A atuação do farmacêutico na dispensação e acompanhamento no uso da cannabis medicinal
The pharmacist’s role in the dispensing and monitoring of medicinal cannabis use
Maiquele Dias de Souza Tiago[1]
RESUMO
O uso terapêutico da cannabis medicinal tem se consolidado como uma área emergente na
assistência à saúde, impulsionado pela crescente robustez das evidências científicas e pela evolução dos marcos regulatórios. No Brasil, a RDC nº 327/2019 da ANVISA estabeleceu diretrizes para o acesso a esses produtos, condicionando sua utilização à prescrição e ao acompanhamento profissional, o que evidencia a relevância da atuação qualificada do farmacêutico nesse cenário. Este estudo teve como objetivo analisar o papel do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento de pacientes em uso de cannabis medicinal, à luz de aspectos regulatórios, potenciais riscos, interações medicamentosas e desafios inerentes à prática clínica. Para tanto, foi realizada uma revisão narrativa da literatura de natureza qualitativa, com abordagem exploratória e descritiva, a partir de buscas em bases de dados como PubMed e SciELO, utilizando descritores específicos relacionados ao tema. Os achados indicam que o farmacêutico ocupa posição estratégica na assistência ao paciente, assumindo responsabilidades que transcendem a dispensação, incluindo a gestão do cuidado e a orientação clínica. Destacam-se, nesse contexto, as interações medicamentosas envolvendo o canabidiol, particularmente aquelas mediadas pelo sistema enzimático CYP450, que configuram um relevante desafio terapêutico. Exposto isso, evidenciam-se lacunas na formação e na capacitação desses profissionais, o que pode impactar diretamente a qualidade da assistência prestada. Conclui-se que a atuação do farmacêutico na área da cannabis medicinal demanda a articulação entre dimensões regulatórias, clínicas e educativas, bem como contínua atualização científica, de modo a assegurar práticas seguras, eficazes e centradas no paciente.
Palavras-chave: Cannabis medicinal; Farmacêutico; Dispensação; Interações medicamentosas; Regulamentação.
ABSTRACT
The therapeutic use of medical cannabis has become an emerging field in healthcare, driven by the increasing body of scientific evidence and the evolution of regulatory frameworks. In Brazil, ANVISA Resolution RDC No. 327/2019 established guidelines for access to cannabis-based products, requiring medical prescription and professional follow-up, which reinforces the importance of qualified pharmaceutical practice in this context. This study aimed to analyze the pharmacist’s role in the dispensing and follow-up of patients using medical cannabis, considering regulatory aspects, potential risks, drug interactions, and challenges inherent to clinical practice. To this end, a qualitative narrative literature review with an exploratory and descriptive approach was conducted using databases such as PubMed and SciELO, based on specific descriptors related to the topic. The findings indicate that pharmacists occupy a strategic position in patient care, assuming responsibilities that extend beyond dispensing, including clinical counseling and pharmacotherapeutic monitoring. In this context, drug interactions involving cannabidiol stand out, particularly those mediated by the CYP450 enzymatic system, which represent a significant therapeutic challenge. Furthermore, gaps in the education and training of these professionals were identified, which may directly impact the quality of healthcare provided. It is concluded that pharmaceutical practice in the field of medical cannabis requires the integration of regulatory, clinical, and educational dimensions, as well as continuous scientific and professional development, in order to ensure safe, effective, and patient-centered practices.
Keywords: Medical cannabis; Pharmacist; Dispensing; Drug interactions; Regulation.
1 INTRODUÇÃO
O uso terapêutico da cannabis medicinal tem se consolidado como campo emergente na assistência em saúde, impulsionado pela ampliação de evidências científicas, pela revisão de marcos regulatórios e pelo aumento da demanda de pacientes que buscam alternativas farmacológicas para condições crônicas e refratárias (Souza; Henriques; Limberger, 2022). Nesse contexto, observa-se uma crescente valorização de abordagens terapêuticas baseadas em evidências, o que contribui para a legitimação do uso da cannabis no cenário clínico contemporâneo (Russo et al., 2024).
No Brasil, a regulamentação estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, especialmente a partir da RDC n.º 327/2019, estruturou um modelo de acesso que exige prescrição e acompanhamento profissional, o que reforça a necessidade de atuação qualificada do farmacêutico no processo de dispensação e monitoramento clínico (Martins; Posso, 2023). Além disso, esse modelo regulatório evidencia a importância da integração entre os profissionais de saúde, sobretudo no que se refere à garantia da segurança e da eficácia terapêutica.
Diante desse panorama, a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento de pacientes que utilizam cannabis medicinal constitui um campo de relevância científica e social, especialmente pela necessidade de garantir uso racional, segurança terapêutica e vigilância contínua. Assim, o farmacêutico passa a assumir um papel estratégico, não apenas na dispensação, mas também na orientação e no acompanhamento farmacoterapêutico dos pacientes (Sabmeethavorn; Bonomo; Hallinan, 2022).
