Atividade física e direitos humanos: reflexões sobre cidadania e qualidade de vida de pessoas com 60 +
DOI:
https://doi.org/10.69849/txd2vv56Palavras-chave:
Envelhecimento Ativo, Atividade Física, Direitos Humanos, Cidadania, Pessoa IdosaResumo
O envelhecimento populacional constitui uma das principais transformações demográficas contemporâneas, exigindo do Estado e da sociedade novas formas de pensar os direitos da pessoa idosa. Nesse contexto, a atividade física apresenta-se como importante instrumento de promoção da saúde, autonomia e inclusão social, contribuindo diretamente para a efetivação dos direitos humanos na velhice. O presente artigo teve por objetivo refletir sobre a relação entre atividade física, cidadania e qualidade de vida da população idosa, a partir de uma abordagem sociológica e jurídica. Utiliza-se metodologia de revisão de literatura, dialogando com autores da sociologia, dos direitos humanos e da saúde coletiva. Conclui-se que a promoção da atividade física deve ser compreendida como estratégia de inclusão social e garantia da dignidade humana, sendo indispensável a ampliação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo.
Referências
BISPO, Raphael. ¿Beleza eterna? A experiência de envelhecimento entre dançarinas eróticas “das antigas”. 2016. Revista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos, Emociones y Sociedad. N°21. Año 8. agosto 2016-Noviembre 2016. Argentina. ISSN 1852-8759. pp. 52- 63.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
BRASIL. Estatuto da Pessoa Idosa. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Brasília, DF: Presidência da República, 2003.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde. 2006.
CRUZ, L. B. V. et al. Depressão na Terceira Idade: impactos, diagnóstico e abordagens terapêuticas. 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. Volume 6, Issue 8 (2024).
FERREIRA, V. A. et al. Desigualdade, pobreza e obesidade. Ciênc Saúde Coletiva 15(Suppl 1):1423-1432, 2010.
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2014.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 25. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2011.
GOMES, B.M.S. Análise do conceito: envelhecimento ativo. Bazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 5, n.6, p.21929-21943, nov./dec., 2022.
GORZONI, M.L.; TONIOLO NETO, J. Terapêutica clínica no idoso. São Paulo: SARVIER, 1995.
LOURENÇO, R. A. et al. Depressão e envelhecimento. Revista Brasileira de Psiquiatria, 42(3):284-290, 2021.
MATSUDO, S. M. M. Envelhecimento, atividade física e saúde. Boletim do Instituto da Saúde (Impr.) São Paulo, n. 47, p. 76-79. Abril, 2009. Disponível em:
<http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518- 18122009000200020&lng=pt>. Acesso em maio de 2026.
NAHAS, M. V. N. Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. 7ª edição atualizada e ampliada, p. 1 a 354, 2017. Londrina: Midiograf.
NÓBREGA, I. R. A. P. et al. Fatores associados à depressão em idosos institucionalizados: revisão integrativa. SAÚDE DEBATE. Rio de Janeiro, v. 39, n. 105, p.536-550, ABR-JUN 2015.
NOGUEIRA, G. et al. Atividade Física e Comportamento Sedentário como Preditores do Medo de Cair e do Risco de Sarcopenia em Idosos. Fisioter. Mov., 2023, v. 36, E36118.0 DOI: 10.1590/Fm.2023.36118.0.
PEIXOTO, I. R. Fatores Associados ao Envelhecimento Biológico Precoce em Pessoas Idosas com HIV. 2022. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/45396. Acesso em abril 2026.
RAMOS, L. R.; et al. Envelhecimento populacional: uma realidade e um desafio. Revista Brasileira de Epidemiologia, 22(2), 2019.
SILVA, G. S. A Relevância da Atividade Física para Pessoas a partir de 60 anos de idade. Disponível em:
https://monografias.ufop.br/bitstream/35400000/8029/3/MONOGRAFIA_Relev%C3%A2nci aAtividadeF%C3%ADsica.pdf. Acesso abril 2026.
REIS, S. G.; COELHO, E. F.; TUCHER, G. Comparação da flexibilidade entre idosas fisicamente ativas e sedentárias. Movimentum - Revista Digital de Educação Física, v. 4 - n. 1, 2009.
SIQUEIRA, F. V. et al. Aconselhamento para a prática de atividade física como estratégia de educação à saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 203-213, 2009.
SOUSA, M. F.; et al. Impacto da depressão na qualidade de vida de idosos: um estudo populacional. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 24(2):1-9, 2021.
OLIVEIRA, D. V. et al. A duração e a frequência da prática de atividade física interferem no indicativo de sarcopenia em idosos? Fisioterapia Pesqui. 2020;27(1):71-77, DOI: 10.1590/1809-2950/19004527012020.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Andressa Maria Pezzin, Elisangela Corti dos Santos, Dorimeire Kelle Mesquita, Vagner Euzébio Barcellos, Rivelino Teixeira Santos, Sueli da Silva Fernandes, Marta Dirlene Paiva, Francisco de Assis de Lemos Meireles, Fabíola Ferreira da Silva (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
"Os Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0). Esta licença permite que o trabalho seja compartilhado, copiado e adaptado em qualquer suporte ou formato, para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e de publicação inicial nesta revista.
-
Os Autores têm autorização para assumir compromissos contratuais adicionais separadamente, para a distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
-
A revista permite e incentiva os autores a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo de edição e publicação, pois isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado."