Atuação da fisioterapia na saúde do paciente com Parkinson
ISSN 1678-0817 Qualis/DOI Revista Científica de Alto Impacto.
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Por fim, a busca inicial nas bases de dados resultou em 1.117 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram removidos os artigos duplicados (n=9), permanecendo 1.108 para a triagem por títulos e resumos. Nessa etapa, foram desconsiderados os estudos que não atendiam ao recorte temporal, à abordagem fisioterapêutica ou ao tema específico da DP (n=1.069; sendo 847 na triagem por título e 222 após a leitura do resumo). Em seguida, 39 artigos foram avaliados na íntegra, sendo excluídos aqueles indisponíveis em texto completo, de caráter opinativo ou que não dialogavam diretamente com os objetivos da revisão (n=30). Ao final, 9 estudos compuseram a amostra, subsidiando a análise crítica sobre a eficácia e a aplicabilidade das práticas fisioterapêuticas na Doença de Parkinson, conforme apresentado no fluxograma (Figura 1).

Figura 1. Fluxograma do processo de identificação dos artigos selecionados.

Fonte: Próprios autores (2025).

4 Resultados e Discussão

Tabela 1 apresenta os aspectos metodológicos dos estudos incluídos, com autor e ano, país, tipo de delineamento, tamanho da amostra e período de acompanhamento. Ademais, os estudos foram organizados de forma cronológica


Tabela 1. Aspectos metodológicos dos estudos incluídos

Autor/Ano

País

Tipo de Estudo

Amostra

Período de Acompanhamento

Terra et al., 2020

Brasil

Ensaio clínico randomizado

54

7 meses (4 meses de intervenção + 3 meses de seguimento).

GAßNER et al., 2022

Alemanha

Ensaio clínico randomizado

100

14 dias (linha de base → pós-intervenção)

Kashif et al., 2022

Paquistão

Ensaio clínico randomizado

41

16 semanas (linha de base, 6 e 12 semanas; seguimento na 16ª semana).

Barbosa AM et al., 2023

Brasil

Quase-experimental, controlado, não randomizado

15

12 semanas (24 sessões; 2×/semana).

Doliny AEF et al., 2023

Brasil

Experimental, pré–pós

10

4 semanas (8 sessões, 2×/sem)

9 - scielo

GULCAN et al. (2023)

Turquia

Ensaio clínico randomizado

30

6 semanas (avaliações pré e pós-intervenção)

ELDEMIR et al. (2024)

Turquia

Ensaio clínico randomizado

16

4 semanas (pré e pós-intervenção).6

MILDNER et al. (2024)

Áustria

Ensaio clínico randomizado

24

4 semanas de intervenção + follow-up de 4 semanas (telefone).

7

Silva et al., 2025

Portugal

Ensaio clínico randomizado,

30

16 semanas (baseline, 6 sem, 12 sem + 4 sem follow-up)

Fonte: Próprios autores (2025).

Ao longo dos 9 estudos selecionados, obteve-se uma amostra total de 320 participantes. No que tange ao ano de publicação, observa-se que 11,1% dos estudos foram publicados em 2020, em 2022, 22,2% das publicações, o ano de 2023 concentrou 33,3% dos estudos, em 2024, 22,2% dos trabalhos foram publicados e 2025 contribuiu com 11,1% da amostra.

No que concerne ao delineamento metodológico, verificou-se predominância de ensaios clínicos randomizados (77,8%), seguidos por um estudo quase-experimental (11,1%) e um pré–pós de grupo único (11,1%), evidenciando base experimental robusta com complementação por desenhos pragmáticos.

Quanto à distribuição geográfica, os estudos foram conduzidos em seis países, com maior participação do Brasil (33,3%), seguido por Turquia (22,2%) e, cada um com 11,1%, Alemanha, Paquistão, Áustria e Portugal, demonstrando diversidade de cenários clínicos e de reabilitação.

Em relação ao período de acompanhamento/intervenção, observou-se concentração em janelas curtas a médias: 14 dias (11,1%), 4–8 semanas (44,4%), 12–16 semanas (33,3%) e um protocolo de maior duração total com 4 meses de intervenção mais 3 meses de seguimento (11,1%), indicando foco predominante na avaliação de efeitos até 16 semanas, com um estudo oferecendo acompanhamento mais prolongado.

A Tabela 2 descreve os principais achados das intervenções fisioterapêuticas analisadas, indicando a modalidade aplicada, os resultados observados e a conclusão de cada estudo.

