Resumo
O uso de tecnologias na área da educação é um desafio por diversos fatores, seja o equipamento com problemas técnicos, seja o equipamento com falta de peças que determinam seu funcionamento, seja o docente não familiarizado com tais recursos, seja todo esse conjunto, entre outros. Na perspectiva da Educação de Jovens e Adultos é um desafio duplo causado por anseios tanto na área tecnológica quanto na área dessa modalidade de ensino, pois envolve uma clientela bem específica e, que necessita dos mais diferentes tipos de tecnologias educacionais como ferramenta pedagógica. Considerando essas concepções e muitas outras, este estudo vislumbra investigar não apenas a influência do uso das tecnologias no ensino da Língua Portuguesa, como também as estratégias propostas pelos professores em sala de aula, assim como os obstáculos que os alunos da EJA enfrentam diariamente quanto à disponibilidade das tecnologias como estratégia educativa para dar continuidade à sua vida escolar após longos anos distantes da realidade da sala de aula. Neste sentido esta pesquisa se propôs em investigar a influência do uso do celular no ensino da Língua Portuguesa, dos alunos da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio, da Escola Estadual Profº Octávio Mourão.
Palavras chave: Tecnologia; TICs; Tecnologias Digitais; Educação de Jovens e Adultos.
ABSTRACT
The use of technology in education presents a challenge due to various factors— ranging from technical equipment issues and missing essential components to teachers' unfamiliarity with these resources, or a combination of these and other elements. Within the context of Youth and Adult Education (EJA), this challenge is twofold, stemming from complexities inherent to both technology and this specific educational modality; it involves a distinct student demographic that requires a wide range of educational technologies as pedagogical tools. Against this backdrop, this study aims to investigate not only the impact of using technology in Portuguese language instruction but also the classroom strategies proposed by teachers and the daily obstacles EJA students face regarding the availability of technology as an educational tool for continuing their schooling after long periods away from the classroom environment. In this context, this research aimed to investigate the influence of mobile phone use on Portuguese language instruction for high school students in the Youth and Adult Education program at Prof. Octávio Mourão State School.
Keywords: Technology; ICTs; Digital Technologies; Youth and Adult Education.
INTRODUÇÃO
As tecnologias digitais vêm dominando não apenas os meios de comunicação, negócios, campo da ciência, como o campo educacional, profissional e pessoal, exercem muita influência no cotidiano do homem moderno e no seu trabalho. Nos últimos anos, a sociedade contemporânea vem se deparando com um avanço significativo das tecnologias digitais, a ponto de transformar as relações de relacionamento, sejam pessoais ou profissionais.
A enorme praticidade dos inúmeros aplicativos que são instalados nos aparelhos celulares é imensa e, com a utilização desses dispositivos tecnológicos pode se fazer uma compra, pagar um boleto, pagar um lanche ou refeição, fazer uma transferência bancária, um atendimento médico, uma entrevista de emprego, assistir aulas, conversar com amigos e familiares, enfim, nos proporciona realizar uma infinidade de tarefas e ações sem precisar sair de casa, só com o uso do aparelho celular, por exemplo.
O setor educacional não ficou à margem dos avanços tecnológicos, o surgimento de ferramentas tecnológicas é uma constante no campo da educação. Essas mudanças significativas trazem reflexos e impactos nos processos de aprendizagem, uma vez que o educando faz parte do “mundo” tecnológico, seu comportamento também mudou sua forma de ver e observar o mundo também mudou. Por outro lado, o que se observa é que, infelizmente, mesmo com todas essas inovações tecnológicas presentes no dia a dia das pessoas, essa realidade ainda não chegou efetivamente na sala de aula, não fazem parte da realidade de milhares de escolas em todo o território brasileiro.
Trazendo essa realidade para a Educação de Jovens e Adultos, torna-se mais preocupante do ponto de vista pedagógico, pelo fato que essa modalidade de ensino enfrenta uma precariedade de recursos didáticos que vão desde os livros didáticos que não são disponibilizados aos alunos e professores, perpassando pela parte de recursos didáticos, onde muitas vezes a escola não tem um computador, um data show, uma lousa interativa, um laboratório de informática e muitos outros recursos digitais para auxiliar suas práticas pedagógicas. Acompanhando esse raciocínio, os docentes da EJA visando uma melhoria na qualidade de ensino em decorrência da clientela acabam manifestando-se e fazendo uso das tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) que estão ao seu alcance para dinamizar suas aulas, evitando
assim que os alunos abandonem novamente a escola ou se tornem muito faltosos. Essa reinvenção pedagógica pela qual o docente vem transformando suas metodologias busca compreender as diferentes inteligências encontradas nas vivências de cada um dos alunos, independentemente da faixa etária.
Assim, fica evidenciado que, embora as inovações tecnológicas não cheguem de fato à maioria das escolas, o professor utiliza as ferramentas pedagógicas tecnológicas que estão à sua disposição, como o celular que é um aparelho que alunos e professores possuem para seu uso pessoal e pode e deve ser usado como suporte para o processo de aprendizagem.
TECNOLOGIAS E SUAS INFLUÊNCIAS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM
A tecnologia está em todas as esferas sociais. É uma ferramenta que não veio de passagem, por um curto período, um modismo, por exemplo, veio para fazer parte do nosso dia a dia, das nossas vidas. Nesse contexto, a educação não pode ficar alheia a essa novidade e os professores precisam adequar-se a novas concepções de inovações tecnológicas, caso contrário, se sentirão excluídos e, acabarão por acreditar que são incapazes de exercer determinadas funções como sinaliza Demo (2001):
A nova mídia pode ser extremamente útil na veiculação do conhecimento, como todos reconhecem, mas vai cada vez mais fazendo parte do mundo da aprendizagem, mesclando presença física e virtual. Será mister chegar à capacidade permanente de reconstruir conhecimento com qualidade formal e política, em primeiro lugar por questão de cidadania, e, em segundo lugar, para inserir-se mais adequadamente no mercado. (DEMO, 2001, p. 10).
