Setembro Amarelo e a importância da escuta: uma intervenção educativa no ambiente escolar frente aos impactos persistentes da COVID-19 e os desafios contemporâneos na adolescência
DOI:
https://doi.org/10.69849/ct59g858Palabras clave:
Depressão, Saúde mental, Setembro Amarelo, Adolescência, Ambiente escolarResumen
A depressão configura-se como um dos transtornos mentais mais prevalentes e está fortemente associada ao comportamento suicida, sobretudo quando não tratada, constituindo um relevante problema de saúde pública no Brasil. Apesar dos avanços promovidos por campanhas de conscientização, como o Setembro Amarelo, ainda persistem barreiras importantes para a prevenção e o cuidado, incluindo estigmas,
desinformação e dificuldades de acesso oportuno a acompanhamento no Sistema Único de Saúde. Esse cenário tornou-se ainda mais crítico após a pandemia de Coronavírus, que intensificou fatores de risco psicossociais, especialmente entre crianças e adolescentes, impactando vínculos, rotina escolar e bem-estar emocional. Nesse contexto, este artigo apresenta um relato de experiência sobre ações desenvolvidas por estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal Farroupilha – Campus São Vicente do Sul/RS, integrantes dos programas PET Biologia e PIBID, durante o Setembro Amarelo de 2025. As atividades incluíram porta temática, cartazes informativos e uma “caixa de escuta” com participação anônima da comunidade acadêmica. As mensagens coletadas evidenciaram predominância de conteúdos empáticos e motivacionais, sugerindo que espaços seguros de expressão favorecem o acolhimento e o fortalecimento de redes de apoio. Conclui-se que intervenções educativas simples e contínuas no ambiente escolar podem contribuir para reduzir estigmas, incentivar a busca por ajuda e consolidar práticas permanentes de promoção da saúde mental e valorização da vida.
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