Tabela 2. Principais resultados das intervenções fisioterapêuticas

Autor/

Ano

Modalidade Fisioterapêutica

Principais resultados

Conclusão

Terra MB et al., 2020

Fisioterapia motora (equilíbrio, integração sensorial, ajustes antecipatórios/reativos, coordenação, marcha) ± treino cognitivo supervisionado

Entre grupos: sem diferença no BESTest global; combinado melhor na estabilidade da marcha (pós). Dentro dos grupos: combinado melhorou domínios do BESTest e UPDRS II/III/total; Fisioterapia isolada melhorou orientação sensorial e UPDRS total; ganhos mantidos em 3 meses.

O treino cognitivo agregou benefícios específicos (domínios do BESTest; AVDs/motor), com manutenção no seguimento.

Gaßner et al., 2022

Fisioterapia individualizada (posturas/alongamentos, transferências, equilíbrio reativo/sensorial/antecipatório, coordenação, marcha) vs. treino em esteira; sessões em grupo (Tai Chi, caminhada nórdica, alongamento, fortalecimento)

Marcha em dupla tarefa: melhora em ambos, sem superioridade. Tarefa única: aumento de velocidade e comprimento do passo em ambos. Clínicos: melhora de sintomas motores, equilíbrio e capacidade de marcha.

Fisioterapia individualizada e esteira geraram melhorias semelhantes após 14 dias.

Kashif et al., 2022

Fisioterapia rotineira (aquecimento, alongamento, fortalecimento, coordenação, tronco, marcha) + realidade virtual (Wii Fit) + imagética motora vs. Fisioterapia isolada

PT+VR+MI com maiores melhorias em função motora (UPDRS-III), equilíbrio (Berg), confiança no equilíbrio (ABC) e AVDs (UPDRS-II), com manutenção; PT isolada também melhorou, porém em menor magnitude.

Combinar VR e imagética à Fisioterapia potencializa ganhos motores e funcionais em relação à PT isolada.

Gulcan et al., 2023

Fisioterapia convencional (equilíbrio, marcha, funcional/mobilidade) + AR/VR em esteira C-Mill VR+ (feedback visual/auditivo) vs. Fisioterapia convencional

Ambos: redução de sintomas motores e melhora do equilíbrio clínico/autoeficácia. AR/VR: ganhos posturográficos amplos, parâmetros de marcha mais robustos e melhora do TUG; controle com ganhos mais restritos e TUG sem melhora.

AR/VR associado à Fisioterapia mostrou vantagens adicionais em equilíbrio objetivo, marcha e mobilidade funcional.

Barbosa AM et al., 2023

Fisioterapia em grupo (24 sessões; alongamentos/isometrias com ioga/Pilates; fortalecimento; circuito de marcha; pistas auditivas)

PDQ-39: sem melhora pré-pós dentro dos braços; diferenças entre grupos em Apoio social e Mobilidade sem respaldo intra-grupo consistente; sem eventos adversos.

Com dose curta/baixa intensidade, não houve melhoria consistente de qualidade de vida (PDQ-39).

Doliny AEF et al., 2023

Fisioterapia aquática (33 °C; 40 min; 5 fases: ambientação, domínio, relaxamento, exercícios terapêuticos, condicionamento cardiorrespiratório)

FC, PA e duplo produto mantidos em faixas seguras; redução da fadiga (ESF); sem eventos adversos.

Intervenção segura e capaz de reduzir a percepção de fadiga em curto prazo.

Eldemir et al., 2024

LSVT BIG padrão (grande amplitude, tarefas funcionais, marcha/equilíbrio) vs. LSVT BIG modificado (parte domiciliar)

Ambos: melhora de estabilidade postural, velocidade de marcha, UPDRS-III e TUG. Padrão superior em integração sensorial do equilíbrio, limites de estabilidade, cadência, comprimento do passo, fase de balanço e simetria da marcha.

LSVT BIG modificado é eficaz, mas o protocolo padrão mostrou superioridade em equilíbrio sensorial e simetria da marcha.

Mildner et al., 2024

Fisioterapia orientada à atividade (equilíbrio, dupla-tarefa, coordenação, mobilidade, marcha/escadas) ± treino de movimentos oculares (sacádicos, fixações; marcas visuais)

Ambos: melhora em FGA, velocidade de marcha, TUG/TUGman, BBS e FSST. Com treino ocular: melhor controle do olhar em tarefas com obstáculo; PDQ-39 melhorou em mais domínios; FOGQ melhorou e manteve; FES-I e BDI-II melhoraram em ambos.