As tecnologias são excelentes ferramentas pedagógicas, contribuem para a dinamicidade das aulas, estimula professores e alunos a saírem da comodidade, do método tradicional tão em voga ainda nas salas de aula da atualidade, amplia o conhecimento dos estudantes, propicia contato com diversas mídias digitais, desperta a construção de novas aprendizagens, tornando-se assim, importantes norteadores para o processo educativo. É notória a contribuição das Tecnologias de Informação e Comunicação no setor educacional, sua chegada às escolas públicas foi vista por alguns docentes como algo que não ganharia espaço, já para os entusiastas ela foi vista como uma grande e importante aliada no desenvolvimento do processo de aprendizagem. O certo é que ela trouxe desafios aos docentes e estudantes, novas visões, novas metodologias, porém essa realidade não é para todos, muitos estão à margem dessa mudança.
Muitas escolas ainda não estão inseridas nessa nova concepção de inovação educacional, para uma parcela considerada de alunos esta ferramenta não está disponível, embora algumas escolas até disponham de laboratórios de informática equipados com computadores que não são utilizados por professores e alunos, são apenas objetos decorativos. Outra realidade tem a ver com escolas que os computadores estão instalados, todavia professores não conseguem utilizá-los em suas atividades pedagógicas em decorrência de não haver internet para uma simples pesquisa ou para enviar um e-mail ou outra atividade didática- pedagógica. Infelizmente, nessas situações que são quase recorrentes, as mídias tecnológicas nem sempre cumprem seu papel pedagógico.
No que se refere à evolução tecnológica, esta tem atingido um avanço muito rápido, tem atingido uma velocidade sem precedentes em todos os tipos de aparelhos, dentre os quais destaca-se o celular, programas de computadores que, quase todos os dias sofrem alterações em seus programas, pois trazem aplicativos mais avançados, tablet notebook e plataformas digitais. Os programas e as plataformas estão cada vez mais aperfeiçoados e os adolescentes e jovens já se identificam com muita rapidez com estes novos recursos.
Logo, se o docente não procurar acompanhar estes avanços tecnológicos, certamente ficará com sua metodologia ultrapassada, continuará adotando metodologias defasadas e que não atendem aos anseios dessa nova geração que está completamente em harmonia com as tecnologias e mídias digitais, visto que, diante dos conhecimentos dos alunos, acabam ficando desmotivados caso o professor não planeje e prepare uma aula que tenha como ferramenta pedagógica essas novas tecnologias.
As novas tecnologias da comunicação e da informação permeiam o cotidiano, independente do espaço físico e criam necessidades de vida e convivência que precisam ser analisadas no espaço escolar. A televisão, o rádio, a informática, entre outras, fizeram com que os homens se aproximassem de imagens e sons de mundos antes inimagináveis, [....] Os sistemas tecnológicos, na sociedade contemporânea, fazem parte do mundo produtivo e da prática social de todos os cidadãos, exercendo um poder de onipresença, uma vez que criam formas de organização e transformação de processos e procedimentos. (PCN’s, 2000, p.11-12).
Nessa vertente, mediante o crescente e rápido desenvolvimento tecnológico que vem cada vez mais invadindo todos os setores e áreas da sociedade, faz-se necessária uma análise do seu impacto também sobre a educação, uma vez que, os aplicativos tecnológicos têm atraído uma imensa parcela da população, especialmente, dos jovens. Dessa maneira, torna-se relevante uma reflexão sobre a influência das tecnologias na prática pedagógica na sala de aula. “O impacto desse avanço se efetiva como processo social atingindo todas as instituições, invadindo a vida do homem no interior de sua casa, na rua onde mora, nas salas de aulas com os alunos”, etc. (DORIGONI; DA SILVA, 2013, p. 3).
É importante destacar que o processo ensino e aprendizagem se dá na interação do estudante com o meio, onde estão inseridos o docente e os recursos. Para que o mesmo possa acontecer e se efetive na vida do aluno de maneira significativa, a inclusão de novos recursos nesse processo possibilitará novas formas de aprender e ensinar, de modo a ampliar a mediação pedagógica entre docente e educando:
[...] as redes eletrônicas estão estabelecendo novas formas de comunicação e de interação em que a troca de ideias grupais, essencialmente interativas, não leva em consideração as distâncias físicas e temporais. A vantagem é que as redes trabalham com grande volume de armazenamento de dados e transportam grandes quantidades de informação em qualquer tempo e espaço e em diferentes formatos (DORIGONI; SILVA, 2013, p.14).
Trazendo para a realidade da modalidade de ensino da Educação de Jovens e Adultos que possui uma clientela especial, diferenciada, um público bem heterogêneo (composta por jovens, adultos e idosos), um corpo docente diversificado, a utilização de mídias digitais, de TICs como recurso pedagógico são indispensáveis para uma melhoria no ensino. Nesse contexto, a educação em parceria com a tecnologia relaciona o presente e o futuro, sem desconsiderar o passado. Os alunos precisam estar atentos às práticas atuais e as necessidades futuras, então se estes não estiverem preparados para “caminhar” segundo os conceitos da sociedade, certamente se sentirão excluídos, frustrados e, acabam acreditando que são impossibilitados de exercer determinadas funções profissionais e sociais.
As Tecnologias de Informação e Comunicação, assim como as tecnologias digitais fazem parte do cotidiano das pessoas em todos os continentes e no Brasil não é diferente. O avanço tecnológico está em crescente exponencial e vem dominando todas as esferas e abrindo cada vez mais espaço para a área de educação e até um novo formato de relacionamentos amorosos e novos formatos de executar atividades profissionais. Os inúmeros aplicativos surgidos vêm facilitando a vida de todos os cidadãos e, no setor educacional estão presentes e transformando a realidade dentro e fora dos espaços escolares. Adotar as inovações tecnológicas enquanto estratégias educativas é um dos métodos adotados por muitos professores, estes as utilizam em suas aulas como mecanismos que auxiliam no processo de aprendizagem.
