Estética regenerativa: bioética e a aplicação de ativos inovadores na revitalização cutânea.
DOI:
https://doi.org/10.69849/re9ymj44Palavras-chave:
estética regenerativa, bioética, ácido hialurônico, silício orgânico, exossomosResumo
A estética regenerativa tem se consolidado como uma abordagem inovadora no cuidado cutâneo, ao priorizar a restauração das funções biológicas da pele por meio de ativos bioestimuladores e reparadores. Este estudo teve como objetivo investigar os mecanismos de ação, a eficácia clínica e as implicações bioéticas do uso de ácido hialurônico, silício orgânico e exossomos na revitalização cutânea. Trata-se de uma revisão bibliográfica sistemática, de caráter qualitativo, realizada em bases de dados nacionais e internacionais, contemplando publicações dos últimos vinte anos. Os resultados demonstram que o ácido hialurônico atua na hidratação profunda e no estímulo indireto de fibroblastos, o silício orgânico contribui para a organização da matriz extracelular e síntese de colágeno, enquanto os exossomos apresentam potencial avançado na modulação da comunicação celular, estimulando processos regenerativos por meio de fatores de crescimento, proteínas e microRNAs. Contudo, os exossomos ainda carecem de padronização e validação clínica robusta. Conclui-se que a estética regenerativa representa um avanço significativo na área estética, desde que aplicada com embasamento científico e responsabilidade ética.
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