Com base no exposto, levantou-se o seguinte questionamento: Como o farmacêutico tem desempenhado sua função na dispensação e no acompanhamento de pacientes que utilizam cannabis medicinal, considerando os desafios regulatórios, clínicos e operacionais que permeiam essa prática? Tal questionamento direciona a investigação para a compreensão das atribuições profissionais frente às demandas emergentes desse campo.
O objetivo geral é analisar a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento de pacientes em uso de cannabis medicinal, considerando regulamentação, riscos, interações medicamentosas e desafios observados na prática profissional. Para isso, busca-se articular aspectos teóricos e práticos, a fim de oferecer uma análise abrangente e fundamentada.
A relevância científica, social e profissional desse tema justifica o desenvolvimento deste estudo, que se propõe a analisar o papel do farmacêutico em um campo terapêutico em expansão e de alta complexidade técnica. Desse modo, espera-se contribuir para o fortalecimento da prática farmacêutica e para a ampliação do conhecimento acerca do uso seguro da cannabis medicinal.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A regulamentação da cannabis medicinal no Brasil consolidou um modelo de acesso baseado em prescrição médica e controle sanitário rigoroso, especialmente a partir da RDC n.º 327/2019, fortalecendo o papel do farmacêutico na cadeia assistencial. Segundo Martins e Posso (2023), o processo regulatório brasileiro reflete avanços graduais, ainda permeados por tensões políticas e sociais. Souza, Henriques e Limberger (2022) destacam que o Brasil adotou um modelo híbrido, com importação autorizada e produção nacional sob critérios específicos. Esse cenário impõe ao farmacêutico responsabilidades técnicas e éticas ampliadas. Nesse sentido, observa-se que a evolução normativa acompanha, ainda que de forma gradual, as demandas sociais e científicas relacionadas ao uso terapêutico da cannabis.
[...] Esta Resolução define os requisitos para a comercialização, prescrição, dispensação, monitoramento e fiscalização de produtos de Cannabis para fins medicinais, exclusivamente para uso humano, e estabelece condições e procedimentos para a concessão da Autorização Sanitária para a fabricação e a importação desses produtos.
A expansão do mercado brasileiro de cannabis medicinal, evidenciada por Pinto et al. (2024), intensificou a demanda por profissionais qualificados na dispensação desses produtos. O crescimento do número de prescrições e autorizações sanitárias exige preparo técnico para análise de receituários, avaliação da conformidade regulatória e orientação adequada aos pacientes. Felinto et al. (2022) demonstram que, em associações autorizadas, o farmacêutico desempenha papel central na organização do processo de dispensação e no esclarecimento quanto ao uso correto. Assim, a prática profissional passa a integrar dimensões clínicas e administrativas. Além disso, essa ampliação do mercado reforça a necessidade de constante atualização profissional (Bawa et al., 2023).
No âmbito farmacocinético, as interações medicamentosas representam um dos principais desafios clínicos associados ao uso do canabidiol (CBD). Balachandran et al. (2021) evidenciam que o CBD pode interagir com múltiplos fármacos por meio da modulação do sistema enzimático CYP450. Graham, Moore e James (2022) reforçam que tais interações podem alterar concentrações plasmáticas de anticonvulsivantes, antidepressivos e anticoagulantes. Lacroix et al. (2024) atualizam essas evidências ao demonstrar que o risco de interações depende de dose, via de administração e perfil metabólico do paciente. Portanto, a compreensão desses mecanismos é fundamental para a prática clínica segura.
A revisão CANN-DIR™ desenvolvida por Kocis, Manning e Devine (2023) sistematiza potenciais interações entre canabinoides e diferentes classes terapêuticas, oferecendo ferramentas úteis à prática clínica. Esses achados reforçam a necessidade de acompanhamento farmacoterapêutico contínuo, sobretudo em pacientes polimedicados. O farmacêutico, ao revisar prescrições e histórico medicamentoso, contribui para prevenir eventos adversos e garantir segurança terapêutica. Tal atuação está alinhada aos princípios do uso racional de medicamentos. Assim, evidencia-se a centralidade do farmacêutico na prevenção de riscos associados ao tratamento (Kocis; Manning; Devine, 2023).
Além dos aspectos técnicos, estudos internacionais indicam lacunas no conhecimento e na confiança profissional sobre cannabis medicinal. Bawa et al. (2023) identificaram que farmacêuticos australianos demonstram interesse crescente, mas relatam necessidade de maior capacitação formal. Merks et al. (2025) observaram preocupações relacionadas à eficácia, segurança e responsabilidade legal. Russo et al. (2024) corroboram esses achados ao apontar variações significativas no nível de conhecimento entre profissionais de saúde em diferentes países. Nesse contexto, torna-se evidente a importância da educação continuada (Merks et al., 2025).