Acrescentar treino ocular é exequível e pode ampliar ganhos em controle do olhar, função e qualidade de vida.

Pimenta da Silva et al., 2025

Fisioterapia especializada em DP (cardiorrespiratória, equilíbrio, funcional, marcha) + neuroanimação MindPod (exergame)

6 sem: TUG sem diferença; melhor equilíbrio no sequencial; melhor controle do passo no combinado. 12–16 sem: combinado melhor em TUG cognitivo e comprimento do passo; sequencial melhor em mini-BEST; seguimento favoreceu combinado em TUG cognitivo.

Intervenção viável e segura, com benefícios motores/funcionais mais evidentes após 12–16 semanas.

Fonte: Próprios autores (2025). Legenda: DP = Doença de Parkinson; UPDRS-II/UPDRS-III = Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson – partes II (Atividades de Vida Diária) e III (Exame Motor); AVDs = Atividades de Vida Diária; VR = Realidade Virtual; RA/RV = Realidade Aumentada/Realidade Virtual; MI = Imagética motora; TUG = Levantar-se e Ir Cronometrado; mini-BEST/BESTest = Mini/Teste de Avaliação dos Sistemas de Equilíbrio; ABC = Escala de Confiança no Equilíbrio Específica para Atividades; PDQ-39 = Questionário da Doença de Parkinson-39; FGA = Avaliação Funcional da Marcha; BBS = Escala de Equilíbrio de Berg; FSST = Teste dos Quatro Quadrados; FOGQ = Questionário de Congelamento da Marcha; FES-I = Questionário Internacional de Eficácia de Quedas; BDI-II = Inventário de Depressão de Beck-II; LSVT BIG = método de treino de movimentos de grande amplitude; AOPT-E = Fisioterapia orientada à atividade com treino ocular; FC/PA = Frequência Cardíaca/Pressão Arterial; ESF = Escala de Severidade de Fadiga; C-Mill VR+ = esteira instrumentada com RA/RV; MindPod = exergame de neuroanimação.

A análise da Tabela 2 evidencia um conjunto de nove estudos contemplando múltiplas modalidades fisioterapêuticas na DP, como a Fisioterapia motora com ou sem treino cognitivo (Terra MB et al., 2020), Fisioterapia individualizada versus treino em esteira, com atividades em grupo (Gaßner et al., 2022), Fisioterapia associada à realidade virtual e à imagética motora (Kashif et al., 2022), Fisioterapia convencional mais realidade aumentada/realidade virtual (RA/RV) em esteira (Gulcan et al., 2023), Fisioterapia em grupo de curta duração (Barbosa AM et al., 2023), Fisioterapia aquática (Doliny et al., 2023), LSVT BIG (Lee Silverman Voice Treatment – BIG) nas versões padrão e modificada (Eldemir et al., 2024), Fisioterapia orientada à atividade com ou sem treino ocular (AOPT-E) (Mildner et al., 2024) e Fisioterapia especializada com exergame MindPod (Pimenta da Silva et al., 2025).

No plano dos desfechos motores e funcionais, 77,8% dos estudos (7/9) reportaram melhorias em marcha, equilíbrio, mobilidade funcional e/ou no desempenho motor pela Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson III (UPDRS-III) (Terra MB et al., 2020; Gaßner et al., 2022; Kashif et al., 2022; Gulcan et al., 2023; Eldemir et al., 2024; Mildner et al., 2024; Pimenta da Silva et al., 2025). Em comparações diretas, 66,7% (6/9) (Terra MB et al., 2020; Kashif et al., 2022; Gulcan et al., 2023; Eldemir et al., 2024; Mildner et al., 2024; Pimenta da Silva et al., 2025), mostraram vantagens de protocolos ampliados frente aos controles, com realidade virtual mais imagética motora superou a Fisioterapia isolada em função motora (UPDRS-III), equilíbrio (Escala de Equilíbrio de Berg), confiança no equilíbrio (Escala de Confiança no Equilíbrio Específica para Atividades (ABC) e atividades de vida diária (UPDRS-II) (Kashif et al., 2022).