A sociedade está cada vez mais engajada com as inovações tecnológicas, o uso de notebooks, computadores, netbooks, celulares, smartphones e outros, intensificam as relações sociais e, esses artefatos tecnológicos quando conectados à internet, seja pelo wi-fi, seja pelo wireless ou até mesmo pelo acesso via crédito (pacotes de internet) ampliam as condições e as possibilidades de uso de diferentes mídias no mundo virtual. Essa interação das pessoas com o espaço virtual e digital está cada vez mais intrínseca em nosso meio social, como argumenta KENSKI (2013, p.62) ao sinalizar que a “[...] cultura contemporânea está ligada à ideia da interatividade, da interconexão e da inter-relação entre pessoas, e entre estas e os mais diversos espaços virtuais de produção e disponibilização de informações”.
Essa realidade tecnológica nas mídias educacionais tem sido uma frequente no Brasil e no mundo na situação atual, onde a pandemia do Novo Corona Vírus mudou de forma brusca a vida da humanidade e, logicamente as metodologias das escolas, pois professores precisam se adequar e incorporar o uso de tecnologias e ter acesso a várias plataformas educacionais para continuarem ministrando suas aulas, porém dessa vez no chamado “home office”, destacando que os docentes não receberem nenhuma formação continuada sobre o uso dessas diversas plataformas digitais que hoje são parte da vida profissional dos mesmos.
Professores vêm se tornando uma espécie de “blogueiros da educação”, são ao mesmo tempo atores e diretores na organização e execução dessas filmagens para aulas on-line, elaboram vídeos e utilizam diversas plataformas que venham ao encontro dos alunos na continuidade de sua vida escolar e os alunos da EJA também estão sendo contemplados com tais metodologias digitais. Convém destacar que essa nova realidade na educação não atinge todos os alunos, infelizmente as desigualdades sociais e econômicas acabam por interferir diretamente no processo educativo e, esses estudantes acabam ficando à margem dessa nova realidade do sistema de ensino presente no Brasil e em todos os demais países do mundo.
Nesse sentido sobre a tecnologia, Lèvy afirma ser um suporte digitalizado da informação e comunicação, o qual proporciona interesse devido o rápido acesso entre a informação e o indivíduo que está em busca do conhecimento. As novas tecnologias da comunicação e da informação transformam o conceito de conhecimento. O adquirir de competências torna-se um processo contínuo e múltiplo, em suas fontes, em suas vias de acesso, em suas formas. Um autêntico universo oceânico de informações alimenta o fluxo incessante de construções possíveis de novos saberes. (Lévy, 2008a, p. 161).
[...] apresenta o termo Inteligência Tecnológica, que são as conexões sociais que, interligadas, favorecem e facilitam o processo de ensino-aprendizagem. Não há mais sujeito ou substância pensante, nem “material”, nem “espiritual”. O pensamento se dá em uma rede na qual neurônios, módulos cognitivos, humanos, instituições de ensino, línguas, sistema de escrita e computadores se interconectam, transformam e traduzem representações. (LÉVY, 2008a, p. 135).
A escola e os alunos da EJA têm enfrentado muitos desafios relacionados tanto em dar um novo significado às suas próprias vidas quanto nas suas trajetórias escolares. É importante que ambos percebam que voltar para a sala de aula não é apenas uma oferta, uma benesse do Estado, mas sim um direito de todos os brasileiros, direito este previsto na Constituição Federal do Brasil de 1988.
A aceleração das Tecnologias é tão forte e tão generalizada que até mesmo os mais “ligados”, “conectados”, se encontram em graus diversos, ultrapassados pela mudança, já que ninguém pode participar ativamente da criação das transformações do conjunto de especialidades e técnicas nem mesmo seguir essas transformações de perto. (Lévy, 2008b). As tecnologias educacionais fazem parte das políticas públicas voltadas à educação, sua expansão, divulgação, seus impactos e vantagens pedagógicas evidenciam que o uso das TICs nas escolas enriquece as atividades pedagógicas e possibilitam autonomia aos estudantes, conforme preconiza Iannone; Almeida; Valente (2016):
“[...] a escola que participa da cultura digital e dialoga com ela assume papel central na formação de estudantes com autonomia para tomar decisões, argumentar em defesa de suas ideias, trabalhar em grupo, atuar de forma ativa e questionadora diante dos acontecimentos, dificuldades e desafios, e participar do movimento de transformação social. Nesta escola, o potencial das TIC é incorporado às suas práticas por meio da exploração da mobilidade, da conexão e da multimodalidade, para permitir a autoria do estudante, que busca informações em distintas fontes; estabelece novas relações entre as informações, os conhecimentos sistematizados e aqueles que emergem das conexões nas redes ou são gerados nas experiências de vida; (reconstrói) conhecimentos representados por meio de múltiplas linguagens e de estruturas não lineares; interage e trabalha em colaboração com pares e especialistas situados em distintos lugares” (IANNONE; ALMEIDA; VALENTE, 2016, p. 62).
Nesse sentido, deve-se observar que as pessoas independentemente da classe social ou etnia estão cada vez mais inseridas no contexto da tecnologia, a utilizam para as mais diversas funções e serviços e, os alunos da EJA não são exceção, estão nesse grupo de “pessoas conectadas ao mundo”. Assim, a educação também se insere nessa conjuntura, em especial, as aulas de Língua Portuguesa que utilizam recursos expressivos para contextualização das diversas formas de comunicação inerentes ao ser humano, pois sua bagagem cultural deve ser considerada como enfatiza Kleiman (2007):
[...] bagagem cultural diversificada dos alunos que, antes de entrarem na escola, já são participantes de atividades corriqueiras de grupos que, central ou perifericamente, com diferentes graus e modos de participação (mais autônomo, diversificado, prestigiado ou não), já pertencem a uma sociedade tecnologizada e letrada. (KLEIMAN, 2007, p. 9).
