios para a formulação de estratégias que visem à promoção da saúde e à prevenção de doenças. Rouquayrol e Almeida Filho (2003) destacam que a análise epidemiológica é fundamental para o planejamento de intervenções práticas em saúde pública e na clínica, possibilitando a otimização de recursos e o direcionamento de esforços.
O perfil epidemiológico em uma UTIP (Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica) pode ser definido como o conjunto de características demográficas e clínicas, fatores de risco, bem como os principais indicadores de morbidade e mortalidade dos pacientes internados em tais unidades. A coleta e análise desses dados são essenciais para a compreensão das condições que afetam de forma mais significativa as crianças que refletem de cuidados intensivos, orientando a elaboração de políticas de saúde, a alocação de recursos e o desenvolvimento de estratégias.
De acordo com Oliveira et al. (2018), o conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes pediátricos na UTIP é uma ferramenta crucial para a otimização dos cuidados oferecidos. Por meio da análise de dados epidemiológicos, é possível traçar estratégias personalizadas e baseadas em evidências, o que melhora o prognóstico dos pacientes e eleva a qualidade do atendimento. Além disso, permite a identificação de fatores de risco predominantes, possibilitando intervenções mais direcionadas e assertivas.
As condições clínicas mais frequentemente observadas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica são diversas e variações conforme a região e o perfil atendido populacional. No entanto, algumas patologias destacam-se pela prevalência em todo o mundo, como as doenças respiratórias (ex: bronquiolite, pneumonia), doenças infecciosas graves, traumas, doenças cardíacas congénitas e crises epilépticas (Piva & Garcia, 2012). Entre essas, as infecções respiratórias figuram como a principal causa de internação em UTIPs, principalmente em épocas sazonais.
A utilização do perfil epidemiológico como ferramenta de gestão em UTIP é auxiliar no manejo clínico, além disso o perfil epidemiológico possui uma função estratégica na gestão de unidades de terapia intensiva pediátrica. A coleta sistemática e a análise dos dados epidemiológicos permitem aos gestores e planejadores a adoção de medidas que otimizem a alocação de recursos, pode orientar decisões fundamentais, como a ampliação ou redução de leitos, a necessidade de investimentos em infraestrutura e tecnologia, além de intervenção na capacitação contínua das equipes de saúde (Santana et al. , 2019).
Compreender quais condições clínicas mais acometem as crianças internadas possibilita uma resposta mais ágil e eficiente por parte dos serviços de saúde, melhorando o prognóstico dos pacientes.
O monitoramento contínuo e a evolução dos padrões epidemiológicos faz se necessário devido os perfis de morbidade e mortalidade podem variar ao longo do tempo em função de fatores como mudanças demográficas, novas tecnologias terapêuticas e alterações nos padrões de saúde pública. Por exemplo, durante a pandemia de COVID-19, recomendou-se uma alteração significativa no perfil epidemiológico das UTIPs, com aumento expressivo de casos relacionados à infecção pelo SARS-CoV-2 em crianças, o que exigiu rápida adaptação das unidades a essa nova realidade (Mendes et al., 2021).
O envio sistemático desses dados é, portanto, necessário para garantir que as UTIPs sejam preparadas para atender às demandas emergentes, bem como para ajustar suas práticas conforme as necessidades que se apresentam as demandas diárias.
Ademais, os estudos apontam que o uso do perfil epidemiológico como ferramenta de análise e planejamento em UTIP está diretamente relacionado à melhoria da qualidade assistencial. Hospitais e unidades que fazem uso regular de dados epidemiológicos fornecem não apenas reduzir complicações e melhorias nos tratamentos, mas também estabelecem padrões de cuidado que elevam a segurança e a eficiência dos serviços oferecidos.
Dessa forma, a epidemiologia permite uma abordagem baseada em evidências, o que contribui para a elaboração de protocolos clínicos mais adequados à realidade da população atendida. Diante disso, o perfil epidemiológico deixa de ser apenas uma ferramenta acadêmica e passa a ser um componente essencial na rotina assistencial e na gestão das UTI.
METODOLOGIA
Estudo retrospectivo com base em análise de dados em prontuários médicos, de pacientes admitidos entre janeiro de 2020 a novembro de 2022 que necessitaram de suporte em UTI pediátrica de um Hospital Universitário Terciário em Ribeirão Preto – SP.
O estudo foi conduzido sob liberação de parecer consubstanciado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP – UNESA).