Ademais, a RA/RV mais Fisioterapia apresentou ganhos posturográficos, de marcha e melhor desempenho no Levantarse e TUG em relação ao convencional (Gulcan et al., 2023); o LSVT BIG padrão foi superior ao modificado em integração sensorial do equilíbrio e simetria da marcha (Eldemir et al., 2024); o treino cognitivo agregou benefícios em domínios do Teste de Avaliação dos Sistemas de Equilíbrio (BESTest) e em atividades de vida diária e motor (UPDRS-II/III) (Terra MB et al., 2020); e o treino ocular adicionou ganhos em controle do olhar e desempenho funcional (Mildner et al., 2024). Em contraste, a comparação entre Fisioterapia individualizada e treino em esteira indicou eficácia semelhante em 14 dias (Gaßner et al., 2022).

Quanto a desfechos não motores e psicossociais, parte dos estudos avaliou fadiga, humor, medo de cair, confiança no equilíbrio e percepção de qualidade de vida. Observou-se redução de fadiga após Fisioterapia aquática (Doliny AEF et al., 2023); melhorias na confiança para o equilíbrio ABC em protocolos com realidade virtual/imagética e com RA/RV (Kashif et al., 2022; Gulcan et al., 2023); e redução de sintomas depressivos pelo Inventário de Depressão de Beck–II (BDI-II), além de manutenção de ganhos no Questionário Internacional de Eficácia de Quedas (FES-I) e melhora sustentada no Questionário de Congelamento da Marcha (FOGQ) no grupo com treino ocular (Mildner et al., 2024). Em qualidade de vida, o AOPT-E apresentou melhorias em múltiplos domínios do Questionário da Doença de Parkinson-39 (PDQ-39) (Mildner et al., 2024), enquanto não houve mudança relevante com o exergame MindPod (Pimenta da Silva et al., 2025) e não se observou melhora consistente em protocolo de baixa dose/curta duração (Barbosa AM et al., 2023).

No tocante à manutenção de efeitos e à segurança, 44,4% dos estudos com seguimento relataram manutenção parcial dos ganhos (Terra MB et al., 2020; Kashif et al., 2022; Mildner et al., 2024; Pimenta da Silva et al., 2025). A viabilidade e a tolerabilidade foram reiteradas onde reportadas: os protocolos foram bem tolerados, sem eventos adversos relevantes (Pimenta da Silva et al., 2025; Doliny AEF et al., 2023).

Ademais, os resultados dos estudos incluídos evidenciam que as intervenções fisioterapêuticas na DP produzem, em geral, melhorias expressivas em parâmetros motores e funcionais, sobretudo na marcha, equilíbrio e mobilidade funcional, o que converge amplamente entre os ensaios analisados (Terra et al., 2020; Kashif et al., 2022; Gaßner et al., 2022; Gulcan et al., 2023; Eldemir et al., 2024; Mildner et al., 2024; Silva et al., 2025). Diante dessas evidências, destaca-se a importância da Fisioterapia como estratégia essencial na reabilitação motora de indivíduos com doença de Parkinson, independentemente das variações de método, tempo e intensidade aplicadas.

De forma consistente, observou-se que intervenções baseadas em realidade virtual e realidade aumentada (Kashif et al., 2022; Gulcan et al., 2023) potencializam ganhos motores e funcionais em relação à Fisioterapia convencional, especialmente no equilíbrio e na confiança motora. Desta forma, os resultados dialogam com as evidências de Silva et al. (2025), que incorporou a neuroanimação (MindPod) ao tratamento fisioterapêutico e também encontrou melhorias significativas em equilíbrio, marcha e cognição, indicando que o uso de recursos tecnológicos interativos tende a ampliar a resposta terapêutica. Ainda assim, apesar de metodologias distintas, esses três estudos conversam ao demonstrar que o engajamento cognitivo e sensório-motor promovido por tecnologias digitais favorece a neuroplasticidade e o desempenho motor.

A mesma linha de complementaridade é observada entre Terra et al. (2020) e Mildner et al. (2024), que incorporaram componentes cognitivos e perceptivos às intervenções motoras, indicando que o acréscimo de estímulos cognitivos ou oculares amplia o controle postural e a integração sensorial, favorecendo a estabilidade, a qualidade da marcha e a funcionalidade global dos pacientes. Assim, os resultados indicam que estratégias que combinam processamento cognitivo e controle motor, por meio de treino cognitivo direto ou estimulação ocular, promovem efeitos mais duradouros e abrangentes sobre a funcionalidade.