O papel da escola enquanto instituição de aprendizagens, saberes sociais e científicos promove as práticas dominantes, visto que ampliam seus repertórios linguísticos, visto que os alunos da EJA também são participantes de grupos sociais pertencentes ao seu meio de convivência e profissional.
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, TECNOLOGIAS DIGITAIS E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
As inovações tecnológicas como tablets, notebooks, smartphones e outros dispositivos móveis têm cada vez mais criando novas possibilidades de comunicação desprendida de lugares fixos e que utiliza diferentes linguagens, simbologias e novos processos sociotécnicos característicos deste novo ambiente de informações e da cultura da mobilidade. Nas instituições de ensino, a inserção das TIC se intensificou a partir do ano de 1997, isso ocorreu devido às políticas públicas que têm dado prioridade a criação de laboratórios de informática nos estabelecimentos de ensino, uso de computadores nas salas de aula, notebooks, tablets e lousas digitais, bem como outros aparatos midiáticos. Nesse sentido, pode-se deduzir que o problema da inserção de equipamentos tecnológicos mais avançados nas escolas públicas já estaria resolvido.
No entanto, contrariando as expectativas dos governos nas esferas federal, estaduais e municipais, o investimento despendido na aquisição dessas tecnologias não tem cumprido a função esperada na melhoria da qualidade da educação, uma vez que a utilização das TIC na educação perpassa além da aquisição de tecnologias. Ainda há muito a ser feito, como por exemplo, adequação da infraestrutura da escola, tanto no aspecto físico, bem como na melhoria da rede de distribuição elétrica e da disponibilidade de conexão de rede eficiente, que tenha uma boa cobertura de sinal de internet. Por outro lado, é necessário (re)pensar na formação continuada de professores, no currículo escolar e na gestão da escola, que deverá desenvolver outras maneiras de interagir com os educandos frente ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.
Desse modo, é do conhecimento da sociedade que os alunos que compõem a clientela da EJA são pessoas com histórias de vida de superação, pessoas que estão em busca de um recomeço que anteriormente lhe fora negado por inúmeras situações seja do contexto familiar, profissional e socioeconômico, ou até mesmo causado pela evasão ou reprovação sequencial. Assim, essa retomada à vida escolar deve ser sempre estimulada e encorajada pelos professores e toda a equipe pedagógica e gestão escolar e, as metodologias pedagógicas apresentadas em sala de aula fazem o diferencial para bons resultados de aprendizagem, considerando o uso das tecnologias de informação e comunicação como suporte adotado pelos docentes no desenvolvimento de sua prática pedagógica em sala de aula, já que os recursos tecnológicos despertam maior interesse dos alunos na obtenção de informações e saberes.
As novas tecnologias - entre elas as digitais-, estão presentes no eixo da educação e são importantes ferramentas pedagógicas e os professores que as utilizam em suas práticas didáticas contribuem de forma significativa com o processo cognitivo e intelectual dos alunos. Deve-se considerar ainda o quão os estudantes estão cada vez mais envolvidos e fascinados com as mídias sociais, com esse aparato tecnológico que cresce cada vez mais e já faz parte da realidade de milhares e milhares de pessoas no planeta Terra. Por outro lado, é bom acrescentar que toda essa transformação que o uso das TICs vem ofertando aos professores e alunos não está sendo utilizada de forma adequada e satisfatória. Muitos profissionais não possuem afinidades com essas tecnologias e muitos não sabem como utilizá-las para transformar a sua realidade e a de seus alunos em sala de aula.
Logo, a tecnologia continua evoluindo numa velocidade que nem sempre conseguimos acompanhar. Ela vem transformando as relações sociais, de trabalho, de amizade, além de mudar por completo a maneira que nos relacionamos com o mundo e, isso contribui para as mudanças nos perfis das crianças e adolescentes. As tecnologias e, mais especificamente a internet veio para revolucionar a humanidade e todos os setores tanto no ramo comercial, quanto no educacional. Os estudos e debates acerca da Área de Linguagens já vêm há algum tempo, tomando novas perspectivas, e consequentemente, abrindo novas chaves de interpretação acerca das possibilidades que a temática das tecnologias digitais oferece em termos de não só conteúdos para a pesquisa, como também para o diálogo com outras disciplinas. Esse diálogo, numa perspectiva mais ampla, evidencia o estabelecimento das relações e influências das tecnologias digitais nos sistemas educacionais, nos negócios, e nas comunicações.
E aqui e agora, estão de um modo ou de outro, dentro de uma dimensão temporal produzindo bens, serviços, interatividade, construindo e reconstruindo múltiplos e infinitos dados sobre tudo: cultura, entretenimento, lazer, etc. No que diz respeito às tecnologias digitais, as mesmas têm grande relevância no contexto educacional e o elas têm exercido no dia a dia do homem contemporâneo. Nas últimas décadas e mais precisamente nos últimos anos, depara-se com um avanço muito significativo destas tecnologias, a ponto de transformar significativamente as formas de relacionamento, de entretenimento, dentre outras.
A comodidade e a praticidade em ter um dispositivo à palma da mão, que se pode fazer inúmeras atividades do cotidiano e de grande responsabilidade como pagar contas, fazer compras, reuniões com dezenas de pessoas (meet), transações financeiras, enfim, uma infinidade de tarefas que são realizadas apenas por um aplicativo móvel e digital: o aparelho celular, sem que você precise sair de casa, se deslocar de um lugar para o outro. Em 2013 através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) realizada e divulgada pelo IBGE, constatou-se que, naquele ano, mais de 50% dos brasileiros acessaram a internet através de celulares ou tablets. Destaca-se que esse privilégio não afeta apenas jovens, adultos e idosos, mas também crianças e jovens. Como já foi frisado, a tecnologia e as mídias sociais evoluem rapidamente de maneira a transformar a forma das pessoas em se relacionarem entre si e com o mundo, e isso já é o bastante para alterar consideravelmente o perfil da criança e do jovem atual.
