Biossegurança e transformação profissional: o impacto das pandemias e guerras na vestimenta dos profissionais da saúde.

Autores

  • Leandro Monteiro Angelim Autor
  • Clarkson Henrique Santos Lemos Autor
  • Antônio Moreira de Carvalho Neto Autor
  • Tatiana Barros de Oliveira Nunes Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/mgz51z23

Palavras-chave:

biossegurança, pandemias, guerras, equipamentos de proteção individual

Resumo

Introdução. A biossegurança tem se consolidado como um elemento essencial na organização dos serviços de saúde, especialmente diante de eventos históricos críticos, como pandemias e conflitos bélicos, que impactaram diretamente as práticas profissionais e a vestimenta dos trabalhadores da área. Objetivo. Analisar o impacto das pandemias e guerras na transformação da vestimenta dos profissionais da saúde sob a perspectiva da biossegurança. Metodologia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com abordagem histórico-social, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, conforme as recomendações do protocolo PRISMA. A coleta de dados foi realizada em bases científicas como SciELO, PubMed e Google Scholar. Resultados e Discussão. Os resultados evidenciaram que eventos como a gripe espanhola, a pandemia de COVID-19 e conflitos armados contribuíram significativamente para a intensificação do uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e aventais, além de impulsionarem avanços tecnológicos na área. A discussão revelou que tais transformações não ocorreram de forma isolada, mas foram impulsionadas por contextos de crise que exigiram respostas rápidas e eficazes. Considerações finais. Infere-se que biossegurança é um campo dinâmico, construído historicamente, e que a vestimenta dos profissionais da saúde representa um elemento fundamental na proteção individual e coletiva, sendo continuamente adaptada às novas demandas impostas por emergências sanitárias e sociais.

Referências

AQUINO, Estela M. L. et al. Medidas de distanciamento social no controle da pandemia de COVID-19: potenciais impactos e desafios no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, supl. 1, p. 2423-2446, 2020.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/kHWz3wz8v7fVYk9Yv8M8h7J/. Acesso em: 20 abr. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Biossegurança em saúde: prioridades e estratégias de ação. Brasília: MS, 2024.

BURKLE, Frederick M. Global health security demands and disaster preparedness in armed conflicts. The Lancet, London, v. 397, n. 10272, 2021.

Disponível em: https://www.thelancet.com. Acesso em: 26 abr. 2026.

FONSECA, Cristina M. O. História das doenças e da saúde pública no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2015.

GARCIA, Leila P.; DUARTE, Elisete. Intervenções não farmacológicas para o enfrentamento à epidemia da COVID-19 no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 29, n. 2, e2020222, 2020.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/3tV9yqV6y4y7rj7m7VQhQpM/. Acesso em: 23 abr. 2026.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.

GREENHALGH, Trisha et al. Face masks for the public during the COVID-19 crisis. The BMJ, London, v. 369, 2020.

Disponível em: https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1435. Acesso em: 17 abr. 2026.

HOUGHTON, Catherine et al. Barriers and facilitators to healthcare workers’ adherence with infection prevention and control guidelines. Cochrane Database of Systematic Reviews, London, n. 4, 2020.

Disponível em: https://www.cochranelibrary.com. Acesso em: 18 abr. 2026.

KAMPF, Günter et al. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agents. Journal of Hospital Infection, London, v. 104, n. 3, p. 246-251, 2020.

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195670120300463. Acesso em: 26 abr. 2026.

LIVINGSTON, Edward; DESAI, Anjali; BERKWITS, Michael. Sourcing personal protective equipment during the COVID-19 pandemic. JAMA, Chicago, v. 323, n. 19, 2020.

Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2764031

Acesso em: 21 abr. 2026.

MACHADO, Maria Helena et al. Condições de trabalho e biossegurança dos profissionais de saúde no contexto da COVID-19 no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 2809-2822, 2023. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2023.v28n10/2809-2822/

Acesso em: 20 abr. 2026.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Infection prevention and control during health care when COVID-19 is suspected. Geneva: WHO, 2020.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (WHO). Health workforce policy and management in the context of the COVID-19 pandemic response. Geneva: WHO, 2021.

PAGE, Matthew J. et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ, London, v. 372, n. 71, 2021.

Disponível em: https://www.bmj.com/content/372/bmj.n71

Acesso em: 24 abr. 2026.

PORTER, Roy. The greatest benefit to mankind: a medical history of humanity. London: HarperCollins, 1997.

SHAUKAT, Nadia; ALI, Danish M.; RAZZAK, Junaid. Physical and mental health impacts of COVID-19 on healthcare workers. International Journal of Emergency Medicine, London, v. 13, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32689925/. Acesso em: 22 abr. 2026.

Downloads

Publicado

13.05.2026

Como Citar

Angelim, L. M. ., Lemos, C. H. S. ., Carvalho Neto, A. M. de ., & Nunes, T. B. de O. . (2026). Biossegurança e transformação profissional: o impacto das pandemias e guerras na vestimenta dos profissionais da saúde. Revista Ft, 30(158), 01-11. https://doi.org/10.69849/mgz51z23