Em outra linha de abordagem, Eldemir et al. (2024) compararam duas versões do protocolo LSVT BIG, a tradicional e a modificada, ambas eficazes na melhora da estabilidade postural, da marcha e dos sintomas motores. No entanto, o formato tradicional apresentou resultados superiores em integração sensorial e simetria da marcha, sugerindo que intensidade e padronização são fatores decisivos para ganhos mais expressivos. A diferença de intensidade observada também pode justificar a ausência de melhora significativa na qualidade de vida relatada por Barbosa et al. (2023), cujo protocolo em grupo teve baixa frequência e curta duração, indicando que intervenções de menor dose tendem a ser insuficientes para promover avanços consistentes em desfechos mais amplos, como a percepção de qualidade de vida.

Em um eixo distinto, Doliny et al. (2023) apresentaram uma importante contribuição complementar ao focar em desfechos não motores, destacando a redução significativa da fadiga após Fisioterapia aquática. Tal resultado amplia a compreensão dos efeitos terapêuticos da Fisioterapia, ao demonstrar que seus benefícios podem se estender a sintomas subjetivos e sistêmicos, frequentemente negligenciados nos estudos sobre DP. A ênfase em aspectos não motores também se relaciona com os achados de Silva et al. (2025), que relataram melhora cognitiva (SCOPA-COG), indicando que intervenções fisioterapêuticas podem impactar simultaneamente dimensões motoras e cognitivas, contribuindo para uma melhor percepção de qualidade de vida, mesmo quando o PDQ-39 não revela diferenças significativas.

Considerando o conjunto de evidências, observa-se ampla concordância entre os autores quanto à eficácia da Fisioterapia, independentemente da técnica empregada, enquanto as diferenças identificadas decorrem principalmente de variações metodológicas, como tempo de intervenção, frequência semanal, inclusão de estímulos tecnológicos ou cognitivos e estágio clínico da amostra. Desta forma, os resultados apontam que protocolos de média a longa duração, aplicados com maior intensidade e enriquecidos por estímulos multissensoriais, tendem a gerar benefícios mais abrangentes e duradouros em pessoas com Doença de Parkinson.

5 Considerações Finais

A Fisioterapia mostrou-se uma intervenção fundamental no cuidado à pessoa com Doença de Parkinson, uma vez que os estudos apontam melhora consistente da marcha, do equilíbrio e da mobilidade quando o treino é progressivo, orientado à tarefa e realizado com regularidade. Desta forma, a inclusão de estímulos cognitivos e o uso de tecnologias como realidade virtual e jogos terapêuticos tendem a ampliar os ganhos funcionais e a favorecer a autonomia no dia a dia.

No entanto, ainda existem limites nas pesquisas, como protocolos diferentes entre os estudos. Mesmo assim, o conjunto das evidências indica benefícios reais e seguros, sobretudo quando a intervenção é bem dosada e acompanhada por profissionais capacitados.

Neste contexto, recomenda-se iniciar a Fisioterapia de forma precoce, manter frequência adequada e evoluir a dificuldade dos exercícios conforme as metas do paciente, os planos individualizados, com foco em tarefas funcionais e treino de marcha e equilíbrio, podem ser combinados a recursos tecnológicos e estratégias de dupla tarefa para potencializar resultados. Portanto, as práticas apoiam a adoção da Fisioterapia como parte contínua do tratamento, com impacto positivo na funcionalidade e na qualidade de vida.

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  1. AESPI-MACAPÁ- AMAPÁ- BRASIL https://orcid.org/0009-0005-1596-7892

  2. AESPI- TERESINA- PIAUI- BRASIL https://orcid.org/0009-0000-0476-6044

  3. AESPI- TERESINA- PIAUI - BRASIL https://orcid.org/0009-0008-1474-0516

  4. AESPI- TERESINA- PIAUI - BRASIL https://orcid.org/0009-0003-2243-0781

  5. IEST- TERESINA- PIAUÍ- BRASIL https://orcid.org/0009-0005-1003-1876

  6. AESPI - TERESINA-PIAUÍ- BRASIL https://orcid.org/0009-0008-1584-0148

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Copyright (c) 2026 Adriele da Silva Lima, Alcilene Costa Silva, Bruna Nayara Oliveira Bittencourt, Francisca Fabiana de Souza Sampaio, Myller Araújo Leal, Tamires Maria Da Silva (Autor)

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