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, A CULTURA DIGITAL E OS ENTRAVES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
As inovações tecnológicas como tablets, notebooks, smartphones e outros dispositivos móveis têm cada vez mais criando novas possibilidades de comunicação desprendida de lugares fixos e que utiliza diferentes linguagens, simbologias e novos processos sociotécnicos característicos deste novo ambiente de informações e da cultura da mobilidade. Nas instituições de ensino, a inserção das TICs se intensificou a partir do ano de 1997, isso ocorreu devido às políticas públicas que têm dado prioridade a criação de laboratórios de informática nos estabelecimentos de ensino, uso de computadores nas salas de aula, notebooks, tablets e lousas digitais, bem como outros aparatos midiáticos. Nesse sentido, pode-se deduzir que o problema da inserção de equipamentos tecnológicos mais avançados nas escolas públicas já estaria resolvido.
No entanto, contrariando as expectativas dos governos nas esferas federal, estaduais e municipais, o investimento despendido na aquisição dessas tecnologias não tem cumprido a função esperada na melhoria da qualidade da educação, uma vez que a utilização das TIC na educação perpassa além da aquisição de tecnologias. Ainda há muito a ser feito, como por exemplo, adequação da infraestrutura da escola, tanto no aspecto físico, bem como na melhoria da rede de distribuição elétrica e da disponibilidade de conexão de rede eficiente, que tenha uma boa cobertura de sinal de internet. Por outro lado, é necessário (re) pensar na formação continuada de professores, no currículo escolar e na gestão da escola, que deverá desenvolver outras maneiras de interagir com os educandos frente ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.
Desse modo, é do conhecimento da sociedade que os alunos que compõem a clientela da EJA são pessoas com histórias de vida de superação, pessoas que estão em busca de um recomeço que anteriormente lhe fora negado por inúmeras situações seja do contexto familiar, profissional e socioeconômico, ou até mesmo causado pela evasão ou reprovação sequencial. Assim, essa retomada à vida escolar deve ser sempre estimulada e encorajada pelos professores e toda a equipe pedagógica e gestão escolar e, as metodologias pedagógicas apresentadas em sala de aula fazem o diferencial para bons resultados de aprendizagem, considerando o uso das tecnologias de informação e comunicação como suporte adotado pelos docentes no desenvolvimento de sua prática pedagógica em sala de aula, já que os recursos tecnológicos despertam maior interesse dos alunos na obtenção de informações e saberes.
As novas tecnologias - entre elas as digitais-, estão presentes no eixo da educação e são importantes ferramentas pedagógicas e os professores que as utilizam em suas práticas didáticas contribuem de forma significativa com o processo cognitivo e intelectual dos alunos. Deve-se considerar ainda o quão os estudantes estão cada vez mais envolvidos e fascinados com as mídias sociais, com esse aparato tecnológico que cresce cada vez mais e já faz parte da realidade de milhares e milhares de pessoas no planeta Terra. Por outro lado, é bom acrescentar que toda essa transformação que o uso das TICs vem ofertando aos professores e alunos não está sendo utilizada de forma adequada e satisfatória. Muitos profissionais não possuem afinidades com essas tecnologias e muitos não sabem como utilizá-las para transformar a sua realidade e a de seus alunos em sala de aula.
Logo, a tecnologia continua evoluindo numa velocidade que nem sempre conseguimos acompanhar. Ela vem transformando as relações sociais, de trabalho, de amizade, além de mudar por completo a maneira que nos relacionamos com o mundo e, isso contribui para as mudanças nos perfis das crianças e adolescentes. As tecnologias e, mais especificamente a internet veio para revolucionar a humanidade e todos os setores tanto no ramo comercial, quanto no educacional. Os mais diversos setores sociais de diversas perspectivas sofreram impactos das tecnologias digitais e da conexão em rede na sociedade fez emergir um fomento para que novas políticas públicas voltadas para a esfera digital, surgindo assim, o termo “cultura digital” (Carvalho Júnior, 2009).
A complexidade de conceituar cultura digital é discutida por IANONNE; ALMEIDA; VALENTE (2016, p. 57), quando evidenciam que “[...] não é a tecnologia que determina ou contribui para a evolução da cultura digital, mas que ela deve ser reconhecida a partir do recente desenvolvimento tecnológico e de outros conhecimentos que foram construídos nas últimas décadas”.
A cultura digital, como qualquer outro tipo de cultura, é uma construção humana, resultado de transformações tecnológicas e mudanças sociais. A portabilidade é um dos aspectos importantes na cultura digital com as novas tecnologias, tornando os aparelhos cada vez mais sofisticados, agregando diferentes e diversas funcionalidades que permitem conectar-se, comunicar-se, editar textos e imagens, em qualquer tempo e lugar, e, dentre eles, o contexto escolar. Diante desses avanços tecnológicos, há um forte movimento para a disseminação da cultura digital na sociedade atualmente e, por consequência, na educação, fazendo com que se reflita sobre as práticas pedagógicas e a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem realizado nas escolas. Nessa acepção:
A cultura digital pode ser compreendida como a imersão plena nas redes, e enquanto tal, ela exige repensar a escola, com o fim de gerar cultura não apenas com tecnologias, mas, sobretudo, com vivências, descobertas e experiências de produção e socialização. Ou seja, mediante a imersão ativa dos participantes nos diversos espaços das redes tecnológicas que estão presentes no nosso cotidiano. (PISCHETOLA, 2016, p.51).