Dassieu et al. (2023) evidenciam que pacientes com dor crônica frequentemente buscam informações adicionais junto aos farmacêuticos, reforçando sua função educativa. Sabmeethavorn, Bonomo e Hallinan (2022) destacam que a dispensação de cannabis envolve não apenas entrega do produto, mas aconselhamento detalhado sobre titulação de dose, efeitos adversos e armazenamento. Shulman et al. (2024) indicam que a evolução das perspectivas globais dos farmacêuticos está associada à ampliação de políticas públicas e formação continuada. Dessa maneira, o farmacêutico consolida-se como agente fundamental no processo educativo em saúde (Dassieu et al., 2023).
No contexto brasileiro, o farmacêutico também atua como mediador entre exigências regulatórias e necessidades clínicas do paciente. Pinto et al. (2024) ressaltam que desafios operacionais incluem rastreabilidade, controle de estoque e cumprimento de exigências documentais. Martins e Posso (2023) reforçam que a consolidação normativa demanda atualização constante dos profissionais. Essa realidade impõe integração entre conhecimento regulatório, farmacologia e prática clínica. Consequentemente, a atuação profissional exige abordagem multidimensional.
Diante desse panorama, a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento do uso de cannabis medicinal revela-se estratégica para garantir segurança, eficácia e conformidade legal. As evidências científicas sobre interações medicamentosas, aliadas aos desafios formativos e regulatórios, indicam a necessidade de fortalecimento da educação permanente. O farmacêutico assume, portanto, papel clínico ampliado, contribuindo para o monitoramento terapêutico e para a promoção do cuidado centrado no paciente em um campo terapêutico em expansão. Em síntese, a literatura aponta para a crescente complexidade e relevância dessa atuação no cenário da saúde contemporânea.
3 METODOLOGIA
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo tendo como objetivo analisar a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento de pacientes em uso de cannabis medicinal. Para isso, foram selecionados e analisados estudos científicos nacionais e internacionais que abordam aspectos regulatórios, clínicos, farmacológicos e operacionais relacionados ao tema. O delineamento metodológico buscou manter coerência entre a pergunta de pesquisa, os objetivos propostos e o referencial teórico utilizado. Foram considerados estudos publicados no período de 2015 a 2025, escolhidos com base na relevância e na contribuição na compreensão do tema.
A busca das publicações foi realizada em bases de dados científicas reconhecidas como PubMed SciELO. Journal of Cannabis Research, Frontiers in Pharmacology e British Journal of Clinical Pharmacology, entre outras. Foram utilizados descritores em português e inglês, como "cannabis medicinal", "medical cannabis", "pharmacist", "dispensação farmacêutica", "drug interactions", "regulação da cannabis" e "acompanhamento
farmacoterapêutico”. Foram incluídos artigos com acesso ao texto completo e que apresentassem relação direta com a atuação do farmacêutico, interações medicamentosas, desafios regulatórios e percepções profissionais. A seleção dos estudos ocorreu de forma não sistematizada, característica de revisões narrativas, priorizando aqueles mais relevantes e alinhados ao objetivo da pesquisa.
Após a seleção, os estudos foram lidos de forma analítica e organizados em categorias temáticas, como regulamentação e políticas públicas, expansão do mercado e desafios operacionais, interações medicamentosas e segurança terapêutica, além de conhecimentos e atitudes dos farmacêuticos. A análise foi conduzida de maneira interpretativa, buscando identificar pontos em comum, lacunas e contribuições importantes para compreender o papel do farmacêutico nesse contexto. Dessa forma, foi possível construir uma base teórica consistente para sustentar a discussão do tema.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram analisados estudos relevantes da literatura que abordam a atuação do farmacêutico no contexto da cannabis medicinal, conforme síntese apresentada a seguir. De modo geral, os resultados evidenciam que a regulamentação brasileira, especialmente a partir da RDC n.º 327/2019, consolidou o farmacêutico como agente central na dispensação de produtos à base de cannabis, atribuindo-lhe responsabilidades técnicas relacionadas à conferência de prescrições, controle sanitário e orientação ao paciente (Martins; Posso, 2023).
Observou-se que o modelo regulatório nacional, embora ainda em expansão, exige conhecimento específico sobre documentação, rastreabilidade e normas vigentes (Pinto et al., 2024). Nesse sentido, verifica-se que a complexidade normativa amplia as exigências técnicas da prática farmacêutica. Tal contexto fortalece o papel clínico e gerencial do farmacêutico, ampliando sua atuação para além da simples entrega do produto (Felinto et al., 2022).