A metodologia a ser utilizada para alcançar os objetivos propostos deste projeto de pesquisa incluiu uma revisão sistemática da literatura científica atualizada sobre Perfil Epidemiológico e UTI Pediátrica, bem como uma pesquisa retrospectiva com a coleta e análise de dados em prontuários médicos.
A População do estudo foram pacientes admitidos no período de janeiro de 2020 a novembro de 2022, estudos clínicos e dados epidemiológicos sobre a os diagnósticos mais prevalentes.
Com referência aos critérios de inclusão e exclusão do estudo, a amostra incluiu todos os pacientes admitidos em UTI Pediátrica durante o período entre janeiro de 2020 a novembro de 2022, sendo excluídos para a realização da coleta de dados os pacientes fora do período descrito.
Para a realização do estudo, o procedimento da coleta de dados dos prontuários médicos dos pacientes selecionados, com os seguintes itens observados como idade, diagnóstico, data de admissão, internação e data da alta, taxa de óbito, entre outros.
Ao analisar os dados coletados, os dados de prevalência foram apresentados de forma descritiva, como frequências e porcentagens, para determinação dos principais diagnósticos. Interpretar os resultados obtidos e discutir as conclusões do estudo, incluindo possíveis implicações para a prática clínica e sugestões para pesquisas futuras.
RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
Os dados coletados revelam que, no período de análise, foram atendidos 316 (trezentos e dezesseis) casos na UTI Pediátrica, com destaque para as seguintes prevalências de condições clínicas: O desconforto respiratório, representa a maior prevalência, com 32,27% dos casos 102 (cento e dois) pacientes. - Icterícia: Segunda condição mais comum, responsável por 19,93% dos casos (63 pacientes). - Pré Termo: Correspondendo a 13,60% dos casos (43 pacientes). - Bronquiolite: Representando 8,54% dos casos (27 pacientes). - Sepse: Identificada em 5,37% dos pacientes (17 casos). - Pneumonia: Diagnosticada em 4,74% dos atendimentos (15 casos).
Outras condições incluíram Asfixia (1,89%), Sífilis (1,26%), Infecção (1,26%), Meningite Bacteriana (0,94%) e Síndrome de Aspiração de Mecônio (0,63%). Doenças Digestivas representaram apenas 0,31% dos casos. A categoria "Outras" englobou 9,17% dos atendimentos (29 casos).
Quanto à análise da UTI Pediátrica referida também apresentou dados relevantes durante o mesmo período. Foram analisados um total de 314 (trezentos e quatorze) pacientes, sendo 320 (trezentos e vinte) atendimentos, com um total de diárias de 3.645, com ocupação do setor de 35,94% (trinta e cinco, noventa e quatro por cento) do setor, mantendo uma taxa de ocupação média de 3.23 paciente por dia. Verificou um total de 24 (vinte e quatro) reinternações dos casos analisados. Constatou também durante o período o total de 15 (quinze) óbitos, resultando uma taxa de mortalidade de 4,69%.
Quanto ao tempo de permanência dos pacientes na uti neonatal foi distribuída da seguinte forma: até 24 horas: 16 pacientes; entre 24 e 48 horas: 3 pacientes - mais de 48 horas: 5 pacientes.
A análise mostrou que a maioria dos pacientes foi tratada clinicamente: - tratamento clínico: 319 (trezentos e dezenove) pacientes, tratamento cirúrgico: 1 (um) paciente.
Os dados indicam que as condições respiratórias, especialmente o desconforto respiratório, são as causas predominantes de internação, representando 32% dos casos na UTI Neonatal e Pediátrica. A taxa de mortalidade de 4,69% (quatro, sessenta e nove por cento) está dentro de parâmetros aceitáveis para unidades que tratam pacientes de alta complexidade.
A predominância de tratamento clínico em quase todos os casos (319 trezentos e dezenove) pacientes e a baixa necessidade de intervenções cirúrgicas 1 (um ) paciente apontam para uma abordagem terapêutica eficaz sem grandes complicações cirúrgicas. Além disso, o tempo médio de permanência abaixo de 24 horas para a maioria dos pacientes sugere que a UTI possui alta eficiência no manejo de casos agudos.