Entretanto, as tecnologias por si só não são garantia de uma educação democrática, mas, sim, deve ser vista como uma das possibilidades de participação do mundo digital e das redes sociais de comunicação, condições necessárias para formação e vida de todo cidadão, ou seja, todo indivíduo tem necessidade de ser inserido no mundo digital, de fazer parte desse universo. Complementando, as tecnologias, na maioria das vezes, são associadas no senso comum àquilo que há de mais avançado, isto é, o computador, o chip, o robô, o smartphone, as plataformas digitais, dentre outros. Entretanto, a tecnologia refere-se de modo geral, aos instrumentos planejados e desenvolvidos pelo homem e que possuem alguma função utilitária, para o cotidiano, ou uma função simbólica ou até mesmo ornamental e que agregam socialmente significados e sentidos cognitivos. Assim, incluem instrumentos do dia a dia muito básicos e comuns, como a faca, o lápis e o papel.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O termo metodologia significa estudo dos métodos, dos instrumentos que foram utilizados na busca incansável de se “fazer ciência”, na busca de coletar dados para uma análise de resultados fidedigna aos dados coletados para maior veracidade da temática abordada. Destaca-se que a metodologia (método/logia) é, assim, um dos itens que compõem todo trabalho científico. Está inserido nos elementos textuais de todo e qualquer trabalho científico, pois consiste em descrever, de forma detalhada, minuciosa, todo processo metodológico, todo caminho a ser percorrido para que se concretize uma pesquisa e possa se obter conhecimento válido e comprovado sobre determinado fato ou fenômeno social.
A esse respeito JACOBSEN (2009, p. 17), afirma que “só se realiza ciência a partir da pesquisa, isto porque o ser humano vive constantemente em busca de conhecimento”. Para Fachin (2001, p. 123) a pesquisa “é um procedimento intelectual para adquirir conhecimentos pela investigação de uma realidade e busca de novas verdades sobre um fato”. De modo geral entende-se pesquisa como um processo no qual o pesquisador tem “uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente”, pois desenvolve uma atividade de aproximações sucessivas da realidade, sendo que está apresenta “uma carga histórica” e reflete posições frente à realidade (MINAYO, 1994, p.23).
Esta investigação teve uma abordagem quantitativa, visto que para a coleta de dados são utilizados dados estatísticos, uma metodologia de ensino utilizada para a formação em desempenho profissional será aplicada como instrumento de um questionário de estrutura fechada sobre o estudo dos fatores que afetam a formação de adultos, também será elaborado um relatório descritivo para o alcance dos objetivos. No que concerne sobre a caracterização da pesquisa quanto a abordagem Jacobsen (2009), a classifica em Pesquisa Qualitativa e Pesquisa Quantitativa. Nessa linha de pensamento, a Pesquisa Qualitativa não se utiliza de números para a análise de suas variáveis. Enquanto que a Pesquisa Quantitativa preocupa-se com a quantificação dos dados coletados, utiliza-se de técnicas estatísticas para a medicação dos dados (Jacobsen, 2009).
A pesquisa científica possui um propósito, uma finalidade, objetivos a serem alcançados. Logo, para atender aos objetivos, as pesquisas podem ser: Exploratórias ou explicativas. Esta pesquisa é, de acordo com os objetivos, uma Pesquisa Exploratória. No que diz respeito a Pesquisa Exploratória, Gil (1991), pondera que a mesma objetiva facilitar familiaridade do pesquisador com o problema objeto da pesquisa, permitindo assim, a construção de hipóteses ou tornar a questão mais nítida, evidente e clara. Como exemplo de Pesquisa Exploratória, destacam-se as pesquisas bibliográficas e o estudo de caso.
A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Professor Octávio Mourão tendo como foco central da pesquisa os alunos do Ensino Médio da Educação de Jovens e Alunos, turno noturno. Mediante o quantitativo de estudantes, foram selecionados com consentimento dos participantes 50 (cinquenta) alunos do turno noturno. Os atores sociais deste estudo são todos estudantes regularmente matriculados e frequentando as aulas. Fazem parte do quadro de discentes da escola há no mínimo 1 (um) ano. A pesquisa desenvolvida neste estudo utilizou as seguintes técnicas da abordagem quantitativa como instrumentos para a coleta de dados e realização dos registros para comprovação e veracidade do mesmo: Pesquisa bibliográfica, entrevistas informais com os estudantes, observação da vida escolar prioritariamente no espaço da sala de aula e questionário fechado. Também foram realizados encontros de trocas de experiências entre os professores.
As entrevistas informais ocorreram em sala de aula através de conversação informal com os atores sociais do estudo, o questionário foi aplicado junto aos agentes da pesquisa sem nenhuma interferência da pesquisadora. A entrevista é uma técnica de interação social, uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca obter dados, e a outra se apresenta como fonte de informações (CRESWELL, 2010, p. 72).
A análise dos dados coletados trata de um importante processo pelo qual os dados que foram criteriosamente coletados e passam a dar origem a interpretações fundamentadas, com base em evidências, que englobam processos de classificação e comparação de material cuja obtenção se deu por meio do questionário fechado e de entrevista informal, onde se extrai seu significado e implicações. Dessa forma, quando se trata de analisar, compreender e, na sequência, interpretar um material de natureza quantitativa, é necessário que os dados sejam apresentados sob a forma de números. Outros podem ser facilmente codificados. Outros, porém, são bem mais desafiadores, requerendo estratégias bastante sofisticadas [...]” (GIL, 2021, p. 189- 190).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A investigação deu-se em formato quantitativo, exploratório e descritivo. Assim pretendeu-se apresentar os resultados através de um relatório, com base nos dados coletados, através de entrevistas informais, questionário fechado, observação não participante e pesquisas bibliográficas. Quando é feita a análise dos dados coletados, o pesquisador consegue obter mais detalhes sobre os dados do trabalho, com o propósito de conseguir respostas aos seus questionamentos e indagações, procurando estabelecer as relações necessárias entre os dados que foram obtidos e as hipóteses formuladas para que possa comprovar se estas são verdadeiras ou se podem ser refutadas (Lakatos & Marconi, 2003).
