O Papel da Enfermagem no Cuidado ao Recém-Nascido com Cardiopatia Congênita
DOI:
https://doi.org/10.69849/78m7yg21Palabras clave:
enfermagem neonatal, cardiopatia congênita, cuidado humanizado, comunicação; famíliaResumen
O presente estudo tem como objetivo analisar o papel da enfermagem no cuidado ao recém-nascido com cardiopatia congênita, enfatizando a importância do cuidado humanizado, da comunicação com a família e da qualificação profissional frente à complexidade do quadro clínico. A pesquisa, de caráter bibliográfico e descritivo, evidenciou que o enfermeiro desempenha papel central na equipe multiprofissional, atuando como mediador entre o conhecimento técnico e o acolhimento emocional. A revisão das literaturas de Arruda e Souza (2025), Fernandes et al. (2025), Ramos (2010), Lima, Silva e Siqueira (2018), Farias, Resner e Silva (2019), Batista et al. (2005) e Souza et al. (2021) revelou que a assistência humanizada contribui para o fortalecimento do vínculo entre equipe e família, reduz a ansiedade dos cuidadores e promove a recuperação do neonato. Contudo, o estudo também identificou desafios significativos, como a falta de capacitação específica, a sobrecarga de trabalho e a ausência de protocolos padronizados nas unidades neonatais. Observou-se que a prática de enfermagem exige constante atualização técnica e emocional, destacando a Sistematização da Assistência de Enfermagem como ferramenta essencial para a padronização e segurança do cuidado. Além disso, a interdisciplinaridade e a educação continuada surgem como estratégias fundamentais para o aperfeiçoamento profissional e para a melhoria da qualidade assistencial. Conclui-se que a atuação do enfermeiro, pautada na empatia, no conhecimento científico e na comunicação eficaz, é determinante para o bem-estar do recém-nascido com cardiopatia congênita e para o fortalecimento da confiança familiar.
Referencias
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Derechos de autor 2026 Thiago Teodozio Souza Lefkum, Inaê Vitória Negrello, Altair Justus Neto (Autor)

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