No âmbito clínico, os estudos analisados apontam que as interações medicamentosas representam um dos principais desafios na prática profissional. Evidências indicam que o canabidiol pode interferir no metabolismo de diversos fármacos, sobretudo por meio do sistema enzimático CYP450, aumentando o risco de eventos adversos ou alterações na eficácia terapêutica (Balachandran et al., 2021; Graham; Moore; James, 2022).
Além disso, Lacroix et al. (2024) demonstram que tais interações estão diretamente relacionadas à dose, à via de administração e ao perfil metabólico do paciente. Dessa forma, torna-se indispensável a avaliação individualizada da farmacoterapia. Esses achados reforçam a necessidade de revisão criteriosa da farmacoterapia, especialmente em pacientes com polimedicação, como aqueles com epilepsia, dor crônica ou transtornos psiquiátricos (Kocis; Manning; Devine, 2023).
A análise também revelou lacunas significativas no conhecimento e na formação dos farmacêuticos acerca da cannabis medicinal. Pesquisas internacionais demonstram que muitos profissionais relatam insegurança quanto à posologia, às indicações clínicas e aos aspectos legais, apesar de reconhecerem a importância de sua atuação (Bawa et al., 2023; Merks et al., 2025).
Russo et al. (2024) corroboram esses achados ao apontar variações significativas no nível de conhecimento entre profissionais de saúde em diferentes países. Assim, evidencia-se a necessidade de fortalecimento da formação acadêmica e da educação continuada. Esse cenário evidencia a necessidade de inclusão mais robusta do tema na graduação e em programas de educação continuada, visando garantir assistência qualificada e baseada em evidências.
Do ponto de vista do paciente, os estudos indicam que o farmacêutico é frequentemente procurado como fonte de informação confiável, sobretudo para esclarecimentos sobre efeitos adversos, titulação de dose e armazenamento adequado (Dassieu et al., 2023). Sabmeethavorn, Bonomo e Hallinan (2022) destacam que a dispensação de cannabis envolve não apenas a entrega do produto, mas também aconselhamento detalhado sobre seu uso.
Além disso, Shulman et al. (2024) apontam que a orientação profissional está diretamente associada à melhoria na adesão terapêutica. Desse modo, a atuação educativa do farmacêutico assume papel central na promoção do cuidado em saúde. A literatura destaca que a orientação farmacêutica contribui para maior adesão ao tratamento e redução de riscos associados ao uso inadequado.
Em síntese, a discussão dos achados demonstra que a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento do uso da cannabis medicinal envolve dimensões regulatórias, clínicas e educativas interdependentes. Embora haja avanços normativos e expansão do mercado, persistem desafios relacionados à capacitação profissional e à consolidação de protocolos clínicos específicos (Souza; Henriques; Limberger, 2022; Pinto et al., 2024). Portanto, essa prática depende da integração entre conhecimento científico, atualização profissional e políticas públicas estruturadas, bem como do desenvolvimento de competências técnicas voltadas à segurança e ao cuidado centrado no paciente.
5 CONCLUSÃO
Os achados deste estudo demonstram que a atuação do farmacêutico na dispensação e no acompanhamento da cannabis medicinal é central para a segurança e a efetividade do tratamento, porém ainda se desenvolve em um cenário tecnicamente insuficiente. Apesar dos avanços regulatórios ampliarem o acesso e definirem responsabilidades, a capacitação profissional não tem acompanhado a complexidade farmacocinética e clínica envolvida, o que compromete a tomada de decisão e aumenta o risco de desfechos terapêuticos inadequados.
Destaca-se, nesse contexto, o papel do farmacêutico no monitoramento farmacoterapêutico, especialmente diante das interações medicamentosas mediadas pelo sistema enzimático CYP450, capazes de alterar significativamente a resposta a fármacos concomitantes. A ausência de protocolos clínicos consolidados e a limitada padronização da prática resultam em condutas heterogêneas, fragilizando a consistência do cuidado e a segurança do paciente.
Diante disso, torna-se evidente que o fortalecimento da formação acadêmica e da educação continuada, associado à implementação de diretrizes clínicas baseadas em evidências, não constitui apenas uma recomendação, mas uma exigência para a qualificação da prática farmacêutica. Tais medidas são fundamentais para garantir o uso racional da cannabis medicinal e reduzir riscos associados à sua utilização.
Conclui-se que a consolidação da atuação do farmacêutico nesse campo depende diretamente da superação das lacunas formativas e da estruturação da prática clínica. Na ausência desses avanços, a ampliação do acesso tende a ocorrer de forma dissociada da qualidade assistencial, configurando um cenário regularmente avançado, porém clinicamente vulnerável.
REFERÊNCIAS
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Discente do curso de Farmácia da Faculdade Madre Thaís, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: may.ds@hotmail.com ↑

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