De acordo com Sampieri, (2010), o processo primordial da análise de resultados quantitativos é estruturarmos os dados analisados. Os dados que se almeja chegar com a pesquisa é determinar a influência das TICs enquanto ferramenta pedagógica no ensino de Língua Portuguesa, no processo de ensino-aprendizagem de jovens e adultos do Ensino Médio.
Os dados coletados através do questionário de múltipla escolha, foi elaborado na plataforma Google Forms, em seguida, enviado aos agentes sociais do estudo via aplicativo do WhatsApp. O questionário foi respondido por todos os participantes e devolvidos pelos mesmos dentro do prazo estipulado.
Após a realização da coleta dos dados, houve a compilação do questionário para apresentação e análise dos resultados, onde as respostas foram apresentadas por gráficos com as porcentagens correspondentes aos questionamentos feitos no questionário. Na sequência, fez-se o quantitativo de respostas de acordo com as alternativas, sendo que todas as questões apresentavam alternativas A, B, C, D, E. No início, foi feito um levantamento das respostas atribuídas pelos estudantes. Na etapa seguinte, após os dados coletados e separados, fez-se a análise de conteúdo dos dados coletados e, na sequência, a representação gráfica.
Quanto a análise dos conteúdos é de caráter descritivo e apresentou detalhadamente os dados representados nos gráficos segundo análise a seguir. Essa análise considerou a resposta dos 50 (cinquenta) alunos que participaram da pesquisa e responderam ao questionário fechado.
Inicia-se a apresentação dos resultados apresentado os percentuais dos alunos que fazem a utilização de aparelhos celulares nas aulas de língua portuguesa, para chegar a estes percentuais foi feita o seguinte questionamento aos discentes:
Questão 1: Você faz uso constante do aparelho celular nas aulas de Língua Portuguesa?
A questão 1 fez uma abordagem sobre o uso constante do aparelho celular nas aulas de Língua Portuguesa. De acordo com as respostas dos participantes obteve se o seguinte resultado: 48% dos entrevistados afirmaram que “SIM”, ou seja, fazem uso constante do aparelho celular em sala de aula, para 26% dos entrevistados, assinalaram que “ÀS VEZES”, usam o celular nas aulas de Língua portuguesa, já 20% dos entrevistados afirmaram que “NÃO” fazem uso do celular nas aulas de Língua Portuguesa, outros 4% afirmaram que “EM POUCAS SITUAÇÕES” usam o celular nas aulas de Língua Portuguesa e apenas 2% dos alunos responderam que “RARAMENTE”.
O que se observou foi que 48% dos participantes confirmaram fazer uso do aparelho celular na sala de aula nas aulas de Língua Portuguesa, outros 26% assinalaram que às vezes fazem uso. Por outro lado, 20% afirmaram não usar o celular nas aulas de Língua Portuguesa, o que nos faz refletir o porquê desse percentual de alunos não fazer uso em sala de aula durante as aula de Língua Portuguesa, seja por não levar para a escola o aparelho celular, por não possuir celular, por não possuir conexão de internet, entre outros. Uma solução para esse impasse pode estar na conexão de internet disponibilizada pela escola, ou seja, a escola precisa disponibilizar conexão de internet de qualidade para alunos e professores, pois assim será possível realizar atividades on-line, realizar pesquisas, participar do grupo de WhatsApp da sala, dentre outros.
Questão 2: A influência do uso do aparelho celular enquanto ferramenta escolar contribui com o processo ensino-aprendizagem?
A questão 2 faz uma abordagem sobre a influência do aparelho celular no processo de ensino-aprendizagem. De acordo com as respostas dos 50 entrevistados, os dados apresentados foram: 68% dos entrevistados afirmaram que “SIM”, há influência do uso do aparelho celular no processo de aprendizagem. 14% assinalaram que “ÀS VEZES”, existe influência do uso do celular na aprendizagem, 4% dos entrevistados informaram que “NÃO” tem influência do uso do celular no processo de ensino-aprendizagem, outros 2% dos participantes responderam que “SEMPRE”, teve influência do uso do celular com o processo de aprendizagem.
Mediante tais afirmativas dos entrevistados, o que foi evidenciado é que há percentual bem elevado (80%) que sinalizaram que a influência do uso do aparelho celular enquanto ferramenta pedagógica contribui para o processo de ensino aprendizagem, outros 14% informaram que às vezes essa influência do aparelho celular contribui para o processo de aprendizagem.
Os informantes afirmaram que às vezes a influência do aparelho celular contribui para o processo de ensino-aprendizagem podem não possuir conexão ou dados móveis para a realização de atividades escolares, ou até não possuir o aparelho celular. Essa falta de acesso à internet pode ser resolvida se a escola fornecer aos alunos esse acesso para que possam estar conectados à rede mundial de computadores realizando pesquisas, respondendo atividades, etc.
Questão 3: A professora de Língua Portuguesa utiliza o aparelho celular como ferramenta pedagógica em sala de aula?
Em relação à professora de Língua portuguesa utilizar o aparelho celular como ferramenta pedagógica em sala de aula o período de atuação na Educação Básica, o gráfico representa os dados abaixo: 44% dos atores da pesquisa assinalaram que “SIM”, a professora de Língua Portuguesa utiliza o celular em sala de aula, 36% dos entrevistados responderam que “NÃO”, a professora de Língua Portuguesa não utiliza o aparelho celular em sala de aula, 12% afirmaram que “ÀS VEZES” a professora de Língua Portuguesa faz uso do celular em sala de aula, já 8% sinalizaram que “EM ALGUMAS OCASIÕES ESPECÍFICAS” a professora utiliza o aparelho celular em sala de aula.