A pesquisa epidemiológica dos dados analisados evidencia a prevalência de condições respiratórias, em especial o desconforto respiratório, como a principal causa de internação nas UTIs Pediátrica e Neonatal, correspondendo a 32% dos casos. A predominância do tratamento clínico, aplicado em 319 pacientes, com uma mínima necessidade de intervenções cirúrgicas (apenas 1 caso), ressalta a eficácia da abordagem terapêutica adotada, demonstrando baixa complexidade cirúrgica entre os atendimentos. A taxa de mortalidade de 4,69% mantém-se dentro dos parâmetros aceitáveis para unidades que tratam pacientes de alta complexidade. Além disso, o curto tempo de permanência observado na maioria dos casos, inferior a 24 horas, reforça a eficiência da UTI no manejo de condições agudas, evidenciando um desempenho satisfatório no tratamento dessas patologias.
CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo apresentado tem o potencial de fornecer informações valiosas sobre o perfil epidemiológico da UTI Pediátrica referida. Os resultados podem levar a uma melhor compreensão dessas condições, e contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre a patofisiologia, diagnóstico e tratamento das principais doenças, proporcionando uma base sólida para a prática clínica baseada em evidências.
A pesquisa epidemiológica na UTI Neonatal e Pediátrica conduzida neste local revelou a importância do monitoramento contínuo das condições mais prevalentes, como o desconforto respiratório e a icterícia, além de destacar a eficácia do tratamento clínico. O estudo fornece informações valiosas que podem orientar intervenções clínicas mais eficazes e influenciar a formulação de políticas de saúde pública voltadas para o cuidado neonatal e pediátrico.
A análise desses dados também sublinha a necessidade de ajustes na alocação de recursos, garantindo que as principais demandas da unidade sejam atendidas de forma otimizada, promovendo melhores desfechos para os pacientes mais vulneráveis.
REFERÊNCIAS
BATISTA, G. DE J. et al. Unidade de terapia intensiva neonatal (utin): A importância na sobrevida dos recém-nascidos. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento. 2021. v. 10, n. 6, pág. e40910615884.
BRASIL.Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 930, DE 10 DE MAIO DE 2012. Define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0930_10_05_2012.html
DAMIAN, A. et al. Perfil de neonatos internados em unidade de tratamento intensivo neonatal: estudo transversal. 2016. v. 23, n. 2, p. 100-105. Arq, Ciênc, Saúde. Disponível em: https://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-23-/ Acesso em: 17 abr. 2024.
DE PAULA, B. M. et al. Perfil epidemiológico das internações em uma UTI neonatal no período de 2016 a 2017. 2018. Disponível em: <http://repositorio.aee.edu.br/.pdf>. Acesso em: 17 de abr. 2024.
LANETZKI, C. S. et al. O perfil epidemiológico do Centro de Terapia Intensiva Pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein. v. 10, n. 1, p. 16–21, 2012.
LOPES, A. D.; DIAS, M. L. DA C. Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo em UTI pediátrica. Revista Cereus, v. 11, n. 4, p. 44–57, 20 dez. 2019.
MENDES, E. T.; SOUZA, P. G.; OLIVEIRA, F. J. Impacto da pandemia de COVID-19 em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica: uma análise epidemiológica. *Revista Brasileira de Terapia Intensiva*, v. 33, n. 2, p. 145-153, 2021.
OLIMPIO, A. C. S. et al. Perfil clínico-epidemiológico de internamentos na unidade pediátrica de um hospital público Cearense. Reme: Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, v. 22, e-1114, 2018. Disponível em <http://www.revenf.bvs.br/scielo. Acesso em 17 abr. 2024. Epub 04-Out-2018. http://dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20180044
OLIVEIRA, M. R.; SILVA, A. P.; SANTOS, L. C. Perfil epidemiológico de pacientes pediátricos em Unidade de Terapia Intensiva: implicações para a prática clínica. *Revista de Saúde Pública*, v. 52, p. 1-9, 2018
PIVA, N. D. et al. Perfil epidemiológico dos óbitos pediátricos em uma unidade de terapia intensiva pediátrica do oeste do Paraná nos últimos 5 anos. Revista Thêma et Scientia, v. 12, n. 2, p. 159–173, 2023.
PIVA, J. P.; GARCIA, P. C. A. Perfil epidemiológico em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica no Brasil: desafios e perspectivas. *Jornal de Pediatria*, v. 88, n. 4, p. 209-215, 2012.
ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N. *Epidemiologia e saúde*. 6. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2003.
TAVARES, A. M. R.; FRANK, M. R. Importância da prática clínica e tecnologia aliadas na unidade de terapia intensiva: relato de experiência. Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança, v. 18, n. 1, p. 49–54, 2020.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Leilane Oliveira Monteiro Tocantins Costa, Vitor Antonio Tocantins Costa, Mariana Maldonado Loch (Autor)