Aqui evidenciou-se que há um percentual de 44% dos atores sociais da pesquisa que afirmaram que a professora de Língua Portuguesa utiliza o aparelho celular como ferramenta pedagógica em sala de aula, outros 36% discordam, afirmando que a professora não utiliza o celular como ferramenta pedagógica em sala de aula, e, os outros 12% informaram que às vezes a professora de língua Portuguesa utiliza o celular como ferramenta pedagógica em sala de aula.
Os participantes que sinalizaram que a professora de Língua Portuguesa não utiliza o celular em sala de aula ou às vezes utiliza esse aparelho em sala de aula, certamente não acompanharam as aulas remotas, onde o aparelho celular foi utilizado para envio de atividades, recebimento de atividades, foi utilizado ainda para explicações, tira dúvidas, entre outros e, mesmo com o retorno das aulas presenciais, a professora continua utilizando o aparelho celular como ferramenta pedagógica em sala de aula para a realização de atividades, como por exemplo, atividades e avaliações realizadas na plataforma do google Formulário.
Questão 4: Como você avalia o uso da internet no processo ensino aprendizagem?
Sobre a avaliação do uso da internet no uso da internet no processo ensino aprendizagem, ou seja, como os participantes avaliam o uso da internet no processo de aprendizagem. Assim, os 50 respondentes apresentaram as seguintes respostas, conforme estão demonstradas no gráfico 20.
Para 80% dos agentes sociais da pesquisa, a resposta para esse questionamento é “POSITIVA”, isto é, avaliam positivamente o uso de internet no processo de aprendizagem, já outros 12% afirmaram que “PARTE POSITIVA E PARTE NEGATIVA”, o que significa que fazem avaliam positivamente e negativamente o uso de internet no processo de aprendizagem, os outros 4% de acordo com as respostas dos participantes “QUASE SEMPRE POSITIVA”, Já para 2%, a resposta foi “NEGATIVA”, ou seja, avaliam o uso da internet no processo de aprendizagem como negativa, e para finalizar, os outros 2% afirmaram “MUITO NEGATIVA”, ou seja, consideram extremamente negativo o uso de internet no processo aprendizagem.
Assim, evidenciou-se que a maioria (80%) dos atores sociais da pesquisa avaliou de forma positiva o uso de internet no processo de aprendizagem, enquanto que 12% avaliaram que o uso da internet pode ser parte positiva e parte negativa, bem como 4% avaliaram que esse uso quase sempre é positivo, o que de modo geral, o uso da internet no processo de ensino-aprendizagem foi avaliado como benéfico, positivo para o processo educacional.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo vislumbrou sobre a influência da Tecnologia de Informação e Comunicação enquanto ferramenta pedagógica no ensino da Língua Portuguesa na EJA, pois sempre se considerou o uso de tecnologias na área da educação como um grande desafio por diversos fatores, seja pelos equipamentos com problemas técnicos, seja o equipamento com falta de peças que determinam seu funcionamento, seja o docente que não consegue se familiarizar ou resiste a aprender manusear com tais recursos, seja todo esse conjunto.
Nessa perspectiva, a Educação de Jovens e Adultos acaba sendo um desafio duplo causado por anseios tanto na área tecnológica quanto na área dessa modalidade de ensino, pois envolve uma clientela bem específica e, que necessita dos mais diferentes tipos de tecnologias educacionais como ferramenta pedagógica para a melhoria do processo educacional.
Comprovou-se neste estudo que a influência das tecnologias de Educação e as TICs, bem como o uso da internet são essenciais para a melhoria do ensino de Língua Portuguesa e resultados satisfatórios de aprendizagem. Outra constatação feita mediante este estudo diz respeito a falta ou ausência de acesso à internet na escola para a realização de atividades escolares, bem como a inexistência de um laboratório de informática conectado à internet para que os alunos pudessem realizar atividades escolares no ambiente escolar.
De acordo com o que fora enfatizado no decorrer da pesquisa, a utilização das TICs, nas redes sociais e das Tecnologias Digitais e a utilização e influência da internet no processo de ensino-aprendizagem nas aulas de Língua Portuguesa destinadas aos alunos da EJA, destacando-se ainda que são inúmeras as dificuldades dos docentes quanto à utilização de tecnologias em sala de aula, como por exemplo, os alunos não têm acesso à internet do servidor da escola, a escola não possui laboratório de informática, dispõem de apenas um notebook para os professores utilizarem em sala de aula, possui poucos data show para que o docente possa ministrar aulas interativas, entre outros.
Essas dificuldades pontuais e que não demonstram serem sanadas a curto prazo acabam desestimulando os docentes, o que compromete o processo educacional e o rendimento escolar. Mesmo a tecnologia sendo uma realidade mundial, estando presente na vida de todos, infelizmente não está acessível a todos, embora seja exigida cada vez mais essa inserção no mundo tecnológico por diversos fatores como: trabalho, estudos, lazer, negócios, etc. enfim, faz-se necessário adequar-se a tantas inovações tecnológicas.
Nesse contexto este estudo pretendeu contribuir significativamente com o processo educacional apontando o quão é importante a utilização, influência, uso da internet e das redes sociais no processo de aprendizagem nas aulas de Língua Portuguesa dos alunos da modalidade de ensino EJA, bem como compreender o porquê das TICs e das tecnologias digitais no cotidiano escolar e sua relevância para o processo educacional.
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Artigo extraído, da dissertação de Mestrado apresentado a Facultad de Posgrado em Maestría en Ciencias de la Educación en la Universidade UNISAL localizada em San Lorenzo - PARAGUAY, para obtenção do título de Mestre em Ciência da Educação no ano de 2021. ↑
Professora Graduada em Letras pela Universidade Nilton Lins no ano de 2014, Mestra em Ciência da Educação pela Universidad San Lorenzo UNISAL/PY. ↑

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